Pré-Aviso de Greve ao PET

Que começou hoje e termina no dia 6 de Maio a todo o serviço relacionado com a realização das sessões da parte oral e da parte escrita do exame da Cambridge “Preliminary English Test (PET)”.

Julgo que seria importante esclarecer se as faltas dadas à formação que decorrem esta semana estão salvaguardadas pelo aviso de greve e no caso de estar se o docente pode simplesmente não comparecer a essa formação e manter-se nas suas atividades letivas.

Esta dúvida é respondida neste artigo retirado do site da Fenprof.

 

Greve ao serviço da “Cambridge” inicia-se esta terça-feira

 

Foi adiado para a próxima semana o início dos testes de oralidade no âmbito do processo “Cambridge”, mas o pré-aviso de greve apresentado pelas sete organizações sindicais que integram a Plataforma Sindical de Professores permite que, a partir de amanhã, os professores que pretendam entrem em greve, não participando em qualquer serviço relacionado com esta prova.

Recorda-se que, para amanhã, foram convocados mais professores de Inglês para as formações que a Cambridge tem estado a promover, através do IAVE/MEC, o que significa que muitos, se estiverem a participar nestas formações, deixarão sem aulas os seus alunos logo nos dois primeiros dias do terceiro período letivo.

A adesão a esta greve não poderá ter qualquer custo para os professores uma vez que, não assumindo o serviço que pretendam atribuir-lhes no âmbito do processo “Cambridge”, os professores terão de garantir, na totalidade, o serviço que têm distribuído na sua escola. Acresce que, caso os professores aceitem participar neste processo – frequentando as formações, realizando os testes de oralidade e classificando as provas – terão as respetivas escolas de os libertar da componente não letiva de estabelecimento ao longo de todo o terceiro período, sendo-lhes ainda atribuídos mais doze dias de dispensa depois de terminadas as aulas.

As organizações sindicais valorizam muito estes direitos que o MEC reconhece para que os professores aceitem participar no processo “Cambridge”. Seria, porém, estranho que tais direitos apenas fossem reconhecidos para este efeito, pelo que, oportunamente, a Plataforma Sindical proporá ao Ministério:
i) uma alteração ao regime de dispensas para formação, passando este a contemplar a dispensa de atividade letiva para frequência de ações de formação;
ii) o reconhecimento de dispensa da componente de estabelecimento, bem como de dias de dispensas no final das aulas, para todos os professores que sejam classificadores de exames e provas finais dos alunos dos anos em que, por força do atual regime de avaliação, estes se realizam.

As Organizações Sindicais
6/04/2015 

 

Download do documento (PDF, Unknown)

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3 comentários

  1. Espero ver uma forte adesão e não o baixar de braços e aceitação carneira habitual…

    • marcerqueira on 7 de Abril de 2015 at 22:41
    • Responder

    A ver vamos, A. No meio do rebanho existem sempre algumas ovelhas negras.

  2. 1º – Concordo inteiramente com esta greve!
    E, não deixa de se constituir como um absurdo a necessidade de uma greve a serviço que não é da competência destes profissionais, tanto mais que os profissionais cumprem, agora, com o seu serviço e horário completo tal como o fazem desde o início do ano.
    É aberrante isentar profissionais dos deveres para com a sua escola e os seus alunos a fim de o colocar ao serviço – pago com dinheiro público – de interesses privados e ainda, e eventualmente, de alguns interesses localizados e específicos dentro de algumas escolas (em detrimento do serviço público que deveriam prestar)

    2º – se estes docentes ligados às coisas dos pet´s, cat´s e coisas similares, que nada têm a ver com os currículos nacionais e com a melhoria das aprendizagens dos alunos, são dispensados de actividades lectivas e não lectivas para fazerem formação na coisa é, no mínimo, exigível à administração educativa igual preocupação e condições com todos os restantes docentes das restantes disciplinas que cumprem com os currículos nacionais.

    3º Estranho que os sindicatos, aceitando tais dispensas para este fim em concreto, se tenham esquecido da organização do trabalho nas escolas e, consequentemente, da sobrecarga de trabalho (que já não é pequena) que tal irá representar TAMBÉM para os restantes professores da escola (e, não só do grupo de inglês).

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