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Jan 22 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/01/22.01.2020-Reu-Ministro.pdf”]
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Jan 22 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/01/20200122-grh-pnd-prevpap-faqs-aditamento.pdf”]
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Jan 22 2020
Reunião de pura propaganda cor de rosa. O ME tudo faz em prol da escola publica.
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Jan 22 2020
Ser professor é lidar diariamente com muitas vidas. As nossas, as de alguns colegas e as muitas (demasiadas) vidas dos nossos alunos que, quer queiramos quer não, acabam por se entrecruzar com as nossas nas muitas horas em comum passadas nas salas de aula, em visitas de estudo, nos corredores, no bar da escola e até, muitas vezes, fora da escola.
Com o recomeço das aulas neste segundo período, fui confrontada com uma situação que me deixou a pensar. Tinha uma hora de direção de turma entre as nove e as dez horas da manhã e fui a correr à reprografia (que fica afastada, quase na outra ponta da escola) buscar as fichas individuais dos alunos que mandara imprimir para entregar aos pais na reunião de encarregados de educação. Ao passar por uma zona que dá acesso ao wc dos professores, reparei que alguém estava deitado num banco comprido e estreito de cimento onde os alunos gostam de se sentar nos intervalos das aulas. Aproximei-me lentamente. Não havia ali mais ninguém e pensei que talvez o aluno se estivesse a sentir mal. Mas ele dormia profundamente e ouvia-se o seu ressonar. Entretanto saiu uma colega da casa de banho que, perante este panorama, manifestou a sua indignação para com o aluno, criticando-o por estar a dormir em pleno espaço escolar. Eu, confesso, preocupei-me em perceber o que se passava com aquele aluno e com a sua vida.
Conheço o L. desde o oitavo ano de escolaridade. É meigo, humilde, educado. Vive com um familiar distante e os pais ficaram algures em África. As suas dificuldades linguísticas fizeram-no repetir o nono ano mas conseguiu chegar ao décimo segundo onde agora se encontra a marcar passo numa tentativa de o concluir (deixou duas disciplinas em atraso, Português e Matemática). Nesse dia, L. chegara à escola às oito para ter aula mas perante a ausência do professor, a seguinte só seria às dez. Com duas horas de espera, o L. não desistiu e em vez de abandonar a escola, decidiu esperar pela aula seguinte – duas horas depois. Estendeu-se no único local que lhe permitia descansar um pouco, tapou a cabeça com o capuz do seu casaco e adormeceu. Quantas vezes não senti vontade de fazer o mesmo… Devo dizer-vos que se eu tivesse uma mantinha comigo, tinha tapado o L.
A minha escola, como todas as escolas, tem muitas vidas que fazem pensar. Ontem, no final de uma aula, a poucos minutos do toque das dez, desabafei que estava com fome e perguntei aos meus alunos o que tinham tomado ao pequeno-almoço. Numa turma de trinta, só três tinham comido algo antes de sair de casa: bolachas de chocolate. Antes do intervalo grande da manhã (vinte minutos), é triste ver os alunos aflitos de urgência para sair da aula e acorrerem ao bar onde compram uma ou duas sandes de pão branco com manteiga e um sumol. Basta espreitar a longa fila que ali se forma e os alimentos que consomem para perceber que algo está muito mal… Sigo para a aula seguinte e sou confrontada com mais uma situação, das muitas com que um professor se confronta no seu dia a dia: duas adolescentes, altas e robustas, engalfinhadas, numa luta corpo a corpo de respeitar, seguida de uns puxões de cabelos e concluída com alguns palavrões atirados com vigor. Gajos, stora!, diz-me uma aluna de ar pacato enquanto me pisca o olho.
Mas nem sempre é assim. A angústia de não saber como lidar com os problemas de sexualidade de alunos ou alunas, muitas vezes totalmente desconhecidos dos pais ou encarregados de educação, assalta-me muitas vezes. Pode ser mais um tormento para o professor que é diretor de turma. Porque o aluno desabafa connosco e ficamos – quantas vezes – sem saber o que fazer. A B. é lésbica e namora com a C. de uma outra turma do mesmo ano. A mãe não sonha e se sonhasse não gostaria. A B. tem apenas catorze anos. A mãe retirou-lhe o telemóvel para a castigar pelas más notas do primeiro período e não a deixa encontrar-se com os amigos. Apenas lhe permite encontrar-se duas vezes por semana, à noite, para ir ter com as “amigas”. Uma delas a C. Que fazer? Contar à mãe quando B. pede por tudo para não contarmos?
Outra aula, numa turma do décimo primeiro ano, tento quase desesperadamente que uma turma de jovens adormecidos consiga ler alguns excertos da obra de estudo obrigatório, a peça Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, quando a A. desabafa perante todos: Antes, quando era mais nova, gostava muito de ler livros. Mesmo, stora! Mas agora a escola ocupa-me o tempo todo e já não leio…
Nem eu, querida…, apeteceu-me responder-lhe. Mas calei-me a tempo. A aluna em questão acabou de completar dezasseis anos de idade. Numa média de cento e vinte alunos, há um que lê (livros). A N. chega sempre à aula de Português com um livro novo que abre nos intervalos. Há dias, a N. pediu-me se em vez de estar atenta à aula, podia ficar a ler o seu livro… Obviamente, respondi-lhe que não. E estupidamente, também.
Na última aula da primeira sexta-feira do segundo período, a C. pediu-me: Stora, posso vir cá para a frente para perto de si? Lá atrás sinto-me bué alone…Podes, sim! Podes sentar-te aqui ao meu lado. Faz-me companhia que eu hoje sinto-me exatamente como tu.
Hoje quando entrei em casa, após duas semanas de aulas, esgotada de tantas tarefas e diferentes, de tantas vidas e diferentes, dei por mim a pensar que a autonomia e a flexibilidade são só para as escolas. Não para os professores!
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Jan 22 2020
Se aqueles que outrora sustentaram as lutas socialistas, já não acreditam na capacidade de negociação de um governo, dito, socialista, é porque algo vai mal com este socialismo. Ou é isso ou a democracia está em perigo.
Militantes representantes dos trabalhadores queixam-se de ser “escorraçados” pelo Governo e deixados de fora da negociação coletiva.
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Jan 22 2020
1. O ministro da Educação esteve mais de cinco horas no Parlamento, qual louvaminhas de vacuidades, a defender “o mais robusto” orçamento que já apresentou. Em síntese, diz o Governo que vai rever o modelo de recrutamento de professores, estudar a hipótese de substituir aulas por outras actividades para os que tenham mais de 60 anos, considerar a criação de incentivos para determinados grupos de recrutamento, alargar ao 2.º ciclo do ensino básico a malfadada “escola a tempo inteiro”, rever a portaria de rácios funcionários/alunos e promover uma nova geração de “contratos locais de segurança”.
O que se pode dizer sobre o orçamento para a Educação varia segundo o que tomarmos por comparação. O seu valor tem aumentado ano após ano do governo PS, depois de uma década em que foi reduzido em 12%? Sim, mas ainda está aquém da expressão que tinha antes da troika e, por referência ao PIB, os três últimos orçamentos são os piores desde que aderimos ao euro. Admitiram-se cerca de 5500 novos funcionários? Sim! Mas esses devem ser comparados com os 24.000 que saíram de 2011 a 2015.
Da lista vasta de promessas não cumpridas pelo governo do PS, este orçamento retoma a universalização da educação pré-escolar a partir dos três anos. Porém, pelo andar das negociações, não me surpreenderá que medidas protectoras de cães e gatos se sobreponham a medidas protectoras de crianças que teimam em não nascer.
2. Agora, aulas de português podem ser dadas por professores de inglês, francês, alemão ou espanhol, de geografia por professores de história e de informática não importa por quem, desde que tenha frequentado uma qualquer acção de formação sobre a matéria. Ora o problema não se resolve com uma “nota” manifestamente ilegal e desqualificante da classe e da escola pública. Em vez de criarem condições para que profissionais com habilitação (que os há) aceitem os lugares vagos, os responsáveis puxaram pela cabeça e actuaram segundo a ideologia grunha para a Educação do século XXI (que todos passem sabendo o que souberem, desde que a escola os guarde a tempo inteiro, para que os pais trabalhem cada vez mais, ganhando cada vez menos).
3. A imprensa afanou-se a noticiar que 45.000 docentes foram promovidos em 2019 e que mais de 6000 atingiram o topo da carreira, graças ao milagre do descongelamento e recuperação de tempo de serviço. Providencial ênfase dada a promoções que, tivesse a lei vigente sido aplicada, se deveriam ter verificado em 2011, mas servem agora para branquear a provocação de uma proposta de aumentos de 0,3%, para salários estagnados há dez anos.
4. António Lacerda, secretário de Estado da Saúde, receitou chá e bolos para combater os agressores dos médicos. Do entender meloso do governante depreende-se mesmo que se as paredes das salas de espera dos hospitais forem pintadas de rosa, talvez se diluam os níveis de tensão. Razão tem o governante para reflectir com tamanha profundidade, porque professores, médicos, enfermeiros e assistentes operacionais viraram sacos de pancada de agressores que ficam livres, com simples termo de identidade e residência. Entretanto, a mulher que agrediu uma procuradora e uma juíza foi imediatamente presa e assim continuará até ser julgada. Será que este exemplo passará a servir de modelo para situações similares de outros exercícios profissionais? Será que a mão pesada que se ergueu para proteger a integridade física de juízes e procuradores passará a proteger o ventre das professoras grávidas agredidas no seu local de trabalho?
5. Na reabertura da oficina da Comboios de Portugal, António Costa disse ter o sonho de passarmos a fazer parte do clube dos produtores de comboios e que, para tal, o país tem de ser “persistente e não voltar a cometer erros que no passado foram cometidos”. Ao sonho, o primeiro-ministro parece ter acrescentado o remorso, que poderia ter explicitado melhor. É que a Sorefame foi totalmente extinta em 2001, era António Costa ministro no Governo de António Guterres. Para os mais novos, recordo que a Sorefame foi uma das maiores empresas portuguesas que, há mais de 40 anos, nos fez entrar no clube dos construtores de comboios
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Jan 21 2020

Famílias com dois ou mais filhos vão ter direito a cheque para ajudar a pagar a creche.
1.524 milhões de euros é o valor que o Executivo atribuiu no Orçamento deste ano para estimular a natalidade e apoiar a parentalidade. Sublinhe-se que o montante é mais do que 50% superior aos mil milhões de euros contemplados, com o mesmo objetivo, no documento em 2015, segundo o Observador.
Até agora, as baixas por assistência aos filhos eram pagas a 65% pela Segurança Social, sendo que os pais podem dar 30 faltas anuais por cada filho, enteado ou filho adotado menor de 12 anos. Estas ausências são consideradas justificadas pela entidade patronal, havendo o respetivo desconto no salário dos dias em causa, sendo, no entanto, possível receber um subsídio da Segurança Social, para o qual é necessário apresentar a declaração médica a comprovar a necessidade de assistência. É esta prestação social que passa a poder ser paga a 100%.
Além deste aumento da comparticipação, as novas medidas de natalidade contemplam também o alargamento da licença obrigatória por parte do pai após o nascimento dos 15 para os 20 dias.
Ana Mendes Godinho adiantou ainda, na mesma entrevista ao Público, que a partir do último trimestre deste ano todas as famílias com dois ou mais filhos até aos 3 anos vão passar a receber um cheque para ajudar com as despesas da creche, seja ela privada ou pública. O valor está, no entanto, ainda por determinar.
A ministra anunciou ainda a criação de 4.500 vagas em creches, nomeadamente em Lisboa, Setúbal e Porto, concelhos cuja “taxa de cobertura é inferior a 33%”.
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Jan 21 2020
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Jan 21 2020
É necessário um polígrafo em cada esquina no que toca à Educação
Após a apoteose de textos corridos e comentários sobre os “não chumbos” no ensino básico, eis que surge um novo “cai o Carmo e a Trindade” no seio dos fóruns educacionais livres de filtros mas repletos, como habitualmente, de caixinhas mentais que operam no senso comum, numa raiva contida, numa cor partidária, ou num arrasto de jogos constantes do telefone estragado que vão contaminado até as mentes supostamente mais esclarecidas. O ruído de tom feroz consegue ser, por vezes, bastante persuasivo.
A nova polémica parece ser uma espécie de projeto-piloto que vai ser iniciado em dez agrupamentos de escolas e que pretende prolongar o horário aos alunos do 2.º ciclo, das 9h às 17h. Medida esta que pode ser generalizada após 2022.
Rapidamente, os espaços destinados à destilação de opiniões, inúmeras vezes sem fundamento, foram invadidos de cartas abertas de pais, professores, funcionários e entusiastas da educação que utilizaram, em tom de incredulidade, as seguintes palavras; “Um cárcere”, “Uma prisão”, “Inconcebível” e o habitual “Vergonha” a quem o “simpático” André Ventura nos tem acostumado. Não deixa de ser curiosa a existência de uma percentagem elevadíssima de crianças que ficam na escola até esta hora, ou mais tarde, por incompatibilidade de horários laborais dos seus Encarregados de Educação. São estes que assumem, inúmeras vezes, a incapacidade da escola de conseguir dar resposta aos seus educandos. Não conheço os números certos, mas ao longo do meu percurso presenciei, sem qualquer erro de cálculo, a metade dos alunos a terem de esperar para depois das 17h alguém que os viesse buscar.
Recordo-me de uma amiga que verbalizava, há pouco tempo, que a sua filha de um ano teria agora de começar a ficar na escola das 9h às 19h e, perante o olhar horrorizado de quem ouvia, disse: Que posso fazer? Não tenho ajudas, peço o desemprego? Um ano…
Idealmente deveria ser este o ponto de partida. Longe estamos dos tempos em que a aldeia educava a criança. Alguém estaria com ela ou a iria buscar. A atualidade é bem diferente. Há avós que não conseguem estar disponíveis, não há avós, não há dinheiro para empregadas e não há dinheiro para pagar rendas e empréstimos se não trabalharmos.
Sempre fui apologista de que a escola não poderia ser um contentor de armazenar crianças e que o seu papel deveria (deve) ser bem definido. Continuo exatamente na mesma linha de pensamento, mas com uma condicionante, a escola é produtora de sociedade e um espaço de excelência que sim, também educa. Criar diferentes espaços e horários na escola com papéis bem definidos pode ajudar no processo de desenvolvimento dos alunos. Lembremo-nos do que trouxe o Desporto Escolar à escola, a capacidade de, independentemente do sítio ou dos meios com que a criança nasceu, ter a oportunidade de realizar várias experiências que em casa dificilmente poderia realizar. Aliás, é este o propósito da instituição Escola. Quando há rigor e organização, a escola é o sítio privilegiado para a conquista de inúmeras competências tendo a família como aliada. E este rigor e organização implica, também, definir bem os limites da escola na intervenção.
Analisemos o seguinte cenário: crianças que chegam a casa às 19h, que vão ainda fazer os trabalhos de casa, projetos, onde os pais exaustos do trabalho não são inundados de uma leveza saudável para a realização sã destas atividades (trabalhos de casa não têm de implicar apenas fichas de trabalho, mas coisas simples como a leitura de uma notícia, livro, debate com os pais). Rapidamente ambos são contaminados pelo cansaço, pelas palavras e atitudes pouco pensadas criando um pequeno caos que a hora de dormir não permite recuperar ou “fechar o círculo” para que o fim do dia seja saudável.
Não poderá a escola, através de uma organização pensada, tendo em conta o seu projeto escolar, minimizar estas situações? Não é isso que tantos Encarregados de Educação almejam?
É verdade que a escola se tem tornado um bode expiatório cada vez mais frequente e cada vez mais fácil de atacar (a todos os níveis). Nada ajuda. Descredibilização do ensino, dos professores, muitos autodidactas de internet, de modelos, de crenças, de definições (de sofá) que se tornaram a nova bíblia. Todos, de repente, sabem falar de educação e das suas especificidades.
Por isso, calma, pessoas. É um projeto-piloto. É um projeto com fundamentação, com objetivos, com uma forma de operacionalização, com avaliação de impacto e com conclusões. Não é um texto do Wikipedia ou um site desconfiável.
Avaliemos primeiro. Critiquemos depois, com fundamento, de preferência.
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Jan 21 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/01/128277571.pdf”]
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Jan 21 2020
Pagas, já, este mês, recebes aumento sabe-se lá quando…
As novas tabelas de retenção na fonte vão ser publicadas esta terça-feira em Diário da República, avança o Correio da Manhã (conteúdo pago), e os salários dos funcionários públicos e dos pensionistas já vão receber este mês com as novas tabelas que foram atualizadas em 0,3%, ou seja, a taxa de inflação do ano passado e que ditou também os aumentos da Função Pública previstos na proposta de Orçamento do Estado, mas que ainda estão a ser negociados com os sindicatos da Função Pública.
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Jan 20 2020
Data: Segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020 às 18:00 – 20:00
Local: Rua de Cervantes, 414, 4050-186 Porto
A Doutora Helena Serra vai trabalhar, neste Workshop, as possíveis adaptações que os alunos com Dislexia podem e devem ter nas salas de aula de acordo com o Decreto-Lei 54/2018.
Inscrições através de mensagem privada de Facebook da Descolar.
Valor: 15 €
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Jan 20 2020

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Jan 20 2020
Continuam casos, graves, de violência nas nossas escolas, desta vez entre dois alunos.
Medidas contra este fenómeno tornam-se urgentes, chegamos a níveis intoleráveis. O Estatuto do Aluno, ou não é seguido pelas direções das escolas ou não é suficientemente aplicado para evitar este e outros casos. Também, poderá ter que ser revisto para que um destes dias não choremos sobre o leite derramado.
Adolescente esfaqueado por colega em escola de Gondomar
Um adolescente de 16 anos foi esfaqueado, esta segunda-feira, por um colega na Escola de Santa Bárbara, em Fânzeres, Gondomar, avançou o Jornal de Notícias. A vítima foi transportada para o Hospital São João, no Porto, no entanto não corre perigo de vida.
Não é conhecido o que motivou o ataque do colega da vítima. O autor da agressão está identificado, mas fugiu das instalações escolares antes de as autoridades chegarem ao local.
O autor do crime está em fuga. A polícia está agora a tentar localizar o jovem.
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Jan 20 2020
Informam-se os interessados que se encontra disponível o aviso de abertura de procedimento concursal simplificado para o recrutamento local de docentes do ensino português no estrangeiro do 1º CEB e dos 2º/3º CEB e SEC, língua inglesa.
Os horários disponíveis são:
África do Sul
Namíbia
Zimbabué
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Jan 20 2020
Perito para as funções de docente no âmbito do projeto: FOCO.UNTL – FORMAR, ORIENTAR, CERTIFICAR E OTIMIZAR a realizar em conjunto com a UNTL – Universidade de Timor Lorosae
Prazo limite de candidatura: 27/01/2020 (novo prazo)
(M/F)
– PERFIL PROFISSIONAL –
País: Timor Lorosae
Referência da posição: Perito para Docência da Língua Portuguesa
Duração da Missão: 12 meses
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Jan 19 2020
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Jan 19 2020

No Agrupamento da Alapraia, em Cascais, a direção já tentou tudo. Lançou concursos a nível de escola, reformulou horários, enviou e-mails para outros diretores do concelho a perguntar se teriam professores de Informática disponíveis. Na quinta-feira chamaram-se os pais para voltar a explicar as dificuldades que a escola estava a sentir este ano letivo e o que estavam a tentar fazer para garantir que os alunos tivessem finalmente todas as aulas. A História o problema atinge turmas do 7º e 8 º anos e arrasta-se praticamente desde o início do ano letivo, quando o professor da disciplina meteu baixa, mas está à beira de ser resolvido, confia o diretor. A disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação é o caso mais complicado, com turmas do 5º ao 9º ano a não terem tido qualquer aula até agora. “Nem com a nota informativa que o Ministério enviou esta semana conseguimos resolver”, desabafa o diretor, Luís Malta.
A substituição de professores tornou-se uma verdadeira dor de cabeça. A desigual distribuição de docentes pelo país e o elevado custo de vida nas regiões de Lisboa e do Algarve, que torna pouco atrativo para um docente contratado aceitar colocação nestas zonas, faz com que ainda existam horários por preencher.
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Jan 19 2020
Qualquer dia um assistente operacional ganha tanto como um professor… Ou um médico. Uns são filhos outros enteados, aqui se vê a importância da meritocracia.
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Jan 18 2020
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Jan 18 2020
Sabia que ao criar uma publicação no Instagram pode colocar um texto que descreve a imagem que publicou?
As imagens seguintes identificam os passos de como fazer uma publicação acessível no Instagram


A inclusão é da responsabilidade de todos, agora já podem colocar todas as vossas publicações acessíveis.
Fonte: Iris Inclusiva
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Jan 18 2020
A Provedora de Justiça anunciou ontem que recebeu uma centena e meia de queixas sobre o reposicionamento remuneratório de docentes e, apesar de considerar “injusta” a situação, admite que ela decorre da conjugação de diversos regimes de transição.
Foram recebidas centena e meia de queixas sobre as consequências imputadas às regras contidas na Portaria n.º 119/2018, 4 de maio, ao promover o reposicionamento remuneratório de docentes que ingressaram na carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário, entre 2011 e 2017. Alegava-se a inversão de posições remuneratórias, com prejuízo para quem tivesse ingressado em momento anterior.
Sem deixar de sublinhar a injustiça criada nas situações em que certo docente é ultrapassado, em termos remuneratórios, por outro com antiguidade igual ou inferior, a Provedora de Justiça entendeu que, no contexto analisado, esta circunstância decorre da conjunção de diversos regimes de transição que se foram sucedendo, combinada com as vicissitudes de cada caso individual. Por esse meio, concluiu-se ficar prejudicada a possibilidade de, com clareza, se definir um critério de conduta geral e abstrato ao qual possa ser imputada a produção dos efeitos contestados.
Foi assinalado que a Portaria n.º 119/2018, 4 de maio, pretendeu sanar a situação (também ela injusta, em termos absolutos como relativos) dos docentes que, tendo ingressado na carreira no período indicado, ficaram desde o início prejudicados no direito de ver o tempo de serviço anteriormente acumulado relevar para fins de definição do escalão remuneratório.
De igual modo, considerou-se que boa parte das situações de injustiça, potenciadas pelo teor da referida Portaria, tinham já podido ficar sanadas pelo correto exercício das possibilidades abertas, em termos de recuperação faseada do tempo de serviço, pelo Decreto-Lei n.º 36/2019, de 15 de março.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/01/Q1439-2019_elucidacao_geral.pdf”]
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Jan 18 2020
Podem os professores ensinar qualquer disciplina?
O princípio é simples e presente em todas as escolas do sistema de ensino inglês: o professor está habilitado para ensinar e, ao estar habilitado para ensinar, ensina. E ao ensinar, ensina qualquer disciplina. É assim desde o dia em que aqui cheguei, a 5 de Setembro de 2007. Já era assim. Vai continuar a ser.
Ao que parece, e de acordo com notícias recentes, em Portugal o Governo decidiu importar esta medida. Pelas mesmas razões: a falta de professores, seja por doença, mobilidade ou reforma. E são muitos a reformarem-se. Mais de metade dos professores em Portugal nos próximos 10 anos. Por isso preparem-se.
Aliás, já nos tinham dado as notícias de modo esfuziante no Natal: 20 anos depois, 20 anos depois do desemprego e do chuto nas traseiras de quem vos escreve e nas traseiras de mais outros tantos milhares de professores, não servem para nada, só sabem ensinar (assim nos disseram), Portugal precisa de professores e já podemos voltar. Por 1200 euros por mês? A 500 quilómetros de casa? Sem fotocópias, aquecimento, com violência quanto baste, num sistema de ensino onde autistas profundos têm forçosamente de atingir os mesmos resultados do aluno médio? E ainda por cima a ter de leccionar Educação Física (por exemplo)? Mas se eu sou de ciências? Não, obrigado.
E não, ainda não chegámos a este ponto. Mas para lá caminhamos. Este foi só o primeiro passo e não esperem pela demora. Nada é temporário. É temporário este ano. E no final do ano, quando os jornais já não estiverem a falar disto e toda a gente estiver de férias, zás, passa a permanente. E o professor que aguente!
O princípio em si, para quem precisa de trabalho lá fora como de pão para a boca, é desafiante. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade de aprender mais, mais sobre outras áreas, outras disciplinas, outros métodos. Serviu-me para aprender a fazer de tudo um pouco e rapidamente subir na hierarquia das escolas até onde estou hoje. Mas isto é lá fora. E não, não gostaria de voltar atrás, por nada deste mundo, aos dias em que tinha de ensinar desde Desporto a Matemática, passando por Religião e Moral, Geografia, Ciências (ufa, que alívio), espanhol, alemão, informática, eu sei lá, de escola em escola a fazer substituições dia-a-dia, todos os dias numa escola nova, muitas vezes sem que o professor me deixasse nada de nada, sem nunca saber ao que ia.
Resultado: acabava a ser cão pastor, de roda dos miúdos a fazer tudo por tudo para que os mesmos não saltassem da sala pelas portas e janelas.
Se em Inglaterra qualquer professor pode leccionar qualquer disciplina, bastando para tal ter um canudo, tal implica uma redução do nível de exigência e uma deterioração óbvia da qualidade de ensino. Se tens de ensinar uma infinidade de conteúdos, não é possível saber de tudo e de todos ao mesmo tempo e tens mesmo de simplificar o ensino. É óbvio.
Assim, através da desculpa da falta de professores, o Governo dá mais uma machadada na escola pública, já de si moribunda e depauperada. Aos poucos e poucos, perdemos o maior legado de Abril: a educação. E sem educação, meus caros, não há liberdade.
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Jan 18 2020
Ouvir o Porfírio e a Joaquina a lerem a cartilha encomendada para tentar fazer o “Nulo” brilhar é a mesma coisa que ouvir um político em campanha eleitoral. Uma nulidade.
Uma questão interessante foi sobre a manutenção das escolas TEIP. Com a flexibilização em curso será que ainda se justificam, ou podemos repensar este modelo?
111 milões de euros para dezenas de intervenções em escolas da rede pública de norte a sul do país. (deve ser para retirar o amianto)
Melhor internet nas escolas. (mas faltamos equipamentos para dela fazer uso)
O que eu mais gostei de ouvir foi a afirmação de que o ME nunca desvalorizou os episódios de violência nas escolas.(tem-se visto as condenações, por parte do ME, no que diz respeito à violência sobre os professores)
Fica o video para quem tiver paciência de ver e ouvir.
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Jan 18 2020
Na reunião que aconteceu na segunda-feira entre a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública e os sindicatos dos setores, os professores foram apontados por Alexandra Leitão como uma das carreiras no Estado em que é necessário definir critérios mais objetivos para a pré-reforma. Contudo, não foram adiantados mais detalhes.
A definição de critérios mais objetivos para a passagem à pré-reforma em 2020 poderá passar pela definição de novas regras em função da idade e do tempo de serviço do trabalhador, mas também pelo método de fixação do montante a receber na pré-reforma.
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Jan 17 2020
Título: “Ama” | Autores: “gobelinspro“
1950: na costa do Japão, uma mulher americana visita uma aldeia com seu marido militar e um grupo de amigos. Rompendo com o grupo, ela se encontra com Namiko, uma jovem pescadora ama.
Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Jan 17 2020
Foi isto que o Costa anunciou por três vezes? Era a esta compensação a que ele se referia?
Ó Costa esta medida não é tua, é do Socrates e da sua MLR. Aquando da publicação do DL 15/2007 foi uma das novidades. Mas tu conseguiste fazer pior, só o permites a um determinado grupo de docentes que deveriam poder-se reformar com essa idade. Isso sim, seria uma compensação. Deixa-te de “copy/paste” e negoceia um regime especial de aposentação para todos os docentes.
A secretária de Estado da Educação, Susana Amador, esclareceu que esta medida será estudada e que no âmbito da valorização da classe docente existe a possibilidade de os professores em regime de monodocência desempenharem outras atividades que garantam o aproveitamento pleno das suas capacidades profissionais.
O que se pretende é explorar cenários possíveis para encontrar a potenciação das capacidades para que estes professores da monodocência que quando chegam aos 60 anos tem uma redução de cinco horas da sua componente letiva.
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Jan 17 2020
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Jan 17 2020
Se tem deficiência motora e necessita de apoios (obras em casa, formação, equipamentos desportivos adaptados, etc.), não perca esta excelente oportunidade! A Associação Salvador tem 130.000€ para apoiar pessoas com deficiência motora. CANDIDATE-SE JÁ!
Para mais informação e formulários de candidatura referentes a esta ação, visite o site em: https://www.associacaosalvador.com/o-que-fazemos/acao-qualidade-de-vida/19/.
Para esclarecer qualquer dúvida, as seguintes sessões de esclarecimento:
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Jan 17 2020
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 17.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 20 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 21 de janeiro de 2020 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Jan 17 2020
As medidas para o setor da Educação no OE2020 são:
– Rever o modelo de recrutamento de professores, que já tinha sido avançado no programa do Governo, e admite ter outros planos para os professores com mais de 60 anos que não passam necessariamente por dar aulas.
– Explorar cenários que permitam aos professores após os 60 anos desempenhar outras atividades, garantindo o pleno aproveitamento das suas capacidades profissionais, bem como a ponderação da criação de incentivos à aposta na carreira docente em áreas do país e grupos de recrutamento onde a oferta de profissionais possa revelar-se escassa são ações a desenvolver
– Elaborar um diagnóstico que permita delinear um plano de curto e médio prazos, a 5 e 10 anos, “recrutamento que tenha em conta as mudanças em curso na sociedade portuguesa e que promova o rejuvenescimento da carreira.
– Reforçar o investimento na educação pré-escolar, por um lado, “de forma a acompanhar o aumento da procura em determinados locais, seja pelo maior interesse das famílias, seja por um conjunto de dinâmicas territoriais e migratórias.
– Para o 2.º ciclo do ensino básico está previsto o arranque de um projeto-piloto de educação a tempo inteiro, no âmbito das atividades extracurriculares.
– Aumento de despesa com a educação inclusiva, um reforço da ação social, o reforço da formação de professores-tutores para o programa de combate ao insucesso escolar e também o reforço do programa das escolas denominadas Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP).
– Alargamento da redução do número de alunos por turma a mais anos de escolaridade.
– Rever a portaria de rácios que determina o número de funcionários a colocar em cada escola.
– Dar continuidade às obras de requalificação e modernização dos estabelecimentos escolares.
– Desenvolver, em articulação com as autarquias, uma nova geração de contratos locais de segurança, que concretize uma estratégia de policiamento de proximidade em meio escolar.
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Jan 17 2020
[Em atualização] Alexandra Leitão diz que sindicatos vão saber “em primeira mão” quanto o governo vai somar aos 0,3% já prometidos.
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Jan 17 2020
Seminário Internacional “Ensinar sobre o Holocausto e os Direitos Humanos: Aprender com o Passado, Agir para o Futuro”, de 23 a 26 de fevereiro de 2020, no Museu Judaico do Porto
Para mais informações, programa e ficha de inscrição consulte o nosso site www.memoshoa.pt
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Jan 17 2020
A notícia parece realçar o “enorme feito” do governo de ter permitido que 6.000 docentes tivessem chegado ao topo da carreira em 2019, quando todos estes professores já o deveriam ter alcançado desde 2011. Curiosamente, o que seria interessante enfatizar – que devido à não contabilização de todo o tempo de serviço congelado, cerca de 60.000 docentes nunca chegarão ao topo, por melhores profissionais que sejam ou tentem ser. O Público que perdoe, até porque é dos poucos jornais que ainda consigo seguir, mas isto parece pura propaganda. Principalmente quando vemos a cara de um dos piores ministros da Educação da nossa história na capa a aparentar fazer “publicidade” ao “enorme” feito.
Aliás, e já agora, quando quiserem ver-me numa nova manifestação, que seja, tendo em conta o actual momento, por apenas um – um único – motivo: juntarmo-nos todos para pedir a demissão de um indivíduo que se tornou num “pau-mandado”, num compêndio de tristes figuras, numa nulidade tão grande que não há (aparentes) simpatias ou discursos eloquentes que diafarcem a sua insignificância. Marquem a hora e o lugar, e, com todo o gosto, lá estarei.
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Jan 17 2020
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