Vou admitir que estaria à espera que os DACL não colocados e que manifestaram interesse numa colocação administrativa pudessem ser colocados hoje juntamente com a BR8. Enganei-me.
No dia 13 de Outubro saiu para a comunicação social um comunicado de imprensa onde foi dito e passo a transcrever:
Se a questão dos DCE foi resolvida (em muitos casos recusada pelo candidato) anda não foi dada resposta a nenhuma situação referente aos DACL. Que raio de país é este onde um compromisso não se cumpre. Vai ser preciso juntar estes DACL todos para denunciar à comunicação social a falta de palavra do sr. secretário de estado?
Educadora de Infância em desespero
Mais uma Bolsa de Recrutamento e não fui colocada.
Sou Educadora de Infância de Q.Z.P, opositora a DACL e a aguardar colocação num Agrupamento que dista 100km da minha residência. Faço diariamente 200km, e quatro horas de percurso devido ao mau estado da estrada.
Fui provida neste Agrupamento no ano lectivo 2009/2010, mas nunca lá exerci funções docentes. Tenho sempre conseguido mobilidade a título excepcional, autorizada pela DREN, (antigas permutas) com colegas que se encontravam nas mesmas circunstâncias que eu.
Este ano fiz o mesmo pedido à DREN, que remeteu o pedido à DGRHE, onde ficou em análise por tempo indeterminado e ao qual só obtive resposta que o mesmo não tinha enquadramento legal após ter pedido informações por escrito, via fax.
Desloquei-me à DGRHE, e acerca desse pedido nada me informaram, isto depois de já ter efectuado inúmeras chamadas para lá, ter um tempo de espera para ser atendida de cerca de 1 hora e não me responderem nada em concreto, nem passarem a chamada a quem o pudesse fazer. É lamentável.
Na DGRHE, depois de uma resposta inconclusiva, levantaram a suposição que provavelmente nem seria colocada por causa da Troika.
Boa resposta, não acham?
Desesperada com a situação fiz reclamação no livro E, obtendo resposta, dias depois, assinada pelo Exmº Sr. Director da DGRHE, onde se lia que a mobilidade excepcional não possuía enquadramento legal.
Chegando a casa, depois de mais 800km volvidos, fiz um novo pedido de mobilidade por motivo de doença que me impede de fazer deslocações diárias de muitos km. Enviei novo pedido por fax e os respectivos relatórios médicos, apesar de não ter sido opositora a DCE.
Por conselho médico estive com baixa desde o dia 13 de Setembro, ultrapassando os 30 dias e perdendo tempo de serviço.
Para não perder mais tempo de serviço e após o dia 13 de Outubro, depois dos despachos assinados por sua Ex.ª, o Sr. Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, e de no dia imediatamente a seguir ter feito novo pedido para a DGRHE baseado no despacho interno, enviado por fax, resolvi entrar ao serviço julgando que a situação seria resolvida de forma célere.
Constato que não é bem assim, e verifico que ninguém dá importância a casos como o meu.
Mandei e-mails para o Sr. Ministro da Educação, para o Sr. Secretário de Estado, até para o Sr. Primeiro-Ministro e continuo em desespero. Fiz inúmeras chamadas para o MEC, onde fui atendida e, muito bem, pelas Secretárias do Sr. Secretário que se limitaram a dizer-me que se encontrava tudo na DGRHE, pois os despachos estavam assinados.
Já não sei mais o que fazer…
Colegas de DACL que se encontrem em situações dramáticas como a minha, urge tomarmos decisões. Está na hora de comunicarmos à imprensa as injustiças praticadas até então.
É lamentável escrever isto, mas em 17 anos de docência nunca fui tão maltratada pelos Ministérios anteriores. Que me perdoe o Sr. Ministro mas esta é a mais pura realidade.
A UNIÃO FAZ A FORÇA.
Grata.
Educadora de Infância desesperada.