Diretores de escolas temem descentralizaçãoTemem que o processo de transferência de competências para as autarquias lhes retire autonomia.
A Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep) tem muitas dúvidas sobre o processo de transferência de competências do Ministério da Educação para as autarquias. A lei-quadro aprovada em Conselho de Ministros prevê que no setor da educação os municípios passem a gerir os edifícios escolares e o pessoal não docente nos 2º e 3º ciclos do ensino básico e no secundário, tal como já sucede no 1º ciclo.
“Não está muito claro se as escolas vão perder autonomia. Já alertámos o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, de que os autarcas têm muita força e os diretores não. As escolas não podem perder mais autonomia e temos receio de que isso aconteça”, disse ao CM Filinto Lima, presidente da Andaep, que dá um exemplo de onde pode haver conflito entre escolas e autarquias. “O pessoal não docente passa a pertencer às câmaras em todo o ensino básico e secundário, mas a gestão do dia a dia deve ser feita por nós e temos receio que haja uma imposição ao nível dos horários por parte das autarquias”, afirmou.
Já quanto à parte pedagógica, Filinto Lima acredita que as autarquias não irão tentar imiscuir-se no trabalho das escolas.
O dirigente teme ainda que o processo de transferência de competências fique “muito dependente da figura do presidente da câmara”. “Se o presidente for sensível à área da educação, vai colaborar. Se não for, pode levantar problemas e complicar a vida da escola. Ou seja, este processo não pode estar tão dependente da figura do presidente da câmara”, disse.
Outro ponto negativo apontado é o facto de as escolas não terem sido ouvidas nem ter havido “uma avaliação da experiência-piloto em curso em 14 autarquias”. “Não avaliam o que está a acontecer nesses 14 municípios, onde sei que o feed- back tem sido positivo. Assinaram contratos de 4 anos que devem ficar a meio”, afirmou.




8 comentários
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Sou totalmente contra a municipalização. Mas com argumentos destes ainda me convencem a mudar de opinião.
Tudo o que seja para retirar poderes a diretores e diretoras assino por baixo. E já agora, para quando o novo modelo de gestão das escolas??????Tarda em chegar. Será que vem de burro? Ando farto de autocracia, de clientelismos, de amizades, de parcialidades, de preferências. FARTO!!!
Dar muita autonomia aos Directores, é perigoso…
E dar aos Presidentes das Câmaras não é?
Os presidentes de camara pelo menos tem na vereacao uma equipa que foi sujeita a votação que a qualquer momento se pode revoltar contsa o presidente. O diretor tem um grupo de empregados/escravos que o servem fielmente e que nao estão sujeitos a votação e têm o dever da subserviência senao sao postos fora sem o diretor ter de dar satisfação a ninguem. Esses, coitados, nem a democracia do voto os protege. Ou fazem, ou sao trocados. Um vereador, nao pode ser expulso do seu lugar na lista. Muito diferente…
Por ser perigoso para os outros é que eles querem ter esse poder. Uma vergonha tudo o que se está a passar no Ensino, nunca esperei ver tanto asneiredo.
SEMPRE O MESMO PROBLEMA NAS INSTITUIÇÕES DO ESTADO:
EM VEZ DE MERITOCRACIA,,,,,BOYS E AMIGUISMO….
CAPELAS E MAIS CAPELINHAS, COM ESTE CALDO DE CULTURA E UMA SOCIEDADE CIVIL QUE ACEITA ESTAS E OUTRAS PRÁTICAS…,, NÃO PASSAMOS DE UM PAIS EUROPEU TERCEIRO MUNDISTA.
QUEM QUER “MANDAR” A SEU BELO PRAZER: ESCOLHER OS SUBORDINADOS
QUE O FAÇA COM O QUE É SEU (no privado). E NÃO COM OS BENS PÚBLICOS, QUE POR DEFINIÇÃO SÃO DE TODOS,,,,,,A MAIORIDADE DOS PORTUGUESAS
DISPENSA TUTORES CONVENCIDOS, PEDANTES E MAIS NÃO DIGO, MAS REALMENTE VIVEMOS NUM SÍTIO MAL FREQUENTADO (como diria o genial EÇA).
Vieira da Silva anda mesmo a brincar connosco… e a Europa é que é a má da fita?!!
E depois não há dinheiro para que os professores possam ter pensão de aposentação a tempo e horas?!!
http://observador.pt/2017/03/28/seguranca-social-um-chefe-para-cada-4-funcionarios-e-meio/