…chegou-me este comentário do Luís Sottomaior Braga.
Amigo que me considera, e a quem por isso perdoo ter-me feito esse mal, remeteu-me noticias de uma libélula ribateja que se propõe enviar para as terras nevadas da Heidi e do Mylka, os alunos do Cerco e Vialonga. Alegadamente, no texto de tal voador que, de tão superior se arroga o direito de chamar parvo a um pequeno (1,65m) “zeco” básico como eu, invoca-se e propala-se a desonestidade intelectua…l (que o é mais por não ser mentira mas um torção) de que foram esses os agrupamentos de escolas que fizeram mais contratações este ano. Quem for às portas do sol em Santarém percebe agora porque topa pouca água no Tejo: correu toda para certos blogs da internet. A explicação é simples: primeiro, as escolas TEIP estavam impedidas de pedir professores de quadro no concurso nacional. Foram postas fora do concurso em nome de um dogma lurdista (e não só….) de que as escolas deveriam escolher os professores. Por isso, professores de quadro não podiam concorrer para lá….(por exemplo, na minha há 4 anos que não tenho nenhum professor de quadro do grupo 400 porque tinham de ser todos contratados). Segundo, e paradoxalmente, esse facto tinha também uma explicação financeira: os contratados podiam ser imputados ao programa comunitário que sustentava o TEIP e eram pagos, não pelo OE, mas pelas verbas comunitárias (como trabalhadores contratados fora do quadro). Assim, o Estado poupou com os TEIP e realmente não gastou a mais: POUPOU o Orçamento do Estado. E com os CEF, PIEF, EFA (e os CNO, não esquecer estes enjeitados) e outras coisas ainda foi imputar na chamada CPN (comparticipação publica nacional) parte dos salarios dos professores de quadro. No proximo ano a colocação só de professores de quadro por rearrumação (mesmo que isso gere contratações noutro lado que o OE pagará e se se conseguir) vai fazer com que os salários todos das escolas TEIP (mesmo que sejam menos os professores) venham todos do OE. Assim, para o ano as TEIP, cheias de DACL, vão custar mais dinheiro ao OE, que se poupou neste ano dessa fonte de financiamento. Este ano, mesmo o Cerco ou Vialonga, foram mais baratos às contas nacionais do que serão para o ano. E ao absorverem DACL vão gerar contratações noutro lado que o OE vai pagar sozinho. O calor fervoroso que vem da Leziria bem nos podia poupar ao achismo….PS: além disso o pressuposto está todo errado, ou será que um contratado do 1º indice custa mais que um professor de carreira de 3º ou 4º escalão…..?




7 comentários
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Segundo, e paradoxalmente, esse facto tinha também uma explicação financeira: os contratados podiam ser imputados ao programa comunitário que sustentava o TEIP e eram pagos, não pelo OE, mas pelas verbas comunitárias (como trabalhadores contratados fora do quadro). Assim, o Estado poupou com os TEIP e realmente não gastou a mais: POUPOU o Orçamento do Estado. E com os CEF, PIEF, EFA (e os CNO, não esquecer estes enjeitados) e outras coisas ainda foi imputar na chamada CPN (comparticipação publica nacional) parte dos salarios dos professores de quadro. No proximo ano a colocação só de professores de quadro por rearrumação (mesmo que isso gere contratações noutro lado que o OE pagará e se se conseguir) vai fazer com que os salários todos das escolas TEIP (mesmo que sejam menos os professores) venham todos do OE. Assim, para o ano as TEIP, cheias de DACL, vão custar mais dinheiro ao OE, que se poupou neste ano dessa fonte de financiamento. Este ano, mesmo o Cerco ou Vialonga, foram mais baratos às contas nacionais do que serão para o ano. E ao absorverem DACL vão gerar contratações noutro lado que o OE vai pagar sozinho.
Está tudo muito bem, a pergunta que nós, os contratados que nunca conseguimos lugar nos TEIP, devido aos “fantásticos” critérios que muitas utilizam é.: Porque é que as TEIP não entram na Contratação Inicial? Muitos de nós, por mais experiência que tenhamos, por maior graduação, por mais provas dadas ao longo de dezenas de anos, somos ultrapassados nas ofertas de escola dos TEIP, por colegas com menos 10 e 12 pontos de graduação. É isto que revolta a maioria dos professores contratados. Eu gostava de ver abertura dos diretores dos TEIP para os mesmos integrarem os concursos, como todas as outras escolas, excepto as que têm contrato de autonomia, que é outra laracha!
Caro colega,
Deixe-me que lhe diga que grande parte dos contratados mais graduados fogem a sete pés das TEIP. Agora que o barco está a afundar é que muitos desses colegas se lembraram que querem lá trabalhar. A primeira vez que fiquei colocada num agrupamento TEIP, a vaga foi rejeitava sucessivas vezes desde fevereiro até abril, altura em que aceitei a colocação. Acha isto normal? Porque será que os colegas mais graduados não quiseram essa vaga? E porque será que muitos ficam colocados nas TEIP e denunciam os contratos logo que podem?
“As necessidades de contratações que apresento nestas duas escolas são a demonstração que grande parte das escolas nunca tiveram um quadro estabilizado e que ao longo dos anos sempre recorreram ao uso das chamadas necessidades “transitórias/residuais”. Acredito que caso fosse dada possibilidade dos docentes contratados optarem por estas escolas para ingresso na carreira todos os lugares seriam ocupados de forma permanente sem o abuso pela sucessiva contratação.” O que o Luís diz em nada contaria as afirmações do Arlindo. Contratados precisam-se. As escolas em TEIP usam e abusam de contratos (os colegas que nao estão em TEIP não pensem que os contratos são sempre “bons”) Além disso, os colegas com ACL têm de ser pagos, quer estejam numa escola ou outra….
Pois é Senhores Directores das ESCOLAS TEIP, como se sabe só entra nestas escolas quem Vª. Exas querem. Falo por conhecimento próprio, pois concorri a muitas escolas TEIP e SEMPRE FUI ULTRAPASSADA por colegas que estavam atrás de mim. Sinto-me injustiçada com todas as CUNHAS que Vª Exas arranjam para os VOSSOS FAMILIARES E AMIGOS.
Tenham vergonha.
Familiares… amigos… e amantes…
Acabem com as TEIP… já!!!
Não precisam acabar. Basta terem regras decentes: usar a lista de graduação nacional é um começo.