No tempo de MLR os Departamentos Curriculares eram obrigatóriamente 4 no Ensino Secundário e acresciam mais dois nos caso dos agrupamentos com 1º ciclo e educação pré-escolar e o número máximo de elementos no Conselho Pedagógico era de 15 a contar com o pessoal não docente, pais e alunos.
Com a proposta em negociação o MEC dá liberdade a cada escola para constituir os departamentos curriculares e o número máximo de elementos do Conselho Pedagógico sobe para 17 sem a presença do pessoal não docente, pais e alunos.
Esta é uma diferença abismal entre modelos de Gestão. Haverá sempre quem por muito boa que seja a proposta nunca venha a concordar com ela e muito menos antes do dia 22.
Com estas alterações é muito provável que as escolas aumentem o número de departamentos curriculares de forma a diminuir o número de docentes que participam em cada um deles e rentabilizar o trabalho de cada departamento.
Sendo eu de um departamento de expressões, vejo como bom que o ensino especial seja enquadrado num departamento próprio que possa englobar também os docentes dos apoios educativos.
É muito provável que as linguas estrangeiras também se separem do Português e da História.
Ainda há pouco tempo foi sugerido em caixa de comentários deste blog a constituição de um departamento de Português Língua Não Materna.
Deixo aqui espaço para dizerem de vossa justiça sobre a possibilidade de separação dos atuais departamentos curriculares e quais os que deveriam existir e com que disciplinas.



7 comentários
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E poderemos restringir a discussão do modelo de gestão – antes ou depois de 22, à composição do Pedagógico e dos departamentos???
🙁
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Depois de dia 22 nada haverá a tratar.
Desta vez o timing da CGTP não serviu os professores. Temos pena!
Desta parte é que eu discordo: “de forma a diminuir o número de docentes que participam em cada um deles e rentabilizar o trabalho de cada departamento”.
Temos que contextualizar esta pretensão com o que aí vem, ou seja, os Giga-Agrupamentos!
Nada é por acaso…
Um abraço.
Os Departamentos, tal como estão não funcionam! Muitas disciplinas, muitos profs., muitas reuniões e pouco trabalho útil… Venha a mudança!
Concordo que a educação especial deveria ter um Departamento próprio que podera incluir os apoios educativos e as docentes de intervenção precoce (onde não existem equipas).
A educação especial, atendendo à sua especificidade, deve constituir um departamento autónomo, no cumprimento do estipulado no Decreto-Lei n.º 3/2008, onde o articulado se refere por várias vezes “departamento de educação especial”.
Por outro lado, a educação especial é transversal a todos os níveis de educação e ensino, pois os professores podem desempenhar funções letivas com crianças do pré-escolar a alunos do ensino secundário.
Para além destes argumentos, as funções do docente de educação especial, designadamente as letivas, são muito específicas.
Penso que a criação de um grupo disciplinar de português língua não materna seria uma medida muito positiva para os alunos e para os professores.
Seria vantajoso para os alunos, porque passariam a ter um professor com formação na área, o que, com toda a certeza, aumentaria significativamente a probabilidade de sucesso e a mais rápida integração destes alunos.
Seria vantajoso para os professores, pois eliminaria muitas situações que se verificam atualmente, nomeadamente relativamente ao facto de muitos professores sem formação na área serem “obrigados” a efetuar um trabalho para o qual não estão preparados.