10 de Abril de 2021 archive

Um Aviso ao pessoal da EPE e 1.º Ciclo

Tenham cuidados redobrados…

 

Expresso | Covid-19. Crianças entre os 5 e os 9 anos são o grupo com maior incidência de novos casos

Número de infeções é baixo, mas nunca este grupo tinha superado os outros. Regresso às escolas dos mais novos e vacinação dos mais velhos ajudam a explicar a inversão da distribuição de novos contágios

s especialistas já tinham alertado para o recente aumento do número de casos entre os mais novos, mas agora as crianças entre os 5 e os 9 anos já são mesmo o grupo etário com a incidência de covid mais elevada. Segundo a análise do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), com base nos dados da Direção-Geral da Saúde, este grupo ultrapassou aqueles onde “habitualmente a incidência era mais elevada, nomeadamente dos 20 aos 24 e dos mais de 85”, como refere ao Expresso Baltazar Nunes, responsável pela Unidade de Investigação Epidemiológica do INSA.

Até agora, as crianças com menos de 10 anos eram um dos grupos mais protegidos da infeção, mantendo sempre incidência mais baixa do que as restantes faixas da população. Os jovens entre os 20 e os 29 anos foram ao longo do último ano e durante muito tempo o grupo mais afetado. Já em janeiro deste ano, os idosos acima dos 80 anos superaram claramente todos os restantes grupos, refletindo-se essa incidência num aumento muito significativo da mortalidade.

 

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Respostas ao Pedido de Informação sobre a Petição “Pelo fim das Vagas no Acesso ao 5.º e 7.º Escalão”

No site do Parlamento já se encontram 3 respostas ao pedido de informação que a Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto fez a algumas entidades, decorrente da minha Petição “Pelo fim das Vagas de Acesso ao 5.º e 7.º Escalão“, que passou a ser denominada Petição Nº 216/XIV/2.

Para já as respostas ao pedido de informações foram dadas pelo:

Ministério da Educação

ANDE

CE – Conselho de Escolas

 

O que o Ministério da Educação acaba por responder é que tem feito um esforço de vincular mais professores, reduziu o número de alunos por turma, criar condições para mais Mobilidades por Doença, pelo que se justifica a existência desse estrangulamento na carreira, em nome de um equilíbrio orçamental.

Como que 0,007% do PIB sejam um enorme desequilíbrio orçamental.

O Conselho de Escolas diz mesmo que  a exigência de vaga para progressão aos 5.º e 7.º escalões, se constitui
como um “mecanismo artificial”, um torniquete administrativo, para impedir o normal desenvolvimento da carreira dos docentes, atrasando ou impedindo o acesso ao respetivo topo.
De seguida, diz: “na verdade, a exigência de vaga é um expediente legal inventado e mantido para retirar aos
professores o poder de gestão das respetivas carreiras, transferindo‐o para as mãos do Estado
que, de forma arbitrária, decidir quantos professores podem ou não progredir. ”

A ANDE toma a seguinte posição:

“Deste modo, é da mais elementar justiça, concordar com os pedidos constantes da petição e, que as vagas
de acesso ao 5º e ao 7º escalão em 2021 sejam idênticas ao número de docentes que irão integrar as listas
nacionais de acesso a estes dois escalões e a revogação da alínea b) do nº 3 do artigo 37ª do Estatuto da
Carreira Docente, assim como os restantes artigos que lhe estão associados e ainda, a recuperação de
todo o tempo de serviço dos docentes que estiveram retidos nas listas nacionais para obtenção de vaga,
para efeitos de contagem do tempo de serviço para progressão na carreira docente.”

 

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A justiça, ou a falta dela…

A justiça, ou a falta dela, pode matar uma ditadura, ou uma qualquer democracia. O pilar de um povo pode ruir em qualquer estado se não for bem alicerçado. Neste pais os alicerces são de barro e qualquer tremor os faz ruir. Sempre assim foi. Perdeu-se mais uma oportunidade para construir uma nação com futuro.

 

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A saga da vacina AstraZeneca: o que hoje é, amanhã pode já não ser…  

 

Nas últimas semanas, a vacina da AstraZeneca tornou-se alvo de muitas suspeitas, de muitas polémicas e de muitas incertezas, sobretudo decorrentes dos seus possíveis efeitos secundários… Todas essas dúvidas e reservas foram consubstanciadas pela suspensão da respectiva administração por grande parte dos países europeus, há pouco tempo atrás…

 E depois de muitos “ziguezagues” a nível europeu, parece que a maior parte dos países do Velho Continente chegou à conclusão de que essa vacina poderia ser administrada a maiores de 60 anos de idade, mas que não seria aconselhável em idades inferiores a essa…

 Neste momento, parece que ninguém arrisca afirmar, com plena certeza e convicção, que os efeitos secundários dessa vacina, reportados por vários países, não são impeditivos da sua toma, ou se, pelo contrário, devem impedir tomá-la, pela sua insegurança…

 As muitas notícias que vão chegando diariamente são contraditórias entre si e não têm permitido esclarecer cabalmente se é ou não seguro tomar tal vacina… A comunidade científica parece estar dividida quanto à prescrição incondicional da respectiva toma e a inexistência de unanimidade quanto à gravidade de possíveis efeitos colaterais parece evidente…

 Face a tantas incertezas científicas e a tantas contradições, o bom senso e a prudência aconselhariam a adiar, por mais algum tempo e até serem recolhidas suficientes evidências sobre o problema, a administração dessa vacina e/ou, em alternativa, administrar outra que não suscitasse tanta celeuma e que não gerasse tantos receios…

 Contrariamente à perspectiva da prudência, numa primeira abordagem ao problema, no nosso país enveredou-se pela via da chantagem, dirigida aos cidadãos que trabalham em contexto escolar, sob a forma “suave” de aviso: a lembrar as odiosas Listas Negras ou a Caça às Bruxas de outros tempos, os que optassem por não tomar a referida vacina, passariam para o fim de uma hipotética lista, conforme foi veiculado por alguns meios de comunicação social (Notícia do Jornal Público em 19 de março de 2021, citando o Coordenador da task force)…  

Por outras palavras, enveredou-se pelo pior caminho: em vez de se terem apresentado argumentos e dados objectivos que inequivocamente esclarecessem os cidadãos sobre os efeitos secundários da vacina ou, em alternativa, se ter assumido o desconhecimento face a tais efeitos, deixou-se implícito que, aqueles que não aceitassem a respectiva toma, sofreriam consequências punitivas, uma espécie de “castigo”, por terem ousado colocar em causa a escolha de tal vacina por parte das Entidades de Saúde/Governo…

 O recurso à chantagem é sempre, absolutamente, inaceitável, sob todos os pontos de vista… Nunca há liberdade de escolha quando se é alvo de chantagem. Quando muito, tenta-se mascarar a imposição…

 Dessa forma, não se dissiparam nem se esclareceram quaisquer dúvidas. Apenas se contribuiu para a contestação e para a oposição à toma da vacina por parte de alguns, reacção natural de alguém quando se vê confrontado com uma (mal disfarçada) obrigatoriedade sem fundamentos convincentes, patente neste tipo de afirmação: ” a toma da vacina da AstraZeneca não é obrigatória, mas…”. E o problema reside quase sempre no “mas”…

 E a principal questão suscitada por este problema não reside propriamente no facto de os cidadãos não poderem escolher a vacina que pretendem tomar… A questão fundamental é verem-se obrigados a aceitar a toma de uma vacina insuficientemente estudada, cujos verdadeiros efeitos secundários ainda não se conhecem… E os que se conhecem levantam a hipótese de existir uma correlação positiva entre a toma e o aparecimento de alguns sintomas graves e preocupantes…

Se assim não fosse, que motivos existiriam para que o Governo, de um dia para o outro, tivesse agora decidido desaconselhar a toma da vacina AstraZeneca a menores de 60 anos?

 Já se percebeu que em Portugal não há efectivamente uma estratégia fiável e confiável quanto à administração de vacinas: vai-se “navegando com terra à vista”, a reboque de “ventos inconstantes” e conforme “as marés”…

A ilustrar tal “desnorte”, o Governo mandou tomar a 1ª dose da vacina AstraZeneca aos docentes do Ensino Pré-Escolar e do 1º Ciclo em 27 e 28 de março, mas onze dias depois, ou seja em 8 de abril, suspendeu o plano de vacinação anteriormente previsto para os restantes níveis de ensino e comunicou que, afinal, tal vacina passaria a ser administrada apenas a maiores de 60 anos… Num curto espaço de tempo, 11 dias apenas, tudo mudou: as certezas anteriores parecem ter-se esvanecido e a confiança irrevogável na vacina também…

 Os sábios da DGS, nas palavras da respectiva Directora-Geral , esperam, no entanto, e apesar de tudo o anterior, que tomemos a vacina da AstraZeneca sem qualquer tipo de contestação ou de reserva; que depositemos uma fé inabalável em entidades de saúde que, no último ano, se contradisseram várias vezes e de forma quase anedótica e patética; e que, depois de a tomarmos, aguardemos serenamente, mas muito vigilantes, por possíveis sintomas adversos provocados pela mesma…

E se, porventura, acontecer o pior a alguém, também não será dramático porque um bem maior se sobrepõe sempre a algumas perdas menores…

 Todas as vacinas comportam riscos, mas, no caso presente, parece que algumas mais do que outras… E sem querer entrar em campanhas alarmistas ou enveredar por infundadas “teorias da conspiração”, não pode deixar de se questionar a fiabilidade da vacina da AstraZeneca, à luz dos dados conhecidos até agora… Não parece plausível que tantos países europeus se mostrem tão cautelosos em relação à vacina AstraZeneca, se efectivamente não encontrassem justificações para adoptar essa conduta…

 Ainda assim, a toma ou não desta vacina deve ser um acto de decisão individual, a avaliar por cada um, de acordo com as informações que cada um considere pertinentes e atendíveis…

  

(Matilde)

 

 

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