A Educação Inclusiva passa 90% dos alunos

A taxa de transição e conclusão dos alunos abrangidos pela Educação Inclusiva que beneficiam de medidas e apoios especializados é superior a 90% em todos os ciclos de ensino. E a distância para as taxas globais atingidas por todos os alunos vai esbatendo-se durante o percurso.

Mais de 90% dos alunos com apoios à aprendizagem passam de ano

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11 comentários

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    • Brio português on 15 de Junho de 2022 at 22:08
    • Responder

    Só aldrabices camufladas por um vocabulário técnico que parece uma coisa de alto gabarito. Vão mentir ao c***!

    Apoios especializados?? Este “especialistas” são é uns baldas! Querem os “incluídos” mas é bem longe, enfiado à socapa nas turmas regulares!

    • Calves on 16 de Junho de 2022 at 0:05
    • Responder

    Para trabalhar com os alunos da turma com relatório técnico-pedagógico, está o titular de turma e se prosseguir uma metodologia ativa e que enquadrada nos modelos sócio-constructivistas aposta forte na estratégia ZDP – zona de desenvolvimento proximal. Ou seja, os meninos trabalham junto a um colega que serve de modelo positivo e os dois interajudam-se. Nos dois últimos anos letivos (1.º e 2.º anos de escolaridade) não tive apoio da colega “detentora das estratégias e dos meios” da educação especial. A colega com sessenta anos aparecia uma vez por semana para ir dizendo que “já tinha trabalhado muito”! Precisei de terapeuta da fala – tive de trabalhar com a EE e ir com ela ao Centro de Saúde agendar consulta e depois acompanhá-la e ao meu aluno para garantir que saia de lá com o P1. Depois foi a “via sacra” à procura de Clínica que tivesse acordo com o SNS! No Porto não encontramos! As mães que não estão empoleiradas para o exercício da parentalidade não se mexem pelos filhos! Mexem-se apenas quando querem tirar satisfações com o professor na sequência de qualquer queixa do “pirralho”!
    Consulta de pediatria do desenvolvimento – o professor sugere, pede e solicita encarecidamente à EE para um diagnóstico sustentado das dificuldades detetadas no início da escolaridade, mas requer P1 do C.S.
    A mesma “via sacra” que a maior parte das EE do RSI não tem sequer motivação para encetar.
    As desigualdades sociais tornam-se muito evidentes quando o professor começa a detetar problemas de falta de vocabulário, falta de destreza no cálculo mental, perturbações na linguagem, perturbações da ansiedade, perturbações comportamentais… perturbações nos meninos, filhos da “arraia miúda”! E quê? Quem nos vem acudir? A colega do 910 com 60 anos que já não quer dar mais à escola, mas que não se pode aposentar e, logo, libertar a vaga para um colega mais capaz? Esgotadas as medidas universais o titular de turma vem para casa e inicia um, três… PROCESSOS DE IDENTIFICAÇÃO DE NECESSIDADES DE MEDIDAS DE SUPORTE À APRENDIZAGEM E À INCLUSÃO (Artigo 20.° do DL no 54/2018, de 6 de julho) que envia para a EMAEI.
    E aguarda, aguarda! Só, com o melhor que sabe e que pode e com os seus alunos. De quando em vez poderá contar com uma ou com duas horas semanais. Se tiver sorte! Porque se a colega que presta apoio educativo se for a coordenadora de escola é o “entra e sai” porque vai privilegiar outras tarefas de organização e gestão do estabelecimento de educação.
    Trabalha-se sem “rede de apoio”, sem parcerias entre as diferentes entidades que deviam estar envolvidas: saúde escolar dos ACES, psicólogos, terapeutas… em reuniões de equipa multidisciplinar para análise dos casos e uma intervenção especializada, coadjuvante e atempada. Os miúdos seguem sempre “mancos” para os ciclos subsequentes!
    Como alterar isto? Eu luto pelo bem-estar dos miúdos, mas não sou mãe nem pai. Sou “escola pública” mas não a posso humanizar sozinho!

    1. E que tal estabelecimentos multifunções para esses alunos?
      Não era mais sério ter centros de integração educativa com médicos, terapeutas e técnicos ocupacionais?
      Estamos a brincar ao faz de conta?

      • farto disto tudo on 16 de Junho de 2022 at 14:50
      • Responder

      Disse tudo muito bem explicado, pois isto não é incluir. Isto é excluir, logo à partida e, a culpa é do ME, que publicou um DL54 muito manco, apenas para poupar euros.

    2. Bravo!
      Descreveu a realidade da escola.

    3. Bravo! É o que verdadeiramente acontece. Todos os dias, na triste realidade. Longe das fronteiras do teórico.

    • Calves on 16 de Junho de 2022 at 0:16
    • Responder

    Peço desculpa pelos lapsos de ortografia. É a escrita automática deste meu aparelho!
    Onde se lê mães “empoleiradas” deve ler-se “empoderadas”!

      • maria on 16 de Junho de 2022 at 9:53
      • Responder

      Milagres

      “O quê?! Atão ná chegou aos 100% ? Já ná digo aos 116% , mas o 100% seria o mínimo . Na “minha” escola chegou!”, exclama a Rosalina, “professora” de educação “especial” e , intelectualmente, da mesma estirpe dos “alunos”.

    • Maria on 17 de Junho de 2022 at 22:33
    • Responder

    👏👏👏 bela descrição do que se passa efetivamente

  1. E os que precisam de mais?
    Os que para eles aquilo que a escola dá e o ritmo dos colegas e inferior e se sentem excluidos?
    Nao precisam também eles de apoio ou alguém que lhes permita uma evolução ao seu ritmo? Que se sinta confortave e motivado.
    Neste momento tenho uma criança no 3 ano que todos osndias diz que nao quer ir para a escola.
    Pede por favor para a passarem para o 5 ano.
    Pede para lhe darem mais e chora porque os colegas não conseguem aprender.

    • Ariovski on 21 de Junho de 2022 at 17:44
    • Responder

    Então irei comentar!
    Sou professora de educação especial, tenho muito orgulho e brio naquilo que faço… E garanto que em quase 20 anos de profissão não tenho nada a apontar! Há pais e encarregados de educação negligentes mas também há muitos profissionais que o são, pois ambos protestam falta de recursos quando não são exploradas e esgotadas todas as possibilidades!
    E sim, se todos remarmos em comunidade teremos educação inclusiva! Humildade ✨

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