… que os médicos, os professores e outros funcionários públicos que começam a faltar nos serviços do estado acontece apenas porque ao longo dos últimos anos os funcionários públicos são tratados como lixo pelos diversos governantes?
Daqui a pouco serão as escolas particulares a contratar professores com melhores salários, porque a cada dia que passa o salário médio de um professor está cada vez mais próximo do salário mínimo.
E se nada mudar rapidamente nem salvação para esta inversão vai existir.

8 comentários
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depois há aqueles que confundem serviços públicos com casa de banho pública mas até isso é preciso pagar e muitas vezes nem tem água 🙂
“Contas certas” que andaram a esconder suborçamentações!..
Reformas estruturais que aumentassem a produtividade do País? Zero!
Vivam os Costas!…
Os colégios NUNCA irão pagar mais do que o Estado, porque há sempre otários que se sujeitam a trabalhar por ordenados de miséria.
Os colégios pagam mais do que o Estado. A maior parte deles. O que não o fazem são os colégios de treta.
Mas o problema não é esse. O problema é que nos colégios o desrespeito pelos professores é o mesmo. E então quando se fala em notas dá-se o milagre da passagem dos 3 para 5, e da manutenção de notas de 5 mesmo que o aluno tenha descido para 3. É o regabofe.
O problema da Educação em Portugal não se resume aos problemas no público. O privado está pelas ruas da amargura também. Nada se safa num país entregue à incompetência, ao compadrio e ao faz de conta.
O maior problema dos privados está nas notas do secundário. Aí sim há muita inflação. Notas de 20 e 19 que equivalem a 17-18 no público.
E pagam menos. Só recebes mais se tiveres horas extra.
“Daqui a pouco serão as escolas particulares a contratar professores com melhores salários, porque a cada dia que passa o salário médio de um professor está cada vez mais próximo do salário mínimo.”
Todos nós antevemos isso.
A tutela só não antevê se não lhe interessar.
Bem como a fuga progressiva de alunos para o ensino privado, pois os docentes do público rastejam, asfixiados em grelhas, tabelas múltiplas, domínios, intervenções, eixos prioritários múltiplos, competências gerais e essenciais mirabolantes, medidas universais, articulações em todas as direções e sentidos, práticas híbridas, invertidas, multidisciplinares, ações de projeto, de sensibilização, estratégias diferenciadas deveras contorcionistas, mais o famoso digital e toda a sua “glória” e respetivas evidências.
Não pude deixar de soltar umas boas gargalhadas enquanto escrevia o parágrafo anterior, que reflete a anedota e distopia retorcida que caracteriza o nosso dia-a-dia na escola pública.
Para ser honesta, basta olhar para as grelhas que tenho de preencher, para avaliar cada aluno, para me provocar gargalhadas fartas.
Muito bem!
Os alunos sempre saíram para o privado.
E quanto mais competitiva for a entrada no superior maior será o número de alunos a sair para o privado, sobretudo no secundário.