Tutela quer reduzir a rede para menos de metade nos municípios do Porto, Gaia, Matosinhos, Faro ou Tavira. Escolas das regiões de Lisboa e Alentejo desconhecem ainda as propostas do governo
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a cidade do Porto conta actualmente com 27 escolas ou agrupamentos e o objectivo é iniciar o próximo ano lectivo com menos 14 agrupamentos. O número médio de alunos por cada unidade não ultrapassará os três mil, se bem que, segundo apurou o i, há casos de agrupamentos que vão ficar com perto de 3400 estudantes se o plano inicial não sofrer mudanças. As direcções escolares e autarquia têm agora cinco dias para apresentar uma contraproposta.
Para Gaia, a DREN prevê uma drástica redução na rede escolar que, de 22 agrupamentos, passaria a ter nove.
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Em Matosinhos, a rede encolheu de 16 para seis agrupamentos, mas a câmara municipal apresentou uma contraproposta em que sugere reorganizar os cerca de 20 mil alunos em oito agrupamentos. Na proposta da autarquia, o número de alunos varia entre 2083 e 3005 estudantes, bem abaixo das pretensões da tutela, que prevê uma reorganização com o número de alunos a variar entre os 2260 e os 3497.
No Algarve, as 16 autarquias já foram contactadas pela direcção regional de educação. As câmaras e as direcções escolares obtiveram a garantia de que o mínimo a atingir é que cada município fique, pelo menos, com um agrupamento. É, aliás, o caso de Tavira, onde a tutela pretende fundir os dois agrupamentos com a secundária Dr. Jorge Correia, dando origem a um novo agrupamento com cerca de 3300 alunos. Faro, que actualmente conta com nove agrupamentos, deverá ficar no fim deste processo com 4 unidades escolares, mas em nenhum dos casos o número de alunos ultrapassa os 2500.
Este é o início de um processo que o Ministério da Educação quer ver definido no papel até 15 de Abril. As direcções regionais de Lisboa ou do Alentejo estão mais atrasadas, e as escolas e autarquias aguardam ainda que a tutela apresente as propostas. A fusão de escolas é um caminho irreversível, até porque é uma das principais medidas para o governo conseguir poupar 195 milhões de euros até 2013, como manda a troika.




3 comentários
Mais uma pedrada no charco…
Se os políticos se deslocassem no seu carro e pagassem o combustível também poupavam dinheiro dos cofres do Estado.
Só cortam onde não deviam.
Enfim, mais uma má notícia.
Só temos más notícias. E são sempre os mesmo a sofrer as consequências.