No debate da Assembleia da República pode ser visto aqui, logo a seguir aos transportes e às amas.
Os 4 projetos em debate são estes:
Projeto de Lei 660/XII (BE)
Estabelece um número máximo de alunos por turma e por docente nos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário
Projeto de Lei 559/XII (PS)
Estabelece o número mínimo e máximo de alunos por turma.
Projeto de Lei 667/XII (PCP)
Estabelece medidas de redução do número de alunos por turma visando a melhoria do processo de ensino-aprendizagem
Projeto de Lei 669/XII (PEV)
Estipula o número máximo de alunos por turma




9 comentários
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Analisando as propostas, sem dúvida que a dos Verdes é a mais aliciante para nós professores e comunidade educativa… mas infelizmente não acredito que irá algum dia vingar, dado ao facto de vivermos numa sociedade meramente economicista e pouco virada para o lado humano.
Para
abrir uma turma de qualquer modalidade do 5º ao 12º ano, são precisos 26 alunos; um professor de Português ou
de Matemática pode ter 30 alunos na sala,
por exemplo. Para ter uma turma de EMRC, bastam 10 alunos. Com certeza que as exigências didático-pedagógicas desta
disciplina serão muito maiores…
Bem
interessante, esta situação num estado laico. Diz a discutível (mas em vigor) Concordata
que a República Portuguesa deve garantir «as condições necessárias para assegurar,
nos termos do direito português, o ensino da religião e moral católicas nos
estabelecimentos de ensino público não superior, sem qualquer forma de
discriminação [sublinhado meu]”.
Então, como justificar esta? Outra questão: será
constitucional?
Pois…..é a incoerência que impera neste país espelhada na mediocridade política.
Na minha opinião as melhores intervenções foram, PEV , BE e PCP quanto aos argumentos do PS, tudo floreado aproveitou para falar de outros assuntos e não argumentou quase nada sobre o nº por turma. O pior, foi mesmo o deputado do CDS-PP transbordava de malícia, com argumentos sustentados aqui a ali, e é claro que leva sempre a sua a avante. PSD sob a capa de uma dita ideologia tipo ” bem para todos”, esconde-se políticas economicistas e pouco se importam. A PEV apesar de ter discurso simples e focado, deveria ter sustentado melhor os seus argumentos, aliás isso é o mal de muitos não sustentarem as ideias em documentos para que estas “pareçam” válidas, a aparência do faz de conta, neste país, domina. Surgiu-me uma ideia de como seriam, se fossem pessoas, ou seja que caraterística dominante teriam, então seja: PSD-Hipócrita; CDS-PP-Manhoso; PS-Oportunista; PEV-Frontal; BE-Tímido; PCP-..este foi mais difícil ..mas diria um romântico 🙂
Devem pensar que os miúdos, pelo menos os que frequentam o ensino básico, têm os mesmos comportamentos que aqueles do século passado, onde na sala de aula nem se ouvia uma mosca. Cada vez mais irrequietos, basta um ou dois assim para contaminar o resto da turma, desobedientes nem os pais têm mão neles quanto mais um professor que foi despojado da sua autoridade e precisa justificar tudo o que faz. Como é possível assim ensinar convenientemente? Além, de que se houver um ou mais alunos com NEEs que tipo de atenção pode dar estes professores a todos do mesmo modo… não consegue, debita a matéria e até amanhã, quem percebeu melhor, quem não percebeu se os pais podem pagar explicadores melhor, enquanto aos outros ficam na sua ignorância passiva cada vez mais indisciplinados.
Eu sou consigo encontrar uma utilidade para os estudos científicos referidos por Michael Seufert: quando faltar Renova ou Scottex.
*só consigo
Mais do que o numero de alunos por turma, chocam-me as turmas mistas (com mais do que um ano). Como pai, leigo na matéria, não entendo como pode um professor acompanhar na mesma sala de aula 10 alunos do 1º ano e 10 do 4º. Há professores que concordem com isto? Alguém conseguiu por isto em prática com sucesso?
Claro que não, JotaEme!
A sua intuição, de quem é leigo na matéria, está mais do que certa e é confirmada por quem se encontra no terreno. Agora quem não se encontra no terreno, socorre-se de uns estudozecos científicozecos da treta para disfarçar políticas economicistas.