De Paulo Guinote
Educação: Um ano de inconseguimentos
Ver o lado mau ou menos bom das políticas pode ser uma virtude ou um defeito, tudo dependendo de como utilizamos esse nosso olhar menos optimista.
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De Santana Castilho
Mais uma vez, os exames
Nuno Crato chamou ocultas às ciências da Educação. Compreende-se, por isso, que trate crianças de 9/10 anos de idade como adultos pequenos a quem, em sede de exames nacionais, pediu uma declaração escrita, por honra delas. Compreende-se que à revelia do que se faz na Europa e do que as neurociências e a psicologia do desenvolvimento descrevem como características fundamentais dessa idade as obrigue a um exame nacional, com os contornos daquele que actualmente existe.
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2 comentários
Tenho que deixar aqui um desabafo….
Esta prova teve, para mim e para o meu filho, uma grande utilidade: mostrar que as crianças, que não correspondem ao aluno desejado como padrão (agitadas, desconcentradas, desatentas, com a cabeça no último planeta do sistema solar, que se esquecem de entregar os trabalhos de pesquisa mesmo quando estes estão feitos e na pasta, desorganizadas, …, em suma, com perturbação de hiperatividade e défice de atenção disgnosticada por mais do que um profissional, MAS, mas com um nível cognitivo ACIMA DA MÉDIA, …!!! ), mas que não são consideradas como tendo Necessidades Educativas Especiais, deveriam ter uma avaliação em sala de aula com critérios diferentes. Não deveriam ser impedidas de aceder ao nível 5 no final do ano, simplesmente porque os parâmetros de avaliação relativos a “atitudes, valores, organização” o impedem.
É que estas crianças não têm negativas, têm notas boas ou muito boas, mas vivem na frustração (e acreditem, que lhes custa, porque se há coisa que elas não são é parvas!!!!) de não ter o nível que corresponde ao seu desempenho/conhecimento, enquanto o colega do lado, só porque “se porta bem”, com notas semelhantes, pode!!!!
Ou será que, mesmo tendo boas notas/bom rendimento escolar, deveriam ser entupidos com Ritalina!!!!???? É que, assim, passavam a “portar-se bem”, estariam dentro do padrão comportamental esperado e teriam nível 5 a TUDO!!!! Se calhar as aulas também seriam mais sossegadas para todos e menos desgastantes para a professora…….
Aqui em casa, debatemo-nos com este problema o ano inteiro! E a pré-adolescência não ajuda! Chegaram a dizer-nos, que, devido ao stress do exame e mais não sei quê, as notas poderiam baixar!!!!!
Pois é, mas a verdade é que, na pauta de exame apareceu um 4 (89) e um 5 (90). Na verdade, baixaram, …., mas ninguém tem que ter acima de 95 a tudo toda a sua vida!!!!!
E sabem porque é que na pauta de classificação de final de ano não foram dois 5!!!??? Porque a Língua Portuguesa é muito mais agitado, menos concentrado e mais caótico do que a Matemática…..
Queria apenas acrescentar o seguinte: se uma criança é sobredotada, pode avançar um ano em cada ciclo de ensino, mas se fôr muito acima da média e não chegar á sobredotação, não há qualquer medida extra.
Confirma-se que NEE = BURRO! Mas então que se chamem as coisas pelos nomes. É que se ter Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção conjugado com um nível cognitivo superior não representa uma necessidade educativa especial, esclareçam-me, já que estas duas características juntas podem levar a grandes desgostos e frustrações…….
Já sei a respostas: DÊEM-LHES RITALINA!!!!!!!