Ministério passa para as escolas a responsabilidade de colocar os professores
E julgo que a notícia deste link troca os pés pelas mãos dizendo que a reserva de recrutamento passa também para as escolas. Tal não deve, nem pode acontecer, mesmo que a DGAE entenda colocar os docentes na Reserva de Recrutamento ao minuto.
Hoje, quarta-feira parece estar previstas reuniões do MEC com os diretores das escolas e mais informações devem surgir em breve.
A colocação ao minuto pela BCE será a única forma de rapidamente serem colocados os docentes em falta. Discordo dessa opção, quer para a BCE (mesmo que na fase de candidatura não tivesse havido ordenação de preferências), mas muito mais para a Reserva de Recrutamento.




15 comentários
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Eu sempre disse com ironia que a única coisa errada era não serem os diretores a colocar! Acertei, vão acabar com a Reserva de Recrutamento, a única colocação que não é movida pela “CUNHA”.
Com essa colocação ao minuto vai começar o totolonge! Os colegas serão colocados consoante a sorte de abrir (ao minuto) uma vaga longe ou perto das suas 1ªs preferências; ao passo que ao se juntarem vários horários numa reserva há sempre a possibilidade de apanhar um mais próximo… Não seria preferível a colocação em todas as escolas por uma única lista de graduação? Aumentar-se-ia a possibilidade dum horário mais próximo e colocar-se-ia toda a gente de uma vez só… Sem múltiplas colocações…
LISTA DE GRADUAÇÃO JÁ! SERÁ SEMPRE A MAIS RÁPIDA E TRANSPARENTE!
Concordo!!!
e eu também!
idem
Mais uma que só acredita nesta opção ;.)
Realmente so vao aumentar a “cunha” Somos ou não somos todos proffisionalizados? Então toda a gente a concurso por =
A única forma de resolver toda esta embrulha …. colocações por graduação ….um único concurso …. Escolas “Normais” , TEIP e Autonomia …. tudo junto… e terminava-se com esta confusão toda…à muito que isto estava resolvido … ogora com critérios para a esquerda outros para a direita …. E o mais importante todos os dados estavam validados.
O novo sistema de colocação de “professores” que irá vigorar nos próximos anos:
São feitas listas de pessoas, sim porque já hoje não é necessário que sejam professores, podem ser aquilo a que chamam Técnicos Especializados. Nessas listas constam apenas o nome e as escolas onde querem ficar. Os grupos de recrutamento deixam de existir. Já hoje muitos deles são ignorados a favor dos tais T. Especializados.
Depois essas listas de pessoas são entregues às escolas, onde cada professor do quadro e cada funcionário terá direito a escolher um “professor” tendo como único critério o grau de parentesco ou o grau de amizade.
É isto que já hoje acontece em muitas escolas e, agora, o sistema vai ser generalizado. O MEC vê-se livre de uma dor de cabeça e os senhores diretores conseguem aquilo que sempre almejaram.
As coisas mais simples tendem a funcionar melhor… Qd os carros passaram a ser eletrónicos e mais complexos, passaram a ter mais 90% de avarias. Para quê tantos concursos, se UM SÓ, “honesto” e TRANSPARENTE poderia resolver atempadamente as colocações? Os diretores querem poder escolher características… mas, na prática, já pouco ou nada escolhem… deixam-se ludibriar pela pseudoautonomia…
e aumenta-lhes o trabalho (verificação de curriculos), logo agora k as escolas se agruparam e estão mais cheias de trabalho
Se o clientelismo e amiguismo voltarem em força, para escolha dos professores por parte dos diretores das escolas, então acho que vou ter de ir preparando a minha esposa para a triste notícia de não dar aulas para o ano! Ou então que se crie uma formação para “clientelas e amiguismos – como ser um bom amigo do diretor independentemente de ser bom professor”. Aquilo que acho que vai travar a avidez dos diretores em fazer o que lhes der na cabeça no momento da escolha e de contratarem quantos quiserem vai ser só um: ministério das finanças, é que a autonomia nunca é verdadeiramente autonomia
Estava-se mesmo a ver que era aquilo que iriam decidir. A BCE foi imposta (dado que os sindicatos foram às reuniões de negociação para inglês ver, nada dos seus contributos foram tidos em atenção na última revisão da legislação sobre concursos). Este governo quer porque quer a autonomia para passar a contratação para as escolas. O tal debate sobre a autonomia serve também para esta gente, que sabe que vai perder as próximas eleições, conseguir uma espécie de concordância dos outros partidos, nomeadamente do PS, para que este plano de descentralização vá de facto à frente e esta trapalhada de legislação laranjinha não seja revogada, ludibriando a opinião pública.
Bom dia, já agora como isto está uma grande (digamos) “confusão”, eu fui colocado na RR2 a 29 de setembro, na altura fiquei com a ideia que deveria desistir da BCE pois caso recusasse a colocação teria consequênsias em futuros concursos ditos “a Sério” (pois a BCE só pode ser uma brincadeira). Agora vejo que reabriu novos concursos e tenho 2 perguntas:
1- posso concorrer e ficar colocado noutra escola?
2- Qual é o período em que posso recusar a outra escola, assim como qual o período de validade dos contratos desta colocação?
Pois quase de certeza que haverá muitos professores que nas listas graduadas estão muito abaixo de mimi e com melhor horário e colocado mais perto.
Agora à parte quando é que os senhores diretores vão se mexer e rescindir com os contratos de autonomia por justa causa, pois a entidade com que fizeram os contratos não cumpriu (de certeza) com a sua parte…