Como o burburinho tem sido imenso, fica aqui o esclarecimento quanto ao número de Prova a atribuir por professor classificador, constante na Norma deste ano…
O número de provas a distribuir aos professores classificador pertencentes aos vários agrupamentos de exames deverá ser o mais equitativo possível, mas não poderá deixar de ter em consideração o número de professores classificadores designados e o número de provas realizadas em cada agrupamento de exames.
página 70
Os classificadores que exerçam os cargos de diretor, subdiretor e adjunto do diretor estão dispensados da classificação de provas. Aos classificadores do 3.º ciclo e ensino secundário que se encontrem ainda com componente letiva durante o período de classificação, aos classificadores que exerçam a função de coordenador do secretariado de exames ou a função de técnico de PFEB/ENEB/ENES, podem ser distribuídas até 25 provas. Aos professores que exerçam a função de professor supervisor do ensino básico podem ser distribuídas até 20 provas para classificação.
Porque sei que há algum interesse na não divulgação de certos pormenores legislativos…
Artigo 32º Diário da República, 2.ª série — N.º 45 — 5 de março de 2014 (para consulta aqui na pag. 71 da Norma 2)
4 — Constituem direitos dos professores classificadores:
a) Serem consideradas prioritárias as funções de classificação das provas e exames relativamente a quaisquer outras atividades na escola, com exceção das atividades letivas e das reuniões de avaliação dos alunos;
b) Ser autorizada a marcação de férias até ao 5.º dia útil do mês de setembro;
c) Serem abonados das ajudas de custo e das despesas de transporte correspondentes às deslocações necessárias ao levantamento e entrega das provas no agrupamento de exames, por parte da escola em que prestam serviço, de acordo com a legislação em vigor;
d) Serem dispensados das atividades não letivas durante os períodos fixados anualmente para a classificação das provas e exames;
… não podia deixar de ser o concerto de Nick Cave em Barcelona.
Nick Cave, Auditori Forum, Barcelona, Spain (21-05-2015)
Tudo gravadinho por mim. 😉
Imperdível todas as músicas, mas em especial Higgs Bosson Blue, From Here to Eternity, Tupelo, Jack the Ripper e Push The Sky Away.
Onde entra cada música:
1 – Water’s Edge (00:00)
2 – The Weeping Song (06:27)
3 – Red Right Hand (10:30)
4 – Brompton Oratory (16:33)
5 – Higgs Boson Blues (20:50)
6 – Mermaids (33:20)
7 – The Ship Song (39:25)
8 – From Her to Eternity (43:40)
9 – Stranger Than Kindness (52:40)
10 – Love Letter (58:00)
11 – Into My Arms (1:02:05)
12 – West Country Girl (1:07:56)
13 – Tupelo (1:11:10)
14 – Black Hair (1:21:00)
15 – The Mercy Seat (1:28:04)
16 – Jubilee Street (1:34:15)
Encore:
17 – We No Who U R (1:42:12)
18 – Up Jumped the Devil (1:46:45)
19 – Jack the Ripper (1:52:40)
20 – Push the Sky Away (2:01:02)
Decorre até ao dia 2 de Junho o pedido da Mobilidade por Doença, mas nesta fase só está aberta a aplicação para submeter e imprimir o relatório médico.
No meu ponto de vista a fase do upload dos documentos para dar seguimento ao pedido da Mobilidade por Doença só deve ocorrer após a publicação das listas de colocações do concurso interno.
Não é uma garantia esta informação que vos dou, mas é quase uma certeza que tal venha a acontecer.
E. aliás. teria toda a lógica que assim fosse, visto que alguém poderia ser colocado numa escola para a qual teria interesse em candidatar-se por Mobilidade por Doença e deixaria de fazer sentido essa candidatura.
Lembro-me, quando ainda era jovem, de ver uma entrevista com o Professor Agostinho da Silva, onde ele dizia que o capitalismo estava a conseguir o que o comunismo nunca conseguira: substituir a máquina pelo homem dando-lhe mais tempo para o ócio e para a arte.
Achei fantástico esse raciocínio mas não conseguia compreender pois na minha zona ainda se ouviam as sirenes das fábricas por todo o lado. Era um reboliço com as pessoas a irem e virem dos seus trabalhos num corre corre.
Quando entrei para a Faculdade de Belas Artes, no 5º ano estudavam cerca de 5 alunos, pois muitos deles eram absorvidos pelo mundo do trabalho.
Alguns rios eram coloridos com as cores da moda, derivado aos tintos que as fábricas usavam para tingir os tecidos dessa europa toda.
De um momento para o outro aparecem leis a proteger os trabalhadores, o ambiente, a denunciar a mão-de-obra infantil. Os custos de produção subiram, as encomendas desceram, o emprego começa a escassear e dá-se um fenómeno interessante pois o trabalho passa a ser encomendado aos países asiáticos, onde estas leis não se cumpriam. (????)
Sendo um país com um grande atraso ao nível da educação em relação ao resto da europa, despertamos para este fenómeno da escolaridade obrigatória, na esperança de que a sociedade iria ser salva pela educação e pela cidadania.
Hoje podemos constatar que muitas das famílias dos nossos alunos não têm emprego e testemunhamos que muito do esforço que está a ser feito para reduzir as diferenças sociais através da educação não é de todo eficaz. Grande parte dos alunos que pertencem a classes sociais desfavorecidas parecem não querer “dar a volta” às suas vidas nem aproveitar as oportunidades que o estado lhes proporciona. Numa passividade (e às vezes agressividade) estranha, estas famílias parecem não se preocupar com o futuro dos seus filhos, deixando-os à deriva, em auto gestão.
Qualquer um de nós está sujeito a ficar sem trabalho, basta que alguém se lembre de fazer turmas com 100 alunos, ou começar a dar aulas por vídeo-conferência ou outras soluções que hoje são tecnicamente possíveis e que implicam sempre a dispensa de recursos humanos. Qualquer um de nós pode ficar revoltado com a vida, com o sistema e ter que repensar a sua forma de viver. Qualquer um pode passar para esse lado?
A sociedade terá que aprender a viver (ou sobreviver) sem emprego mas, infelizmente, ainda parece estar longe da perspetiva visionária sobre o ócio e a arte do Professor Agostinho.
De que forma a escola poderá contribuir para este futuro? Vamos continuar a dar mais do mesmo? Vamos continuar a tentar ajudar quem não quer ser ajudado?
Estas são algumas das reflexões para os próximos vídeos.
Para já deixo uma reflexão sobre a família e o sonho.
Para hoje, um vencedor de Oscar e outro finalista na rubrica “Animação, hoje é sexta!”.
Em primeiro lugar, Paperman. Um filme de John Kahrs, produzido pela Walt Disney Animation Studios. Por estranho que pareça, apesar de Walt Disney ser o mais galardoado da história da Academia, desde 1970 que a Walt Disney Animation Studios não ganhava um prémio. Ganhou-o com este filme em desenho e animação 2D e 3D, numa nova abordagem técnica inovadora, marcante… Um filme lindíssimo que… que nos conta uma história de amor… Não percam! Realizado em 2012, ganhou o Oscar de melhor curta metragem de animação em 2013.
A segunda animação de hoje é Feral. Este filme animado foi realizado pelo português Daniel Sousa e foi candidato finalista, nomeado aos Oscars da Academia para melhor curta metragem de animação em 2013. Infelizmente, não ganhou, tendo perdido para o filme Mr. Hublot. Mas fica o impressionante registo, de um português, apesar de já há muito não trabalhar em Portugal. Um filme absolutamente delicado, com uma técnica muito apaixonante e um argumento que nos prende ao ecrã. Vejam… vale a pena.
Aqui fica, e por hoje é tudo.
Boa animação, boa sexta. bom fim de semana. Para a próxima sexta-feira aqui nos encontramos. E apetece-me dizer, como Vasco Granja: “Adeus, amiguinhos!”
São no máximo 8 parâmetros de avaliação por grupo de recrutamento que as escolas podem usar para cada um dos 3 critérios de avaliação nas bolsas de contratação de escola, num total de 12.
Nota-se assim uma enorme melhoria em relação ao que existiu o ano passado e dos 149 subcritérios que existiam passaram a haver 12 e que em alguns grupos de recrutamento serão inferiores a esse número por não se aplicarem essas questões.
Os 3 critérios são:
Avaliação de desempenho;
Experiência Profissional;
Habilitação/Formação Complementar.
Relativamente à avaliação de desempenho o único parâmetro a ser avaliado é este:
Na Experiência Profissional existem os seguintes critérios:
E nas Habilitações/Formação Complementar os seguintes:
Falta-nos saber o que o futuro nos reserva… quem sabe, “Uma Revolução”!
“Foram dos grupos profissionais mais mal tratados e mais encostados à parede nos últimos dez anos ou mais. Os professores têm que estar no centro para nos dotarmos, como país das décadas que aí vêm”, afirmou.
MEC aumenta carga de trabalho a professores já sobrecarregados
Os exames de 4.º e 6.º anos, criados pelo atual governo de acordo com uma perspetiva retrógrada e cientificamente reprovável, constituindo um obstáculo às aprendizagens pela supressão de tempos letivos importantes para as suas aprendizagens, não são apenas um problema para os alunos que a eles se sujeitam. São-no também para os professores que, convocados para corrigir provas, terão de o fazer acumulando esse serviço com a sua atividade letiva.
Ontem, nas primeiras reuniões realizadas entre a administração educativa e os professores, foi informado que estes teriam dispensa da componente não letiva, o que não constitui novidade, pois essa era já a prática adotada em muitos agrupamentos de escolas, mas teriam de cumprir a letiva. Ou seja, a dispensa, na verdade, será apenas da componente de estabelecimento, pois mantendo-se a componente letiva dos docentes, manter-se-á igualmente a sua componente individual de trabalho.
Esta situação, para além de absolutamente insuportável pela sobrecarga de trabalho que constitui, difere do que acontece no 3.º ciclo do ensino básico e no ensino secundário, em que a dispensa abrange também a componente letiva, nos casos em que a mesma se mantenha. Esta diferença é discriminatória, se tivermos em conta que o MEC não teve qualquer pejo em dispensar de componente letiva os professores que foram chamados a participar em várias das fases do processo Cambridge (formação e testes de oralidade).
Aos professores dos 1.º e 2.º ciclos é imposta a correção de provas, chegando a atingir a meia centena ou mais, trabalho que, exigindo um elevado rigor, é realizado após um dia de intenso trabalho com os alunos. No ano letivo 2013/14, o MEC atribuiu dois dias de dispensa de atividade letiva aos professores corretores, o que, embora insuficiente, este ano nem sequer acontece.
Face a esta situação, a FENPROF exige que o MEC crie as condições necessárias para que esta atividade, a ter de existir, seja realizada pelos professores sem que tal se transforme numa ainda maior sobrecarga dos seus já muito pesados horários de trabalho.
A FENPROF informa os professores que deverão manifestar o seu protesto, por escrito, no momento da sua designação para este serviço e em que lhes são atribuídas as provas para corrigir. Deverão reclamar, também de forma escrita, caso lhes sejam atribuídas mais de 25 provas, número que está definido para os demais setores de ensino. Em todas as situações em que esta atividade seja imposta, deverão requerer o pagamento de serviço extraordinário junto das direções dos respetivos agrupamentos, divulgando a FENPROF uma minuta adequada a esse requerimento.
…dizem-me que em muito se parece à de ontem… Numa prova de Matemática o Português é posto à prova…
Mais logo Partilho a prova para que todos façam o seu juízo.
Tenho assistido a um interesse crescente pelo 1º ciclo, até já se fazem convenções e tertúlias. Fala-se sobre o número de alunos por turma, dos programas, das reformas… Até os Srs. ex-ministros, que na sua altura foram parte do problema, agora surgem com “ideias”… Ele é um corre, corre… Mas para que é que tudo isto servirá? Para onde levará o 1º ciclo?
Enquanto os senhores das “ideias” não se levantarem de detrás das suas secretárias, ricamente ornamentadas por estudos e mais estudos encomendados não se sabe muito bem a quem, não chegaremos a lado nenhum. Enquanto os profissionais, aqueles que todos os dias trabalham em sala de aula, não forem tidos nem achados sobre as reformas, vamos continuar a assistir a uma distorção do 1º ciclo, e não só.
O 1º ciclo necessita de uma reforma de fundo, nas suas bases. Mas essa reforma não pode sair de um qualquer gabinete, tem de sair de uma discussão entre os verdadeiros profissionais, aqueles que todos os dias entram nas salas de aula. São eles que sabem o que está bem e o que está menos bem, são eles que reconhecem as vantagens e as desvantagens da aplicação desta e de outra medida, eles são os especialistas. São reconhecidos por isso? Não. Mas são-no.
São esses profissionais que devem ter um papel ativo na discussão que, agora, parece estar na moda. Cabe-lhes a eles a responsabilidade de trazer a público as alternativas, credíveis, para que se execute uma reforma que, de uma vez por todas, assente nas necessidades que as crianças, a escola e até os governos (pelo menos dizem que sim) precisam para alcançar aquilo que todos querem, o sucesso das nossas crianças. Mas são esses profissionais, que não são ouvidos, que não têm palavra, que se resumem a aplicar aquilo que outros, sem qualquer experiência ou conhecimento real do que se passa nas escolas, têm decidido, que se põem de parte dessa discussão.
Até quando?
Até quando nos vamos manter como meros executores? Até quando o futuro do 1º ciclo vai estar nas mãos e na ponta da caneta de um qualquer burocrata? Porque é que ainda não foi constituída a Associação de Professores do 1º Ciclo? Porque é que têm de sair dos sindicatos as “ideias” de como realizar essa reforma? Porque é que têm de ser ou outros a falar por nós? Porque é que estamos calados?…
Isto não se aplica apenas ao 1º ciclo, há muitos outros grupos que sofrem do mesmo mal…
Não diria tanto,… acessível será o termo mais adequado!
A prova continha algumas rasteiras, muito ligadas a Português, mas não é, por mim, considerada difícil ou por lá perto… O que me deixou quase perplexo foi a sua similaridade, na forma, às provas de anos anteriores, com Metas e tudo… Estamos perante o “rigor” e “exigência”…
Veremos como serão interpretados os Critérios de Classificação!