As minhas previsões para o QZP04 apontavam para uma abertura de 83 vagas nos dois concursos externos de 2017 (norma travão e vinculação extraordinária). Abriram 89.
Em 68 vagas apuradas pelo ME (34 da norma travão e 34 da vinculação extraordinária) acertei em 61 das previsões.
A diferença maior entre a minha previsão acontece no grupo 910 onde previ a abertura de 21 vagas e abriram 31.
Neste QZP acertei em todas as vagas a abrir na norma travão e como tal os 10 docentes deste QZP que reúnem estas condições já sabem desde Janeiro que deverão vincular.
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As minhas previsões para o QZP03 apontavam para uma abertura de 165 vagas nos dois concursos externos de 2017 (norma travão e vinculação extraordinária). Abriram 122.
Em 68 vagas apuradas pelo ME (34 da norma travão e 34 da vinculação extraordinária) acertei em 51 das previsões.
A diferença maior entre a minha previsão acontece no grupo 910 onde previ a abertura de 20 vagas na vinculação extraordinária e abriram 29 e no grupo 110 onde previ a abertura de 48 vagas e só abriram 41
As restantes provisões não acertadas variam numa diferença entre 1 e 3 vagas.
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As minhas previsões para o QZP02 apontavam para uma abertura de 121 vagas nos dois concursos externos de 2017 (norma travão e vinculação extraordinária). Abriram 120.
Em 68 vagas apuradas pelo ME (34 da norma travão e 34 da vinculação extraordinária) acertei em 42 das previsões.
A diferença maior entre a minha previsão acontece no grupo 120 onde previ a abertura de 7 vagas e só abriu 1
Nos grupos 110, 500 e 910 a diferença ficou nas 5 vagas.
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Segundo dados do professor especialista em estatísticas da educação, Arlindo Ferreira, autor de um ‘blog’ dedicado aos professores, educação visual e tecnológica tem 460 vagas negativas e 13 vagas positivas, português do ensino secundário tem 434 vagas negativas e 230 vagas positivas e o 1.º ciclo do ensino básico 407 vagas negativas e 308 positivas. Do lado das vagas positivas é o grupo da educação especial que abre mais lugares nas escolas, com 812 vagas a concurso.
Tendo em conta que não há alterações de agrupamentos em 2017 deixo o mapa que elaborei em 2015 para apoio aos concursos.
Este mapa encontra-se sempre na barra lateral direita do blogue e pode ser usado numa aplicação móvel em que orienta a viagem até uma determinada sede de agrupamento ou escola não agrupada..
Alguns dados de algumas escolas já estão desactualizados e ainda não consegui tempo para o actualizar. Basicamente os dados desactualizados são os endereços de correio electrónico e as páginas web das escolas, mas que para este caso pouco importam estarem correctos.
Estas declarações a propósito da implementação da prova de aferição a expressões no 2º ano de escolaridade, onde a maior parte das escolas não tem condições para a realização da prova (muito menos da actividade curricular).
Eu percebo o grande problema de quem nos governa. Ter muitos tapetes vermelhos nas visitas às escolas e não conhecer a realidade como ela é.
No concurso externo os contratados apenas concorrem por QZP e não por escola/agrupamento/concelho, visto que o ingresso na carreira agora apenas se faz via QZP.
Por isso não precisam de perder muito tempo na manifestação de preferências quer para o concurso externo normal, quer para o externo extraordinário se reunirem condições para concorrerem a ele.
Os contratados que concorrem ao concurso externo e que estejam fora da primeira prioridade (ou seja, com muitas dificuldades de ingressar na carreira, mas não impossível se sobrarem vagas de QZP) e se concorrerem a mais do que um grupo de recrutamento devem fazer agora a opção ao grupo que concorrem em primeiro lugar, visto que será na mesma ordem que depois vão manifestar as preferências para a contratação.
Se escolherem por exemplo a seguinte ordem: 110, 200, 300, 910 será nessa mesma ordem de grupos que irão manifestar as preferências para a contratação.
Por isso a decisão mais importante para a grande maioria dos candidatos ao concurso externo vai ser apenas essa.
O limite de grupos que agora se pode concorrer são 4.
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No próximo quadro ficam os dados comparativos das previsões do blog com o número de vagas abertas pelo ME no dia de ontem.
Chegam-me relatos que deviam algumas escolas terem aberto vagas de QZP para a norma travão e que não foram abertas. Os quadros que eu apresentei acabam por comprovar que algumas dessas vagas de QZP deviam ter sido abertas e não foram.
Vamos ver como estes pormenores se vão resolver, mas tendo em conta que os docentes que comprovem ter requisitos para concorrer na primeira prioridade e não tenha aberto vagas de QZP no grupo onde obteve este ano a 4ª colocação seguida em horário anual e completo no mesmo grupo de recrutamento terá depois de reclamar perante a não abertura de vaga nesse QZP.
Para melhor análise na comparação das vagas abertas e previstas por mim vou elaborar alguns quadros por QZP com esses dados.
A verde ficam as vagas abertas pelo ME e que eu previ, a amarelo as vagas em número superior (tenham sido previstas por mim, ou abertas pelo ME).
No QZP 01 acertei em 72 aberturas de vagas em 136 possibilidades, ou seja mais de 50%.
As que não acertei acabei por falhar na sua maioria por uma ou duas vagas.
Casos onde diferem mais a abertura das vagas com as minhas previsões (apenas considero uma diferença superior a 10 vagas):
Vinculação Extraordinária.
Grupos:
110 (diferença de 39 vagas);
300 (diferença de 15 vagas);
910 (diferença de 23 vagas)
A diferença total no QZP 01 foi de 37 vagas a mais que foram abertas do que as minhas previsões.
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Hoje deixo aqui o saldo do número de vagas do concurso interno por Concelho.
Por curiosidade o Concelho com mais vagas negativas é Santa Maria da Feira com 50, e o concelho com mais vagas positivas é o de Oeiras com 70 vagas positivas. O único Concelho a norte com mais de 50 vagas positivas a norte é o da Maia que tem 54 vagas.
O que já se estava à espera. Não se chegou a lado nenhum com a “conversa” de hoje. A única solução é ir para a luta, porque este é um momento de luta e por isso temos que ir para a luta… já temos 900 fotografias de professores e se for preciso teremos muitas mais para mostrar ao sr. ministro… um discurso um pouco confuso, mas digno de se ouvir.
Depois de ter verificado que existe um saldo positivo de 69 vagas deixo aqui o saldo de vagas positivas e negativas por grupo de recrutamento.
Existem 4612 vagas positivas (pelo que ouvi o comunicado do ME refere 4609, mas confio como sempre mais nos meus dados) e 4543 vagas negativas (o ME não informou em comunicado número de vagas negativas).
Em breve serão apresentados estudos de vagas por Grupo de Recrutamento e QZP, não sei se valerá a pena apresentar por Concelho. Mas se vir que os dados são importantes tento fazer também por Concelho.
Este é o saldo total de vagas no concurso interno de 2017.
Estou surpreendido pela positiva por não terem sido consideradas as inúmeras vagas negativas enviadas pelas escolas na plataforma do apuramento de vagas.
A análise final será feita nas próximas horas com a contabilização da soma de vagas negativas e positivas por grupo de recrutamento.
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Todos sabemos que uma casa não se constrói a partir do telhado mas a partir dos alicerces. É verdade que há muito que mudar no sistema de ensino, mas se não encararem as mudanças a fazer no 1º ciclo esqueçam… o que vier depois serão remendos quando o sentimento de insucesso e a rejeição à escola já está instalada, diria mesmo enquistada.
Se não se mudar radicalmente o 1º ciclo, continuaremos a ter crianças e jovens que cedo perdem a curiosidade e o interesse pela aprendizagem, fragilizadas, desconfiados, descrentes, sem confiança em si e na sua capacidade de aprender. A pressão diária instalada na escola e seguida pelas famílias dá cabo da capacidade de SER criança, de SER jovem. Em plenitude.
O que se passa hoje no 1º ciclo é completamente absurdo. Perante tal absurdo pergunto-me: quem decide ainda saberá o que é SER CRIANÇA? Terá crianças por perto ou vive numa bolha?
Compartimentou-se de tal modo o conhecimento em disciplinas que as crianças não vislumbram a associação à realidade. Qualquer pequena fatia de jardim perto da escola, com diferentes árvores, arbustos, flores, em que se passeiam lagartixas, minhocas, formigas em que esvoaçam melros, pardais, borboletas, escaravelhos, pode dar lugar a um exercício vivo de interação e descoberta em que a identificação, o registo, a categorização, a pesquisa sobre os diferentes seres vivos observados e suas caraterísticas alimenta a curiosidade e traz um conjunto inesgotável de conhecimento à medida da idades das crianças. Não será seguramente um conhecimento assente em ler e copiar páginas do manual de Estudo do Meio mas sim algo natural e vivo que casa o Estudo do Meio, a Matemática, a Escrita, a Leitura e a conversação, as Expressões.
Do mesmo modo aprender a ler não pode continuar a ser uma corrida de alta velocidade com metas estapafúrdias ditadas de cima. Não pode ser centrado em metodologias únicas, antiquadas e ineficazes que com umas pinceladas de novidade são apresentadas nos manuais escolares. Aprender a ler, a escrever e ficar com o bichinho da leitura exige uma outra abordagem que faça sentido no mundo em que estamos.
Como no passado e no presente não poderá continuar-se a ensinar uma classe como se fosse um só aluno, isto é, fazendo igual para todos; não podem mandar-se repetir e repetir de novo as matérias em aulas de apoio suplementar como se as crianças fossem atrasadas. Dê-se-lhes tempo, puxe-se pela sua curiosidade inata, estimulem-se os progressos, faça-se da avaliação algo em que tudo conte incluindo o trabalho que todos os dias é feito pela criança em aula, cinco dias por semana, mês após mês. A avaliação centrada exclusivamente em testes é um absurdo para crianças desta idade, como se o imenso trabalho que fazem todos os dias fosse de deitar ao lixo. A obsessão dos últimos anos de tornar a organização do 1º ciclo igual à dos ciclos seguintes tem causado imensos danos às crianças.
Quem está atento sabe que há pouco para inventar, o que há de melhor também se faz em Portugal ainda que em pequena escala. Temos escolas e salas de aula que fazem diferente. Temos tido muitos projetos inovadores com instituições de suporte, temos escolas e professores que os podem partilhar como estímulo para outros. Temos dados disponíveis, investigações que apontam caminhos, pedagogos, pensadores e cientistas interventivos. O diretor do Departamento da Educação da OCDE, Andreas Schleicher, diz que é preciso reorganizar a aprendizagem, com “ousadia”, diz que “Portugal tem obviamente assistido a um enorme progresso, mas precisa de ter cuidado para educar as crianças para o seu próprio futuro e não para o nosso passado. “
Para mudar o processo de ensinar no 1º ciclo é preciso esperar mais tempo SENHOR MINISTRO? Mais experiências? Andamos há décadas nessa lógica. Poupem-nos! A nós, às crianças, aos professores.
E parece que vão mesmo acertar e também foi essa a minha previsão, apesar de circularem imagens pelo Facebook dando conta que o MEC tinha garantido o concurso apenas para depois da Páscoa.
Artigo publicado hoje no Observador sobre alguns aspectos dos concursos, em especial a incidir na mentira sobre o real apuramento de vagas e na expectativa criada aos docentes dos quadros de agrupamento para a aproximação à sua residência.
E para terminar este breve artigo sobre a pouca estabilidade do corpo docente e a muita instabilidade legislativa, constata-se que as escolas, no apuramento de vagas para o concurso interno deverão apurar pelo menos umas dez mil vagas negativas de quadro de agrupamento.
E, se for verdade, então, o preâmbulo vale tanto como um balde de lixo, porque nenhum docente do quadro de agrupamento por obter a primeira prioridade no concurso interno conseguirá aproximar-se da sua residência.
Preparem as listas, comecem a selecionar códigos de agrupamentos, verifiquem distâncias e não se esqueçam de submeter o concurso.
Parece que vamos ter concurso de docentes a decorrer, ainda, durante a interrupção da Páscoa. E todos ao mesmo tempo…
O Ministério da Educação confirmou ao DN que a ” publicação do aviso de abertura do concurso [extraordinário de vinculação]”, que dará acesso aos quadros a cerca de 3200 professores contratados, acontecerá na primeira quinzena de abril” adiantou ainda que esta vinculação vai decorrer “em simultâneo” com os concursos externo (para contratação a termo) e interno (para quadros).
Agora que foi publicada a portaria da vinculação extraordinária para 2017 verifica-se que não existe nenhuma alteração à proposta final enviada para publicação em Diário da República (com excepção de um mero pormenor na alteração da Lei que passa agora a regulamentar o concurso).
As colocações em horário anual e completo em 2016/2017 dos docentes que tinham em 31/08/2016 mais de 4380 dias de serviço e cinco contratos nos últimos 6 anos servem para o apuramento de vagas e todos os que têm os tais 4380 dias de serviço em 31/08/2016 e cinco contratos nos últimos 6 anos podem concorrer às vagas que abrirem e que serão aditadas às vagas do concurso externo de 2016/2017, não existe aqui a necessidade de estarem colocados em 2016/2017 em horário completo e anual.
O mais provável que aconteça em breve é termos um concurso externo (ordinário e extraordinário) com cerca de 3500 vagas positivas de QZP e um concurso Interno com algumas milhares de vagas negativas.
Regulamenta o concurso de integração extraordinária para a seleção e o recrutamento do pessoal docente com contrato a termo resolutivo nos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário da rede do Ministério da Educação.
1. Toda a responsabilidade das mudanças projectadas para a Educação cai sobre os professores, sendo tão curioso verificar o topete com que se anuncia hoje como novo e criativo tudo o que já foi usado e abandonado, como registar as incoerências crassas no seio daquilo que é proposto. Com efeito, que credibilidade podemos atribuir a uma estratégia de intervenção pedagógica que afirma querer construir um novo perfil de saída dos alunos, assente em novas competências, sem tocar no currículo e que afirma, igualmente, que vai definir as “matérias essenciais”, quando essa definição, obviamente, significa intervenção nos programas? Como serão feitos os exames e as provas de aferição? Considerando os programas, em que não vão mexer, ou as matérias essenciais, que vão definir? Tudo isto é uma trapalhada para tornear a lei, que prevê 20 meses entre o momento em que as alterações são anunciadas e o início do ano a que respeitem. Mas se é insensato achar que se pode fazer isto sem mudanças curriculares, mais insensato ainda é pensar que se pode desenvolver uma cultura altamente cooperativa e de trabalho conjunto entre os professores sem intervir nas suas cargas lectivas e não lectivas, designadamente na estúpida burocracia que os submerge.
2. Com o contentamento irresponsável de quem não conhece a realidade, o ministro da Educação puxou pela cabeça e descobriu que a distância entre os nossos jovens e o iluminismo das metas para o século XXI se deve à inadequação da formação de 35 mil professores, que quaisquer 18 milhões de euros resolverão. À burocracia sem sentido que já existia somou a burocracia de um plano de combate ao insucesso, assente na formação do “Professor Novo” e no controle de régulos sobre escravos. Os arautos da flexibilização a qualquer título para os alunos são os mesmos que ajoujam os docentes sob a rigidez estúpida de relatórios inúteis e torrentes de formação bafienta, que passa ao lado da causa das coisas mas, subliminarmente, inculca na classe um dissimulado complexo de culpa e muita frustração. Como gostaria de ver todo este folclore lançado à sarjeta, pela reclamação vigorosa, por parte da classe, do respeito que merece e do pagamento que lhe é devido, depois de uma década de progressão na carreira suspensa e salários congelados. Exemplos recentes de direitos amarrotados, sem reacção adequada?
A secretária de Estado Ajunta e da Educação determinou em despacho que não haverá licenças sabáticas no próximo ano, fazendo, assim, tábua rasa do que prevê o nº1 do art.º 108 do estatuto de carreira dos professores. Nada aconteceu, que se visse.
O IAVE pediu dispensa oficial de serviço para os professores envolvidos na formação de supervisores das provas de aferição do básico, conforme o previsto no art.º 109 do citado estatuto e na portaria 345/2008. O despacho sancionador do pedido diz que as aulas perdidas têm que ser repostas pelos dispensados ou por colegas. O IAVE invocou o interesse público. Mas quem paga o interesse público é o lombo dos professores, com trabalho extra não remunerado. Para Governo de esquerda, estamos conversados. Mas os professores amocharam.
3. Quando um indivíduo utiliza o conhecimento e as competências que adquiriu para resolver problemas e satisfazer as necessidades dos outros, sejam os outros indivíduos ou organizações, e o faz num quadro próprio do ponto de vista legal, moral e ético, a troco de um pagamento que contribui para a garantia da sua própria subsistência e autonomia, dizemos que ele tem uma profissão. Todas as profissões são humanamente dignas. Mas todas as profissões são diferentes. Porque têm utilidades diferentes, complexidades diferentes, requisitos diferentes e, naturalmente, reconhecimentos sociais diferentes. A profissão docente assume relevo particular por cumprir um direito humano básico: o direito à educação. Todavia, o seu estatuto social é cada vez menos prestigiante e nada gratificante, gerando docentes, exaustos, frustrados e mal pagos.
Dos 7199 desempregados inscritos no IEFP, 9,7% eram da área das Ciências Sociais e do Comportamento (704 casos), sobretudo em cursos de Psicologia, 9,4% de Engenharia e Técnicas Afins (683) e 6,8% de Arquitectura e Construção (521).
Em declarações à Lusa, o bastonário dos Psicólogos reconhece que a situação de desemprego destes profissionais não é nova, mas lembra que o país continua a não ter um aproveitamento dos recursos existentes em áreas necessitadas como a educação e a saúde, onde “não há nem de perto nem de longe os mínimos assegurados“.
No próximo dia 5 de abril, às 11h30m, a FNE reúne com o Ministro da Educação. Trata-se de uma reunião que ocorre no quadro dos contactos trimestrais do Ministro com as organizações sindicais, mas, para a FNE, o que tem de estar em cima da mesa são as matérias que constam do pedido de reunião formulado recentemente, para tratar de um conjunto de questões que são fonte de profunda insatisfação entre os profissionais da educação.
É essencial que nesta reunião fiquem definidos os traços que deverão marcar a agenda negocial dos próximos tempos, com identificação de conteúdos e respetivo calendário.
Assim, a FNE identifica as seguintes questões como incontornáveis:
os despachos de organização do ano letivo e de matrículas, definindo claramente os números limite de alunos/níveis por professor, bem como determinando claramente as atividades que integram a componente letiva e a componente não letiva, bem como os mecanismos para a sua contabilização, com a garantia do pleno respeito pelo tempo de trabalho individual; e ainda contabilizando o tempo dos intervalos letivos, em todos os setores de ensino, dentro da componente letiva dos docentes; bem como definindo a conversão das horas de redução ao abrigo do artigo 79.º do ECD em horas destinadas à componente individual de trabalho; e também determinando q aplicação do calendário escolar do Ensino Básico à Educação Pré-Escolar, conforme recomendação da Assembleia da República;
o envolvimento das organizações sindicais na determinação do quadro de transferência de competências para os Municípios, na área da Educação, em simultâneo com a determinação do quadro de reforço da autonomia das escolas e dos seus profissionais;
a implementação de processos de debate amplamente participados com vista à introdução da flexibilidade curricular, nomeadamente em termos da sua operacionalização, para o que têm de ser garantidos os recursos e os apoios que a permitam, independentemente do caráter experimental que possa ter no próximo ano, mas que exige que a generalidade das escolas se prepare para a sua implementação futura;
a garantia da efetivação do descongelamento das carreiras e do acesso aos níveis remuneratórios superiores, integrando a contagem do tempo de serviço até agora não contabilizado;
a determinação de mecanismos específicos de acesso à aposentação, com reconhecimento do especial desgaste que a profissão docente implica, garantindo o direito à aposentação com 36 anos de serviço, independentemente da idade;
Criação de soluções flexíveis do momento da aposentação dos educadores e professores a partir dos 55 anos de idade, nomeadamente, através da conciliação da aposentação parcial com um regime do trabalho ativo com um regime de trabalho a tempo parcial.
o estabelecimento das carreiras especiais de trabalhadores não docentes;
a determinação de condições de concretização do direito à formação contínua.
O Secretariado Nacional da FNE reunirá nos dia 5 e 6 de abril, para debate da situação no setor da educação, e para determinar as ações que devem ser desenvolvidas até ao final do presente ano.
Para dar conhecimento dos resultados desta reunião do Secretariado Nacional, realizar-se-á uma Conferência de Imprensa no dia 6 de abril de 2017, às 11h30m, no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa.
Na educação, a iniciativa aponta o desenvolvimento e a divulgação de recursos educativos digitais para todos os graus de ensino, para disciplinas ou componentes do currículo e a formação de professores dos ensinos básico e secundário.
Por falar no assunto, aqui ficam os números de 2015/2016 retirados do site do DGAE
De facto é preciso gostar muito de ser professor para se continuar a ser professor. Ou isso, ou somos mesmo parvos
Todos os dias vou para a escola. À chegada, encostados a um muro, os alunos do costume, do 7.º ao 10.º ano a enrolar charros, a fumar charros, a vender charros. Digo-lhes “Bom dia”, eles mandam-me para o c… e eu continuo, porque quando me mandam para o c… é bom sinal, é sinal de que ainda estão vivos, não vá um ficar estendido ao comprido do portão da escola como no mês passado mais os tios, as tias, os pais, as mães e primos mil a acusarem-nos de deixar os filhos fumar droga à porta da escola, e eu quando eles fumam droga é do melhor, a dormir sobre as mesas da sala de aula perante o olhar indiferente dos colegas ou das contínuas, não vá alguém acordá-los, porque ao menos enquanto dormem e curam a “pedrada” não chateiam e quando alguém os acorda é do pior, pegam logo no telemóvel enquanto me chamam de filho da p… para baixo e ameaçam partir-me os dentes todos.
Sou professor. Mas não dou aulas, finjo que dou aulas e de manhã à noite separo alunos e alunas desertos por andar à porrada, levo sopapos, bofetadas, empurrões e estaladas, cospem-me na cara e dão-me pontapés, mas antes assim, porque às crianças nem uma nódoa negra que se veja ao chegar a casa quando ainda ontem a Luísa, professora de História, acabou no hospital depois de um encarregado de educação lhe perfurar um pulmão entre um par de murros na cara, os óculos partidos e não sei quantos pontapés enquanto a coitada da Luísa se torcia e esvaía no chão.
Chamar a polícia? Nem pensar, da última vez que aqui vieram era ver os alunos, ao melhor estilo dos macacos, saltar por cima do portão da escola e apedrejar os vidros do único carro do posto, agora inoperacional por falta de fundos, assim dizem eles ao telefone, ou então miúfa, muita miúfa.
Mas eu é que não posso ter miúfa, nem eu nem os meus colegas, caso contrário não temos emprego nem salário, a minha mulher vive a 200 quilómetros com uma filha recém-nascida entre os braços e as serras e alguém tem de pagar os “aptamis” agora que lhe cessaram o contrato de trabalho. É preciso ter azar.
Por isso venho para a escola todos os dias ao mesmo tempo que cadeiras voam dentro das salas, alunos correm de faca na mão uns atrás dos outros, vidros estilhaçam, computadores são partidos ou roubados, ou partidos e roubados, conforme aprouver às pobres crianças, porque contrariá-las nem pensar, para já não falar dos pneus dos carros dos professores, tantas vezes substituídos por tijolos em pleno dia, e eu às vezes gabo a capacidade destas crianças para a mecânica, pelo que até já fui falar com o senhor Director e propor a criação de um curso profissional, e não tivessem as ferramentas sido todas roubadas à chegada à escola e, estou certo, os nossos alunos teriam um futuro brilhante à sua frente. Estou mesmo certo.
De facto é preciso gostar muito de ser professor para se continuar a ser professor. Ou isso, ou somos mesmo parvos. Ou, se calhar, não há outra alternativa senão a do desemprego. Vou pela terceira hipótese. E por isso continuo, ano após ano, cada vez mais longe de casa, cada vez mais próximo da Lisboa periférica, dos bairros periféricos, das vidas periféricas, para sempre condenadas a girar ao redor de nada, sem passado, presente ou futuro que as sustente, e eu lá no meio da reportagem da RTP enquanto uma mãe me encosta contra a parede e me perfura a barriga com uma faca do pão depois da filha lhe ter dito ter sido violada por um colega na minha sala de aula, e eu enjoado a segurar a barriga e as mãos quentes cheias de sangue quente a fugir-me com a cabeça de encontro ao chão, incapaz de lhe explicar que a filha já não vem à escola desde a semana passada, até porque a mulher já tem as mãos no meu pescoço e eu sufoco mais ou menos ao mesmo tempo que um grupo de populares persegue e pontapeia a equipa da RTP, arauto da liberdade e da informação. Hoje morreu um professor, mas isso não foi notícia.
“Um momento importantíssimo, para o qual se esperam respostas concretas” – é assim que a FENPROF encara a próxima reunião com o Ministro da Educação, no dia 5 de abril. Uma reunião que terá de ser “diferente das habituais”. Para Tiago Brandão Rodrigues e sua equipa, a Federação tem desde já uma proposta fundamental: um forte compromisso com os professores. Um compromisso que o Secretário Geral da FENPROF explicou, ponto por ponto, na conferência de imprensa realizada na manhã da passada sexta-feira, 31 de março, em Lisboa.
Esse forte compromisso com os professores exige respostas para sete matérias essenciais:
Carreiras docentes: compromisso de descongelamento das carreiras em 1 de janeiro de 2018; resolução prévia das ilegalidades que persistem; respeito pela estrutura estabelecida no ECD; disponibilidade para iniciar negociações, com vista à recuperação do tempo de serviço;
Horários de trabalho: compromisso de definição clara dos conteúdos das componentes letiva e não letiva dos docentes; consideração dos intervalos, em todos os setores de ensino, dentro da componente letiva; conversão das horas de redução do artigo 79.º do ECD e horas de componente individual de trabalho; aplicação à Educação Pré-Escolar do calendário escolar do Ensino Básico, conforme recomendação da Assembleia da República;
Aposentação: compromissode negociação de um regime especial de aposentação para os professores, tendo em conta o reconhecido envelhecimento do corpo docente das escolas e a necessidade de garantir a sua renovação;
Vinculação: compromisso de abertura de processo de vinculação extraordinária nos próximos dois anos da Legislatura; abertura de um processo de vinculação extraordinária, com efeitos a 1 de setembro de 2017, para os docentes das escolas públicas de ensino artístico; revisão da designada “norma-travão”, no sentido de dar eficácia à Diretiva 1999/70/CE, de 28 de junho;
Descentralização: compromisso de, no quadro do processo de descentralização e competências para os municípios, não ser transferida qualquer responsabilidade que hoje está atribuída às escolas;
Gestão democrática: compromisso de revisão do atual modelo de gestão das escolas, visando, não apenas, reforçar as suas lideranças, como democratizá-las.
Intervenção sindical: compromisso de valorização das organizações sindicais, reforçando a sua participação nos processos de discussão, negociação e definição das políticas educativas, respeitando, desta forma, a Recomendação conjunta UNESCO/OIT sobre a situação do pessoal docente; clarificação das condições de participação dos docentes na atividade s
indical, incluindo a participação em reuniões previstas nos quadros legais em vigor.
Maior aumento verificou-se no ensino secundário. Mais de metade destes alunos revelam “muita dificuldade” nas aprendizagens escolares, sendo este o principal grupo de limitações apontado.
Com 62 anos e mais de 48 de descontos, reformou-se António Chora, o homem do BE que liderou a representação laboral na empresa. Julgava que não seria penalizado. Errou.
Ao fim de 48 anos e um mês de carreira contributiva, tendo começado a trabalhar aos 12 anos e a descontar aos 14, o porta-estandarte do sindicalismo no Bloco de Esquerda, António Chora, mítico coordenador da comissão de trabalhadores da AutoEuropa, reformou-se. Foi em janeiro passado, com 62 anos feitos.
Tivesse esperado mais umas semanas e não teria sido tão penalizado na sua reforma. O ministro do Trabalho e Segurança Social, Vieira da Silva, está a negociar com os parceiros sociais e os partidos da “geringonça” uma lei que diminui as penalizações para os trabalhadores com carreiras contributivas longas que decidem antecipar a sua reforma, não esperando por completar 66 anos e três meses, como agora a lei impõe.
“Saiu-me o tiro pela culatra”, “digamos que fui um bocadinho iludido.” E quem o iludiufoi, segundo disse ao DN, precisamente o ministro Vieira da Silva, que terá feito declarações em outubro de 2016 prometendo que a nova lei, menos penalizadora, entraria em vigor no início deste ano . António Chora esperou portanto por janeiro de 2017.
Não sei se os professores estão incluídos. A noticia na versão digital só refere os funcionários que têm 10 pontos, ou seja, os avaliados com o Siadap. Esta medida, tardia, irá ter custos anuais de 200 milhões de euros. Muito pouco para aquilo que o estado ganhou nestes 10 anos… Resta que, quem leu a noticia em papel ou sabe mais alguma, nos diga mais alguma coisa… Sempre é uma esperança…
Já não garanto que seja mentira quando disse que as escolas tinham apurado cerca de 20 mil vagas negativas.
E quem andou a mentir ao longo destes últimos tempos foi o ME quando criou expectativas para uma abertura de vagas em função das sucessivas necessidades dos últimos 4 anos.
Vão-me dizer que ninguém é perfeito… mas há que concordar que iniciativas como esta são de louvar. Eu, com um coração de outra cor, também sou um dos que concorda
Iniciativa da Fundação Benfica que mostra aqui uma das suas iniciativas que visam a inclusão social e a educação.
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Depois das escolas apurarem perto de 20 mil vagas negativas para o concurso interno de 2017 o Ministério da Educação decidiu cancelar o concurso da vinculação extraordinária.
Pelas 18 horas de hoje Tiago Rodrigues irá em conferência de imprensa explicar as razões da anulação deste concurso.