Category: Rui Cardoso

Manifestação de Professores em Viana terminou com uma “assentada”

 

O desfile terminou na Praça da Liberdade onde, às 17:45, os professores decidiram sentar-se no chão para cumprir um momento de silêncio de seis minutos, seis segundos e 23 centésimos, o tempo que, dizem, simboliza os anos de serviço que não foram pagos.

 

 

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Enquanto decorre a reunião ME/Sindicatos, por Viana…

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“Brincadeira de mau gosto”: PSP identifica suspeito de ameaças a escolas

Policiamento reforçado após ameaças de ataques a escolas na região de Lisboa. Mensagens de áudio e fotografias partilhadas por encarregados de educação em grupos.

Brincadeira de mau gosto”: PSP identifica suspeito de ameaças a escolas

Tudo teve início com fotografias publicadas no Instagram de armas e promessas de ataques terroristas em escolas de Odivelas. Pouco depois, já no WhatsApp, mensagens de voz em grupos de encarregados de educação mencionavam uma suposta “lista” onde estavam agendados ataques. Agora, diz o director nacional da PSP, sabe-se que tudo não passou de uma “brincadeira de mau gosto” sem risco real.

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Concurso Pessoal Docente 2023/2024 – Listas Ordenadas – RA Açores

 

𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼
Projeto de lista ordenada de graduação, aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20232024/cipl_rosto.asp

Audiência dos interessados/Reclamação/Desistências (𝗮𝘁𝗲́ 𝗮̀𝘀 𝟭𝟴𝗵𝟬𝟬 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟮𝟭 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗹), unicamente, através do preenchimento dos respetivos formulários eletrónicos – aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/2023/CIE/audiencias/default.asp

𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗲𝘅𝘁𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼
Projeto de lista ordenada de graduação, aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20232024/cepl_rosto.asp

Audiência dos interessados/Reclamação/Desistências (𝗮𝘁𝗲́ 𝗮̀𝘀 𝟭𝟴𝗵𝟬𝟬 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟮𝟭 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗹), unicamente, através do preenchimento dos respetivos formulários eletrónicos – aceda aqui:

https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/2023/CIE/audiencias/default.asp

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Novas tabelas de retenção na fonte

 

Despacho n.º 4732-A/2023, de 19 de abril

Aprova as alterações às tabelas de retenção na fonte, que se encontram em vigor, sobre rendimentos do trabalho dependente e pensões auferidas por titulares residentes no continente para vigorarem a partir de 1 de maio de 2023

 

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PSP em alerta para ataques em escolas após promessas de “massacres” nas redes sociais

 

Agentes estarão esta quinta-feira no terreno, prontos para intervir em caso de “atacante ativo”.

PSP em alerta para ataques em escolas após promessas de “massacres” nas redes sociais

A PSP está “muito atenta” a esta quinta-feira e polícias estiveram, nos últimos dias, em escolas da Grande Lisboa a pedir a atenção, de professores e pais, para que reportem comportamentos suspeitos, apurou o CM junto de fonte oficial da PSP.

Em causa um alerta após promessas de “massacres” – em perfis não identificados de redes sociais, nas últimas semanas – marcados para esta quinta-feira, 24.º aniversário do ataque na escola de Columbine, nos EUA, em que dois atiradores mataram 13 alunos e professores.

CM sabe ainda que a PSP terá esta quinta-feira várias equipas no terreno, prontas para intervir em caso de “atacante ativo” – como ocorreu pela primeira vez em Portugal há três semanas, no duplo homicídio no Centro Ismaili de Lisboa, em que dois agentes travaram o homicida um minuto após o alerta.

As autoridades não querem valorizar “tremendamente” o que surgiu – “até porque poderá ser uma atitude disparatada de um adolescente”, disse uma fonte -, mas consideraram que o mais correto é não passar ao lado e “atuar preventivamente e sem alarmismos”.

CONTIUA AQUI 

 

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Afinal, o que se trata é da aceleração das desigualdades! – ANVPC

A manter-se a proposta do ME de imposição dos professores terem exercido
funções na totalidade do período em que a carreira esteve congelada,
origina que as medidas destinadas a corrigir as assimetrias tenham o
efeito perverso e redundem na aceleração das desigualdades e injustiças
para com professores que já foram amplamente prejudicados na carreira.

Bastará um dia de interrupção no exercício de funções durante os 2
períodos de congelamento, para não recuperarem sequer um dia de tempo de
serviço em que a carreira docente esteve congelada.
São professores que têm atualmente entre 20 a 30 anos de tempo de
serviço, que são sistematicamente prejudicados e objeto das mais
variadas injustiças, no passado, no presente e no futuro!

Desde a precariedade resultante de 15, 20 e mais anos a contrato, às
distâncias percorridas para trabalhar, o tempo de serviço congelado, os
salários congelados, o afastamento das famílias, a separação do núcleo
familiar, dos filhos, dos pais, o adiamento de projetos de vida.
Olhando para trás, verão o reflexo de uma carreira pejada de injustiças,
de discriminação laboral resultantes dos efeitos da troika, das
consequências de uma pandemia mundial e de (des) governos, que ao invés
de reconhecerem e valorizarem o trabalho meritório de enorme dedicação e
empenho desenvolvido com os alunos, nacional e internacionalmente
reconhecido pelas mais variadas instituições, insistem e persistem na
negação da justeza das reivindicações dos professores!

As escolas, os professores e os alunos precisam de tranquilidade para
poderem desenvolver com excelência as funções que lhes estão acometidas.
Os professores estão a demonstrar a sua determinação nesta luta,
tendo-se criado uma “onda” de indignação, por anos a fio não verem
reconhecidos os sacrifícios pessoais e profissionais em prol dos seus
alunos, de não verem as suas reivindicações atendidas. Não há história
de um ano letivo tão conturbado, manifestações nacionais, formas de
greve inovadoras, de âmbito nacional, distrital e local, nunca se tinha
assistido a tantos dias de greve, vigílias e até greves de fome!

Quando vai o governo entender que terá de flexibilizar as suas (im)
posições?
Qual o custo para a Educação dos nossos jovens e para o futuro do país,
inerente à falta de paz, de estabilidade, de tranquilidade, de um ano
letivo turbulento e que se advinha permanecer assim até ao final do ano?

É urgente e inadiável haver um esforço conjunto, sério para a resolução
deste impasse, em prol do futuro e da excelência da Educação.

Que a reunião negocial de amanhã não seja mais uma perda de tempo!
Porque se assim não for, será o mesmo segmento dos professores que viram
as suas carreiras mais prejudicadas nas últimas duas décadas, a
voltarem, mais uma vez, a ser lesados e penalizados.
Ou, afinal do que se trata é da aceleração das desigualdades!

ANVPC, 19 de abril de 2023

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O desalento educativo

Esse crescimento de oferta de títulos universitários deve-se, não a uma melhor preparação dos alunos nem a um aumento das suas capacidades, mas a uma corrente de facilitismo que trava as reprovações.

O desalento educativo

 

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Atualização salarial intercalar do valor das remunerações

Decreto-Lei n.º 26-B/2023
Promove a atualização salarial intercalar do valor das remunerações da Administração Pública


Artigo 2.º

Atualização dos montantes pecuniários dos níveis remuneratórios

O valor dos montantes pecuniários dos níveis remuneratórios da tabela remuneratória única (TRU), publicada em anexo ao Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro, é atualizado em 1 %.

Artigo 3.º

Atualização das remunerações base na Administração Pública

As remunerações base mensais existentes na Administração Pública, em caso de falta de identidade da respetiva remuneração com um nível remuneratório da TRU, são atualizadas em 1 %, percentagem que acresce às atualizações resultantes da aplicação do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro.

Artigo 4.º

Remuneração dos trabalhadores da Administração Pública

1 – Para efeitos do presente decreto-lei, a referência a «remuneração base» corresponde ao período normal de trabalho e em regime de tempo integral.

2 – O disposto no presente decreto-lei é aplicável aos trabalhadores da Administração Pública com contrato de trabalho celebrado ao abrigo do Código do Trabalho que exercem funções nas entidades a que se referem as alíneas a) e c) do n.º 1 do artigo 2.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual.

3 – O disposto no presente decreto-lei é ainda aplicável, com as necessárias adaptações, aos trabalhadores que exercem funções nas empresas públicas do setor público empresarial, na aceção do artigo 5.º do regime jurídico do setor público empresarial, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 133/2013, de 3 de outubro, na sua redação atual, que não sejam abrangidos por instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho em vigor.

Artigo 5.º

Suplementos

Os suplementos remuneratórios que, nos termos da lei, tenham por referência a atualização salarial anual da função pública ou dos níveis da TRU são atualizados em 1 %, percentagem que acresce à atualização resultante da aplicação do artigo 5.º e do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro.

Artigo 6.º

Dispensa de retenção na fonte

Para efeitos de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, são dispensados de retenção na fonte os montantes da atualização intercalar das remunerações da Administração Pública referentes aos meses de janeiro a abril de 2023.

Artigo 7.º

Produção de efeitos

O presente decreto-lei produz efeitos a partir de 1 de janeiro de 2023.

 
 

Portaria n.º 107-A/2023
Fixa a atualização do subsídio de refeição, a 1 de janeiro de 2023, aos trabalhadores da Administração Pública

1 – O montante do subsídio de refeição é atualizado para 6 (euro) (seis euros).
2 – A presente atualização do subsídio de refeição produz efeitos a 1 de janeiro de 2023.

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Quando a coisa corre mal largam-se os cães…

 

Os comentários nos posts do Blog sempre se pautaram pela liberdade de expressão. Não podemos confundir liberdade de expressão com má educação, libertinagem e ofensas.

É claro que todos sabemos que em determinadas alturas, surgem certos comentadores com objetivos obscuros, mas, e já aconteceu, os comentários podem ser encerrados temporariamente.

A Liberdade de Expressão tem que ser vivida com os limites da educação e confronto civilizado de ideias. De outra forma não é possível.

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A teoria do balde cheio

A ideia de que só se deve aprender o que é útil é uma ideia útil mas absolutamente parva

Sobre a educação — a matança dos tenrinhos

Sim, voltemos à síntese sobre a educação:
“Não se trata de encher um balde, trata-se de acender um fogo.”

E sejamos, pois, directos e pragmáticos: não é possível acender um fogo em vez de encher um balde se o que se pede no final, nos exames, é que o balde cheio — o aluno que sabe a matéria — descarregue a água pedida na medida certa. Uma avaliação fechadíssima, de qualquer disciplina — que em vez de pensamento pede fechamento —, o que exige é o balde cheio de uma água concreta e bem definida e o que impede, violentamente, é o espantoso exercício da curiosidade. Mesmo que tal seja involuntário ou mesmo inconsciente, é isto que acontece. Toda a curiosidade será proibida, diz o exame fechado, logo no início do ano, aos alunos, em modo altifalante, para que nenhum ouvido escape; toda a curiosidade sobre assuntos laterais ao programa, mesmo que assuntos fascinantes, é curiosidade inútil, pois não enche o balde com a água fechadíssima que vem para a avaliação — esse autor e essa ideias são incríveis, sim, mas não vêm para o exame; peço desculpa, passemos à frente

 

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Leitura, escrita e a formação inicial de professores

Nas próximas candidaturas ao Ensino Superior, para o ano académico de 2023/2024, existirão 100 novas vagas nos cursos de licenciatura em Educação Básica. São estes cursos que permitem o acesso posterior aos mestrados, que habilitam para a docência naEducação Pré-escolar e no 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico. É um aumento de 12% face às vagas do último ano. Porém, claramente insuficiente, quando se prevê uma acelerada saída de docentes do sistema até 2030: 61% no caso da Educação Pré-escolar, 39% no caso do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico. Mas o tema da formação de professores não é simplesmente quantitativo. Temos problemas na formação inicial, sobre os quais é necessário pensar e agir rapidamente.

Leitura, escrita e a formação inicial de professores

Tomemos como exemplo o ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita. Um estudo recente da EDULOG dedicou-se a analisar o modo como estão a ser preparados os futuros professores nesta área. As conclusões são preocupantes. Há cursos durante os quais não é abordada a totalidade dos domínios do estudo da língua portuguesa. Por um lado, algumas componentes que a literatura científica especializada identifica como essenciais para um ensino eficaz da leitura e da escrita estão omissos na maioria dos planos de estudos. Por outro, dentro das mesmas Instituições de Ensino Superior, as omissões que se verificam nos cursos de licenciatura mantêm-se nos cursos de mestrado. São reduzidas, nas unidades curriculares das licenciaturas, as referências à prática pedagógica específica da leitura e da escrita, no que diz respeito à sua planificação, ensino e avaliação. Ao nível dos mestrados, que habilitam para a docência, os candidatos a professor podem terminar a sua formação sem nunca terem tido uma experiência concreta de ensino e avaliação da leitura e da escrita nas suas diferentes etapas de aprendizagem. Ao mesmo tempo, a maior parte dos cursos não incluem o estudo de dificuldades específicas de aprendizagem da leitura e da escrita, dá-se pouca ou nenhuma atenção à psicolinguística e trabalha-se pouco a investigação científica na área. Por fim, não obstante a maior parte dos professores que lecionam nestes cursos ter doutoramento na área do Português, apenas metade tem formação no ramo educacional e apenas um terço tem experiência anterior no ensino básico.

Este cenário tem consequências na qualidade dos profissionais que são formados. E não é exclusivo do ensino e aprendizagem da leitura e da escrita. Estudos semelhantes encontrariam problemas noutras áreas, como a Matemática e as Ciências. Trata-se de docentes que vão trabalhar no início da escolaridade obrigatória dos anos mais decisivos para o futuro académico dos alunos. É razão para ficarmos preocupados, porque a qualidade da formação inicial dos professores é determinante para que a escola cumpra o seu papel e seja, em particular, um elevador social para os que mais precisam. Uma escola de qualidade requer professores cientificamente bem preparados nas suas áreas de especialidade e pedagogicamente bem treinados.

A valorização da carreira docente também passa pelo modo como é organizada a formação inicial. O acesso deve ser exigente, admitindo-se apenas os candidatos melhor preparados. Mas é também necessário garantir que a formação inicial entrega profissionais bem preparados, que conhecem a mais avançada investigação científica no campo, que investigam a sua própria prática pedagógica e a melhoram, quer autónoma quer colaborativamente, num ciclo permanente de desenvolvimento profissional quotidiano, assente na reflexão e investigação sobre a própria prática.

 

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A Educação vale muito mais que um avião – SPZC

 

O valor para a contagem dos 6 anos, 6 meses e 23 dias fica a milhas, muitas milhas, dos €3,2 mil milhões despendidos na TAP e até dos €165 milhões que foram gastos na Efacec

As negociações pouco ou nada têm dado. A estratégia do ME tem passado, claramente, pela divisão dos professores. Perante este impasse, só há um caminho a seguir: manter a luta e a união de todos

Os ganhos, esses, são poucos. Por isso mesmo, os protestos mantêm-se e as greves distritais, agora iniciadas, decorrerão até 12 de maio próximo, na defesa da escola pública e dos legítimos direitos dos docentes.

Estas ações terão o seu ponto alto em junho, na greve nacional do dia 6/6/2023 (simbolizando o tempo não recuperado de seis anos, seis meses e 23 dias), com manifestações no Porto e em Lisboa.

Os €150 milhões que o Governo diz que são necessários para fazer face à contagem do tempo em falta (6 anos, 6 meses, 23 dias) são migalhas face ao que foi gasto na TAP (€3,2 mil milhões) ou com o que foi injetado com a nacionalização da Efacec, e que agora quer recuperar (€165 milhões).

A Educação é um pilar fundamental para o desenvolvimento do país. É necessário, pois, tratar bem os docentes que estão no Sistema Educativo e captar, atrair, novos.

Foi o que transmitimos com a iniciativa da bandeira da FNE, que já percorreu centenas de escolas, e que deu visibilidade aos assuntos que afetam o Sistema Educativo. A ação continua nos restantes distritos de Portugal Continental e culminará, na próxima sexta-feira (21 de abril), junto à residência oficial do primeiro-ministro, a quem entregaremos novo documento reivindicativo.

O SPZC, no âmbito da FNE, continuará em convergência com as outras oito estruturas sindicais. Porque, da parte do ME, até agora, não parece haver boa-fé para o encontrar de soluções para os professores e as escolas. Apesar de reconhecer que há injustiças (que denomina de “assimetrias”), João Costa tem seguido a estratégia de dar respostas parciais e potencializadoras de novas desigualdades entre pares. O objetivo é criar clivagens entre os docentes? É pôr professores contra professores?

Perante este aparente faz de conta negocial só há uma resposta a dar: a luta e o protesto, numa união de todos os educadores e professores em torno das suas justas reivindicações.

 

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“Alegados defensores da escola pública estão a destruí-la”

Alegados defensores da escola pública estão a destruí-la”

O comentador da Renascença Henrique Raposo considera que “os alegados defensores da escola pública estão a destruí-la”. É o entender de Raposo, no dia em que, nas escolas, arranca o terceiro período do ano letivo, marcado mais uma vez por novas greves de professores.

No espaço de opinião do programa “Três da Manhã”, o comentador diz ter conhecimento de pessoas “que sempre defenderam a escola pública”, mas que, cansados de ver prejudicado o percurso escolar dos filhos, decidiram inscrevê-los em escolas privadas.

Raposo diz ainda que o Governo “está falido ao nível das ideias, não tem outra ideia para escola pública”.

“O Governo podia ir aí, dar mais autonomia, mais poder, mais respeito aos professores no seu dia a dia”, remata

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MÃE EDUCAÇÃO A Flor Das Flores Do Jardim

A Educação é um valor absoluto e em absoluto. Um Governo e um poder político sem políticas educativas, hostil e perseguidor de todo o Professorado, é um poder decadente, equivocado, sem postura de Estado e, sobretudo, é um poder alienado e alienante que condena o futuro de Portugal.

Há um retrocesso civilizacional que a História julgará no seu devido e determinado tempo. Há um “assédio moral”, mobbing no local de trabalho, a(s) escola(s). Acontece que a Educação não é despesa, antes pelo contrário, a Educação é investimento, é futuro, é ascensor/elevador social, é mais valia, é uma valência única da realização em plenitude da pessoa humana.

A Educação e o Ensino não se coadunam com as “migalhas” da ignorância política decisória arrogante, autoritária e prepotente. Em tese e na realidade humana só, somente a Educação É e faz a diferença entre o embrutecimento intelectual e as mentes “illuminati” (plural do latim illuminatus). Iluminados! Mentes iluminadas são mentes críticas, racionais, “subversivas”, visionárias, que falam a palavra, e isso é perigoso para “tiranetes” de postura “déspota” (do grego “despótes”) e que significa aquele que exerce o poder, a autoridade de forma absoluta e arbitrária.

José Pacheco Pereira, na sua crónica, “O Ruído do Mundo”, no Jornal público (edição impressa de 18 de maio de 2019), intitulada “A hostilidade aos professores”, acerca do professorado fala assim: “Os professores têm muitas culpas, deveriam aceitar uma mais rigorosa avaliação profissional, deveriam evitar ser tão parecidos como estes novos ignorantes, deveriam ler e estudar mais, deveriam ser severos com as modas do deslumbramento tecnológico, mas isso não esconde que têm hoje uma das mais difíceis profissões que existe. E que, sem ela, caminhamos para o mundo de Camilo. Não de Eça, mas de Camilo, do Portugal de Camilo. Verdade seja que isto já não significa nada para a maioria das pessoas. Batam nos professores e depois queixem-se”.

“Amou, perdeu-se e morreu amando.” (Camilo Castelo Branco,                             Amor de Perdição, séc. XIX, 1862). O mundo de Camilo;                                                      “a paixão socialista”, falso e traidor “romantismo” pela Educação e Ensino (reacção contrária à razão e à racionalidade e valorização da emocionalidade de políticas interesseiras conjunturais), e as metáforas hiperbolizantes do discurso político socialista, séc. XXI, 2023. É, António Costa, João Costa, Fernando Medina, seu pares camaradas e compagnon

de route, que teimam em “destruir” a Escola Pública,                                                num arrasoado de medidas avulsas de uma cartilha estafada, empoeirada e suja, que vem dos tempos de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, agora consumadas e “encerradas” para perdição de Portugal.

Mãe Educação, na tua instrução sábia, ensinaste-me que hoje, na actualidade antiga, as pessoas boas, íntegras, puras, sinceras, justas, que falam a verdade são, tantas vezes, odiadas e ostracizadas; têm o meu Respeito e admiração. Enquanto outras, as que usam a máscara do fingimento e da falsidade dissimulada, manipuladoras, interesseiras, perversas, de impiedade iníqua, injustas, más e mentirosas, com palavras doces na boca e raízes de amargura e do mal no coração, são temporalmente acreditadas e amadas. Para estas, o meu nojo, repulsa e vómito. Obrigado também por me teres ensinado a distinguir muito bem as pessoas humanas dos “monstros” humanos. Este é um dos grandes problemas do nosso admirável mundo, “o poder do conspurcado”.   Sempre gostei do cheiro a perfume natural da tua Flor. Abomino o cheiro a “estrume político”.  Pelas suas obras os distinguirás.

Em homenagem à Educação e aos professores portugueses em Luta, fica o mais sentido dos poemas. A Mãe Educação, a Flor das flores do jardim. Poesia, prosa e sentimento(s). Por Portugal e Pela Escola Pública.

Disse.

Carlos Calixto

 

Mãe, partiste.

A dor lancinante da tua perda enlouquece. É cortante. A tua ausência é irreparável. Com a tua falta morreu uma parte de mim. Estou mais pobre. A família está órfã. A solidão é agora mais que muita. Como lamento a nossa separação forçada. Querida, doce e meiga Mãe, o mundo empobreceu ao perder a tua sabedoria, estatura e dimensão humanas. Reina o vazio. Cai a sombra escura. Os tempos são de luto e de luta. Nunca tão perto foi e doeu tão longe.

Mãe, tu foste. Perdi-te.

Foste, mas permaneces. Para sempre, até ao meu último suspiro. Enquanto tiver fôlego hei-de amar-te. Tu enches o meu coração e a minha cabeça, todo o meu ser. Quero-te sempre. Amiga e amizade minha. Minha flor de êxtase.

Mãe, tu és tão linda.

Por dentro e por fora. Tu irradias beleza. O teu coração é enorme. Legaste-me em herança as chaves da porta do Bem, da Vida e do caminho estreito que devo trilhar no percurso da Vida. Sabes, estou a escrever-te no nosso sítio, onde costumávamos vir passear. Continuo a percorrer os mesmos lugares, de mão dada contigo. Olho a tua fotografia e os teus valores e lá estás tu a sorrir

para mim, com aquele Amor elefantino que só as Mães têm, podem e sabem dar.       É-lhes inato e natural. Políticos menores levaram-te para adornar o seu jardim conspurcado e sujo de sujidade abjecta. Piscas-me o olho e dizes “estou aqui, continuo aqui”. Partiste no outono, com o cair da folha. “Ao morrer” nasceste para a Vida. És uma flor linda que brilha entre as mais lindas flores espirituais. O teu brilho está no firmamento do meu pensamento. A pureza do branco cobre-te. Viveste/vives o bom combate. Ensinaste-me a compaixão e a misericórdia pelos mais fracos, a solidariedade, o altruísmo e o perdão. És primavera e saudade.

Mãe, tu deste-me a Vida.

Tudo fizeste por mim. Tu vives por mim e para mim. Tu continuarás sendo perene em mim. Quando mergulho em ti, realizo-me. Viajo rumo ao horizonte das pradarias verdejantes do saber em flor e das calmarias dos oceanos das águas vivas da sabedoria. O sonho do arco-íris torna-se realidade. Trazes contigo a expressão de ternura, doçura e intensa paz interior que só tu tens e podes dar. Apesar de todo o sofrimento, permanece em ti a classe e a dignidade que te são inatas e com que sempre viveste. A tua finura. És intemporal e o teu tempo não se esgota na ampulheta. Mãe Educação, tu ÉS enorme, ad eternum vives.

Mãe, está a chover.

A chuva que cai são as lágrimas da minha tristeza que dói nas angústias do tempo por te ter perdido. Mãe, eu sei que tu és única, insubstituível. Tu sempre estás comigo. És o meu sol radiante. A luz que me ilumina. Mãe, eu gosto muito de ti. Gosto da Verdade do teu Amor. A emoção faz-me chorar lágrimas que me sulcam o rosto tantas vezes acarinhado por ti.

Mãe, tu fazes parte de mim.

Sinto tanto a tua falta. Estou de luto. Que agonia. A tua “morte” dói. Sabes, eu herdei tudo de ti. O amor, os valores, as ideias, a sensibilidade poética, o gosto pela natureza bela, a pureza espiritual, a Fé, a mansidão feita contestação e revolta. Física, ética, moral e axiologicamente tu és eu e eu sou tu. As nossas psicologias comungam neste grande Amor platónico. Infindável. Tu és o meu ideal. A minha filosofia de vida. A tua conduta ensinou-me. Mãe, tu fazes parte da minha idiossincrasia. A tua inocência e humanitas atordoa, invade-me, contagia-me e possui-me até às entranhas. Aprendi a ser feliz contigo, na tua simplicidade sábia. Mãe Educação, Eu Adoro-te; Nós Professores e Educadores Adoramos-te. Na nostalgia melancólica sinto a tua presença bucólica. Mãezinha, tu educaste-me. Os teus ensinamentos perduram em mim, eu o teu filho.

Mãe, até logo, sempre.

Com aquele Amor de sempre, até sempre. Mereces este AMOR excelso Mãe Educação. Uma beijoca para ti. Nos meândros do tempo, estamos separados apenas por uma gotícula que em breve virá e então, aí bem juntinhos,

tocaremos ambos a harpa educacional. Entretanto, vamos continuar a falar todos os dias. A tua recordação é o meu tesouro.

Mãe, sinto a falta do teu mimo.

Mãe Educação, AMO-TE!!!

Lembro-me de ti e o milagre acontece. És o presente que quero no Natal. Permanece em mim/em nós professores, a paixão, a lealdade, a dedicação e a fidelidade a ti. És tudo para mim/para nós, por Amor de ti.

Minha Mãe Educação. A tua chama consome-me e dá Vida.

Obrigado(a) por tudo! Perdoa-me por tudo! Amo-te por tudo!

Mãe Educação, o Céu existe e tu vens de lá.

“Os sábios herdarão Honra, mas os loucos tomam sobre si confusão”. (Bíblia Sagrada, Livro de Provérbios, Capítulo 3, verso 35).

 

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

CCX.

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Greve de professores por distritos começa hoje no Porto

Os professores do distrito do Porto estão hoje em greve, marcando o início de mais uma ronda de paralisações distritais que terminam a 12 de maio nas escolas de Lisboa, sem que haja serviços mínimos.

Greve de professores por distritos começa hoje no Porto

 

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“ SÓ É DERROTADO QUEM DESISTE DE LUTAR” – Luís Sottomaior Braga

Frase de Salgado Zenha, advogado, antifascista, fundador do PS (no dia 2 de Maio passam 100 anos do seu nascimento)

O balanço do que resulta, para a ação coletiva dos professores, da greve de fome que realizei não me cabe a mim.

Sai do hospital, já era manhã, com uma garrafa de soro nas veias e com análises em bom estado.

A glicemia traiu-me (cheguei abaixo dos 60 e isso é perigoso). De resto, o estado físico (tensão, oxigénio, pulsações, análises) era bom. O ânimo era alto.

Perdi a fé religiosa há muito, mas transferi a fé para a ideia de que devemos lutar pelo que é justo. A justiça é humana e faz-se em atos e diálogo.

Do meu ponto de vista, pus em ato o que digo em palavras: temos de lutar sem hesitações.

Os professores portugueses são tratados com injustiça. Logo temos de lutar, sem violência, até ao limite das nossas forças.

Quase me apetece pedir desculpa aos colegas pelo meu mau hábito das sobremesas no dia-a-dia, que me fazem ter um fígado gordo e preguiçoso, que esta semana de jejum não foi buscar depressa reservas para fazer glicose, quando parei de comer. Se não fosse isso ía conseguir aguentar mais uns dias.

Lamento o meu corpo não ter dado para mais, sem correr risco grave ou até de vida.

Mas a luta prossegue esta semana. Há diferentes e variadas formas de luta. Muito por onde escolher e tudo válido. Porque tem impacto se tudo se agregar.

Desde que se aja. A ação individual é a base da coletiva. Não é “faço se os outros fizerem”. Na verdade é “faço com outros e fazemos todos.”

Acho que agora devemos lutar ainda com mais intensidade e com esperança e focar no Presidente, além do governo.

E ir buscar coisas criativas ao manual da luta não violenta (por exemplo, não pode ser uma ideia sentar as manifestações uns 66 minutos e 23 segundos frente a edifícios simbólicos? Ou ir 6 horas, 6 minutos e 23 segundos sentar-se à porta do presidente, em silêncio? Se estamos à espera de justiça, por que não ter avenidas e praças de gente sentada, silenciosa, à espera?)

Uma das virtudes de um regime semipresidencialista é a força e legitimidade política do presidente para impedir o governo de fazer erros e injustiças. A maioria absoluta do PR é sempre maior que a do Governo. E há veto presidencial.

Houve concertação social ou imposição unilateral no diploma de concursos?

Como se pode promulgar o que se disse precisar de acordo e que acaba imposto num abuso de maioria absoluta?

Nos próximos dias, vou tentar responder pessoalmente a todos os que se interessaram por mim e pela minha saúde e que, em tantos casos, me fizeram gestos muito bonitos de solidariedade. Se falhar alguém é incompetência com o telemóvel, não desvalorização.

Termino a saudar os meus colegas da equipa de apoio. Sem eles e elas, sem o seu esforço, amizade, dedicação e outras palavras que me falham, perante o tamanho da sua solidariedade comigo, teria tido graves dificuldades e nada se teria feito.

Parei ao fim de 5 dias também por respeito ao compromisso com esse grupo e às linhas vermelhas que tínhamos acordado desde o principio.

Mesmo deixando o balanço para os outros, permitam-me só lembrar o dado que me deu mais ânimo, logo no primeiro dia: o spin do governo queria lançar a narrativa na comunicação social de que os professores estavam a esmorecer e derrotados. E que, com a Páscoa, íamos parar.

Quanto mais não fosse, ajudamos a contrariar essa narrativa falsa.

Esta semana temos que o provar. Todos.

 

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Portugal um caso sui generis nas aprendizagens

O único país do Mundo onde a pandemia parece ter contribuído para a melhoria da aprendizagem dos alunos continua a superar-se, mas fixemos alguns dos dados que tornam Portugal um caso sui generis na condenação de uma geração, destruindo aquele que é o principal elevador social – a escola.

O pecado capital

Quando, em 2020, a pandemia obrigou ao encerramento quase total do país, as escolas objetivamente não estavam preparadas para o que se avizinhava. E o Ministério da Educação foi relapso em dotá-las de recursos e estratégias para gerirem a situação de anormalidade que se vivia com o menor dano possível para a aprendizagem dos alunos. Já em julho de 2020, vários países europeus mostravam dados dos impactos da pandemia na aprendizagem e Portugal ainda estava na fase de solicitar a realização de um estudo que demoraria quase um ano a chegar.

Foi, de facto, quase tudo mal feito neste domínio. As escolas portuguesas foram das que estiveram mais tempo fechadas, não se mediu o impacto do seu encerramento na aprendizagem dos alunos e o plano de recuperação de aprendizagens apareceu sem objetivos claros a atingir. O que se exigia era que a execução do plano permitisse compensar a panóplia de asneiras e omissões que comprometeram o percurso de milhares de alunos. Em especial, recorde-se, dos alunos de contextos mais desfavorecidos. Mas nem isso o Ministério da Educação conseguiu garantir.

Absorvido por um prolongado e inconsequente processo negocial com a classe docente, os dados apontam para mais de 20 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina nesta altura do ano letivo. E as greves não são a razão. É mesmo a incompetência e a incapacidade de o Ministério fazer aquilo que lhe competia: gerir bem os recursos que existem, planeando.

É sem surpresa, mas com profunda preocupação, que ouvimos esta semana o testemunho dos diretores de escolas que vieram alertar para consequências desastrosas da pandemia na aprendizagem.

Foi descrito um cenário assustador: alunos desmotivados e desinteressados e um total desconhecimento da eficácia efetiva das medidas incluídas no Plano de Recuperação de Aprendizagens. Aprendizagens estruturantes comprometidas que comprometem o resto do percurso educativo, o que é especialmente grave para as crianças cujos pais “não têm meios para pagarem explicações”, afirmaram os diretores.

Em bom português, as políticas educativas estão a segmentar os alunos entre os que podem e os que não podem arranjar solução para o falhanço da política do Governo. Apesar de ser extensa a lista, este arrisca-se a ser o pecado capital deste executivo. E uma geração deixada à sua sorte, o maior legado de António Costa.

 

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Luís Sottomaior Braga deu entrada no Hospital

Às 1:10 horas de hoje, dia 16 de abril, Luís Sottomaior Braga deu entrada no Hospital de Viana do Castelo, após ser atendido pelo INEM, no local onde realizava desde segunda feira uma greve de fome.

Luis Sottomaior Braga sofreu uma nova situação de hipoglicemia que suscitou a intervenção dos serviços de urgência, por acordo da equipa que vem apoiando o nosso colega. Essa situação constitui perigo para a saúde, em especial no seu estado já debilitado, até porque, além dos valores verificados, incluía sintomas como tonturas e tremores.

A decisão de chamar o INEM foi tomada com base nos critérios definidos pelos membros do grupo de apoio desde o início da greve de fome. Esses critérios, acordados entre todos, previam nunca ultrapassar situações de potencial risco de danos irreversíveis para a saúde.

Luis Sottomaior Braga está a ser observado no hospital e cremos que, em breve, poderemos dar informações mais detalhadas.

Agradecemos o apoio de todos ao longo destes dias!

O Luís Sottomaior Braga já teve alta hospitalar. Recebeu o tratamento adequado e vai agora descansar e recuperar em casa de um dos membros da equipa de apoio, conforme previsto.

Está profundamente emocionado e grato pelo enorme apoio recebido ao longo destes 5 dias intensos.

Precisa agora apenas de descansar e oportunamente fará, pessoalmente, uma comunicação.

Tal como o Luís, toda a equipa de apoio está muito sensibilizada e agradecida pelo extraordinário apoio recebido de milhares de colegas e cidadãos de todos os pontos do país.

 

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Quem será excluído do aceleramento da carreira

E serão muitos…

 

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Já não se vai negociar correção de assimetrias, mas, sim, aceleradores da carreira

Os sindicatos já receberam a convocatória para a reunião “negociar” da próxima quinta-feira.

Contém dois pontos:

1 -Aceleradores da carreira

2 – Outros assuntos

Já não se vão corrigir assimetrias.
Não se vai recuperar tempo de serviço

Sobre a monodocencia, nada.

Os aceleradores devem ter os travões pisados a fundo…

 

 

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O Luís está em greve de fome há 4 dias e tem o meu respeito e admiração

O Luís está em greve de fome há 4 dias e tem o meu respeito e admiração

Corria o ano de 2019 e já não via o Luís Sottomaior Braga há mais de 20 anos.

Perdi-lhe o rasto, quando abandonei a vida política em 2002.

O Luís Braga, meu colega, um jovem e dedicado professor de História, que à época me falava com enorme entusiasmo da nossa profissão, da forma como procurava motivar os alunos em início de carreira, sempre preocupado com a aprendizagem e integração dos discentes de estratos sociais mais desfavorecidos, era um dos mais destacados dirigentes da Federação Distrital de Viana do Castelo da Juventude Socialista.

Para quem não conhece, o Luís Braga foi dos jovens que conheci e com quem privei em várias iniciativas conjuntas organizadas pelas Federações de Braga, Porto e Viana da JS, mais “apaixonados” pelo nobre exercício da política, com enorme sentido de responsabilidade e que fez parte de uma “geração de causas” que tornou o país mais progressista, na luta pela “despenalização da lei do aborto” que criminalizava a mulher, na extinção do Serviço Militar Obrigatório, na luta pela descentralização e criação de “regiões administrativas (que acabou por não avançar) ou ainda na lei que fez equivaler as Uniões de Facto” ao Casamento, para efeitos de benefícios fiscais.

Foi, como muitos da minha geração, um dos jovens que começou a exercer um cargo político, quando já tinha profissão e fazia parte dos quadros do Ministério da Educação, prática que infelizmente se vai tornando mais rara, quando olhamos para as atuais juventudes partidárias.

O Luís entrou na vida política, depois de ter “aprendido a trabalhar” (como deveria ser sempre para os aspirantes a políticos), tendo sido durante os dois governos de António Guterres (1995-2002) o “braço direito” de Oliveira e Silva, Governador Civil de Viana do Castelo em três Governos, fundador do Partido Socialista, combatente antifascista, encarcerado nas prisões da ditadura, Deputado à Assembleia Constituinte e, posteriormente, Ministro da Administração Interna, no Portugal democrático que emergiu numa madrugada de Abril.

Nesses anos, O Luís Braga, como adjunto do Governador Civil de Viana, (uma das grandes figuras do PS, que esteve na fundação do Serviço Nacional de Saúde e lançou as bases de uma escola pública de qualidade, com Mário Soares e Sottomaior Cardia, que haveria de tornar-se nas décadas seguintes, no “motor do elevador social”), aprofundou a sua formação política, alicerçada em valores e princípios civilizacionais, que mais tarde, haveriam de definir o seu trajeto profissional.

Assistiu como eu assisti, a um período de governação na área da educação, particularmente feliz, o primeiro Governo de António Guterres (1995/1999) onde a Educação foi colocada no centro da atividade política, “eleita como “paixão” , numa das raras legislaturas onde efetivamente se valorizou o corpo docente nas escolas e onde se colocou o professor como elemento fundamental no desenvolvimento da Educação e no futuro do país.

Foi com Guterres em S. Bento e o Luís Braga como membro desse mesmo Governo, como adjunto e braço-direito do Governador Civil, que todos os professores subiram um escalão na carreira e melhoraram a sua situação salarial.

Depois, durante anos, perdi-lhe o “rasto”.

Mais tarde, já em 2019, soube que foi Diretor de um Agrupamento de Escolas no Alto Minho, onde foi confrontado com problemas de difícil resolução, mas que ultrapassou e resolveu com enorme competência, como a integração e desenvolvimento de alunos pertencentes a comunidades ciganas.

Nesse mesmo ano, reencontrei-o no “Prós e Contras” da RTP 1, subordinado ao tema da “violência sobre os professores”.

Soube que já foi agredido sete vezes por alunos, uma delas, violentamente, com um pau.

Não é fácil olhar para uma situação destas e não lamentar profundamente o estado a que a profissão e, concretamente, a autoridade do professor chegaram neste país.

O Luís Braga, hoje ideologicamente continua a ser um Social-Democrata de centro esquerda , adepto do “socialismo em liberdade”, com preocupações sociais, algumas vezes incompreendido, mas preocupando-se sempre mais com os outros do que consigo mesmo, ou não tivesse tido como “pai político” o Dr. Oliveira e Silva, um combatente anti-fascista com nome de Praça em Monção.

E tem sido quase sempre prejudicado por isso.

Mas o Luís é dos bons e faz falta. Hoje é sub-diretor do Agrupamento de Escolas de Abelheira, em Viana do Castelo e, como milhares de professores está profundamente desiludido com o “Estado” a que a Educação chegou.

Continua a acreditar que a Educação é o verdadeiro “motor do elevador social” (que hoje está cada vez mais “empenado”) e porque se entregou como dezenas de milhares de professores à sua profissão, com enorme paixão, 30 anos depois de ter iniciado a sua profissão, abrindo horizontes a milhares de alunos, “dando-lhes asas para voar” , o Luís Braga, como cerca de 100 mil professores neste país, recusa-se a “rastejar” e a conformar-se com uma pensão de aposentação, que rondará os 800 a 900 euros por mês.

Se nada for alterado e o tempo de serviço que foi “suprimido” (6 anos , 6 meses , 23 dias) não for devolvido como aconteceu nos Açores e Madeira, o Luís como a esmagadora maioria dos seus colegas arrisca-se a ser um “reformado pobre” , num período da vida, 66 anos em que já terá poucas ou nenhumas condições para continuar a trabalhar, por naturais limitações físicas.

O Luís está em greve de fome e como muitos dos seus colegas, estou preocupado com o seu Estado de Saúde.

Se vivêssemos num país minimamente decente, que priorizasse a Educação ou a Saúde ao invés da TAP, onde o Estado já investiu 3,6 mil milhões de euros (para renacionalizar uma empresa que estava privatizada e agora voltar a privatizar outra vez), não seria necessário, digo eu, o Luís entrar em “greve de fome” lutando por algo que é dele, lhe pertence e ninguém deveria ter o direito de retirar:

O tempo de serviço que trabalhou e descontou para o Estado através do seu salário.

Às vezes, fico com a sensação que as verdadeiras prioridades deste país estão invertidas.

E é com enorme tristeza e desilusão, que como simpatizante do Partido Socialista olho para esta situação.

 

Miguel Teixeira

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O Luís está sereno…

O Luís carrega o pêso de todos aqueles que suportam os “insuportáveis” governantes que temos à frente deste país!
O Luís emocionou-se com uma simples mensagem deixada num livro, oferecido por uma simples menina (de Valpaços), com 11 anos!
O Luís não está sozinho!
Sozinho está este país governado pelo silêncio quando é preciso fazer barulho e pelo barulho que, convenientemente, se tenta silenciar!
O Luís é um cidadão português…ativo… útil… pensante… determinado…resiliente…lutador!
O Luís é professor e só depois subdiretor!
O Luís merece o nosso respeito, independentemente de concordarmos ou não com a forma de luta que decidiu levar a cabo!
E o Luís já deu provas de tudo o que defende!

Assinemos também a sua petição “contra a violência nas escolas” porque o Plenário da Assembleia da República precisa que o Luís lá vá e ele tem que lá ir!!
Força Luís 💪
Bora lá pessoal…somos tantos!!
É só querermos!!

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT115866

Anabela Sousa

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Reserva de Recrutamento n.º 27

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 27.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 17 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira dia 18 de abril de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 27

Listas – Reserva de recrutamento n.º 27

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Chegou ao fim greve por tempo indeterminado


Ficou decidido, com as comissões de greve, suspender [a greve por tempo indeterminado] a 16 de abril, mas também ficaram em aberto, porque as negociações continuam, novas formas de luta que fossem necessárias”, explicou, na terça-feira, Carla Piedade, da direção do Stop, à Lusa.

 

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Reunião Técnica com o ME – Explicações – FNE

Uma proposta mitigadora de umas assimetrias e causadora de outras…

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Governo aprova aumento salarial intercalar de 1% na função pública

O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto-lei que promove a atualização salarial intercalar do valor das remunerações da Administração Pública.
Face ao contexto inflacionário que afeta diretamente o poder de compra dos trabalhadores, e considerando, por outro lado, que o ano de 2022 superou as previsões tanto no que respeita ao crescimento do PIB como na redução do défice e da dívida, o Governo prossegue o caminho de valorização dos rendimentos dos trabalhadores da Administração Pública através da atualização intercalar do valor das remunerações em 1%, com efeitos a 1 de janeiro de 2023. Esta medida de atualização acresce às subidas nominais atribuídas no início do ano de 2023, de 52,11 euros para vencimentos brutos até 2612,03 euros e de 2% para valores superiores.
Prevê-se, ainda, a dispensa de retenção na fonte de IRS para os montantes da atualização intercalar das remunerações referentes aos meses de janeiro a abril de 2023.

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Professor em greve de fome faz pedido a Marcelo

O professor de história não tem planos para regressar ao trabalho e garante que enquanto o corpo aguentar, vai manter-se em frente à Escola Secundária de Santa Maria Maior.

Professor em greve de fome faz pedido a Marcelo

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Querem professores em Lisboa, Algarve e Setúbal?

Façam como em Cinfães se fez com os médicos.

Lisboa, Algarve, Setúbal e brevemente a região do Porto não terão outra solução para fixar professores.

Não julgue o ME que vai ser o novo diploma de concursos que irá resolver o problema da falta de professores.

O problema vem de há muito tempo e é estrutural. A grande parte dos professores que estão disponíveis são da região norte e centro, no sul e região de Lisboa nunca se formaram professores em número suficiente para às necessidades, o que levou a que, agora, estejam nesta situação.

Com a redução de candidatos a professores a que temos vindo a assistir na última década a solução para estas e outras zonas do país onde o problema surgirá a breve prazo, passará, não por impor a deslocação de professores, mas por apoiar a deslocação.

A falta de visão estratégica, a longo prazo, para a falta de professores vai levar o país a seguir os maus exemplos de outros países europeus.

Fica o exemplo de Cinfães…

 

A Câmara de Cinfães voltou a dar apoios a médicos de família para ficarem no concelho. Mais três clínicos vão receber apoios de 200 euros por mês, aprovados pelo município.

Os apoios foram entregues “ao abrigo do regulamento municipal de apoio à fixação de médicos de família no concelho”, enaltece o executivo local.

O objetivo é atrair e fixar médicos de família em Cinfães, comparticipando a compra ou arrendamento de casa e as despesas de deslocação para o centro de saúde.

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Calendário das matrículas de ser publicado amanhã

 

Diplomas para Publicação em Diário da República

Gabinete do Ministro da Educação

— Despacho – Estabelece o calendário das matrículas e respetivas renovações para a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário.

 

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“Obviamente, não promulgo”…

 

 

O Diploma do novo regime de gestão e recrutamento de Professores, proposto pelo Governo, já foi entregue ao Presidente da República, aguardando-se pela respectiva apreciação…

 

Se for promulgado pelo Presidente da República, estará o próprio a permitir a injustiça, a iniquidade e a desigualdade de oportunidades ao nível da progressão na Carreira Docente e ao nível da colocação de Professores, advogadas e defendidas pelo Governo…

 

Se for promulgado pelo Presidente da República, estará o próprio a autorizar o benefício de alguns e o prejuízo de outros, consentindo que, de forma indirecta, se instiguem os conflitos no seio da Classe Docente, ignorando o primado da boa-fé, que deve prevalecer em todos os actos governativos…

 

O referido Diploma parece encontrar-se inquinado pelos vícios da injustiça, da iniquidade e da desigualdade de oportunidades entre cidadãos, no caso presente, entre Professores, que nenhum Órgão de Soberania poderá permitir e, muito menos, fomentar…

 

Se Marcelo Rebelo de Sousa tiver a coragem, a sensatez e a lucidez que se exigem do cargo que desempenha, não poderá anuir com um Projecto de Lei que, na prática, desvirtuará o princípio de que o Estado é confiável e pessoa de Bem…

 

No âmbito das suas competências, espera-se que, entre outros, garanta o regular funcionamento das instituições democráticas, defendendo, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição da República Portuguesa…

Ao Presidente não compete legislar, mas compete-lhe promulgar (ou não), e mandar publicar, as Leis emanadas pela Assembleia da República…

 

Marcelo Rebelo de Sousa não poderá fazer de conta que não vê e que não ouve as reivindicações e os protestos de milhares de profissionais de Educação, nem pactuar com uma Lei injusta, proposta por um Governo que recorrentemente tem confundido o usufruto de uma maioria absoluta parlamentar com acções impregnadas de autoritarismo e má-fé…

Perante um Diploma enfermo de injustiça, iniquidade e desigualdade, a única atitude aceitável face ao mesmo será a recusa da sua promulgação…

 

Assim sendo, “Obviamente, não promulgo” é a afirmação que se espera de Marcelo Rebelo de Sousa, relativamente ao Diploma do novo regime de gestão e recrutamento de Professores…

 

Se o fizer, estará, por certo, a honrar a memória de Humberto Delgado – “General sem medo”- assassinado pela PIDE, em virtude da coragem e da determinação demonstradas na luta contra o Estado Novo, e a quem devemos a afirmação:

 

“Obviamente, demito-o”, referindo-se ao Presidente do Conselho de Ministros (Oliveira Salazar), caso fosse eleito Presidente da República em 1958…

 

Com a aproximação das comemorações dos 49 anos do 25 de Abril de 1974, a melhor lição prática de Democracia que poderia ser dada por Marcelo Rebelo de Sousa seria a não promulgação do Diploma do novo regime de gestão e recrutamento de Professores…

 

Em vez de abundantes lições teóricas sobre Democracia, precisa-se, urgentemente, de lições práticas…

 

Honraria, também, dessa forma, a memória de outro Homem de coragem ímpar: Salgueiro Maia, o maior “Desobediente” da nossa História…

 

Humberto Delgado e Salgueiro Maia, por certo, não esperarão menos do que isso de Marcelo Rebelo de Sousa…

 

Conseguirá, ele, cumprir com a sua parte?

 

Marcelo Rebelo de Sousa não poderá ignorar que, neste momento, milhares de profissionais de Educação depositam em si a derradeira esperança de verem reposta uma parte significativa da justiça e do respeito que lhes são devidos pela Tutela…

 

Espera-se que Marcelo Rebelo de Sousa consiga ir além das palavras e que exerça o seu efectivo direito de veto político, relativo a um Diploma que, inegavelmente, se constitui como uma afronta à Classe Docente e como uma forma de a maltratar…

 

(Paula Dias)

 

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Diretores querem mais um ano de Recuperação das Aprendizagens

Preocupados com as dificuldades dos alunos na escrita e leitura, os diretores das escolas públicas de Portugal pedem um reforço do Plano 21|23 Escola+ no próximo ano letivo.

Diretores querem mais um ano de Recuperação das Aprendizagens

Depois de dois anos letivos fortemente marcados pela pandemia de covid-19 e perante a instabilidade nas escolas causada pelas greves, os dirigentes escolares foram ouvidos pelos deputados da Assembleia da República Agostinho Santa (PS), António Cunha (PSD), Gabriel Mithá Ribeiro (Chega), Carla Castro (Iniciativa Liberal) e Manuel Loff (PCP) para discutir o Plano de Recuperação das Aprendizagens (PRA), que termina no final deste ano letivo.

Para a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e a Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) a situação atual exige a continuação e reforço do PRA. Isto porque as escolas portuguesas ainda vivem as “consequências arrasadoras” causadas pela falta de aulas derivada da pandemia.

“É agora que verdadeiramente se começa a sentir o impacto dos confinamentos e da pandemia”, começou por dizer David Sousa – vice-presidente da ANDAEP – que admite relatos diários de professores que apontam a “falta de aprendizagens estruturantes que impedem a progressão dos ciclos seguintes” e afetam especialmente os alunos mais desfavorecidos.

Nesse sentido, também Manuel Pereira, presidente da ANDE, testemunhou o impacto da pandemia nos alunos, revelando que “é necessário trabalhar para recuperar a leitura e a escrita” – dois aspetos fundamentais bastante impactados, “especialmente nas zonas do país que são mais isoladas”.

CONTINUA

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LSB continua em Greve de Fome

 

 

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Greves distritais de professores sem serviços mínimos

 

Paralisações por distritos iniciam-se na próxima semana. Ministério da Educação solicita serviços mínimos para greves de quatro dias convocadas pelo Stop.

Ministério da Educação: greves distritais de professores sem serviços mínimos

O Ministério da Educação (ME) não requereu serviços mínimos para as greves distritais de docentes, que se vão iniciar na próxima segunda-feira, dia 17, e que foram convocadas pela plataforma de nove organizações sindicais. A informação tinha sido avançada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof), que integra a plataforma sindical, em comunicado enviado às redacções nesta terça-feira e confirmada ao PÚBLICO pela tutela em resposta escrita no final do mesmo dia.

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Estamos apenas a mascarar o falhanço -Santana Castilho

 

Os professores foram os obreiros de um tão justo quão ímpar protesto social nos últimos seis meses, tanto mais significativo quanto conta com uma maioritária concordância dos portugueses, expressa em sondagens. Em resposta, o Governo quer impor a sua vontade, sem acordo, via um primeiro decreto-lei. E trabalha agora no desenho de um segundo, dito de recuperação de tempo de serviço. Tudo com imoral indiferença pelos professores.
A força da união entre professores, independentemente de filiações partidárias ou sindicais, foi, até agora, irrelevante para a obtenção de resultados. Os “negociadores” sindicais foram, até agora, simples actores de liturgias destinadas a terminar com a imposição da vontade do Governo. Mário Nogueira foi, neste sentido, tristemente lapidar, à saída da reunião do passado dia 5, quando felicitou o Ministério da Educação por lhe conceder mais oportunidades de prolongar a farsa.
Há muito que os sindicatos deviam ter adoptado iniciativas diferentes das que têm usado e se têm revelado ineficazes. Há muito que os sindicatos deviam ter abandonado reuniões de negociação onde são vexados e simplesmente tratados como idiotas úteis, obedientes e previsíveis. E se acima citei Mário Nogueira foi apenas por ter sido ele quem explicitou o que critico. Mas fica claro que a minha crítica engloba o S.TO.P., que afinal apenas se contentou com um lugar à mesa.
O estado da Educação transparece em pleno da (falta de) qualidade das negociações em curso. Com outros protagonistas, a crise da escola pública poderia ser o ponto de partida para uma discussão séria sobre o futuro da Educação. No entanto, tudo não passa do cumprimento de uma exigência legal, repito, que deve preceder o momento em que o Governo impõe a sua vontade. Deste modo, não é possível resolver problemas, mas tão-só agravá-los e empurrá-los para a frente. Deste modo, há uma realidade que tem de ser encarada: os sindicatos estão apenas a mascarar o falhanço.
O decreto-lei que modifica todo o processo de recrutamento e vinculação de professores já está em Belém, para promulgação. O diploma em análise, que só piora o mau que já estava em vigor, tem dois objectivos, a saber:
1. Evitar, manhosamente, após a intimação da Comissão Europeia, de Julho passado, que o Tribunal Europeu de Justiça se pronuncie sobre as políticas discriminatórias do Estado português em matéria de contratação de professores.
2. Atamancar, de qualquer jeito e sem respeito pelo direito dos professores a terem uma vida familiar minimamente estável, a caótica falta de docentes para assegurar o ensino obrigatório, fruto da incompetência dos governantes para lidarem com um problema há anos previsto.
A chamada “vinculação dinâmica” é uma oferenda de Pirro, perpetrada por um Maquiavel de pacotilha, que propõe uma separação coerciva, permanente e cruel de milhares de professores das respectivas famílias.
A este diploma vai brevemente juntar-se um outro, que consignará a correcção das chamadas “assimetrias na progressão da carreira”. Só que, de cada vez que o Ministério da Educação se propõe corrigir asneiras anteriores, novos disparates promove. O anunciado “acelerador” para resolver assimetrias provocadas pelo congelamento da carreira docente é antes um exclusor de muitos professores e um gerador de novas injustiças. A defesa que o ministro faz da sua proposta não expõe apenas a incompetência técnica. Revela a sua lamentável desonestidade intelectual.
Os olhares viram-se agora para Belém. O Presidente da República promulga ou veta os diplomas? Ele próprio declarou que recebeu contributos de muitos professores e que aguarda que o Governo responda a dúvidas e perguntas que formulou. Duvido que os vete. Mas, se os promulgar, assina uma carta de alforria para destruir milhares de famílias. A propósito, recorde-se que, em Dezembro passado, em Ourém, Marcelo disse que os professores se queixavam com razão. E reiterou essa razão quando, na entrevista de Março à RTP, foi bem explícito a defender que o Governo devia acordar com os sindicatos um modo de recuperar o tempo de serviço, se não integralmente, pelo menos de forma parcial.
In “Público” de 12.4.23

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Pré-avisos de greve (pessoal docente e pessoal não docente) para os dias 24, 26, 27 e 28 de abril de 2023

 

O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.) deu conhecimento que entregou pré-avisos de greve (para o pessoal  docente e para o pessoal não docente), agendados para os dias  24, 26, 27 e 28 de abril de 2023.

 

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O LSB já está em Greve de Fome

 

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Este ano vão reformar-se mais de 3500 professores.

 

Este ano deverão aposentar-se cerca de 3500 professores, é uma média de 265 por mês desde janeiro. Desde 2013 que o número de professores e educadores de infância nesta situação não era tão elevado. 

 

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Professores, os pilares da sociedade

 

Professores, os pilares da sociedade

Normalmente quando escrevo a crónica mensal, a partir de uma determinada ideia, começo a alinhavar umas linhas e quando a coisa começa a tomar forma, arranjo um título que, em síntese, enquadre, arrume e expresse o que desejo transmitir.

Hoje e estamos num dia frio que está nascendo, mas com muito sol, algures no final de Fevereiro, tendo já cumprido com a minha obrigação e compromisso para o mês de Março, quando lia o Diário, pois como diz o slogan…” dia sem Diário, não é dia”…, eis que ao ler um artigo de opinião, deparo com uma referência que me chocou, já lá iremos.

Desta vez , coloquei o título e a partir daqui comecei a desenvolver o meu raciocínio e pensamento.

O assunto está muito actual e é da maior pertinência, que o digam os alunos com aulas aos solavancos e os professores que há anos vivem aos tombos, jogados como se fossem “coisas”, sem o mínimo de respeito pela sua condição e dignidade, e ainda, muito menos pela sua profissão.

Podia dar uma série de exemplos surrealistas e indignos, que me envergonham como ser humano e que nos deviam obrigar, enquanto cidadãos a tomar consciência da gravidade do problema. Atente-se nesta notícia na SIC: – Professora com cancro colocada a 700 km de casa: “Já cheguei a dormir no carro e no dia seguinte fui dar aulas”, Carla tem 4 empregos para pagar as despesas e chegou a dormir ao relento. Não faço comentários, cada um que faça o seu “exame de consciência”.

Aqui e por justiça ressalve-se a diferença, a forma e cuidado que o Governo Regional ao longo dos anos tem tido no tratamento da questão.

Eis que, ao me documentar e analisar o tema, encontrei um artigo do Professor António Galopim de Carvalho que é doutorado em Sedimentologia e Geologia, por coincidência com o mesmo título, dou-vos a minha palavra e ao contrário do que parece ser costume e moda para alguns não copiei nem plagiei, por isso, resolvi manter o meu, até pela abrangência e oportunidade do mesmo.

Já agora aproveito para citá-lo: … “Devo começar por afirmar que não estou aqui para agradar ou desagradar a quem quer que seja. Estou apenas a revelar a análise que faço de um problema nacional que sempre me preocupou e dizer, uma vez mais a governantes e governados que é necessário e urgente restituir aos professores a atenção, o respeito e a dignidade que a liberdade e a democracia lhes retiraram” …

Palavras sábias de um Homem de 93 anos, Professor jubilado que “toca na ferida” com toda a propriedade.

Parece um contra-senso e eu nunca tinha pensado nisso, mas, é um facto que antes do 25 de Abril e há que dizê-lo sem receio, o Estatuto e o Respeito que um Professor ocupava e merecia, não tem nada a ver com o que acontece nos dias de hoje.

De quem é a culpa? De todos nós, que permitimos que todos os partidos, sem excepção, não cuidassem e zelassem deste pilar da sociedade!

Mais grave, este mal estar na educação é geral um pouco por toda a Europa e reflecte-se na falta de professores. Em França existem 4 mil vagas por preencher e, na Alemanha, as estimativas apontam um défice de 25 mil professores até 2025. Hoje, em Portugal conheço muitos casos de professores que o seu principal objectivo e concentração é, quantos anos lhes falta para a aposentação. Pudera, qual é a dúvida ou admiração!

Alguém já cuidou de saber e analisar a degradação da educação e dos valores que se verifica, hoje, um pouco por toda a parte, até que ponto está associada a toda esta problemática descrita atrás e que sem dúvida, um dia virá colocar desafios tremendos à sociedade do futuro. Não tenhamos ilusões, mesmo com a Inteligência artificial …!

Para terminar e indo à tal crónica, onde li e cito: – …”refiro, um professorzinho da Escola Industrial e Comercial do Funchal, Alberto João Jardim.” …

Esqueçamos a parte referente a Alberto João Jardim, pois é assunto que não nos diz respeito e com o qual nada temos a ver; mas, que diabo professorzinho…???

Considero-me “um projecto inacabado e incompreendido” enquanto aluno, pois nem sempre as minhas prioridades e desejos foram compatíveis e coincidentes, com as necessidades e responsabilidades inerentes ao compromisso e envolvimento a assumir, mas, desse tempo guardo uma recordação e uma saudade verdadeira e muito sentida dos meus Professores e Mestres (termo que se utilizava também), que me marcaram e formataram para a vida e a quem fiquei eternamente grato.
Nunca tive e tão pouco encontrei “um professorzinho”…, um “doctorzinho” ou até “um enginheirinho”… Sorte a minha e “a cereja no topo do bolo” é que, praticamente todos, tinham direito a anteceder a sua denominação profissional com – Senhor ou Senhora que era um estatuto que não lhes era atribuído, nem em Institutos ou Universidades, mas, ganho e adquirido pela respeitabilidade que eram merecedores. Outras coisas e gentes!

 

João Abel de Freitas

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“Não vale a pena esperar paz ou estabilidade para o 3º período”

Aulas vão arrancar na próxima semana com manifestações e protestos por todo o País. Caso o Governo não ceda, os sindicatos ameaçam fazer greves às avaliações finais.

 

“Não vale a pena esperar paz ou estabilidade para o 3º período”

 

Por estes dias, com as férias escolares, as escolas de todo o País estarão praticamente vazias, mas no seu interior prepara-se o arranque do terceiro período ou a continuação do segundo semestre – dependendo do método de ensino adotado – e as previsões não são positivas. É que a luta dos professores vai mesmo continuar.

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