O Futuro dos Concursos Começou a Ser Decidido

De acordo com informação no site da FNE a reunião agendada para amanhã para discussão final da proposta do modelo de concursos foi antecipada para hoje às 20:30.

Assim, a esta hora está a ser decidido o futuro dos concursos de professores para os próximos anos.

Esta vontade do MEC em querer terminar rapidamente as negociações pode ser um bom sinal para que a proposta vá ao encontro das pretensões dos sindicatos que estejam disponíveis para chegar a um acordo.

A FNE a última vez que chegou a um acordo sobre um modelo de concursos foi em 1987 quando esse documento trouxe melhorias significativas e antecipava a entrada em vigor de um novo estatuto que valorizou a carreira docente.

A acontecer um possível acordo espera-se que o mesmo seja positivo.

Aguardemos.

ACTUALIZAÇÃO:

Segundo notícia do público que já tinha dado conta separam a FNE de um acordo com o MEC o seguinte:

–  Existem “alguns aspectos” que continuam a suscitar a rejeição desta organização, nomeadamente “a posição preferencialque é atribuída, na proposta do ministério, aos professores que trabalham em escolas particulares com contratos de associação.

– Existem também “questões de fundo”, a separá-los. Nomeadamente no que respeita à vinculação dos professores contratados, que continuam a não ter lugar nos quadros, mesmo quando estão há vários anos seguidos nas escolas, uma situação que a FNE classifica de “injusta e até imoral.

– Não faz sentido continuar a regulamentar-se os concursos de docentes sem antes “determinar com rigor quais são as necessidades reais do sistema educativo”. “Todos os anos é visível que os lugares do quadro são claramente insuficientes”, lembra, frisando que este levantamento, que também já foi recomendado pela Assembleia da República, deve ter na base aquela que é a finalidade do sistema educativo, ou seja, a “promoção do sucesso escolar”.

 

Acredito que caso o MEC resolva a prioridade do concurso externo de forma a valorizar quem prestou serviço no ensino público e garanta a abertura dos lugares de quadro necessários ao sistema de ensino em 2013/2014 para que seja possível alcançar um acordo esta noite entre a FNE e o MEC.

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7 comentários

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  1. O que me parece é que a negociação vai ficar mais blindada à opinião pública, não fossem surgir novas ideias que pudessem ser levadas amanhã pelos sindicatos.

    A menos que haja entretanto um brinde, a actual proposta não me parece digna de um acordo.

    Com ou sem pizzas, esperemos!

    • nela on 5 de Março de 2012 at 21:18
    • Responder

    O concurso a negociar é o de 2013 e seria bom que os sindicatos se lembrassem dos muitos horarios zero DACL que não foram colocados e que terão de concorrer neste final de ano lectivo. Não vii qualquer alusão sindical, ou não, a pensar nestes docentes.

    1. Vi uma que diz:
      “10 – Os docentes que tenham componente letiva de qualquer dimensão, ou atribuído o exercício de atividades de enquadramento de alunos em termos de promoção de sucesso educativo não podem ser obrigados a concorrer a DACL.”

  2. Esta é uma daquelas diferenças que nos separa ao nível de opinião. Ao contrário do que escreveste no teu post, não estou assim tão confiante…

    Mas espero sinceramente que tenhas toda a razão do mundo e que esta reunião noite dentro augure algo de bom para nós, professores.

    Abraço

    • Daniel Pereira on 5 de Março de 2012 at 23:21
    • Responder

    É pena ninguém “acudir” aos DCE´s!
    Estamos sempre na corda bamba à espera de componente letiva e/ou de um despacho milagroso, como foi aquele de 13 de Outubro deste ano letivo.

    Ainda assim, este ano, os professores DCE´s decidiram unir-se e tomar uma posição e enviar aos sindicatos a seguinte mensagem:

    -“Ex.mos Srs, caros colegas,
    Atento aos diversos problemas que o concurso de professores tem implicado, face à proposta do MEC para novo diploma de Concursos e consequente parecer da Fenprof, considero inadmissíveis, neste momento, as seguintes situações:
    1º – A prevalência do DACL sobre o DCE nas prioridades de concurso Interno. Onde fica a disponibilidade e o compromisso do atual Governo, por iniciativa (esporádica?) da Fenprof no sentido de uma consolidação de mobilidade (?) para os docentes reiteradamente em DCE?
    2º – DCE invisuais, amblíopes e utilizadores de cadeiras de rodas são o “contingente” especial dos candidatos portadores de doença incapacitante? Não é isso que consta na legislação subjacente a esse assunto… A Fenprof não se pronunciou sobre este critério, circunscrito, de consolidação (embora se tenha – e bem – interrogado sobre o conceito em si). Não deixa de ser estranho!
    Esperando poder contribuir para uma profícua discussão do projeto, com os melhores cumprimentos,”

    No caso de não obtermos resposta, temos já agendadas outras vias por forma a que nos “ouçam”!

    1. Penso que os DCE vão ter um tratamento diferente nos concursos.
      Acho que para melhor.

    • Cris. on 5 de Março de 2012 at 23:48
    • Responder

    Bem dito Daniel!!! Ninguém se lembra dos DCEs, somos poucos mas mesmo assim temos que estar unidos. Os colegas de DCE têm que pressionar os sindicatos mas também o MEC. Foi o que nós fizemos pelo menos o meu grupo. Como diz o Arlindo ” …os DCE vão ter um tratamento diferente nos concursos.” Vamos ver!!!

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