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Atenção que o Reposicionamento Não Beneficia dos 2A9M18D

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Após algumas dúvidas que surgiram sobre os efeitos da contagem do tempo de serviço atribuído pelo governo e agora promulgado pelo Presidente da República os efeitos do benefício dos 2A9M18D apenas aplicam-se a progressões a partir do dia 1/1/2019.

Os reposicionamentos na carreira não são consideradas progressões.

Dificilmente alguém subiria novamente de escalão em 2019 com a atribuição deste tempo de serviço.

Apenas os docentes que mudassem em 2019 ao 5.º escalão poderiam ter dupla mudança de escalão em 2019, todos os outros têm de passar por escalões com a duração de 4 anos e como a soma deste tempo de serviço acumulado aos 365 dias de 2019 nunca perfazem 4 anos seriam apenas os que conseguissem acumular um mestrado ou doutoramento após a sua progressão em 2019 que poderiam também ter esta dupla subida de escalão.

Por isso, quando a comunicação social disser que esta entrega de tempo de serviço vai permitir que os professores mudem de escalão em 2019 pensem que serão possivelmente uma centena ou duas nesta situação.

Mas vamos aguardar a apreciação parlamentar para ver o que cada partido vale neste assunto.

Recordo que David Justino disse que a solução da madeira seria uma hipótese para o PSD aprovar a recuperação total do tempo de serviço. Aqui e aqui.

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Marcelo Promulgou os 2,9,18

Os Partidos que façam o que vêm a discutir e a dizer nos media…

Presidente da República promulgou contagem de tempo dos professores

O Presidente da República promulgou o diploma do Governo que mitiga os efeitos do congelamento ocorrido entre 2011 e 2017 na carreira docente, pelas seguintes três razões:

1.ª O Governo e os Sindicatos deram execução ao disposto no artigo 17.º da Lei do Orçamento para 2019, realizando encontros negociais já neste ano, assim cumprindo o apontado no veto presidencial de 26 de dezembro de 2018.

2.ª Tendo falhado as negociações, se o Presidente da República não promulgasse o diploma, isso poderia conduzir a deixar os professores sem qualquer recuperação na carreira durante o ano de 2019.

3.ª A promulgação permite aos partidos com assento parlamentar, que já manifestaram ao Presidente da República as suas objeções ao diploma, por o considerarem insuficiente, que, se assim o entenderem, suscitem a sua apreciação na Assembleia da República, partindo já de uma base legal adquirida, podendo, se for essa a sua vontade maioritária, procurar fórmulas que não questionem os limites do Orçamento para 2019.

 

 

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Consulta aos Professores

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Já se encontra disponível a consulta que as organizações sindicais estão a fazer e estas pedem aos colegas que respondam, de acordo com aquele que for o seu compromisso efetivo com a luta. 

O mais importante não é perceber o que, hipoteticamente, se deveria fazer, mas o que se poderá fazer, contando, para isso, com a real disponibilidade dos colegas para formas concretas de ação. 

Da parte dos sindicatos, fica o compromisso de levar aos seus órgãos de decisão as posições que resultarem desta consulta, assentando nelas as decisões sobre a luta a desenvolver e os seus tempos.

 

Consulta aos Professores

 

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Divulgação – Reunião Sindical – Lamego

 

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O currículo dos sexos em Educação Física – João André Costa

 

O currículo dos sexos em Educação Física

Este é o tema de uma pesquisa de mestrado para as Universidades do Porto e São Paulo, publicada no Verão de 2018 e disponível no Google para quem quiser saber mais.
Nesta pesquisa, os autores debruçaram-se sobre a educação física e os papéis de género, logo à partida citando frases de alunos de uma escola do ensino básico e sublinhando a ideia que os alunos fazem do papel das raparigas e rapazes no desporto: “Eles jogam melhor!”, “Os rapazes têm muita força para chutar!”, “As raparigas ficam a brincar nas aulas de Educação Física!”.
Por aqui se começa a perceber como o que se diz influência o comportamento de um género, moldando expectativas sociais desde uma tenra idade em relação ao papel de raparigas e rapazes e, futuramente, de homens e mulheres.
Quem sai destes papéis é rapidamente ridicularizado, seja porque a rapariga quer jogar à bola e é Maria-rapaz, seja por o rapaz querer dançar e de menina para baixo ser chamado de tudo.
Assim sendo, é essencial que a escola não veicule modelos de comportamento em função do género mas de cada aluno, individualizando o ensino sem olhar a diferenças biológicas.
Aliás, basta abrir um qualquer manual escolar onde se verse as diferenças entre homem e mulher para, de imediato, encontrar um chorrilho de asneiras, asneiras essas responsáveis por encaixar homens e mulheres, raparigas e rapazes, meninos e meninas, em modelos de comportamento discriminatórios, para não dizer caducos, desajustados e insultuosos. Assim, os homens são em geral mais musculosos que as mulheres, com um metabolismo mais rápido alimentado a testosterona enquanto as mulheres tendem a transformar os alimentos em gordura para sustentar a gravidez.
Ou seja, e dependendo dos manuais escolares e das escolas que os veiculam, os homens têm a função de combater e as mulheres de conceber. A mulher trata da família, o homem providencia o sustento, de pouco interessando se estamos no século XXI ou XXXI quando a conversa é sempre a mesma de há 5 mil anos para cá. Ou mais.
Voltando à nossa pesquisa de mestrado, o discurso biológico influencia o comportamento do género, concluindo-se no fim ainda haver muito por fazer num mundo onde as poucas excepções continuam a confirmar a regra.
Mude-se o discurso, por favor, não é pedir muito, quando eu vou na estrada de bicicleta vejo-me sempre à rasca para ultrapassar uma qualquer ciclista, normalmente altas, magras e aerodinâmicas nas suas bicicletas de carbono e hoje em dia qualquer homem leva uma coça de uma mulher na pista ou na estrada, na piscina ou no ringue.
Assim, para quando a igualdade salarial para ambos os géneros em todas as modalidades, a começar pelo futebol?
Para quando a não resignação das raparigas quando é a própria professora, professora, sim, no feminino, a dar a dois rapazes a escolha das equipas de futebol, equipas essas onde as raparigas ficarão sempre para último? Para quando o ensino para a cidadania desde o infantário mas também para adultos? Agora a sério para adultos?
Para quando o desporto misto e a obrigatoriedade da igualdade de géneros? Para quando o fim da segregação de género no desporto? Porque não às equipas de futebol, andebol, rugby, só para citar alguns exemplos, onde metade dos elementos são de um género, a outra metade de outro e no fim que vença o melhor?
Convençamo-nos, enquanto se impedir às mulheres o acesso às equipas masculinas, os homens continuarão convencidos da sua superioridade física, muscular, atlética. Por não terem nenhuma mulher que lhes faça frente.
Terão medo? Terão miúfa? Saberão, no seu âmago, ser essa a verdade, assim explicando o seu silêncio, a sua reticência?
Para quando uma mulher presidente de um clube de futebol? Para quando uma mulher à frente do Benfica?
Tudo é uma construção social, por isso a importância do desporto. Fica aqui o pedido, não, o desejo, não, a vontade de viver num mundo onde as mulheres correm a par e par com os homens, nos Jogos Olímpicos, mas também naquela futebolada na praia. Porque somos todos iguais. Quando esse dia chegar, não haverá mais vítimas de violência doméstica e as mulheres também têm pêlo na venta.

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Resultados escolares: o essencial e o acessório – José Eduardo Lemos

 

Resultados escolares: o essencial e o acessório

 

O sucesso escolar dos alunos deve ser a luz que ilumina o caminho a trilhar por uma Escola pública de massas e pelos seus profissionais.

1. A educação sempre foi uma área da governação fértil em polémicas e debates intensos, o que é natural. Muitos deles, penso eu, com origem na alteração cíclica das políticas educativas, que ocorre a cada mudança de governante.

Desde 2004, sem necessidade de qualquer pacto de regime, começou a afirmar-se uma linha de política educativa constante, centrada na melhoria dos resultados escolares e na redução do abandono, que se manteve até 2016, mesmo com ministros da Educação de diferentes quadrantes políticos.

Estes objetivos ocuparam o centro da agenda educativa e do discurso político durante anos. As Escolas tinham a perceção interiorizada de quais as metas que deveriam perseguir; entendiam o que delas pretendia, não só o poder político, como a sociedade portuguesa. A melhoria das taxas de sucesso (progressão de ano e conclusão de ciclo) e a redução das taxas de abandono escolar foram duas metas, de fácil enunciação e escrutínio, que iluminaram o caminho percorrido pelas Escolas e concentraram muitos dos esforços dos professores e do sistema educativo.

 

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