… os largos milhares de docentes dos quadros que vão ficar sem componente letiva nas suas escolas no próximo dia 1 de Setembro.
Ministro diz que não quer professores do quadro despedidos ou na mobilidade
O ministro da Educação, Nuno Crato, reiterou, esta sexta-feira, no Parlamento que não serão despedidos professores do quadro, perante a insistência da oposição para revelar quantos docentes a menos terá o sistema a partir de setembro.
“Não queremos despedir nem um professor, não queremos que nem um professor do quadro saia“, disse Nuno Crato, acrescentando que também não pretende “mandar para a mobilidade professores do quadro“.
O ministro voltou a não revelar qualquer estimativa sobre os professores contratados que poderão não ter trabalho, limitando-se a dizer que é preciso aproveitar da melhor forma os recursos existentes.
Crato falava durante um debate requerido pelo PCP sobre a situação na escola pública e o novo ano letivo: “Mega agrupamentos, reorganização curricular e despedimentos nas escolas”, em que a oposição insistiu em saber quantos professores a menos terá o sistema educativo a partir de setembro.
“Não temos 25.000 horários de professores contratados, portanto não é possível fazer esse despedimento”, afiançou, em resposta à oposição.




12 comentários
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Já disse várias vezes e continuo convicta que, os despedimentos não vão depender do tipo de vínculo mas sim do grupo de recrutamento. Estaremos cá para ver.
Maria, em meu ver todos os grupos de recrutamento vão ter enormes perdas…claro que uns ficarão mais afectados que outros. Mas no geral todos irão perder muitos contratados!
O sr. Crato afirmou “não queremos que saia nem um professor do quadro” e pensou “queremos, isso sim, que saiam todos os professores contratados”, sejam eles 24 000, 20 000 ou 15 000.
Estas afirmações e estes pensamentos revelam um profundo trauma relativamente aos contratados, uma perseguição subjacente, um ódio mal disfarçado.
Saiba vª exa. que a diferença entre um professor contratado e um professor do quadro está apenas num procedimento administrativo que transforma um no outro da noite para o dia, sem que haja qualquer alteração quer na pessoa, quer no profissional. Não reconhecer isto é desconhecer completamente o que se passa nas escolas e o trabalho que nelas fazem TODOS os professores. Só este facto é razão suficiente para que eu o classifique como o pior ministro da educação que este país já conheceu.
A própria afirmação “não queremos que saia nem um professor do quadro”, não está isenta de inocência. O Álvaro diria “não queremos que o desemprego aumente” e o Vitor “não queremos falhar as metas do deficit orçamental”. Ora, todos sabemos, porque isso nos dizem o passado e as perspetivas de futuro, que o que eles querem nunca se concretiza e o que não querem acaba sempre por acontecer.
a diferença entre um professor contratado e um professor do quadro está que um já sofreu 20 anos o outro ainda está a sofrer…
zaratrusta respeita os mais velhos que ja sofreram… um dia tb seras velho …
zaratrusta destilas ódio …
Todos os professores sofrem, independentemente do vínculo que tenham ao sistema. Há muitos professores contratados a penar há muitos anos… Como também há professores do quadro que estão fartinhos disto… E com toda a razão!!!! Não há corpo que aguente nem sanidade mental que resista!!!!!!!
Sou contratado e, não estou há 20 anos a sofrer, mas está quase…
Zé Augusto
Pelo critério do António, só poderá entrar para o quadro quando tiver 20 anos de contrato.
EVIEIRA tem razão, uns estão a penar, outros estão fartos. Há aqui uma diferença significativa.
Curiosamente não conheço nenhum professor do quadro que tenha sido contratado 20 anos, mas conheço muitos contratados com mais de 20 anos de serviço e que não têm nenhuma perspectiva de entrar no quadro.
Se querem medir o grau de sofrimento de uns e de outros, vejam o ultimo post do Arlindo – redução da despesa com pessoal. E só agora a festa começou.
Pois!!!!!!!
O “engraçado” é que até nas notícias que poderiam mostrar o quanto nos (aos contratados) estão a massacrar, dão a volta à notícia e fazem tudo parecer que são os do quadro que estão a sofrer!
E já sei que vão aparecer já os comentários de que “os do quadro também sofrem e coisa e tal…”, e eu sei que sim!
No entanto, não se esqueçam que há escalas de sofrimento (tal como nas doenças), e aqui a escala do sofrimento divide-se em quem está saturado e cansado no seu trabalho e em quem está saturado e cansado no seu DESEMPREGO! Sem ter dinheiro para pagar as suas contas Ou então, aqueles que estando a trabalhar não ganham sequer para as despesas que têm (eu sou exemplo disso – estou a 500Km de casa, sem a minha família (marido e filho)).
Acho que é fácil ver qual é o maior sofrimento!!! Não se esqueçam que os contratados não são apenas os que estão a sair das universidades! São também, e em maior número, professores que já deram vários anos da sua vida às escolas e mais grave JÁ DERAM VÁRIOS ANOS DA SUA FAMÍLIA E FILHOS a um ministério que os trata com um desrespeito contínuo!!
Devo ser uma das muitas realidades dos docentes contratados!!!
Tal e qual!
Olá
O sentimento de instabilidade encontra-se entre os professores contratados e os professores do quadro, com reflexos no processo de ensino-aprendizagem. Afinal somos todos humanos.
Ninguém disse que não somos todos humanos, nem que a instabilidade não chegou aos profs do quadro.
O problema é que os profs contratados não têm apenas a instabilidade emocional ou a instabilidade no processo de ensino-aprendizagem para gerir.
Nós temos algo mais grave para gerir que é o nosso PROCESSO DE DESEMPREGO e consequentemente o nosso PROCESSO DE NÃO CONSEGUIR PAGAR AS NOSSAS CONTAS E COMPRAR COMIDA PARA OS NOSSOS FILHOS.
E isso é algo com que os profs do quadro não têm de se preocupar, e não estou com isto a dizer que eles têm culpa.
Estou apenas a tentar mostrar que existem outras preocupações nos nossos pensamentos (que os do quadro não têm)!