Se o Tivessem Deixado

… já tinha saído há muito tempo.

 

As saída certas

 

cRato

Nuno Crato – A par de Paula Teixeira da Cruz, Nuno Crato foi dos ministros mais criticados no anterior governo, depois de ter estoirado a polémica do arranque do ano letivo e da colocação de professores. Esteve por um fio e em vias de cair, mas Passos segurou-o sempre até ao fim. Agora, com o cenário mais dificultado pela falta de maioria para governar, pode prevalecer o argumento de que todos os focos de polémica potencial devem ser eliminados pela raiz. Em todo o caso, apesar de ser uma escolha de Passos, Crato não reúne particulares apoios entre os centristas, e isso também pode pesar.

 

E já agora, que perfil acham que deve ter o próximo ministro da educação, não havendo maioria absoluta do provável governo PSD/CDS?

Algo fofinho tipo Isabel Alçada, a apaga fogos?

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Às vezes, é difícil

Às vezes, é difícil.

Chegar a casa.

Poisar a mala.

Despejar os sacos.

Escoar a alma das dores dos outros.

Das dores dos outros que são minhas.

Porque em cada mão está um futuro desenhado.

E em mim creem um plantador de sonhos.

 

Mas, dos meus sonhos,

Quem cuida?

Quem me abre a janela do amanhã

Para, também eu,

Poder voar?

 

Ser professor, tantas vezes é isto.

A bagagem do mundo a exigir-me descanso.

A pesar-me na respiração das coisas comuns.

A poisar-me áspera na almofada dos meus sonhos felizes.

 

E, no entanto,

Quando o teu rosto se ilumina

Como a fruta que se abre ao meio

revelando a semente,

Eu sei que me cumpri

No tempo certo do amanhã.

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A todos os professores no dia que é seu.

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Na falta de professores…

… sobram orientações!

Como querem ter o trabalho feito para quando os professores chegarem (a caminhada é longa e faltam transportes) publicam-se as orientações para o ensino do Mandarim…

 

Mandarim

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Não Há Tempo Para Atualizar…

Será que ainda não houve tempo para atualizar as “plataformas” SIGRHE dos docentes a quem foi concedida a Mobilidade Estatutária e a quem não foi… ou estão a manter a “esperança” a alguém…

 

estatutária

 

O “Aguarda Parecer da Diretora” parece ser “por tempo indeterminado”…

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FNE Lança Campanha #Obrigadoprofessor

No dia mundial do professor a FNE lança uma campanha que visa o reconhecimento do professor na sociedade portuguesa.

Para conhecer mais pormenores dessa campanha entrar no seguinte link.

 

 

No dia Mundial do Professor FNE lança Campanha

 

 

obrigadoprofessor

 

 

O Dia Mundial do Professor celebra-se anualmente no dia 5 de outubro. Foi em 1994 que foi decidida pela UNESCO, juntamente com a Internacional da Educação, a celebração do Dia Mundial do Professor, a 5 de outubro de cada ano. Esta data foi escolhida para reconhecer a importância da declaração da OIT e da UNESCO sobre a condição dos trabalhadores docentes, concretizada em 5 de outubro de 1966.

 

Nesta oportunidade a FNE saúda todos os professores e reconhece que é imperioso reiterar a importância do papel dos educadores e dos professores na transmissão dos saberes e não se pode ainda deixar de sublinhar o seu contributo essencial para a vida diária de todas as alunas e de todos os alunos, nas múltiplas dimensões que o seu papel educativo assume.

 

Nem sempre este papel é devidamente reconhecido. A exigência de uma educação pública de qualidade deve constituir uma prioridade nacional para a qual o governo deverá mobilizar os meios essenciais para que ela se concretize e para que ela seja valorizada socialmente. A realidade é outra, e pouco dignifica os milhares de docentes que todos os dias contribuem para o ensino e a educação das nossas crianças, dos nossos jovens e também dos nossos adultos.

 

Esta importância dos professores é manifestada em múltiplas oportunidades e todas as pessoas com quem se fala e que tenham frequentado a escola, por mais ou menos tempo, recordam pelo menos um professor que especialmente as marcou.

 

Mas a verdade é que, por outro lado, tem vindo a sentir-se uma crescente fragilização da imagem social dos professores, o que constitui uma realidade que deve ser combatida.

 

É por estes motivos que consideramos fundamental que se tomem iniciativas que promovam a imagem social dos professores, de modo a que os bons profissionais se sintam mobilizados na profissão e não a abandonem precocemente e para que os melhores alunos queiram ser professores. É preciso que a profissão seja atrativa.

Com a consciência desta realidade, estão aliás a desenvolver-se em alguns países europeus iniciativas neste mesmo sentido.

 

É neste quadro que a FNE aproveita a data para anunciar o lançamento de uma campanha designada”#obrigadoprofessor” e que visa dar espaço à manifestação do reconhecimento dos professores no percurso de vida dos portugueses.

 

A campanha traduz-se num “site” dedicado, a ser lançado no próximo dia 9 de outubro, onde todos são convidados a deixar uma mensagem de reconhecimento e apoio. O acesso ao site estará disponível a partir desta data em http://obrigadoprofessor.pt/

 

Em simultâneo, e também no quadro desta campanha, todos os sindicatos de professores que integram a FNE promovem um conjunto de iniciativas alusivas aos objetivos desta iniciativa e cujo conteúdo e calendário passamos a divulgar:

 

 

 

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É Preciso Ter Lata 2016

Clicar aqui para aceder ao site e aqui para aceder à página do facebook desde concurso.

 

 

cartaz_eptl_2016

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SÍNDROME DE PORTUGAL

O senhor Zé da peixaria resumiu logo a coisa, mal alguém falou no resultado das eleições, com o seu acostumado vocabulário refinado.

– Este país é feito de atrasados mentais, valha-me céus. Então levam porrada quatro anos seguidos e ainda querem mais, os f…da…p? Ignoram bancos, submarinos, malta a emigrar, tudo privatizado, ficou tudo  p’a trás das costas?

A florista do lado retorque, indignada:

– O povo decidiu, está decidido! Ao menos eu nem fui votar que já sei que são sempre os mesmos, vir’ó disco e toc’ó mesmo!

Agarro as compras e saio da praça inquirindo se o povo se ouve a si próprio. A descrença profunda enraíza-se no corpo das pessoas infelizes.

Mas é muito mais do que isso.

É um síndrome, este de viver dentro de um país tão pequeno quanto fechado.

Síndrome de Portugal.

Ocorre sempre que alguém, submetido a prolongadas sevícias, acaba por desenvolver simpatia para com o seu agressor. É uma particularidade ibérica muito específica deste cantinho geográfico. E explica como se cria um país por cumprir.

Só isto me faz sentido neste momento. Isto e as palavras do talhante para um colega lá do fundo que sorri, maliciosamente, enquanto corta a carne de coelho com desmedida força.

– Pá, os cabrões são mesmo bons…1

 

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Resumo Do Fim-De-Semana

smile

 

Este poste é do

 

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Resultados em Directo

Aqui

 

cne

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Deu PAF

E segundo a RTP/U. Católica é possível a PAF ainda ter maioria absoluta.

 

RTP/U. Católica

PAF 1

SICPAF SIC TVI

paf tvi

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E Os Leitores do Blogue Foram Votar?

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Voto (verdadeiramente) útil: na Educação (Rui Filipe)

Voto (verdadeiramente) útil: na Educação

 

Não me lembro do dia exato em que, pela primeira vez, dei por mim a pensar (verdadeiramente) sobre o que é ser aluno ou professor, aprender ou ensinar, e para que serve uma escola ou um caderno. Recordo-me, contudo, que nesse dia estava a chover muito e que ao meu lado, encostadinhos à parede, debaixo dos últimos bocadinhos de telhado de zinco, estavam muitas crianças à espera que um professor chegasse e a porta da escola se abrisse. Lembro-me, ainda, de ver um menino a correr no meio daquela lama, com um sorriso enorme e um caderno na mão, cheio de vontade de aprender e que a chuva terminasse.

Naquele dia cheguei a uma convicção que permanece até hoje: apesar de tudo, é possível educar e ajudar a aprender, em qualquer lugar…

 

Kuasi pretu suma Karbon

(Quase preto como o carvão)

 

                O verde forte da copa das árvores, a cor da terra do chão, a naturalidade e a autenticidade da vida daquelas pessoas foram deixando-me ainda mais contente pelo caminho.

angolaEntrei numa das salas daquela escola feliz. Com energia e um sorriso, disse Bom dia! Responderam-me de igual forma, ou seja, com carinho. Gostaram de me rever e eu senti o mesmo em relação a eles. Por outro lado, é sempre bom saber que se lembram de nós, nos aceitam e estimam, mesmo que, aos olhos deles, sejamos alguém com o um “nome colorido”, que não sabem de onde vem, o que está ali a fazer, ou o que quer.

Depois de cumprimentar os professores que estavam a trabalhar com as crianças, circulei um pouco pela sala para conversar um pouco com elas e as ajudar no que estavam a fazer. Contudo, duas meninas que estavam a trabalhar a pares, sempre muito simpáticas, mas também muito estrategas em fugir às tarefas, metendo conversa comigo, nem sequer me deixaram aproximar de mais ninguém. Elas em crioulo e eu em português, foi mais ou menos assim:

– Branco, como é que estás? – sorrindo para mim e uma para a outra.

– Estou bem, obrigado. E vocês? Estão bonitas…

– Estamos bem. – responderam em conjunto  e continuando a sorrir.

– Gosto muito do vosso desenho. O que é?

– Esta é a minha mãe, este é o meu irmão… – disse uma, enquanto ia apontando para cada uma das figuras.

– E como é que se chama a tua mãe?

– Fatu.

– E vocês sabem qual é o meu nome? – perguntei-lhes.

– Branco. – responderam as duas sorrindo, sem qualquer tom depreciativo.

– Não. Olhem lá para esta folha. Eu e ela temos a mesma cor? – disse eu com um sorriso, sem o mínimo sentimento de ofensa.

– Como é que te chamas? – perguntou-me uma delas.

– Chamo-me Rui. E vocês?

Conversámos mais um pouco e depois continuei a circular pela sala. Ao virar-me para outro lugar ouvi a mais pequenina dizer:

– Professor branco. – surpreendida e alegre por eu estar ali. Respondeu-lhe a outra:

– Não! O nome dele não é branco! O nome dele é Rui. O professor Rui é quase preto como o carvão.

 

Enquanto professores, agentes de mudança, está nas nossas mãos mudar os lugares onde estamos; dos quais fazemos parte. Temos essa capacidade, esse poder. A Educação, sim, faz efetivamente a diferença.

 

Professor Rui Tiago Filipe

Professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico

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Regressos

O Meu Quintal

 

Apenas umas opiniões e pouco mais.

 

Novo espaço de opinião de Paulo Guinote.

 

 

Fafe! já viste? um quintal????

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Resumo da Semana 3 e Antevisão da Semana 4 (CE)

SEMANA3

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DIREITOS

 

A Tia Maria está velhinha.

Passaram muitos anos, desde que a vi pela última vez. Eu era mais pequena e, talvez por isso, achava-a muito alta. Dela sempre circularam histórias mirabolantes na família. Por uns muito amada, por outros odiada profundamente pelas angústias que ninguém queria e ela espalhou. Eu sempre a escutei com curiosidade, bebendo as suas palavras para além do tempo.

Agora que cresci, porém, vejo que mingou aos meus olhos, o corpo encurvado de rugas, mas o coração generoso de outrora. Enquanto me oferece um chá quente com as mãos trementes, perde-se no antigamente, quando eu era pequenina e lhe trepava para o colo a pedir contos.

Depois, calmamente, viaja para a sua juventude rebelde. Fala-me da PIDE, desses tempos desconhecidos em que tudo era diferente. Reconta-me a prisão onde passou noites sem dormir. Acha que foram 15, mas não tem a certeza. Foi presa e condenada, perdendo os “direitos políticos”. E ri-se.

– Já viste o disparate? Tiraram-me os direitos políticos que eram votar no Salazar… Ora eu andava a lutar para ter liberdade de votar em quem quisesse, portanto, dificilmente, se perde o que já não se tem, não é?…

Observo-lhe o rosto sereno, ocultando as marcas rígidas desse passado atroz.

Hoje voto e devo isso à minha tia Maria e a outros que, como ela, acreditaram que o sonho de ser livre, de pensar livremente era possível. Alguns não resistiram à tortura, outros sobreviveram, mas, por muito que o desejem, não a podem esquecer.

Person voting

É isso que a História nos lega: a capacidade de recordar. Recordar que o meu direito existe, oferecido por aqueles que me conquistaram a oportunidade de me abster, de optar, de decidir.

Porém, a verdade é que eu não voto por ela. Voto por mim. Porque, apesar da descrença e do descrédito, o meu direito é inalienável e posso usá-lo para o que me apetecer, e não para o que me impõem.

Mesmo se, ao colocar a cruz, receio que tal não seja suficiente para mudar este mundo.

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Notícias Soltas do Dia de Hoje

Noticias ao Minuto – Pedidos de mobilidade por doença de professores investigados

O que move os nossos mestres? Não é o dinheiro – PÚBLICO

Programas, metas e provas sobrecarregam alunos com trabalhos para casa – DN

Noticias ao Minuto – Atividades extracurriculares? Sim, mas a criança também tem de brincar

 

Alunos do 10.º ano sem Mandarim por atraso na chegada de professores chineses – PÚBLICO

Expresso | Xadrez, ioga e esgrima já estão nas escolas públicas

Alunos de ensino individual de Monsanto chumbaram todos – Observador

Ministério garante que alunos chumbados foram avisados sobre situação ilegal – Renascença

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Abonos…. e Traquinices

Não há quem tenha vergonha de inventar leis internas.

Fica a denúncia de mais um caso que se passou na zona de Lisboa. A denúncia deste caso foi feita por alguém de fora da escola que teve conhecimento do que aconteceu com estes 4 Técnicos Especializados.

 

 

Quatro Técnicos (as) Especializados (as) do Agrupamento de Escolas D. Dinis – Lisboa, foram abonad@s, no ano transato, por um índice de vencimento acima ao que tinham direito – índice 167, quando deveriam receber pelo índice 151.

Os docentes avisaram os serviços administrativos do agrupamento da situação tendo estes referido que tinham recebido um ofício circular que atestava o direito de serem abonadas pelo referido índice 167 (posteriormente referiram que não tinham lido o verso da folha).

Acontece que quando a escola começou a elaborar os contratos (a aplicação só ficou disponível em julho) o erro foi detetado.

Salomonicamente, alguém decidiu não abonar o mês de agosto aos quatro técnicos. Estranhamente, ninguém responsável da escola avisou os docentes da decisão tomada, desinteressando-se completamente da vida das pessoas. Não se importaram se as pessoas necessitavam do vencimento, se têm dependentes do salário, compromissos mensais que derivam dele. Nada!

O mais grave desta decisão é que os responsáveis do Agrupamento não poderiam tomar esta decisão. O código do trabalho no ponto do 1, do artigo 279.º refere que “Na pendência de contrato de trabalho, o empregador não pode compensar a retribuição em dívida com crédito que tenha sobre o trabalhador, nem fazer desconto ou dedução no montante daquela”. Teriam de assumir o seu erro (os docentes não são culpados de nada), abonado os funcionários, dar conhecimento às finanças da situação que por sua vez pediria a reposição do dinheiro em excesso. Acrescenta-se, que essa reposição poderia ser fracionada em várias prestações, de acordo com o pedido feito pelo funcionário, e teriam de ser feitas todas as contas (deduções de IRS; segurança social. Etc)

Para rematar, e acreditando que não existem intenções retaliatórias, refiro que os docentes foram colocados na mesma escola, com a aceitação feita a 04 de setembro na plataforma (sexta-feira) e apresentação presencial no dia 07 (segunda-feira), não tendo sido abonadas no mês de setembro (a requisição de fundos é feita, normalmente, no dia 8 de cada mês, havendo escolas que o fizeram até ao dia 11 de setembro).

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Tesourinho Contratual

Com pedido de divulgação do documento na integra.

 

Portugal, o Sistema de Ensino e a “Cunha”

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Divulgação

lamego

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Como ficou a educação depois de Nuno Crato – Educare.pt

(…) Quatro anos de políticas educativas, de mexidas nas escolas, de alterações na legislação. Nuno Crato e a sua equipa estarão de saída do ministério. Quem acompanha de perto o dia a dia desta área faz um balanço com várias observações. É o caso de Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), que destaca a persistência da comunidade educativa, que conseguiu ultrapassar problemas e gerir escolas nestes quatro anos de desinvestimento na Educação e de uma “tentativa velada de desacreditar a escola pública” com verbas a saírem para o ensino privado. “Uma resiliência assinalável”, aponta. Em seu entender, o atual Governo não foi capaz de definir nem transmitir à população uma linha, um rumo, para a Educação. E assim, de forma clara, não se percebeu que metas e objetivos os governantes queriam alcançar. Quando viu medidas serem apresentadas em nome de uma maior exigência percebeu “uma maior elitização do sistema educativo”.

“Em início de mandato geraram-se muitas expectativas sobre o ministro Nuno Crato. Dele se conheciam, pela sua exposição mediática, opiniões fortes e vincadas que, claramente, apontavam no sentido de uma valorização da classe docente e do reconhecimento da autoridade da escola e dos professores. Frustraram-se todas as expectativas e a verdade é que, quatro anos passados, sobram frustrações em todos quantos nele vislumbraram a oportunidade de dignificação do sistema e dos seus atores”, refere ao EDUCARE.PT.

A sua avaliação não tem muitos aspetos positivos. Os congelamentos das carreiras não foram desbloqueados. “Situação que promove enormes injustiças e contribui para o descrédito social de toda uma classe profissional que vê reduzidos os seus rendimentos num tempo em que as mobilidades foram mais alargadas com a reestruturação das zonas pedagógicas, por exemplo, e obrigando a gastos quase sempre excessivos para quem aufere vencimentos tão minguados”, diz Manuel Pereira. Na sua opinião, a dignificação da carreira docente, e dos seus profissionais, nunca foi uma prioridade deste governo. Por outro lado, reduziu-se o número de professores no sistema. Os mais novos foram afastados e o quadro docente no ativo “envelheceu”.

“A formação contínua dos docentes, tão necessária num tempo de mudanças constantes, como aquelas que todos vivemos e que tanto influenciam comportamentos e opções técnico-pedagógicas, sofreu também, grave revés. Hoje a formação docente foi entregue às escolas que não têm meios financeiros e os próprios centros de formação de professores sobrevivem à custa da carolice dos professores e das suas associações”, sustenta.

As turmas têm mais alunos, há mais turmas com vários anos de escolaridade. O MEC carregou na tecla da autonomia. “Decuplicou o número de contratos de autonomia em simultâneo com um esvaziamento de competências que eram detidas pelas escolas com autonomia; apontou a autonomia como meio para descentralizar e transferir competências para as escolas e, passado pouco mais de um ano, o grande objetivo já era o programa ‘aproximar educação’”, recorda.

A tutela defendeu a estabilidade mas alterou currículos e modelos de avaliação dos alunos várias vezes. A revisão curricular foi, na sua análise, forçada por razões economicistas e não por razões educativas. “Ou seja, notou-se ao longo do mandato uma clara intencionalidade de valorizar os exames na avaliação dos alunos para regulação do sistema e, igualmente, uma intenção de redução do número de docentes no sistema”, diz, a propósito.

Para o presidente da ANDE, a marca deste MEC foi o alargamento dos exames ao 4.º e 6.º anos o, que na sua perspetiva, “criou um processo de maior elitismo na escola pública”. “De facto, as escolas, em vez de promoverem aprendizagens significativas e estruturantes, têm vindo a transformar-se, cada vez mais, em ‘centros de treino’ para exames. Sobrevalorizando os exames e os resultados, desvalorizam-se as outras dimensões da educação escolar.” Manuel Pereira chama “obsessão” ao que levou o MEC a ir mais longe ao premiar as escolas com melhores resultados, oferecendo mais recursos – leia-se, sublinha, “uma medida claramente empresarial que reflete a mentalidade e a visão economicista do atual Ministério”. Por outro lado, a introdução do Inglês no 1.º ciclo “não foi precedido de um verdadeiro estudo que tivesse em conta as dificuldades para a sua implementação”.

E há ainda o ensino vocacional, uma das bandeiras de Nuno Crato, que se inspirou no modelo germânico. Manuel Pereira fala das desvantagens. “Ao reduzir as componentes científicas e culturais das aprendizagens em benefício de aprendizagens mais próximas do mundo do trabalho e empresarial, esqueceu a realidade portuguesa e, especificamente, a realidade de toda uma parte do país onde o tecido empresarial é escasso ou quase rudimentar”. Do lado positivo, Manuel Pereira aponta a criação do Infoescolas, que reforçou a transparência do sistema e disponibilizou dados importantes às escolas e à população.

“Exército de precários”
“O que é o ‘cratês’? O ‘cratês’ é o eduquês da troika”. Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), faz a pergunta, dá a resposta, e olha para o mandato de Nuno Crato como um período em que a Educação não foi vista como um investimento, em que se reduziram custos e recursos humanos, em que o quadro da classe emagreceu significativamente. “Criou um exército de precários e pôs na rua 20 mil professores sem problema nenhum”. “Nunca foi um ministro presente, foi sempre um ministro ausente”, comenta.

Para Mário Nogueira, estes quatro anos ficam também marcados por um processo de privatização do ensino público e por uma redução do orçamento que ultrapassou os três mil milhões de euros “com medidas que nem precisou de aprovar”. O secretário-geral da FENPROF refere-se à herança do titular da pasta da Educação a que deu seguimento e “empobreceu” a Educação. “Foi um mandato de gestão financeira, o MEC foi uma delegação do Ministério das Finanças”. “Embarateceu o sistema para agora oferecer o legado aos privados”, acusa.

Na sua opinião, os planos estavam traçados e o ministro executou-os. “Herdou a missão de reduzir custos e de reduzir mais de 40 mil professores”, refere. Ou seja, recorda, “44 000 professores que foram substituídos por 4000 que entraram por concurso externo a ganharem o mesmo como se fossem contratados”. A FENPROF tem batido o pé a várias medidas anunciadas pelo MEC. “Os resultados do insucesso escolar no Ensino Básico não se atenuaram, agravaram-se”, repara. “O insucesso agrava-se e o abandono no Ensino Secundário só não se agravou porque avançaram com a escolaridade obrigatória até ao 12.º ano”.

A Federação Nacional de Educação (FNE) debruçou-se sobre a legislatura de 2011 a 2015 e concluiu que a discordância relativamente às políticas educativas cresceu porque as medidas adotadas não foram consistentes, porque as decisões não foram adequadas às necessidades identificadas por quem trabalha no setor que em três anos, entre 2011 e 2014, perdeu 33 mil professores. A FNE, no documento em que faz esse balanço, destaca o “elevado nível de precariedade entre os docentes, traduzido num elevado número daqueles que acumulam contratações sucessivas”.

Nos quatro anos de Nuno Crato, a FNE assistiu a alterações que não lhe agradaram, nomeadamente reduções nas remunerações, congelamento das progressões em carreira, sucessivas mudanças nos regimes de aposentação, diminuição do prestígio social dos professores. “A profissão docente perdeu muito do seu poder de atração, em função do declínio do seu prestígio, da deterioriação das suas condições de trabalho e de salários mais baixos em comparação com os de outras profissões intelectuais”, diz a FNE.

Neste balanço, a FNE faz um levantamento de medidas que mexeram negativamente no setor educativo. Há vários pontos. Organização curricular “sem suficiente sustentação pedagógica”. Cortes nas turmas do ensino regular e de cursos profissionais. Excesso de tarefas burocráticas desnecessárias. Informações “pouco claras e sempre em mudança”. “A agregação monstruosa de agrupamentos, à margem de qualquer preocupação de ordem pedagógica”. As medidas produzem resultados. A FNE salienta alguns. Excesso de reuniões sem utilidade, pouco tempo para preparação de atividades com os alunos, ausência de estímulos para o trabalho em equipa. “Falta de oferta formativa adequada ou de condições de frequência da formação contínua a que todos têm direito e que é imprescindível para o seu crescimento profissional”. “A tudo isto se deve ainda juntar o crescimento das situações de indisciplina e até de violência em contexto escolar”, acrescenta.

“Fúria avaliativa, examinite aguda”
Lurdes Figueiral, presidente da Associação de Professores de Matemática (APM), faz uma avaliação sem panos quentes. A nota deste mandato não é apenas negativa, também é má. “Nuno Crato revelou, como era fácil de prever para quem o conhecia para além das parangonas dos jornais, a sua incompetência para gerir a pasta da Educação, uma vez que não tem qualquer preparação específica ou conhecimento das questão educativas reais, tendo-se construído com base em preconceitos que soube passar para a opinião pública com um discurso populista e cheio de generalidades que não correspondiam a uma análise sólida e com conhecimento de causa da realidade da Educação no país e no estrangeiro, limitando-se a ir ao encontro dos lugares comuns mais básicos e primários”, afirma.

Falta de preparação técnica especializada e obstinada ideologia “muito retrógrada”, em relação aos fins da escola e da educação, também entram no rol das críticas. Lurdes Figueiral lista uma mão cheia de medidas que, na sua perspetiva, “devastaram a educação em Portugal nestes quatro anos e cujas consequências desastrosas ainda não vemos inteiramente mas que, a não ser rapidamente invertidas, irão provocar danos que demorámos décadas a construir”. Começa pela seleção nas e das escolas que começou com os rankings e que “atingiu requintes da mais pura discriminação e pressão sobre os professores com a sinistra fórmula que atribui mais créditos horários às escolas com melhores resultados, numa combinação duplamente maquiavélica de resultados de exames e avaliação atribuída pelos professores”. A isto, acrescenta a falta de apoios necessários para os alunos com mais dificuldades.

Mega-agrupamentos, mega-turmas, mega-horários dos professores, mega-trabalho burocrático com “trágicas” consequências. “O enxovalhamento dos professores à custa das PACC, das precárias condições de vínculos laborais para uma grande parte e de trabalho para todos – aqui é de justiça salientar que as medidas que iniciaram esta hecatombe se deveram a Maria de Lurdes Rodrigues com a abertura à construção dos mega-agrupamentos, do novo modelo de gestão das escolas, da avaliação dos professores e das alterações profundas feitas no Estatuto da Carreira Docente”.

“A fúria avaliativa e a examinite aguda” marcam, em seu entender, o mandato de Nuno Crato. Exames para alunos, exames para professores. E tendência para “converter a aprendizagem em treino para executar tarefas mensuráveis desvalorizando o desenvolvimento de capacidades cognitivamente mais fortes do que a mera memorização e reprodução, convertendo a escola num conjunto de mecanismos fortemente e precocemente seletivos e segregadores com instituição prematura de percursos duais”.

Há também as alterações curriculares que, em seu entender, foram feitas “apressadamente e atabalhoadamente, sem se basearem em qualquer avaliação dos programas em vigor e sem suporte teórico que as valide, transformando os programas em numerosas listas de metas impraticáveis que fragmentam e descontextualizam as aprendizagens”. Lurdes Figueiral lembra o caso das mudanças nos programas do Ensino Básico de Matemática e de Português, que tinham programas homologados. Neste ponto, fala em “consequências em termos de desperdício na formação de professores e no seu empenho perante esse desafio, na produção de estudos e acompanhamentos, na elaboração de manuais, na credibilidade de quem foi envolvido neste turbilhão”.

Um mandato que produziu um clima de divisão, de desconfiança, de enviesamento. “Medidas legislativas e propostas de programas que surgiam em inícios de interrupções letivas ou em períodos de dificuldade para a mobilização dos professores para o debate – época de exames, por exemplo. Medidas que ora eram, ora deixavam de ser – veja-se a saga do Inglês no 1.º ciclo do Ensino Básico. Argumentos falaciosos e juízos de valor – basta ler alguns dos despachos saídos do seu Ministério, como o da revogação do programa de Matemática do ensino básico e 2007. Faltas à verdade, períodos de ‘debate’ que foram meras simulações – estou a pensar nos ‘debates’ sobre os programas de Matemática para o Ensino Básico e do de Matemática A, que são os casos que conheço”. Memórias que Lurdes Figueiral gostaria de esquecer rapidamente. Realidade que espera se corrijam atempadamente.

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“Animação, hoje é sexta!” (Hell-Bent for Election… porque é tempo de eleições)

… e hoje, de animação, obrigatório divulgar uma histórica, sobre eleições e campanha eleitoral. Chama-se Hell-Bent for Election e foi realizado em 1944 pelo famoso Chuck Jones.

Produzido pela United Productions of America (conhecida na altura por “Industrial Films”), este filme de animação é um filme de campanha alegórico, concebido para apelar ao voto no candidato democrata Franklin D. Roosevelt que é retratado por uma moderna locomotiva ao contrário da do seu adversário o republicano Thomas E. Dewey que é retratado como uma velha locomotiva a vapor…

A não perder. Se quiserem perceber melhor, basta ver o filme e percorrer com uma leitura atenta a sinopse completa do filme na página do youtube onde está o filme.

Bom fim de semana!

 

 

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Lista de Docentes com Qualificação Profissional para o Grupo 120

Muito tarde saiu esta lista e onde constam muitos docentes que não puderam candidatar-se ao concurso interno/externo e à Mobilidade Interna e à contratação Inicial.

 

 

Lista de docentes com qualificação profissional para a docência certificada ao abrigo do Despacho n.º 2384-A/2015

 

* Esta lista identifica os docentes cujas qualificações profissionais para a docência no grupo de recrutamento 120 – Inglês (1.º ciclo do ensino básico) foram certificadas por despacho da Diretora-geral da Administração Escolar proferido ao abrigo do Despacho n.º 2384-A/2015, de 6 de março.
O procedimento de certificação da qualificação profissional para a docência no grupo de recrutamento 120 é aplicavel aos docentes abrangidos pelo disposto no artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro, conjugado com a Portaria n.º 260- A/2014, de 15 de dezembro.
Destina-se aos docentes profissionalizados dos grupos de recrutamento 110 (1.º ciclo do ensino básico), 220 – Português e Inglês (2.º ciclo do ensino básico) e 330 – Inglês (3.º ciclo do ensino básico e ensino secundário) que comprovarem ter obtido formação certificada no domínio do ensino de Inglês no 1.º ciclo do ensino básico e ter completado um ano de experiência de ensino de Inglês no 1.º ciclo do ensino básico adquirida no âmbito da Oferta Complementar ou das Atividades de Enriquecimento do Currículo.
Esta lista não integra os docentes que não precisam de certificação das suas qualificações profissionais porque possuem as habilitações mencionadas no n.º 1 ou no n.º 2 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro.

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“4 anos de Nuno Crato : balanço” – notícia educare.pt

O balanço tem dois pratos. Inglês no 3.º ano, colocação de assistentes operacionais, portal Infoescolas, coadjuvação no 1.º ciclo, mais psicólogos, escolas com melhores condições, estão no lado positivo. Turmas com mais alunos, prova de avaliação para professores contratados, exames nacionais nos primeiros níveis de ensino, processo de municipalização, cortes no investimento, mais mega-agrupamentos, surgem no prato negativo.

Quatro anos de Nuno Crato, quatro anos de alterações no sistema educativo. O ministro da Educação estará de saída do Governo e já afirmou publicamente que o fará de consciência tranquila. Com eleições à porta, é tempo de balanço. O EDUCARE.PT destaca o que mudou nas escolas, nos procedimentos, no dia a dia de alunos e professores, e recolhe opiniões de quem segue de perto os passos dados nesta área. Há críticas e elogios. Os aspetos negativos pesam mais nesta balança.

O que mudou nestes quatro anos? Os professores contratados com menos de cinco anos de serviço têm uma prova de avaliação de conhecimentos e capacidades que condiciona o seu acesso à carreira. Os alunos do 4.º e 6.º anos de escolaridade têm exames nacionais de Matemática e Português que contam para nota. Há novos programas e novas metas curriculares. As disciplinas mais direcionadas para a cidadania, como Formação Cívica, Estudo Acompanhado e Área de Projeto, desapareceram dos horários. E a carga letiva de outras matérias consideradas estruturantes como Português e Matemática foi reforçada.

Os exames de Inglês obrigatórios para os alunos do 9.º ano surgiram no calendário escolar e o Inglês passou a ser uma disciplina curricular a partir do 3.º ano de escolaridade, ganhando peso no 1.º ciclo. Em 2014, Nuno Crato lançou o portal Infoescolas que dá acesso a informação estatística do sistema de ensino, bem como ao percurso individual de cada aluno, entre outros dados. Criou os cursos vocacionais para alunos a partir dos 13 anos que tenham chumbado duas vezes no mesmo ciclo de escolaridade. Um sistema que chegou às escolas públicas no ano letivo de 2012/2013 com uma experiência-piloto que envolveu 13 escolas e 280 alunos. No ano letivo passado, cerca de 25 mil alunos frequentavam estes cursos.

O ministro da Educação também mexeu no acesso à profissão docente. Aumentou a duração dos cursos de Educação Básica e quem se candidatar a essas formações, em 2017/2018, terá Português e Matemática como provas de ingresso. Os números mostram uma diminuição do número de professores nas escolas e uma enorme redução de investimento que a Educação perdeu ao longo dos últimos quatro anos. Contas feitas, menos 1,73 mil milhões de euros, ou seja, 23,9% da verba disponível em 2010.

Há menos professores nas escolas. Paula Carqueja, presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), sabe disso e não tem dúvidas de que as alterações no sistema de ensino terão impacto na vida de alunos e professores. Vê estudantes preocupados em estudar para as provas de avaliação e “professores mais tristes, mais desvalorizados, mais cansados, sempre preocupados com os seus alunos, mas sem saberem o que mudará amanhã na Educação”.

A presidente da ANP destaca, em primeiro lugar, as medidas positivas que Nuno Crato e a sua equipa protagonizaram em quatro anos de mandato. Desse lado, coloca a correção de erros detetados em anos anteriores, que permitiu que os concursos de docentes decorressem atempadamente e que este ano letivo tenha começado de forma tranquila; a obrigatoriedade do Inglês no 3.º ano de escolaridade; a coadjuvação no 1.º ciclo do Ensino Básico; a recente colocação de assistentes operacionais nas escolas; e a recente organização curricular que, na sua opinião, “permitiu uma gestão mais organizada dos currículos”. O ensino vocacional e profissional também fica na parte positiva. “Mas aqui, ainda há um ‘mas’, na medida que ainda está em fase experimental. Teremos que fazer uma avaliação para verificarmos se o modelo implementado se ajusta ao nosso país.”

O lado negativo tem mais itens, mais observações. A ANP sempre contestou a prova de avaliação dos professores contratados, não considera uma boa medida do atual Ministério, e continua a defender a sua eliminação. O aumento do número de alunos por turma, o processo de municipalização sem envolver os professores – “um processo que começou pelo telhado, quando deveria ter o seu início a partir da base envolvendo professores e estruturas representativas da educação” -, a alteração do horário dos docentes do 1.º ciclo e a não contagem como tempo letivo a vigilância e acompanhamento dos alunos nos recreios, e ainda os conteúdos que deixaram de ser prioritários na Educação Sexual, estão na parte negativa.

As provas finais de avaliação nos 1.º e 2.º ciclos não são bem-vindas. Não deviam existir. A ANP defende que a “avaliação contínua e a avaliação formativa são muito mais relevantes e importantes num processo de ensino-aprendizagem e de construção de conhecimento, do que qualquer tipo de prova final de avaliação”. “A definição de metas curriculares demasiado extensivas e exigentes não beneficia o processo de aprendizagem, na medida em que não há uma correspondência lógica entre a idade cronológica dos alunos e os conteúdos a trabalhar e aprender”, refere Paula Carqueja. “A avaliação dos alunos passa pelo cumprimento de todas as metas curriculares estipuladas em cada disciplina, como de uma check list se tratasse, condicionando a transição do aluno”, acrescenta. A alteração curricular no ensino tecnológico, artístico, educação visual, educação musical, a diminuição de verbas, ou seja, tudo o que diga respeito às artes e à cultura dos alunos é, em seu entender, “por de mais penalizante e terá repercussões futuras”.

A “dança legislativa”
Para César Israel Paulo, presidente da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC), o mandato de Nuno Crato deixa marcas profundas na educação pública portuguesa. Na sua opinião, houve um “retrocesso de tal ordem que demorará muito tempo até que o sistema possa recuperar das alterações por si levadas a cabo e pela sua equipa técnica e política”. “Nuno Crato é, sem sombra de dúvida, um homem de imagem afável, mas que deixa a Educação num estado verdadeiramente complexo, desregulado, e com uma imagem de parente pobre junto da sociedade”, comenta.

É um ministro que, em seu entender, pouco promoveu o debate sobre as pastas que tutelou, que não proporcinou o esperado avanço na qualidade do sistema público de Educação, que aumentou as desigualdades na sua regulação aos mais variados níveis, que reduziu o orçamento do seu Ministério. “Foi, sem dúvida, um dos ministros que ao longo do seu mandato mais perderam a confiança dos portugueses, nomeadamente dos professores, dos pais e encarregados de educação, assim como dos próprios estudantes”.

O presidente da ANVPC recorda as alterações legislativas que afastaram dezenas de milhares de professores das escolas, na sua maioria contratados, e uma reforma curricular que não aumentou a qualidade do sistema e que incrementou a dispersão disciplinar. “Veja-se que apesar de deixar a marca positiva da vinculação aos quadros de cerca de 4000 docentes contratados, fê-lo através de normativos que aprofundaram desigualdades e injustiças no acesso à profissão e cujos impactos perversos (diretos e colaterais) dificilmente algum dia serão reparáveis”, recorda. E as metas curriculares colocadas em marcha, sublinha, “levantaram alvoroço na esmagadora maioria das associações profissionais e científicas, e nos professores, tal é, muitas das vezes, a sua desarmonia com os programas das disciplinas e a sua inadaptação às exigências contemporâneas”.

A colocação de professores merece-lhe naturalmente algumas observações. “Apesar de ter elegido a administração educativa como um dos seus principais eixos de ação, promoveu um total desajustamento no sistema, nomeadamente no de colocações de professores, que só poderá ser definitivamente resolvido com o fim desta modalidade de concurso de Bolsa de Contratação de Escola, e com a criação de um modelo estável e duradouro, que resolva os principais problemas dos professores e das escolas”. César Israel Paulo diz que o país necessita de uma equipa ministerial que “acarinhe e respeite a educação” e que promova “uma obrigatória estabilidade no sistema, garantindo a reconquista da confiança dos alunos, dos professores, dos pais e encarregados de educação, dos assistentes técnicos e operacionais, e de todos os restantes elementos das comunidades educativas”. “Urge, sem dúvida, reformar para estabilizar, uma vez que o sistema não mais aguenta a ‘dança legislativa’ de que foi alvo”, remata.

Investimento e não despesa
Filinto Lima, vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e diretor do Agrupamento de Escolas Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, reconhece que Nuno Crato foi ministro numa altura complicada, com a chegada da troika ao país. A Educação acabou por ser sacrificada e, na sua opinião, o Ministério das Finanças desprezou esta área estruturante e importante para o futuro de todos. “Viu quase sempre nos gastos com a Educação uma despesa, não percebendo que se tratava de um investimento”. “Isso prejudicou a ação do Ministério que, aliado ao facto de ser independente e não pertencer ao aparelho, em nada o ajudou nas ideias que, julgo, tinha para a área que abraçou.”

Do lado negativo, Filinto Lima coloca o aumento do número de alunos por turma, a criação de mega-agrupamentos, uma autonomia que não saiu do papel nem da retórica dos discursos, a diminuição da verba disponível para a Educação que, desde 2010, perdeu 23,9%. “Ou seja, os cortes passaram o músculo, chegando mesmo ao osso!” No calendário escolar, há vários reparos. Aulas que este ano começaram mais tarde, quando as escolas privadas começaram cerca de duas semanas antes. Provas finais do 4.º e 6.º anos que se realizam em dois dias de aulas do 3.º período, “impedindo as escolas onde se realizam, normalmente as escolas EB2,3, de disponibilizarem salas para esses dias aos alunos que normalmente as ocupam, tendo que ficar em casa”. “Tirando este ano, o MEC não deu grandes ouvidos ao ‘povo’ (diretores, professores…)”, acrescenta.

Nos factos positivos, estão várias mexidas como a introdução do Inglês no 3.º e 4.º anos de escolaridade, a atribuição às escolas de 2822 contratos para assistentes operacionais, o aumento do número de psicólogos e outros técnicos nas escolas, “embora ainda distante do rácio da União Europeia”, e a atribuição de alguma autonomia curricular para as escolas com contrato de autonomia e TEIP.

Balanço feito, Crato não se sai muito bem na fotografia. “Julgo que Crato foi uma enorme desilusão para muitos professores – criaram enormes expectativas, tendo em conta as suas posições na televisão, os seus livros… – que aplaudiram a sua entrada no MEC, com grande expectativa e esperança. A sua ação, condicionada pelas circunstâncias que já referi, teve muito por base aspetos economicistas que, não devendo ser desprezados, não deveriam merecer tanta importância de quem manda, uma importância muitas vezes cega de um Ministério das Finanças, essencialmente, que desprezou e maltratou a área mais importante de todas: a Educação”, conclui.

Escolas com melhores condições 
A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) vê melhorias no sistema educativo nas últimas décadas. Escolas com melhores condições, acesso para todos, Inglês no 1.º ciclo, escolaridade até aos 18 anos, mais jovens nas universidades e com melhores habilitações. Falta, no entanto, evoluir no método pedagógico de forma a envolver mais crianças e jovens. “O que se tem feito nos últimos anos pouco altera esta situação”, observa Jorge Ascenção, presidente da CONFAP. “Evoluiu-se de forma tímida e confusa na autonomia das escolas que, em alguns casos, até gerou receio nos diretores escolares”, comenta.

Os pais querem que o serviço público evolua. “Os resultados não evidenciam melhoria significativa, a escola não está mais integrativa (sendo global), o abandono e o absentismo evoluíram pouco e transferiram-se para dentro dos espaços escolares, não se apercebe a intervenção precoce, ao nível do pré-escolar e do 1.º ciclo, ainda que algumas situações sejam sinalizadas, as famílias sentem mais dificuldades para garantir aos seus filhos as condições de recursos essenciais ao estudo, mesmo no âmbito da educação especial”, refere o responsável.

A oferta educativa não responde, em muitos casos, às expectativas das famílias. A autonomia das escolas está, em grande medida, condicionada. A substituição de professores ainda é um processo que demora e quando a colocação de docentes se atrasa há alunos que ficam sem atividade letiva. E a aposta na formação de alunos tem vindo a diminuir. “Mais do que fazer ‘remendos’ é necessário reformar verdadeiramente o sistema educativo português. Mas só valerá a pena reformar se formos capazes de alcançar um compromisso político de longo prazo, que permita a sustentabilidade das políticas educativas e a estabilidade do processo a desenvolver.”

A CONFAP insiste na reanálise do atual modelo de gestão das escolas, no debate de um modelo focado na qualidade pedagógica e em que as famílias tenham um papel mais interventivo. “É preciso proporcionar respostas sociais e laborais adequadas de apoio à família para apoiar e incentivar os jovens na constituição de família e consequente combate ao decréscimo da natalidade.”

É preciso dignificar e honrar a profissão de docente, pela sua formação e condição de profissão. “Também ao nível da avaliação não fomos capazes de evoluir de uma cultura da nota e da segregação para uma cultura de certificação e de melhoria dos processos de aprendizagem. Uma avaliação que antes de ser corretiva seja essencialmente preventiva”, avisa Jorge Ascenção. É igualmente necessário repensar o modelo de acesso ao Ensino Superior que, para a CONFAP, “apresenta-se como um fator de constrangimento à saudável aquisição de conhecimento e ao desejável desenvolvimento social dos jovens”. “As escolas estão, hoje, muito condicionadas pela necessidade de obter um resultado escolar quantitativo.”

As mudanças acontecem, a comunidade educativa tem de se adaptar. É importante refletir sobre a situação presente, aprender com o erro, duvidar de algumas certezas, e pensar em propostas para políticas educativas mais centradas nos interesses das crianças e dos jovens. “Alteram-se metas e programas, mudam-se currículos e criam-se novos cursos profissionais, fazem-se ajustes no plano do ano letivo, sem deixar que as escolas e a Educação atinjam uma necessária estabilidade”. “O país exige vontade política e coragem de decisão para uma verdadeira reforma que faça emergir a escola para o século XXI e promova um novo paradigma da Educação”, defende o responsável.

A CONFAP tem vindo a defender a igualdade de oportunidades para todos e, por isso, chama a atenção para a falta de apoio nos transportes e para a necessidade do reforço alimentar durante as pausas letivas. Defende um currículo escolar e educativo que contribua para o desenvolvimento integral do indivíduo. “Estagnámos, se não regredimos, no percurso de uma escola integrativa, pela ausência das expressões nos currículos e dos meios de recursos que possibilitem às escolas um trabalho de acordo com os ritmos de aprendizagem de cada um. Piorámos a qualidade das Atividades de Enriquecimento Curricular.”

“Alcançámos uma escola para todos, mas ainda estamos longe de uma escola de todos”. Jorge Ascenção sustenta que o combate ao insucesso, ao absentismo e ao abandono tem de evoluir e ser mais eficaz. Na sua opinião, é necessário debater uma alteração de paradigma que permita e exija às famílias o acompanhamento dos seus filhos até à idade da adolescência, inclusive, e que se reforce a política de cooperação entre as escolas e os Centros de Atividades Ocupacionais (CAO), dirigidos a jovens com deficiência a partir dos 16 anos.

Fonte: http://www.educare.pt/paginasespeciais/legislativas2015/noticias/pecanunocratobalanco1/detailpecanunocratobalanco1/

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A Bem do Sucesso Escolar

 

 

Depois de acompanhadas por duas professoras ao longo de um ano, as crianças ficaram a saber, nos últimos dias, que, afinal, não transitaram de ano porque estavam em situação ilegal.

 

 

 

Tudo começou em 2014, quando a escola do 1.º ciclo de Monsanto, concelho de Idanha-a-Nova, acabada de inaugurar, foi encerrada pelo Ministério de Educação. Sem outros recursos, os pais pediram ao agrupamento escolar de Idanha que lhes fosse atribuída a possibilidade de optarem pelo ensino doméstico. A autorização não foi concedida, mas, ainda assim, as crianças não foram à escola durante o último ano lectivo.

Depois de acompanhadas por duas professoras ao longo de um ano, as crianças ficaram a saber, nos últimos dias, que, afinal, não transitaram de ano porque estavam em situação ilegal. Acabaram por chumbar por faltas injustificadas.

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Do Horário De Trabalho

 

Às onze e picos da noite a solicitarem-me, por e-mail, para fazer?

Era só o que faltava!

Não haverá Ordem?

 

Este poste é do

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Programas eleitorais… MPT…

Linhas gerais do MPT…

 

O Conhecimento é hoje, mais do que nunca, um factor crítico para a promoção da igualdade e desenvolvimento das sociedades. As formas de acesso ao Conhecimento alteraram-se de forma significativa ao longo dos últimos anos, sendo necessário promover novos métodos de aprendizagem e recentrar a Educação e Formação. O Conhecimento não tem fronteiras.

Assumimos como princípios fundamentais do Partido da Terra – MPT:

  • O Conhecimento é factor fundamental para o desenvolvimento da nossa Gente e da competitividade da nossa Terra, motivo pelo qual as políticas de Educação deverão resultar de compromissos de longo prazo ratificados por todos os cidadãos;
  • O acesso a uma Educação de qualidade deve ser gratuito e universal e capaz de preparar as pessoas para serem profissionais competentes e cidadãos activos;
  • A Escola deve ser pensada em função do Aluno e das suas competências, valorizando não apenas os resultados do saber mas também o esforço e a aplicação do saber em actividades complementares que poderão contribuir para o seu desenvolvimento como pessoa e cidadão;
  • O Professor deve ser valorizado como catalisador do conhecimento bem como dinamizador da aprendizagem. Uma Escola de qualidade só é viável com Professores de qualidade, sendo necessário garantir o seu direito à formação contínua;
  • A formação ao longo da vida deve ser incentivada como factor fundamental de eliminação de assimetrias, sociais ou locais, e a valorização do esforço e do mérito individual;
  • A Investigação e a Ciência devem ser valorizadas de forma a contribuírem para os esforços de desenvolvimento universal das sociedades, designadamente as iniciativas que valorizem os recursos da nossa Terra e as competências específicas da nossa Gente;
  • A gratuitidade da educação pré-escolar;
  • O combate ao abandono escolar e a necessidade de promover incentivos para alunos e famílias;
  • O incentivo à frequência do ensino superior, garantindo redes de financiamento e apoios ao regime de trabalhador-estudante;

• A infoinclusão e as competências digitais como forma de redução de desigualdades sociais e intergeracionais

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Evolução da Mobilidade Interna

Dos Colocados

 

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Dos Não Colocados

 

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619 Docentes Contratados Colocados na RR4

De acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.

A lista colorida após a RR4 já está em andamento.

 

 

 

 

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583 Docentes Retirados na RR4

Foram 583 os docentes que após a publicação da Reserva de Recrutamento 4 estão retirados das listas da Reserva de Recrutamento.

A larga maioria continua a ser retirado por obtenção de uma colocação em Bolsa de Contratação de Escola.

 

retirados RR4

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Reserva de Recrutamento 4

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados e Lista de Colocação Administrativa de Docentes de Carreira – 4ª Reserva de Recrutamento 2015/2016

 

Mobilidade Interna – ano escolar de 2015/2016

Contratação – ano escolar de 2015/2016

Lista definitiva de retirados – Consulte

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Da Gulosice

… em amealhar uns bons trocados com estas máquinas nas escolas.

E muitos destes “trocos” apenas existem para fazer face a algumas despesas de funcionamento das escolas que não são suportadas pelo MEC.

 

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Capa do Diário de Notícias (01-10-2015)

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E Quem Tem Razão?

A aplicação, a escola, a segurança social, o IEFP?

 

Ou todos terão razão e as leis actuais não se coadunam com a retroacção de um contrato?
Fica aqui um e-mail enviado para a DGAE por uma colega colocada na RR3 e onde a plataforma indica que o contrato tem início ao dia 1 de Setembro.

 

Fui colocada na RR3, no passado dia 24 de setembro, tendo aceite a colocação no dia 25. Dirigi-me à escola e depois ao IEFP, a fim de cancelar a inscrição, e foi-me dito para colocar a data de início de funções de 1 de setembro, pois era o que aparecia na plataforma.
Acontece que a escola comunicou à Segurança Social a data de 25 de setembro como início de funções.

Se a data de início de funções é realmente a de 1 de setembro, então a escola deverá pagar desde esse dia e comunicar à Segurança Social a data correta, é assim?

Se não for assim, então como podemos estar inscritos no IEFP e, ao mesmo tempo, já ter iniciado funções? (dirigi-me lá e eles pediram algum tipo de esclarecimento para poderem corrigir a data para dia 25…)

Para que a data correta seja a de início de funções, não pode ser a de 25, mas a de 1 e isso requer o pagamento pela escola, pois o subsídio de desemprego terá de ser reposto. Ou será a de 25 e perdemos tempo de serviço e todos os procedimentos inerentes à colocação retroativa a 1 de setembro, como a possibilidade de recondução, cairão por terra?”

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O Novo Banco dos contribuintes

(…) Nacionalizadíssimo, caso ainda houvesse dúvidas. Diferente da solução do BPN my ass.

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Governados por uma Máfia

Nunca ninguém sabe de nada: cegos, surdos e mudos…

 

(…) É um truque contabilístico, mas custou dinheiro real. Os auditores não repararam, o Governo só assumiu a falha um ano depois, e a Procuradoria-geral da República (PGR) ainda está a investigar o que se passou. No fundo, não há nada de muito complicado neste novo “buraco” de 107 milhões de euros que o Estado teve de cobrir no BPN. Basta seguir o dinheiro…

O fundo imobiliário Homeland, de que Duarte Lima era o mais notório accionista, devia ao BPN 47.149.123 euros. No balanço do BPN de Dezembro de 2011, calculava-se que metade desse valor, 23.574.561, fosse irrecuperável. Por isso, o banco estimava perder metade do que emprestou, declarando 50% de “perda por imparidade”. As contas foram fechadas, auditadas, aprovadas. Porém, um mês antes da venda ao BIC, este e outros créditos foram alvo de uma mudança substancial. O fundo Homeland passou a ter uma “taxa de perda” de apenas 25%. E foi com base neste valor que uma empresa pública, a Parvalorem, criada em Fevereiro desse ano para “absorver” os valores mais complicados de cobrar, comprou o crédito ao BPN. Mais caro. Exactamente 11.787.281 euros mais caro do que previam as contas oficiais.

Tudo isto aconteceu quando o BPN já era, na prática, do BIC. Funcionários incluídos. Quer o administrador, quer o técnico que fizeram esta reavaliação já sabiam, desde Janeiro, que iriam ser contratados pelo banco privado. A mudança de valores ocorreu imediatamente antes da venda do banco ao grupo luso-angolano, em 30 de Março de 2012. Mais exactamente, no mês anterior à assinatura do contrato de venda, no dia 9 de Fevereiro.

Há vários exemplos como o do fundo de Duarte Lima. As diferentes empresas do universo de Fernando Fantasia (amigo de infância do Presidente Cavaco Silva) como a Domurbanis, a Paprefu e a Opi 92, também viram as perdas previstas dos seus créditos reduzidas em sete milhões de euros (exactamente: 7.008.038 €). Foram sete milhões que o Estado pagou a mais ao BIC. Tal como os 13 milhões que pagou a mais pelos créditos devidos pela Aprigius, de Aprígio Santos, empresário do sector imobiliário da Figueira da Foz. Neste caso concreto, a “imparidade” baixou de 50% para 30%. Mas esse valor é apenas a ponta do icebergue. A última avaliação conhecida, de 2015, garante que, afinal, o risco de incumprimento deste crédito é de 85% – a Parvalorem comprou um crédito que vale menos de 10 milhões de euros por 46 milhões.

O total destas “imparidades” recalculadas ascende a 107 milhões de euros. O BIC pagou quando comprou o BPN menos de metade deste valor: 40 milhões de euros. Pelo banco todo… O movimento no valor das “imparidades” não mexeu apenas no valor pago pela Parvalorem ao BIC. Houve acertos também nos créditos do BPN que o BIC manteve na sua carteira – de sentido contrário. Créditos que tinham taxas de imparidade de 50% e passaram a ter de 75%, isto é, passaram a ser mais baratos. Tudo isto tem implicações no valor real dos activos, quer do BIC, quer da Parvalorem. Além do valor nominal de cada crédito há ainda a considerar o efeito que este cálculo tem na negociação futura com os devedores. “A negociação ficou muito mais difícil para a Parvalorem, que adquiriu os créditos com imparidades sobreavaliadas, optimistas, que em muitos casos, como o Homeland eram perfeitamente impossíveis de atingir”, explica fonte da Parvalorem.(…)

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Paulo Guinote: Um ministro para todas as estações

(…) Pedem-me que escreva sobre o perfil de um próximo ministro da Educação (vou por agora deixar de parte a Ciência e o Ensino Superior, que merecem pasta própria), o que é uma missão que tem tanto de tentador quanto de temerário em alguém que leva muitos anos de críticas cerradas à maior parte da ação dos titulares da pasta. Será que, após tanto tempo a ver tudo tão negativo, há espaço e disponibilidade para pensar a função ministerial no setor da Educação por um prisma positivo?

Certamente que sim e deste modo a tentação vence o bom senso, pelo que apresento em seguida alguns pontos que considero fundamentais, na dupla qualidade de encarregado de educação e professor que quer para a sua educanda apenas e tão-só o que deseja para os seus alunos, num ministro da Educação que encare o seu cargo como um serviço ao seu país, que transcenda os limites de um calendário eleitoralista, que esteja ao serviço de princípios fundamentais de solidariedade e coesão nacional e que seja impermeável aos grupos de pressão que cada vez mais condicionam, ou dirigem a partir de fora, muitas da decisões políticas no setor.

Comecemos pelo que muitos considerarão o fim, ou seja, pelo tipo de relação que o ministro deve estabelecer e manter com aqueles que são os responsáveis pela implementação com sucesso de qualquer reforma educacional a sério: os professores, a quem a última década deixou fortíssimas marcas de desconfiança e desafeição em relação à tutela política, tanto pelo perfil autoritário daqueloutra ocupante da 5 de Outubro como pela postura indiferente do atual.

Qualquer futuro ministro da Educação deve procurar, por todos os meios, recuperar a confiança dos professores que trabalham quotidianamente nas escolas, por forma a mobilizá-los para a sua missão sem ser apenas através da imposição de normativos ou do seu amesquinhamento público, no sentido de os condicionar perante a opinião pública e publicada e os obrigar a fazer aquilo em que não acreditam. Essa mobilização passa pela sua revalorização profissional e material, após uma década de acelerada proletarização e precarização, associada a um envelhecimento do corpo docente em exercício e a uma desmobilização dos jovens candidatos à profissão, mas também pela promoção de um sentido de união e comunhão de objetivos do topo até à base, sem procurar dividir para reinar, colocando professores contra professores, diretores contra dirigidos, contratados contra “efetivos”, quadros de zona contra quadros de escola, professores de um ciclo contra professores de outros ciclos ou mesmo promovendo a desunião dentro de grupos profissionais ou áreas académicas, favorecendo os que se deixam seduzir mais facilmente pela colaboração e os que a ela resistem.

Sem esse sentimento de união, de partilha no processo de tomada de decisão a nível de escola ou central, sem a recuperação de um espírito de colaboração entre todos, as escolas podem tornar-se “unidades orgânicas” mais “eficazes” mas a sua identidade organizacional específica, a sua “alma”, continuará num processo de erosão e desagregação que a macrocefalia da rede escolar e a cada vez menor proximidade entre os órgãos de gestão, a sala de professores e as salas de aula, ajudaram a desenvolver neste século. Um futuro ministro não pode encarar os professores como adversários políticos a abater ou como peças indiferenciadas de uma engrenagem regulada por fórmulas matemáticas.

Mas um futuro ministro deve ter também, e muito especialmente, em conta que o seu cargo se destina a tomar decisões que sirvam para que os alunos das nossas escolas façam o seu percurso escolar nas melhores condições possíveis, não sacrificando os seus reais “interesses” – tantas vezes invocados em vão nas lutas políticas – aos interesses particulares de agentes presentes no chamado “mercado da Educação”. Assim como famílias e alunos merecem – e é seu direito – um serviço público de Educação de qualidade, que não promova o agravamento de desigualdades, seja entre ensino público e privado (puro ou em parceria), seja no seio da rede exclusivamente pública.

Os currículos não podem ser definidos por nichos académicos ou editoriais, as regras e critérios da avaliação, nomeadamente a externa, não podem mudar ao ritmo das eleições ou humores dos políticos em trânsito, as escolas não podem dividir-se em ricas e pobres conforme o poder de persuasão ou pressão de autarcas ou as amizades dos diretores no interior da máquina do ministério. Os materiais escolares no ensino “obrigatório, universal e gratuito” não podem ser obrigatórios, universais e com custo exponencial; as refeições escolares não podem ser contratualizadas pelo valor mais baixo cobrado, em regime de oligopólio ou mesmo monopólio em algumas zonas do país. Os alunos não podem ser tratados como mais uma variável numérica onde já encerraram pessoal docente e não docente.

Se de acordo com o(a)s sucessivo(a)s ministro(a)s da Educação, os alunos é que são a razão de ser do ministério e são o centro da Educação, os seus “interesses” não podem ser “defendidos” apenas quando se trata de os colocar artificialmente em oposição aos dos professores.

Não me parece que seja do interesse dos “alunos” ou das suas “famílias” (nas quais me incluo) que a Educação tenha passado a estar ao serviço de políticas que promovem de forma consciente e ativa o agravamento de um país assimétrico, socialmente injusto, a duas ou três velocidades, e em que os serviços públicos abdicaram de promover o desenvolvimento e batem em retirada após análise de rácios redutores de custo/benefício, legitimando o despovoamento e reforçando diversas centralidades macrocéfalas. Políticas que, para além disso, têm colocado o funcionamento das escolas ao serviço da desregulação dos horários laborais dos pais dos alunos.

Um futuro ministro da Educação deve preocupar-se em chegar à pasta com o olhar “limpo” de pré-soluções infalíveis, para as quais se encomendam estudos comprovativos; não pode ser um peão nos jogos de influências em torno da mesa do orçamento e deve exigir transparência e equidade a todos os estabelecimentos de ensino que pretendam ter verbas públicas, não fazendo exigências apenas às escolas que tutela diretamente e permitindo a opacidade às que subsidia.

Um futuro ministro da Educação não deve chegar deslumbrado por sê-lo ou disponível para aceitar uma qualquer equipa de secretários de Estado definida por jogos de poder partidários. Ou tem poder para escolher quem o vai ajudar ou não serve como ministro, não passa de um diretor-geral com mais ajudas de custo.

Um futuro ministro da Educação deve ter a cortesia de ouvir os que o antecederam, mas não tem a obrigação de lhes herdar os traumas ou fantasmas. Não deve, por exemplo, continuar a pactuar com a redução e desqualificação dos serviços ministeriais com medo de “monstros” no aparelho.

Em suma, um ministro da Educação deve ter orgulho em o ser, mas não por ver o seu nome associado a mais uma “reforma estrutural” ou por ter conseguido enormes conquistas estatísticas em matéria de “sucesso”. Deve ter orgulho, isso sim, em prestar um serviço ao seu país, sendo que o país não pode estar melhor, quando as suas crianças e os seus jovens não o estão e crescem numa sociedade mais desigual e injusta, em que a Educação é considerada um encargo financeiro e não um investimento com futuro. Em que os alunos não são tratados como futuros cidadãos.

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As AEC… de inicio de ano…

As AEC estão entregues a um número infindável de entidades…

Este ano, com o atraso que houve na abertura de concursos para os docentes que as leccionam, (triste e miserável fado o deles) reina a confusão de sempre.

Em muitas escolas do 1º ciclo, vulgo, agrupamentos inteiros, as ditas atividades ainda não tiveram inicio. Nuns, não há docentes contratados para o efeito e em “alguns” esse corpo docente ainda não está completo. A situação é sempre de lamentar e demonstra, mais uma vez, o interesse dos responsáveis em dar início ao ano letivo sem constrangimentos.sala

As consequências estão à vista e tornam a vida de todos num inferno. Os professores titulares de turma cumprem horários provisórios, asseguram horas que não são deles. As assistentes operacionais transformam-se em “guardadoras” de crianças durante esses horários, os Encarregados de Educação, refazem os seus planos para assegurar a hora de ir buscar as crianças à escola mais cedo… E os professores das AEC, a quem tanta falta faz o “miserável euro” advindo dessa atividade, continuam em casa a aguardar…

Outra realidade é a dos docentes, já a exercer que são colocados num dos diversos concursos a decorrer, numa escola “perto de si”, e abandonam as AEC na expectativa de um futuro melhor. São mais uns “dias” de interrupção, mais uns dias em que a escola a tempo inteiro se transforma em escola “parcial”…

Mas isto não interessa a ninguém…

O ano letivo era para começar sem sobressaltos. Até se adiou o início numa semana para que tudo começasse “sobre rodas”… Falta ar ao pneu e o veículo move-se devagar, arrastando-se encosta acima num movimento vagaroso como em outros anos…

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Programas eleitorais… PS…

Apresenta-se o programa do PS…

 

COMBATER O INSUCESSO ESCOLAR, GARANTIR 12 ANOS DE ESCOLARIDADE

 

A educação e a formação são alicerces essenciais para o futuro das pessoas e do país. A aposta na qualificação dos portugueses constitui um meio imprescindível para a valorização dos cidadãos, para uma cidadania democrática e para o desenvolvimento sustentável do país. Numa sociedade e economia baseadas na aprendizagem, no saber e nas qualificações, a educação é simultaneamente condição de empregabilidade e de competitividade e condição funda- mental para uma sociedade coesa e progressiva.

 

O governo PSD/CDS desenvolveu uma política educativa que abandonou os combates mais difíceis e mais urgentes: desvalorizou o combate ao insucesso escolar, que, depois de vários anos de melhoria, voltou a subir no ensino básico; desvalorizou o com- bate às desigualdades, enfraquecendo a função da escola pública para todos enquanto elemento de mobilidade social, enfraqueceu a qualidade do serviço público de educação, diminuindo a aposta na escola a tempo inteiro e as condições das atividades de enriquecimento curricular e empobrecendo o currículo reduzindo-o às disciplinas nucleares e desestabilizou funcionamento das escolas, nomeadamente na colocação de professores.

 

Para o PS a educação é um meio privilegiado de promover a justiça social e a igualdade de oportunidades. A nossa política educativa garantirá a igualdade de acesso de todas as crianças à escola pública e promoverá o sucesso educativo de todos, designadamente ao longo dos 12 anos de escolaridade obrigatória.

 

O PS assumirá, por isso, como principal prioridade da política educativa a mobilização da sociedade portuguesa para um combate sem tréguas ao insucesso escolar, que constitui um entrave à qualidade do ensino, à equidade, à aprendizagem e ao cumprimento da escolaridade obrigatória por todas as crianças e jovens. Esse combate deve envolver toda a sociedade, os diferentes departa- mentos governamentais, os pais, as escolas e as autarquias, num esforço continuado de aposta na resolução de um dos mais sérios entraves ao progresso na qualificação dos portugueses e na redução das desigualdades.

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Tudo corre sobre rodas…

O ano letivo teve inicio há quase duas semanas… e os relatos vão-se amontoando sobre um inicio de ano letivo sem sobressaltos…

Tudo corre como o “esperado”…  a novidade é o empurrar de culpas entre o MEC e o Agrupamento de Escolas…

 

in correio da manha

In “Correio da Manhã” de 29/09/2015

 

 

 

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O Estudo da Fenprof Sobre os Alunos NEE

Fenprof: escola está a ficar “perigosamente discriminatória” para crianças com NEE

 
A organização sindical diz que os “silêncios de pais e medos de professores permitem perceber que há muito mais” problemas, como a falta de apoios ou turmas com número excessivo de alunos.

 

 

 

Alguns números apresentados pela Fenprof aqui.

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Sobre a Não Aceitação

Fica aqui esta informação deixada na aplicação SIGRHE para que não restem dúvidas sobre o assunto.

Infelizmente conheço casos que por erro informático (ou má interpretação das regras) tenham sido penalizados por essa não aceitação, passando a vermelho nas listas da BCE e que se viram impedidos de ser colocados numa escola para acumulação.

Mas parece que esse problema foi mesmo pontual e que agora isso já não acontece.

 

 

Reitera-se a informação de que um candidato que esteja já colocado e se encontre ainda dentro do período experimental à procura de uma melhor colocação, não ficará penalizado por fazer uma “Não aceitação” , na aplicação eletrónica para lugares que não lhe sejam favoráveis. Para o efeito, tendo em vista a agilização do procedimento de notificação de outros candidatos, que ainda aguardam colocação, sugere-se que os mesmos procedam com celeridade à “Não aceitação” carregando no símbolo X.

Esta situação aplica-se:
– aos candidatos colocados que não pretendam denunciar a colocação, dentro do período experimental;
– aos candidatos que não pretendam aceitar um novo horário para acumular com o seu.

 

E tal como referi ontem, estas colocações duplicadas apenas devem ocorrer enquanto decorre o período experimental sobre a primeira colocação. E amanhã como passam os 30 dias de contrato sobre as listas de 28 de Agosto, quem ficou colocado na Contratação Inicial não deverá ser mais colocado em BCE para horários que não permitam a acumulação.

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