Greve contra o amianto encerra várias escolas em Sintra e na Amadora

 

Greve contra o amianto encerra várias escolas em Sintra e na Amadora – Renascença

18 out, 2019 – 18:10 • Agência Lusa

André Pestana destaca o caso da Escola Básica 2,3 Ruy Belo, em Sintra, afirmando que “é histórica”.

Protesto na EB 2,3 Ruy Belo. Foto: João Cunha/RR
Protesto na EB 2,3 Ruy Belo. Foto: João Cunha/RR

A greve a exigir a retirada do amianto das escolas, promovida pelo Sindicato de Todos Os Professores (S.TO.P.), já levou a encerramentos em três estabelecimentos de ensino no concelho de Sintra e em quatro na Amadora.

A informação foi prestada à Lusa pelo dirigente do S.TO.P, André Pestana, esta sexta-feira.

As escolas que aderem aos protestos estão a fechar intermitentemente desde há uns dias, numa forma de luta que foi alargada até ao final do mês.

À Lusa, André Pestana destacou o caso da Escola Básica (E.B.) 2,3 Ruy Belo, em Sintra, afirmando que “é histórica”.

“Não tenho ideia de, na democracia portuguesa, uma escola fechar tanto tempo, de dia 04 a 14 de outubro quase ininterruptamente, devido a uma greve e não por um problema estrutural”, afirmou.

Para o sindicalista, o “mais impressionante é a tutela não responder aos sucessivos e-mails do sindicato para fazerem uma reunião ou para terem uma resposta clara da Câmara Municipal de Sintra sobre este problema gravíssimo do amianto, que põe em causa a saúde de todos os que frequentam esta escola”.

A Lusa contactou também com a Câmara de Sintra, mas, até ao momento, não obteve resposta.

Além da E.B. 2,3 Ruy Belo, aderiram igualmente aos protestos as escolas E.B. 2,3 Dom Domingos Jardo e E.B. 1 J.I. Monte Abraão, em Sintra, e a 2,3 D. Francisco Manuel de Melo, EB1/JI Santos Mattos, EB1/JI Alice Leite e a EB1/JI Maria Irene Lopes de Azevedo, na Amadora.

“É uma questão gravíssima de saúde pública e ambiental, quando há estudos europeus a prever que vão morrer 500 mil pessoas até 2030, devido à exposição do amianto, além das que ficam doentes para o resto da vida. Há uma promessa velada do primeiro-ministro, em setembro de 2016, a prometer erradicar o amianto dos edifícios públicos até finais de 2018 e já estamos em outubro de 2019 e a esmagadora maioria das escolas não foi intervencionada para retirar esta substância cancerígena”, garante o dirigente.

A greve, previamente convocada até dia 18 de outubro já foi alargada até dia 30 do mesmo mês e “é possível que se estenda”, admitiu André Pestana.

“Estamos a coordenar mais escolas. Quinta-feira, por exemplo, estivemos na Margem Sul. Estamos a equacionar protestos concelhios e em juntar todos os movimentos sociais, como Sindicatos e toda a população, em prol de um dia de protesto nacional contra amianto”, finalizou o dirigente do S.TO.P.

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