É Capa do Expresso de Hoje a Falta de Professores com Dados do Blog

Replicada também na TVI24.

 

Há escolas à procura de professores desde o início do ano letivo

 

Lisboa, Setúbal e Faro são os distritos mais afetados. Rendas altas e salários baixos ajudam a explicar a dificuldade em encontrar candidatos.

 

Trabalho de Isabel Leiria

Desde o início do ano letivo, a meio de setembro, até ontem, as escolas públicas lançaram 16.837 horários para os quais precisavam de professores. Alguns são temporários, muitos são para todo o ano letivo, uns têm poucas horas, outros são completos. Comparando com idêntico período de 2018/19, são já mais 1800 pedidos.

A questão que se coloca a seguir é a de saber se as necessidades que sempre surgem ao longo do ano, decorrentes de baixas médicas ou da saída de professores para outras escolas, são facilmente supridas por docentes que não têm colocação. E, aqui, o problema também se agravou. Há alunos que ainda não tiveram aulas em várias disciplinas e que se arriscam a continuar assim por mais umas semanas ou até meses, como já aconteceu no passado ano letivo. Desta vez, as dificuldades estão a surgir mais cedo.

As matérias ficam em atraso, os pais protestam, os diretores desesperam perante a incapacidade de resolverem o problema e as esperas semanais por um candidato que faça as contas e que conclua que compensa aceitar aquela ocupação.

Dos 350 horários que estavam esta semana em oferta de escola, 225 correspondiam a vagas recusadas já por duas vezes por professores que estão nas listas de ordenação ou para as quais nem sequer havia candidatos (ver P&R). Os números foram apurados a pedido do Expresso por Davide Martins, professor de Matemática no Agrupamento de Escolas da Carlos Amarante (Braga) e colaborador do blogue de educação “ArLindo”. E dão conta de um problema que está longe de estar generalizado a todo o país mas que se concentra de forma preocupante em alguns distritos — Lisboa, Setúbal e Faro concentram 71% destes horários em oferta de escola — e em alguns grupos de recrutamento, como Informática, Geografia, Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC).

À PROCURA DE UM QUARTO

Conceição Bernardes é diretora do Agrupamento de Escolas Laura Ayres, em Loulé, um dos que tinha esta semana mais horários já recusados ou sem candidatos e que continuavam por preencher, estando agora na fase da oferta de escola (uma espécie de anúncio público a que pode concorrer qualquer professor com habilitação para o efeito). No seu caso, são cinco horários para o ano inteiro, cada um afetando várias turmas: um de História, um de Geografia, um de Informática, um de EMRC e outro para uma professora do 1º ciclo. À exceção deste último, que tem sido suprido por uma docente da escola que deixou as atividades de apoio que estava a dar para assumir a turma em falta, todos os outros têm estado sem aulas.

A explicação: “Há imensos professores a serem colocados no Algarve, mas não aceitam porque não conseguem arranjar casa. Um apartamento T1 que dantes era arrendado por 400 euros agora custa 700. Os professores ou conseguem dividir ou torna-se insuportável. E já não é alugado até 15 de julho. Agora só fica livre até maio e depois no final de setembro, quando há menos procura de turistas”, descreve a diretora. No agrupamento de Silves, com sete horários em falta desde o início do ano, mas todos incompletos (não chegam às 22 horas letivas), a dificuldade é a mesma: “Tivemos uma professora que aceitou um horário de seis horas porque conseguiu que lhe dessem um quarto a troco de voluntariado”, conta a diretora.

Depois há as baixas que vão aparecendo ao longo do ano, tornando os horários ainda menos apetecíveis, e que tendem a aumentar à medida que o problema do desgaste e do envelhecimento docente se vão agravando. No agrupamento de Silves estão três professores de baixa por depressão. Em Loulé, há casos de docentes com baixas de 18 meses, seguidas de regressos curtos e novas baixas prolongadas. “Não é possível ter todos os professores a trabalhar nas salas de aula até aos 66 anos. É um tiro no pé tratar todos por igual, porque há quem não tenha estrutura para aguentar”, avisa Conceição Bernardes, ela própria com 62 anos mas ainda com vontade de continuar a liderar a escola.

O problema é que a situação tende a agravar-se. Das sete educadoras de infância que ficaram colocadas em 2018/19 no Agrupamento de Loulé, apenas uma tinha menos de 50 anos. “Mais de metade dos professores da escola tem 50 ou mais anos. Imagine como será o cenário daqui a cinco ou dez anos, em que a maioria terá acima de 60”, alerta Paulo Campos, diretor do Agrupamento D. João II, em Sintra, onde faltam dois horários de Informática, um de Geografia e outro de EMRC. Em São Julião da Barra, Oeiras, já estão três horários em oferta de escola: Português, Francês e Geografia. Sendo todos parciais, a dificuldade de encontrar alguém ainda é maior. “Quem é que pode vir para aqui com 500 euros de ordenado e ainda pagar um quarto?”, pergunta o diretor, Domingos Santos. A autarquia está ciente do problema e vai disponibilizar “apartamentos e quartos para professores, mas também para polícias e outros profissionais que enfrentam as mesmas dificuldades”. A residência que nascerá na Fábrica da Pólvora, em Barcarena, por exemplo, terá uma quota de 40 quartos destinados a professores deslocados.

No ano passado e já neste, as direções têm resolvido os problemas redistribuindo horários ou recorrendo a horas extraordinárias por docentes da casa. “As escolas vão fazendo milagres. Às vezes fazem mesmo omeletes sem ovos”, desabafa a diretora de Loulé.

DISCIPLINAS ONDE FALTAM MAIS DOCENTES

Geografia

No início da semana, ainda havia 30 horários do 3º ciclo e secundário por preencher desde o início do ano letivo. Destes, 10 concentram-se no distrito de Lisboa e incluem lugares para todo o ano e horários completos. A vice-presidente da Associação de Professores de Geografia, Emília Sande Lemos, diz que a falta de docentes deve-se em parte ao aparecimento de novas oportunidades de trabalho para os geógrafos, designadamente na área das tecnologias de informação geográfica.

Educação Moral e Religiosa

O coordenador de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), António Cordeiro, assegura que o número de professores disponíveis para lecionar esta disciplina opcional não tem diminuído. Mas o facto de se tratarem na maioria dos casos de horários de curta duração, espalhados por várias escolas, torna mais difícil conciliar a procura, o tempo dos alunos e a disponibilidade de professores. E lembra que estes docentes têm de ter, em regra, as mesmas habilitações que todos os outros (mestrado em ensino).

Informática

É uma das áreas mais problemáticas, com 57 horários que continuavam vazios esta semana. Fernanda Ledesma, presidente da associação de professores, explica que, entre 2010 e 2012, com o aumento de alunos por turma e os cortes em cursos profissionais, os professores que asseguravam TIC e Informática passaram de cinco mil para três mil. E a pequena recuperação que aconteceu a seguir foi insuficiente. “Quem saiu do sistema encontrou outras ocupações e não está disposto a voltar.”

P&R

Porque é que vão faltando docentes nas escolas?

Além de ajustamentos que só podem ser feitos no início do ano letivo, em função da entrada e saída de alunos e de professores que são colocados com redução do horário letivo (por idade e tempo de serviço), o que implica haver horas por atribuir, ao longo dos meses surgem outras necessidades decorrentes de licenças de maternidade, reformas ou baixas. Apesar de o Ministério não dar números, todos os diretores contam que há cada vez mais professores com problemas de saúde, por causa do envelhecimento da classe (um dos mais acelerados da Europa) e do desgaste profissional. Quanto a reformas, já se aposentaram este ano 1262 docentes.

E porque é que há mais dificuldades em Lisboa e no Algarve?

Nos últimos anos, milhares de docentes vincularam-se nos quadros de zona pedagógica destas duas regiões. Só que muitos acabam por sair e rumar a escolas do Norte, de onde são originários, ao abrigo dos concursos que permitem a aproximação a casa. Se houver um horário noutra escola, mesmo que incompleto (a partir de oito horas letivas), podem concorrer para lá, voltando a sobrar horários em Lisboa e no Algarve. E esta é uma das maiores causas deste desajustamento: a procura está no Sul, mas a maioria dos candidatos é do Norte. Outro indicador que reflete esta realidade são os pedidos de mobilidade por doença, que também têm aumentado muito. Em 2014/15 houve 2100 mudanças por doença, este ano foram autorizadas 7400. E 71% destes pedidos foram para escolas do Norte.

Como são preenchidos estes horários que vão aparecendo?

De cada vez que uma escola precisa de um professor para uma substituição lança esse pedido numa plataforma online, entre segunda e quarta-feira de cada semana. O programa do Ministério corre a lista ordenada dos candidatos que, antes do início do ano letivo, em julho, disseram estar disponíveis para determinados horários em determinadas zonas do país. Havendo coincidência entre o horário em falta e as preferências dos candidatos que estão nas “reservas de recrutamento” (RR), os professores são informados na sexta-feira, tendo dois dias úteis para aceitar ou não. A questão é que, entre o momento em que disseram estar disponíveis e a data em que são chamados, passam meses e a sua situação pode ter mudado completamente. Até podem já estar a trabalhar e recusam.

O que acontece a seguir?

O processo é repetido nos mesmos moldes por mais uma semana no caso de ter havido recusa do candidato mais bem classificado ou por não haver nomes na lista de RR. Se voltar a ficar vazio, então o horário passa para “oferta de escola” por mais uma semana. Esta etapa devia ser mais eficaz, pois o horário é publicitado e são os professores que dizem se estão interessados, podendo concorrer quem tem apenas habilitação própria, ou seja, sem o mestrado em ensino, obrigatório para os outros concursos. Só que às vezes também há recusas, quando se deparam com as tais dificuldades de alojamento, por exemplo.

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33 comentários

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    • Lelo on 12 de Outubro de 2019 at 14:29
    • Responder

    Não há probrema eles contratam Zucas.

    • Paulo Anjo Santos on 12 de Outubro de 2019 at 14:57
    • Responder

    «A questão que se coloca a seguir é a de saber se as necessidades que sempre surgem ao longo do ano, decorrentes de baixas médicas ou da saída de professores para outras escolas, são facilmente supridas por docentes que não têm colocação. E, aqui, o problema também se agravou. Há alunos que ainda não tiveram aulas em várias disciplinas e que se arriscam a continuar assim por mais umas semanas ou até meses, como já aconteceu no passado ano letivo. Desta vez, as dificuldades estão a surgir mais cedo.»

    Esta citação reflete exatamente o que aqui tenho defendido sobre o assunto… parece que afinal não sou eu que tenho de ter juízo!

    No ano passado só chegámos á situação em que estamos agora a meio do ano letivo ou até depois disso, e não no início. Considerando que neste ano (e nos próximos) aumenta significativamente o número de professores que se reformam, estão criadas as condições para que se viva o caos em algumas zonas do país, sobretudo a sul. Aliás, eu se fosse pai de alguns milhares de alunos que estão desde o início do ano letivo sem uma disciplina já estaria completamente irritado com isto… mas como os portugueses dão pouca importância à educação, não temos ainda grandes reações, se é que há alguma, por parte dos pais!

    • Maria Albertina on 12 de Outubro de 2019 at 15:33
    • Responder

    O problema é as rendas serem tão altas no sul! Paga-se para trabalhar!Os meninos estão cada vez mais mal educados e o trabalho é muito desgastante!Sendo assim,cada vez vai ser pior para as escolas de Lisboa!

      • Pardal on 12 de Outubro de 2019 at 18:37
      • Responder


      “O problema é as rendas serem tão altas no sul!”

      Exactamente!…O problema coloca-se nas “rendas” da habitação em Lisboa, Porto e Região do Algarve. Os horários disponíveis (muitos deles Temporários e com 8, 10, 12, 14, 16, 18….. horas lectivas) oferecem salários relativamente baixos para o custo de vida daquelas áreas.

      O problema não está relacionado com uma suposta escassez de professores, mas sim com a distribuição dos professores pelo território nacional.

      Outro problema é permitirem a professores do quadro (nomeadamente QZPs) ocuparem horários incompletos e obterem um vencimento completo. É estranho…muito estranho mesmo….mas…..

      Questão não menos importante é termos gente a receber Subsidio de Desemprego e que negam muitas das ofertas nas Reservas de Recrutamento. É estranho…muito estranho mesmo….mas…..

      Aspecto interessante é constatar as 10.000 Baixas Médicas Anuais, ou seja 10% da mão-de-obra em efectividade de funções. É estranho…muito estranho mesmo….mas…..

      Daqui facilmente se depreende que, neste momento, estamos com EXCESSO DE PROFESSORES no Sistema Público de Ensino, bem como fora dele (desempregados, a desenvolverem outras actividades…). Nesta nova legislatura importa realizar uma boa gestão dos recursos humanos para que o erário público deixe de ser delapidado.

        • Pardalito on 12 de Outubro de 2019 at 19:58
        • Responder

        O labrego do Pardal mais uma vez a defecar contra os professores!

        • Paulo Anjo Santos on 12 de Outubro de 2019 at 20:14
        • Responder

        Podes tentar atirar com pó para os olhos de quem quiseres, a mim não fazes deixar de ver. O insistires na parvoíce que colocas a maiúsculas, revela bem a teimosia e falta de juízo que tens… Para ti não haver excesso de professores era o quê? Não haver já ninguém nas listas de contratação em todos os grupos de recrutamento? Não sejas parvo, obviamente que desde sempre houve muita gente nas listas, caso contrário quem substituiria os professores que se reformam ou ficam de baixa ao longo do ano letivo? É claro que eles deviam ter muito mais gente nos quadros e os contratados serem apenas para necessidades verdadeiramente temporárias, mas os sucessivos governos preferem poupar dinheiro e andar com isto a funcionar em grande parte com precários, uma vergonha para um país na UE…

        Os preços já eram altos no ano passado e há dois anos, só que havia mais professores. Entretanto muitos reformaram-se, outros encontraram melhores coisas para fazer, agora é preciso contratar mais e há menos a concorrer. Muitos já conseguem lugar mais perto de casa e não precisam de ir pagar para trabalhar, outros fartaram-se de o fazer e estão a fazer outra coisa, mas a realidade é que estão a faltar mais, muito mais do que faltaram no ano passado, quando o problema já se sentiu, mas mais na segunda metade do ano letivo.

        Tu podes colocar aqui as desculpas que quiseres, mas a realidade está a vista de todos, voltámos a ter falta de professores como já não tínhamos há décadas, isso é inegável, ou vais negar isso?!

        E não tardará muito a haver casos intoleráveis… se é que haver alunos que não têm uma disciplina o ano letivo todo não é já intolerável?!

        • Paulo Anjo Santos on 12 de Outubro de 2019 at 20:19
        • Responder

        Já agora, sugeres que quem está a receber subsídio de desemprego aceite um horário longe de casa para ganhar o mesmo ou mais 100 ou 200 euros? Era isso que tu fazias… o que dizes sobre as pessoas que estão de baixa e a receber subsídio de desemprego é NOJENTO. Felizmente nunca estive de baixa, mas infelizmente já estive a receber subsídio de desemprego. Felizmente esses dias amargos já lá vão. Sugerir que essas pessoas estão a «enganar» o sistema é nojento e indigno, sobretudo de quem é professor, tem vergonha na cara e cala-te com esses argumentos!

          • da_aulas_tu on 13 de Outubro de 2019 at 10:51

          felizmente que há baixas… assim sempre posso dar umas aulitas e não estar sempre desempregado. Muitas das baixas é porque há pessoas a ter filhos…. felizmente… até eu já estive de baixa…. porque tive filhos…. ou porque estes ficaram doentes…
          As baixas não são por preguiça.
          Ainda bem que há falta de professores… daqui a pouco alguns papás e mamãs já estarão a lamber as botas a alguns porque a vida é assim… o bem mais precioso é o que é raro…
          Nota: não vou dar aulas para baixo do tejo porque pagam uma porca miséria. Sou dos que paga para trabalhar…
          Gasolina+portagens+quarto+despesas do quarto+manutenção carro – ordenado = negativo
          Quando tenho recibo do quarto limpo o rabo a ele porque não dá para o irs mas o menino universitário já pode…

        • Very light on 12 de Outubro de 2019 at 23:05
        • Responder

        O Pardal tem razão… sempre razão.
        P.S. Por favor Tiago Brandão está na hora de o Pardal substituir-te. É um homem com visão.
        Professores deixem de hostilizar o Sr. Pardal porque este é o homem certo para este tempo de insanidade. Deixem os loucos governarem…o pais merece.

    • Santos on 12 de Outubro de 2019 at 18:29
    • Responder

    Eu já passei pelo Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres, em Quarteira (uma zona turística, com preços a condizer), com um horário minúsculo que assim se manteve todo o ano letivo, a pagar para trabalhar para não baixar de prioridade nos concursos. No tempo dos contratados a granel, as Direções das escolas do Algarve (e não só) não se preocuparam em cativar com horários dignos os docentes que estavam dispostos a ir para aqueles lados. Agora queixam- se de tudo menos da sua falta de visão e de consideração pelos contratados.

    • Agnelo Figueiredo on 12 de Outubro de 2019 at 19:47
    • Responder

    Se o recrutamento fosse feito diretamente pelas escolas, como é na maioria dos países, este problema seria minimizado.

      • Contratações on 12 de Outubro de 2019 at 23:03
      • Responder

      Por isso é que nem nas Contratações de Escolas (não deve saber o que são) se consegue arranjar professores para estes horários.

      • da_aulas_tu on 13 de Outubro de 2019 at 10:59
      • Responder

      Agnelo… os recrutamentos já estão a ser feitos diretamente pelas escolas e não arranjam professores.

      A sorte de muitas escolas é o recrutamento ser feito pelo ministério e muitos professores que concorrem o fazem mal e vão parar a centenas e centenas de km de distância por 400 euros ou até menos em alguns casos. Se o recrutamento fosse exclusivo das escolas muitas escolas não teriam professores…
      Não estamos a falar de empregos… estamos a falar de part-time

      quem quer ir para barrancos ou lisboa dar uma aula de manhã à 2ªf, duas à 3ª, 3 aulas à 5ª e 2 aulas à 6ª à tarde por 350 euros/mês…

      • Paulo Anjo Santos on 13 de Outubro de 2019 at 13:17
      • Responder

      Sim, nem em oferta de escola aparece quem tenha qualificações e aceite o lugar… além disto, não é difícil uma pessoa qualificada conseguir ganhar mais do que lhes pagam para ser professor. Mesmo com uma licenciatura, se esta não for via ensino e se tiver menos de 5 anos de tempo de serviço, líquidos não ganhará nem mil euros, com um horário completo… se não for completo é sempre a sumir. Quem é que das novas gerações quer isto? Mais vale montar um negócio qualquer ou ir trabalhar para o Pingo Doce, ganha pouco menos mas a exigência e desgaste é claramente inferior…

      O país tem aqui um problema grave para resolver, e não é no futuro, é já, daqui para a frente será bem pior.

      • J.F. on 14 de Outubro de 2019 at 0:43
      • Responder

      Neste país, como não será, na maioria dos países (pelo menos do centro-norte da europa)… tu metias lá -LOGO – a família toda!
      Até acabarias com umas disciplinas para criares outras para mandar embora quem não “come e cala” onde pudesses determinar os requisitos para a leccionação e metias lá os amigalhaços e afins!

        • J.F. on 14 de Outubro de 2019 at 0:44
        • Responder

        A resposta anterior é para o “Agnelito”

    • Alexandra Almeida on 12 de Outubro de 2019 at 22:00
    • Responder

    AVISO A TODOS:
    O Pardal já há muito tempo que tem vindo a demonstrar que NÃO É PROFESSOR! Ignorem-no.

      • J.F. on 14 de Outubro de 2019 at 0:47
      • Responder

      O Pardal é o serviçal da cartilha!

    • Ser prof. não é para todos on 13 de Outubro de 2019 at 8:38
    • Responder

    Há vários fatores que contribuem para a falta de professores nas escolas, mas pagar para trabalhar e ficar, ainda por cima, insano da cabeça, será o principal motivo.

    • Ser prof. não é para todos on 13 de Outubro de 2019 at 8:39
    • Responder

    Alimentar a ganância destes chulos que por qualquer buraco pedem uma fortuna é que também custa um bocadinho a aceitar.

      • Zézé Camarinha on 13 de Outubro de 2019 at 14:40
      • Responder

      Estou á espera delas aqui no Algarve.
      Sempre disponível para dar o apoio necessário ás meninas que queiram lecionar aqui nas Escolas. Ofereço quarto a custo zero.

    • Mariana on 13 de Outubro de 2019 at 18:59
    • Responder

    O que me espanta é ver os pais a manifestarem-se e a fecharem escolas por falta de assistentes operacionais e não se ralarem com a falta de professores. As escolas transformaram-se em locais onde se depositam os filhos e por isso é preciso que alguém tome conta deles…Se não aprenderem nada, não tem importância. Que tristeza!

      • Zé ninguém on 13 de Outubro de 2019 at 19:17
      • Responder

      Faltou acrescentar a palavra “Públicas”

      “As escolas PÚBLICAS transformaram-se em locais onde se depositam os filhos e por isso é preciso que alguém tome conta deles”

      É esta a realidade.

      É esta a verdade.

      As escolas para todos aqueles que não tiverem meios económicos para acederem a ensino de qualidade no sector privado de excelência. Cada vez será mais assim. O processo está em desenvolvimento e vai acentuar-se.

      Temos pena!

      • Paulo Anjo Santos on 13 de Outubro de 2019 at 23:05
      • Responder

      Bem visto Mariana, não tinha pensado no assunto dessa perspetiva, realmente é estranho que os pais estejam mais preocupados com que haja quem olhe, cuide e proteja os seus filhos do que quem os ensine e oriente! Interessante!!

        • Ric on 14 de Outubro de 2019 at 18:49
        • Responder

        Mas Paulo…os professores tb fazem isso!

      • xuxu on 14 de Outubro de 2019 at 0:07
      • Responder

      Realmente é estranho os pais não se manifestarem mais efusivamente. Especialmente quando uma boa parte desses lugares deveria estar ocupada por professores que vincularam nesses QZPs nos últimos anos, e que não têm professor porque as regras da Mobilidade Interna assim o permitem.

      Excerto da noticia:

      “E porque é que há mais dificuldades em Lisboa e no Algarve?

      Nos últimos anos, milhares de docentes vincularam-se nos quadros de zona pedagógica destas duas regiões. Só que muitos acabam por sair e rumar a escolas do Norte, de onde são originários, ao abrigo dos concursos que permitem a aproximação a casa. Se houver um horário noutra escola, mesmo que incompleto (a partir de oito horas letivas), podem concorrer para lá, voltando a sobrar horários em Lisboa e no Algarve. E esta é uma das maiores causas deste desajustamento: a procura está no Sul, mas a maioria dos candidatos é do Norte. Outro indicador que reflete esta realidade são os pedidos de mobilidade por doença, que também têm aumentado muito. Em 2014/15 houve 2100 mudanças por doença, este ano foram autorizadas 7400. E 71% destes pedidos foram para escolas do Norte.”

    • xuxu on 13 de Outubro de 2019 at 20:30
    • Responder

    “E porque é que há mais dificuldades em Lisboa e no Algarve?

    Nos últimos anos, milhares de docentes vincularam-se nos quadros de zona pedagógica destas duas regiões. Só que muitos acabam por sair e rumar a escolas do Norte, de onde são originários, ao abrigo dos concursos que permitem a aproximação a casa. Se houver um horário noutra escola, mesmo que incompleto (a partir de oito horas letivas), podem concorrer para lá, voltando a sobrar horários em Lisboa e no Algarve. E esta é uma das maiores causas deste desajustamento: a procura está no Sul, mas a maioria dos candidatos é do Norte. Outro indicador que reflete esta realidade são os pedidos de mobilidade por doença, que também têm aumentado muito. Em 2014/15 houve 2100 mudanças por doença, este ano foram autorizadas 7400. E 71% destes pedidos foram para escolas do Norte.”

    Alguma coisa vai mudar …

      • Paulo Anjo Santos on 13 de Outubro de 2019 at 23:02
      • Responder

      Deves ter razão nos dados Xuxu, mas qualquer usa os direitos a que tem para melhorar a sua situação. Quem vinculou em Lisboa ou Algarve provavelmente já o fez sabendo que iria fazer um grande esforço (financeiro e pessoal) que só era justificável porque havia a possibilidade de em poucos anos conseguir pedir a mobilidade. Mas concordo que deverá ser feita alguma coisa para tentar minorar os efeitos desse «fenómeno».

    • xuxu on 13 de Outubro de 2019 at 23:57
    • Responder

    Os dados não são meus. Limitei-me a copiar um excerto da noticia.

    • Enganadinha da Silva on 14 de Outubro de 2019 at 2:22
    • Responder

    O sistema semeou, o sistema já está a colher…

    • Vanda Maria de Bragança Serrão on 14 de Outubro de 2019 at 8:47
    • Responder

    Então revoguem este artigo 44º do DL nº 132/2012, de 27 de junho, com redação em vigor, “O período 44º do DL nº 132/2012, de 27 de junho, com redação em vigor, “O período experimental é cumprido no primeiro contrato celebrado em cada ano escolar”. Atendendo a que denunciou um horário no 2º contrato (no AE Terras de Larus), significa que está fora do período experimental e pelo ponto 4. do artigo anteriormente referido, “A denúncia do contrato pelo candidato fora do período experimental impede a celebração de qualquer outro contrato ao abrigo do presente diploma no mesmo ano escolar”. é cumprido no primeiro contrato celebrado em cada ano escolar”. Atendendo a que denunciou um horário no 2º contrato (no AE Terras de Larus), significa que está fora do período experimental e pelo ponto 4. do artigo anteriormente referido, “A denúncia do contrato pelo candidato fora do período experimental impede a celebração de qualquer outro contrato ao abrigo do presente diploma no mesmo ano escolar”.
    Porque é há regras tão inflexíveis para a contratação de escola?

    • antonio on 6 de Janeiro de 2020 at 19:58
    • Responder

    Pergunta:
    Poderá um professor licenciado em sociologia, profissionalizado no grupo 430-economia; com habilitação própria para o grupo 200 – Português, Estudos Sociais e História, concorrer a um horário de geografia grupo 420, por contratação de escola.
    O horário de 11 horas, já foi três vezes a contratação de escola e ficou deserto de candidatos.
    Urgente o prazo de candidatura termina hoje

      • Paulo Anjo Santos on 6 de Janeiro de 2020 at 20:07
      • Responder

      Não faço ideia mas, se queres um conselho, concorre e depois logo se vê… acho que se não aceitares uma oferta de escola não tens qualquer penalização, até porque não estarás a aceitar porque não podes… se for o caso!

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