Líder do STOP confirma candidatura em carta aos associados do sindicato.
Dez 21 2024
Líder do STOP confirma candidatura em carta aos associados do sindicato.
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Dez 20 2024
A FNE reuniu na tarde de 20 de dezembro com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) para o último encontro de negociação relativo aos seguintes pontos:
Ponto um – Alteração ao Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho, que estabelece um regime especial de recuperação do tempo de serviço dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário;
Ponto dois – Alteração ao Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, que estabelece o novo regime de gestão e recrutamento do pessoal docente dos ensinos básico e secundário e de técnicos especializados para formação;
Ponto três – Despacho que define as condições e o montante do suplemento remuneratório a atribuir aos orientadores cooperantes previsto na proposta de alteração ao Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio.
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Dez 20 2024
A FENPROF reuniu esta sexta-feira com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) para concluir as negociações relativamente às alterações ao regime de concursos (DL 32-A/2023) e ao processo de recuperação de tempo de serviço (RTS). Nestes dois aspetos, foram conseguidos avanços positivos para os docentes, designadamente com a não obrigatoriedade de elaboração de horários compostos pelas escolas ou de, sendo elaborados, de os docentes terem de os aceitar, e a confirmação de que as reservas de recrutamento se manterão até final do ano letivo (no que respeita aos concursos); e o prolongamento do regime específico de progressão criado no âmbito da RTS que se aplicará a cada docente até à sua última progressão por via da RTS (DL 48-B/2024), como explicou o secretário-geral da FENPROF aos jornalistas à saída da reunião. Poderão, ainda, os docentes mobilizar toda a formação contínua obtida entre 2018 e 2024, desde que ainda não utilizada, independentemente do escalão para que progridam.
Já no que respeita ao despacho que estabelece o valor do suplemento remuneratório a atribuir aos futuros orientadores de estágio, a FENPROF contestou a postura negocial do governo, uma vez que, dois dias antes da última reunião de negociação com os sindicatos, já o ministro Leitão Amaro afirmava ter sido aprovado aquele valor, mantendo-se os 84 e 89 euros ilíquidos. Por este motivo, e porque discorda do valor proposto pelo MECI, Mário Nogueira adiantou que a FENPROF admite pedir a negociação suplementar deste despacho.
Na reunião, a FENPROF voltou a defender as posições que já apresentou nos pareceres sobre Recuperação do Tempo de Serviço e suplemento remuneratório para orientadores cooperantes e apresentou este Parecer, elaborado na sequência da última versão da proposta do MECI com alterações ao atual regime de concursos, e que regista as poucas e insuficientes melhorias introduzidas no documento, os aspetos negativos e dos quais a FENPROF discorda, bem como propostas que deverão ser contempladas neste processo de alterações ao Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio.
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Dez 19 2024
Com a publicação da lista definitiva do Procedimento de Atribuição de serviço docente aos aposentados e reformados: ano escolar de 2024-2025 contabilizei apenas 55 docentes nestas listas.
Ainda pensei que o Agnelo Figueiredo desistisse nesta fase, mas confirmei que ainda se mantém no topo da lista do grupo 500.
Apesar de no quadro seguinte estarem 60 docentes aposentados, nas listas definitivas existem 5 docentes que estão em 2 grupos de recrutamento.

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Dez 19 2024
Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, de exclusão e desistências do Procedimento de Atribuição de serviço docente aos aposentados e reformados 2024-2025.
Consulte a nota informativa.
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Dez 19 2024
A JUSTIÇA MAIS PERTO!
11 dezembro 2024
Colegas,
É com grande satisfação que partilhamos convosco este marco tão importante para a nossa causa. No passado dia 11 de dezembro de 2024, quarta-feira, decorreu na Assembleia da República, na 8.ª Comissão de Educação, a audição relativa à nossa petição Equidade no Reposicionamento Docente e Correção das Ultrapassagens. Este foi mais um passo significativo na luta pela justiça e valorização da nossa carreira.
Durante a audição, a nossa mensagem foi ouvida e acolhida com seriedade por todos os Grupos Parlamentares, com exceção da IL e do PAN, que estiveram ausentes. Ficou evidente o reconhecimento generalizado da necessidade de corrigir as injustiças no reposicionamento e as situações de ultrapassagem que têm afetado tantos de nós. Este reconhecimento dá-nos esperança de que, logo no início de 2025, a maioria dos Grupos Parlamentares vote favoravelmente em plenário, permitindo avançar com medidas concretas para corrigir esta injustiça.
Esta conquista resulta da resiliência e perseverança de todos os que têm lutado connosco. O nosso grupo tem-se mantido firme nos objetivos traçados, nomeadamente a Equidade e a Valorização da Carreira Docente. Este percurso só foi possível graças ao vosso apoio e envolvimento.
Partilhamos convosco o vídeo da audição na 8.ª Comissão de Educação, para que possam acompanhar e sentir o impacto do trabalho que temos realizado: Aceda aqui ao vídeo:
Muito obrigado a todos.
Continuemos juntos nesta caminhada!
Não paramos, não paramos!
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Dez 19 2024
A FNE reúne com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) esta 6ª feira, 20 de dezembro de 2024, em Lisboa, às 15h00m, nas instalações do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (Av. Infante Santo, n.º 2, Lisboa) com a seguinte ordem de trabalhos:
Ponto um – Alteração ao Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho, que estabelece um regime especial de recuperação do tempo de serviço dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário;
Ponto dois – Alteração ao Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, que estabelece o novo regime de gestão e recrutamento do pessoal docente dos ensinos básico e secundário e de técnicos especializados para formação;
Ponto três – Despacho que define as condições e o montante do suplemento remuneratório a atribuir aos orientadores cooperantes previsto na proposta de alteração ao Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio.
A FNE já fez chegar ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação a sua contraproposta relativamente aos pontos em debate, sendo que em relação ao Despacho que define as condições e o montante do suplemento remuneratório a atribuir aos orientadores cooperantes previsto na proposta de alteração ao Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, a FNE “pintou” o fundo propositadamente a negro em protesto pelo facto de o Conselho de Ministros já ter aprovado algo que “supostamente” ainda está em negociação sindical.
A FNE não aceita que se desrespeite o processo negocial, motivo pelo qual exigirá a discussão desta matéria.
Porto, 19 de dezembro de 2024
A Comissão Executiva da FNE
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Dez 19 2024
Encontra-se disponível até às 18 horas de dia 20 de dezembro de 2024 (hora de Portugal continental), a aplicação informática Recenseamento 2025 – Reanálise, que permite efetuar a análise das reclamações efetuadas pelos docentes e técnicos, alteração de dados anteriormente inseridos e/ou inserir novos docentes e técnicos.
SIGRHE – Recenseamento 2025 – Reanálise
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Dez 19 2024
3. Aprovou um Decreto-Lei que altera o Regime Jurídico da Habilitação Profissional para a Docência na Educação Pré-escolar e nos Ensinos Básico e Secundário e o Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores. O diploma aprovado visa, relativamente à habilitação profissional para a docência, responder às dificuldades de operacionalização sinalizadas pelas instituições de ensino superior, suscetíveis de criar obstáculos à formação profissional de novos docentes. No âmbito do regime jurídico da formação contínua de professores, incluem-se os cursos de formação online abertos e massivos nas modalidades de ações de formação contínua reconhecidas, assegurando-se a qualidade, a imparcialidade e o cumprimento dos propósitos pedagógicos que norteiam o desenvolvimento profissional dos docentes. Estas alterações contribuem para promover o aumento de candidatos à frequência de mestrados em ensino, de modo a garantir os educadores e os professores em número necessário e com a qualificação adequada para dar resposta às necessidades do sistema educativo, alargando ainda as modalidades de formação contínua dos educadores e docentes;
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Dez 18 2024
No final do primeiro trimestre do ano letivo 2024-2025, coincidente com o final do primeiro período letivo nos agrupamentos e escolas que se organizam dessa forma, o número de alunos sem, pelo menos, um professor não é muito diferente do que se registava em 2023-2024.
Para esta situação contribuem fatores como:
Em relação às medidas cujo impacto se desconhece, a FENPROF requereu informação ao MECI, a qual, até hoje, não foi recebida. Amanhã, 19 de dezembro, expira o prazo previsto no Código de Procedimento Administrativo para o ministério responder, podendo a FENPROF recorrer a Intimação Judicial para obter a informação requerida.
As horas extraordinárias terão sido uma prática comum, tendo em consideração a obrigatoriedade de aceitação.
De acordo com o levantamento feito pela FENPROF, com base em amostra de 203 agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas (AE/EnA), distribuídas pelas diversas regiões do continente, correspondendo a 25,1% do total, os docentes que exercem atividade nas escolas, ao longo do 1.º período, terão sido sobrecarregados com mais de 60 000 horas extraordinárias. Este é o número estimado a partir do número de horas extraordinárias atribuído nos 203 AE/EnA do levantamento, que foi de 15 253. Em média, 1 em cada 2 docentes teve uma hora extraordinária, no entanto, como há escolas sem horas extraordinárias atribuídas, noutras o número é muito elevado, ultrapassando as 5 por docente previstas no ECD.
Em Aveiro e em Sintra há agrupamentos de escolas com serviço extraordinário atribuído a mais de 50 docentes. Há, ainda, outros agrupamentos com um número elevado de docentes com horas extraordinárias atribuídas: em AE de Évora e de Santarém são 44, em Castelo Branco 41, em Albergaria a Velha 35, em Torres Vedras 26, em Braga 25, na Ericeira 23, em Portimão 22 e nas Caldas da Rainha 21.
Este número irá aumentar, devido à saída, todos os meses, de centenas de docentes para a aposentação, provocando, à medida que o ano letivo avança, um número crescente de professores em situação de exaustão.
Exemplos em que o número de horas extraordinárias foi mais elevado neste 1.º período, há, entre muitos outros, os seguintes: AE da Ericeira – 351; AE de Aveiro – 294; AE Professor António da Natividade, Mesão Frio – 264; AE de Albergaria a Velha – 194; AE Amadeu Souza Cardoso, Amarante – 177; AE Ferreira de Castro, Sintra – 152; AE Gabriel Pereira, Évora – 82; AE Poeta António Aleixo, Portimão – 68; AE Rainha D. Leonor, Sintra – 66; AE de Pedrógão Grande – 60; AE de Valongo – 60.
Estes números só contabilizam as horas extraordinárias assinaladas no horário porque, como é do conhecimento geral, muitas escolas usam e abusam da vida dos professores, obrigando-os a participar em reuniões e a desenvolver atividade docente muito para além das 35 horas semanais que a lei estabelece. Alertadas para o problema, as sucessivas equipas ministeriais têm recusado resolvê-lo, daí a greve ao sobretrabalho que a FENPROF convoca já há alguns anos, permitindo aos professores aderir sempre que entendam fazê-lo.
As chamadas necessidades temporárias dos AE/EnA começaram por ser preenchidas através da Contratação Inicial (CI) e, a partir daí, das Reservas de Recrutamento (RR).
Por via da CI e da RR tivemos, até 13 de dezembro, 13 085 colocações, das quais 5947 (45,4%) foram em horários anuais. Destes, 4687 (78,8%) eram horários completos. Estes números confirmam que se continua a recorrer, abusivamente, a docentes com vínculo precário para satisfazer necessidades permanentes das escolas.
Os restantes 7138 horários eram temporários, sendo 3978 completos e 3169 incompletos, muitos dos quais provenientes da aposentação de docentes.
Porém, ao longo do 1.º período letivo e até ao final da semana passada, foram colocados em oferta de escola, para contratação direta, 9696 horários, dos quais 5299 (54,7%) anuais e 4397 temporários.
Temos, assim, mais de 22 000 horários preenchidos por docentes com vínculos precários, número que é revelador da falta de docentes nos quadros, mas, também, nas reservas de recrutamento. Número que destaca, ainda, um nível elevado de precariedade na profissão, da ordem dos 18%.
Numa apreciação mais fina, por distrito, os cinco em que foi lançado um maior número de horários na plataforma para contratação de escola são: Lisboa (3801), Setúbal (1529), Faro (1037), Porto (519) e Santarém (453).
Por Grupo de Recrutamento, a ordem decrescente é: GR 110 (1.º Ciclo) – 1078 horários; GR 910 (Educação Especial) – 842 horários; GR 550 (Informática) – 763 horários; GR 300 (Português) – 771 horários; GR 100 (Educação Pré-Escolar) – 509 horários; GR 420 (Geografia) – 484 horários.
Exemplos de agrupamentos de escolas que tiveram de lançar mais horários na plataforma destinada à contratação der escolas, alguns repetidamente, por falta de candidatos, temos: AE de Silves (92); AE Aqua Alba, Agualva, Sintra (67); AE de Odemira (67); AE Queluz-Belas (64); AE Vergílio Ferreira, Lisboa (58); As João Villaret, Loures (57); AE Eduardo Gajeiro, Loures (57); AE Leal da Câmara, Sintra (53); AE Fernando Namora, Amadora (52) e AE Rainha D. Leonor, Lisboa (50). Assinale-se que, com exceção de Silves e de Odemira, os restantes AE são da área da Grande Lisboa.
A falta de professores está a levar à contratação do maior número de sempre de docentes com habilitação própria, que serão, hoje, na ordem dos 4000.
Esgotado esse recurso, muitas escolas começaram a recorrer a pessoas sem qualquer requisito habilitacional (habilitação profissional ou própria), contratando-as como “técnicos especializados”. Da parte do MECI, a informação prestada nas reuniões realizadas é de que, nestes casos, as escolas terão de continuar a colocar os horários a concurso, no entanto, as orientações que a administração educativa parece estar a dar às escolas vai noutro sentido. É o que decorre do PowerPoint apresentado em Webinar com os diretores no dia 11 de outubro, p.p..
Naquela apresentação é referida a possibilidade de serem contratados técnicos especializados com formação científica adequada, seja isso o que for, mas, também, sem formação adequada. Estes últimos realizam atividades, ainda que não concorram para a disciplina e não sejam avaliadas, afirma-se; já os primeiros aplicam os instrumentos de avaliação e se esta se aproximar dos resultados médios esperados, poderá ser considerada. Isto é, a administração educativa admite que alunos sejam avaliados por pessoas sem qualquer tipo de habilitação para a docência, deixando ao critério de cada escola a sua consideração, ou não, podendo gerar inadmissíveis quebras de equidade, mas, também, demonstrando fraca confiança em pessoas que estão nas escolas com funções letivas atribuídas.
No mesmo PowerPoint, admite-se a atribuição de horas do GR 550 (Informática) a docentes de qualquer outro grupo de recrutamento detentores do nível 3 ou 2 da formação designada “Capacitação Digital de Docentes”. Também para o GR 910 (Educação Especial) refere-se que “Podem ser atribuídas horas deste grupo de recrutamento a docentes dos GR 260 e 620 ou outros, que possuam, na sua formação de base, certificação que lhes permita suprir determinada necessidade deste grupo”.
Entende a FENPROF que não pode valer tudo, mas parece já estar a valer para evitar tomar a medida que se impõe urgentemente, aquela que poderá valorizar a profissão, tornando-a atrativa.
Apesar das medidas tomadas, o impacto da falta de professores, este ano, não andou longe do verificado no primeiro trimestre do ano transato. Pelo que tem sido possível contabilizar, e que fica abaixo da realidade, a FENPROF estima que, neste primeiro período:
– Cerca de 2000 alunos não tiveram pelo menos 1 professor ao longo de todo o período;
– São na ordem dos 30 000 os que se encontram, neste momento, sem um professor, para o que contribui, em grande parte, a aposentação de 506 docentes, só em dezembro;
– Ao longo deste primeiro período, sem considerar as ausências de curta duração, mais de 300 000 alunos estiveram, no mínimo, três semanas a um mês, sem um professor.
A falta de professores não é um problema exclusivo das escolas públicas. No ensino privado o problema é tão ou, ainda, mais sentido, embora a opacidade desse subsistema o esconda. A falta de professores é, pois, um problema do país, cuja resolução não pode continuar a ser adiada.
A valorização da profissão passa, em grande parte, pela revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD). O próprio ministro Fernando Alexandre tem afirmado isso, mas das palavras à concretização parece ir uma distância de… 3 anos.
No próximo dia 27 de dezembro haverá uma reunião no MECI para aprovação de um Protocolo Negocial para a revisão do ECD. Esta reunião já esteve prevista para 13 e para 17 de dezembro, mas foi adiada. De acordo com o primeiro calendário avançado pelo ministério, a entrada em vigor só aconteceria em 2027, após aprovação de lei da Assembleia da República.
A FENPROF não concorda com a integração do ECD em lei, pois ficaria sujeito a alterações conjunturais por conveniência política, tomadas à margem nas normas legais da negociação coletiva. Como tal, defenderá, no próximo dia 27, que a negociação decorra até final do presente ano letivo e que o novo ECD, revisto e valorizador, entre em vigor em 2025-2026.
Nesse sentido, na reunião de dia 27 de dezembro, entregará no ministério um abaixo-assinado com milhares de assinaturas e se for imposto outro calendário não subscreverá o Protocolo Negocial, não abdicando, contudo, do direito que lhe é legalmente reconhecido de participar no processo negocial.
Lisboa, 18 de dezembro de 2024
O Secretariado Nacional da FENPROF
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Dez 18 2024
Foi hoje aprovado o aumento salarial para 2025, sendo que para todo o vencimento inferior a 2.630€ haverá um acréscimo de 56,58€. A partir dos 2.630€ o aumento será de 2,15%.
Deixo assim a tabela do vencimento base para cada um dos 10 escalões da carreira docente. Logo que tenha as tabelas de IRS farei os respetivos cálculos para cada situação.

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Dez 18 2024
Estas mudanças refletem o empenho permanente da ADSE I.P. na garantia de acesso a cuidados de saúde mais inovadores, vantajosos e equitativos, mesmo em momentos de maior desafio para os beneficiários.
As alterações nas Tabelas do Regime Convencionado e do Regime Livre asseguram maior tranquilidade e confiança e reforçam a parceria com os prestadores da Rede ADSE, respondendo, assim, às necessidades dos mais de 1,3 milhões de beneficiários.
Destacamos o expressivo montante da redução dos encargos para os beneficiários, estimado em aproximadamente 11,2 milhões de euros anuais, bem como o aumento médio de 6% nos valores pagos aos prestadores na Tabela do Regime Convencionado.
Para saber todos os detalhes, consulte:
Comunicado: “ADSE I.P. Anuncia Novos Benefícios para 2025”
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2024/12/ADSE-I.P.-Anuncia-Novos-Beneficios-para-2025-1.pdf”]
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Dez 18 2024
A ADSE apresentou ontem ao seu Conselho Geral um conjunto de novas medidas a entrar em vigor em 2025. A principal medida apresentada prende-se com o limite máximo de 500€ que o beneficiário da ADSE pagará por qualquer cirurgia.
Esta é uma boa medida para todos os beneficiários da ADSE que muitas vezes tem de pagar mais de 2000 e 3000€ de comparticipação numa cirurgia.

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Dez 18 2024
No entanto, parece-me que com o tempo nunca mais se ouviu falar na desagregação dos mega agrupamentos escolares.
Talvez por acomodação e habituação aos mesmos.
Mas as freguesias continuaram a lutar por se desagregrarem.
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Dez 17 2024
Professores que aceitem regressar podem dar explicações a alunos ou ser mentores de docentes mais novos em regime de voluntariado. Diretores receiam que trabalho “pro bono” não vá atrair mais candidatos para as escolas.
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Dez 17 2024
Tendo sido ultrapassada a objeção que fundamentou o veto presidencial, em agosto passado, ao diploma do Governo, o Presidente da República promulgou o decreto da Assembleia da República que procede à interpretação autêntica do n.º 2 do artigo 2.º da Lei n.º 60/2005, de 29 de dezembro, que estabelece mecanismos de convergência do regime de proteção social da função pública com o regime geral da segurança social no que respeita às condições de aposentação e cálculo das pensões.
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Dez 17 2024
Foram 4 notas informativas que chegaram hoje às escolas.
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Dez 17 2024

Cerca de dois mil alunos não têm aulas a, pelo menos, uma disciplina desde o início do ano, segundo estimativa do movimento “Missão Escola Pública”.
À Renascença, a porta-voz, Cristina Mota, acrescenta que pelo menos 32 mil alunos já tiveram falta de pelo menos um professor, durante este ano. Ambos os dados são superiores aos que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, indicou no Parlamento.
Cristina Mota diz que a única medida com impacto para inverter o cenário de alunos sem aulas, é a do aumento do número de horas extraordinário feitas pelos professores. Outras, como o regresso de aposentados, o adiamento das reformas e a integração de bolseiros, mestres e doutorados “ficaram muito aquém”.
Este primeiro período letivo está a ser marcado pela devolução de muitos computadores de alunos que não beneficiam da ação social escolar. São equipamentos que se juntam aos milhares que estão por arranjar.
“Encontram-se em arrecadações, empilhados, e não tem havido resposta. Ainda tivemos a surpresa da Internet não estar a ser cedida a alunos que não são subsidiados. Temos alunos a devolver os equipamentos, tendo em conta que não têm acesso à Internet”, explica.
Também muitas escolas tardam em ser intervencionadas. Anunciadas no ano passado pelo anterior governo, as prometidas obras em 451 escolas tardam em arrancar, obrigando muitos alunos a recorrerem aos cobertores para não passarem frio na sala de aula.
“Temos escolas com vidros partidos, onde o frio consegue aceder de uma forma muito mais significativa, sem que tenha solucionado este problema. Está longe de estar resolvido. Não existe nenhuma escola que esteja a ligar os ares condicionados para fazer face ao frio. Têm esse recurso, mas não têm o recurso financeiro para fazer essa manutenção dos gastos associados”, lamenta.
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Dez 17 2024
Os alunos portugueses têm vindo a descer nos rankings desde 2015, exatamente o ano em que o meu filho do meio atirou a toalha ao chão porque soube que não ia fazer exames
Os meus filhos passaram por todas as alterações das políticas educativas dos últimos 20 anos. Não preciso do PISA, do TIMSS ou de qualquer avaliação internacional para aferir o sucesso da Educação em Portugal. Os meus filhos são uma amostragem consistente e suficiente. Andaram em escolas públicas e privadas, fizeram exames e provas de aferição, frequentaram o ensino profissional e o científico-humanístico, passaram pela pandemia em todos os ciclos e experimentaram as diferentes regras de acesso à universidade. Tenho filhos em mestrados, licenciaturas, no secundário e no ensino básico. Estou habilitada.
No dia em que o meu filho mais velho entrou para a escola não havia telemóveis nos recreios. Foi nessa altura que se começou a falar de bullying e de necessidades educativas especiais. A gramática era a mesma de sempre, na matemática faziam-se contas de dividir com vários algarismos e os pais ouviam mais do que falavam nas reuniões de pais. Portugal estava a subir nos rankings das avaliações internacionais. Estávamos em 2006 e não em 1966 ou 1976. O que veio a seguir manteve a rota. Fizeram ambos exames no 9.º ano e mais quatro exames para concluírem o secundário e entrarem na faculdade.
O do meio passou por tudo. Fez o exame do 4.º ano e por ter mais dificuldades do que os outros tinha mais trabalho, aprendeu a ler e a escrever mais tarde, numa altura em que se dizia que a dislexia só podia ser diagnosticada no 3.º ano, mas conseguiu boas notas no final do primeiro ciclo. Desse tempo herdou uma letra bem desenhada e a tabuada decorada. É no segundo ciclo que lhe dizem que já não tinha de fazer exames no sexto ano. Exatamente o que ele queria ouvir. Trocou a matemática e a leitura pelo futebol e os trabalhos de casa por nada. Foi fintando as Aprendizagens Essenciais até ao 8.º ano, altura em que se deixou chumbar. Veio a pandemia e não fez os exames do 9.º ano, não precisou de os fazer no 11.º e só no 12.º se disponibilizou a ser avaliado para poder candidatar-se à universidade. Os que se seguiram passaram pelo mesmo, mas arrumadinhos num colégio privado longe das greves e com direito a exames internos alheios às políticas educativas que reinavam para lá dos portões da escola. O último é produto acabado da pandemia: aprendeu a ler em casa, mal portanto, é dos poucos da turma e do grupo de amigos que não tem telemóvel, e aprende coisas em gramática que nem o Google sabe. Foi com a FIFA que aprendeu inglês, as capitais e a fazer contas de cabeça para poder negociar jogadores. Não sabe o que são exames.
Conclusões que posso retirar desta experiência: os miúdos só estudam se souberem que vão ser avaliados e que as notas contam para alguma coisa, aprender gramática é importante mas quem não sabe ler e escrever bem não aprende coisa alguma, só as famílias que têm os filhos em colégios privados estão a salvo da esquizofrenia do público, os professores estão cansados de tudo, especialmente dos pais. Os alunos portugueses têm vindo a descer nos rankings desde 2015, exatamente o ano em que o meu filho do meio atirou a toalha ao chão porque soube que não ia fazer exames.
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Dez 17 2024
Os oito (8) postos de trabalho destinam-se a ser preenchidos por candidatos com o grau académico de licenciado nas seguintes áreas de formação académica:
Referência A: Economia, Finanças, Gestão, Contabilidade e Auditoria (licenciaturas que se enquadrem nas áreas de educação e formação 314, 343, 344 e 345, da Classificação Nacional das Áreas de Educação e Formação, aprovada pela Portaria n.º 256/2005, de 16 de março) – 3 (três) postos de trabalho;
Referência B: Direito (licenciaturas que se enquadrem na área de educação e formação 380, da Classificação Nacional das Áreas de Educação e Formação, aprovada pela Portaria n.º 256/2005, de 16 de março) – 5 (cinco) postos de trabalho.
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Dez 16 2024
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Dez 16 2024
E aqui no blog temos dado conta desses dados mensalmente há mais de uma década .


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Dez 16 2024
A aplicação que permite aos docentes e aos técnicos manifestarem a sua concordância ou efetuarem reclamação relativamente aos dados introduzidos no Recenseamento 2025, será disponibilizada do dia 16 de dezembro até às 18:00h de Portugal continental do dia 18 de dezembro de 2024.
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Dez 15 2024
Não é intencional que este texto seja lamechas, mas se calhar é lamechas… Se for, paciência… Afinal, até as miríficas e indispensáveis Cartas de Amor serão “ridículas”, intuindo-se que também sejam lamechas, nas geniais palavras de Álvaro de Campos…
Além de lamechas, também é possível que este texto possa ser julgado como um bocadinho chato… Mas, em minha defesa, lembrem-se que Edmund Husserl continua a ser lido, e até idolatrado, por muitos “ devotos fiéis”, apesar de também haver quem o considere como “o maior de todos os chatos”, com uma mensagem iminentemente indecifrável e ininteligível para o comum dos mortais…
Agora que já me desculpei, ou pelo menos tive esse intuito,obviamente à procura de justificações que possam levar à“absolvição”, cá vai:
Na Escola Pública, cada vez mais, se finge que está tudo bem, cedendo-se, amiúde, à toxicidade da “ditadura” dos afectos positivos e da felicidade impingida, onde dominaa falácia das aparências optimistas e a contenção dos sinais exteriores de desânimo ou de infelicidade…
Implicitamente, chega-se, até, ao cúmulo de correlacionar (in)felicidade com (in)competência:
– Quem não é feliz, quem não se mostra feliz, é porque é incompetente…
Mas a realidade, por vezes dolorosa e frustrante, de difícil admissão para muitos, encontra-se frequentemente pontuada por problemas e dificuldades muito concretos, impossíveis de serem ignorados ou escamoteados…
Há uns dias atrás, ouvi alguém, afirmar o seguinte:
– “Quem fica calado, esconde melhor a sua dor”…
Quem fica calado, esconde melhor a sua dor? Talvez…
Ainda que também se comunique pelo silêncio, ficar calado acaba mesmo, muitas vezes, por ser uma forma de esconder a dor, de dissimular ou omitir o que realmente se sente…
O silêncio de quem fica calado, nem sempre é sinónimo depaz interior, de serenidade ou de apaziguamento… Muitas vezes, essa aparente e ilusória tranquilidade decorre do sentimento de vergonha e do medo de mostrar certos estados emocionais, em particular os que possam ser interpretados como “fragilidades” ou “fraquezas”…
Quanta tristeza, quanta solidão, quanta vergonha, quanto desânimo, poderão estar aprisionados no silêncio dos que ficam calados?
Nas escolas parece existir muito silêncio dos que escondem a sua dor, sobretudo motivada pelo desânimo e pela exaustãofísica e psicológica…
Tantas vezes se clama por Liberdade, tantas vezes se enaltece a Liberdade, tantas vezes se diviniza a Liberdade, mas tantas vezes não a praticamos connosco próprios…
Suponho que, por vezes, tenhamos medo e vergonha de praticar a Liberdade connosco próprios… Talvez tenhamos medo e vergonha da possibilidade de ficarmos “desnudados”, demasiado expostos e à mercê dos julgamentos e do cinismo alheios…
Opta-se, então, muitas vezes, pelo fingimento e também pelos sorrisos forçados…
E não estou sequer a falar daquele fingimento com um sentido intencionalmente perverso, destinado a enganar terceiros porvia da falsidade…
Estou a falar de um fingimento mais “ingénuo”, de certa forma também menos doloso, que costuma enganar, em primeiro lugar, aquele que o pratica…
E, tantas vezes, se finge tão bem e se é enganado pelo próprio fingimento…
Parece, até, haver exímios praticantes da “arte do fingimento”, aparentemente capazes de o elevar ao mais alto patamar, chegando mesmo a “fingir que é dor, a dor que deveras sentem”, assim à laia de um poeta fingidor como o de Fernando Pessoa…
Mas com franqueza, que se lixem os julgamentos e o cinismo alheios!
Conseguir verbalizar e exteriorizar o próprio sofrimento ou os problemas que nos afectam, aparece frequentemente como uma impossibilidade: o medo e a vergonha, que nos levam a reprimir a expressão de tais contrariedades, ganham muitas vezes esse desafio…
Nessas circunstâncias, resta-nos a prisão do silêncio, ficar aturdido pelo som do silêncio ou cego pela escuridão do silêncio…
Mas por que raio havemos de ter medo e vergonha de expressar as nossas angústias, os nossos problemas? Acaso isso nos fragiliza? Acaso isso nos torna menores? Acaso isso não faz parte de nós?
Mas por que raio será tão difícil assumir o que nos preocupa, as nossas desventuras, as nossas inquietações ou as nossas inseguranças?
Acaso estaremos rodeados de “semideuses”, invencíveis, perfeitos, imaculados, sempre virtuosos e acima de qualquer padecimento humano?
Cada um de nós, pelas suas características pessoais irrepetíveis, é um ser único…
Cada um de nós também é um ser inteiro… Quando se abdica de ser inteiro, implicitamente, perde-se a Liberdade, tolera-se a prisão e aceita-se ser coarctado…
Quem quererá viver assim?
No ideal, cada um de nós deveria ser capaz de viver a vida na condição de inteiro, sem necessidade de recorrer ao silêncio para esconder a dor, sem medo e sem vergonha de a assumir…
Sem medo, sem vergonha e, já agora, sem esquecer este imperativo:
– “Para ser grande, sê inteiro” (Ricardo Reis)…
Viver é preciso!
A morte, ainda que metafórica, é dispensável e pode esperar…
Que se lixem os julgamentos e o cinismo alheios!
Paula Dias
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Dez 14 2024
O anúncio do primeiro-ministro de rever os programas do ensino básico e secundário poderá ser um exemplo emblemático da desconexão recorrente entre a intenção política e a operacionalização pedagógica. A ausência de detalhes sobre como essa revisão estará a ser conduzida é preocupante, pois sugere uma falta de transparência que compromete a confiança no processo. Como observou António Nóvoa, pedagogo de conhecido renome, “a construção de currículos é um exercício coletivo, e não um ato de gabinete”.
Esse “exercício coletivo” exige a participação ativa dos professores, profissionais que vivem diariamente os desafios das salas de aula e conhecem, como ninguém, o impacto real de programas pouco ajustados, que têm surgido de derivas vincadamente experimentalistas. Deixar estes agentes de fora, convidando-os somente a responder a inquéritos de diagnóstico, é negligenciar o saber acumulado no terreno, substituindo-o por visões muitas vezes elaboradas por elites universitárias. Estas, frequentemente acusadas de viver numa bolha, têm produzido documentos desfasados das necessidades concretas do sistema educativo, até porque como, em devido tempo, destacou a professora e investigadora Ana Benavente: “A distância entre a academia e a escola é um dos maiores obstáculos à mudança educativa”.
Além disso, a inclusão da Educação para a Cidadania nesta revisão antecipa possíveis alterações numa disciplina já de si controversa. Qual será o impacto? Será uma revisão técnica e pedagógica ou uma interferência ideológica? Sem clareza e sem auscultação, corre-se o risco de aprofundar as clivagens em vez de promover consensos.
O momento exige transparência, diálogo e humildade política para construir programas que sejam não apenas inovadores, mas também realistas e exequíveis. Afinal, como afirmou Nóvoa, “os professores não são meros executores de ordens; são construtores de aprendizagens”.
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Dez 13 2024
A Federação Nacional de Educação (FNE) revelou esta sexta-feira que o ministério está a trabalhar para que as escolas saibam, antes do ano letivo terminar, quais as regras e recursos humanos que terão em setembro.
“O ministério da Educação vai antecipar e fazer tudo mais cedo, cerca de dois meses, para que as escolas saibam o que têm pela frente”, anunciou Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE à saída de mais uma ronda negocial sobre vários diplomas relacionados com a vida dos professores, que foi liderada pelo secretário de estado da Administração e Inovação Educativa, Pedro Dantas da Cunha.
Segundo Pedro Barreiros, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) “vai fazer um despacho de organização do ano letivo, que permitirá às escolas saber as regras com que podem lidar ao longo do próximo ano letivo e saber quais os recursos humanos”, prevendo que o próximo concurso de professores esteja concluído “por volta de maio ou junho”.
Entre estas alterações, a FNE voltou hoje a pedir à tutela para que altere o atual regime de mobilidade por doença, que prevê a possibilidade de mudança de escola em caso de os professores ou familiares diretos estarem docentes ou a realizar determinados tratamentos.
“O ministério queria alterar o diploma ainda este ano, mas tal não vai acontecer. Será tratado em sede de negociação do Estatuto de Carreira Docente (ECD)”, explicou Pedro Barreiros, revelando que a reunião agendada para a próxima segunda-feira para debater o ECD foi novamente adiada, agora para 27 de dezembro.
A FNE disse hoje à tutela que “independente do calendário negocial”, a mobilidade por doença é uma das medidas “que têm de ser resolvidas já”: “Não podemos permitir o arrastar de situações para estes professores, queremos que no próximo ano letivo todos possam usufruir desta medida e foi-nos dito pelo ministério que há essa disponibilidade”.
Sobre os diplomas que estão hoje em negociação e que vão desde a recuperação do tempo de serviço, às regras a aplicar aos futuros estagiários e professores orientadores, Pedro Barreiros disse que algumas das propostas apresentadas pela FNE foram acolhidas, mas ainda há um caminho para percorrer.
“Houve a apresentação de uma nova proposta por parte do ministério em que há o acolhimento de um conjunto de contrapropostas que já tínhamos feito na última reunião, a aproximação revela uma melhoraria da versão final do documento”, disse no final da ronda negocial em declaração aos jornalistas.
Entre as boas noticias está a “concordância do ministério para a recuperação integral do tempo de serviço das 12,5 horas de formação”, mas existem questões que continuam sem acordo.
O valor a pagar aos professores que aceitem ser orientadores de estágio, que se mantém abaixo dos 90 euros, é um dos pontos de discórdia dos sindicatos. Se a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defende que devem ser 200 euros, a FNE diz ainda não ter um valor para apresentar, mas que em breve fará chegar ao ministério a sua proposta.
“Vamos apresentar contrapropostas até dia 20, com exemplos concretos daquilo que deverá ser o valor pago. Mas, em termos quantitativos, queremos apresentar uma proposta robusta e sólida e não apenas um valor ao acaso”, disse Pedro Barreiros, considerando também que o valor proposto pelo Governo, “diluído ao longo do ano” e após os respetivos descontos, significa que “se está a ter um trabalho adicional que não é remunerado”.
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Dez 13 2024
Os erros nos cálculos continuam a ser uma pedra no sapato do ministro da Educação. Se há semanas assumia publicamente a falha, agora o discurso é diferente.
A discrepância nos dados que surgiram é do ano letivo passado, é preciso lembrar isso, não são da nossa responsabilidade. São números que nos foram dados quando chegámos”, frisou Fernando Alexandre.
Só a partir destes números vai ser possível perceber se o ministro cumpriu a promessa de reduzir em 90% o número de alunos sem aulas durante o primeiro período em comparação com o ano passado. Mas os resultados da anunciada auditoria parecem estar longe da conclusão.
“A auditoria está em contratação, vai ser um concurso público, à partida por qualificação prévia”, garantiu o ministro da Educação.
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Dez 13 2024
Diretores e organizações pedem reforço de meios nas escolas, mais policiamento e sanções disciplinares. Revisão do Estatuto do Aluno é admitida pelo Ministério da Educação.
Os diretores reportam cada vez mais processos disciplinares instaurados a alunos por agressões. As sanções mais graves (transferência de escola ou expulsão) têm de ser decretadas pelo diretor-geral de Educação. Em 2021-2022, foram remetidos 72 processos que resultaram em 18 transferências. No ano passado, foram 99 processos e 35 transferências. Desde setembro, revelou ao JN o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), foram enviados 27 processos que já determinaram a transferência de 8 alunos.
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Dez 12 2024
Fernando Alexandre, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, disse esta quinta-feira que esta é a melhor solução para resolver a reparação dos equipamentos. A tentativa de o Ministério resolver o problema tinha falhado já duas vezes, adiantou.
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Dez 11 2024
Em 9 de Dezembro passado, foram divulgados os resultados de um Estudo realizado pelo Observatório da Saúde Psicológica e do Bem-Estar, versando sobre a qualidade da Saúde Mental dos Alunos e dos Professores…
Os principais resultados desse Estudo parecem confirmaraquilo que já se adivinhava há muito tempo:
– A exposição aos telemóveis/ecrãs por parte dos Alunos parece assumir-se como uma dependência… Apesar de a Saúde Psicológica dos discentes ter, alegadamente, melhorado em relação a 2022, uma quarta parte dos mesmos refere alguns sintomas psicológicos preocupantes como irritação, nervosismo, perturbações relativas à higiene do sono e um nível de satisfação com a escola e com a vida que vai diminuindo ao longo dos anos (TVI Notícias, em 9 de Dezembro de 2024);
– Metade dos Professores alega sintomas de mal-estar psicológico, entre os quais, nervosismo, tristeza, irritabilidade e dificuldades ao nível do sono, sendo que uma parte significativa dos mesmos refere que já experimentou perturbações psicológicas compatíveis com depressão, stress e ansiedade (TVI Notícias, em 9 de Dezembro de 2024)…
Mas o dado mais curioso e sintomático deste Estudo, talvez seja este:
– Menos de 400 Professores mostraram-se disponíveis para avaliar o bem-estar e saúde psicológica (TVI Notícias, em 9 de Dezembro de 2024)…
Decorrente do anterior dado numérico:
– Os resultados deste Estudo relativos aos Professores serão fiáveis, tendo em consideração o tamanho da amostra e o número muito elevado de indivíduos que fazem parte do universo Docente? A amostra de menos de 400 indivíduos será realmente significativa?
Segundo a TVI Notícias em 9 de Dezembro passado, os próprios autores deste Estudo apresentaram algumas reservas quanto aos dados disponibilizados…
E, agora, a pergunta obrigatória, que não pode deixar de se colocar:
– Porque motivo(s) tão poucos Professores se disponibilizaram para participar no referido Estudo?
Alvitram-se como possíveis explicações:
– Muitos Professores estarão cansados de responder a frequentes Inquéritos/Questionários que diagnosticam muito bem os problemas existentes, mas que acabam por não ter qualquer repercussão ou efeito prático, em termos de resolução das contrariedades sentidas…
Diagnósticos há muitos, soluções para os problemas tem havido poucas, portanto, para uma parte significativa da Classe Docente, não valerá a pena ter o trabalho de responder a mais um Inquérito/Questionário, que previsivelmente não terá consequências visíveis;
– Muitos Professores desistiram de “falar”, optando por ficar “calados”, conscientes de que, na verdade, têm sido muito pouco ouvidos ou, até mesmo, convictos de que ninguém os ouve…
Deixou de fazer sentido “falar”, depois de se verificar que, recorrentemente, não se registaram alterações significativas na realidade que rodeia os Professores…
Se as opiniões dos Docentes não são tidas em consideração, no sentido de se procurarem as melhores soluções para os problemas por si apontados, o natural é que acabem por se abster…
Em resumo, os problemas são identificados, são bem diagnosticados, mas raramente se passa disso…
Diagnósticos há muitos, mas não há soluções credíveis para os problemas identificados…
Atacar os problemas na sua origem e adoptar medidas que tendencialmente os eliminem, não costuma fazer parte das medidas de política educativa há muitos anos…
O actual Ministro da Educação também parece encaminhar-se para essa linha de actuação:
– Medidas estruturais que tornem a Carreira Docente efectivamente atractiva, como forma de combater a falta de Professores? Não há…
– Medidas concretas que aliviem o esgotamento físico, mental e emocional que afecta parte considerável da Classe Docente? Não há…
– Medidas concretas que aliviem o volume astronómico de trabalho docente, frequentemente gerado por insanas tarefas burocráticas e administrativas que, na maior parte das vezes, não têm relação directa com a leccionação? Não há…
– Medidas concretas que impeçam a eventual existência de lideranças autocráticas nas escolas? Não há…
Então, afinal, o que é que há como soluções para os problemas?
Bom, existirá sempre a possibilidade de fazer medicação antidepressiva, ansiolítica, hipnótica e/ou sedativa por tempo indeterminado e contribuir, dessa forma, para o consumo desmesurado de psicofármacos em Portugal…
Em alternativa, ou concomitantemente, também se poderão frequentar muitas Formações na área da Saúde Emocional, na ânsia de se adquirirem competências socioemocionais e no âmbito do autocuidado psicológico, que permitam aguentar o inferno em que se transformou a vida profissional de muitos milhares de Professores…
A chatice é que uma e outra “solução” não passarão depaliativas…
Seja-se, ou não, Médico ou Psicólogo, há que dizê-lo com toda a frontalidade e honestidade:
São paliativas, na medida em que não resolvem os problemas, apenas permitem atenuá-los e adiar a sua resolução. Apenas isso.
Enquanto os problemas não forem debelados na sua origem, enquanto as causas dos problemas não forem eliminadas, tudo o resto serão paliativos…
Não se resolvem os problemas estruturais, de fundo, existentes na profissão docente, mas haverá sempre à disposição um comprimido pretensamente “milagroso” e/ou alguma “mentoria” muito criativa, cujo lema, sarcasticamente, bem poderia ser este:
– Os problemas são nossos amigos, só temos que os conseguir compreender e aceitar!
Concluindo, diagnósticos há muitos, o que não há sãosoluções credíveis, que tenham como principal objectivo eliminar os problemas…
Creio que os Professores estão cansados de diagnósticosacerca da sua Saúde Mental… O que querem são soluções concretas e credíveis para os problemas que os afectam…
E a formação inicial de Professores, assim como a formação ao longo da vida profissional, deve incluir a promoção de competências socioemocionais e de autocuidado psicológico?
Deve… Deve, desde que não se crie a ilusão e a fantasia de que isso, por si mesmo, bastará para resolver os problemas graves que impedem os Professores de se sentirem tranquilos, satisfeitos, focados na função de ensinar e de poderemdesfrutar de uma boa Saúde Mental…
Paula Dias
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Dez 10 2024
TIMSS: enquanto a média internacional de queda foi de 9 pontos, Portugal registou uma quebra de 25 pontos, sem paralelo entre os países europeus participantes.
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Dez 10 2024
Programa de avaliação internacional coloca Portugal no fim da tabela nos três domínios analisados: literacia, numeracia e resolução de problemas.
Não é um bom retrato sobre as competências dos adultos portugueses. Pelo contrário. Dos 31 países que participaram no Programa para Avaliação Internacional de Competências de Adultos (PIAAC), promovido pela OCDE, Portugal só ficou à frente de um, o Chile, e bem abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Os portugueses ficam, de resto, na cauda da tabela em todos os três grandes parâmetros avaliados: literacia, numeracia e resolução adaptativa de problemas.
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Dez 10 2024
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Dez 10 2024
Diretores já receberam verbas para lançarem, a partir de janeiro, concursos para aquisição de novos equipamentos.
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