A FNE, como é hábito, roeu a corda e furou esta greve. Mas não é de estranhar, pois a FNE foi criada para baixar as calças sempre que qualquer governo anda com o cio…
Eu nunca pagaria no ensino PÚBLICO por um exame privado e filho meu não poria lá os pés! É escandalosa a intromissão de entidades privadas no público mas parece que não incomoda muita gente! Até há quem tenha ficado contente com a formaçãozinha que “conta p’a crédito”! Que miséria!
Nada como o “rigor” das aulas, do cumprimento dos programas e das metas… nada como a estabilidade do ano lectivo, nada como a salvaguarda das aprendizagens dos alunos (grande objectivo do sistema, da avaliação externa, da formação, dos projectos educativos, blá…blá…blá), nada como garantir que um aluno que se prepara para naquele/s dia/ dias, e a título de exemplo, aprender CFQ, Geo, Mat, His, Bio entre outras, o consiga efectivamente, como de resto, já estava programado e seria expectável (nos exames, os serviços mínimos, máximos em bom rigor) procuraram exactamente cumprir com as expectativas dos jovens para aqueles dias em concreto…
E, viva tamanho “rigor” que empurra os alunos da escola pública a não terem as suas aulas para que a escola se organize em torno do serviço a privados.
Os professores até são convocados para faltar às aulas com os seus alunos ou não poderão dar as suas aulas quando nos pavilhões é preciso garantir com todas as condições de silêncio …
Uma coisa são as palavras e os discursos outra, bem diferente, são as acções: Estão-se nas tintas para a Escola Pública, para as Aprendizagens dos alunos e para as condições de estabilidade da Escola Pública!
Isto é só um pontinha de um enorme iceberg que fará com a Escola Pública o que, há mais tempo, tem vindo a ser feito (com sucesso) com a Saúde Pública.
Acho que estamos a pouco tempo de vermos a esfera pública desaparecer por completo: a água, os alimentos, a energia, a organização social estão cada vez mais em mãos privadas e largamente “invisíveis”. E com uma população crescentemente alienada e amedrontada…
5 comentários
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Give the class a miss and work for Cambridge…for FREE!
A FNE, como é hábito, roeu a corda e furou esta greve. Mas não é de estranhar, pois a FNE foi criada para baixar as calças sempre que qualquer governo anda com o cio…
Eu nunca pagaria no ensino PÚBLICO por um exame privado e filho meu não poria lá os pés! É escandalosa a intromissão de entidades privadas no público mas parece que não incomoda muita gente! Até há quem tenha ficado contente com a formaçãozinha que “conta p’a crédito”! Que miséria!
Nada como o “rigor” das aulas, do cumprimento dos programas e das metas… nada como a estabilidade do ano lectivo, nada como a salvaguarda das aprendizagens dos alunos (grande objectivo do sistema, da avaliação externa, da formação, dos projectos educativos, blá…blá…blá), nada como garantir que um aluno que se prepara para naquele/s dia/ dias, e a título de exemplo, aprender CFQ, Geo, Mat, His, Bio entre outras, o consiga efectivamente, como de resto, já estava programado e seria expectável (nos exames, os serviços mínimos, máximos em bom rigor) procuraram exactamente cumprir com as expectativas dos jovens para aqueles dias em concreto…
E, viva tamanho “rigor” que empurra os alunos da escola pública a não terem as suas aulas para que a escola se organize em torno do serviço a privados.
Os professores até são convocados para faltar às aulas com os seus alunos ou não poderão dar as suas aulas quando nos pavilhões é preciso garantir com todas as condições de silêncio …
Uma coisa são as palavras e os discursos outra, bem diferente, são as acções: Estão-se nas tintas para a Escola Pública, para as Aprendizagens dos alunos e para as condições de estabilidade da Escola Pública!
Isto é só um pontinha de um enorme iceberg que fará com a Escola Pública o que, há mais tempo, tem vindo a ser feito (com sucesso) com a Saúde Pública.
Acho que estamos a pouco tempo de vermos a esfera pública desaparecer por completo: a água, os alimentos, a energia, a organização social estão cada vez mais em mãos privadas e largamente “invisíveis”. E com uma população crescentemente alienada e amedrontada…