E Eu Questiono as Ideias de David Justino
E dentro de poucas horas será aqui apresentado o inquérito feito a mais de 5 mil professores que contrariam esta ideia peregrina de David Justino em seleccionar os “melhores” professores.

O presidente do Conselho Nacional de Educação questionou esta segunda-feira o atual modelo de recrutamento de professores por considerar que não garante a qualidade nem o mérito dos docentes escolhidos. David Justino relembrou que no ano passado 43% dos professores tinham pelo menos 50 anos, entendendo que o envelhecimento do corpo docente deve ser visto como uma condicionante, mas também como uma oportunidade para selecionar os melhores.
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2 comentários
Este Sr., deveria olhar para o espelho e fazer uma auto avaliação da sua carreira, só assim é que seria avaliado positivamente. Como é que é possível dar credibilidade a estas demagogias repletas de resquícios de uma ditadura. É ou foi este político do PSD? Se o Sá Carneiro estivesse entre nós não estava onde está. Isto é um horror, um retrocesso, uma teimosia. ele que fundamente as suas teses com evidências e que deixe trabalhar quem pode, quer e ama a profissão de: Ser Professor.
O processo de seleção de professores é um monstro que se foi criando ao longo dos anos que, bem vistas as coisas, não tem paralelo em qualquer outra carreira.
Concordo com David Justino quando diz que o processo atual não reconhece o mérito. É certo que, grosso modo, só se baseia na graduação que é a soma da média de fim de curso com os dias de serviço.
Ora, na média de final de curso pode estar refletido algum mérito pessoal, mas sabemos que as “políticas de notas” das instituições de ensino superior são muito variáveis. Assim, um 11 obtido num curso de uma dada instituição pode ter mais mérito do que um 15 obtido numa outra.
Os dias de serviço podem garantir experiência mas não garantem certamente qualidade.
Portanto, esta forma de selecionar docentes não é a mais lógica.
Porque será então tão defendida? Qual é o seu mérito?
O que faz tanta gente, apesar de tudo, defender este sistema é a sua objetividade. A sensação de que é imune a nepotismos, a cunhas, amizades, favores…
Pessoalmente, não tenho muito boa opinião do sistema anterior, mas acho que antes de ser substituído, há que ponderar muito bem. A experiência com as TEIP e com as Escolas com Autonomia não agradaram a ninguém.