Mas o José Pacheco Foi Para o Brasil ou Para a Finlândia?

Porque parte disto já foi testado em portugal há alguns anos e ainda se implementa na escola da ponte, embora com resultados duvidosos.
 

O que a Finlândia vai mudar no ensino é em tudo contrário ao que Portugal fez

 
Estudantes vão participar na elaboração dos currículos e na escolha dos temas a abordar nos novos módulos multidisciplinares.
 
A Finlândia quer descobrir como se consegue aumentar a motivação dos alunos

 

O país que é habitualmente apontado como exemplo no campo da educação, a Finlândia, prepara-se para mudar, a partir de 2016, o seu sistema de ensino de modo a adaptar a escola a um “mundo que está a mudar a grande velocidade”, indicou ao PÚBLICO a directora do Conselho Nacional de Educação finlandês, o organismo que está a elaborar o novo currículo nacional para a escolaridade obrigatória.

Não é a “revolução” anunciada, em Março, pelo jornal inglês The Independent, numa notícia que, apesar de prontamente desmentida pelo Governo finlandês, acabou por ser replicada por vários outros jornais e blogues. Ao contrário do que aí se escreveu, as disciplinas tradicionais não vão ser abolidas e substituídas por um ensino baseado em tópicos transversais, embora este também vá por diante. O que se propõe é, assim, um modelo de coabitação e não de exclusão numa reforma que vai também pôr os estudantes a participar na definição dos currículos e meios de avaliação.

Na prática, tudo que o “país maravilha” da educação se propõe fazer para mudar a escola é radicalmente diferente e de sinal contrário à reforma empreendida recentemente em Portugal pelo ministro Nuno Crato, comenta José Morgado, professor do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).

Na Finlândia aponta-se para “uma ‘modernização’ do pensamento educativo” que, destaca Morgado, se traduz na intenção de desenvolver “formas de trabalho em sala de aula que transcendam a lógica do trabalho interior a cada disciplina, definindo um conjunto de tópicos que exigem saberes oriundos de diferentes disciplinas e que serão trabalhados de forma transversal”.

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7 comentários

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  1. Eu não sei se a Escola da Ponte é boa ou não, o que sei é que os alunos que saem de lá no 9º ano, no 10º ano revelam-se muito maus alunos numa qualquer secundária da zona…
    Deveria ser feito um estudo para perceber quantos alunos vindas da Escola da Ponte tiveram sucesso com boas notas no curso de Ciências e Tecnologias.

    1. Talvez se revelem “maus alunos” por estarem habituados a uma dinâmica mais participativa e mais saudável… talvez porque deixem de caber na “examocracia”.

      1. Da minha experiência direta a razão é só uma: falta de conhecimentos básicos.

      • Ricardo França Silva on 7 de Abril de 2015 at 10:14
      • Responder

      Olá Ana, sabe que quanto à estes “maus alunos” que referes, é preciso saber alguns contextos, pois fui orientador da Ponte durante muitos anos, mas um orientador bastante interessado nesta questão da continuidade dos estudos dos nossos alunos, fiz alguma recolha de documentos de referentes às notas dos nossos alunos que tinham saído da Ponte, e não se revelaram tão maus assim, muito pelo contrário. Logicamente que tiveram alguns fora desta “line”, mas como tudo, são alunos como todos os outros.

      A Ponte nunca teve a veleidade de criar/desenvolver alunos perfeitos, mas sim, pessoas mais livres e responsáveis, e com um sentido de cidadania muito mais apurados do que a maioria dos alunos nestas escolas com ensino tradicional.

      Não se esqueça, antes de mais, é preciso conhecer o Projeto e a sua história, conhecer o dia a dia da escola, conhecer os alunos, e o porque que as coisas são feitas de uma maneira ou outra, e por fim, e se desse mesmo, perceber, sentir de que famílias estamos a falar.

      Enfim, como sempre disse o Pacheco…”viver na diferença é muito difícil…”

      1. Esse sucesso de que fala não é verdade…
        Falemos especificamente de ciências e tecnologias e chegamos à conclusão que os alunos da ponte estão num patamar abaixo do normal e de um normal já baixo por si só…

    • Alberto Miranda on 7 de Abril de 2015 at 15:00
    • Responder

    No ano letivo 1999/2000, estive colocado na escola EB,2,3 de Vila da Aves e tive alunos oriundos da Escola da Ponte numa das turmas do 5ºano. Posso afirmar que esses alunos eram fracos a nível de conhecimentos e não se destacavam em nenhuma área curricular.

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