Novos modelos de diplomas e de certificados do ensino básico e secundário

 

Define os modelos de diplomas e de certificados em formato eletrónico das ofertas educativas e formativas do ensino básico e secundário

Portaria n.º 194/2021

 

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Estamos Entregues à Bicharada

“(…) Para fundamentar o argumento, citou um acórdão de 2020 do Supremo Tribunal de Justiça, no qual se determinou que funcionários e dirigentes de instituições particulares de solidariedade social (IPSS) deixam de ser investigados, acusados e condenados por crimes de peculato e outros crimes, como participação económica em negócio ou abuso de poder. (…)

Colégios GPS: MP admite não haver fundamentos para julgar arguidos por peculato | TVI24

 

Isto é para lá de vergonhoso, é pura e simplesmente o fim da picada…

Vocês sabem quanto dinheiro o Estado dá, anualmente, sem qualquer tipo de controlo, de mão beijada às IPSS que pululam como cogumelos?

Por exemplo, na Educação quem é que controla a bandalheira do dinheiro dado aos “famosos” CRI – Centros de Recursos para a Inclusão?

Eu tenho uma boa solução: acabava com os planos de ação com os CRI e entregava o dinheiro diretamente aos agrupamentos para contratar os técnicos.

Ficou tudo em águas de bacalhau?

16 de Dezembro, 2017

Secretária de Estado alertou para falta de controlo das IPSS

Antes de ir para o Governo, Cláudia Joaquim concluiu na tese de mestrado que o Estado perdeu capacidade de fiscalização das IPSS que recebem €1,2 mil milhões por ano

Poucos meses antes de chegar ao Governo, a atual secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, alertou para a necessidade “urgente” de rever o modelo de cooperação e financiamento das instituições particulares de solidariedade social (IPSS), “de forma a assegurar a sua transparência e eficácia”.

Na tese de mestrado que apresentou em fevereiro de 2015 com o título “Proteção social, terceiro sector e equipamentos sociais: Que modelo para Portugal?”, Cláudia Joaquim faz várias críticas ao estatuto das IPSS, que tinha sido aprovado um ano antes, no Governo de Passos Coelho, e que ainda se mantém em vigor. A diminuição do controlo e do acompanhamento por parte do Estado relativamente à atividade e às contas destas instituições, que todos os anos recebem mais de 1,2 mil milhões de euros de dinheiros públicos, eram alguns dos alertas deixados na dissertação.

O Expresso tentou contactar a secretária de Estado da Segurança Social para saber que mudanças ao estatuto das IPSS estão a ser ponderadas, tendo em conta as críticas que fez anteriormente, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.

“O acompanhamento e fiscalização on going por parte do Estado são bastante suprimidos, em oposição aos poderes dos órgãos de fiscalização das instituições que são reforçados”, apontou na altura Cláudia Joaquim, referindo-se ao decreto-lei aprovado em 2014 que alterou o estatuto das IPSS. “Os orçamentos e as contas das instituições que anteriormente careciam de visto do membro do Governo responsável pela área da Segurança Social, com a faculdade de delegação, depois de serem aprovados pelos corpos gerentes, deixam de ser sujeitos a visto, passando a ser apresentados apenas para verificação da sua legalidade”, exemplificava a então aluna de mestrado do ISCTE.

Por outras palavras, o Estado perdeu capacidade de controlo sobre os orçamentos das IPSS, alertava há dois anos Cláudia Joaquim, que agora vai ser chamada ao Parlamento no âmbito do caso da alegada gestão danosa da associação Raríssimas.

Na tese, a responsável criticava “a visão assistencialista e emergencialista da Ação Social” que dizia estar a “desregular aquele que era um princípio fundamental da cooperação entre o Estado e o Terceiro Sector, que consistia nos poderes de tutela do Estado e de fiscalização e de inspeção”.

“Torna-se urgente a análise crítica ao atual modelo de cooperação e respetivo modelo de financiamento das IPSS, de forma a assegurar a sua transparência e eficácia”, concluía então a atual secretária de Estado da Segurança Social, questionando se não “faria sentido aplicar a estas instituições e aos seus dirigentes algumas das normas aplicadas à ação dos gestores e dirigentes da Administração Pública, designadamente em matéria orçamental e correspondente responsabilização financeira”.

Estatuto não foi revisto Cláudia Joaquim entrou para o Governo pouco mais de seis meses depois de ter concluído esta tese de mestrado. A técnica superior do Instituto de Segurança Social tornou-se secretária de Estado da pasta no final de 2015, mas, até agora, o estatuto das IPSS ainda não foi revisto.

As instituições são obrigadas a tornar públicas as suas contas, publicando-as nos seus sites, mas muitas não o fazem. Nos últimos anos tem havido suspeitas de irregularidades na gestão de várias IPSS, nomeadamente casos de lares e creches em que se dá preferência a utentes com rendimentos mais altos, deixando de lado famílias com menores recursos, em violação do princípio da solidariedade social que está na base dos acordos de cooperação celebrados com o Estado.

Este ano, o Governo introduziu alterações na forma de seleção das IPSS que recebem verbas do Estado, criando o Programa de Celebração ou Alargamento dos Acordos de Cooperação para o Desenvolvimento de Respostas Sociais, que passou a obrigar à abertura de concursos a nível nacional. O objetivo é a “introdução efetiva de mecanismos que garantam uma maior previsibilidade e transparência na seleção das entidades”.

Joana Pereira Bastos “Nenhum sector é tão controlado”, garantem as IPSS

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), que representa quase três mil das cerca de cinco mil IPSS, rejeita as alegações de falta de fiscalização, garantindo que nenhum outro sector é alvo de um controlo tão apertado em Portugal. “Há um acompanhamento muito grande, por vezes quase excessivo nas exigências que são feitas por parte dos inspetores”, frisa Lino Maia. Segundo dados do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, entre 2015 e novembro deste ano foram realizadas 1615 ações de fiscalização a IPSS, tendo sido apresentadas ao Ministério Público 71 propostas de destituição dos corpos gerentes das associações. O responsável da CNIS admite que “pode haver um ou outro caso de má gestão”, mas sublinha que “o panorama geral é de grande transparência”.

Fonte: Secretária de Estado alertou para falta de controlo das IPSS | ASJPASJP

 

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684 horários não ocupados nas Reservas de Recrutamento (18/09/2021)

Até às 10:00 de hoje estavam disponíveis na plataforma  684 horários com 8 ou mais horas, o que significa que não foram preenchidos nas Reservas de Recrutamento, pelos professores disponíveis nas listas de ordenação.

Informática, Geografia,  Física e Química, Inglês, História e Matemática são os grupos onde mais horários estão por preencher. No grupo de Eletrotecnia, como a lista de ordenação é minúscula, há horários completos e anuais sem colocados de norte a sul.

São mais de 10000 horas semanais… não será exagerado se dissermos que mais de 3000 turmas têm professores por colocar. Contas por baixo, mais de 70 000 alunos não têm todos os professores!

Foram várias as políticas (e políticos) a contribuir para  que a situação chegasse a este ponto. Neste momento, em Portugal, os professores são uma classe envelhecida, desmotivada, desrespeitada, afundada em burocracia e alvo do ziguezaguear das reformas educativas… se não existir uma política clara de valorização da classe (que se começasse amanhã já seria tardia), a educação no nosso país está condenada!

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Já há turmas inteiras em casa devido à covid-19

Não tardará muito a acontecer nas escolas públicas. Professores e funcionários já temos em isolamento profilático, infetados ou não, a seguir virão os alunos.

Já há colégios com turmas inteiras em casa devido à covid-19

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Menos professores para recuperar mais aprendizagens

Os recursos prometidos no Plano de recuperação das aprendizagens devem vir a caminho montados em caracóis.

“Contrataram até agora menos 710 professores do que no ano passado e apesar de ter havido a vinculação de 2.424, saíram para aposentação 1.852. Portanto, se fizermos a diferença, verificamos que este ano, as escolas começaram o ano letivo com menos 140 professores do que no ano passado”, disse à Lusa Mário Nogueira, lamentando que “num ano em que há um plano de recuperação por causa de uma pandemia” não exista um reforço de professores nas escolas.

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Um Ensino Superior “americanado”

 

Milhares de estudantes portugueses vão ser apanhados a meio do curso pela reforma curricular que separa licenciatura e mestrado. Fim de mestrados integrados promete pequena revolução nas faculdades

 

Governo acaba com mestrados integrados. Nascem agora novos cursos mutantes num modelo próximo do americano

 

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RR3: Quantos professores há por colocar?

Chegados à RR3 (e primeira semana de aulas) com menos de metade dos professores contratados disponíveis. Numa altura em que as atividades letivas se iniciam mais de metade dos professores disponíveis “esfumou-se”.

Se agora ter apenas 23768 candidaturas por colocar já parece preocupante, a situação torna-se ainda mais dramática vendo que 15471 pertencem a apenas 5 grupos, ou seja, para 30 dos 35 grupos de recrutamento existem pouco mais de 8000 candidaturas. Não é necessário grande raciocínio matemático para perceber que se a análise incidisse sobre alguns concelhos e/ou horários incompletos veríamos vários grupos sem professores para colocar.

Pela análise da tabela seguinte percebe-se a drástica diminuição ao longo das reservas de recrutamento. Sabemos que esta situação é um problema nacional, com contornos dramáticos nalgumas regiões… quando mais tempo os Governos demorarem a assumir e enfrentar o problema, mais difícil será resolvê-lo. E até lá continuaremos a ter milhares de alunos sem aulas e projetos curriculares comprometidos porque as equipas pedagógicas estão incompletas. Ficam os dados:

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Greve nas escolas prolongada até quarta-feira

Greve nas escolas prolongada até quarta-feira

A greve de professores e pessoal não docente vai prolongar-se até quarta-feira, anunciou esta sexta-feira o Sindicato de Todos os Professores (STOP), no dia em que estava previsto terminar a paralisação que decorreu esta semana.

“A greve nacional de todos os profissionais de educação (pessoal docente e não docente) vai continuar dias 20, 21 e 22 de setembro”, adiantou hoje aquela estrutura sindical, prolongando a paralisação que começou na terça-feira.

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Lista de Ordenação com os candidatos que reúnem condições para a Norma Travão

Ao clicar na imagem terá acesso à Lista de Ordenação com os candidatos que reúnem condições para a Norma Travão pintados a verde. Através da análise da lista percebem-se os contornos que fazem com que a norma travão seja ainda tão criticada por muitos.

 

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Já há 61 Horários COMPLETOS E ANUAIS para Contratação de Escola

Não é novidade! Há falta de professores em vários grupos e distritos do país. Há de certeza muitos diretores de lisboa e almada a pensar como irão preencher os horários que não foram ocupados nas Reservas de Recrutamento.

E começam já a aparecer as ofertas de escola acima de 8h. Nesta hora (17:35) a plataforma com com 324 horários que não foram ocupados nas Reservas de Recrutamento. Dessas, 61 são completas e anuais. Fica o registo dessas 61.

ATUALIZAÇÃO: 18:13 – São 552 os horários com mais de 8 horas disponíveis e 94 completos e anuais.

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Qual o tempo de serviço dos professores que vincularão no próximo ano?

Serão pelo menos 2620, os professores que vincularão no próximo ano ao abrigo da norma travão. A tabela abaixo apresenta a média do tempo de serviço desses professores, efetivamente prestado até ao final do ano letivo 2021/2022, distribuído por Grupo de Recrutamento e QZP.

Como se pode perceber pela mancha colorida da tabela, o tempo de serviço oscila bastante consoante a região do território continental que se está a analisar. A norte o tempo de serviço necessário para vincular ronda os 20 anos de serviço e nalguns grupos esse valor é largamente ultrapassado.

Algumas curiosidades sobre a análise feita a estes 2620 professores.

  • O mais novo tem 28 anos e terá 3 anos de tempo de serviço efetivo em 31/08/2022;
  • 6 destes professores têm menos de 30 anos;
  • 12 terão menos de 5 anos de tempo de serviço;
  • O mais velho tem 67 anos e perto de 23 anos de tempo de serviço;
  • 45 têm mais de 60 anos de idade;
  • 12 estão neste momento na 3ª prioridade.
  • A idade média ronda os 45 anos.

Lá para maio, com a saída das listas provisórias do concurso externo, estes números virão à baila… ficam aqui em 1ª mão!

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Pelo menos 2620 contratados vincularão no próximo ano

São pelo menos 2620, os professores que estão este ano no 3º contrato completo e anual, por isso serão integrados na 1ª prioridade no próximo concurso externo. Já se sabe que estes números poderão ser maiores porque os horários temporários não foram aqui contabilizados.

A tabela abaixo apresenta a distribuição desses candidatos por grupo de recrutamento e QZP onde a vaga será aberta. Se clicarem na tabela poderão aceder a uma listagem com todos os professores nessa situação!

A manter-se a novidade do aviso de abertura do concurso do ano passado, veremos muitos professores coagidos, a manifestar preferências para QZP’s para onde nunca concorreram como contratados. Veremos o que a negociação do diploma trará…

NOTA: A semana passada, por lapso, foram integrados alguns horários temporários, daí os números finais serem ligeiramente menores do que aqueles que foram publicados na semana passada.

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Lista Colorida – RR3

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados na RR3.

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2036 Contratados colocados na RR3

Foram colocados 2036 contratados na Reserva de Recrutamento 3, distribuídos da seguinte forma:

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Reserva de recrutamento n.º 03

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 3.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 20 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 21 de setembro de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 3

Listas – Reserva de recrutamento n.º 3

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A Ler – Ainda A Indiferença (Agora Aplicada A Alguns Aspectos Da ADD)

Ainda A Indiferença (Agora Aplicada A Alguns Aspectos Da ADD) | O Meu Quintal

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Professores vão juntar-se em vigília no Porto em protesto contra dois anos de silêncio do Ministério da Educação

 

O SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores convocou os docentes a marcarem presença na Praça Carlos Alberto, no Porto, às 21h00 desta sexta-feira, dia 17 de setembro, para uma vigília em protesto contra dois anos de silêncio por parte do Ministério da Educação, face aos problemas e anseios dos professores e educadores. O Sindicato refere que os professores exigem a reabertura das negociações relativas à avaliação e progressão na carreira docente, à aposentação, aos concursos, às ultrapassagens na carreira entre docentes com o mesmo tempo de serviço, e à reversão da componente letiva, e irá anunciar na vigília novas ações e formas de luta, que irão avançar já no início do presente ano letivo 2021/2022.

Júlia Azevedo, presidente do SIPE, declara que «é urgente passar das palavras aos atos! E perante esta inoperância do Ministério da Educação, que há dois anos tem suspensas as negociações com os sindicatos, os professores são obrigados a sair à rua para se fazerem ouvir». A dirigente considera «inadmissível e uma enorme falta de respeito, a tutela apregoar aos sete ventos que os Professores e os Educadores foram fantásticos na resposta que deram ao desafio provocado pela pandemia, mas não dar o devido reconhecimento, escutando as reivindicações da classe e dando resposta aos seus problemas e anseios».

Porto, 16 de setembro de 2021

 

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Nova lista de colocações RAA

 

Concurso Pessoal Docente 2021/2022 – Listas Ordenadas

 

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Salários dos docentes aumentaram na OCDE mas diminuíram em Portugal

 

Salários dos docentes aumentaram na OCDE mas diminuíram em Portugal

Após a crise financeira de 2008, os salários dos professores da OCDE baixaram mas, em média, entre 2005 e 2020, os ordenados dos docentes com 15 anos de serviço aumentaram 2% no ensino básico e 3% no ensino secundário. Em Portugal, os ordenados “diminuíram 6%”

       

    Os salários dos professores com 15 anos de experiência nos países da OCDE aumentaram ligeiramente entre 2005 e 2020, mas em Portugal diminuíram 6%, revela um estudo internacional.

    Este é um dos dados do relatório “Education at a Glance 2021”, publicado anualmente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que apresenta fontes de informação internacional sobre o estado da educação no mundo, tendo em conta a realidade dos 37 países da OCDE.

    Após a crise financeira de 2008, os salários dos professores da OCDE baixaram mas, em média, entre 2005 e 2020, os ordenados dos docentes com 15 anos de serviço aumentaram 2% no ensino básico e 3% no ensino secundário. Em Portugal, os ordenados “diminuíram 6%”, lê-se no documento hoje divulgado.

    Mas o relatório diz também que os professores portugueses trabalham menos horas do que a média da OCDE, com destaque para o pré-escolar, com menos 100 horas por ano.

    O número médio de horas de ensino anual exigido a um professor em instituições de ensino públicas nos países da OCDE tende a diminuir à medida que o nível de educação aumenta, variando entre 989 horas no pré-escolar e 685 horas no secundário.

    Em Portugal, os professores ensinam 885 horas por ano no pré-primário e 649 horas no secundário. Os sindicatos têm alertado que existem milhares de docentes que permanecem durante muitos anos a contrato, não tendo por isso direito a progressão na carreira, a aumentos salariais nem a redução de carga letiva.

    O relatório aponta também para o fenómeno do envelhecimento da classe docente, um problema que afeta a maioria dos países da OCDE e que poderá colocar “muitos governos sob pressão para recrutar e treinar novos professores”.

    No ensino básico e secundário, cerca de 35% dos professores têm pelo menos 50 anos de idade em média nos países da OCDE e podem atingir a idade de aposentação na próxima década. Em 2019, 44% dos professores do 1.º e 2 ciclos em Portugal tinham pelo menos 50 anos. No 3.º ciclo a proporção era de 50% e de 44% no secundário.

    No que toca a despesas com educação, o relatório salienta que os salários do pessoal escolar, e em particular dos professores e diretores das escolas, representam a maior despesa. Na maioria dos países, os ordenados aumentam com o nível de ensino e também com a experiência.

    A despesa pública em instituições do básico ao ensino superior por estudante a tempo inteiro em Portugal foi de cerca de sete mil euros em 2018, abaixo da média da OCDE (cerca de 8.463 euros).

    Segundo números do relatório, Portugal gastou mais de oito mil euros por aluno no ensino básico e secundário, ficando 374 euros abaixo da média da OCDE. No nível superior, Portugal investiu quase dez mil euros por aluno, menos 4.470 euros do que a média da OCDE.

    Entre 2012 e 2018, os gastos por aluno aumentaram nos países da OCDE. Em Portugal, a despesa com instituições de ensino diminuiu a uma taxa média anual de 1,1%, mas o número de alunos também diminuiu em média 1,7% ao ano nesse mesmo período. “Isso resultou numa taxa média de crescimento anual de 0,6% nas despesas por aluno neste período”, conclui o estudo.

    A proporção da riqueza nacional dedicada às instituições de ensino é mais elevada em Portugal do que, em média, nos países da OCDE. Em 2018, Portugal gastou 5% do seu PIB em instituições de ensino, mais 0,1 pontos percentuais do que a média da OCDE.

    A remuneração de professores e outros funcionários empregados em instituições educacionais representa a maior parte das despesas correntes do ensino primário ao superior.

    Em 2018, Portugal alocou 81% das suas despesas correntes à remuneração do pessoal, em comparação com 74%, em média, nos países da OCDE.

       

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      Brandão Rodrigues, o Gorbachev do Ministério da Educação

      Tiago Brandão Rodrigues terraplanou o caminho para que se possa, e deva, discutir de forma séria um novo e reforçado protagonismo do setor privado, social e cooperativo ou o sistema de cheque-ensino.

      Brandão Rodrigues, o Gorbachev do Ministério da Educação

      Tiago Brandão Rodrigues estampou-se. Na ânsia de fugir às responsabilidades, uma competência que vem de série no kit do governante socialista, o ministro sacou do custo médio por aluno no ensino público para tentar justificar a suborçamentação da despesa com pessoal do setor que a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) veio novamente sublinhar.

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      Confiança e ambição na abertura do novo ano letivo

      A todos os estudantes e profissionais do nosso sistema educativo, um agradecimento sentido por toda a dedicação e compromisso e votos de sucesso para o ano letivo que estamos a iniciar.

      Confiança e ambição na abertura do novo ano letivo

       

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      Professora Dulce Gonçalves ganha GLOBAL TEACHER AWARD 2021

       

       

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      Roteiros de apoio à Leitura Orientada em Sala de Aula

       

      Publicados roteiros de apoio à Leitura Orientada em Sala de Aula

      O impacto da pandemia aponta para um retrocesso nas aprendizagens, designadamente no domínio da leitura e da escrita, que os estudos em diferentes países, incluindo Portugal, têm vindo a evidenciar.
      A leitura é fundamental para o sucesso dos alunos pela sua transversalidade e pela forma como influencia as aprendizagens em todas as áreas curriculares. O sucesso neste domínio está diretamente relacionado com a frequência de contactos com livros e com práticas de leitura, pelo que o tempo dedicado à leitura condiciona de forma decisiva os progressos na compreensão, cabendo à escola um papel relevante no ensino da leitura e na promoção do gosto de ler.
      No âmbito do Plano 21|23 Escola+, que visa a recuperação das aprendizagens, procurando garantir que ninguém fica para trás, o PNL2027 propõe a prática da Leitura Orientada em Sala de Aula, pedindo aos professores do Ensino Básico que reforcem as atividades em torno do livro, lendo com os alunos uma hora por dia no 1.º ciclo e uma hora por semana no 2.º ciclo.
      Um conjunto de orientações, sugestões de livros e propostas de atividades estão à disposição dos professores num novo espaço digital do PNL2027, criado especificamente para este propósito.

       

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      Professores são “o fermento” da evolução da sociedade, diz Gouveia e Melo

       

      O responsável pela ‘task-force’ que coordena o programa de vacinas contra a covid-19, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, disse hoje, numa escola onde estudou e encontrou paz, que os professores são “o verdadeiro fermento” da evolução da sociedade.

      Professores são “o fermento” da evolução da sociedade, diz Gouveia e Melo

      Gouveia e Melo esteve na Escola Secundária Alves Martins (ESAM), antigo Liceu de Viseu, onde estudou em 1975/76 quando regressou de África por ter ido viver com uma tia-avó em Viseu.

      “Sinto quase que uma viagem na minha história pessoal e quero tentar contar-vos, através da minha história, a importância que os senhores têm, enquanto professores, e enquanto futuro do país”, destacou.

      O vice-almirante falava para dezenas de professores, a convite da ESAM, para assinalar o início do novo ano escolar e, onde regressou 44 anos depois e visitou pontos da escola onde estudou “num período muito especial” da sua vida pelo regresso de África e a separação dos pais.

      “Fui excecionalmente bem recebido, integrei-me imediatamente e fiz logo uma data de amigos e recomecei a vida outra vez. (…) Foi o primeiro sítio onde voltei a sentir-me verdadeiramente português, regressado ao território pátria, porque tinha vivido sempre fora e foi muito interessante e contribuiu imenso para voltar a integrar-me e continuar a caminhar, era um miúdo”, disse aos jornalistas.

      Às dezenas de professores que o aguardavam no ginásio, Gouveia e Melo falou da “vida um pouco desarticulada” que a família viveu no regresso de África, em que os pais ficaram em Lisboa e ele foi “mandado para casa de uma tia-avó” quase um ano, em que frequentou o quarto ano do liceu, atual oitavo ano de escolaridade.

      Gouveia e Melo lembrou a “senhora muito simpática, mas tia-avó” e ele um jovem de 15 anos “confuso” e recordou o sentimento de “estar dentro de uma máquina de lavar” que tanto a ele como à sua família o “enrolava” sem que tivessem “o mínimo controlo sobre os destinos”.

      “E vim encontrar paz aqui, neste Liceu. Essa paz foi-me transmitida, muito pelos professores e é isso que vos quero dizer enquanto professores. Os senhores são o verdadeiro fermento da evolução, a farinha são os alunos”, comparou por entre aplausos.

      Gouveia e Melo disse aos professores que, apesar de acabarem por recordar três ou quatro alunos, “os alunos lembram-se de todos” os professores.

       

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      Acho Curiosa a Nota Informativa da RR2

      …quando começa o articulado com “Em cumprimento do disposto nos artigos 36.º e 37.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho na redação em vigor” para depois logo na segunda página entrar em claro incumprimento do artigo 38.º:

      O que diz o artigo 38.º do Decreto Lei n.º 132/2012 na redação em vigor é:

      Artigo 38.º Objeto

      1 – As necessidades temporárias de serviço docente e de formação em áreas técnicas específicas podem ser asseguradas pelos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, mediante contratos de trabalho a termo resolutivo a celebrar com pessoal docente ou pessoal técnico especializado.

      2 – Para efeitos do número anterior, consideram-se necessidades temporárias:

      a) [Revogada];

      b) Os horários inferiores a oito horas letivas, desde que não sejam utilizados para completamento;

      c) As resultantes de duas não colocações na reserva de recrutamento, referentes ao mesmo horário, independentemente do motivo;

      d) As resultantes de duas não aceitações, referentes ao mesmo horário, nas colocações da reserva de recrutamento

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      Listas de Colocações Temporárias na Madeira

      Mais uma lista de colocações de substituição temporária na Região Autónoma da Madeira.

       

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      Entregar a escola a este modelo de gestão autárquica? – Paulo Prudêncio

       

      É importante sublinhar que a gestão das escolas pelos municípios implicará avultadas transferências financeiras e um vasto conjunto de decisões e de concursos públicos que se prestam a parcialidades.

      Entregar a escola a este modelo de gestão autárquica?

       

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      Escola Portuguesa de Luanda – Necessidades Docentes

      A Escola Portuguesa de Luanda – Centro de Ensino e Língua Portuguesa tem necessidade de três docentes com qualificação profissional para os grupos de recrutamento 110 (1.º CEB), 200 (Português e Estudos Sociais/História) e 520 (Biologia e Geologia), a recrutar em mobilidade estatutária, por destacamento, para lecionarem naquele estabelecimento escolar no ano de 2021/2022.   

                                                    

      Os interessados devem enviar a sua manifestação de interesse e o respetivo Curriculum Vitae para o seguinte endereço eletrónico: [email protected]t, até dia 17 de setembro.

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      Professores e alunos de risco ficam em casa

      Professores e alunos de risco ficam em casa

      Governo acredita que devido à elevada vacinação, número de requerentes irá diminuir. Federações defendem que condições de regresso são determinantes.

      Tanto professores como alunos sinalizados como doentes de risco vão manter o acesso aos regimes excecionais, aprovados por causa da pandemia, independentemente da vacinação completa, confirmou ao JN o Ministério da Educação (ME). A partir de hoje e até sexta-feira, cerca de 1,2 milhões de alunos e mais de 100 mil docentes regressam às escolas. Será o terceiro ano em pandemia e o primeiro da aplicação de um plano de recuperação das aprendizagens perdidas durante o ensino à distância.

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      Projeto C.A.F.E., Timor-Leste, em 2022

      Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções docentes no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (Projeto C.A.F.E.), Timor-Leste, em 2022.

      CAFE de Timor-Leste 2021/22 – Home – Projetos em Língua Portuguesa

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      Procedimentos Concursais em 2021 – 1.º, 2.º CEB – relativos a França

       

      Aviso de abertura de procedimento concursal simplificado (local) –  França – horário LYO13, RPA06, RPA21, RPA57 e RPA64

      Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de 4 professores do ensino português no estrangeiro para o 1.º, 2.º CEB – língua francesa– horário a prover, em substituição, horário LYO13; RPA06; RPA21; RPA57; RPA64

       

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      O PRIMEIRO DIA DO RESTO DAS SUAS VIDAS

      !

      De olhar curioso, muitas são as crianças que irão cruzar o portão da escola pela primeira vez. Mesmo que já tenham frequentado o jardim-de-infância no mesmo edifício, há uma mudança no pensamento: agora vão para a ESCOLA. Para elas é um passo de gigante que estão a dar. Sentem-se “crescidas” e estão prontas para embarcar numa nova viagem. Uma aventura que fará toda a diferença nas suas vidas.

      Há as destemidas, que chegam e correm pelo espaço. Sem receios exploram tudo o que há para explorar. Mesmo sem conhecerem os amigos, querem logo abraçá-los.

      As curiosas chegam e observam tudo com atenção. Durante anos construíram a imagem de uma escola na sua imaginação. Uma escola que tantos lhe falaram e está agora ali. Chegou o dia, a escola deixou de ser uma representação. É real e é, finalmente, sua!

      Há também as faladoras… bom, sobre essas, há sempre tanto para dizer. Querem saber tudo, têm tanto para contar. Mas também gostam de ouvir. De conversar. São comunicadoras natas e, por norma, isso vai continuar! E é tão bom!

      Entram algumas mais tímidas, com uma certa apreensão no olhar. Algumas estão com receio, mas ao mesmo tempo entusiasmadas. É isso que as faz ir, sem olhar para trás. Confiam e nada as fará recuar.

      Há aquelas para quem tudo é novidade. Mas há outras que se sentem sós, como se estivessem sozinhas numa nova cidade.

      Há também as que choram, que chegam com alguns medos espelhados em algumas lágrimas que lhes caem pelo rosto. Aqui que ninguém nos ouve, algumas, se pudessem, perpetuavam o mês de agosto! (Bom, quanto a isso…até nós!)

      E aquelas que entram a gritar? Sim, as que voltam a dar vida à escola. Porque a escola só é escola porque nela vivem crianças. Vida pura!

      Bem, quanto a estas últimas, pelo menos durante o primeiro, segundo ou terceiro dia – no máximo. Depois disso acabam todos a gritar ao mesmo tempo e, verdade seja dita, acaba por ser cansativo.

      Sim, porque ao fim de dois ou três dias tudo muda. Tudo!

      – As que derramaram algumas lágrimas, ficam mais do que integradas…. lágrimas só de tanto rirem;
      – As que entraram timidamente, andam a correr e a gritar pelos espaços;
      – As que se sentiam sozinhas passam a estar rodeadas de amigos;
      – As faladoras continuam sem se calar;
      – E as destemidas…. ficaram ainda mais destemidas!

      Os corações estão apertados: os das próprias crianças e os dos pais. Mas há uma comunidade escolar pronta para as receber.

      Os professores não estão lá apenas para as ensinar a ler ou escrever, estão lá para as ajudar neste processo de transição. E rapidamente será nos professores que irão confiar, do dia para a noite. De olhos fechados!

      Sabem porquê?

      As que precisarem de um abraço serão abraçadas!
      As mais inseguras tornar-se-ão mais confiantes.
      Vai haver tempo para acalmar as que precisam de tranquilidade.

      E isto não se encontra nas aprendizagens essenciais de português ou matemática.

      Que seja um bom ano. Que seja um ano em que as crianças possam iniciar um caminho feliz, com professores felizes!

      Um professor do 1º Ciclo,
      Fábio Gonçalves

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      O dever de proteger não justifica a supressão das liberdades – Santana Castilho

      Com o pensamento em dois grandes portugueses, que nos deixaram ao mesmo tempo: Jorge Sampaio e Manuel Patrício.

      Recordámos há quatro dias um 11 de Setembro, o do World Trade Center. Ficou esquecido um outro 11 de Setembro, o do Chile, de 1973.
      O que Bush iniciou a 11 de Setembro de 2001 e outros continuaram, em nome do combate ao terrorismo, é um percurso que não serviu a paz, desprezou liberdades e democracia e ampliou o terror que inicialmente queria combater. Mostra a realidade que ao terror inorgânico se somou o terror de Estado, com milhões de mortos e refugiados e a legalização da violação de direitos humanos fundamentais. Mostra a realidade que a responsabilidade dos estados protegerem os seus cidadãos se exerceu trocando liberdade por aparente segurança e permitindo que os senhores da guerra se afirmassem, no campo político, como simples sugadores de fragilidades, usadas para controlar os recursos energéticos e as riquezas dos outros.
      Muito do que sempre foi determinante para influenciar o comportamento das pessoas, e impor ideias hegemónicas idênticas às que serviram todos os projectos imperiais, resultou do aproveitamento das emoções causadas por fenómenos de impacto global. Para obstar a tal processo, a democracia precisa do empenho dos cidadãos por causas e as causas precisam de razões demonstradas. A ausência da demonstração da razão afasta o empenho, abre portas à debilidade da democracia e permite que ideias erradas se imponham, varrendo tudo o que resta de um estar geral abúlico. Porque mais do que as agressões ao nosso modo de viver, são os actos com que lhes respondemos que mudam o mundo.¬
      Interrogo-me continuadamente sobre se é o medo que gera a indiferença perante o racional ou se é essa indiferença que favorece a instalação do medo. Seja como for, vejo hoje muita indiferença e demasiado medo, particularmente no campo da saúde, onde é visível a utilização do pânico causado pela pandemia para retirar direitos e liberdades e reprimir, com a imprópria designação de negacionismo, tudo o que questione o discurso politicamente correcto, por mais fundamentados e cientificamente sérios que sejam os argumentos que se lhe opõem.
      Há ano e meio que assisto à tomada de medidas por parte da maioria dos governos do mundo, que não logram obter os resultados que prometeram. Há ano e meio que assisto, em nome da emergência pandémica, a uma sucessão de medidas frequentemente contraditórias, ilógicas e ineficazes, limitadoras de direitos e liberdades, mas genericamente aceites pela sociedade como os crentes aceitam os dogmas das religiões. Há ano e meio que assisto à promoção de cientistas, pagos a ouro pela indústria farmacêutica, a uma espécie de sacerdotes infalíveis, enquanto outros, com créditos científicos bem mais sólidos e eticamente impolutos, são destratados como hereges e queimados na novel inquisição da opinião pública, vigiada e censurada. Dir-se-ia que à pandemia da covid-19 se juntou uma pandemia de fideísmo, que leva a maioria a acreditar agora em políticos que lhes mentiram toda a vida.
      No regresso das nossas crianças às creches e à escola, e apesar de se ler na imprensa que 99% dos seus cuidadores estão vacinados, a Direcção- Geral da Saúde não foi sensível a vários estudos que identificam atrasos no desenvolvimento dos mais pequenos, atribuíveis à ausência da interacção fundamental com o rosto dos adultos, cobertos por máscaras.
      Muitas das crianças que estão a ser violentadas na escola por regras sem sentido, serão enviadas para restauro muitas vezes ao longo da vida. Porque, embora não o manifestem de modo a que os adultos o entendam, mais do que nunca sentem-se assustadas na escola. Porque os perigos sanitários a que as poupamos são nada quando cotejados com os custos garantidos dos défices motores, mentais e emocionais que estamos a infligir ao seu desenvolvimento são. E não há vacinas que as protejam das chagas deixadas pela imobilidade forçada, pelos recreios livres suprimidos e pela habituação à inexpressividade de rostos mascarados dentro das quatro paredes das salas, onde passam a maior parte da vida que lhes estamos a roubar. Tantos constrangimentos e tantos isolamentos só podem fazer mal, mais mal do que aquele que evita uma escola tão protectora, mas tão pouco amigável.

      In “Público” de 15.9.21

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      O que evidenciam os resultados da mobilidade interna, contratação inicial e reservas de recrutamento 01 e 02 de 2021?

      Apesar das recomendações de vários grupos parlamentares, entidades sindicais, associações de professores e de diretores, o Governo manteve-se inflexível na sua decisão – só disponibilizou horários completos no concurso de mobilidade interna de 2021, considerando apenas os horários incompletos a partir da primeira reserva de recrutamento (publicitada no passado dia 1 de setembro).
      O conhecimento recente dos resultados destes dois momentos de colocação de professores expôs, à semelhança de 2017, uma inversão na atribuição das colocações disponíveis, ficando docentes de maior graduação colocados em escolas mais distantes das preferências que tinham manifestado como prioritárias.
      Atente-se nas listas de colocação definitiva da RR01 respeitantes aos grupos de recrutamento 120, 200, 240, 250, 290, 300 ou 910, por exemplo.
      Viram-se, assim, ultrapassados por docentes com menor graduação profissional (em muitos casos, com o mesmo vínculo) e colocados em agrupamentos/escolas a centenas de quilómetros das suas residências.
      Mais uma vez, não se compreende este atentado à dignidade profissional da classe docente.
      A realidade colide com as palavras proferidas pela deputada Sílvia Torres, do grupo parlamentar do Partido Socialista, na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, aquando da discussão da Petição No 199/XIV/2a – “A valorização dos profissionais que trabalham nas escolas e, em particular, a criação das condições para a estabilidade da função docente, assumem para o Partido Socialista um papel insubstituível na promoção da escola pública. (…) O grupo parlamentar do Partido Socialista reafirma, assim, a sua convicção de que o Ministério da Educação continuará a assentar a sua ação na valorização do papel dos docentes, assegurando desde logo a maior estabilidade e previsibilidade possíveis.”
      Bem como com a justificação que adiantou para o procedimento adotado pelo Governo no concurso de mobilidade interna – “É da consciência da realidade e da necessidade de adotar a solução que melhor sirva o sistema educativo, assente numa adequada gestão dos recursos humanos docentes e na boa utilização dos dinheiros públicos, que resultam as decisões por vezes difíceis do Ministério da Educação.”

      Proceda-se, então, a uma análise comparativa dos resultados obtidos quer no concurso de Contratação Inicial de 2018 (com a vinda imediata de horários completos e incompletos) e de 2021 (com a disponibilização apenas de horários completos), quer nas Reservas de Recrutamento 01 e 02 de ambos os anos.
      2018 – Contratação Inicial
      3330 docentes contratados com horário completo
      2018 – Reserva de Recrutamento 01: 496 docentes contratados com horário completo anual
      2018 – Reserva de Recrutamento 02: 545 docentes contratados com horário completo e anual
      2021 – Contratação Inicial
      6581 docentes contratados com horário completo (mais 3251)
      2021 – Reserva de Recrutamento 01: 1792 docentes contratados com horário completo anual (mais 1296)
      2021 – Reserva de Recrutamento 02: 618 docentes contratados com horário completo anual (mais 73)
      Afinal, onde está a boa utilização dos dinheiros públicos, se, até ao momento, o Ministério de Educação já contratou mais 4620 docentes com horário completo anual comparativamente a 2018?
      Perante o exposto, urge corrigir de imediato a situação e os atropelos descritos.
      Lígia Violas e Paulo Fazenda Pelo Grupo de Docentes Lesados a 25 de Agosto

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      Quem é que andará desatento, Tiago?

       

      O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sublinhou esta terça-feira na Básica e Secundária do Cerco que, este ano letivo, as escolas estão mais bem preparadas para lidar com as dificuldades geradas pela pandemia, destacando que só “um diretor muito desatento” é que poderia dizer que o Governo está a pedir que os docentes e não docentes façam mais com o mesmo.

      Questionado sobre a falta de recursos denunciada por alguns diretores de agrupamentos escolares, o ministro refere que “existe, este ano, um reforço de mais 3.500 professores que podem trabalhar nas tutorias, nos projetos pedagógicos das escolas. Temos mais técnicos especializados, através dos planos de intervenção em cada uma das escolas – de desenvolvimento social e comunitário. Só um diretor muito desatento é que poderia eventualmente dizer isso”.

      “Obviamente que os diretores, assim como as organizações que representam os trabalhadores, querem sempre mais. Mas é nesse equilíbrio que nós conseguimos construir estes planos”, assinala Brandão Rodrigues.

       

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      Hoje há GREVE

      Ano letivo começa com greve de professores e funcionários

      Professores e pessoal não docente iniciam esta terça-feira uma semana de greve contra a precariedade e por melhores condições de trabalho, um protesto que coincide com o arranque do ano letivo no ensino obrigatório.

      Todos os profissionais de educação, incluindo os trabalhadores do ensino superior, estão abrangidos pelos avisos de greve do Sindicato de Todos os Professores (STOP), em vigor entre hoje e termina a 17 de setembro.

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      Lista de Colocação – Substituições Temporárias – RAM.

       

      Lista de Colocação – Substituições Temporárias 

       

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      A legitimação da extrema-direita nas escolas do Reino Unido – João André Costa

       

       O caso do Tommy, aluno de 13 anos, é paradigmático. Primeiro a recusa a pés juntos sempre que chegava a hora de ter aulas com qualquer professor que não fosse caucasiano. Sem se explicar, corria escola fora à procura do melhor lugar para se esconder durante uma hora por inteiro para não ter de entrar na sala. Depois as conversas com professores, auxiliares e colegas sempre que o tema versava sobre as origens individuais dos presentes. “Mas não”, dizia ele, “Tu não vens de Hackney. De onde é que tu vens mesmo?” sem por isso nomear a cor da pele do interlocutor, não é preciso quando só há um britânico de gema na sala e esse britânico é o Tommy.

      Findo o Verão, e porque o Tommy já está mais à vontade, já não é novo na escola, vieram os insultos, tão racistas como directos, sempre que o dia não lhe corra bem, nunca corre, e é urgente encontrar alguém para culpar. “Paki” e “Nigger” são as palavras usadas e dirigidas a quem por ele passe. Se a segunda palavra encontra o seu equivalente em português, o qual nos escusamos a traduzir, a primeira não lhe fica atrás sempre que dirigida a alguém de ascendência asiática. Por fim, o comentário de como todos os imigrantes são violadores e uma reunião com os pais na escola. Mas os pais não querem saber, e talvez aqui uma das raízes do problema.

      Por princípio, não atendem o telefone e quando atendem não entendem o sotaque, pedem para falar com outra pessoa, “queixam-se de não perceber o que o André diz” e no dia da reunião não apareceram, um dos filhos está doente, e o Tommy de rédea livre no leme do mundo.

      Fomos a casa do Tommy, eu e uma colega. À entrada da rua apontam-nos a casa, “é aquela das bandeiras” e de facto é, uma casa decorada com o sangue de São Jorge de alto a baixo entre bandeiras e emblemas no telhado, nas portas e janelas, no relvado. “É por causa do futebol”, diz o pai à porta em tom jocoso diante desta admiração, mas o Campeonato Europeu já acabou e na rua mais nenhuma casa tem bandeiras. Para além disso, remato, “a Inglaterra perdeu” e o pai do Tommy já não acha piada. Vamos directos ao assunto, as faltas às aulas, as conversas os insultos, os imigrantes que são todos violadores e eu, como exemplo, pergunto ao pai do Tommy se ele acha que eu também sou um violador. Resposta: “Nah, mate, you’re alright, we know you”, traduzido mais ou menos por um “Não pá, tu estás bem porque nós sabemos quem és”. Porque nós sabemos quem és. Mas não sabemos quem são os outros, por exclusão de partes. E os outros, já se sabe, são os invasores, os imigrantes que vêm para viver das regalias sociais, das casas, saúde e educação gratuitas que, pelos vistos e de acordo com o pai do Tommy, não chegam para toda a gente e portanto “nós primeiro”, diz ele, “os que já cá estão”, acrescenta, terminando com um “Britain first”. Não obstante a posição da Grã-Bretanha, o Tommy terá de passar um dia a trabalhar num projecto sobre minorias étnicas para apresentar aos colegas. Agradecemos o tempo e fomos embora antes que nos acontecesse alguma coisa.

      O caso do Tommy, apesar de singular, não é único lá na escola. Temos, pelo menos, mais 2 alunos com perspectivas e comentários semelhantes e o trabalho, não só com os alunos mas as famílias também, longe, muito longe de concluído. Infelizmente, as notícias recentes vêm dar-nos razão quando já não é o neo-jidahismo o problema entre crianças e adolescentes no Reino Unido mas a radicalização por grupos e movimentos de extrema-direita. E as estatísticas não mentem: no último ano, 60% das pessoas radicalizadas têm menos de 24 anos e 13% dos detidos são menores, uma subida face aos 5% do ano anterior.

      O fogo, este fogo, não é agora, já dura há anos. Legitimada pelo Brexit e pelo populismo político, o confinamento e as horas passadas on-line têm sido terreno fértil para o recrudescer da extrema-direita entre notícias falsas e teorias de conspiração disseminadas nas redes mas também nos jogos on-line, angariando seguidores nas camadas mais jovens da população. Os mesmos seguidores que vêm à escola, fruto da idade, todos os dias e acerca dos quais devemos estar atentos discutindo pontos de vista, questionando factos, promovendo debates e projectos, partilhando experiências pessoais, sublinhando acontecimentos históricos, educando sem nunca baixar os braços. Porque o caso do pai do Tommy é paradigmático. Já o Tommy é uma criança, ainda tem tempo para aprender todos os dias na escola.

       

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      Conseguir sobreviver após o “estado de graça”…

       

      Entre o regresso, para uns, e a novidade, para outros, assiste-se por estes dias a um certo “estado de graça”, previsivelmente reinante na maior parte das escolas do país…

       Como em quase todos os “regressos” e como em praticamente todas as “novidades”, paira no ar uma certa alegria e uma certa animação, típicas do entusiasmo de quem está prestes a encetar uma nova jornada, na mesma escola ou noutra diferente…

       Muitos discursos de boas-vindas, muita simpatia, muitos sorrisos, muitas estratégias de integração, muita aparente benevolência e tolerância para com todos…

       Mas os “estados de graça” costumam ser transitórios e efémeros e este também o será certamente… As benesses iniciais desvanecer-se-ão e tudo voltará a ser como antes, ou pior…

       Em pouco tempo tudo mudará: a azáfama e a vertigem do dia-a-dia; a pressão para o cumprimento de inúmeras tarefas de natureza burocrática, muitas vezes de relevância duvidosa, mas quase sempre sobrepostas ao que realmente importa; ou a adaptação ao ritual dos velhos hábitos e das velhas rotinas, todos estarão de volta…

       Estarão de volta, e porventura até, ainda mais marcantes e evidentes, expectável consequência da imensidão de Programas, Projectos, Roteiros, Guiões, Regulamentos e Receituários, inscritos no Plano de Recuperação das Aprendizagens 21/23 que cada escola tiver já elaborado ou que vier a elaborar…

       A par disso, existirá todo um “cerimonial de evangelização”, no sentido de fazer acreditar que as “novas” fórmulas agora “descobertas” se constituirão como um remédio ou como uma mezinha infalível que tudo e todos “curará”… Desgraçadamente, não chegarão sequer a ser um placebo…

       E é isto: dentro de pouco tempo, voltará a “normalidade”, perfeitamente anormal e falhada, em que está submersa grande parte das escolas…

      O défice democrático não desapareceu…

      As tarefas burocráticas em catadupa não desapareceram…

      As injustiças, da mais variada ordem, não desapareceram…

      A insanidade e o delírio não desapareceram…

      A hipocrisia e a pantomima não desapareceram…

      A indiferença e o alheamento não desapareceram…

       Por seu lado, o Ministério da Educação continuará na senda da ilusão e da manipulação da opinião pública, coadjuvado pelo silêncio de muitos Directores… Aos profissionais de Educação continuará a ser exigido que façam sempre mais, com cada vez menos recursos, e que, de preferência, consigam ignorar as suas próprias vidas, assim como as pessoas que são significativas para si…

       Em suma, as escolas continuarão a Funcionar, mas não a Viver…

       Evitando o discurso, muitas vezes oco, do politicamente correcto: o próximo Ano Lectivo não vai ser bom para ninguém…

       Conseguir Sobreviver, talvez seja o lema mais adequado… Nada mais do que isso: Sobreviver por nós e por aqueles que nos são próximos e que precisam da nossa atenção e da nossa presença… Tudo o resto são balelas e discursos para entreter…

       Ter consciência da realidade é muitas vezes o melhor caminho para obstar à frustração e ao desânimo… E isso não significa ser pessimista ou “profeta da desgraça”…

       

      (Matilde)

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      Orientações sobre utilização de máscaras – DGS

       

      Orientação nº 011/2021 de 13/09/2021

      COVID-19: Utilização de Máscaras

       

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