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Mar 06 2012

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Sondagem sobre Prioridades

Porque a alteração às prioridades no concurso externo/contratação de escola podem violar legalmente as expectativas criadas por quem ao abrigo da legislação que ainda se encontra em vigor beneficiou dessa prioridade (ou seja, trabalhou num dos dois últimos anos no ensino público) e de um momento para o outro a perderá porque a nova legislação exige 365 dias de serviço nos últimos 6 anos importa saber o impacto que tem esta alteração em quem frequenta este blog.

Neste momento há um caminho a fazer por quem se sente lesado com esta alteração: reinvindicar que a sua prioridade seja garantida até ao fim do período em que as suas expectativas foram criadas com a legislação em vigor.

Fica assim esta sugestão que pode traduzir-se numa pergunta a enviar ao Marcelo ainda durante esta semana.

A sondagem não tem resposta única e podem votar em mais do que uma opção.

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2012/03/sondagem-sobre-prioridades/

  • rui
    e que tal outra hipotese para outra pergunta?nao trabalhei este ano pela 1º vez em 10 anos de ensino por culpa do ministro quando resolveu lançar os horarios todos temporarios!!é que nem hipotese de corrigir isso nos deu…
    desculpa, mas eu ainda estou ressabiado com isso..lol
    • BG520
      Ora nem mais e eu estou nesse barco…
      • andreia
        …e eu.
  • Flávia
    Estou um pouco confusa, para obter a 1ª prioridade passou a ser necessário apenas duas condições: ser profissionalizado e ter trabalhado 365 dias de trabalho nos dois últimos anos, mesmo que antes da profissionalização.
    Na situação anterior esses 365 dias tinham de ser apenas enquanto profissionalizado, o que fazia com que um profissionalizado apesar de ter mais do que esses 365 dias de serviço, meu caso 1300 dias, muitas vezes por serem antes da profissionalização, não tinha acesso à 1ª prioridade, agora se bem entendi passa a ter.
    É isso?
    • andreia
      Flávia, não sei se entendi bem a questão que coloca e confesso que ainda não li a última versão desta proposta, mas desde que os estágios que garantem a profissionalização estão integrados, há mais de dois anos, não se conta como tempo de serviço os dias antes da profissionalização.
      • Flávia
        Sim, isso é uma forma de tirar a profissionalização, no entanto existe outra que é através de mestrados, sendo esse o meu caso.
        Tenho 1300 dias de serviço enquanto docente com habilitação própria, tempo que é contabilizado como dias antes da profissionalização e que antes não contribuiam para a obtenção da 1ª prioridade, mas que ao que parece agora já contribuem.
  • andreia
    365 dias em 6 anos para os colegas do privado também continua a ser uma proposta injusta pq não se baseia na equidade. garanto a primeira prioridade, mas é uma falsa prioridade efectiva, porque os colegas do privado podem acumular 5 anos de serviço completo (5 valores na lsta de graduação) e eu, como muitos, para não perder a prioridade, tivemos que, nestes últimos 5 anos, optar por horários incompletos e/ou temporários para garantir a não perda da mesma no ensino público.
  • andreia
    tive*
  • Rodolfo
    A questão do antes da profissionalização cada vez menos deixa de se colocar. Uma vez que pede que o candidato seja profissionalizado.
    Na legislação actual apenas os mestrados dão acesso ao ensino (para quem está a fazer os estudos agora), tendo neles a prática de ensino supervisionado (antigo estágio) que confere a profissionalização mas que não dá nem um único dia de tempo de serviço.
    Sinceramente penso que nos dias de hoje nem se deveria de colocar mais a opção do antes e após a profissionalização, tempo de serviço cada vez mais é tempo de serviço, um candidato para concorrer tem de ser profissionalizado por isso deveriam de pedir apenas o tempo de serviço e valorizar o tempo da mesma maneira (antes e após).
    Nas ofertas de escola essa questão também se resolvia com a colocação de todos os profissionalizados à frente do de habilitação própria.
    O que pensam sobre este assunto????
    • Zaratrusta
      Rodolfo, Excelente ideia!

      Como estás Flávia? E a criança?

  • Pingback: Pela Blogosfera – Blog DeAr Lindo « A Educação do meu Umbigo

  • PP
    No meu caso, ganhei com o novo diploma, embora não concorde com ele. Eu que tinha “lugar cativo” no privado, deixei-o para trás para me poder aproximar da residência (não é só quem está no público que está longe de casa). Depois de andar a “lutar” pela 1.ª prioridade e ter trabalhado no público, chego à conclusão que podia ter ficado no meu canto.
    Apesar de estar a “beneficiar” com este diploma, penso que a graduação poderia ser o único critério, quando iniciei, há alguns anos, era assim.
    Quem está bem no privado, por lá continuará, não vamos entrar em falso alarmismos (afinal nem todos são tolos para, em tempo de crise, ganhar menos 500 euros mensais). Os outros, os que ganham menos e têm menos graduação, não vão fazer grande estrago, se verificarmos as listas, não há assim tanta gente em 2ª prioridade com graduações altas.
    • andreia
      o problema está, no que diz respeito à possiblidade de os colegas do privado (bastando ser opositores ao concurso no ano anterior, este, mesmo sem aceitarem a colocação) passarem para a primeira prioridade, porque tiveram a hipótese de acumular mais tempo de serviço em detrimento daqueles que estiveram sempre no público. Isto não é falso alarmismo: de facto, penso que só em alguns casos muito particulares os colegas do privado aceitem uma contratação no público (aceitando a máxima precaridade), mas o alarme não está aí – está nas maiores hipóteses de ficarem nos quadros quando abrr concurso para tal, que não será este ano. aconteceu o mesmo há pouco mais de uma década, em que houve um boom de vagas e muitos do privado garantiram assim lugar efectivo no público. os que não o fizeram lamentaram, porque há mais segurança em fazer parte do quadro do público do que estar no privado.
  • Zaratrusta
    Vamos lá ver uma coisa.

    O Nuno Crato, embora tenha enganado muita gente antes de ser minístro, a verdade é que não sabe nada de educação. É um “achista” com uma visão extremista sem qualquer fundamentação científica. Não sabe de educação, não conhece os professores, nem as escolas, nem os alunos. O secretário de estado ainda é pior. Senão vejamos:

    Estas propostas do MEC, das duas uma, ou foram feitas com o propósito de acabar com os contratados, ou foram feitas com uma total incompetência. Qualquer uma é bastante grave.

    Mas se julgam que algo vai mudar estão enganados. O MEC faz o que quer e os sindicatos assinam o que o MEC quizer. Os professores não têm qualquer palavra a dizer. Na escola onde estou colocado, 50% dos professores são contratados, dos quais apenas dois estavam a par do que se estava a passar. Os outros nem sabiam nem queriam saber. Só quando a tempestade lhes cair em cima irão perceber. Se os professores são a classe da tetra, os contratados são a treta da treta.

    Para terminar gostaria que alguém me fizesse vislumbrar algum aspecto possitivo desta última versão. É que eu não consigo.

    • Susana
      Não aprecio muito estas generalizações, pois nem todos têm a mesma postura! Sou contratada, super desempregada este ano e sem qualquer vislumbre de colocação nos próximos tempos e estou atenta ao que se está a passar, para além de investir esforços em tentar divulgar os acontecimentos entre os colegas que tenho nas minhas listas de contactos (independentemente de serem contratados ou dos quadros). Para além disso, tenho falado com colegas dos Quadros que também não sabem bem o que se está a passar.

      Como sempre, há de tudo um pouco e não é a atacar-nos uns aos outros que vamos deslindar estas artimanhas que estão sempre a colocar diante de nós.

  • Zaratrusta
    Vamos lá ver uma coisa.

    O Nuno Crato, embora tenha enganado muita gente antes de ser minístro, a verdade é que não sabe nada de educação. É um “achista” com uma visão extremista sem qualquer fundamentação científica. Não sabe de educação, não conhece os professores, nem as escolas, nem os alunos. O secretário de estado ainda é pior. Senão vejamos:

    Estas propostas do MEC, das duas uma, ou foram feitas com o propósito de acabar com os contratados, ou foram feitas com total incompetência. Qualquer uma é bastante grave.

    Mas se julgam que algo vai mudar estão enganados. O MEC faz o que quer e os sindicatos assinam o que o MEC quizer. Os professores não têm qualquer palavra a dizer. Na escola onde estou colocado, 50% dos professores são contratados, dos quais apenas dois estavam a par do que se estava a passar. Os outros nem sabiam nem queriam saber. Só quando a tempestade lhes cair em cima irão perceber. Se os professores são a classe da tetra, os contratados são a treta da treta.

    Para terminar gostaria que alguém me fizesse vislumbrar algum aspecto positivo desta última versão. É que eu não consigo.

  • pekegucha
    Eu gostaria de votar mas não sei se vou ficar na 1ª prioridade, pois a “proposta/acordo” não me dá resposta à minha dúvida e ainda ninguém me conseguiu responder:

    Tenho nos últimos seis anos tempo de serviço de dois horários incompletos de 9 e 10 horas, o que me dá quase 365 dias. E depois tenho tempo de serviço certificado pela DREL, obtido através de cursos de formação do IEFP, os quais lecionei necessitando de habilitação profissional e que sempre me contaram como tempo de serviço para os concursos e para a graduação profissional.

    Agora neste “acordo” não diz nada e por isso ainda não sei se fico em 1ª prioridade ou se vou “morrer na praia” a poucos dias dos 365.

    Alguém me pode ajudar??
    Obrigada.

  • Pingback: Perguntas da Semana a Marcelo » Blog DeAr Lindo

  • JB
    Vamos lá ser sérios e deixar de brincar com a vida das pessoas que ensinam os vossos filhos. Uma pessoa trabalha, derramando sangue suor e lágrimas, para uns míseros dias de tempo de serviço no público no sentido de manter a primeira prioridade. Um mês antes de mais um concurso alteram as regras desta forma? Quantas pessoas que não conseguiram ainda os 356 dias no público serão ultrapassadas por paraquedistas do privado? Isto simplesmente não é justo. Como todas as grandes mudanças tem que haver um período de adaptação e reajustamento de expectativas. Um mês? Não, pelo menos um ano. Isto só pode entrar em vigor para os concursos do próximo ano. Mais do que uma questão de justiça é uma questão de dignidade, moralidade…
  • Ana
    Aquilo que mais me dececiona é o facto de nós, contratados, não fazermos NADA!!! Quem fez a nova proposta de concursos foi alguém que não sabia NADA acerca da escola e dos professores, no entanto, nós, que fizemos??? NADA!!! Deixámos tudo para o sindicato que em vez de nos defender e recusar assinar um acordo que nada favorece os professores, pactuou com todos aqueles incompetentes.
    Reparem bem no que vai ser quando estivermos a concorrer e olharmos bem para os intervalos de horários que eles inventaram, mal por mal, ficava na mesma. Concorrer para um horário de 8h, é diferente de um de 14h. Pensem nisso!!!
  • AlexandraM
    Acabei a minha Licenciatura em 2010, como posso ter 365 dias de tempo de serviço? Até estou a trabalhar, mas nas AEC’s bastante longe de casa e com 14 horas! Será que me “compensa” estar a “pagar” para trabalhar. Sim, porque o meu ordenado dá para pagar as despesas!
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