Férias da Páscoa: professores em greve a todas as atividades

Férias da Páscoa: professores em greve a todas as atividades

A Fenprof diz que algumas escolas estão a convocar os docentes para atividades e reuniões a realizar em dias que deveriam ser de descanso.

Os professores vão estender a greve ao trabalho extraordinário a todas as atividades para que sejam convocados a partir desta quinta-feira, e até 22 de abril, período coincidente com a pausa letiva da Páscoa.

Segundo um comunicado da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), “esta decisão fica a dever-se ao facto de algumas escolas estarem a convocar os professores para atividades e reuniões a realizar em dias que deverão ser de descanso também dos docentes, o que é absolutamente indispensável nesta fase do ano letivo”.

“Só a não consideração da importância dos momentos de interrupção da atividade docente, designadamente no Natal e na Páscoa, como imprescindíveis para atenuar o desgaste provocado pelo exercício continuado da profissão, em constante adaptação aos grupos de alunos, pode justificar esta atitude de algumas direções de escolas”, afirma a Fenprof.

“Uma situação a que não é alheio o exemplo que vem do Ministério da Educação, cujos responsáveis nada fazem para pôr fim aos abusos e às ilegalidades que continuam a afetar os horários dos docentes”, criticou ainda, em comunicado.

Os professores estão há meses em greve ao trabalho extraordinário, ou seja, todas as reuniões marcadas pelas escolas fora do seu horário semanal de 35 horas, o que os sindicatos defendem ser um desrespeito pela lei.

A Fenprof atribui a responsabilidade da greve ao trabalho extraordinário ao Ministério da Educação, “que recusa resolver este problema, não respondendo, sequer, aos pedidos de reunião que, também sobre esta questão, foram apresentados”.

A federação referiu ainda no comunicado que depois de 22 de abril, e até 3 de maio, a greve volta aos moldes em que decorreu até agora, ou seja, com pré-avisos semelhantes aos anteriores, prevendo apenas greve às reuniões fora das 35 horas semanais.

“A partir de 3 de maio e até final do ano letivo, os pré-avisos irão permitir que, para além das reuniões até agora abrangidas, a greve incida sobre reuniões de conselho de curso do ensino profissional e reuniões de secretariado de provas de aferição e de exames, sempre que não estiverem integradas no horário dos professores (componente não letiva de estabelecimento), constituindo, por isso, serviço extraordinário”, adiantou a Fenprof.

ZAP // Lusa

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8 comentários

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    • Pedro Sendas Pereira on 11 de Abril de 2019 at 17:41
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    Lembro que a DGESTE LISBOA deu indicaçāo às escolas para marcarem falta por motivo de greve (com desconto no vencimento) nas escolas da região de Lisboa, ao contrário do que sucede no Algarve. Eu, por exemplo, fiquei com 5 dias de greve (a reuniões marcadas fora da componente letiva) , tendo dado aulas nesses dias todos. Sou do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós, Lisboa

    • Lelo on 11 de Abril de 2019 at 19:19
    • Responder

    No distrito da Guarda foi igual.
    O que os sindicatos dizem e o que se passa na realidade é muito diferente.

    • Maria Rodrigues on 11 de Abril de 2019 at 21:20
    • Responder

    Férias? As férias são para oss alunos. Para os professores pode ser uma interrupção da componente lectiva e de acordo com a lei os professores terão de ir à escola sempre que houver serviço. De acordo com a lei só podemos ter férias de Julho a Agosto

    • helena on 11 de Abril de 2019 at 23:41
    • Responder

    Sim serviço. És cá uma inteligente!
    Não tens “clientes” e as notas estão dadas, mo que vais la fazer? Arranjar cadeiras ou preencher grelhas?
    Cresce mulher.

    São férias sim, deixa de ter medo de ser verdadeira. E bem precisamos delas.

      • Maria Rodigues on 12 de Abril de 2019 at 23:49
      • Responder

      eu tive serviço até quinta feira e há quem tenha para a semana. Há reuniões de departamento para aqueles que não as quiserem ter após as aulas e há aulas dos profissionais. E sim sou inteligente e sobretudo bem educada

      • Maria Rodrigues on 12 de Abril de 2019 at 23:58
      • Responder

      e não ,legalmente não são férias . E era isso que queria dizer. A lei diz que há interrupção da componente letiva e que sempre que a escola necessitar ou houver serviço pode marcar -lo. Sim estou a ser verdadeira e se há coisa que ão tenho medo é de dizer o que penso. Se preciso de descanso ? Preciso. Faço 100 km por dia tenho quase 200 alunos,8 turmas e sou DT mas o trabalho não me assusta. O que me assusta são as palhaçadas e manipulações dos sindicatos porque não fizeram o trabalho de casa

    • Pedro on 12 de Abril de 2019 at 2:09
    • Responder

    Férias? Para quem? Não sou Juíz nem “funcionário “ do parlamento… Aos Profissionais e aos CEF, quem leciona, quem?

    • Luis on 12 de Abril de 2019 at 11:52
    • Responder

    E os sindicatos estão á espera de quê para exigir as mesmas regras administrativas para os cursos profissionais?
    Sistema de faltas igual no regular e no profissional.

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