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Mai 01 2025
Este quadro apresenta o fluxo das candidaturas do concurso interno, sendo que na vertical podemos ver o grupo de recrutamento de provimento dos docentes e na horizontal os grupos para onde os docentes concorrerm em 2025/2026.
Como habitual, é no grupo 110 e no 910 que mais docentes pretendem sair dos seus grupos de provimento para outros grupos que também têm habilitação.
Tendo em conta que nestes dois grupos de recrutamento existem bastantes candidatos nas listas do concurso externo até poderia haver uma via verde para esta mudança de grupo, pois seria mais fácil encontrar substituição de lugar nos grupos 110 e 910 ao contrário de outros onde existe uma maior falta de candidatos.
Para analisarem melhor o quadro podem clicar na imagem para abrir em pdf.
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Mai 01 2025
por Pedro Alexandre Franco
Na manhã do dia 28 de abril, um fenómeno raro atravessou Portugal e Espanha: um apagão generalizado deixou cidades inteiras sem eletricidade. Casas, escolas, empresas e ruas mergulharam num silêncio abrupto, como se alguém tivesse desligado o mundo da tomada. De repente, os ecrãs apagaram-se, os sinais de trânsito deixaram de piscar e os telemóveis começaram a perder força… e, com eles, perdeu-se também uma certa ilusão de controlo que alimentamos todos os dias.
Curiosamente, vivi esse momento de uma forma diferente da maioria. Por opção, não tenho televisão nem internet em casa. Caminhar ao fim do dia é um hábito de sempre, e o silêncio tecnológico já faz parte da minha rotina. Ainda assim, aquele dia teve algo de especial. Não pelo que me faltou, mas pelo que ganhei.
Como professor de Educação Musical, encontrava-me a trabalhar com os meus alunos uma canção da Bárbara Tinoco — A Cidade. No refrão, repete-se: “A cidade são só luzes, a cidade são só luzes…” E, como se o universo quisesse sublinhar a ideia, as luzes apagaram-se mesmo. A reação dos alunos foi um misto de espanto e riso. A letra nunca soara tão literal. Foi um daqueles momentos em que a vida e a arte se tocam de forma surpreendente e poética.
Horas mais tarde, dirigi-me para outra aula com uma turma do 5.º ano. Na escola, sentia-se alguma confusão: como dar aulas sem computadores, projetores ou campainhas? Mas, ao entrar na sala, fui surpreendido por uma observação que levo comigo desde então. Os alunos disseram-me:
— Professor, para cantar e tocar não é preciso eletricidade!
E tinham razão! Fizemos música sem fios nem botões. Apenas com as vozes, as flautas, os corpos, a escuta e o prazer de estar ali. Foi, talvez, uma das aulas mais autênticas que já vivi.
No fim do dia, já em casa, saí para a minha habitual caminhada. A escuridão era densa, mas serena. Sem a poluição luminosa habitual, o mundo parecia outro. As ruas onde vivo, geralmente tranquilas, estavam agora cheias de vida: vizinhos à conversa, crianças a brincar, famílias inteiras na rua — como se o tempo tivesse recuado algumas décadas. E, de repente, percebi o mais espantoso: vi pirilampos. Sim, esses pequenos pontos de luz que julgava desaparecidos dançavam entre as ervas. E o céu — tão cheio de estrelas — brilhava como há muito não via.
Nesse dia, percebi que, às vezes, é preciso que tudo se desligue para que algo realmente se acenda. A ausência de eletricidade revelou-nos aquilo que tantas vezes esquecemos que está lá: a presença uns dos outros, o silêncio cheio de significado, os ritmos naturais do mundo, a beleza que não depende de cabos ou sinais.
Por isso, deixo aqui uma proposta que pode parecer ousada, mas é sincera: e se criássemos um Dia Nacional do Apagão? Um dia por semana — ou por mês — sem eletricidade, sem ecrãs, sem pressas digitais. Um dia para reconectar com o essencial: a voz humana, o céu estrelado, os sons naturais, o tempo vivido com presença. Um dia em que a cidade não seja só luzes, mas seja gente, verdade, contacto e atenção.
Porque talvez, só talvez, o que mais precisamos não é de mais energia… mas de mais tempo sem ela.
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Mai 01 2025
O próximo quadro apresenta os AE/ENA com 50 ou mais candidatos a querer sair dessa escola e os QZP com 100 ou mais docentes que pretendem sair dessa condição nesse QZP.
Quem tiver interesse em saber que escolas/QZP são estes basta consultarem a lista de códigos e QZP.

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Mai 01 2025
Neste concurso interno concorrem praticamente o mesmo número de docentes por tipologia de candidato:
Apenas 8 docentes em situação de LSVLD concorreram neste concurso.
Há mais docentes QA/QE a querer mudar de grupo de recrutamento:

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Mai 01 2025
Consulte lista https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20252026/cico_rosto.asp
De 30 de abril a 7 de maio de 2025 decorre o prazo para os candidatos colocados procederem à aceitação da colocação obtida.
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Mai 01 2025
Na lista Provisória de ordenação ao Concurso Externo de 2025/2026 existem 36.328 candidaturas validas, sendo que 7646 são de docentes em 1.ª prioridade, 7686 em 2.ª prioridade e 20.996 em 3.ª prioridade.
Retirando as candidaturas duplicadas existem 25.492 docentes em concurso no Concurso Externo.


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Abr 30 2025
Da lista de ordenação provisória ao concurso Interno existem 29.892 docentes que concorrem na 1.ª prioridade, ou seja, ao seu grupo de provimento.
7 Docentes em Licença sem Vencimento de Longa Duração, 14.926 docentes QA/QE e 14.959 docentes QZP.
Existem 3.158 docentes que pretendem mudar de grupo de recrutamento e estes concorrem também na segunda prioridade para esta mudança de grupo.

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Abr 30 2025
A publicação das listas provisórias deno dia de hoje antecipou em 9 dias a minha anterior previsão.
Apesar desta antecipação mantenho a data inicialmente prevista para a publicação das listas definitivas para o dia 20 de junho, mas também pode acontecer uma antecipação desta data, tal como aconteceu hoje.

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Abr 30 2025
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Abr 30 2025
De acordo com a Nota Informativa das Listas Provisórias:
A reclamação, prevista no n.º 1 do artigo 46.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março, decorrerá no prazo de cinco dias úteis, entre as 10:00 horas do dia 2 de maio e as 18:00 horas do dia 8 de maio de 2025 (horas de Portugal continental).
A aplicação da reclamação eletrónica dispõe de três opções, podendo os candidatos selecionar uma ou mais, de entre as seguintes:
a) Desistência da candidatura efetuada para o Concurso Interno ou para o Concurso Externo /Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento [Opção A];
b) Reclamar, Corrigir dados, Desistência parcial de opções de candidatura, desistência de Graduações do Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento [Opção B];
c) Reclamar da validação efetuada pela entidade de validação do Concurso Interno ou do Concurso Externo /Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento [Opção C].
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Abr 30 2025
Estão disponíveis para consulta as listas provisórias de ordenação, de exclusão e de retirados do Concurso de Educadores de Infância e de Professores dos Ensinos Básico e Secundário: ano escolar de 2025-2026.
Consulte a nota informativa.
LISTAS
https://www.dgae.medu.pt/noticias/conc-educ-inf-prof-ens-bas-e-secund-de-2025-2026
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Abr 30 2025
Decorre entre o dia 19/05 e o dia 13/06/2025 a fase de apreciação, seleção e adoção dos manuais escolares para 2025/2026.
Este ano serão adoptados novos manuais para todas as disciplinas do 2.º ano, para todas as disciplinas do 6.º ano, com exceção de Matemática e para as disciplinas de Matemática A, B e MACS do 11.º ano.
Ver aqui a Circular Conjunta DGE/ANQEP 2025

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Abr 30 2025
Informa-se que, atendendo à falha de eletricidade que se verificou no dia de ontem, o prazo para apresentação de recurso hierárquico no âmbito do Reposicionamento 2024 𝐟𝐨𝐢 𝐚𝐥𝐚𝐫𝐠𝐚𝐝𝐨 𝐚𝐭𝐞́ 𝐚̀𝐬 𝟏𝟖𝐡 (𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥) 𝐝𝐞 𝐝𝐢𝐚 𝟑𝟎 𝐝𝐞 𝐚𝐛𝐫𝐢𝐥 𝟐𝟎𝟐𝟓.
Para o efeito deverá aceder à plataforma SIGHRE> Situação Profissional > Recurso Hierárquico > Recurso.
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Abr 30 2025
O dia em que a luz foi abaixo parece ter-se vivido tranquilamente em todos os ciclos de ensino. Mas há quem aponte o dedo ao Governo por deixar o encerramento das escolas ao critério dos diretores.
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Abr 29 2025
A Federação Nacional da Educação (FNE) realiza no próximo dia 9 de maio de 2025, uma Sessão Pública, em forma de mesa redonda, com partidos políticos, em que estes apresentarão os seus compromissos essenciais para a próxima legislatura, na área da Educação.
Com o tema “As Apostas na Educação”, a sessão decorre entre as 15h00 e as 18h00, presencialmente na sede do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN), na Rua Costa Cabral, 1035, no Porto, e online através do Canal de Youtube da FNE (http://www.youtube.com/@FNE82).
No contexto das eleições legislativas convocadas para o próximo dia 18 de maio de 2025, a FNE entende ser de particular relevância proporcionar um espaço de apresentação e debate das propostas que os diferentes Partidos Políticos pretendem submeter à consideração do eleitorado, em especial no que respeita à Educação, área de reconhecida importância estratégica para o desenvolvimento sustentável da nossa sociedade.
Estão confirmados no momento os seguintes nomes representantes de partidos:
| Rafael Tormenta | – Candidato do Bloco de Esquerda na lista do Porto | |
| João Almeida | – Em representação do CDS-PP | |
| José Carvalho | – Em representação do Grupo Parlamentar do CHEGA | |
| Matilde Rocha | – Assessora parlamentar para a área da Educação e candidata pelo círculo eleitoral do Porto | |
| Pedro Alves | – Em representação do Grupo Parlamentar do PSD | |
| Porfírio Silva | – Candidato a deputado pelo círculo eleitoral do Porto. |
A FNE aguarda as respostas dos restantes Partidos para esta mesa redonda, que é uma oportunidade que a Federação oferece aos partidos para que possam apresentar e debater propostas, que permitam reverter os problemas e desafios da Educação verificados em Portugal.
A FNE não desiste de ser exigente, responsável e contribuir para um futuro melhor da Educação no nosso país.
Este evento contará, ainda, com a presença e participação de dirigentes e delegados sindicais dos Sindicatos da FNE.
Neste momento, a FNE ultima o seu “Roteiro para a Legislatura 2025-2029”, que será posteriormente entregue e apresentado aos Partidos Políticos e no qual destaca as suas maiores preocupações relativas às políticas de Educação que o futuro Governo tem que ter em conta. A FNE demonstra assim a sua disponibilidade para um diálogo sério, efetivo e regular, que permita ultrapassar os grandes constrangimentos do setor.
Inscreva-se aqui obrigatoriamente para participar presencialmente: https://forms.gle/HKpHxtnHLeCndkbu6
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Abr 26 2025
Não sei, talvez por estar só ou então talvez não seja talvez mas a certeza se a solidão é a razão maior quando se está noutra terra e noutro planeta e não se tem ninguém para além das forças e as forças às vezes faltam, ainda para mais se temos o fim à vista.
Natal de 2007: chegara a Inglaterra com o tal bilhete só de ida no passado mês de Setembro e depois de um mês e meio a fazer substituições dia a dia em escolas um pouco por toda a cidade de Londres, acabei por conseguir o meu primeiro emprego e finalmente o tal emprego há dez anos negado pelo mesmo Portugal responsável por me trazer ao mundo mas nem por isso responsável por mim e portanto todos por um e cada um por si e Deus nos acuda.
E com emprego garantido desde Novembro todas as possibilidades quando finalmente se tem dinheiro no bolso a começar por este regresso a casa, este regresso a ti à minha espera na terra natal com o Natal à porta e duas semanas por inteiro a ver o sol ao acordar tão enorme como o sol na rua por demais ausente nestas latitudes nórdicas.
Falemos portanto de solidão e falta de vitamina D porque de outro modo não posso explicar esta reação diante da festa de Natal da escola, a minha primeira festa de Natal numa escola como professor e colega, não mais de passagem mas um entre muitos e parte de uma equipa e finalmente a pertença, finalmente a aceitação em oposição à rejeição, finalmente a possibilidade de sonhar, finalmente a conquista tão difícil e tão longe de ti, de tudo, de todos e por breves instantes o mundo inteiro é nosso.
“E como parte da festa de Natal da escola uma das alunas finalistas vai cantar a canção “Lean on me”, com letra e composição de Bill Withers”, anunciou a Directora a partir do palco e na voz daquela criança hoje mulher e de cujo nome já não me recordo o esvaziar desta alma diante da letra, letra à qual não traduziremos o título na seguinte tradução livre:
“Às vezes nas nossas vidas trazemos dor e arrependimento mas se formos sábios saberemos haver sempre um amanhã.
“Lean on me” quando te faltarem as forças, eu serei o teu amigo para te ajudar a continuar pois não tardará para que eu também precise de alguém “to lean on”.
E por favor engole o teu orgulho se precisas de pedir algo e ninguém te pode ajudar se nada dás a entender.
Irmão, chama por mim quando precisares de ajuda pois todos precisamos de alguém “to lean on”.
“Lean on me” quando te faltarem as forças, eu serei o teu amigo para te ajudar a continuar pois não tardará para que eu também precise de alguém “to lean on”.
Irmão, chama por mim quando precisares de ajuda pois todos precisamos de alguém “to lean on”.
E se tens um peso, uma cruz que não consigas carregar, basta chamar por mim e eu estou já aqui para de bom grado ajudar-te a levar este peso e carregar esta cruz.
Se precisas de um amigo, chama por mim, e se alguma vez precisares de um amigo, chama por mim.”
E em segundos o rosto lavado em lágrimas como se tivesse corrido uma maratona sem ninguém ao meu lado para me aconselhar, guiar, ouvir ou apenas estar.
Mas não há ninguém e correr corri completamente só porque a necessidade assim o dita ao longo de quarenta e dois quilómetros e cento e noventa e cinco metros e as lágrimas nos últimos cento e noventa e cinco metros agora a dois dias do fim das aulas e do tão antecipado regresso a casa, finalmente capaz de respirar, finalmente capaz de voar, finalmente capaz de pagar o tal bilhete de volta a casa e aos braços de quem verdadeiramente posso.
E no entanto a marca e esta canção trazida na pele desde então, doravante e até aos dias de hoje bastando para tal tocar no rádio para em segundos lavar o rosto em lágrimas enquanto tu me dizes e repetes ao ouvido como a maratona chegou mesmo ao fim.
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Abr 25 2025
“Enquanto morrer não hei de esquecer aquele silêncio.
O dia 25 de Abril, ao contrário do que era o normal, começou com um enorme vazio. O rádio que os guardas costumavam ligar às primeiras horas da manhã na sala de convívio do Pavilhão B, permitindo que ouvíssemos a emissão da Renascença, não estava em lado nenhum. Tinham-no retirado.
O guarda de serviço ao pavilhão B argumentou que estava avariado e fora para reparação.
E, logo ali, percebemos que alguma coisa acontecera. Foi como que uma premonição que ficou a pairar no ar. O silêncio implicava que nos queriam cortar a ligação ao exterior e isso só podia querer dizer algo…
Entreolhávamo-nos, questionando e apresentando hipóteses em surdina. Nessa altura, creio que todos tivémos medo. Não se sabia o que estava a acontecer (…). O pior foi a hora das visitas, porque não pudemos ver ninguém.
Um grupo de presos organizou-se e exigiu que o Diretor da Cadeia os recebesse. Mais silêncio.
Não sabíamos, é claro, que, rio acima, rio abaixo, os cravos iam pintando todo o país.
Oitenta e nove mil quilómetros quadrados de passos são muitos passos para andar, Abril marchando, um país a fazer-se poema, a rosa e a espada calando a espingarda.
E nós, é claro, tivémos de esperar em silêncio, na ignorância e no desconhecimento.
Dentro do pavilhão, cada vez mais isolado, o chefe dos guardas foi coagido a confessar: ocorrera, em Lisboa, um levantamento militar, sob a direção do Movimento das Forças Armadas e do general Spínola. (…)
Quando esta informação circulou, como um rastilho, houve um júbilo imediato. Vivas proferidos aos altos berros, a euforia e a esperança contaminaram-nos a todos, como uma faísca rebentando uma barragem.
Porém, logo de seguida, hesitámos. Afinal, podia ser um golpe militar para depor uma forma de ditadura e a substituir por outra. Um burburinho de receio e dúvidas impeliu-nos a agir com celeridade.
Muito, muito rapidamente, organizámo-nos, porque, ao mesmo tempo, percebemos que as nossas vidas e a nossa liberdade podiam estar em risco.”
(O Processo, 2025)
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Abr 25 2025
“Liberdade, que estais no céu…
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra…
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome. “
Miguel Torga
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Abr 24 2025
Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 29.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e colocações administrativas da 16.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 28 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira dia 29 de abril de 2025 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 29 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 16 – 2024/2025
Listas – Reserva de Recrutamento 29 – 2024/2025
Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 16 – 2024/2025
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Abr 24 2025
Aprovou um Decreto-Lei que repõe a equidade, alargando os apoios a todos os docentes do Ensino Básico e do Ensino Secundário que, a partir do próximo ano letivo, lecionem nas Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPE) da rede pública. Atualmente, os apoios previstos para os docentes em mobilidade estatutária não são aplicados aos docentes dos quadros e aos docentes contratados. Assim, todos os docentes colocados nas EPE no próximo ano letivo passam a receber: apoio à instalação e regresso; viagem de ida e regresso para o país onde ficam colocados, no início e na cessação de funções, para o docente e agregado familiar; viagem anual para o docente e agregado familiar; seguro de saúde para o próprio e agregado familiar; apoio ao custo de residência, que vai ter em conta o país onde os docentes são colocados;
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Abr 24 2025
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Abr 23 2025
… que foi assobiado para o lado por João Costa e pelo governo PS, apesar dos muitos avisos feitos.
E ainda hoje, apesar da criação do Nível Zero do PLNM, pouco ainda vimos para resolver o problema.
O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou hoje que as escolas em Portugal fazem “milagres” na integração de alunos imigrantes, sublinhando que esse trabalho favorece igualmente a integração das suas famílias na sociedade.
“Dentro das escolas está-se a fazer milagres para ajudar à boa integração dos imigrantes. Porque nesta escola, como em muitas outras, há dezenas e dezenas de jovens filhos de imigrantes, de diversas nacionalidades, que às vezes chegam à escola sem saber uma palavra, não apenas de português, mas sequer de inglês”, referiu.
O ex-líder do PSD falava aos jornalistas à margem de uma visita à escola EB 2,3 de Montenegro, em Faro, cujo agrupamento tem 923 alunos, dos quais 170 são estrangeiros, de 27 nacionalidades diferentes, sendo que, destas, 22 não têm o português como língua materna.
“Isto é um desafio brutal que não existia há 10 ou 15 anos para professores e para o pessoal em geral das escolas”, observou, enaltecendo o “esforço notável” que Portugal está a fazer para acolher, “cada vez melhor”, os seus imigrantes, defendendo que é preciso “divulgar mais esta experiência notável”.
Reconhecendo que existem falhas e erros nos processos de integração, o antigo presidente do PSD considerou que o país está numa “tendência positiva”, aproveitando para prestar uma homenagem ao Ministério da Educação, às escolas, aos professores e aos trabalhadores administrativos.
“Insisto, nas escolas está-se a fazer milagres. Porque uma criança, um jovem que é bem integrado na escola, dá um contributo notável para que a sua família também se sinta melhor e, portanto, mais bem acolhida na sociedade”, reiterou.
Na mesma ocasião, Luís Marques Mendes anunciou o antigo deputado e secretário de Estado do Ambiente Macário Correia como mandatário distrital da sua candidatura, justificando a escolha com a sua capacidade de trabalho e dedicação à causa pública.
“Eu tenciono ter, digamos assim, nas pessoas que me apoiam, o melhor que há na sociedade portuguesa. Nas várias áreas, Macário Correia é um desses exemplos”, afirmou, descrevendo-o como tendo uma capacidade de trabalho “invulgar” e “notável”, algo que o país “nem tem bem ideia”.
Por outro lado, apontou Marques Mendes, o antigo presidente das Câmaras de Faro e Tavira é uma pessoa “de uma dedicação ao serviço público extraordinária”, além de ser alguém “de princípios, de valores, que acredita muito, de facto, na autenticidade, na generosidade e na solidariedade”.
Questionado pelos jornalistas sobre o facto de ter aceitado ser mandatário de Marques Mendes, apesar de ter prometido afastar-se da política, Macário Correia reafirmou essa vontade, mas argumentou que não é por isso que não dá o seu contributo à causa política em momentos importantes.
“[…] Não deixo de ter a minha participação cívica e nos casos em que eu julgo que é importante, como quando estamos a escolher a pessoa mais importante para os próximos anos na direção da vida política do país, que é o Presidente da República, não posso dizer que estou reformado, que estou fora de tudo”, concluiu.
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Abr 23 2025
Disponibilizam-se as instruções de realização das prova de 2024/2025.
Consulte-as acedendo a
(Nas instruções de realização das provas ModA com componente do oral, terá acesso ao respetivo Manual de Aplicação.)
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Abr 22 2025
A introdução de um artigo da FENPROF. Foi para justificar não colocar o programa do CHEGA na sua página?
Mas ainda ninguém percebeu que é por estas e por outras que esta extrema-direita cresce?

Para conhecimento dos docentes e dos investigadores, a FENPROF divulga os programas eleitorais dos partidos políticos, com representação parlamentar, que se reveem e defendem, no essencial, as regras da sociedade democrática.
Como organização defensora da democracia e que combate o discurso populista de ódio, intolerância face à diversidade e de ataque às mais elementares normas de uma sociedade democrática, de forma explícita e implícita, propalado pela extrema-direita, a FENPROF acolhe e cumpre o apelo da Diretora-Geral da UNESCO de os professores assumirem papel relevante no combate ao discurso de ódio e populista e à ascensão das forças de extrema-direita em muitos países.
Cumpre, ainda, a posição aprovada pela Internacional da Educação (IE), no seu recente Congresso, no sentido de as organizações sindicais do âmbito da Educação fazerem valer uma “agenda de promoção dos valores da liberdade e da construção educacional em bases democráticas, evitando, assim, a promoção do ódio, do negacionismo científico e da falsidade de factos e informações”.
* Segundo informação do partido, mantém-se o programa apresentado para as eleições de 2024.
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Abr 22 2025
Começou hoje, no Portal das Matrículas, as matrículas das crianças para a Educação Pré-Escolar e para o 1.º ano do 1.º Ciclo.
As matrículas são feitas exclusivamente de forma eletrónica e este ano com algumas novas regras, a que chamo especial atenção para esta:
“A prestação de falsas declarações no ato de matrícula ou da sua renovação implica a revisão do processo de seriação e nova aplicação das regras de prioridade, para efeitos da ocupação das vagas existentes nos estabelecimentos de educação e de ensino, sem prejuízo do disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 176/2012, de 2 de agosto, na sua redação atual.”

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Abr 22 2025
◾️Concurso Interno de Provimento – Lista ordenada de graduação 👉https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20252026/cilo_rosto.asp
◾️Concurso Externo de Provimento – Lista ordenada de graduação 👉 https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20252026/celo_rosto.asp
A formulação de 𝐫𝐞𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐡𝐢𝐞𝐫𝐚́𝐫𝐪𝐮𝐢𝐜𝐨 perante a Secretária Regional competente em matéria de Educação, para os candidatos que pretendam impugnar a decisão do júri do concurso sobre a reclamação deduzida em sede de audiência dos interessados, é efetuada 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐚𝐬 𝟎𝟗𝐡𝟎𝟎 𝐝𝐞 𝟐𝟑/𝟎𝟒/𝟐𝟎𝟐𝟓 𝐞 𝐚𝐬 𝟏𝟖𝐡𝟎𝟎 𝐝𝐞 𝟐𝟖/𝟎𝟒/𝟐𝟎𝟐𝟓, unicamente, através do preenchimento do respetivo formulário eletrónico, disponível em https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt. Estão impedidos de recorrer hierarquicamente os candidatos que não apresentaram reclamação aos dados que constavam do projeto de lista ordenada de graduação, nos termos do ponto 11.3.1 do Aviso de Abertura do Concurso.
Desistência da candidatura:
𝐀𝐭𝐞́ 𝐚̀𝐬 𝟏𝟖𝐡𝟎𝟎 𝐝𝐞 𝟐𝟖/𝟎4/𝟐𝟎𝟐𝟓 – Concurso Interno de Provimento
𝐀𝐭𝐞́ 𝐚̀𝐬 𝟏𝟖𝐡𝟎𝟎 𝐝𝐞 𝟎𝟖/𝟎𝟓/𝟐𝟎𝟐𝟓 – Concurso Externo de Provimento
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Abr 22 2025
Quando cada prova tem a duração de 105 minutos com mais 15 de intervalo e os alunos precisam de estar 30 minutos na sala antes da prova.
São 150 minutos tirados a cada dia de aulas.

Guia para a Realização das Provas ModA – 2025.
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Abr 21 2025
A autoridade e as regras não devem ser confundidas com castigo ou repressão. Pelo contrário, as regras são como guias, são um ato de bondade e de construção.
Felizmente já lá vai o tempo do uso das batas no liceu, que se apresentavam sempre imaculadas, com o cinto bem apertado e na orientação certa, às custas de alguns raspanetes e reguadas.
Também já passou o tempo em que as raparigas não podiam usar calças e aquele em que já se podia usar de tudo, mas havia maior noção do que era mais indicado em cada contexto, nomeadamente na escola.
Tal como a autoridade do professor, o pejo e o bom-senso por vezes andam esquecidos. E, sem eles, professores e alunos perdem mais facilmente o norte. É preciso autoridade, coerência e regras claras, que parecem ser impostas tímida e democraticamente, sem grande convicção, talvez como contraponto às réstias da melodia repressora de tempos idos. Ou da nova repressão. Mas a autoridade e as regras não devem ser confundidas com castigo ou repressão. Pelo contrário, as regras são como guias, são um ato de bondade e de construção.
Hoje muitos pais parecem ter alguma dificuldade na importante e árdua tarefa de educar. Como se isso pudesse tornar os filhos mais infelizes ou menos livres.
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Abr 21 2025
Consulte o aviso de abertura de procedimento inicial de pré-candidatura de contratos de associação de educação pré-escolar, nas áreas geográficas carenciadas e identificadas no Anexo I, bem como a restante documentação relacionada.
AVISO DE ABERTURA DE PROCEDIMENTO INICIAL DE PRÉ-CANDIDATURA
MANUAL DE INSTRUÇÕES
NOTA INFORMATIVA
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Abr 20 2025
O SPLIU considera também necessário promover ações de sensibilização, informação e esclarecimento junto dos pais e encarregados de educação, “que visem a mudança de atitudes e de comportamentos da maioria dos mesmos em relação aos professores”
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Abr 20 2025
Em causa estão critérios de elegibilidade às cinco mil vagas gratuitas no próximo ano letivo. A prioridade é dada a famílias carenciadas.
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Abr 19 2025
Num tempo em que alguns apontam o dedo ao que chamo “as peripécias” dos que ocupam os corredores da gestão escolar, impõe-se uma pergunta que ressoa com particular gravidade: quem quer, hoje, ser diretor escolar?
Concordo com grande parte do diagnóstico traçado no artigo ( https://www.publico.pt/2025/04/18/opiniao/opiniao/pais-desistiu-professor-abriu-portas-tiranetes-2130196 ) recentemente publicado no Público, pelo meu colega Paulo Prudêncio. Num tom crítico e preocupado, ele defende que o nosso país (eu diria antes a generalidade dos nossos políticos) abandonou os professores, tanto do ponto de vista institucional como simbólico. Durante décadas, foi-lhes retirada autoridade, ao mesmo tempo que se lhes impunham cada vez mais tarefas burocráticas e responsabilidades que extravasam o ensino. Esta “desistência” abriu espaço a uma série de figuras que o autor apelida de “tiranetes”, que interferem de forma autoritária e despropositada no funcionamento das escolas, contribuindo (também) para a desvalorização do papel do professor.
O texto aponta ainda para algo que merece reflexão: a captura do sistema educativo pelos partidos políticos. Trata-se de uma crítica que tem vindo a ganhar maior eco (apesar de não ser nova), e que se materializa na presença crescente de lógicas e lealdades partidárias nas estruturas intermédias e de gestão do sistema escolar. A escola pública, enquanto espaço plural e democrático, deve estar protegida desses constrangimentos externos. A defesa da autonomia profissional dos docente e da independência das escolas face a agendas político-partidárias é essencial para a sua credibilidade.
Contudo, e embora reconheça a enorme pertinência desta análise, discordo que o problema resida apenas – ou sobretudo – no atual modelo de gestão. Ele deve ser mudado, é uma facto. A limitação de mandatos faz todo o sentido, e o regresso a um modelo colegial é indiscutivelmente desejável. Mas convém não esquecer que muitos dos chamados “tiranetes” de hoje já estavam à frente das escolas no modelo anterior. E isto tem uma explicação simples: não são os modelos que erram – erram as pessoas que ocupam os cargos. O risco de autoritarismo, de afastamento da missão pedagógica e de abuso de poder, já existia antes do atual modelo e não desaparecerá apenas com uma mudança estrutural.
Além disso, importa dizer que não é clara nem conhecida a real dimensão dessa alegada “partidarização” da vida escolar. Não existem estudos consistentes e representativos que demonstrem, de forma inequívoca, que as escolas se transformaram em ambientes regidos por hierarquias partidárias ou por uma cultura de tirania institucionalizada. Conhecem-se, sim, diversos casos de abusos – e é inegável a sua existência – mas qual será a sua representatividade no universo escolar? Esta é uma questão que exige mais investigação e menos generalização. O risco de extrapolação pode comprometer a compreensão justa do sistema.
O que nos deve inquietar, no meu entender, é algo mais profundo: o “silêncio” que se instala sempre que se abre um concurso para diretor. O que verdadeiramente preocupa-me é o desinteresse, quase generalizado, dos professores em assumir essa função – apesar de ser compreensível que assim seja. Foram décadas seguidas de políticas que contribuíram para o desprestígio social e profissional, que provocaram um compreensível desânimo e cansaço na classe docente. Mais, ser diretor, atualmente, é estar sobrecarregado com tarefas que pouco têm a ver com a vertente pedagógica; é ocupar um cargo de enorme responsabilidade, sob o olhar desconfiado de muitos e com uma remuneração que roça o desrespeito. A função perdeu o brilho e, com ele, perdeu quem ainda a podia dignificar.
E é precisamente aí que reside o perigo. Quando os mais capazes desistem, outros avançam – e nem sempre movidos pelas melhores intenções. Não é apenas o modelo que abre portas aos tais “tiranetes”: é a nossa ausência, a nossa desistência. Sempre que um professor competente recua, cede espaço a quem procura poder, e não servir.
É, por isso, urgente resgatar o papel de quem lidera uma escola ou agrupamento. Não para o manter tal como está, mas para o transformar. Com menos tarefas administrativas e maior enfoque pedagógico. Com uma remuneração condigna. Com apoios. Com tempo. E com a devida valorização.
A escola pública merece mais. Muito mais. Merece lideranças pedagógicas, comprometidas e legitimadas pelos seus pares. Mas para que isso aconteça, não basta alterar o modelo de gestão: é essencial que os professores voltem a acreditar que vale a pena assumir esse papel. E, para isso, é preciso mudar as condições e o reconhecimento. Porque só quando os mais capazes quiserem liderar, é que a nossa escola poderá verdadeiramente avançar.
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Abr 18 2025
A Associação Jurídica pelos Direitos Fundamentais (AJDF) reuniu no dia 17 de abril, às 11 horas, na Direção-Geral da Saúde (DGS) com o Coordenador do Programa Nacional de Saúde Ocupacional, Dr. José Rocha Nogueira, e a Dr.ª Eva Rasteiro.
A AJDF tem defendido, de forma convicta, desde janeiro de 2024, o previsto na Lei n.º 102/2009, que define claramente que cabe ao Médico do Trabalho a emissão de pareceres vinculativos sendo da sua exclusiva competência a avaliação das condições de trabalho do professor.
A equipa da DGS reiterou a necessidade do Ministério da Educação, Ciência e Inovação implementar os serviços de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) estruturados, eficazes e de qualidade, no sentido de prevenir e proteger a saúde dos professores e de promover ambientes de trabalho seguros e saudáveis.
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A AJDF alertou para:
A AJDF registou com agrado as informações veiculadas pela DGS no que concerne, nomeadamente:
A AJDF alertou, também, para a importância de desenvolver um Programa Nacional para a Saúde Mental com foco na prevenção, no tratamento, na reabilitação e na integração dos professores.
A delegação da AJDF, constituída por Paulo Ribeiro, Sofia Neves e André Fernandes, realçou a importância da reunião com a equipa da DGS, acreditando na pertinência da manutenção de um canal de diálogo.
A AJDF reafirma a sua determinação e o seu compromisso em continuar a defender, como parte ativa da solução, as condições que assegurem aos professores o melhor estado de saúde físico, mental e social.
A Direção da AJDF
Paulo Ribeiro – Presidente
Sofia Neves – Vice-Presidente
André Fernandes – Secretário e Tesoureiro
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Abr 18 2025
E muitos outros devem seguir a mesma estratégia.
Filinto Lima está há 16 anos à frente do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia. “Como não posso continuar aqui concorri a uma escola vizinha”, conta.

Um em cada quatro diretores escolares termina este ano o seu último mandato, mas muitos candidataram-se para dirigir outras escolas, enquanto outros preferem regressar à sala de aula ou irão reformar-se, revelou a associação representativa do setor.
“Há 811 diretores no país e um quarto pode estar a sair agora”, disse o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, que também faz parte do grupo que atingiu o limite de mandatos permitidos por lei.
Filinto Lima está há 16 anos à frente do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia. Termina agora o seu quarto e último mandato, segundo o decreto-lei de 2008 que criou a figura de diretor.
“Como não posso continuar aqui concorri a uma escola vizinha. Havia quatro candidatos e ganhei. E isto vai acontecer com muitos diretores“, contou o diretor que assim passa do Costa Matos para a D. Pedro I, também em Vila Nova de Gaia.
Neste momento, no ‘site’ da Direção-Geral da Administração Escolar, há “centenas de concursos a decorrer” um pouco por todo o país. O professor desconhece se haverá algum concurso sem candidatos, mas sabe de vários diretores que se vão candidatar para mudar de agrupamento.
Também há quem prefira regressar à sala de aula ou que se vá reformar. Filinto Lima acredita que estas opções não deverão trazer problemas, uma vez que há muitos professores que se candidatam agora pela primeira vez.
“Vamos ter uma remodelação nas lideranças nas escolas e o Ministério da Educação deve aproveitar esses diretores, senão perde-se muita experiência necessária para as escolas”, alertou Filinto Lima, saudando a promessa do ainda ministro Fernando Alexandre de modernização do estatuto do cargo de diretor, com melhores remunerações, mais responsabilidades e outro tipo de avaliação.
“Neste momento temos professores nas escolas que ganham mais do que o diretor. A proposta do ministro é que o diretor passe a ganhar pelo escalão mais alto da carreira de professor e mais 750 euros”, disse o presidente da ANAEP.
Os diretores são eleitos Conselho Geral, um órgão que é constituído por um máximo de 21 elementos, composto por professores e pessoal não docente, mas também representantes dos pais, dos alunos, do município e da comunidade local.
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