Com 62 anos e mais de 48 de descontos, reformou-se António Chora, o homem do BE que liderou a representação laboral na empresa. Julgava que não seria penalizado. Errou.
Ao fim de 48 anos e um mês de carreira contributiva, tendo começado a trabalhar aos 12 anos e a descontar aos 14, o porta-estandarte do sindicalismo no Bloco de Esquerda, António Chora, mítico coordenador da comissão de trabalhadores da AutoEuropa, reformou-se. Foi em janeiro passado, com 62 anos feitos.
Tivesse esperado mais umas semanas e não teria sido tão penalizado na sua reforma. O ministro do Trabalho e Segurança Social, Vieira da Silva, está a negociar com os parceiros sociais e os partidos da “geringonça” uma lei que diminui as penalizações para os trabalhadores com carreiras contributivas longas que decidem antecipar a sua reforma, não esperando por completar 66 anos e três meses, como agora a lei impõe.
“Saiu-me o tiro pela culatra”, “digamos que fui um bocadinho iludido.” E quem o iludiufoi, segundo disse ao DN, precisamente o ministro Vieira da Silva, que terá feito declarações em outubro de 2016 prometendo que a nova lei, menos penalizadora, entraria em vigor no início deste ano . António Chora esperou portanto por janeiro de 2017.
Não sei se os professores estão incluídos. A noticia na versão digital só refere os funcionários que têm 10 pontos, ou seja, os avaliados com o Siadap. Esta medida, tardia, irá ter custos anuais de 200 milhões de euros. Muito pouco para aquilo que o estado ganhou nestes 10 anos… Resta que, quem leu a noticia em papel ou sabe mais alguma, nos diga mais alguma coisa… Sempre é uma esperança…
Já não garanto que seja mentira quando disse que as escolas tinham apurado cerca de 20 mil vagas negativas.
E quem andou a mentir ao longo destes últimos tempos foi o ME quando criou expectativas para uma abertura de vagas em função das sucessivas necessidades dos últimos 4 anos.
Vão-me dizer que ninguém é perfeito… mas há que concordar que iniciativas como esta são de louvar. Eu, com um coração de outra cor, também sou um dos que concorda
Iniciativa da Fundação Benfica que mostra aqui uma das suas iniciativas que visam a inclusão social e a educação.
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Depois das escolas apurarem perto de 20 mil vagas negativas para o concurso interno de 2017 o Ministério da Educação decidiu cancelar o concurso da vinculação extraordinária.
Pelas 18 horas de hoje Tiago Rodrigues irá em conferência de imprensa explicar as razões da anulação deste concurso.
Linhas Orientadoras para o Plano Nacional de Leitura 2027
a) Criar um vasto compromisso social em torno da promoção da leitura como prioridade política, tendo em vista o desenvolvimento da literacia e o reforço dos hábitos de leitura na população;
b) Lançar programas dirigidos a crianças, jovens e adultos, que visem promover o desenvolvimento de literacias múltiplas, designadamente, a da leitura e escrita, a digital, da informação visual, científica e tecnológica, por forma a preparar a população portuguesa para as exigências da sociedade do século XXI;
c) Reforçar e diversificar a intervenção dirigida ao desenvolvimento de competências de crianças e jovens em contexto escolar e da população adulta em percurso de qualificação;
d) Dinamizar uma nova vertente de intervenção focada na população jovem adulta e adulta, em particular, nos segmentos da população que adquiriu de forma ténue competências leitoras ou que, por motivos diversos, não as adquiriu ao longo da vida;
e) Implementar um conjunto de ações de reforço das competências de leitura e escrita dirigidas à inclusão das pessoas com necessidades específicas;
f) Promover as relações entre a leitura, a literatura, as artes, as ciências e a tecnologia e fomentar a cultura científica, tecnológica e artística, em colaboração com instituições de ciência e de cultura;
g) Incentivar a produção e a disseminação de conteúdos e de estudos académicos sobre a leitura e a escrita;
h) Promover projetos de formação de professores, mediadores de leitura, agentes culturais e outros intervenientes;
i) Reforçar a ligação à sociedade e às comunidades locais, designadamente através da mobilização dos meios literários e científicos e dos órgãos da comunicação social, para a participação em projetos de promoção da leitura e da escrita;
j) Promover o estabelecimento de novas parcerias e a realização de ações concertadas, com o apoio de entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais;
k) Promover conteúdos inclusivos, interculturais e livres de estereótipos, que estimulem o pensamento crítico e a cidadania ativa;
l) Reforçar a articulação entre a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, a Rede de Bibliotecas Escolares e as bibliotecas das instituições de ensino superior.
Apenas na véspera do arranque do 3º período será publicada a próxima lista de colocações, e quem terminar o contrato temporário nos próximos dias só poderá pedir o regresso à lista da Reserva de Recrutamento até às 10 horas do dia 17 de Abril, dia em que fecha a validação dos horários por parte da DGEstE.
Mesmo na aplicação das contratações de escola não existem horários em concurso.
6. Foram aprovadas as linhas orientadoras para o Plano Nacional de Leitura 2027 (PNL 2027), estabelecendo uma aposta na consolidação das ações concretizadas nos primeiros dez anos do PNL e em novas vertentes a desenvolver até 2027.
Privilegia-se no PNL 2027 uma política interministerial, com uma aposta clara na literacia científica e digital e na interação com outras esferas de conhecimento, como a artística, privilegiando sempre a abordagem inclusiva das práticas de leitura.
Pretende-se, assim, criar condições para a promoção da política do livro e da leitura através das bibliotecas escolares e das instituições de ensino superior, bem como da rede de Centros Ciência Viva. O objetivo é reforçar os hábitos de leitura entre as crianças e jovens, estabelecendo uma nova ambição de envolvimento das famílias e da população em geral, com vista à aprendizagem ao longo da vida.
A implementação, acompanhamento e monitorização do PNL 2027 serão assegurados por uma Comissão Interministerial, na dependência do Ministro da Educação em articulação com os Ministros da Cultura e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a qual será presidida por Maria Teresa Calçada e Elsa Maria Conde.
A proposta que trago hoje não respeita o Decreto-Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro e não pretende encontrar. Apesar de considerar algumas das novidades apresentadas pelo secretário de estado na semana passada, procura criar discussão e apresentar soluções para a excessiva carga letiva dos alunos no 1.º ciclo. Faço o convite a todos os que quiserem dar o seu contributo.
Neste horário fictício da imagem, podemos observar uma distribuição da carga horária mais acentuada pela manhã, com a sugestão de manter a início das aulas às 9 horas e a criação de um segundo intervalo no período da manhã. Assim, possibilita que aos alunos saiam às 15 horas e 30 minutos e tenham mais tempo para desenvolver outras atividades que a família considere mais importante.
“Esta é uma questão que não tem só a ver com a situação pontual das provas de aferição em Educação Física mas com o as condições de equipamento e de espaço para a leccionação de uma área disciplinar – Expressão Físico Motora, que é obrigatória em todas as escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (públicas e particulares) do nosso país.” SPEF
De facto, esta questão dos espaços e materiais, nunca pareceu um grande problema, até agora. Mas sempre foi…
Este ano estou com sorte, a minha escolinha tem um pequeno ginásio onde se podem aplicar as Provas de Aferição de Expressões Físico-Motoras. Mas das muitas escolas pelas quais já passei, como docente, só outra tinha um espaço apropriado à lecionação de Expressões Físico-Motoras, a maior parte não tem. Onde se realizará a prova nessas escolas? No recreio? Pelo menos seria uma prova com assistência, (a família do João passou o tempo todo, de duração da prova do petiz, a gritar e a aplaudir, incentivando-o a saltar mais longe e mais alto) teria uma vertente pública. Também poderá ser realizada numa sala de aula, depois de limpa de todo o mobiliário topo de gama. Nesta versão, a assistência seria improvável de acontecer, mas talvez tivéssemos os alunos alinhados em fila indiana, no hall, à espera de poder entrar e, com o seus remates, tentar não marcar a parede de branco imaculado. O refeitório também é uma opção válida. Sempre se pode trincar qualquer coisita, nos intervalos entre um e outro aluno…
Vamos ver como irão decorrer estas Provas de Aferição, porque já sabemos, “A tropa manda desenrascar” e os professores portugueses cumpriram, todos, o serviço militar.
O material? Logo se vê. Se o banco não for sueco, é norueguês ou coisa assim.
Neste artigo vão ficar os documentos referentes aos exames de 2016/2017 e será actualizado nos próximos dias com todas as informações referentes aos exames de 2016/2017.
É com agrado que este blogue foi convidado para ser parceiro do projecto “plataforma digital (online) para a divulgação e a disseminação de boas práticas educativas desenvolvidas em todo o território nacional”da Associação Nacional de Professores Contratados.
Este projecto será apresentado publicamente no início do próximo ano lectivo e até lá irá recolher exemplos de práticas de referência no campo da Educação.
A ANVPC – Associação Nacional dos Professores Contratados, encontra-se, em conjunto com vários parceiros educativos, a desenvolver uma plataforma digital (online) para a divulgação e a disseminação de boas práticas educativas desenvolvidas em todo o território nacional. Esta plataforma, que será apresentada publicamente já no arranque do próximo ano letivo, irá recolher, no período de maio a agosto de 2017, junto dos mais variados interlocutores, exemplos de práticas de referência, no campo da Educação, que se desenvolvem por todo o país.
Destaca-se, nessa medida, como objetivo geral deste projeto, a divulgação e disseminação de boas práticas levadas a cabo pelos mais variados intervenientes no processo educativo – alunos, professores e outros profissionais de educação, diretores, pais e encarregados de educação, autarquias e outras organizações (com e sem fins lucrativos) que desenvolvem um papel determinante no sistema educativo. São ainda alguns dos seus objetivos específicos:
1) Criar comunidades de partilha e de aprendizagem;
2) Reconhecer, dignificar, valorizar e prestigiar o papel de cada ator educativo;
3) Construir uma cultura de excelência e um clima positivo no sistema educativo português;
4) Aumentar a qualidade do sistema educativo;
5) Estimular o intercâmbio de ideias e de experiências inovadoras;
6) Promover o estabelecimento de parcerias e a quebra de forças de bloqueio à inovação educativa;
7) Promover uma aproximação das práticas educativas aos desígnios presentes e futuros da Educação nacional.
A equipa envolvida neste projeto espera poder disponibilizar, a médio prazo, um acervo de dados de acesso público e gratuito, que promova a necessária visibilidade das excelentes práticas que se desenvolvem por todo o país, em todas as tipologias de escolas e de organizações com pendor educacional.
Contamos com o apoio de todos na construção deste projeto de interesse comum!
Nota: Qualquer questão adicional poderá ser colocada através do seguinte endereço de e-mail: [email protected]
Ao contrário dos países da OCDE, Portugal continua a apostar em aulas de 90 minutos. Investigação demonstra que horários deviam ter em conta as diferenças de ritmo biológico entre alunos de idades diversas.
Na maioria dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o dia de escola é dividido em aulas que duram 45 a 50 minutos, permitindo fazer breves intervalos em si, mas em Portugal continua a ser generalizado o recurso a blocos de dois tempos lectivos, perfazendo 90 ou 100 minutos de aulas, constata o Conselho Nacional de Educação (CNE) no seu estudo sobre o tempo escolar, divulgado na terça-feira.
Para o presidente do CNE, David Justino, esta forma de organizar o tempo em Portugal “pode representar, por um lado, uma oportunidade para o desenvolvimento das aprendizagens, mas por outro, um risco de dificuldades acrescidas na gestão dos comportamentos em sala de aula”.
Mais tempo de ensino não significa então melhores aprendizagens? Entre os investigadores na área da Educação há quem diga que sim, mas têm sido crescentes as vozes que o negam, segundo se pode constatar da resenha elaborada a este respeito pelo CNE na sua análise, que aponta, por exemplo, para o relatório do PISA de 2015 onde se afirma o seguinte, tendo em conta os resultados obtidos pelos alunos nestes testes da OCDE que visam avaliar a literacia dos jovens aos 15 anos: “Quando toca ao tempo de ensino, mais não é necessariamente melhor.”
Já escrevi sobre algo deste género… Não é nada que, quem ande pelas escolas do 1º ciclo estranhe. A falta de material é algo usual nestes estabelecimentos de ensino, todos o sabem. Estas noticias só aparecerem nestas alturas, é que é estranho. Será que nos estabelecimentos sede não existem esses materiais para “emprestar”?
Mas deixo uma pergunta. Se não há material para o dia a dia, como é que os alunos e os professores trabalham?
Venham lá agora defender as expressões, e coisa e tal…
A maioria das escolas de 1.º Ciclo não possui todo o material exigido para as provas de aferição às Expressões Físico-Motora e Artísticas no 2.º ano.
Há autarquias a comprar agora esses equipamentos e agrupamentos que terão de ir buscar material emprestado aos outros ciclos. Resultado, frisa o presidente da Confederação Nacional Independente de Pais: “Há alunos que vão ter de fazer exercícios com equipamentos que nunca experimentaram”.
Nada tenho a dizer da criança e dos seus encarregados de educação, além de que nenhum está a cumprir o seu papel, e tenho tudo dito. Agora, será que as entidades competentes estão à espera que alguém, além de quem devia, tome uma medida? A CPCJ está atenta? Que raio quer isso dizer? Andam a seguir o rapaz para ver quando é que ele faz algum disparate digno de se ver? Será que o Estatuto do Aluno não se aplica a alunos do 1º ciclo? Será que as “liberdades” deste aluno se sobrepõe às liberdades de uma comunidade escolar? Nada mais se pode fazer do que se limitar a estar atento? Não há uma avaliação? (seja lá o que isso for) Não há, aquelas coisas?… aquelas equipas… as multidisciplinares! As equipas multidisciplinares! Não há nenhuma que acompanhe a criança e a sua família?
Andamos a brincar às sociedades “tolerantes”, mas a tolerância não é para todos…
Jovem ameaçou colega de morte e agrediu professores e funcionários
Um aluno, de apenas 11 anos, que frequenta a Escola Básica de Silvade, em Espinho, anda a aterrorizar os colegas.
O menor chegou a ameaçar um aluno mais novo de morte e os pais estão indignados com a atitude do aluno e já denunciaram o caso às autoridades.
O ambiente no centro escolar está caótico e há já um grupo de pais a acusar o menor de agredir professores, funcionários e colegas, nos últimos dois anos.
Existem relatos de agressões e o jovem chegou mesmo a partir o pulso a uma professora.
A Comissão de Proteção de Crianças e jovens já sinalizou esta criança e está agora atenta.
O CDS-PP questionou hoje o Ministério da Educação sobre a intenção de introduzir a flexibilização curricular, exigindo saber quantas escolas estarão envolvidas, quando serão informados os encarregados de educação e como será avaliado esse projeto.
Num documento dirigido ao ministério de Tiago Brandão Rodrigues, a deputada Ana Rita Bessa quer ainda saber se as escolas aderentes ou convidadas terão meios adicionais para concretizar o processo e quais foram as preocupações que justificaram o desenho do novo modelo curricular.
O BE pediu nesta terça-feira a audição parlamentar de mais de 11 entidades “com pensamento estruturado na área da Educação e, nomeadamente, na área do currículo” a propósito do Perfil do Aluno. Na segunda-feira, o PSD já tinha pedido a audição parlamentar do Conselho de Escolas, Sociedade Portuguesa de Matemática e da Associação Nacional de Professores de Português, sobre o mesmo tema.
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Num requerimento assinado pelos deputados bloquistas Joana Mortágua e Luís Monteiro, o BE considera nesta terça-feira que a importância do “Perfil dos Alunos à saída da Escolaridade Obrigatória” foi reconhecida “dentro e fora da comunidade escolar por se tratar de um documento estruturante que pretende definir os compromissos da escola com a sociedade e os objectivos mais amplos da escolaridade obrigatória”.
O Conselho Nacional de Educação lança a segunda publicação da série ´Organização Escolar’, desta vez dedicada à análise e à avaliação das diversas formas de organização e apropriação do mais escasso recurso social: o tempo.
O presente estudo está estruturado da seguinte forma: enquadramento teórico da temática, contexto nacional e internacional e organização dos horários escolares.
clicar na imagem para ler o estudo
Notícias do Público, do DN e do Expresso, respectivamente.
A propósito da rectificação do tempo de serviço para efeitos de concurso descontado sobre os atestados médicos superiores a 30 dias, a partir do dia 20/01/2007.
No seguimento da vossa publicação do e-mail de esclarecimento da DGAE/DGRH sobre a contagem do tempo de serviço para efeitos de concurso, de uma colega nossa, realizei o mesmo pedido de esclarecimento e a resposta foi “copiada e colada” e enviada em dois dias úteis.
Apesar desta informação, o Diretor do Agrupamento não vai proceder à retificação do tempo de serviço, “porque os seus colegas diretores também não o vão fazer“.
Em suma, nenhum quer assumir a responsabilidade de repor a verdade mesmo que seja para efeitos de concurso. Estamos a falar de 13 dias, que se traduzem em 100 lugares, numa lista graduada.
Sugeriu até que colocássemos esses dias no nosso concurso… (e depois eles não os validavam!!!).
Depois queixem-se da pouca autonomia que têm e das muitas competências que serão passadas para o(a) Presidente da Câmara.
Serve a presente publicação para informar que é dado início ao procedimento conducente à elaboração do despacho que determina o calendário dos estabelecimentos de educação e de ensino, bem como o
calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário.
Publicado a 28 de março de 2017. A constituição como interessado pode fazer-se nos 10 dias úteis subsequentes.
A constituição como interessado no presente procedimento depende de declaração escrita nesse sentido, dirigida ao Diretor-Geral da Educação, podendo igualmente ser e enviada para o endereço eletrónico [email protected]
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Batalha e Óbidos fazem balanço “positivo” de projecto-piloto iniciado em 2015/16
“Mais eficácia” e “maior celeridade” na resolução dos problemas do dia-a-dia, “melhor rentabilização dos recursos” e reforço da ligação à comunidade.
Estes são os principais ganhos que, tanto na Batalha como em Óbidos, são apontados ao projecto-piloto de delegação de competências na educação, que, além destes municípios, abrange mais 11 autarquias do País.
Um ano e meio depois da entrada em vigor do programa, que arrancou no início do ano lectivo de 2015/16, e num momento em que a descentralização de competências na área da educação está a ser discutida, tanto na Batalha como em Óbidos o balanço é “positivo”.
Para Luís Novais, director do Agrupamento de Escolas da Batalha, uma das grandes vantagens prende-se com a “maior eficácia” na resolução dos problemas do dia-a-dia, dando como exemplo os trabalhos de manutenção e conservação dos edifícios. “Como a decisão está mais próxima, a execução do que é necessário torna-se mais rápida”, alega.
Essa relação de proximidade permite, por exemplo, que hoje o tempo de resposta para obras de manutenção nas escolas, uma das competências delegadas no município, “não ultrapasse as 24 horas”, assegura o presidente da Câmara, Paulo Batista Santos, que refere ainda o reforço do investimento na conservação dos edifícios.
“Antes, o agrupamento tinha no orçamento transferências anuais entre zero a mil euros para essa rubrica. Ia remendando e os problemas foram- -se acumulando. Hoje, investimos o mais do que isso por mês”, nota o autarca, revelando que, dentro do que está contratualizado com o Ministério da Educação (ME), “a Câmara consegue ser entre 10 a 15% mais eficiente”.
Oferta é opcional, e tem vindo a conquistar alunos, com exceção para o 2.º ciclo e do ano letivo de 2014/2015, quando 224 mil se inscreveram
No ensino público, 224 418 alunos frequentaram em 2014/2015 a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), menos do que os 246 451 que a tiveram em 2013/2014. O 3.º ciclo é o que tem mais alunos inscritos (115 902) na disciplina cujo programa é definido pela Igreja Católica, mais especificamente pelo Secretariado Nacional para a Educação Cristã.
Curioso, porque olho para o título da notícia e para o gráfico apresentado e não vejo qualquer recuperação.
Deve ser algum milagre.
Guilherme, 12 anos e aluno do 6.º ano assume: “o Mentes Sorridentes [nome do projeto] está a influenciar a minha vida”. Porquê?, indagámos. “Antes explodia com muita facilidade, hoje quando me começam a chatear respiro fundo e tento controlar-me”, responde. E resulta?, insistimos. “Bem, hoje sou mais amigo das outras pessoas e também tenho mais amigos”.
Dulce Gonçalves, professora de Educação Especial, percebeu há dois anos, após usar os exercícios de respiração nos seus alunos, que tinha de alargar o mindfulness na escola. Juntou um grupo de oito professores e a psicóloga do agrupamento (Daniela Feio) e apresentou o projeto ao diretor.
No ano passado, após concluírem formação, essa equipa de docentes começou a fazer sessões de 20 minutos por semana a alunos, sinalizados por indisciplina, défice de atenção ou ansiedade, a professores e funcionários, durante oito semanas cada grupo. No final, o inquérito feito a professores e pais pelo Centro de Neurodesenvolvimento do Hospital Beatriz Ângelo, que monitoriza o projeto, confirmou que mais de 40% dos alunos melhoraram os níveis de atenção e reduziram a impulsividade.
Primeira ideia: o balanço geral é positivo. Ainda é cedo para balanços definitivos
Segunda ideia: sem uma reforma curricular, esta reforma é só meia-reforma.
Terceira ideia: está tudo nos ombros dos professores.
Quarta ideia: um consenso político seria uma mais-valia, para evitar futuras reversões.
QUINTA IDEIA: QUANDO NOS QUISERMOS APROXIMAR DA FINLÂNDIA VAMOS A ESPANHA AOS CARAMELOS… (ainda não descobriram que temos de trilhar o nosso caminho, não o dos outros)
O próximo ano lectivo vai trazer muitas novidades, com um projecto-piloto que pretende aproximar a Educação em Portugal da Finlândia. É uma boa ideia, defende Alexandre Homem Cristo. Mas há perigos.
Já se adivinhava e, agora, confirmou-se: o próximo ano lectivo trará novidades significativas para as escolas, as principais sob forma de um projecto-piloto. Quais? Três em particular. A multi e interdisciplinaridade (com aulas temáticas) – permitindo aos professores trabalhar em conjunto à volta de temas ou, por exemplo, fundir disciplinas. A flexibilização de 25% na gestão da horária – permitindo, por exemplo, que algumas disciplinas se tornem semestrais. E a definição das “matérias essenciais” nos programas das disciplinas – permitindo aos professores fixarem-se nessas e deixar de lado parte do programa.
O livro que hoje apresentamos abre espaço a uma reflexão que nós, professores, devemos instigar.
No momento em que se pondera a fusão de disciplinas, o trabalho focado na transdisciplinaridade, nos projetos, assente num perfil de aluno que o prepare verdadeiramente para o século XXI, chega-nos notícia de um livro original.
Original na medida em que todos os seus autores são alunos de uma escola que, através de um trabalho de pesquisa conjunto ou individual, mobilizou a aprendizagem da sala de aula para a escrita com um objetivo específico e palpável: assegurar que aquilo que o discente produz chega a um público concreto, chega a um leitor.
Este projeto partiu, sem dúvida, de um intrincado trabalho de equipa entre professores e alargou-se para além do universo da escola com os jovens a tomarem opções distintas, expressando, através de inúmeras reportagens, os seus próprios pontos de vista.
Pessoalmente, não conheço forma mais bonita de motivar o gosto pela escrita.
Aqui ficam os parabéns do blogue a docentes e alunos do 8º ano do Agrupamento de Escolas 4 de Outubro, exemplo claro de que, na sala de aula, se aprende mais quando implodimos o espartilho de aprendizagens petrificadas…
“Temos um problema sério de equidade e de justiça no nosso país que nos prova que os alunos que reprovam têm sempre as mesmas características sociais, ambientais, familiares. E não é justo esperarmos que as causas se resolvam para avançarmos para o patamar seguinte”, garantiu João Costa, desenvolvendo, de seguida, o plano do Governo para a Educação, que assenta em dez pontos “essenciais”: Pré-escolar; Programa Qualifica; Planos de Ação Estratégica; Formação Contínua; Perfil de Competências, Currículo: Aprendizagens Essenciais e Gestão Flexível; Estratégia de Educação para a Cidadania; Educação Inclusiva; Modelo de Avaliação; e Projeto Escolas Inovadoras
NOTAS
(Desenvolvidas por João Costa, Secretário de Estado da Educação)
Pré Escolar
Garante que todas as crianças tenham Pré Escolar a partir dos três anos;
Épreciso que a transição das crianças dos três anos para o Pré Escolar não seja abrupta;
Defendemos uma orientação pedagógica estável e, por isso, estamos a tentar que a educação
comece dos zero aos três anos.
Programa Qualifica
Os Programas de Educação para Adultos têm grande impacto nas pessoas perante a escola e também perante a educação dos filhos;
Investir nos adultos é investir nas crianças.
Planos de Ação Estratégica
Respostas pensadas para cada escola;
Tentar agir aos primeiros sinais de insucesso, prevenindo o fracasso escolar;
Aulas de apoio são um caro insucesso. O aluno fica exausto da mesma forma de jornada de trabalho.
Formação Contínua
Destinada aos professores;
Queremos investir 19 milhões de euros em formação de Relevância, Qualidade e Impacto.
Currículo: Aprendizagens Essenciais e Gestão Flexível
Os programas são muito compridos e os alunos seguem “a máxima”: Memorizo, despejo, esqueço!
O programa curricular é também extenso para os professores;
Com tudo isto os mais prejudicados são os alunos com maior grau de dificuldade.
Educação Inclusiva
Rececionamos muito, mas fazemos trabalho separado (os alunos estão na mesma sala, mas separados dos outros)
A inclusão dão trabalho e consome tempo.
Modelo de Avaliação
Consciência sobre o que é ser avaliado.
Projecto Escolas Inovadoras
Estamos com um projeto em seis escolas que defende “escolas sem retenção” de alunos e que está a ser muito bem acompanhado.
Mais importante que estas notícias soltas de agressões a professores por encarregados de educação é depois saber a pena que os agressores terão de cumprir pelos actos que praticaram.
É inadmissível que estas situações de agressões a docentes continuem a acontecer nas nossas escolas. Enquanto não existirem penas exemplares que desmotivem outros encarregados de educação a fazer o mesmo, mais cedo ou mais tarde outras notícias idênticas irão aparecer.
Docente de escola do 1.º ciclo em Setúbal foi sovado à frente dos alunos após separar briga.
Um professor do 1º Ciclo, com cerca de 40 anos, foi agredido na tarde de sexta-feira pelo pai de uma aluna, em Setúbal. As agressões tiveram lugar à porta da escola EB1/JI de Setúbal, no bairro da Bela Vista, pelas 13h00.
O docente foi sovado em frente a diversos alunos da escola, por um homem que acabou por ser identificado pelos agentes da PSP que se deslocaram até ao local das agressões.
Duas alunas, com cerca de 12 anos, ter-se-ão envolvido numa luta, o que levou o professor a separá-las. À chegada de alguns familiares, o pai de uma das alunas abordou o docente e socou-o na cabeça. As agressões só cessaram com a intervenção de outros familiares presentes. O professor acabou por ser assistido. A PSP investiga o caso.
O próximo quadro apresenta o número de horários em concurso em contratações de escola desde o ano lectivo 2011/2012, para os grupos de recrutamento convencionais, tendo como data final de candidatura o final do mês de Março de cada ano.