De acordo com o cronograma das etapas de desenvolvimento do processo de candidatura ao IEFP no próximo dia 18 de Junho estaria concluída a requisição dos docentes que entrariam em funções no dia 1 de Setembro de 2014 nos diversos centros de formação do IEFP.
A última informação que tive foi que acederam ao convite pouco mais de mil docentes, mas nesta altura sou capaz de prever que a grande maioria ou não foi à entrevista ou então não aceitou as condições propostas pelo IEFP.
Não sei se o número de docentes do MEC colocados no IEFP serão em número suficiente para fazerem cessar os contratos de trabalho dos atuais formadores do IEFP que tinham perspetivas de emprego até final de 2015 (não tenho conhecimento que existisse algum contrato assinado após o ano 2014 e na maioria dos casos os contratos só foram assinados até Junho deste ano, se esta informação não é correta corrijam-me).
Se alguém que se candidatou ao IEFP recebeu comunicação da sua requisição?
Os atuais formadores do IEFP já têm conhecimento dessas requisições?
Em que ponto estão os contratos de trabalho dos atuais formadores no IEFP? Já foram prolongados ou mantêm-se como estão?
É escusado virem falar mal das condições de trabalho do IEFP (já quase todos sabemos como elas são), mas essas más condições de trabalho também têm muito a ver com a precaridade dos formadores que ai prestam funções. Quase acredito que se fossem preenchidas todos os horários com professores do quadro do MEC isso seria revertido num instante. Não pela sua capacidade de mudança, mas por não estarem sujeitos à precaridade que atualmente se verifica.
E acho que o IEFP também não deve ter muito interesse nisso.
E por isso estranho este convite feito aos professores dos quadros do MEC.


46 comentários
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Boa noite. Os formadores do IEFP continuam sem saber nada (pelo menos no meu serviço de formação e outros que conheço). Ninguém diz nada a ninguém. Falam-se em contratos apenas pelas horas de formação dadas em sala e, neste sentido, contratações mensais até agosto (há quem indique até final do ano); por outro lado, também existem rumores de que os novos contratos serão até dezembro e, a partir daí, entram os de quadro, quer queiram, quer não. A bem dizer, ninguém diz nada a ninguém, como, aliás, se verificou quase até fevereiro de 2013 (com a saída dos antigos formadores).
Olá Arlindo! Não concordo contigo quando dizes que a situação seria revertida se fossem colegas dos quadros, não vejo como! É claro que a situação de precariedade não se colocaria, pelo menos para já. Conheço um formador num desses IEFP que da parte da manhã dá formação num local e à tarde noutro a 60 quilómetros de distância. Queres dizer que se fosse do quadro não o faria? poderíamos aqui relatar centenas de casos de colegas que se sujeitam a coisas estapafúrdias. Os do quadro não o farão? Não entendo!!
No IEFP onde ainda estou temos sido informados do que se passa, e estamos à espera da confirmação dos docentes na aplicação. Em princípio, Port. Ing. e mat. vão para o desemprego, dos outros grupos escapa a maioria. Acabou por não ser tão mau como se temia, em números globais (não é o meu caso, que sou do 300), mas os que ficam não sabem ainda como vai ser, porque, aparentemente, nem os centros foram ainda informados do que vai acontecer daqui para a frente. Correm rumores de que até dezembro os sobreviventes aguentam, depois haverá outro procedimento qualquer. O timing de que falam (Dezembro) é estranho, Será que vão aparecer as vagas remanescentes em contratação de escola? Novamente na mobilidade? Acho que vamos ter de esperar até que o iluminado do ME acorde e decida, de um dia para o outro, como nos vamos habituando.
O ME vai, e não demora muito, passar os CFP para a sua tutela.
A Questão não é quem vai ou quem fica.
A questão é outra. Como podem mudar as regras de um concurso que foi feito até 2015?
Ninguém deve ser prejudicado pelo fato de ter aberto um concurso enquanto o anterior ainda está em período de validação.
Ou alguém do ME anulou o outro sem dar conhecimento?
Cristina o concurso ao qual concorreu é de 2013 a 2015, veja bem e consulte um especialista na matéria.
Boa noite
Sinceramente estou cansada de toda esta situação e só quero que se resolva o mais rapidamente possível. O que sei é que os de Informática ficam até Dezembro. Sinto que começa a haver um certo clima do “tu ficas e eu não”, o que gera um ambiente péssimo entre colegas.
Caro Armindo:
Sou um dos 100 docentes do quadro que se candidataram aos referidos lugares.
Já recebi por parte de um dos centros de formação a informação que fui dos docentes escolhidos para os lugares disponíveis para o grupo que concorri. Por aquilo que me foi dito entre hoje e amanhã essa informação passará a constar no site do DGAE de modo que os docentes possam aceitar ou não o lugar para que se candidataram e foram escolhidos.
Relativamente ao trabalho que deverá ser desempenhado pelos docentes ele não será muito diferente daquele que era desempenhado pelos colegas que até agora estavam contratados mas também concordo que as coisas poderão mudar uma vez que esse cunho da precariedade deixará de ser tão evidente.
Melhores cumprimentos.
Cristina, quero desejar-lhe um bom jantar, amanhã, quarta feira.
porque não atribuem um código a cada IEFP como as escolas e passa a ser incluído no concurso… acabam com esta trapalhada toda
Pois não tenha dúvidas… Esse é o passo que se segue. Incluir os IEFP no concurso nacional de professores.
leekhaz, isso seria uma boa medida de acabar com esta trapalhada, mas pouco exequível por 2 motivos:
– os cursos não têm a duração de 1 ano letivo;
– os cursos abrem quando existe um n.º suficiente de formandos para abrir uma turma. Isto significa que podemos ter turmas a abrir em qualquer mês do ano.
Estes fatores, na prática, tornam o processo complicado de gerir como se isto fosse uma escola.
Mas sim, concordo consigo; isso era o que Profs do quadro e contratados deveriam estar a lutar e não nos envolvermos numa guerra e muito menos no ataque pessoal que em nada nos dignifica como pessoas e muito menos como classe que tem por missão contribuir para a formação íntegra de indivíduos.
Se os colegas contratados têm vindo a relatar a situação de trabalho e se os colegas do quadro não acreditam, isso é legítimo. Mas, por um lado, não intentem no caminho do insulto e da agressão gratuita e depois, façam o favor de aceitar a colocação e, durante o próximo ano, escrevam-nos para nos darem a boa nova.
ML,
eu trabalho para o IEFP há alguns anos e gosto de cá trabalhar, já trabalhei em escolas e , sinceramente, não gosto tanto. Nem todos podemos gostar do mesmo. Sim nos formamos pessoas e não deveríamos estar nesta guerra, é por este motivos que a nossa classe nunca consegue nada, não somos unidos. Se que por esses motivos não seria fácil. Contudo há sempre trabalho, se iniciássemos com um curso se depois em Setembro tivesse que ser outro formador… paciência. Acabava esta incerteza.
Por mim, não sairia daqui mas tenho consciência que trabalho mais aqui para ganhar o mesmo que ganharia numa escola… Contudo gostos são gostos.
Viva leekhaz,
concordo integralmente com o que acabou de dizer. Trabalho há anos no IEFP por opção, porque gosto mais do que em escola. Mas a carga de trabalho em proporcionalidade ao que obtemos financeiramente é realmente desanimador. Abraço.
É verdade… veremos o futuro.. espero continuar a desempenhar as funções que gosto embora financeiramente desanimadoras como ML diz.
Boa sorte para ambos
Eu no meu centro já fui dispensada a partir de 1 de Julho e quando perguntei porque nõa ficar até agosto uma vez que em determinados centros já sabem que ficam a resposta foi: se depois souber de alguma coisa logo digo….. É este o país que temos
VD, desculpe a pergunta, por acaso é de um dos grupos para os quais não abriram vagas para os professores efectivos ?
A mim convocaram-me por email, no dia 6 para ir a uma entrevista no dia 11 às 5 da tarde. Não me perguntaram se lá podia estar a essa hora, nem me deram alternativa. Além disso, queriam que eu respondesse se ia à entrevista até dia 8 (domingo). Vamos lá ver, ainda nem trabalho para eles e já me estão a pedir para trabalhar ao domingo? Bem, obviamente que não fui nem respondi. Para ser maltratado já basta onde estou.
Comentário interessante este. Então a entidade empregadora à qual se candidatou deveria procurar um horário que lhe fosse conveniente a si para realizar a entrevista… e já agora também a todos os restantes que se tivessem candidato a essa mesma entidade. Havia de ser uma “logística” interessante. E responder a um email para confirmar se se vai a uma entrevista é trabalhar? Vai lá vai… Deve ser uma “cansêra”.
Evidentemente meu amigo. É que eu a essa hora estava a trabalhar a 60 Km de distância. E responder a um email não é canseira nenhuma é o princípio que está em causa. Podiam ter posto até segunda, mas não, acham que procedem bem assim. Portanto é deixá-los continuar. Eu não estou interessado.
Colegas, obrigada por postarem aqui as vossas experiências. É sempre bom saber como param as modas…
Já aceitei o convite para trabalhar no IEFP!
Ai Jasus!!!!!!!!!!!!!
Aquilo é do pior!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
É só um ano!
Onde, Bruno? Também aceitei!
Amadora e tu?
Seia
alguém aceitou em Santarém, Tomar ou Alverca
eu aceitei Santarém
que grupo
Por acaso alguém sabe se para recusar a requisição é também necessário fazê-lo na aplicação do sigrhe???
Colegas, estive a ler atentamente todos os comentários. Acho inaceitável as condições que os centros de formação propõem. Tive a oportunidade de constatar a veracidade de tudo o que têm referido porque fui chamado para duas entrevistas. É inacreditável o que me responderam às questões que coloquei, nomeadamente:
– Teria de me deslocar no próprio dia a duas localidades que distam do centro de formação alguns a 10 Km, outros a mais de 20Km no mesmo dia e num dos centros de formação disseram que não havia ajudas de custo para locais que distam do centro de formação a menos de 10 km. Noutro centro de formação disseram-me que pagavam o bilhete mínimo dos transportes públicos e ainda por cima em alguns locais, estes não existem. Quando os formadores não têm veículo próprio vão a pé?É incrível os formadores além de terem de levar o seu próprio veículo, ainda têm de pagar combustível e portagens???
– Que num dos centros teria de lidar com turmas de 26 formandos com perfis muito complicados e estaria sozinho com os formandos num local alugado pelo centro sem qualquer tipo de apoio. Isto não põe em causa a própria segurança pessoal de cada um?
– Que poderia ter de dar mais de 6 horas de formação por dia e que teria num dos dias, durante a manhã ou tarde reuniões, Isto dá no mínimo 27 a 30 horas de componente letiva, quando neste momento tenho 20 horas.
– Numa das entrevistas também me responderam que tinha de trabalhar 40 horas no mínimo! Isto é ilegal! Aliás, tudo isto é ilegal e anticonstitucional!
– Colegas, eu também já fui contratado e sempre fiz o meu papel, não deixem que isto tudo vos aconteça. Os professores contratados que tinham contrato até 2015, mexam-se, vão para instâncias superiores porque os professores do quadro também se mexeram e continuam a sua luta!
– Se não fizermos nada, qual vai ser o futuro de trabalho dos nossos filhos??? Que condições terão??? Estamos nitidamente a regredir no que diz respeito às condições de trabalho tão arduamente conquistadas pelos nossos antepassados, morreu muita gente em luta, nunca esqueçam estes factos históricos!
– Para concluir, fui selecionado para dois centros de formação, mas claro, que não posso aceitar ISTO!!!
– Continuo com a mesma dúvida: o meu nome aparece na aplicação do sigrhe, como faço para NÃO ACEITAR???
Obrigada pelos testemunhos que tive a oportunidade de poder ler!
… confirmou-se o pior…
no centro de formação onde estou colocada, colegas do quadro candidataram-se e, ao que parece, vão aceitar a colocação… isto quer dizer que alguns de nós vão ter de sair… fomos hoje informados…
está em que centro? Os IEFP do pais deveriam publicar as listas de quem ficou. Já que não informam nada pelo menos sabíamos pela net o futuro
não acham esquisito tanta gente a dizer a mesma coisa sobre os centros de emprego? não acham que deve haver algum fundo de verdade? claro que se forem para lá, outros irão para a rua…mas se não forem, que remédio, senão continuar lá! é que não há mais nada!
Estou desde março de 2014 a dar formação num centro de formação do IEFP. Hoje fui informada que não há horas para mim e que não vão renovar o contrato. Inicialmente o contrato era para ser renovado ano a ano por três anos! Afinal não aconteceu nada do que disseram! Trabalhei que nem uma escrava, muiiiiiiiiitas vezes 9, 10 e até 12 horas de formação por dia. Num mês cheguei a dar mais de 140 horas de formação e apenas me pagavam 120!
Atenção, os centros de formação são muito diferentes das escolas! Muitos níveis, muitas UFCD`s diferentes enfim muito trabalho! Boa sorte para quem para lá fôr! No entanto gostei do trabalho desenvolvido, pena que me tenha sentido escravizada e usada!
Lamento que o seu contrato não seja renovado ana. Eu ainda não sei do meu.
Mas se a colega deu 140 horas de formação e só pagaram 120 foi porque o permitiu. Já percebi que os centros funcionam de maneira diferente, mas só abusam de nós até onde permitirmos.
Trabalho há vários anos para o IEFP e tudo o que se diz sim é verdade. Mas ninguém obriga a almoçar pelo carro, nem a fazer 12 horas por dia, etc etc. Fazemos e já o fiz porque permitimos, volto a referir.
Os centros estão a passar estas informações todas às pessoas do quadro e a dizer-lhes que têm de trabalhar 40 horas semanais e etc. E se não o fizerem, que fazem? Quem lhes paga é o ME. Continuam com os seus vencimentos da escola. Não acho bem criticarmos os colegas do quadro por nos estarem a “roubar” o lugar. Eles estão a fazer as escolhas deles, assim como nós também fariamos se pudessemos.
Não me sinto escravizado nem usado como diz a colega. Faço o meu trabalho o melhor que posso, mas tenho sempre uma tarde (ou às vezes dia) livre por semana, porque assim faço a gestão do meu horário. E sim é possível.É uma questão de organização e não nos rebaixarmosa tudo o que é solicitado, com “medo” de perder o lugar.
Boa sorte a todos
Não é o ME que paga os vencimentos e sim o IEFP, pois trata-se de requisição e não de destacamento.
Está enganado(a) colega.
Quando se trata de requisição é a entidade proponente que paga o vencimento e não o serviço de origem, neste caso o ME! Pode sempre confirmar esta situação lendo a legislação.
Parabéns a todos os Colegas por postarem aqui as vossas experiências e testemunhos e opiniões. Não interessa eles (quadro) e nós (contratados). O nosso objetivo é atingir-mos melhores condições de trabalho.
Atingir-mos?? Oh colega por favor…
Novidades do IEFP? Alguém tem alguma informação?
Não havia necessidade destes reparos! Quem nunca errou?!
Não havia necessidade Susana?
Este tipo de erros ainda se podem tolerar aos nossos alunos. Não a pessoas que fizeram uma licenciatura e estão a formar pessoas.
É uma vergonha a quantidade de erros de ortografia com que me deparo aqui.
Subscrevo na íntegra, Prof. Vejo erros aqui de bradar aos céus! Por favor, usem o corretor ortográfico… Não são só os professores que leem estes comentários.
Acho muito bem que estas vagas sejam postas a concurso pelo ME e, também, se dê oportunidade às pessoas do quadro de Concorrerem. Apesar de todos terem direito a vida, sou de opinião que estas vagas se devam tornar públicas bem como o processo de seleção e se acabem com compadrios na seleção das pessoas. A seleção devia ser feita como se faz no concurso normal de professores e penso que o Menistério está a quer fazer isso. Estão de parabens
Alguém já tem novidades sobre a requisição para o iefp? E a contagem de tempo é feita em dias?