Category: Rui Cardoso

TÃO À PORTUGUESA…

 

Com tantos dados incorretos na plataforma do IGeFE, querem que as escolas trabalhem no fim de semana para os corrigir e os professores validem informação errada que os irá penalizar para o resto das suas carreiras?
E o que fazer quando os serviços administrativos dizem que é impossível introduzir tantos dados em tão pouco tempo?
E o atraso resultante do tempo que irá levar a chegar o processo à escola onde os professores irão prestar serviço a partir de 1 de setembro para que possa ser concluída a introdução de dados?
E o que dizer do tempo que irá levar a chegar os processos às escolas quando muitos deles terão de ser enviados primeiramente para o estabelecimento onde os professores vincularam e só depois encaminhados para a escola onde prestarão serviço?
E para aqueles que ainda aguardam colocação?
E onde encontrarão tempo tantos que neste fim de semana se estão a mudar para uma nova casa ou quarto perto da escola onde irão trabalhar durante o próximo ano?

Há tantos meses que isto poderia estar resolvido e permitiram que se estragassem as férias dos professores, se sobrecarregassem os serviços administrativos das escolas e, agora, querem que o milagre aconteça no fim de semana reservado ao descanso.
Carlos Santos

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Esclarecimento do IGEFE sobre RTS

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As regras do subsídio de deslocação dos professores são boas?

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Contratação de escola nos Açores

Precisa-se de professores para a ilha das Flores!

Há 3 vagas anuais, com horário completo, para professores do 1º ciclo e outros grupos.

Consulte [https://bep.azores.gov.pt/PesquisaOfertas](https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fbep.azores.gov.pt%2FPesquisaOfertas%3Ffbclid%3DIwZXh0bgNhZW0CMTAAAR3yEJsFMsnS36ejnVEYPU3_Rm2pXtFiNePEglfKDs66N4P_Z5Y7hQQn9rc_aem_VixPCGXSjE_VpBjOG4UpJg&h=AT1NafgfWnSnUv_voEyp6GljaiVTGM6kB3E6N_wFGoerfi85B0UUWOTTCB6_SIisza70N_qiQRyQ46vy_P5YpIeBs4XJRd175tyvSgkwXNQB_ckOoDP4iZ95MrURF-70fVgUIwOft5q3oKPG74Cl&__tn__=-UK-R&c[0]=AT300T5Xjg8AKvVbFT4yfO_c9JKfLWbqb693J8wClpPKDW6rh0K4_yoxc2xKSy2fXlMbjiq6ojPBFNt1zKjL5Oyp-oGM1tWH5pOibFdFk-Vuyo__13tjQ2ogu6acsmTZwKWk-LiEcOAezCz64VFOuv6_Hw) e veja as vagas existentes na ilha das Flores!

Se não estiver interessado peço que partilhe esta informação para que a educação das nossas crianças não seja posta em causa!

Obrigada pela vossa atenção!

Todos os horários são completos (22 horas letivas, mesmo no 1.º ciclo e pré-escolar) e anuais. Estão assim a concurso as seguintes vagas para professores na ilha das Flores:

1 para o grupo 101 (Educação Especial – Educação Pré-Escolar)

3 para o grupo 110 (1.º ciclo)

1 para o grupo 111 (Educação Especial – 1.º ciclo)

2 para o grupo 200 (Português e Estudos Sociais/História – 2.º ciclo)

1 para o grupo 240 (Educação Visual e Tecnológica – 2.º ciclo)

2 para o grupo 250 (Educação Musical – 2.º ciclo)

3 para o grupo 300 (Português – 3.º ciclo)

1 para o grupo 320 (Francês – 3.º ciclo)

2 para o grupo 400 (História – 3.º ciclo)

1 para o grupo 420 (Geografia – 3.º ciclo)

3 para o grupo 520 (Biologia e Geologia – 3.º ciclo)

1 para o grupo 550 (Informática – 3.º ciclo)

DATA LIMITE: 02 de setembro de 2024!

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A estupidez humana é mais genuína do que a Inteligência Artificial?

A estupidez humana é mais genuína do que a Inteligência Artificial?

 

A Inteligência Artificial nunca apreenderá o sarcasmo, a ironia, nem a poesia…

A Inteligência Artificial não emana calor, nem odores, nem os reconhece…

A Inteligência Artificial não ama, nem odeia; não sofre, não se sente feliz, nem abraça, nem consegue estabelecer vínculos afectivos…

A Inteligência Artificial não tem pensamento livre, nem pensamento crítico, nem consciência, nem vontade própria…

A Inteligência Artificial não chora, não ri, não sente saudade, não imagina e, sobretudo, não sonha…

Em resumo, a Inteligência Artificial nunca compreenderá um Ser Humano em toda a sua complexidade, ainda que, alegadamente, alguns sistemas de algoritmos consigam identificar certos estados emocionais, típicos da humanidade…

A opacidade no funcionamento de alguns algoritmos de certos sistemas de Inteligência Artificial, assim como a existência de possíveis vieses que poderão conduzir à manipulação comportamental ou à disseminação de conteúdos informativos falsos, levanta muitas questões de natureza ética na sua utilização…

A análise, profunda e imparcial, da relação entre os riscos/benefícios da Inteligência Artificial para os seres humanos não poderá deixar de ser realizada por todos os países que verdadeiramente se preocupem com o desenvolvimento da Humanidade…

Até mais ver, não há nada que supere a criatividade da inteligência humana, nem sequer a da própria estupidez…

Em Educação, muito mais premente do que o uso da Inteligência Artificial, deveria ter-se como principal objectivo o desenvolvimento da Inteligência Humana…

As ferramentas tecnológicas, incluindo a Inteligência Artificial, poderão ter um papel facilitador em algumas vertentes da Educação, mas nunca conseguirão substituir ou superar a exclusiva relação pedagógica Professor/Aluno/Conhecimento…

Obviamente, sem esquecer que a Inteligência Artificial, por ser uma imitação, uma simulação, da Inteligência Humana, nunca poderá, sob esse ponto de vista, substituir o raciocínio e a criatividade humanos…

Além disso, um original é sempre muito melhor do que a sua imitação ou cópia…

As criações de Leonardo da Vinci ou de Fernando Pessoa, dois incontornáveis génios da Humanidade, nunca poderiam ter sido concebidas ou imaginadas por alguma forma de Inteligência Artificial…

Porque nenhuma forma de Inteligência Artificial conseguiria replicar ou imitar o funcionamento cerebral de cada um desses dois seres humanos prodigiosos…

Porque há coisas efectivamente irreplicáveis e inimitáveis… O cérebro humano, sede de biliões de conexões sinápticas, responsáveis pelos processos cognitivos/actividade intelectual e pelo comportamento emocional, entre outros, é simplesmente único e incopiável…

E a Inteligência Artificial jamais conseguirá replicar o funcionamento do cérebro humano…

Até mais ver, a própria estupidez humana apresenta-se, indubitavelmente, como mais genuína do que a Inteligência Artificial…

Ainda que não se deva subestimar a perigosidade e a capacidade destruidora de um estúpido, nem ignorar que a gravidade dos danos eventualmente causados por si tenderá a correlaciona-se com a posição de Poder que o mesmo ocupe (Carlo Cipolla, “As Leis Fundamentais da Estupidez Humana”)…

Portanto, cuidado com os estúpidos investidos de Poder e de Autoridade, ou com os estúpidos com pretensões ao Poder e à Autoridade, sobretudo se forem crentes acríticos da Inteligência Artificial ou se a considerarem como a nova “pedra filosofal”…

“Aqui na têmes intaligência artreficial, pensem por vocesses próprios”… E é isto…

 

Paula Dias

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Concurso anual com vista ao suprimento das necessidades de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2024/2025

Informa-se que se encontra publicitada nova lista de colocações de candidatos, a partir de hoje, dia 27 de agosto de 2024, referentes ao concurso anual com vista ao suprimento das necessidades de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2024/2025.

Mais se informa que os candidatos colocados deverão proceder à aceitação da colocação, nos próximos dias 28 e 29 de agosto 2024, com vista a apresentarem-se no Centro de Educação e Desenvolvimento (CED) onde foram colocados no dia 02/09/2024, segunda-feira.

Assim, e nesse sentido, solicita-se o preenchimento do boletim de recolha de dados, através do seguinte link:https://form.jotform.com/230234260237344.

O preenchimento do boletim de recolha de dados permite registar os dados necessários à elaboração do V. registo biográfico e preparação do contrato a celebrar.
Importa lembrar que devem anexar os seguintes documentos: documento de identificação, boletim de vacinas, cartão da ADSE/Segurança Social e comprovativo do NIB.

NOTA IMPORTANTE:
O não preenchimento do boletim de recolha de dados, no prazo acima referido, implica a não aceitação de colocação neste procedimento concursal.

A não apresentação, na data supra referida, no CED onde foram colocados, implica a desistência deste procedimento concursal.

Caso seja necessário qualquer esclarecimento adicional deve contactar a Unidade de Recursos Humanos, do Serviços Centrais da Casa Pia de lisboa. I.P., através do seguinte endereço de correio eletrónico: [email protected], ou por contacto telefónico para 213 614 000 (ext. 11146).

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Marcelo promulga diploma para “facilitar recrutamento de professores”

 

O Presidente da República promulgou hoje o diploma do Governo que estabelece medidas excecionais e temporárias na área da educação, com vista a dotar os estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, na dependência do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, de pessoal docente e de técnicos especializados necessários à garantia do direito dos alunos à aprendizagem.

 

 

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Cursos para formação de professores esgotaram vagas na 1.ª fase

Os 21 cursos de Educação Básica, para a formação de professores, esgotaram as quase mil vagas disponíveis na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, cujos resultados foram divulgados hoje

Cursos para formação de professores esgotaram vagas na 1.ª fase

De acordo com os dados do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), os 997 colocados em licenciaturas de Educação Básica ocuparam todas as vagas que tinham sido disponibilizadas.

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Mobilidade de docentes por motivo de doença 2024/2025 – Resultado

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Subsídio de deslocação de 70 a 300 euros para os professores

 

 

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Governo anuncia concurso extraordinário de vinculação e subsídio para professores deslocados

 

Medidas aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Novo concurso e subsídio têm como objetivo colocar mais professores em escolas com falta de docentes.

Governo anuncia concurso extraordinário de vinculação e subsídio para professores deslocados

 

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, anunciou esta quinta-feira duas novas medidas para o setor da Educação: um concurso extraordinário de vinculação de professores e um subsídio para docentes deslocados em escolas com carências, no valor de entre 70 e 300 euros.

O Conselho de Ministros aprovou as duas novas medidas – que ainda vão ser sujeitas a negociação com os sindicatos – e outras anteriormente anunciadas pelo ministro da Educação.

concurso extraordinário de vinculação de professores destina-se a disciplinas e escolas onde há maior falta de docentes, detalhou o ministro da Presidência.

“A segunda medida é a criação de um subsídio à deslocação para estas escolas com carências. Vai ser atribuído a quem estiver a mais de 70 quilómetros entre a escola e o subsídio fiscal. O valor varia entre 70 e e 300 euros em função da distância”, adiantou Leitão Amaro.

O objetivo é combater o problema dos alunos sem aulas devido à falta de professores. “Acrescentamos duas novas medidas indispensáveis para o problema que já era sério e, hoje, com a informação que temos, sabemos que é grave”, afirmou António Leitão Amaro, em conferência de imprensa.

O ministro fala numa “situação difícil” de falta de professores no país e numa “falha estrutural” que vai demorar tempo a resolver.

“O Governo declarou desde o princípio que uma das principais prioridades é combater a falta de aulas, é um grande gerador de desigualdades, de perda de aprendizagens de prejudicar o percurso dos nossos alunos”, sublinhou.

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Procedimento Concursal EPE – Local

Informam-se todos os interessados que se encontram publicitados os Avisos de Abertura referentes a procedimentos concursais simplificados destinados ao recrutamento de docentes do ensino português no estrangeiro para os seguintes países:
📌África do Sul
📌Chéquia
📌Cuba
📌França
📌México
📌São Tomé e Príncipe
📌Uruguai
📌Venezuela
📌Vietname
Toda a informação disponível AQUI

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Concurso de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança – Avisos de abertura

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A justiça e injustiça nos concursos

Para aqueles que emitem opiniões sobre o concurso de professores, conhecer e exercitar a experiência inteletual chamada “véu de ignorância” pode ser útil para dimensionarem melhor as posições e ponderarem melhor o que dizem ser o justo ou injusto.

Se não soubessem a posição que ocupam no sistema, cujas regras estão a pensar ou sobre o qual emitem opinião (e em abstrato pudessem ter qualquer uma), diriam a mesma coisa de um ponto de vista de justiça ?

Uma das coisas mais fascinantes é ver recém-vinculados que já não se lembram do que é ser contratado ou QA que não se lembram do que é ser QZP ou pessoas em mobilidade interna ou por doença que assumem indiferença pelo resultado para outros dos efeitos das suas situações.

Não estudei Rawls na escola. A sua Teoria da Justiça como equidade é de 1972 (deixei de ter a disciplina de Filosofia em 1989). Li o livro em 1993 na edição da Presença e fez-me impressão. Preencheu uma lacuna da minha ignorância e moldou muito o meu pensamento desde então (eu sei, é contraditório num tipo de esquerda, mas não foi só Rawls que me moldou ideias, as influências são muito diversas).

Comecei a concorrer em 1995 e este raciocínio é essencial na forma como opino sobre as regras de concurso:

– e se fosse eu a sofrer os efeitos negativos das normas que digo “justas”?

– Há margem para tornar mais justo o que tem efeitos negativos? (às vezes não, sem criar maior injustiça para outros que têm tantos direitos como os beneficiados).

Se mais gente fizesse a análise à Rawls o debate era mais saudável.

Até porque a justiça de uma situação não se mede pelo número de beneficiários…..

(E posso dar exemplos, se a indignação levar às habituais explosões de cólera que certas posições, justas, levam os interessados apenas na sua própria utilidade a verbalizar. Mas, para mim, utilitarismo é selvajaria e até oportunismo….opiniões).

 

Luis Sottomaior Braga

 

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Permutas

Encontra-se disponível até às 18 horas de dia 23 de agosto de 2024 (Portugal continental), a aplicação que permite aos docentes opositores ao concurso de mobilidade interna, efetuarem permuta.

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Permutas

Nota Informativa – Permutas

 

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Aceitação da Colocação e recurso hierárquico – Mobilidade Interna

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação em mobilidade interna, das 10:00h do dia 19 de agosto até às 23:59h de Portugal continental do dia 20 de agosto de 2024.
Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 19 de agosto até às 18 horas de Portugal continental do dia 23 de agosto de 2024.

SIGRHE – Aceitação da Colocação e recurso hierárquico – Mobilidade Interna

 

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As Escolas não fecham em agosto…

O trabalho numa escola não acaba com o fim das aulas a meio do julho. Há exames para corrigir, notas para lançar, recursos para responder, turmas e horários para fazer. Trabalho que se estende até setembro e ao reinício das aulas. Desde o ano passado que o Ministério autorizou as escolas a encerrar uma semana, mas há quem tema que este ano haja escolas que nem esses dias consigam fechar.

A Educação não morre em agosto.” Pais para receber, exames para corrigir, notas para lançar, horários para fazer… O dia de uma escola em tempo de férias

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«FILHOS DE UM DEUS MENOR»…

 

Mais uma vez, tomei consciência de que não estamos todos debaixo do mesmo sol.

Circulam por aí alguns considerandos sobre a desunião da classe e de sectarismos dentro da mesma. Porém, o princípio ético em que assenta o conceito de «justiça» não se baseia em interesses particulares e norteia a ordem social evitando que nos comportemos como selvagens no seio de uma anarquia (caos que, se calhar, já reina na classe).

Foram ontem tornadas públicas as listas de colocação da fase de mobilidade interna evidenciando a perpetuação das injustiças, contra as quais a passividade é o retrato acabado de quem pretende continuar a permitir que aconteçam.

Como poderei sentir-me satisfeito sabendo que colegas atrás de mim nas listas de graduação irão lecionar perto do domicílio, enquanto eu terei de me fazer à estrada durante todo o ano (com a agravante de ter problemas de saúde)? E, como eu, o mesmo aconteceu a tantos milhares de professores que, desolados, se viram ultrapassados por colegas, consequência de prioridades criadas artificialmente.

Sendo os docentes seriados pela média de curso e pelo tempo de serviço, não é aceitável terem-se criado subterfúgios legislativos que permitem arrumar numa gaveta este critério de ordenação propiciando ultrapassagens.

Conheço casos de colegas que, nos cursos superiores, eram alunos fracos e que, face à iníqua criação de prioridades, têm ficado colocados à frente de outros com uma avaliação muito superior na sua formação (onde me incluo). E quem não sabe de situações de professores com pouco tempo de serviço a ficarem mais perto do seu domicílio do que outros que há décadas andam a percorrer o país? Então, a graduação profissional serve para quê?

É lamentável que uma classe que deve valorizar o valor da justiça na avaliação dos seus alunos, esqueça este conceito quando se trata de relações profissionais entre pares, seja nos concursos de professores, seja na avaliação de desempenho, revelando elevados níveis de hipocrisia, oportunismo e deslealdade.

Em resultado desta tendenciosidade, já são muitos anos com professores prejudicados no seu tempo (desperdiçado em horas ao volante), financeiramente (pagando as deslocações e alojamento) e emocionalmente (tendo de ficar privados da companhia das suas famílias).

Bem vistas as coisas, se calhar este assunto é bem mais doloroso e tem mais repercussões na vida das pessoas do que muitos querem fazer crer tentando abafá-lo.

Não sendo possível alterar o passado e corrigir as injustiças cometidas sobre tantos, para evitar que no futuro se repitam, seria bom que, nas reuniões com a tutela, os sindicatos puxassem este assunto para o topo das suas agendas reivindicativas.

Suponho que esta situação só tem acontecido e continuará a arrastar-se, porque aos beneficiados não lhes convém perderem este privilégio, aos sindicatos não lhes interessa criar problemas a uma parte dos seus associados e à tutela pouco lhes incomoda o que se passa de infausto na vida dos professores.

Perdoem-me não poder partilhar da mesma euforia de outros colegas, porque não tenho nenhum motivo para celebrar, bem pelo contrário. Não será com gosto nem com motivação que, eu e tantos milhares de professores que ficaram prejudicados, irão encarar o próximo ano letivo.

Afinal, muitos de nós andámos a queimar as pestanas a estudar tanto e a percorrer tantas escolas do país ao longo de tantos anos, para quê?

Neste sistema, onde estão valorizados a meritocracia e os anos de entrega à profissão?

À margem desta situação, consciente da dificuldade crescente no desempenho desta profissão, desejo a todos um bom ano letivo.

Carlos Santos

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Listas definitivas de contratação inicial e Reserva de Recrutamento 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, renovação, desistências e retirados da contratação inicial para o ano escolar 2024/2025.
Consulte a nota informativa.

Listas definitivas de contratação inicial e Reserva de Recrutamento  2024/2025
Nota informativa – Listas definitivas de mobilidade interna e contratação inicial 2024/2025

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Listas definitivas de mobilidade interna 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão e retirados da mobilidade interna para o ano escolar 2024/2025.
Consulte a nota informativa.

Listas definitivas de mobilidade interna 2024/2025
Nota informativa – Listas definitivas de mobilidade interna e contratação inicial 2024/2025

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É impossível unir a Classe Docente…

 

Definitivamente, solidariedade é aquilo que não existe na Classe Docente…

A solidariedade entre as partes que compõem a Classe Docente parece ser algo inalcançável, tantos são os conflitos de interesses e as visões iminentemente sectárias e facciosas, muitas vezes assentes no individualismo de pensar apenas em si próprio…

Definitivamente, não há remédios, nem antídotos, que consigam debelar a desunião docente…

E como é fácil, demasiado fácil, despoletar-se e observar-se essa confrangedora desunião…

E, não, não são necessários quaisquer artigos de opinião sobre temas potencialmente “fracturantes” (o que quer que isso seja) para se observar a gritante ausência de solidariedade entre Professores, para isso bastam, quase sempre, os próprios Professores…

Em alternativa, poder-se-ia evitar a abordagem de determinados temas ou fazer de conta que alguns problemas não existem, mas isso obviamente também não os eliminaria… Não é por não se falar de certos problemas que os mesmos desaparecem…

Por outras palavras, e com toda a frontalidade, a conclusão a extrair neste momento parece ser esta:

– É impossível unir a Classe Docente… Continua a ser impossível unir a Classe Docente…

No contexto anterior, o mais avisado será talvez esquecer a ambição de ver uma classe profissional coesa, pois que isso mais parece uma “demanda pelo Santo Graal”, de resto impossível de localizar ou sequer de comprovar a respectiva existência…

Neste momento, parece que a única alternativa possível será a tentativa de limitar os danos causados por essa inultrapassável desunião, ainda que essa tarefa também se apresente como muito difícil…

Enquanto os Professores continuarem a preferir digladiar-se a propósito de tudo e mais alguma coisa, de nada valerão os apelos ao bom senso, nem certos discursos motivacionais, venham de onde vierem…

Na Beira Baixa há um ditado popular, de certa forma inclemente e bruto, que diz isto:

– “Quem morre porque quer, nem pela alma se lhe reza”…

Metaforicamente, os Professores “morrem porque querem”?

Às vezes, parece que sim…

Às vezes, parece que sim porque não lhes bastarão as malfeitorias sucessivamente perpetradas pela Tutela, ainda os próprios parecem esforçar-se por piorar a sua situação, ora atacando os pares, ora remetendo-se ao silêncio típico dos que se abstêm, ora subjugando-se à cobardia da inacção, quando possa estar em causa a luta pelo bem comum…

Às vezes chega mesmo a parecer que não existe consciência de bem comum na Classe Docente… Repito uma imagem que já utilizei noutra ocasião e que me parece muito elucidativa dessa inconsciência:


(Imagem roubada da Internet, de autor desconhecido).

Obviamente, nas circunstâncias ilustradas por esta imagem, o mais provável será que o barco vá ao fundo e que todos naufraguem…

Enquanto o “buraco não for do nosso lado”, ficaremos a assistir, de forma impávida e serena, por vezes até vangloriosa, às dificuldades alheias, sem sequer percebermos que o rombo no barco também acabará por, irremediavelmente, nos afectar…

De que interessa o bem comum, pois se até há quem o considere como um acabado lirismo?

Perante uma possível catástrofe, com previsíveis consequências nefastas para todos, fica-se frequentemente a “olhar de fora”, quase numa perspectiva voyeurista, permanecendo numa falsa zona de conforto, dominada pela atitude “pode arder, desde que não seja comigo”…

O maior problema é que por essa perspectiva, mais cedo ou mais tarde, todos acabarão por “arder” ou por “naufragar”…

E parece ser este o resumo da desunião e da falta de solidariedade entre Professores:

– “Ainda bem que o buraco não é do nosso lado”…

E se a Carreira Docente se encontra em frangalhos e praticamente impossível de consertar, obra perversa de quem tutelou a Escola Pública nos últimos anos, contribuindo, dessa forma, para a desagregação e para a fragmentação das partes que a compõem, também é verdade que os próprios Professores se têm mostrado particularmente propensos a querelas internas e a conflitos fratricidas…

Na Classe Docente parecem coexistir muitas “linhagens”, “formas de sentir” e profusas “facções”, que frequentemente desencadeiam “explosões de susceptibilidades”, hostilidades várias, amofinações, discórdias e conflitos de interesses, todos culminando na ausência de consensos…

Às vezes, vai-se ainda mais longe e entra-se na vertigem de “salerosos” concursos de “medição de atributos”, principal consequência de indisfarçáveis rivalidades, ainda que, em simultâneo, se assista, por vezes, à tentativa de reprimir tais pelejas pela intelectualização de algumas emoções…

Mas no fim, enquanto o buraco não for do nosso lado, “tá-se bem”…

Fui ao meu “baú de memórias” do ano de 1996… A propósito de uma Tese de Monografia, apresentada por mim nesse ano, transcrevo aqui um parágrafo aí constante:

– Parece-nos unânime que os professores nem sempre souberam combater os “males” que assediaram a sua profissão. Além dessa, outras críticas poderiam ser apontadas aos professores e às suas organizações. Contudo, também não é possível continuar a desprezar e a menorizar as capacidades de desenvolvimento dos professores, pois eles constituem um potencial cultural, técnico e científico que, não sendo ignorado, pode ajudar a preparar um novo ciclo na história da escola e dos seus actores (Nóvoa, 1992).

 

Passados 28 anos, tudo indica que os Professores continuam a não saber combater os males que assediam a sua profissão, que as suas organizações continuam a ser alvo de críticas acérrimas, sobretudo acusadas de não serem confiáveis nem verdadeiramente agregadoras, e que o tão almejado novo ciclo ainda estará por cumprir…

Parece que, afinal, não se operaram alterações significativas no contexto descrito há 28 anos, patente no referido parágrafo…

Se calhar, 28 anos é pouco tempo… Deve ser isso…

Paula Dias

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Recuperação Integral do Tempo de Serviço – Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho

Encontram-se disponíveis para consulta a Nota Informativa e FAQ relativas à operacionalização da recuperação integral do tempo de serviço, no âmbito do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho.

FAQ

Nota Informativa Recuperação Integral do Tempo de Serviço

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Pedido de horários – Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite o recrutamento de docentes para lecionação do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança.

SIGRHE

 

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Concurso Interno de Afetação – Açores

 

 

Lista de colocações

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Manual de validação dos dados da Recuperação Integral de tempo de Serviço do Pessoal Docente – Acesso Professores

 

 

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Governo autoriza financiamento de 180 milhões de euros para construção e renovação de escolas

O ministro Castro e Almeida quer acautelar atrasos nos projetos que já foram acordados no âmbito do PRR e garantir que é cumprida a meta fixada, que prevê a construção ou renovação de 75 escolas.

Governo autoriza financiamento de 180 milhões de euros para construção e renovação de escolas

 

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes à EP Luanda – Apreciação das candidaturas

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 12 de agosto e as 18:00 horas do dia 14 de agosto de 2024 (hora de Portugal continental) para efetuar a apreciação das candidaturas ao concurso externo extraordinário de vinculação de docentes à EP Luanda, em conformidade com o n.º 1 do art.º 11.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, em conjugação com o art.º 5.º do Decreto-Lei n.º 45-B/2024, de 12 de julho.

Manual de utilizador – Apreciação das candidaturas ao Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes à EP Luanda 
SIGRHE

 

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Ministro da Educação admite ajudas de custo para os professores ainda este ano

As ajudas de custo aos professores deslocados estão previstas só para 2025, mas Fernando Alexandre admite que as verbas possam ser atribuídas em casos de “escolas que não consigam atraír” docentes. “Vamos ver como a colocação de professores corre ainda”, disse.

Ministro da Educação admite ajudas de custo para os professores ainda este ano

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Assim não vamos lá…

Diversos mestrados para o ensino de disciplinas do 3.º Ciclo e Secundário têm 15 lugares. Instituições pedem reforço no investimento e agilização na acreditação para formarem mais.

As escolas têm cada vez mais falta de professores, mas muitos candidatos estão a ficar de fora dos mestrados por falta de vagas. São diversos os cursos para o ensino das disciplinas do 3.º Ciclo e Secundário com apenas 15 vagas. É o caso de Biologia e Geologia, Física e Química, Geografia, Filosofia ou até Informática, um dos grupos de recrutamento mais deficitários. No Sul do país, onde a carência de docentes é maior, o número de lugares ainda é menor. Por exemplo, para História foram abertas, para o próximo ano letivo, 15 vagas na Universidade de Lisboa e 15 na Nova de Lisboa, as únicas a sul de Coimbra.

 

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CONCURSO DE PESSOAL DOCENTE PARA O ANO ESCOLAR 2024-2025 RAM

 

Listas do dia 09 de agosto de 2024, Afetação:

– ORDENAÇÃO

https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaOrdenadaDefinitivaAfetacaoQZP_20240809.pdf?ver=2021-06-29-145248-487

– COLOCAÇÃO

https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaColocacaoAfetacaoQZP_20240809.pdf?ver=2021-06-29-145248-487

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Ministro garante que diretores das escolas serão sempre professores

“É uma das nossas prioridades. Temos de clarificar o que são as competências e as dimensões dentro do Ministério, nas autarquias e também dentro da própria escola”, referiu o Ministro da Educação.

Ministro garante que diretores das escolas serão sempre professores

 

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31,5 milhões de euros para a aquisição de serviços de acesso à internet para alunos e docentes

 

 

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Programa Renda Acessível – Candidaturas abertas

 

Foi aberto pela CML um concurso no âmbito do programa “RENDA ACESSÍVEL” com prazo de candidatura entre o dia 24 de julho e 22 de agosto.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER A MAIS INFORMAÇÃO.

 

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Recorde de aposentações de professores em setembro pode deixar milhares de alunos sem aulas

Este ano já são 2755 os docentes reformados e as previsões apontam para um total de cerca de cinco mil até final de 2024, com um recorde de aposentações já no mês de setembro: 460. Diretores temem dificuldades para substituir estas saídas, podendo deixar cerca de 30 mil alunos sem aulas.

Recorde de aposentações de professores em setembro pode deixar milhares de alunos sem aulas

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Das decisões – Mauricio Brito

 

Se há algo que nunca gostei de fazer é criticar colegas pelo trabalho que desempenham, sem ter passado pelo cargo ou por algum semelhante. Talvez por isso (não para criticar, mas para aprender, ter conhecimento), ao longo destes quase 30 anos de professor, tenha feito questão de assumir todos os cargos que pude e que acreditava ter competências para os assumir. Desde diretor de turma, de grupo disciplinar, coordenador do desporto escolar, diretor de instalações, coordenador de CAD, responsável por grupo-equipa de desporto escolar, até à equipa de horários, conselho pedagógico (cargo inerente), conselho geral e, agora, direção. Julgo que não me faltou nada. Com isso, não estou a dizer que as pessoas tenham a obrigação de fazer o mesmo ou que não tenham o direito de criticar, de forma alguma. Mas, admito que, talvez seja um defeito meu, gosto de passar pelas experiências para delas e de quem por elas passou, poder falar com substância e conhecimento.

O motivo pelo qual agora escrevo estas linhas poderá parecer estranho: o recente acordo entre o Ministério da Educação e alguns sindicatos de professores sobre a recuperação do tempo de serviço. Este acordo, que deveria ser um motivo de celebração, após quase seis anos de uma difícil luta, gerou diferentes visões e até algum descontentamento, por parte de alguns. Isso porque, embora tenha sido benéfico para a maioria dos professores em exercício, não contemplou todos os que, no activo ou não, estiveram congelados durante os 9 anos, 4 meses e 2 dias.

Ora, entender a complexidade de negociações desta natureza exige reconhecer algo fundamental: que nem todas as decisões podem agradar a todos. Na “arte” da negociação, especialmente em contextos institucionais, é vital compreender que a perfeição é rara. Daí a importância de buscarmos o equilíbrio, o meio-termo onde a maioria encontra benefício, mesmo que alguns, infelizmente, fiquem de fora. É uma lição difícil, mas essencial: saber ceder, entender que um bom acordo é aquele que, mesmo que imperfeito, beneficia a muitos mais do que aqueles que prejudica.

Por isso, julgo que criticar quem está no “comando”, seja ele qual for, sem compreender a totalidade do cenário em causa (realço), é injusto e revela uma certa inaptidão para o exercício de cargos de decisão. Assumir cargos desta natureza exige mais do que tempo e dedicação; requer também a coragem de tomar decisões difíceis e a resiliência para enfrentar as respectivas críticas. Isso para não falar no sacrifício de momentos de lazer e prazer pessoal, como a leitura, a prática de exercícios físicos e outros passatempos/hábitos, em prol do bem comum.

Portanto, antes de julgarmos os resultados de tais negociações, é importante considerar o esforço e o sacrifício envolvidos. Reconhecer o valor de um acordo que favorece a maioria é uma demonstração de maturidade e empatia. A verdadeira liderança não está em agradar a todos, mas em tomar decisões que beneficiem o coletivo, mesmo que isso signifique enfrentar a desaprovação de alguns.

Em resumo, a negociação eficaz exige equilíbrio, disposição para ceder e a sabedoria de reconhecer que um bom acordo é aquele que, embora não sendo perfeito, atende à maioria. E ocupar um cargo de decisão é uma tarefa que demanda não apenas trabalho árduo e dedicação, mas também a habilidade de lidar com críticas, frequentemente sacrificando o tempo que poderia ser dedicado a prazeres pessoais. A verdadeira liderança encontra-se na capacidade de servir o coletivo, buscando sempre o melhor para todos, mesmo sabendo que as decisões, raramente, são unanimemente aceitas.

Ah, e convém não esquecer: exercer cargos de responsabilidade é também saber que eles não devem ser perpetuados, dando lugar a outros, com visões diferentes e novas formas de actuar.

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É preciso garantir que todos os alunos têm aulas, diz o Governo

 

Ministério da Educação envia para as escolas, guião de apoio à organização do próximo ano letivo para dizer aos diretores que as aulas têm “absoluta prioridade em detrimento de qualquer outro serviço”. Ao mesmo tempo anuncia a contratação de mediadores linguísticos e culturais para promover a integração de alunos migrantes.

É preciso garantir que todos os alunos têm aulas, diz o Governo

 

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Ex-ministro João Costa fez regressar horários-zero

Foram abertas vagas excessivas para os quadros de escola e de zona pedagógica. O que originou a criação de horários-zero. Ex-ministro diz que não seguiu critérios tradicionais para abrir mais 6 mil vagas. Mas a portaria contraria-o

Ex-ministro João Costa fez regressar horários-zero

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As 8 idades do Homem

 

Há quem vá para Psicologia para resolver os seus problemas e eu já perdi a conta à quantidade de jovens licenciados em psicologia ainda à procura de si ao invés de procurarem o outro, centrados em si e no seu passado ainda e sempre por resolver e a psicologia não é solução.
Quais espectros, desperdiçam o intelecto enquanto vagueiam sem rumo nem mote ainda sem saber o quê desta vida mais a ansiedade dos trinta e o medo de ser tarde demais.
E os problemas ainda por resolver quando a psicologia é um guia e a sua ciência um farol e uma luz na noite mais escura, mesmo se inalcançável mas visível e a esperança, sempre a esperança e pelo menos a esperança.
A teoria do desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson, apreendida como parte integrante da formação pedagógica do futuro professor, tem sido este guia e cada um dos seus estágios o mapa para compreender o outro enquanto a outra mão segura este ténue fio de Ariadne ao longo das 8 idades do Homem.
E em cada uma das idades um conflito, confiar ou desconfiar e pode um bebé confiar em quem o alimenta, em quem o sustém e como a distância e a ausência de amor tornam hercúlea a tarefa de levar um adolescente, e tantas vezes um adulto, a aprender a confiar no outro, a esperança de confiar no outro.
À confiança sucede a criança na aprendizagem das interacções sociais, interacções essas incentivadas e a criança não é apenas autónoma mas aceita-se tal como é, sendo o oposto a crítica e a repressão por quem mais próximo e a criança entre a vergonha, a dúvida e a rejeição, incapaz de se aceitar ou compreender.
E se a autonomia leva à iniciativa, característica da terceira idade do Homem, é igualmente verdade ser a resolução de cada conflito fundamental para a resolução de conflitos posteriores.
Autonomia ou autoconfiança, autodeterminação e a criança dotada de orientação e objectivos na quarta idade em oposição à culpa de quem interioriza os erros sucessivamente apontados pelos adultos em redor.
A culpa é minha, diz a criança, e a culpa mais a responsabilidade não pode ser imputada a um menor excepção feita quando os adultos se comportam como menores.
O desenvolvimento de mestria coincide com a idade escolar e a criança capaz de vencer os desafios colocados pelos adultos e a criança é capaz.
O oposto é o sentimento de inferioridade responsável pela não consecução do estágio posterior, ergo a criança incapaz dificilmente dará lugar ao desenvolvimento de uma identidade e o adolescente confuso e difuso dificilmente dará lugar a um jovem adulto capaz de filiar com alguém na sexta idade do Homem.
O oposto é o isolamento de quem desde tenra idade não é aceite e não se aceita e consequentemente não se acha capaz o suficiente para suceder a nível pessoal, social ou profissional, incapaz de confiar no outro e por isso só.
De igual modo, o isolamento social é contraproducente na sétima idade do Homem, a idade do compromisso social e da preparação de um legado para as gerações futuras.
A oitava e última idade do Homem é a idade da realização e da certeza de ter vivido, sem arrependimentos sobre oportunidades perdidas ou erros cometidos e o orgulho de quem fez, chegou e alcançou.
É a integridade em oposição ao desespero de quem sabe ser impossível começar de novo e a amargura dos últimos anos de vida.
E se a teoria do desenvolvimento psicossocial não é uma solução nem tampouco almeja tal título, a possibilidade de compreender o porquê de quem somos e quais os passos a dar é o exemplo paradigmático da psicologia e da sua importância no dia a dia.
A solução? Está nas mãos de cada um de nós, basta o conhecimento e no conhecimento a coragem de alcançar.

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Esclarecimento à Nota Informativa n.º 11 / IGeFE / 2024

Esclarecimento
à Nota Informativa n.º 11 / IGeFE / 2024

O calendário divulgado pelo IGeFE, onde uma das fases tinha como data final o dia
26 de agosto, não pretende acrescentar uma carga adicional de trabalho ao esforço
que os agrupamentos de escolas fizeram no final de junho e no início de julho, com
correções, ainda, durante o mês de julho.
Fruto desse trabalho intenso e muito empenhado que os agrupamentos de escolas
já fizeram, o que será necessário fazer no final de agosto será apenas acionar o
pedido automático de cabimento.
Ainda assim, ouvindo o apelo de todos os diretores e trabalhadores, com quem
trabalhamos diariamente e cuja dedicação conhecemos e valorizamos, o prazo
anteriormente definido para o dia 26 de agosto será alterado para o dia 29 de agosto,
agradecendo todo o feedback recebido, que nos ajuda a melhorar.
Em nenhum momento pretendeu o IGeFE que a pausa prevista tivesse de ser
cancelada ou que as férias marcadas de trabalhadores tivessem de ser alteradas.
Com esta alteração de prazo até dia 29 de agosto estamos convencidos que melhor
se garantirá a tranquilidade dessa pausa e dessas férias – bem merecidas!
Damos, ainda, nota de que a data agora definida para o dia 29 de agosto não fecha
o sistema, que se manterá aberto, continuamente, até que todos os processos de
recuperação do tempo de serviço estejam concluídos.
O dia 29 de agosto é apenas a data-limite em que o IGeFE consegue garantir que as
progressões resultantes da recuperação integral do tempo de serviço, devidamente
validados pelo Diretor da Escola, serão pagas aos docentes, no vencimento do mês
de setembro.
Os docentes cuja situação seja confirmada após aquela data, receberão pelo novo
escalão no mês seguinte à conclusão destes procedimentos (estando garantido,
nestes casos, o pagamento dos retroativos com efeitos ao mês de setembro).
Lisboa, 03 de agosto de 2024

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Indisciplina está a crescer nas escolas portuguesas.

 

A crescente incidência de comportamentos indisciplinados nas escolas portuguesas está a gerar grande preocupação entre os profissionais da educação. A Federação Nacional da Educação (FNE) emitiu um comunicado esta sexta-feira, alertando para um aumento significativo dos casos de indisciplina que têm sido reportados por educadores, professores e pessoal de apoio educativo.

O Crescimento da Indisciplina
Segundo Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE, a federação recebe relatos diários de casos de indisciplina vindos de várias partes do sistema educativo. “Recebemos comunicações diárias de educadores, professores e pessoal de apoio educativo sobre casos de indisciplina, que ocorrem tanto no contexto da sala de aula quanto em outras áreas da escola”, afirmou Barreiros em declarações à Renascença.

O fenómeno é descrito como transversal a todo o país, afetando escolas de diversas regiões. Apesar de inicialmente se justificar a indisciplina com o impacto da pandemia de COVID-19, a FNE observa que, com o tempo, a situação não melhorou. “Durante algum tempo, a COVID-19 era vista como a principal causa da indisciplina. Contudo, o tempo passou e a indisciplina, especialmente em sala de aula, tem sido relatada de forma cada vez mais sistemática”, acrescentou Pedro Barreiros.

A preocupação da FNE é sustentada pelos resultados de um inquérito recente realizado a 3570 docentes. Este estudo revelou uma frequência alarmante de comportamentos disruptivos, sublinhando a necessidade urgente de intervenção.

A Federação já tomou medidas para abordar a questão a nível governamental. Pedro Barreiros revelou que a FNE entregou ao ministro da Educação um convite para uma reunião antes do início do próximo ano letivo. O objetivo é discutir estratégias para mitigar a indisciplina e a violência nas escolas.

“Este convite foi bem acolhido pelo ministro”, afirmou Barreiros. A FNE espera envolver o Ministério da Educação na procura das melhores soluções para enfrentar os desafios atuais. O diálogo entre a federação e o ministério é visto como um passo importante para encontrar estratégias eficazes que possam melhorar o ambiente escolar e reduzir os comportamentos indisciplinados.

Indisciplina está a crescer nas escolas portuguesas. Sindicato denuncia que chegam queixas todos os dias

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