10% dos auxiliares das escolas estão de baixa. Concurso urgente ainda não arrancou
“Ainda temos muito ano letivo pela frente, queremos que as escolas abram os concursos o mais rapidamente possível.” Anunciado desta forma há duas semanas pelo ministro da Educação, que atribuiu urgência ao processo, o concurso para contratação de mais mil auxiliares para as escolas ainda não arrancou no terreno. Quem o garante é o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que hoje apresenta um inquérito respondido por cerca de 200 agrupamentos do país que mostra que 10% dos assistentes operacionais estão de baixa.
Se há duas semanas Filinto Lima até admitia receber funcionários ainda durante o terceiro período, que arranca a 23 de abril, agora acredita que os 1067 assistentes operacionais prometidos só estarão nas escolas no início do próximo ano letivo, em setembro. “Não se sabe de nada. O governo fez essa promessa, mas até agora as escolas ainda não receberam informação”, e é por elas que tem de passar o processo.
“Não se sabe de nada. O Governo fez essa promessa, mas até agora as escolas ainda não receberam informação”
Aquando do anúncio do Ministério da Educação, o dirigente da ANDAEP explicou ao DN que os concursos são lançados em cada escola, a que são atribuídas as vagas depois da análise das necessidades. Depois da publicação dos concursos, os trabalhadores têm prazos para concorrer, podem ser realizadas entrevistas e os funcionários podem contestar os resultados. Tudo somado, os diretores apontam para um processo que deve demorar dois meses.
A ANDAEP somou o número de funcionários de baixa com os que estão em falta para cumprir os rácios, multiplicando esse resultado por quatro, para chegar à conclusão que faltarão cerca de 3400 assistentes operacionais nas escolas
“E ainda estou para perceber se estes mil funcionários de que fala o governo são apenas regularizações de situações de trabalhadores que já estão nas escolas ou se estamos a falar de mais mil assistentes. Ainda ninguém nos explicou nada”, critica Manuel António Pereira, presidente de outra associação de diretores – a Associação Nacional de Diretores Escolares -, que confirma que os concursos ainda não arrancaram no terreno.























