Category: Rui Cardoso

Resultados são “desastrosos”

Professores falam em “descalabro” e dizem que os fracos resultados não se podem atribuir à pandemia ou à instabilidade nas escolas. Diretores escolares lamentam a demora na divulgação, importante para preparar estratégias pedagógicas. Há conteúdos com menos de 3% de positivas.

Provas de aferição: Resultados são “desastrosos”

Foi nos meses de maio e junho do ano letivo 2022-2023 que os alunos do 2.º, 5.º e 8.º anos fizeram provas de aferição, pela primeira vez em formato digital. As notas, a que o DN teve acesso, chegaram às escolas no passado dia 15. Timing criticado pelos diretores escolares que foram agora confrontados com resultados, numa primeira análise, considerados “desastrosos”.

 

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Centenas de escolas em risco de ficar sem diretor no próximo ano letivo

Pelo menos um quarto deve sair em 2025 por limite de mandatos. Avaliação com quotas nacionais trava progressões.

Centenas de escolas em risco de ficar sem diretor no próximo ano letivo

Os presidentes das duas associações de diretores estimam que no final do próximo ano letivo, pelo menos, um quarto dos diretores – mais de 200 – deve abandonar o cargo por atingir o limite de mandatos. Filinto Lima (ANDAEP) e Manuel Pereira (ANDE) temem uma crise de sucessão e alertam que tem havido concursos que ficam desertos. Há diretores bloqueados na carreira, sem progredir, que ganham menos do que muitos professores da escola. Os dois reclamam a revisão do modelo de avaliação e a valorização salarial.


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Há mais 48% de casos de violência escolar do que se pensava

Investigador, que é chefe da PSP, aponta para “ocultação” de informação nos relatórios oficiais.

Estudo revela que há mais 48% de casos de violência escolar do que se pensava

 

Estudo revela que há mais 48% de casos de violência escolar do que se pensava
O número de ocorrências em ambiente escolar comunicado às forças de segurança é 48% superior aos casos que, nos últimos 12 anos, têm sido reportados pelos relatórios anuais de segurança interna (RASI). Foi a constatação a que chegou o investigador do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, e chefe da PSP, Miguel Rodrigues, ao analisar os dados sobre violência escolar que lhe foram enviados, a seu pedido, pelo Ministério da Administração Interna (MAI) no âmbito de um pós-doutoramento em Educação, já concluído. E que estão na base do seu livro Violência nas Escolas, recentemente publicado pela editora Pactor.

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O Natal é um dia e os outros trezentos e sessenta e quatro dias do ano?

 

Eu queria escrever um texto bonito e cheio de esperança sobre o Natal, mas, com franqueza, não sou capaz…

Não sou capaz de afirmar Esperança, Paz e Amor, quando não acredito nessas bondades, só por ser Natal…

Confesso o meu enjoo com músicas de Natal, anúncios de Natal e decorações de Natal, alguns começaram logo em Outubro, com óbvios intuitos meramente consumistas e comerciais…

Confesso o meu enjoo com todas as obrigações, sim muitas obrigações, e corridas de Natal, quase sempre aliadas a muita ansiedade e abundante stress: compras, comidas, compras, comidas, compras, comidas…

Confesso o meu enjoo com as aparências do Natal, como alguns discursos muito delicodoces, onde quase sempre entram as palavras Paz e Amor, proferidos, muitas vezes, por pessoas que, notoriamente, durante os restantes 364 dias do ano não respeitaram o próximo, nem se preocuparam com ele…

No Natal fazem de conta que se preocupam, sacam de discursos que soam a falsidade e a hipocrisia, mas o que fica realmente sobre si serão sempre as suas acções, praticadas ao longo de cada ano…

Lamenta-se, mas, na verdade, o Natal não costuma anular a maldade das pessoas más e também não as torna melhores…

Afinal, no dia 26 de Dezembro a “normalidade” será certamente retomada: quem é mau continuará mau e quem é bom assim continuará…

Há uns tempos deparei-me com esta afirmação, num qualquer sítio da Internet:

– “No Halloween as pessoas fingem ser más, no Natal fingem ser boas”…

E não é que será mais um menos isso? Pois, talvez seja…

E será possível contrariar os rituais consumistas e comerciais do Natal? Pois, talvez não seja…

Seja como for, o meu espírito natalício deve estar parecido com o de uma anémona… Pois que seja…

Num esforço derradeiro para não arruinar por completo a magia do Natal, o que quer que isso seja, direi isto:

– Deixemos que, pelo menos, as crianças possam acreditar no Pai Natal, não nos esqueçamos que até os militantes do Partido Socialista acreditaram em Pedro Nuno Santos…

Um bom exemplo é o melhor sermão.” (Benjamim Franklin)…

O que mais temos por aí são muitos e grandes sermões, mas bons exemplos muito poucos…

O Natal é um dia e os outros trezentos e sessenta e quatro dias do ano?

Que saibamos dar bons exemplos… Se dermos bons exemplos, em cada dia que passa, todos os dias poderão ser Natal…

Com ou sem espírito natalício, votos de boa Saúde, física e mental, para todos!

Subscrevendo esta Prece de Fernando Pessoa, que me acompanha frequentemente:

Senhor, protege-me e ampara-me.

Dá-me que eu me sinta teu.

Senhor, livra-me de mim.” (Fernando Pessoa)

Paula Dias

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Pedido de horários – Reserva de Recrutamento / Contratação de Escola

Informamos que em conformidade com o Despacho n.º 12959-A/2023, de 18 de dezembro, foi concedida tolerância de ponto nos dias 26 de dezembro de 2023 e 2 de janeiro de 2024. Assim, a calendarização para a próxima Reserva de Recrutamento será a seguinte:

   • Pedido de horários (AE/ENA) – Disponível das 10 horas às 17 horas de dia 03 de janeiro de 2024;

   • Validação (DGEstE) – Disponível das 10 horas de dia 03 de janeiro até às 11 horas de dia 04 de janeiro de 2024;

   • RR 16 – 05 de janeiro de 2024.

Relativamente ao procedimento de contratação de escola, o pedido de horários será disponibilizado no dia 27 de dezembro, pelas 10 horas.

Mais informamos que a finalização das colocações dos docentes se encontra encerrada, até às 10 horas, de dia 3 de janeiro de 2024, não podendo posteriormente ocorrer finalizações com efeitos retroativos ao período entre os dias 6 de dezembro e 2 de janeiro.

Com os melhores cumprimentos,

A Subdiretora-Geral da Administração Escolar

Joana Gião

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O comunicado oficial sobre as listas

Acelerador das carreiras permite a progressão com dispensa de vaga ou efeitos de quotas para 8561 professores.

Foi publicada hoje a lista definitiva dos docentes que transitam para os 5.o e 7.o escalões.

2023 é o ano em que um maior número de docentes transitam de escalão ( quer do 4º para o 5º , quer do 6º para o 7º escalões)

Foi hoje publicada a lista definitiva dos docentes que progridem para os 5.o e 7.o escalões, sendo 2023 o ano com o maior número de progressões (4941 para o 5.o e 3620 para o 7.o).

Transitaram todos os professores que, por avaliação de mérito, estão dispensadas da existência de vaga.
O acelerador das carreiras permitiu que todos os docentes abrangidos pelos períodos de congelamento progredissem através da criação de vagas adicionais. Recorde-se que esta medida permite a isenção de vaga para progressão e a recuperação do tempo em espera para todos estes professores, continuando a sua aplicação a produzir efeitos também nos anos seguintes, duplicando o número de professores que progrediriam em condições normais.
Assim, verifica-se que, em 2023, com o mecanismo de aceleração de progressão na carreira:

· 92,37% docentes obtiveram vaga para acesso ao 5.º escalão
· 96,87% docentes obtiveram vaga para acesso ao 7.º escalão

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Os números do acelerador nas listas

O “acelerador” de carreira permite que 4.941 professores transitem para o 5º escalão e 3.620 para o 7.º, segundo as listas definitivas publicadas esta sexta-feira.

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Concurso extraordinário de docentes do ensino artístico especializado das artes visuais e dos audiovisuais – Apreciação das candidaturas

 

Aplicação disponível entre os dias 22 de dezembro de 2023 e 3 de janeiro de 2024 (18 horas de Portugal continental), para os estabelecimentos de ensino efetuarem a validação das candidaturas.

Manual de instruções – Concurso Extraordinário das Artes Visuais e dos Audiovisuais – Validação

SIGRHE

 

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Fases do recenseamento docente 2023-24

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Recenseamento 2023/2024

 

Aplicação disponível para os AE/ENA entre o dia 21 de dezembro e as 18:00 horas de dia 23 de janeiro de 2024 (hora de Portugal continental).

SIGRHE –  – Recenseamento 2023/2024

Nota Informativa – Recenseamento 2023/2024

Manual de instruções – Recenseamento 2023/2024

 

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Disponível decisão sobre reclamação às listas de progressão do 5° e 7° escalões

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PISA 2022: os factos e o responsável, Santana Castilho

PISA 2022: os factos e o responsável

 

Em síntese, eis os factos e o responsável por esta derrocada sem precedentes.
Testados 6793 alunos de 224 escolas portuguesas, o PISA 2022 confrontou-nos com os piores resultados desde 2006. Portugal foi protagonista de um grave retrocesso na aprendizagem dos seus alunos, caindo em todos os domínios considerados. Os alunos portugueses com 15 anos de idade pioraram os resultados a Leitura, Ciências e Matemática, relativamente a anteriores avaliações. A percentagem de bons alunos diminuiu e a de maus alunos aumentou.
Portugal integra a lista dos 19 países que baixaram mais de 20 pontos a Matemática, referindo-se o tombo tanto a alunos carenciados como a estudantes de classes privilegiadas. Os nossos alunos obtiveram 472 pontos a Matemática, ou seja, menos 14,6 pontos por comparação com 2012 e menos 20,6 pontos relativamente a 2018. Três em cada dez não demonstraram conhecimentos rudimentares a Matemática, não chegando sequer ao nível dois, numa escala de seis níveis. Apenas 7% atingiram os níveis mais elevados da escala classificativa (5 e 6) a Matemática.
Em Leitura, os resultados médios também pioraram: os nossos alunos obtiveram 477 pontos, o que representa uma descida de 12,8 pontos face a 2012 e de 15,2 pontos em relação a 2018. Apenas 5% conseguiram obter um nível 5 ou 6.
Em Ciências, chegaram aos 484 pontos, menos 7,3 pontos do que em 2012 e 2018. Apenas 5% tiveram desempenhos muito bons (nível 5 e 6).
Se olharmos para a evolução dos resultados do PISA até 2015, vemos Portugal sempre a crescer. Faz pois todo o sentido analisar o que nos aconteceu a partir desse ano para que se tivesse invertido tão drasticamente esse ciclo positivo. Nesse ano, João Costa assumiu funções de secretário de Estado e os resultados não mais pararam de descer, como consequência das suas políticas bizantinas de destruição da escola pública: esvaziamento curricular, com programas revogados e substituídos por indigentes aprendizagens essenciais; nefastas políticas de flexibilidade curricular e pseudo-inclusão; abolição de avaliações rigorosas, internas e externas, e sucesso imposto, com passagens de ano praticamente obrigatórias; numa palavra, toda uma ideologia de cordel, de que os delírios Ubuntu, MAIA e quejandos são exemplos caricatos.
A polémica sobre as vantagens e desvantagens da realização de exames, com carácter universal, é velha e verifica-se em todos os sistemas de ensino. Mas a verdade é que são abundantes os estudos sérios que concluem que a sua abolição e substituição por provas sem consequências para alunos, professores e escolas, aquilo que João Costa fez, gera desresponsabilização generalizada e termina sempre com a degradação acentuada dos resultados escolares.
E não nos venha João Costa com a história da pandemia, porque a trajetória descendente das aprendizagens dos nossos alunos a partir de 2015 não está apenas documentada em sede de PISA. O mesmo se retira dos relatórios TIMSS 2019 (Matemática e Ciência) e PIRLS 2021 (Leitura).
Em vez de reconhecer os erros, João Costa optou agora por um discurso insidioso de pura propaganda educacional, onde brilha esta pérola: a falta de cabimento orçamental foi sempre o fundamento a que recorreu para negar a recuperação integral do tempo de serviço dos professores. Mas em recente entrevista à Renascença, disse que, com Pedro Nuno Santos, será possível satisfazer tal reivindicação, que considerou “justa e legítima“. Estamos falados sobre o carácter político falso, demagogo e hipócrita do declarante.
Os oito anos do ministério de João Costa foram de verdadeira cegueira ideológica. Foram oito anos a promover devaneios, indecifráveis pelo senso comum, a mirabolantes inovações educacionais.
João Costa não tem como fugir às suas responsabilidades. E devia perceber que aquilo que têm em comum os sistemas educativos do Japão, Coreia do Sul, Singapura, Taiwan, Hong Kong e Macau é integrarem sociedades que têm um profundo respeito pelos professores e pela sua autoridade e exigem aos alunos, na escola, rigor, trabalho e disciplina. Tudo valores que João Costa e seguidores destruíram.
Seria importante que na campanha política para a eleição de 10 de Março todos os partidos dissessem que valores estão preparados para defender, antes de a escola pública perder definitivamente o seu ancestral significado.

Santana Castilho, In “Público” de 20.12.2023

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Publicação das Listas Definitivas – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2024

 

Publicam-se as Listas Definitivas dos candidatos admitidos, selecionados e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2024.

Listas Definitivas dos candidatos admitidos, excluídos e selecionados – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste em 2024

 

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Abriu oficialmente a “Época das Reuniões”…

Abriu oficialmente, em muitas escolas, a “Época das Reuniões”…

Costuma ser uma “Época” que pode comportar alguns perigos para a saúde mental e física, riscos esses, quase sempre provocados por discursos entediantes, redundantes, fastidiosos, cuja pertinência será, no mínimo, duvidosa, mas também pelo hiperbólico trabalho burocrático, vulgarmente designado por “primado das Grelhas”…

A “Época das Reuniões” torna-se, muitas vezes, o contexto ideal para dar aos denominados “empata-reuniões”, a oportunidade de poderem expressar todo o seu esplendor e todo o seu encanto…

Afinal, o que seria de uma escola sem o inestimável contributo dos “empata-reuniões”?

Os “empata-reuniões”, verdadeiros especialistas em “conversa de treta”, em “conversa para boi dormir”, em reflexões profundíssimas acerca do “sexo dos anjos” ou em dissertações acerca da influência da trigonometria no ciclo de vida da filoxera, não costumam prescindir de monopolizar as reuniões por onde passam…

Os “empata-reuniões” conseguem passar largos minutos, ou até mesmo horas, se o permitirem, a repetir o que já foi dito e redito, sem acrescentar nada de novo; gostam muito de se ouvir a si próprios e parecem considerar que a competência se mede pelo número de palavras que se consegue debitar por minuto…

Um “empata-reuniões” raramente afirma que subscreve o que já foi dito… Para um “empata-reuniões” é preciso ir muito mais além e repetir, por outras palavras, por muitas palavras, tudo o que já foi dito anteriormente…

Enfim, discursos “redondos”, que não saem do mesmo sítio, através dos quais se evidencia a mestria e a arte de falar muito, sem dizer nada de especialmente pertinente ou relevante, mas sempre com um tom enfático em todas as palavras…

Os “empata-reuniões”, frequentemente perdidos em monólogos supérfluos e desnecessários, raramente percebem que os seus interlocutores podem estar fartinhos de os ouvir, parecendo antes considerar que todos têm o dever e a obrigação de se mostrarem muito interessados e satisfeitos pela sua douta verborreia…

A categoria dos “empata-reuniões” é francamente aquela que mais aflige qualquer comum mortal, que deseje não desperdiçar tempo em actividades inúteis e improfícuas…

Os “empata-reuniões” parecem considerar que uma reunião não pode ser dada por concluída antes do tempo máximo estipulado para a mesma… Se uma reunião tiver, por exemplo, a duração máxima de uma hora e meia, ninguém deverá sair da dita antes desse tempo expirar, mesmo que já não haja mais nada de relevante para tratar…

Se necessário, ficar-se-á a “encher chouriços”, mas dali ninguém sai antes de ter passado uma hora e meia…

Por seu lado, a Grelha, essa “luminosa” e prodigiosa invenção, robustecida nos últimos tempos, de forma muito imaginativa e inusitadamente obsessiva, atingiu o estatuto de “praga”, incontrolável e difícil de extinguir…

Em cada escola, instalou-se o primado das Grelhas: existem as mais variadas, para tudo e para nada, e em muitos casos o respectivo preenchimento costuma significar flagelo, tortura ou suplício, quer pelo tempo que é necessário despender, quer pela inutilidade prática dessa tarefa…

Comummente, passam-se muitas horas a proceder ao preenchimento de Grelhas em série e até à exaustão, cujas virtudes ou efeitos concretos se desconhecem, apesar dessa actividade assumir quase sempre um carácter obrigatório…

À partida, uma Grelha deveria ser um instrumento de registo de informação, cujo principal objectivo consistiria em sintetizar e, sobretudo, simplificar determinado conjunto de dados…

Ora acontece, muitas vezes, que algumas Grelhas se apresentam com formas e conteúdos tão intricados que dificilmente alguém compreenderá o seu significado ou a finalidade da informação aí constante… Como exemplo paradigmático disso, bastará analisar algumas Grelhas de Avaliação de Alunos, elaboradas à luz do Projecto MAIA, existentes em algumas escolas…

Segundo “estudos” realizados sabe-se lá por quem, o contacto prolongado com “empata-reuniões”, aliado ao preenchimento desmedido de Grelhas, poderão causar danos ao nível da saúde mental e física, temporários ou irreversíveis, desde logo os seguintes:

– Alterações ao nível do humor, com predomínio da irritabilidade e da intolerância, que poderão culminar num atroz sentimento de raiva, ainda que, a muito custo, o mesmo possa ser reprimido, contido e sublimado;

– Dores de cabeça, enxaquecas e náuseas. Alguma confusão mental e, nos casos mais graves, poderão mesmo ocorrer delírios (crenças incompatíveis com a realidade) e alucinações (percepção alterada da realidade);

– Falar sozinho (solilóquio), também poderá apresentar-se como um transtorno plausível, sobretudo imediatamente após a saída de uma reunião;

– Possibilidade de desenvolver coprolalia (proferir palavras obscenas e palavrões de forma involuntária), sobretudo imediatamente após a saída de uma reunião e ainda que os impropérios possam ser proferidos num tom de voz inaudível ou que fiquem retidos no pensamento;

– Compulsão para o consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, café ou açúcar, sobretudo depois de terminada uma reunião;

– Arritmia cardíaca, com predomínio da ocorrência de taquicardia (ritmo cardíaco acelerado). Os “nervos” que algumas reuniões provocam são tramados;

– Possibilidade de ocorrência de insónia, de pesadelos nocturnos ou de dificuldade em adormecer, sobretudo na noite que antecede uma reunião. Consequentemente, possível desenvolvimento de narcolepsia (sonolência diurna excessiva);

– Por motivos óbvios, aumento da ansiedade, do stress e da fadiga mental e física, com possível diminuição da libido;

– Muito raramente, também se poderá verificar a ocorrência de odaxelagnia, traduzida pela vontade de morder alguém, ainda que, a muito custo, possa a mesma ser reprimida, contida e sublimada…

Não sendo possível optar pela abstinência de reuniões, de “empata-reuniões” e de Grelhas, restam-nos os impropérios, ditos em pensamento ou proferidos num qualquer recato, e tentar manter um mínimo de boa-disposição…

Dizer palavrões até é considerado por alguns como um indicador de inteligência e de honestidade (Timothy Jay, 2015), portanto nada haverá a temer…

As escolas que organizam as actividades lectivas por Semestres, estarão, por ora, a salvo destas vicissitudes, mas, em breve, lá para o final de Janeiro, também se verão atingidas pelo mesmo flagelo…

Será, portanto, escusado cair na tentação de troçar das escolas que se encontram em plena “Época de Reuniões” ou de pensar que a obrigatoriedade de ouvir longas dissertações acerca da influência da trigonometria no ciclo de vida da filoxera, só acontece aos outros… É só aguardar mais um pouco…

Este texto sarcástico não pretende ser uma generalização e qualquer semelhança com alguma realidade terá sido mera coincidência…

 

Paula Dias

 

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Vagas dos quadros de zona pedagógica

Portaria n.º 441/2023

Fixa o número de vagas dos quadros de zona pedagógica, por grupo de recrutamento

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Provas nacionais estão a aproximar-se da avaliação feita pelo PISA

O estudo da OCDE testa competências para resolver problemas do quotidiano, os exames avaliam conhecimentos curriculares. Com o novo Perfil do Aluno, esta diferença está a esbater-se, indica Iave.

Provas nacionais estão a aproximar-se da avaliação feita pelo PISA

 

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Realização de exames em formato digital está em risco

Com computadores avariados e já fora de garantia, escolas dizem não ter condições para aplicar exames. O custo do arranjo dos equipamentos terá de ser assumido pelas famílias, mas há quem não tenha recursos para o fazer.

Realização de exames em formato digital está em risco


No final deste ano letivo, os alunos de 9.º ano farão, pela primeira vez, os exames nacionais de Português e Matemática em formato digital. As provas, com ponderação na nota final das disciplinas, podem, contudo, não se realizar, a não ser que se avance para a aplicação em formato papel. É esta a convicção de vários diretores de escolas, contactados pelo DN. “É um enorme erro avançar já este ano com provas exclusivamente online, atendendo que as mesmas contam para a avaliação final do aluno e não é possível colocar os alunos em situação de igualdade”, conta Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim.

No referido agrupamento, diz o responsável, “devido à avaria de muitos equipamentos, não existem computadores em número suficiente para todos os alunos que vão ter de realizar as provas de aferição ou as provas finais”. Arlindo Ferreira esclarece ainda que os primeiros computadores entregues aos alunos tinham uma garantia de dois anos (terminou em 2022) e os equipamentos da Fase 2 ficaram sem garantia em abril de 2023. Com o elevado número de equipamentos a precisarem de reparações, o responsável acredita que se os exames fossem realizados neste momento, “não seria possível a não ser que os portáteis dos alunos fossem partilhados”.

Arlindo Ferreira garante que o número de estudantes sem computador não é residual, havendo “muitos alunos sem condições para realizar as provas”. O diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio pede ao Estado para que, “com urgência, estenda a garantia dos computadores de forma a que seja possível a sua reparação”. “Enquanto as escolas não tiverem condições para a realização das provas em formato digital, as provas devem continuar a ser feitas em formato papel”, conclui.

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Um conto de Natal – João André Costa

 

É Natal e independentemente de ser Natal as crianças a terem de comer todos os dias e já agora os pais também mas os preços não param de subir, qual Pai Natal num foguetão de renas, e portanto enumeremos os supermercados e demais restauração cujos actos beneméritos pretendem alimentar uma nação durante o período natalício.
Dia 22 de Dezembro, Sexta-feira e primeiro dia de férias escolares e por uma libra apenas cada um dos meus filhos tem direito a uma sandes, um sumo e uma peça de fruta. Basta dirigir-me a qualquer café da cadeia de Supermercados Asda e já agora trazer o avô e a avó e por mais uma libra cada um o respectivo croissant e prato de sopa.
Ao jantar – partamos do princípio das duas refeições por dia – vamos todos ao Morrisons, outra cadeia de supermercados onde cada adulto paga 4.5 libras para cada criança ter direito a uma refeição gratuita.
Sábado, dia 23, a caminho do Fridays (parece um contra-senso mas não é) cujos restaurantes oferecem uma refeição gratuita a cada criança conquanto cada adulto pague por inteiro. Basta ter dinheiro.
À noite vamos ao Sainsbury’s, mais um supermercado onde por cada 5.2 libras gastas por adulto cada criança janta por uma libra apenas.
Domingo, véspera de Natal e por ser véspera de Natal vamos almoçar ao Gordon Ramsay, sim, isso mesmo, sopa dos pobres mas com estilo onde crianças até aos 8 anos não pagam para ao jantar, ergo apenas até às 7 da tarde e num Sizzling Pub, cada criança pagar uma libra por cada adulto pagante.
Dia de Natal e o pequeno almoço de campeões no Beefeater e a gratuitidade para cada 2 crianças acompanhadas por um adulto.
E por ser segunda-feira, somente e apenas à segunda-feira, o Hungry Horse oferece refeições por uma libra às crianças com o respetivo adulto a consumir.
Boxing Day, dia de troca de prendas no Reino Unido e o almoço no Pausa Cafe bastando a cada adulto despender 4 libras para uma criança ter direito a um mini prato, dois “yummy snacks” – comummente designados por pacotes de batatas fritas – e uma bebida.
O jantar é no Preto, restaurante brasileiro, e as crianças até 10 anos sem pagar.
Quarta-feira, dia 27, e como na Bella Italia as crianças pagam uma libra de segunda a quinta-feira, aqui vamos nós mas descansem pois o jantar vai ser mais comedido no Ikea à base de esparguete com molho de tomate por menos de uma libra para cada criança e ainda direito a um sumo.
E caso nos apeteça passar a noite num hotel, o Premier Inn oferece pequenos almoços por 9,99 libras e os dois petizes a comer de borla. Já no Travelodge a mesma promoção custa 8.99 libras e já marquei a estadia para quatro: vale a pena.
Dia 28 vamos almoçar a um horto, o Dobbies, e as crianças não pagam para ao fim do dia resgatar os avós atafulhados em croissants e sopa no Asda desde Sexta-feira e repetir tudo outra vez: dia 8 de Janeiro as crianças voltam à escola e não sei se é o liberalismo mas sei e é mesmo o liberalismo e neste país até para se ser pobre é preciso ser rico.

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Quem acredita em unicórnios?

À vista de todos, o desempenho do Ministro da Educação, durante quase dois anos, terá sido sensivelmente assim:

– A acção do Ministro da Educação foi frequentemente pontuada por uma certa desfaçatez, traduzida, muitas vezes, pela pretensão de impor as suas próprias “verdades”, tentando substituir a realidade por determinados “factos alternativos”

– A acção do Ministro João Costa contribuiu, de forma determinante, para a descredibilização da Escola Pública, tais foram os devaneios e as fantasias, frequentemente confundidos com inovação educacional…

– A acção do Ministro da Educação mostrou a sua indisponibilidade para melhorar as condições de trabalho dos Professores, parecendo antes enveredar pelas “soluções” mais tortuosas, desleais e perversas…

– A acção do Ministro da Educação relevou-se, enfim, como um retumbante fiasco…

– Ao longo de quase dois anos, o Ministro da Educação não manifestou qualquer intenção de ceder perante as principais reivindicações da Classe Docente, nomeadamente a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores, conforme demonstraram os simulacros de negociações com os Sindicatos de Educação, que se arrastaram por vários meses…

Em termos públicos, o argumento irredutível do Ministro da Educação para impossibilitar a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores, foi sempre a inexistência de cabimento orçamental…

Estranhamente, o mesmo Ministro da Educação apareceu há poucos dias com um discurso muito bem encenado, muito delicodoce, admitindo, agora, a existência de margem para a recuperação total do tempo de serviço dos Professores:

– “Em entrevista à Renascença, em vésperas de eleições, João Costa – que é apoiante declarado de Pedro Nuno Santos à liderança do PS – espera que, com uma gestão “liderada por Pedro Nuno Santos enquanto primeiro-ministro”, seja possível “dar resposta” à reivindicação dos docentes, que é “justa e legítima“. (Entrevista à Rádio Renascença, em 5 de Dezembro de 2023)…

Estaremos, assim, perante um discurso completamente oposto, incoerente e dissonante daquilo que foi a prática governativa de João Costa, depreendendo-se que seja umaderradeira tentativa de angariar votos para o Partido Socialista junto da Classe Docente…

Estaremos, assim, perante um discurso que não poderá deixar de ser considerado como uma forma impostora de propaganda, feito à medida da mais elementar demagogia e da mais evidente hipocrisia…

Será este o discurso de um “lobo mascarado de cordeiro”?

Será este o discurso de quem verá os Professores como profissionais facilmente ludibriáveis e manipuláveis?

Tantas palavras bondosas, empáticas, comoventes e enternecedoras dirigidas aos Professores causam muita estranheza…

Tanta estranheza, que mais parecem uma armadilha ao serviço da propaganda…

Os Professores que sentiram na pele a acção governativa de João Costa estarão dispostos a conceder-lhe algum tipo de indulto e a confiarem nas suas suspeitosas palavras?

Em 13 de Dezembro passado, o Polígrafo perguntou:

– “Ministro da Educação defende agora a recuperação do tempo de serviço dos professores depois de braço-de-ferro de 2 anos?

– “O que está em causa? Foi no dia 5 de dezembro que João Costa admitiu em entrevista à rádio Renascença haver abertura para recuperação total do tempo de serviço e que isso o deixaria “muito contente e mais contentes ainda ficarão os professores”. A “abertura” de agora não deixou de surpreender. visto que o ministro esteve em braço-de-ferro com a classe docente nos últimos dois anos. Esta posição é contrária ao que defendia no passado?

E o Polígrafo respondeu: “Verdadeiro.”

Quantos Professores acreditarão nas palavras de João Costa proferidas no dia 5 de Dezembro passado, deixando-se cair no ardil: “Os unicórnios são nossos amigos”?

Quem acredita em unicórnios?

Paula Dias

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Concurso extraordinário de docentes do ensino artístico especializado das artes visuais e dos audiovisuais – Candidatura

 

Aplicação disponível entre os dias 15 e 21 de dezembro de 2023 (18:00 horas de Portugal continental) para efetuar candidatura ao concurso extraordinário das artes visuais e dos audiovisuais.

Manual de instruções – Candidatura ao Concurso Extraordinário das Artes Visuais e dos Audiovisuais

SIGRHE

 

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Retificação dos novos QZP

Declaração de Retificação n.º 30/2023, de 15 dezembro:

Retifica a Portaria n.º 345/2023, de 10 de novembro, que procede ao redimensionamento do âmbito geográfico dos quadros de zona pedagógica e extingue os quadros de zona pedagógica criados pela Portaria n.º 156-B/2013, de 19 de abril

https://files.diariodarepublica.pt/1s/2023/12/24100/0003500045.pdf

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PISA: o facilitismo das análises truncadas

PISA: o facilitismo das análises truncadas
Quem lê o relatório e tem literacia matemática sabe que as diferenças entre Portugal e a OCDE não têm relevância estatística.

PISA: o facilitismo das análises truncadas

A participação de Portugal nos vários estudos da OCDE tem constituído um importante instrumento de apoio ao desenvolvimento das políticas educativas nacionais. O PISA constitui-se como uma referência útil e fiável, por permitir comparações entre países numa base multifatorial e análises de tendências em séries longas de valor absoluto e relativo. Como esperado, o PISA 2022 reflete, a nível global, os efeitos da pandemia e continua a revelar uma tendência de 10 anos de abaixamento da média da OCDE. Pela sua importância, o PISA também se tem tornado arma de arremesso político-partidário por todo o mundo. Lemos os jornais internacionais da última semana e parecem uma cópia dos nossos. No contacto informal com ministros de vários países europeus, o retrato foi sempre o mesmo: as oposições (políticas e comentaristas) centraram-se apenas nos dados nacionais. Portugal não foi exceção e lemos e ouvimos a opinião (e relativa análise) muito marcada por um clima de pré-campanha eleitoral que já se sente.
Que fique bem claro: uma queda nos desempenhos é negativa em termos absolutos e relativos e deve convocar todos os esforços para os entender e agir sobre eles.
Todavia, o PISA não é um ranking de países, ainda que isto perturbe os entusiastas das seriações. É um conjunto bastante extenso de dados, de correlações, de cruzamentos de tendências e indicadores que merecem um estudo aprofundado, sistemático e racional. É uma prova de avaliação de competências, que avalia o desempenho dos alunos com 15 anos em tarefas de aplicação do seu conhecimento a situações reais.
Em muita opinião produzida, pudemos registar análises mal informadas, enviesadas, parcelares ou reducionistas, ainda que – quero acreditar – na boa intenção partilhada de respondermos melhor aos alunos. Em nome do rigor, importa clarificar alguns aspetos, para que nos possamos concentrar na análise fina dos resultados.
1. Em Portugal, tivemos uma evolução rápida na primeira década de 2000, contrariando a narrativa dos analistas da altura de que esta tinha sido a “década perdida para a educação”. Convergimos com a média da OCDE e esse tem sido o comportamento de Portugal, mesmo no contexto de queda. Obviamente, não nos contentamos em ser medianos e, por isso, o trabalho deve continuar.
2. Comparando a queda de Portugal com a da OCDE, construiu-se o argumento de que Portugal estava muito pior do que os outros países. Qualquer analista sério sabe que há diferenças significativamente estatísticas e outras que não são significativas. Quem lê o relatório e tem literacia matemática sabe que as diferenças entre Portugal e a OCDE não têm relevância estatística.
3. O argumento de que a queda no PISA é fruto da governação socialista dos últimos 8 anos só colheria se o PS tivesse governado em praticamente todos os países da OCDE.
4. O argumento de que a queda no PISA se relaciona com a abolição de exames no 4.º e no 6.º ano em 2016 colide com a realidade. A maior evolução de Portugal no PISA dá-se quando estes exames não existiam, tendo sido criados em 2012 e 2013, quanto aos 6.º e 4.º anos, respetivamente; o pico dá-se em 2015, quando participaram alunos que não tinham realizado estes exames, dado que quando estavam nos 4.º e 6.º anos não tinham ainda sido introduzidos tais exames; em quase todos os países de topo (por exemplo, Coreia, Canadá, Estónia) não existem exames no básico, apenas provas de aferição amostrais ou universais.
5. O PSD alegou que a média da OCDE desceu pela entrada de países com desempenhos baixos, evidenciando uma fraquíssima análise dos relatórios PISA, em que se mostra que as tendências são analisadas a partir de um conjunto fixo de países, para controlar esses efeitos.
6. O argumento de que a queda do PISA se correlaciona com a adoção de um currículo em que conhecimentos e competências estão interligados, em detrimento de uma legislação que tinha erradicado a palavra “competência”, colide com a realidade. De facto, num país como o Reino Unido, que tem um currículo estruturado apenas em conhecimentos, a queda foi muito equivalente à portuguesa. A Irlanda, com um currículo assente em competências na leitura na Irlanda, teve um desempenho elevado.
7. Seria fácil se houvesse uma correlação simples com a duração do encerramento das escolas. Acontece que a Suécia, país conhecido como tendo optado por não encerrar, teve uma queda semelhante à de outros países e a Itália, que teve um dos períodos mais longos de encerramento, não regista quedas que se diferenciem das de outros países.
Importa, pois, que haja seriedade nas análises. O PISA também tem dados positivos para Portugal, indicando-o como um país promotor de sentimento de pertença às escolas, em que os pais se preocupam com o dia-a-dia escolar ou em que os alunos reportam que comem uma refeição quente todos os dias.
Sejamos capazes de ler as recomendações da OCDE e encontrar vários dos caminhos que têm sido seguidos por Portugal (não apenas neste ciclo político): maior autonomia para escolas, investimento em apoio aos alunos em detrimento da retenção; promoção de competências de autonomia de estudo e de apoio socioemocional. O trabalho desenvolvido no currículo da Matemática ou os trabalhos em curso sobre a complexidade na leitura seguem de perto as práticas de países com performances de topo. Não lemos em nenhuma recomendação as soluções fáceis da exclusão, da retenção, da meritocracia simplista ou da implementação de exames o mais cedo possível. O verdadeiro facilitismo está nas análises truncadas e redutoras. O maior desafio de Portugal continua a ser a redução das desigualdades na e através da educação e isso não é simplista nem fácil, nem se alimenta de análises ligeiras.

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Tolerância de ponto

O Governo decidiu conceder tolerância de ponto nos dias 26 de dezembro e 2 de janeiro aos trabalhadores que exercem funções públicas no Estado.

Considerando que é tradicional a deslocação de muitas pessoas para fora dos seus locais de residência no período natalício e de ano novo tendo em vista a realização de reuniões familiares; considerando a prática que tem sido seguida ao longo dos anos; considerando a tradição existente no sentido da concessão de tolerância de ponto, nesta época, nos serviços públicos não essenciais, é concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos nos próximos dias 26 de dezembro de 2023 e 2 de janeiro de 2024.

Excetuam-se os serviços e organismos que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a definir pelo membro do Governo competente.

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UTAO ainda não iniciou estudo sobre contagem do tempo dos professores

 

 

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POSICIONAMENTO REMUNERATÓRIO DE DOCENTES CONTRATADOS – FAQ

 

Encontram-se disponíveis para consulta um conjunto de perguntas frequentes relativas ao Posicionamento Remuneratório de Docentes Contratados, no âmbito do artigo 44.º do DL n.º 32-A/2023, de 8 de maio.

FAQ

 

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𝗣𝗿𝗼𝗰𝗲𝗱𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗮𝗹 𝘀𝗶𝗺𝗽𝗹𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de professores do ensino de português no estrangeiro para os seguintes ciclos de ensino:
– 1º e 2º CEB
– 3.º CEB e SEC
Receção de candidaturas: 8 a 15 de dezembro
Mais informação:

https://tinyurl.com/uytm96xc
@camoesip

 

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32 500 alunos continuam com falta de professores

Escolas públicas ‘perderam’ mais de 3500 docentes para a reforma em 2023 e a partir de 1 janeiro saem mais 434.

 

32 500 alunos continuam com falta de professores

 

O 1.º período letivo termina na próxima sexta-feira e 32 500 alunos ainda têm falta de pelo menos um professor. A estimativa é da Federação Nacional dos Professores, que faz a contagem dos estudantes sem professor a partir dos pedidos dos horários de contratação feitos pelas escolas. As escolas da região Sul, nomeadamente as que estão localizadas nos distritos de Lisboa, Setúbal e Faro, são as que têm tido mais dificuldades em contratar professores desde que as aulas se iniciaram, em setembro.

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Aprender é ficar vazio-MEC

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A indisciplina e a perda das aprendizagens – Alberto Veronesi

 

Numa altura em que ainda se fala da perda de aprendizagens devido à pandemia, narrativa essa que, sinceramente, começa a ser ridícula, gostaria de chamar à atenção para uma questão que, essa sim, prejudica as aprendizagens há anos: a indisciplina.

A preocupação com a indisciplina em meio escolar, e dentro da sala de aula, tem sido crescente entre os professores, mas não tem tido a proporcional preocupação por parte dos decisores políticos.

A indisciplina e a perda das aprendizagens

No passado, a autoridade dos professores era incontestável e com esse facto conseguia-se criar um ambiente de respeito e seriedade na maior parte das escolas. Hoje, vemos a autoridade do professor posta em causa por todos, dentro ou fora da escola.

Uma das principais causas é a educação excessivamente permissiva por parte dos pais. Quando eu frequentei o ensino básico e secundário ouvia todas as manhãs a minha mãe dizer-nos, a mim e aos meus irmãos, que não queria queixa dos professores relativamente ao nosso comportamento. Esta consciência parental existente na época, frequentei o básico e o secundário entre 1986 e 1998, tinha como principal consequência o facto de nas escolas haver muito menos casos de indisciplina dentro e fora da sala de aula. Obviamente, sempre houve alguma indisciplina, mas a maioria dos estudantes eram conhecedores dos seus limites. Havia uma consciência social da autoridade dos professores e encarava-se a escola com maior seriedade. A escola era para aprender, se quiséssemos ser alguém no futuro. Era a única saída para muitos alunos que queriam ascender socialmente. E os pais tinham essa noção.

Claro que também é verdade que, nessa mesma época, a autoridade com que muitos professores geriam as suas aulas e se relacionavam com os alunos, usando o medo como arma “pedagógica”, não deixa saudades. E por essa razão, ninguém lá quer voltar!

Mas questiono-me com frequência se teremos sabido fazer a transição entre esses abusos e o laxismo e a indisciplina que nos dias de hoje assolam a Escola Pública, prejudicando as aprendizagens bem mais do que a pandemia?

Não digo que o caminho não devesse ser feito, tenho pena é que hoje a perceção é a de que se passou do oito para o oitenta.

Não me recordo de naquela época ver e ouvir casos de agressões de alunos a professores, casos de pais ou encarregados de educação a agredirem professores.

Os professores tinham uma imagem valorizada e prestigiada socialmente, eram vistos como autoridade nas escolas, eram respeitados pela grande maioria e quem não respeitava sentia-se mal porque as suas atitudes eram, a maior parte das vezes, condenadas pelos próprios colegas. Hoje, esse desrespeito começa pela própria tutela e propaga-se pela sociedade acabando nos pais, que muitas vezes começam o dia com mensagens completamente erradas quanto à forma e ao conteúdo.

CONTINUA AQUI 

 

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Presidente da República decretou demissão do Governo

 

Na sequência e por efeito do pedido de demissão do Primeiro-Ministro, o Presidente da República decretou hoje, nos termos da Constituição, a demissão do Governo, com efeitos a partir de amanhã, 8 de dezembro.

Após a sua demissão e até à posse do seu sucessor, o Governo assegurará, nos termos constitucionais, a prática dos “atos estritamente necessários para assegurar os negócios públicos”.

 

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Revolução nas escolas muda casas de banho e nomes a alunos

 

Rapazes podem ter nome de raparigas e vice-versa.

Revolução nas escolas muda casas de banho e nomes a alunos

A Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República vota esta quinta-feira um projeto de lei do PS sobre autodeterminação da identidade e expressão de género que vai mudar o dia a dia nas escolas.

O PS defende que alunos e alunas possam escolher o nome pelo qual querem ser chamados (Manuel pode querer ser Maria e vice-versa), cabendo à escola “estabelecer a aplicação dos procedimentos para mudança nos documentos administrativos de nome e/ou género autoatribuído”.

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Mobilidade Interna – Carreira de Técnico Superior OE202312/0167

 

Mobilidade Interna – preenchimento de 3 (três) postos de trabalho em mobilidade interna (Carreira de Técnico Superior) na Direção-Geral da Administração Escolar.

Oferta publicada na BEP, com o código OE202312/0167

 

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Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 15

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa- 15.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 11 de dezembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 12 de dezembro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 15

Listas – Reserva de recrutamento n.º 15

 

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Determinação da idade normal de acesso à pensão de velhice em 2025

Portaria n.º 414/2023

de 7 de dezembro

O Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, na sua redação atual, estabelece, no n.º 3 do artigo 20.º, que a idade normal de acesso à pensão de velhice após 2014 varia em função da esperança média de vida aos 65 anos de idade verificada entre o segundo e terceiro ano anteriores ao início da pensão, de acordo com a fórmula nele prevista.

A idade normal de acesso à pensão deve ser publicitada em portaria do membro do Governo responsável pela área da solidariedade e segurança social, no segundo ano imediatamente anterior ao ano a que se reporta, em conformidade com o disposto no n.º 9 do artigo 20.º do referido decreto-lei.

Por outro lado, o fator de sustentabilidade previsto no artigo 35.º do citado decreto-lei, elemento do cálculo das pensões de velhice do regime geral de segurança social, tem em conta a evolução da esperança média de vida aos 65 anos entre o ano de 2000 e o ano anterior ao do início da pensão.

Tendo sido apurado e publicitado pelo Instituto Nacional de Estatística o indicador da esperança média de vida aos 65 anos de idade relativo ao ano de 2023, está o Governo em condições de determinar o fator de sustentabilidade a vigorar durante o ano de 2024, bem como a idade normal de acesso à pensão de velhice a vigorar em 2025.

Assim, considerando o indicador da esperança média de vida aos 65 anos, verificado em 2000 e em 2023, o fator de sustentabilidade aplicável às pensões de velhice iniciadas em 2024 é de 0,8420.

Por último, tendo em conta os efeitos da evolução da esperança média de vida aos 65 anos na aplicação da fórmula prevista no n.º 3 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, a idade normal de acesso à pensão em 2025 é 66 anos e 7 meses.

Assim:

Manda o Governo, pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o seguinte:

Artigo 1.º

Idade normal de acesso à pensão de velhice em 2025

A idade normal de acesso à pensão de velhice do regime geral de segurança social em 2024, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, na sua redação atual, é 66 anos e 7 meses.

Artigo 2.º

Fator de sustentabilidade

O fator de sustentabilidade a aplicar, nos termos do disposto no artigo 35.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, na sua redação atual, ao montante estatutário das pensões de velhice do regime geral de segurança social é de 0,8420.

Artigo 3.º

Norma revogatória

É revogada a Portaria 307/2021, de 17 de dezembro, e o artigo 2.º da Portaria n.º 292/2022, de 9 de dezembro.

Artigo 4.º

Produção de efeitos

A presente portaria produz efeitos a partir de 1 de janeiro de 2024.

A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Manuel Jerónimo Lopes Correia Mendes Godinho, em 30 de novembro de 2023.

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O candidato a candidato não se compromete

Em relação aos professores, já tem um modelo desse faseamento na recuperação?
Será alvo de negociação com os trabalhadores e, no quadro daquilo que é o objectivo de política orçamental e de contas públicas.

O modelo apresentado por Luís Montenegro poderia ser um modelo para o PS?
Tem dois erros: não esperou pelo trabalho que a UTAO está a fazer em matéria de cálculo do custo da reposição integral do tempo de serviço dos professores e passa por cima de uma necessária negociação com os sindicatos.

A recuperação será feita numa legislatura?
Temos de ver as contas, estudar o tempo necessário, faseado, para podermos fazer essa recuperação. Não consigo nesta fase estar a dizer que é em três, quatro ou cinco anos.

Não se compromete então que seja possível em quatro anos, numa legislatura?
Neste momento, não consigo assumir esse compromisso.

 

in Público 

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O candidato a candidato Pedro quer negociar com os sindicatos

Isto já me diz muito. A ter como exemplo as negociações dos últimos anos, vai ser uma negociação de imposição. Mas também se fica a saber que não faz a mínima ideia de valores… isto também me diz muito.

Conversa de campanha do candidato a candidato que se chegar ao poder…

Interrogado sobre quanto custa a promessa de descongelar a totalidade do tempo de serviço de todos os funcionários da administração pública, o ex-ministro das Infraestruturas defendeu que o peso maior “é o das carreiras dos professores”

Pedro Nuno Santos vai negociar com sindicatos dos professores com base nos números da UTAO

O candidato à liderança do PS Pedro Nuno Santos afirma que negociará com os sindicatos o faseamento da recuperação do tempo de serviço dos professores com base nos números a apurar pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO). Esta posição foi esta quarta-feira transmitida pelo candidato ao cargo de secretário-geral dos socialistas no final de uma reunião que teve com o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, em Lisboa.

Interrogado sobre quanto custa a sua promessa de descongelar a totalidade do tempo de serviço de todos os funcionários da administração pública, o ex-ministro defendeu que o peso maior “é o das carreiras dos professores”. “No que diz respeito às carreiras que dependem de pontuação, esse trabalho já foi feito, tendo sido recuperado o tempo de serviço que estava congelado. Verdadeiramente, onde não se avançou de forma relevante foi no caso dos professores”, alegou.

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300 alunos sem aulas, desde setembro, numa só escola e a várias disciplinas

 

 

Há centenas de alunos da Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, que estão sem aulas desde o início do ano letivo.

Entre as disciplinas mais afetadas estão Matemática, Inglês e Informática. Em causa está a falta de professores para o preenchimento dos horários, que faz com que 12 turmas, num total de cerca de 300 alunos, permaneçam sem aulas a algumas disciplinas.

Os pais contam à SIC que estão “muito preocupados” com a acumulação de matéria e com o atraso dos alunos na aquisição de conhecimentos.

Um dos encarregados de educação reconhece que “na remota hipótese” de haver mais professores em janeiro, os mesmos não serão “milagreiros” e não conseguirão recuperar vários meses de matéria deixada para trás.

Centenas de alunos de escola de Lisboa estão sem professores desde setembro

 

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O festim pidesco de um governo morto – Santana Castilho

1. Por entre os temas que dominam os noticiários, passou de fininho uma sinistra proposta do Governo (Proposta de Lei n.º 89/XV), que pretendia, entre outras coisas e de sorrelfa, criminalizar o pensamento, a palavra livre e a opinião que expressasse críticas sobre convicções políticas ou ideológicas alheias.
A proposta, entretanto abandonada, tem relevância para lá do que tentou. Com efeito, foi mais uma manifestação da continuada conduta desrespeitadora de direitos constitucionais, por parte de António Costa.
Sim, porque foi ele que, em plena gestão da pandemia, assumindo a Constituição da República Portuguesa (CRP) como um estorvo, que não como a referência que devia respeitar e cumprir, teve o topete de dizer que se faria o que ele decidisse, dissesse a CRP o que dissesse.
Sim, porque foi sob sua égide, como secretário-geral do PS, que foi ensaiado um conúbio com o PSD para promover uma revisão constitucional que visava suprimir o direito à liberdade, consignado no Artº 27º da CRP, para que os cidadãos pudessem ser detidos sem ordem judicial, para que a livre circulação pudesse ser proibida sem necessidade de decretar o estado de emergência e para que o Estado pudesse devassar as comunicações privadas, com a mesma ligeireza com que a PIDE devassava o correio.
Sim, porque António Costa ficará para a posteridade como o primeiro-ministro que mais vezes recorreu a mecanismos de excepção para impedir greves e permitiu os maiores atropelos ao seu exercício, de que são exemplos as discutíveis requisições civis de enfermeiros e professores, polícias a baterem à porta de motoristas de viaturas de transporte de matérias perigosas e polícia de choque usada para intimidar grevistas e proteger fura-greves, no caso dos estivadores.
Por outro lado, a proposta em análise apresentou-se simplesmente coerente com o festim pidesco de um governo morto, bem ilustrado pelos casos que se seguem.
2. A directora do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, em Gondomar, foi acusada de violação dos deveres de imparcialidade e lealdade porque, na sede do agrupamento que dirige, um grupo de docentes afixou uma tarja onde se lê “Estamos a dar a aula mais importante das nossas vidas”. Ao que consta, a “nota de culpa” propõe agora a sanção de suspensão, que implica a perda de salário, e a perda de mandato.
Não há o delito de opinião no ordenamento jurídico vigente, muito menos admitido no conceito de Estado de Direito Democrático, expresso no Artº 2º da CRP. Portanto, só a hipocrisia de quem manda e a coluna vertebral gelatinosa de quem obedece explica este grosseiro atropelo ao Artº 37º da CRP, que institui o direito à liberdade de expressão e informação, exercido pela comunidade de docentes do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis.
Neste caso, não assistimos apenas à submissão da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) aos desígnios políticos da casta que se apossou do Ministério da Educação (ME) e à sua utilização para exercer um execrável controlo ideológico sobre tudo e todos. Assistimos, também, ao resvalar das intervenções da IGEC, outrora respeitável e independente, para metodologias de cariz pidesco.
3. Como é sabido, o poder judicial já havia declarado ilegais os serviços mínimos impostos para dias de aulas e para as avaliações finais dos 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos. Agora, conhecemos um novo acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), que declarou ilegais os serviços mínimos impostos à greve às avaliações dos anos com provas finais ou exames (9.º, 11.º e 12.º anos). Depois desta exposição do ME como vulgar fora de lei na matéria, ficaria bem uma palavra de contrição. Mas das consciências cavernosas dos governantes só nos chegou um cobarde silêncio.
4. Num belo lance de grosseira demagogia, um comunicado do ME deu-nos a conhecer que a Direção-Geral da Educação (DGE) passou a ter um conselho consultivo de alunos, que participarão nas reuniões mensais de dirigentes daquele órgão, podendo, entre outras atribuições, discutir propostas no âmbito da competência da DGE. Entendamo-nos, ministro João Costa: quem poderia opinar neste contexto são os professores, não alunos em processo de formação e crescimento. Enxergue-se, ministro João Costa! Mesmo a demagogia tem limites!
In “Público” de 6.12.23

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Percentagem do PIB em despesa em Educação não recuperou depois da Troica

Ao contrário do que vamos ouvido da boca dos políticos, a despesa com Educação não tem aumentado por aí além e a redução do número de alunos não é facto decisor para tal redução. A politica na área da Educação tem vindo a cortar no financiamento.

É do conhecimento de todos, e para isso basta consultar os dados internacionais que quanto mais um país investe em Educação mais desenvolvido se torna economicamente. Essa não é a politica que se defende em Portugal, logo continuamos com défice de desenvolvimento económico.

Despesa Pública em Educação

A despesa em Educação, da Administração Central, Regional e Local e dos fundos de Segurança Social, em percentagem do PIB, cresceu progressivamente desde 1995, ano em que a despesa em Educação se fixava em 5,5%, até atingir 6,7% em 2010.

A partir de 2011, Portugal entrou numa grave crise económica e financeira, que teve como rastilho o desequilíbrio das contas públicas e que viria a culminar com a intervenção externa do FMI e da União Europeia. Nesse contexto, houve uma forte redução da despesa em Educação, baixando para 5,3% do PIB em 2014.

No entanto, no período “pós-Troika“, a despesa em Educação continuou a baixar, até atingir o mínimo de 4,4% em 2018. Desde então, houve uma ligeira recuperação, fixando-se em 4,6% do PIB em 2021 (menos um terço do que se verificava em 2010). É importante realçar que a redução do número de alunos também contribuiu para esta evolução.

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A revolta de recusarem um medicamento a uma criança

Uma das crianças em causa foi meu aluno. Um miúdo dedicado, responsável acima dos miúdos da sua idade, educado, trabalhador, interessado… uma criança que enche uma sala de aula.

Nos tempo de pandemia chegava às aulas por videoconferência meia hora antes da aula começar, por aí se pode ver a dedicação desta criança.
Ao ler esta notícia a revolta instala-se. Como é possível? Qual é a razão, para que um medicamento que lhe pode melhorar a qualidade de vida, ser recusado?

Gastam-se milhões em medicamentos todos os dias. Há uma investigação em curso pela administração de medicamentos, que no mínimo cheira a duvidosa, e estas duas crianças veem a sua qualidade de vida negada. Revolta é-o mínimo que se pode sentir.

Hospital de Coimbra recusa medicamento a duas crianças com Hemofilia A grave

 

O Infarmed autorizou o uso de um fármaco inovador nos hospitais em fevereiro deste ano. Uma especialista em doenças raras, do CHUC, prescreveu-o a dois doentes, de 13 e 14 anos, mas o conselho de administração recusou, justificando a decisão com base num protocolo aprovado a posteriori, que define que só médicos do centro de referência o podem fazer. A médica já não faz parte do centro. Os familiares das crianças sentem-se “discriminados”. O advogado da médica diz que “é o assédio levado ao extremo”. O hospital não respondeu ao DN.

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