Category: Rui Cardoso

A verdade escondida.

 

Primeiros raios de sol; levanto-me – as malditas dores de costas, fruto do acidente em serviço que tive há 18 anos, mais uma vez não me deixam dormir mais. Ouço-a, denunciando a evidência de que também acordou. Não passa uma hora para também ela estar a pé. Não usamos despertador há imensos anos. Acordamos sempre mais cedo do que devíamos. Se devido à ansiedade, às preocupações, à idade, não sei…

Aproveitamos o tempo para alinhavar qualquer coisa para o longo dia de trabalho nas escolas que se avizinha (casa de professores é assim). 7h55 hora de sair de casa, mas (como sempre) alguma coisa me atrasa mais uns minutos e lá vou eu apressado, um beijo o desejo mútuo de um bom dia (na nossa profissão, bem que precisamos) e sinto a sua preocupação nas últimas palavras que me diz antes de o elevador partir “Vai devagar e cuidado na estrada. Não te esqueças que nos tens aqui” (ela, os pequeninos (os gatinhos) e a filhota). Ela sabe tão bem como eu que esta é das poucas profissões em que andamos sempre a ser cronometrados ao minuto, senão temos falta.

Ao longo da viagem escuto no rádio a notícia da greve dos professores, mal comunicada com informação incompleta, incorreta e pejorativa. Dou por mim a falar sozinho a dizer impropérios.
O dia de escola é longo e começa assim que estaciono o carro, quando sou «abalroado» por uma encarregada de educação cujo olhar angustiado pela necessidade de falar comigo quase me faz faltar à aula. Só pude dar-lhe dois dedos de conversa, pois os alunos estão à minha espera.
No intervalo do meio da manhã não consegui comer nem ir à casa de banho. Não houve tempo, aquela mãe ainda me aguardava. O assunto importante que consumia aquele ser, um caso que parecia ainda mais importante do que a cimeira sobre a paz nuclear, nada mais era do que um pequeno desentendimento entre alunas, algo infantil, só estranho por ser atípico para alunas de 12 anos (mais uma evidência de que os alunos estão cada vez mais imaturos e superprotegidos pelos pais-helicóptero que não os deixam crescer, ser autónomos e responsáveis).

Intervalo seguinte – sou chamado a resolver um problema “grave” de agressões entre alunos da minha direção de turma (nada de invulgar nos tempos que correm em que o respeito não abunda, a começar pelo mau exemplo que passa nas televisões com energúmenos a quem é dado tempo de antena para proferir insultos; os miúdos, esses são vítimas, pois só replicam aquilo a que assistem). Uma colega tinha e falar comigo sobre um incidente na aula com a minha direção de turma, mas não havia tempo. O dia é longo, mas o tempo nunca chega para tudo.
E a ida à casa de banho teve de permanecer no topo da agenda dos assuntos a resolver, pois a prioridade era apressar-me até aos alunos que já me esperavam à porta da sala.

Um dos alunos mais incumpridores, do alto da sua autoridade, dispara à queima-roupa: “O professor está atrasado, também deveria levar falta!”
Entrámos e lá tive de explicar à turma que se por algum motivo algum professor chega uns minutos atrasado, é por estar a tratar de assuntos escolares, não está no recreio a brincar (como se não o soubessem). Tive de acrescentar que se o critério fosse o mesmo, todos os dias havia alunos com falta por motivo de atraso.
Minutos depois entra um aluno na sala e vai sentar-se. Pergunto-lhe se é assim que se entra numa sala. Responde-me – “Hã?!”. Questiono-o se é esse o modo de se responder a um professor e a turma diz-lhe “É, diga senhor professor, ou stor”. Peço-lhe que volte a sair e que entre como deve ser, batendo à porta, pedindo permissão para entrar, cumprimentando os presentes e justificando o motivo do seu atraso. Tantas vezes que já repetimos isto, mas é-lhes difícil fazê-lo.
Minutos depois, pergunta-me se pode ir à casa de banho. Logo outros pedem-me o mesmo. Relembro-os que não é permitido durante o período de aula. Alunos na pré-adolescência parecem comportar-se como criancinhas do 1º ano.

Ao longo da aula as interrupções são constantes por falta de respeito mútuo entre os alunos e de dificuldade no cumprimento de regras tão básicas como pedir a palavra levantando o dedo ou não interrompendo colegas ou o professor quando estão a falar. Lá está, se a educação viesse de onde deveria vir – de casa – poupava-se muito tempo durante as aulas com estas constantes interrupções e chamadas de atenção.

No fim da aula saio aflito para ir à casa de banho e sou travado por um assistente operacional que me diz ter uma encarregada de educação ao telefone. Tem impreterivelmente de falar comigo ainda hoje. Como tenho reunião ao fim do dia, vou atendê-la, pois diz não poder faltar ao trabalho com receio de perder o emprego. Então, finalmente, lá consigo chegar à casa de banho.
Almoço junto com o “clube da marmita” e dizemos que ninguém fala de trabalho, mas torna-se impossível, pois daí a pouco ninguém fala de outra coisa a não ser dos problemas dos alunos, dos pais…

Fim da tarde, reunião geral.
No fim, exausto, ia disparado a caminho do carro para me ir embora quando sou interpelado por aquela mãe que havia combinado reunir comigo (já nem me lembrava dela!).
Pouco depois do dever cumprido, chegado ao carro, agradeço a mim mesmo a minha bendita paranoia de deixá-lo sempre direcionado para a estrada e com as rodas já viradas em direção ao meu caminho de regresso para não perder tempo.

A anoitecer cheguei a casa. No estacionamento não estava o carro dela (para quem trabalha longe e sem alternativas de transportes públicos, ter viatura própria é uma necessidade para poder trabalhar; neste caso, duas, com despesas a dobrar). Abri a porta e só os 2 gatinhos me esperavam. Instantes depois chega a esposa com um ar cansado e apressado. Notei logo que, se o meu dia não fora fácil, o dela não devia ter sido melhor. Decidimos fazer um batido de fruta para irmos bebendo enquanto se despachava o trabalho que trouxemos para casa. Entretanto, como é comum em casa de professores, o tema da conversa invariavelmente recaiu sobre a escola, as dúvidas e os problemas dos alunos que, sem darmos por isso, acabámos por levar connosco para casa, como se fosse aquele cheiro de tabaco que não nos larga denunciando que estivemos perto de um fumador.
O atraso dela deveu-se à reunião que tivera na escola e da qual me havia esquecido completamente. Desabafou o caso do dia na escola – fora preciso chamar as autoridades, porque um familiar de um aluno estivera na escola a ameaçar os professores. Costumo ser eu (de longe) o mais falador e na minha escola tinha havido vários incidentes, mas estranhamente mantive-me calado para não a stressar mais porque, tenso como eu estava, certamente não ia ajudar em nada.

Sem nos darmos conta, estamos os dois em frente ao computador a terminar papelada. Os gatinhos miam-nos estranhando o nosso olhar hipnótico na direção daqueles retângulos luminosos. Desvio por um segundo os olhos para a Yuki que me observa com um olhar tristonho e quando volto a olhar para o ecrã tenho uma bola de pelo ronronante a esfregar-se no meu rosto – o Mochi queria festinhas (anos antes, mesmo sem querer, do mesmo modo acabámos por sacrificar um pouco do tempo de qualidade com a nossa filha para estar a tratar de assuntos relativos aos filhos dos outros. Ah, se o tempo pudesse voltar para trás…!).
No ecrã estavam múltiplas janelas abertas e um sfgkljwinnnnnnn no documento… o teclado estava ali para ser pisado… pelo gatinho. “Que se lixe a escola!” foi o grito mudo de rebelião momentânea que nos levou a ir brincar pouco com eles, porque o trabalho escolar parece que nunca acaba.

Hoje estava previsto falarmos pelo Skype com a nossa filha (já adulta), mas já se fazia tarde. No fim de semana não fomos vê-la porque estivemos a corrigir testes e trabalhos, no próximo também não vai dar, porque ambos temos de preparar a interminável papelada das nossas direções de turma e no fim de semana seguinte é a filha que está de serviço. Amanhã falamos com ela, tem de ser… e depois combinamos ir vê-la antes do fim do mês… esperamos nós. São sempre as obrigações da escola a prejudicar a nossa vida. A burocracia esmaga-nos, o trabalho tem de ser feito, e ninguém se interessa como nem sacrificando o quê. É revoltante!
Ainda havia uns detalhes para terminar, mas ficam para o dia seguinte ao amanhecer.

Fomos para a cama e, como sempre, não fomos logo dormir, porque recusamo-nos a admitir sermos escravos do trabalho (como se muitas vezes assim não acabasse por ser). Ligámos o televisor. Estava a dar o noticiário das 23h onde se noticiava a greve dos professores com informação incompleta e errada sobre aquilo que nos mobiliza. A nós tudo nos é exigido e apontado, mas àqueles jornalistas tudo é permitido, desde dizer asneiras a desinformar sem cumprirem a sua função com competência. Desabafámos – “É uma vergonhosa campanha para nos deixar malvistos perante a opinião pública! E fartamo-nos nós de trabalhar para isto…!”
Tentei reconfortá-la aludindo que na minha escola está uma colega com quase a mesma idade que nós, a viver num quarto alugado como se de uma estudante se tratasse, a 200km do marido e dos 2 filhos que deixou para trás, ganhando apenas para pagar as suas despesas. Ambos fizemos de conta que isso nos serviria de consolo, não por ficarmos felizes com a desgraça alheia, mas porque nos estávamos a queixar e havia quem estivesse pior. Engolimos em silêncio o ultraje que esta justificação representava para a nossa dignidade, pois com meio século de idade, ambos professores do quadro de escola, um de nós estar com horário-zero e o outro a trabalhar a 42km de casa com um futuro incerto, era desmotivante.

Depois só me lembro de acordar e me levantar para desligar a televisão. Ela despertou e disse-me para esperar. Estava a passar um debate sobre os professores. Ficámos estupefactos (ou talvez não, por já não ser novidade) pois não havia ali nenhum professor com o direito ao contraditório no painel de comentadores que se revezavam como uma matilha de cães raivosos atacando uma presa indefesa, alternando com insultos e mentiras sobre os docentes – que trabalhavam pouco, tinham muitos privilégios e progrediam na carreira muito mais depressa do que outros trabalhadores. Com 25 anos de carreira, há 13 anos no 3º escalão, a receber menos 10% de vencimento do que nessa altura e somos obrigados a ouvir aquelas barbaridades a invadir-nos a casa?! Então o que sentirão aqueles colegas que com uma idade semelhante ainda são contratados e andam com a casa às costas? Que povo ingrato o nosso!
Desligámos e tentámos dormir. Havia que levantar cedo para um novo dia. Os gatinhos saltaram para a cama e aconchegaram-se a nós e, por momentos, esquecemo-nos que a vida não é nem deve ser só escola.

Antes de adormecer ainda pensei para comigo que nem tudo era mau. Ainda vai havendo o apreço de alunos que gostariam que continuássemos a ser seus professores, uma palavra de consideração de pais que reconhecem o enorme trabalho que fazemos na escola a ajudar e apoiar os seus filhos naquilo que podemos, ou colegas e direções que nos dão aquela palmada nas costas pelo trabalho que realizamos.
Mas já não sou capaz de dizer que gosto da minha profissão como há uns anos atrás. É-me impossível ser politicamente correto e mentir, porque há dias em ser professor se torna extenuante, penoso e invasivo do bem-estar da nossa vida familiar. Os alunos estão muito mais difíceis, indisciplinados e muitos mal-educados, abundam pais ingratos e por vezes até ameaçadores e violentos e a tutela trata-nos abaixo de cão com um ódio visceral.
Mas não me iludo, pois sei que, com mais ou menos trabalho, uns dias melhores, outros piores, É MAIS OU MENOS ASSIM A VIDA DE QUALQUER PROFESSOR… A QUAL NÃO É NOTÍCIA, não abre telejornais nem gera nenhum debate na sociedade, a não ser que sirva de pretexto para falar mal.

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Divulgação – A Pulga na Orelha – Candidatura ao Orçamento Participativo Portugal

 

Conhecer para preservar! Este é o lema.

Pretende-se com “A Pulga na Orelha” criar nas crianças, através de histórias ilustradas online, o conhecimento e o gosto pela preservação da fauna e da flora autóctones do nosso país, a partir de todos os concelhos do Alentejo.

É impossível preservar sem se saber o que preservar. É neste sentido que surge este projeto, pretendendo-se dar a conhecer de forma lúdica as características, os comportamentos, a alimentação, a reprodução, os habitats, bem como os perigos a que estão sujeitas algumas das espécies mais significativas da nossa fauna e também da nossa flora.
E porquê o Alentejo? Porque se trata simplesmente de um dos últimos refúgios nacionais quase puros de vida selvagem, nos seus habitats e numa quase harmonia perfeita com o homem. Daqui para o resto do país, e deste para o mundo.

Enquanto professores do ensino básico, e ao propor este projeto, procuramos colmatar uma lacuna grave na educação ambiental e na educação para a cidadania, que passa pela quase inexistência de materiais específicos de apoio à exploração pedagógica nas respetivas áreas.

O projeto terá a duração de 20 meses e prevê a elaboração de 18 histórias (1 por mês durante o calendário letivo), cujo início está previsto para novembro de 2018. Com estas, os professores do 1º ciclo do Ensino Básico poderão explorar gratuitamente nas suas aulas a história de cada mês, socorrendo-se de um vídeo publicado no site do projeto onde se conta a história devidamente ilustrada, bem como da publicação (.pdf) imprimível em papel A4 da mesma história, a qual será disponibilizada online.

Para auxiliar a exploração pedagógica das histórias em sala de aula, será sugerida a dramatização da mesma através da construção de personagens na área das expressões. Para o efeito, será escolhida mensalmente uma matéria-prima reutilizável/reciclável e produzir-se-á um documento em formato .pdf de demonstração da construção das referidas personagens de cada história. Com isto, fomentar-se-á a exploração artística e criativa dos alunos, desenvolvendo-se a manipulação de materiais (motricidade fina), enquanto previamente se dará a conhecer o problema ambiental do excesso de resíduos, incentivando-se deste modo à sua reutilização.

No site e Facebook oficiais do projeto, para além de todos os conteúdos (vídeos das histórias, publicações em livro das mesmas (formato pdf imprimível), tutoriais de construção das personagens), serão também divulgadas as imagens/vídeos enviados pelos alunos/turmas intervenientes no projeto, de acordo com a legislação de proteção de dados.
No final do projeto, serão publicadas num só volume (1000 exemplares) todas as histórias na sua totalidade. O mesmo será distribuído pelas turmas/escolas/bibliotecas/ateliers envolvidos no projeto.

Para votar neste projeto de forma a torná-lo realidade, poderão votar gratuitamente por SMS para o nº 3838 com a seguinte mensagem:

OPP(espaço)352(espaço)NÚMERODEIDENTIFICAÇÃOCIVIL

Ex: OPP 352 123456789ZZ1 (para cartões de cidadão)
Ex: OPP 352 123456789 (para bilhetes de identidade)

Ou online em www.opp.gov.pt procurando pelo projeto “A Pulga na Orelha”

Falta apenas dizer que esta é uma candidatura apresentada ao Orçamento Participativo Portugal

A propósito, já votou?

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ILC a 20.000… Já está!

Para os promotores, os  Parabéns.

Para os céticos fica a lição…

 

 

 

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Mais um caso aberrante de contagem de tempo para a SS

Não será isto alvo de algum tipo de inspeção, ou dá jeito que assim continue?

 

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Os professores contratados continuam a sua luta com a SS…

Fica a exposição…

 

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Cartoon do dia – Vai um tango? – por Paulo Serra

 

 

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Greve no Pré-escolar e 1º Ciclo (organização)

 

Tem circulado informação, por aí, que ainda gostava de saber em que legislação se baseia, que eu saiba a lei é igual e aplica-se da mesma forma a todos. Quem disser o contrário que o baseie na lei.

No caso do Pré-escolar e 1º ciclo o CD só não terá lugar se 50% dos professores estiverem em greve. Nestes 50% incluem-se professores de Inglês do 1º ciclo, professores de EMRC e Professores do 910, conforme os pontos 3 e 4 do art.º 22.º do DN 1-F/2016. Isto deve-se à singularidade destes dois graus de ensino, que funcionam em regime de monodocência. E a diferença é só essa.

Quanto ao que tem circulado por aí referindo que se um docente destes dois graus de ensino fizerem greve a uma reunião de avaliação lhes vai ser descontado o dia por completo, está totalmente errada. Se não vejamos:

Os docentes nesse dia só tinham a reunião como serviço estabelecido no estabelecimento escolar.

Passaram dois tempos para realizar essa reunião.

Os outros 5/7 do tempo que têm que trabalhar nesse dia, o que é feito com eles? São-lhes concedidos como férias? Não.

Se a todos os outros docentes, de outros grupos são descontados 2/7 do tempo de trabalho diário a estes docentes a regra terá, OBRIGATORIAMENTE, de ser a mesma.

Como conselho, elaborem as convocatórias das reuniões de avaliação onde conste hora de inicio e de provável terminus (duas horas depois), assim salvaguardam uma data de confusões que alguns podem querer causar. Quem fizer Greve, no final da reunião apresentem, na vossa secretaria, um “retorno” ao serviço. Talvez estas duas práticas limitem os abusos a que estes dois grupos estão sujeitos por parte de gente mal informada e mal intencionada.

Atenção: Os sindicatos servem para atender e resolver estas situações, qualquer duvida contatem-nos e façam valer os vossas cotas.

Notas informativas e esclarecimentos sem base legal objetiva são meros produtos de desestabilização e não “pegam” no jurídico.

 

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Manual da Greve – Resposta a Dúvidas

 

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Ofício enviado ao Provedor de Justiça – FNE

Ofício enviado ao Provedor de Justiça
A Federação Nacional da Educação, vem solicitar a intervenção de V. Exa. na apreciação da situação que passaremos a expor, decorrente da emissão de “Nota Informativa” por parte da DGEstE/ME e que, na nossa perspetiva, coloca em causa os legítimos direitos dos docentes, maxime, o exercício efetivo do direito à greve, o que se apresenta a fazer nos termos que seguem.

 

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Todos os professores produzem o mesmo efeito na Greve (para o grupo 910)

 

Os professores do Grupo 910 fazem parte do CT e, por isso, são convocados tendo que estar presentes na reunião.

Os professores deste grupo, também fazem parte do CT, uma vez que, a legislação, não abre exceções no seu caso, inserindo-se no ponto 1 do art.º 28.º do DN 1-F/2016. Por isso, são parte integrante do CT. Logo, se um professor do Grupo 910 fizer greve, a reunião terá de ser remarcada, tal e qual se fosse outro professor de outro grupo a faltar.

Os professores do Grupo 910 não são convidados a participar nas reuniões de CT, são convocados, e, imagine-se, marcam-lhes falta se não o fizerem.

 

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OCDE – Em Portugal, quem nasce pobre demora 5 gerações a sair da pobreza

 

Num relatório, da OCDE, Portugal é apontado como um dos países com menor mobilidade social. As origens sócio-económicas e o “capital humano” dos pais são os fatores que mais pesam na hipótese de conseguir uma carreira profissional de sucesso.

Já há muito que defendo que esta deve ser a verdadeira função da escola, o despertar nas crianças a oportunidade de evoluir em relação aos seus progenitores. Para isso o estado tem de se comprometer a intervir mais e mais veementemente na vida das suas crianças, protegendo-as de todos os fatores que as possam vir a limitar, “endurecendo” a luta aos abusos e até definindo-os melhor. Mas para isso era necessário haver vontade…

 

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O Tiago quer “dançar”…

… quer dançar um Tango!

O Tiago foi à AR desmentir o que todos o ouviram dizer. Não era bem aquilo que disse, porque o que disse não era assim e o que foi dito, não foi dito como o ouviram, mas como foi dito por quem o disse… enfim…

Como dizem os brasileiros “Conversa para boi dormir”…

Ministro da Educação diz que negociar é como no tango: “são precisos dois”

Foi o “circo” de sempre. Até se descobriu que há senhores deputados que têm alguma dificuldade em interpretar textos. Há quem necessite de um sinal (tem de olhar para o céu ou para o novo sindicato). Houve que questionasse que projeto tem o PS para a educação (ou é nenhum, ou é “deseducação”). Não se entenderam quanto a quem anda a enganar, mas sabem quem anda a ser enganado. No final, fiquei com a impressão que andam a prepara alguma coisa…

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Cartoon do dia – O direito de… fazer greve… e de… obedecer! – SDPA

 

 

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Conferência de Imprensa sobre a greve a decorrer – SDPA

A desorientação, nos Açores, é tanta (tal como no continente) que a Nota Informativa até cita legislação que não se aplica na região Autónoma…

 

 

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Comunicado da Federação Portuguesa de Professores

 

 

 

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Não sejam cúmplices de ordens ilegais, recusem-nas…

 

O Alexandre Henriques publicou um artigo muito válido e de extrema importância para o que se tem andado a passar em algumas escolas.

É de LEI | Professor/Diretor deve recusar uma ordem ilegal do seu Superior Hierárquico

O artigo foca a responsabilidade e a exclusão da responsabilidade no cumprimento de ordens ilegais.

Deixamos aqui Lei n.º 35/2014, de 20 de Junho, que no seu artigo 177.º  foca o problema.

Não se deixem intimidar pelas ameaças veladas de processos disciplinares se não cumprirem uma ordem ilegal. Exijam, sempre, que as ordens sejam por escrito. não acatem ordens verbais. Não sejam cúmplices.

 

 

Artigo 177.º
Exclusão da responsabilidade disciplinar
1 – É excluída a responsabilidade disciplinar do trabalhador que atue no cumprimento de ordens ou instruções emanadas de legítimo superior hierárquico e em matéria de serviço, quando previamente delas tenha reclamado ou exigido a sua transmissão ou confirmação por escrito.
2 – Considerando ilegal a ordem ou instrução recebidas, o trabalhador faz expressamente menção desse facto ao reclamar ou ao pedir a sua transmissão ou confirmação por escrito.
3 – Quando a decisão da reclamação ou a transmissão ou confirmação da ordem ou instrução por escrito não tenham lugar dentro do tempo em que, sem prejuízo, o cumprimento destas possa ser demorado, o trabalhador comunica, também por escrito, ao seu imediato superior hierárquico, os termos exatos da ordem ou instrução recebidas e da reclamação ou do pedido formulados, bem como a não satisfação destes, executando seguidamente a ordem ou instrução.
4 – Quando a ordem ou instrução sejam dadas com menção de cumprimento imediato e sem prejuízo do disposto nos n.os 1 e 2, a comunicação referida na parte final do número anterior é efetuada após a execução da ordem ou instrução.
5 – Cessa o dever de obediência sempre que o cumprimento das ordens ou instruções implique a prática de qualquer crime.

 

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Comunicado da CNIPE sobre a NI da DGEstE

 

 

 

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Diretores não acatam instruções “ilegais”…

…os que realmente sabem “dirigir”.

 

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“O tempo de carreira dos docentes deve ser respeitado” – David Justino

 

David Justino elogia sindicatos e cobra ao Governo a contagem integral do tempo de carreira congelado aos professores. PSD quer mudar estatuto da carreira docente. E admite mudar proposta sobre natalidade.
(clicar na imagem para ouvir)

David Justino, critica o Governo pela falta de cumprimento da promessa relativamente ao congelamento das carreiras dos professores.

“Estar a limitar o tempo de carreira é algo que não tem sentido, é mutilar algo que é real” e, caso o PSD chegue ao Governo, admite que contar esse tempo de carreira dos docentes é um “direito básico”, que custaria cerca de 400 milhões de euros.

Será que estão dispostos a votar favoravelmente a ILC ou apresentar uma alternativa?

É que como este assunto não é uma questão de consciência individual, aguardamos que o grupo parlamentar do PSD siga o pensamento do vice presidente e, ou apoie ou crie, uma alternativa ao que o governo defende.

 

 

 

 

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Divulgação – No dia 15 de junho a greve às reuniões de avaliação é legal – S.TO.P

 

ATENÇÃO colegas, alguns media e alguns diretores andam a tentar (conscientemente ou não) difundir contra-informação contra a greve de dia 15 de junho.

PARTILHEM ao máximo este post para que todos os professores saibam a verdade!

A resposta do S.TO.P. a um dos diretores que tentou lançar contra-informação via email a todos os docentes do seu agrupamento:

Excelentíssimo Senhor
Professor Domingos Augusto R. Mendes,

O S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores, tomou conhecimento do mail que V.Exa. enviou hoje, quarta-feira, 13 de Junho de 2018, pelas 18h34m para os professores da escola que V.Exa. dirige.

Não nos vamos pronunciar nesta comunicação sobre a ‘Nota Informativa’ pois já divulgámos os pareceres dos nossos advogados e correm providências cautelares em Tribunais.

Pronunciamo-nos sim sobre a legalidade da greve convocada pelo S.TO.P: para as reuniões dos CT’s de Avaliação Final que decorre de 4 a 15 de Junho (inclusivé).

A greve às Reuniões dos CT’s de Avaliação Final mantêm toda a sua legalidade até dia 15 de Junho (inclusivé). A greve em curso, decorre de um pré-aviso enviado pelo S.TO.P. no dia 25 de Maio de 2018 e é uma greve independente de qualquer outra convocatória de greve, tal como previsto pela lei.

Os pré-avisos relativos a outra greve de conteúdo distinto (greve geral a todas as actividades lectivas) que foram efectuados para dias 15 e 16 de Junho é que não vão ser realizados para o caso do dia 15 de Junho.

É apenas ao pré-aviso enviado pelo S.TO.P: no dia 8 de Junho de 2018 que se refere o Ofício nº 709.2018 que V.Exa. tem em seu poder mas que não deve ter tido oportunidade de verificar atentamente o ponto 4 – Conclusões onde está expresso claramente que apenas o pré-aviso do S.TO.P. datado de 8 de Junho de 2018 que é considerado irregular. Ou seja, nesse dia 15 não haverá greve às aulas nem às provas de exame que se realizam.

Após este esclarecimento, e ao enviarmos em anexo o Ofício nº709.2018, solicitamos a V.Exa. que corrija o que informou no seu mail que hoje enviou pelas 18h34m a todos os professores dessa escola.
Alertamos que os impedimentos ao livre exercício do direito à greve são puníveis por lei.

Cumprimentos,

Comissão Instaladora do S.TO.P.

 

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A repetição da famigerada NI, desta vez nos Açores…

Será que se repetirmos, muitas vezes e em diferentes lugares, a mesma coisa ela se torna mais legal?

 

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“Ao cuidado dos diretores que violam o direito à greve” – ComRegras

 

Ao cuidado dos diretores que violam o direito à greve

A carta que se segue será enviada para todas as escolas. Aproveito para informar que todos os professores poderão denunciar ilegalidades numa plataforma que hoje foi anunciada pela FENPROF.

 

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Opinião – Mude de oráculos, dr. António Costa! – Santana Castilho

 

Mude de oráculos, dr. António Costa!

O pão que sobra à riqueza, distribuído pela razão, matava a fome à pobreza e ainda sobrava pão.
António Aleixo
Não tenho pejo em assumir que a relação que mantenho com os problemas da minha profissão de professor ganha muitas vezes prevalências sentimentais, porque esta actividade profissional não se resume a um emprego como tantos outros. O seu exercício afirma uma identidade e expõe obrigatoriamente quem somos. Em milhares de colegas, com quem tive e tenho a honra de trabalhar, sempre vi dedicação para dar o que de melhor tinham e têm. Quando os maltratam, só posso estar, incondicionalmente, do lado deles.
1. Quando António Costa, qual discípulo de Vítor Gaspar, disse aos professores que “não há dinheiro”, fê-lo porque o Governo a que pertenceu e o seu senhor de outros tempos contraíram uma dívida, vendendo o país e a sua autonomia para enriquecimento de uns tantos, a quem ele, António Costa, não disse, nem diz: não há dinheiro! Se isto já é suficientemente escandaloso, mais escandaloso ainda é que haja quem faça coro com a narrativa, quando todos sabemos que as ajudas do Estado aos bancos somam 17,5 mil milhões de euros.
Em retórica política e ideológica, o desconstrucionismo é um método que permite substituir o significado de um texto ou de uma realidade por uma narrativa falsa, convenientemente urdida. António Costa é um exímio desconstrutivista que, apesar de já ter tropeçado muitas vezes na verdade, logo prossegue o caminho como se nada tivesse acontecido. Não me surpreende, por isso, que tenha instruído o pequeno ministro da Educação para entortar a Lei do Orçamento de Estado para 2018, a Resolução nº1/2018 da AR e o compromisso de 18 de Novembro de 2017. Quem lhe siga o jogo de cintura já viu como lida com as leis: para os adversários, aplica-as; quando são os amigos ou os seus interesses que as infringem, “melhora-as”, “aperfeiçoa-as” ou manda “interpretá-las”.
Era bom que Costa pensasse no que aconteceu a Sócrates quando os professores se cansaram, substituísse as banalidades que diz pelo estudo do problema que tem a rebentar-lhe nas mãos e mudasse de oráculos.
2. As greves dos professores são sempre acompanhadas por homilias pseudo-moralistas sobre os seus “interesses corporativos”. À posição do Governo neste psicodrama, que tem por fim a ideia inverosímil de destruir a carreira dos docentes, recuperando os caminhos do ódio do tempo de Maria de Lurdes Rodrigues, podia dar uma arrogante resposta, tipo serem precisos três Costas e dois Tiagos encavalitados para chegarem aos calcanhares dos professores. Mas vale mais ser pedagógico e explicar do que falamos.
Tomemos por exemplo a situação de um professor que entrou na carreira em 2005. Quando assinou o contrato com o Estado foi-lhe dito que, se cumprisse o que a lei estabelece, estaria hoje no 7º escalão. Ele cumpriu mas o Estado não. Está no 2º escalão e, contas por alto e tudo somado, o Estado ter-lhe á ficado com cerca de 50.000 euros, pagando-lhe hoje, com mestrado ou doutoramento por habilitação, 1.200 euros mensais por semanas de trabalho real que se aproximam das 50 horas. Este professor não está a pedir que o Estado lhe devolva o que unilateralmente lhe retirou. Está a exigir, apenas, em conformidade com a lei vigente, os efeitos futuros de um tempo que foi trabalhado, ainda assim repartidos por vários anos vindouros.
3. A narrativa contabilística do Governo sobre a repercussão da contagem de todo o tempo de serviço nas contas públicas é enganadora. Começa por escamotear que boa parte dos salários nominais corrigidos pelo descongelamento volta de imediato aos cofres do Estado, via IRS e contribuições obrigatórias para a CGA e ADSE. Estaremos a falar, como é sabido, de uma percentagem variável, mas que nunca é inferior a 30%. Estivessem certos os propalados 600 milhões e mirrariam para, pelo menos, 420. Mas não estão. Com efeito, quando o Governo compara os dois anos e nove meses que propôs (e agora retirou em cavernícola chantagem) com os nove anos e quatro meses que os sindicatos reclamam, estabelece um raciocínio que multiplica o número a que chegou por um factor tempo, proporcional. Ora tal proporcionalidade não existe; o custo não quintuplica porque o tempo quintuplica. Tão-pouco podem as contas ser feitas como o Governo as faz, isto é, partindo do princípio que toda a gente muda imediatamente de escalão. Obviamente que não muda, já porque há ciclos em curso, longe do fim, já porque na passagem do 4º para o 5º escalão e do 7º para o 8º existem garrotes limitativos que só o Governo controla, arbitrariamente. E como se o anterior não bastasse, aos vácuos bestuntos dos contabilistas de serviço assomou ainda a ideia de apresentar, como sendo de hoje, números que, se estivessem certos, só se verificariam em 2023. Como se o impacto médio, que a dinâmica do crescimento dita, não fosse muito menor!
Dr. António Costa, permita-me um conselho, porque a realidade da vida dos portugueses é muito menos cheia de prosápia do que o seu discurso irritante: não volte ao palanque do Parlamento para nos dar lições de contabilidade criativa. A sua responsabilidade política na produção destas aleivosias foi uma aula prática mais que bastante!
4. Sobre o anterior, comentadores e cronistas, vindos da idade do gelo de Sócrates e Passos Coelho, dizem e escrevem vulgatas que tilintam como ouro aos ouvidos dos prosélitos. Eles torturam a verdade e põem a mensagem a dizer o que lhes interessa. Eles sabem que a sequência das mentiras gera na comunicação social desistente a tendência para as repetir, não sendo sinal de saúde ver boa parte dos jornalistas adaptados a esta prática doentia. Por outro lado, é doloroso constatar como na nossa sociedade há audição para comentadores e cronistas intelectualmente desonestos, peritos em transformar simples bullying político e ideológico em manifestações de consciências bem pensantes. Um Trump qualquer apreciaria muito a cruzada sectária e enviesada desta gente, que toma os professores por sacos de boxe. Mas as pessoas sérias só têm que a denunciar e combatê-la como praga infestante da opinião pública.
Ouvir (SIC) Miguel Sousa Tavares dizer que os professores querem subir três vezes mais rápido que os restantes funcionários públicos, enquanto as operárias de uma fábrica de Rabo de Peixe estão como estavam há 46 anos, espelha a eloquência e o rigor dos analistas que se acomodam com um país rico em pobreza.
Ler (Notícias Magazine), que o ministro da Educação fundamenta a sua competência no facto de ter passado toda a vida rodeado de professores, alguns dos seus melhores amigos e a maioria dos amigos dos seus pais serem professores, no ativo ou já aposentados, para concluir que, por isso, o mundo das escolas e o mundo vivido pelos docentes não lhe é estranho, esclarece, de modo cartesiano, a quem Costa entregou a pasta da Educação.
Abençoado país que tem governantes com tais créditos e é informado por um jornalismo tão exigente!
5. Deixo vénia ao STOP e à sua greve rebelde, que fugiu ao controlo dos sindicatos do sistema. Toco a reunir as assinaturas que faltam para obrigar o Parlamento a votar a Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Recuperar todo o Tempo de Serviço Docente. Juntos, talvez tenham posto fim à luta mansa dos professores.
In “Público” de 13.6.18

 

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Tiago, Centeno e Costa, na Madeira a Greve já era…

… por cá continua devido à vossa INTRANSIGÊNCIA.

 

Sindicato Democrático dos Professores levanta a greve às actividades de avaliação

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Cartoon do dia – Na exigência do que nos pertence… seremos intransigentes! – SPDA

 

 

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PARECER FNE Relativamente à Nota Informativa da DGEstE

 

PARECER FNE

 

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DLR de recuperação de tempo de serviço – Madeira

Isto não é em Portugal, é num país distante…

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Nova Proposta de OAL

Nova Proposta de Despacho Normativo de Organização do ano Letivo.

 

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Procedimentos concursais para o provimento dos cargos de subdiretor da Escola Portuguesa de Cabo Verde – Centro de Ensino e da Língua Portuguesa (EPCV/CELP) e da Escola Portuguesa de S. Tomé e Príncipe

 

Procedimentos concursais para o provimento dos cargos de subdiretor da Escola Portuguesa de Cabo Verde – Centro de Ensino e da Língua Portuguesa (EPCV/CELP) e da Escola Portuguesa de S. Tomé e Príncipe

 

Aviso n.º 7839/2018 – Diário da República n.º 111/2018, Série II de 2018-06-11

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Na Madeira já há acordo escrito para…

Na Ilha da Madeira, aquele “país” no meio do mar, os professores já conseguiram um acordo para recuperarem O tempo de serviço.

Há coisas difíceis de engolir… Como é que um “país” tão pequeno, vindo de uma crise, consegue e Portugal continua a demonstrar uma falta de respeito, tão grande, pelos professores.

 

Governo quer recuperar em 6 anos o tempo de serviço dos professores na Madeira

É finalmente a formalização, por escrito, da proposta da Secretaria Regional de Educação para a recuperação do tempo de serviço prestado pelos professores em funções na Madeira, ou seja, mais de nove anos ‘congelados’. O documento, sob a forma de decreto legislativo regional, foi enviado esta segunda-feira aos vários sindicatos de professores e na prática define os termos e a forma como o Governo Regional propõe que se processe a recuperação do tempo de serviço prestado em funções docentes.

 

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GOVERNO COMETE ILEGALIDADE AO LIMITAR O DIREITO À GREVE – FNE

 

GOVERNO COMETE ILEGALIDADE AO LIMITAR O DIREITO À GREVE

GOVERNO COMETE ILEGALIDADE AO LIMITAR O DIREITO À GREVE
A nota informativa da DGEstE de ontem constitui um atentado inadmissível ao direito à greve dos docentes portugueses e por essa via um atentado ao Estado de direito. Constitui uma tentativa atabalhoada de defraudar o direito à greve dos professores.
Confrontado com o anúncio de uma greve que vai ter vastas repercussões na conclusão do presente ano letivo e na preparação do próximo, o Ministério da Educação recorre a legislação estabelecida para responder de modo pontual e esporádico a situações de impasse no funcionamento regular das escolas, para a querer fazer aplicar ilegalmente de uma forma generalizada e para tentar contrariar o legítimo exercício do direito à greve.
Do mesmo passo, o Ministério da Educação impõe a despromoção total dos conselhos de turma que, até agora, tinham a função de determinar a avaliação dos alunos e a sua progressão escolar, realizando-a de uma forma colegial, transformando-os agora em meros notários de descarga das informações avaliativas que cada professor transmite.
A recolha de elementos relativos à avaliação de cada aluno e feita individualmente junto de cada professor, nos termos previstos na nota informativa da DGEstE, constitui uma mera preparação da reunião do conselho de turma, não a podendo substituir, sob pena de se estarem a pôr em causa os princípios fundadores da avaliação dos alunos das nossas escolas.
Considera-se igualmente ilegal que nesta nota informativa se determine que, em situação de greve, o diretor de turma seja substituído por um outro professor do conselho de turma, já que a previsão legal de substituição existente não pode ser invocada quando se trata de situação de greve, para além de esta nota informativa não cumprir o enquadramento que a legislação existente prevê para esta situação.
Esta é, assim, uma opção do Governo que é totalmente ilegal e que só pode merecer o repúdio e a ação concreta no sentido de a evitar.
O Governo cai, deste modo, na tentação fácil de limitar o pleno exercício do direito à greve por parte dos docentes portugueses, para os quais se pretenderia que ficassem confinados a fazerem greve aos Sábados, Domingos e Feriados.
É por isso que a FNE está a preparar os instrumentos legais que venham a permitir que a greve que vai começar no dia 18 de junho possa realizar-se plenamente, possibilitando que todos os docentes a ela adiram, demonstrando desta forma o seu enorme descontentamento.

Porto, 12 de junho de 2018

 

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Opinião – Vamos trazer os telemóveis para a sala de aula – João André

 

Vamos trazer os telemóveis para a sala de aula

As crianças, os jovens e os professores franceses vão ser obrigados a ficar sem telemóvel nas escolas e universidades e nada, mas mesmo nada, poderia ser mais contraproducente, como se os telemóveis não fizessem parte do dia-a-dia de milhares de milhões de pessoas, num claro retrocesso civilizacional capaz de colocar a França, e consigo os franceses, de volta ao século XX, no máximo nos anos 80.

Reconheçamos: todos temos um telemóvel, às vezes temos dois, eu tenho três, dois são espertos, o outro nem por isso e o dono também não.

E se interromper uma conversa ou uma aula porque se recebeu uma mensagem ou um telefonema é uma falta de respeito, e se através de um telemóvel as crianças estão sujeitas a cyberbullying, à pornografia, sem esquecer a predação e a pedofilia, porque não educar em vez de proibir, a começar desde logo pelos pais, fonte inesgotável de telemóveis e acesso à internet, e, já agora, porque não virar o feitiço contra o feiticeiro e usar os telemóveis em contexto de sala de aula?

Afinal, a ciência e a tecnologia permitem a cada um de nós um computador de bolso em cada bolso.

Este texto, por exemplo, foi escrito num telemóvel, inglês por sinal, mas onde cabem todos os acentos e cedilhas do mundo, e na ponta dos dedos estou de volta a casa.

Os telemóveis são processadores de texto, os telemóveis são calculadoras, auto-estradas de informação, televisores, uma janela para o mundo na palma da mão e, ao mesmo tempo, magia, mas verdadeira, e quem poderia imaginar há 30 anos ser possível manipular um ecrã com os dedos?

Há coisa de 10 anos, e no seguimento dos telemóveis espertos, surgiram os quadros interactivos. Ao mesmo tempo, introduziam-se os portáteis nas salas de aula, seguidos, vários anos mais tarde, pelos tablets.

Hoje temos telemóveis e, mais recentemente, óculos de realidade virtual, óculos esses dependentes de telemóveis, do YouTube e de uma infinidade de aplicações de realidade virtual para nos fazer viajar do centro de uma célula até Plutão, sem esquecer como é viver num quadro de Dali. Arte, Ciências, História, Matemática, vida.

Basta-nos um bom professor, curioso, bem pago, com a carreira descongelada e estável, para poder usar, em proveito de todos, dos alunos, dos pais, da escola e sociedade em redor, todos os telemóveis do mundo numa sala de aula.

Proibir os telemóveis? Assim que os nossos alunos puderem ter mão neles, hão-de fazer tudo quanto lhes der na real gana. E nessa altura não terão ninguém, nenhum professor, nenhum pai ou mãe ao pé para os ajudar, para os educar.

In P3

 

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Onde está a indignação dos outros que muito falam?

 

Onde estão as declarações de repudio por parte daqueles que se dizem defensores dos trabalhadores?

Onde estão aqueles que batem no peito ao afirmarem que lutaram pelo direito à Greve?

Estarão atordoados com este ataque?

 

 

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Reação da Fenprof à Nota (des)Informativa da DEGEstE

 

Ministério da Educação tenta impor práticas ilegais; FENPROF apela aos professores para não se atemorizarem e às direções das escolas para não assumirem a ilegalidade

 

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Salários dos professores portugueses caíram 10% entre 2005 e 2015

Para aqueles que andam por aí a dizer, à boca cheia, que os professores são uns lambões do sistema e que nada fazem…

OCDE: Salários dos professores portugueses caíram 10% entre 2005 e 2015

Os professores portugueses estão entre os que mais salário perderam entre 2005 e 2015, dentro dos países da OCDE. Por outro lado, o desempenho dos alunos portugueses foi dos que mais melhorou.

 

 

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Divulgação – ASSP Seguros de Saúde

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Sobre a Nota Informativa da DGEstE… reuniões de avaliação

 

A Nota Informativa tem muito que se lhe diga, mas os sindicatos estão, a esta hora, a analisar para “responder” ao ME.

O que se pode dizer de imediato é que a legislação sobre a avaliação dos alunos não sofre qualquer alteração e que, ainda, é necessária uma reunião para validar as avaliações dos alunos. Logo, podemos concluir que, a Nota Informativa não obriga à realização da reunião, mas sim à recolha dos elementos, o que não valida, só por si, os mesmos.

Uma nota informativa não altera um despacho normativo ou uma portaria.

 

 

 

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Comunicado do Governo sobre as avaliações finais ano letivo 2017/2018

 

 

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Publicação de lista – Equiparação a bolseiro – Ano letivo de 2018-2019

 

Listagem dos docentes a quem foi autorizada Equiparação a Bolseiro para o ano escolar de 2018/2019.

 

Lista Nominal de Equiparação a Bolseiro para o ano escolar de 2018/2019

 

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Concurso de docentes das componentes técnico-artísticas do ensino artístico especializado

 

Aplicação disponível para as escolas de 11 a 15 de junho (18:00 horas de Portugal continental)

 

SIGRHE
Manual de utilizador

 

 

Aplicação disponível para as escolas de 11 a 15 de junho (18:00 horas de Portugal continental)

 

SIGRHE

 

 

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