Category: Rui Cardoso

As refeições escolares gourmet…

Mais uma vez, lemos na imprensa algum abuso gourmet, praticado numa qualquer escola, desta vez foram salsichas com atum, prato que nem talheres tem atribuídos para ser degustado.

A cantina escolar é como uma caixa surpresa, nunca se sabe o que de lá vai sair, mas, na sua maioria, o costume é saírem surpresas muito boas.

Já comi em várias cantinas escolares espalhadas por todo o país, De, o famoso prato, bitoque, a filetes que, ainda hoje, estou para saber de que peixe eram, já comi de tudo.

No geral, nas cantinas escolares, não se come mal. É claro que há exceções, não vamos enganar ninguém, mas a responsabilidade também é nossa e, principalmente, dos encarregados de educação. “Principalmente”, porque se forem eles a queixarem-se o efeito é muito maior do que se formos nós, os professores. O problema é que muitas vezes eles queixam-se a nós e não a quem devem. Têm que se queixar a quem de direito. A atenção ao que é degustado pelos nosso filhos é nossa, pais. Se algum dia, um dos meus filhos chegar a casa a dizer-me que comeu salsichas com atum,  sopa “branca” de puré instantâneo, carne com o condimento do peixe do dia seguinte e vice-versa, ou ovas de sardinha, vou estranhar e indagar o que se passa com a sua alimentação. Mas isto sou eu a falar…

No geral das cantinas escolares come-se muito bem e, até, por vezes, se degustam autênticos manjares…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/as-refeicoes-escolares/

Ofertas de Escola nos Açores – BEPA

 

Aviso
Oferta nº 10036 – Contrato a termo resolutivo com vista ao provimento de 1 lugar(es) para Pessoal Docente, de(o) Ensino Artístico M34 – Italiano, afecto ao/à Conservatório Regional de Ponta Delgada para a área Docente da(o) Direcção Regional da Educação da(o) Secretaria Regional da Educação e Cultura, publicitada a 2018-09-21
[Listas e Notificações]
Oferta nº 10035 – Contrato a termo resolutivo com vista ao provimento de 1 lugar(es) para Pessoal Docente, de(o) Ensino Artístico M17 – Piano;Prática ao Teclado;Instrumento de Tecla;Teclado; Acompanhamento, afecto ao/à Conservatório Regional de Ponta Delgada para a área Docente da(o) Direcção Regional da Educação da(o) Secretaria Regional da Educação e Cultura, publicitada a 2018-09-21
[Listas e Notificações]
Oferta nº 10034 – Contrato a termo resolutivo com vista ao provimento de 1 lugar(es) para Pessoal Docente, de(o) Ensino Artístico M17 – Piano;Prática ao Teclado;Instrumento de Tecla;Teclado; Acompanhamento, afecto ao/à Conservatório Regional de Ponta Delgada para a área Docente da(o) Direcção Regional da Educação da(o) Secretaria Regional da Educação e Cultura, publicitada a 2018-09-21
[Listas e Notificações]
Oferta nº 10033 – Contrato a termo resolutivo com vista ao provimento de 1 lugar(es) para Pessoal Docente, de(o) 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário Cod. 620 – Educação Física, afecto ao/à Escola Secundária Manuel de Arriaga para a área Docência da(o) Direcção Regional da Educação da(o) Secretaria Regional da Educação e Cultura, publicitada a 2018-09-21
[Listas e Notificações]
Oferta nº 10028 – Contrato a termo resolutivo com vista ao provimento de 1 lugar(es) para Pessoal Docente, de(o) 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário Cod. 410 – Filosofia, afecto ao/à Escola Secundária da Ribeira Grande para a área da(o) Direcção Regional da Educação da(o) Secretaria Regional da Educação e Cultura, publicitada a 2018-09-20
[Listas e Notificações]
Oferta nº 10027 – Contrato a termo resolutivo com vista ao provimento de 1 lugar(es) para Pessoal Docente, de(o) 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário Cod. 320 – Francês, afecto ao/à Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo para a área da(o) Direcção Regional da Educação da(o) Secretaria Regional da Educação e Cultura, publicitada a 2018-09-20
[Listas e Notificações]
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/ofertas-de-escola-nos-acores-bepa/

Expresso da Meia-Noite SICN – 21/09/2018

Para quem não viu…

 

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/expresso-da-meia-noite-sicn-21-09-2018/

Aprender é Coisa Séria – Ciclo de Conferências – Viseu

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/aprender-e-coisa-seria-ciclo-de-conferencias-viseu/

A aposentação também vai para a mesa das negociações…

 

Finalmente começa-se a ouvir falar da aposentação.

Mário Nogueira esteve ontem a falar e, finalmente, começou a orientar as negociações para os professores com mais tempo de serviço. É sabido que para alguns professores a recuperação do tempo de serviço congelado de nada serviria, já se encontram ou vão encontrar em situação de nada beneficiar com essa recuperação. Para esses colegas é necessária outra solução.

 

Professores querem reformar-se mais cedo se não recuperarem o tempo congelado

“Imagine que um professor teve os 9 anos de carreira congelada, que até já tem os anos de serviço suficientes para se reformar sem penalização, mas não tem a idade. Se se reformar, vai ter uma penalização de 6% por cada ano que lhe faltar. Mas se puder optar por esta nossa proposta, em vez de subir de escalão, os 9 anos congelados abatiam 3 anos na idade requisito da reforma. Ao aposentar-se 3 anos mais cedo isso significava despenalizar 18%.”

 

 

Uma coisa é certa, esta situação devia estar em cima da mesa de negociações desde o início…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/a-aposentacao-tambem-vai-para-a-mesa-das-negociacoes/

Decisão , oficial, do Tribunal Constitucional relativamente ao pedido de fiscalização sucessiva à Lei 17/2018, interposto pelo Governo

Finalmente está resolvida a questão… Professores ganharam esta “partida” após prolongamento.

 

Decisão

11. Pelos fundamentos expostos, o Tribunal Constitucional decide não tomar conhecimento do pedido quanto à norma do artigo 2.º da Lei n.º 17/2018, de 19 de abril, na parte em que adita, em sede de apreciação parlamentar, um novo n.º 6 ao artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 15/2018, de 7 de março.

 

Para consultar o Acórdão clique:

 

ACÓRDÃO Nº 426/2018

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/decisao-oficial-do-tribunal-constitucional-relativamente-ao-pedido-de-fiscalizacao-sucessiva-a-lei-17-2018-interposto-pelo-governo/

Reserva de recrutamento n.º 3

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa – 3ª Reserva de Recrutamento 2018/2019.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 24 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 25 de setembro de 2018 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/reserva-de-recrutamento-n-o-3/

PRÉ-AVISO DE GREVE 1, 2, 3 E 4 DE OUTUBRO DE 2018

 

PRÉ-AVISO DE GREVE 1, 2, 3 E 4 DE OUTUBRO DE 2018

Das zero horas de dia 1/10/2018 às vinte e quatro horas de dia 4/10/2018

9 ANOS, 4 MESES E 2 DIAS
A LEI E OS COMPROMISSOS TÊM DE SER RESPEITADOS!
Professores rejeitam a eliminação de tempo de serviço e exigem negociar o prazo e o modo da recuperação integral

Contestam, também, a ausência de propostas sobre aposentação, a não resolução do problema da sobrecarga horária e exigem um combate efetivo à precariedade
Os professores e educadores exigem que o governo honre o compromisso que assumiu, cumpra a lei e respeite a Assembleia da República, ou seja, negoceie o prazo e o modo de recuperar todo o tempo de serviço que cumpriram, mas, até agora, não lhes foi contabilizado, correspondendo a 9 anos, 4 meses e 2 dias de atividade desenvolvida e com resultados que se refletem num importante aumento dos níveis de sucesso escolar dos alunos.
Também em relação aos horários de trabalho, o Ministério da Educação não tomou as medidas que se justificavam, no sentido da sua regularização, havendo mesmo indícios de agravamento com a imposição de um sexto dia de atividade, preenchido com a frequência de ações de formação obrigatórias, e com, ainda, mais reuniões, que resultam da aprovação de novos quadros legais em cima do seu período de férias.
Problema que continua a arrastar-se, apesar de os governantes confirmarem o seu reconhecimento, bem como as suas consequências negativas, é o do envelhecimento do corpo docente das escolas. Porém, inexplicavelmente, o governo recusa negociar
qualquer medida, no âmbito da aposentação, que pudesse reverter ou sequer minimizar o problema.
Outras situações negativas estão na origem do protesto dos professores, tais como a não aplicação do diploma sobre reposicionamento, que, há meses, está por concretizar, ou o insuficiente combate à precariedade, que continua a deixar fora dos quadros milhares de docentes com 3 e mais anos de serviço, entre outros que se arrastam sem fim à vista.
Face à situação que se descreve, as organizações sindicais de docentes abaixo subscritoras, ao abrigo do artigo 57.º da Constituição da República Portuguesa e nos termos do artigo 530.º e seguintes do Código do Trabalho e dos artigos 394.º e seguintes da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, convocam Greve Nacional dos Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário, que exercem a sua atividade em serviços públicos ou de resposta social, em todo o território nacional ou no Ensino Português no Estrangeiro.
Esta greve terá o seu início às zero horas do dia 1 de outubro de 2018 e prolongarse-á até às 24 horas do dia 4 de outubro de 2018. Os docentes que pretendam aderir podem fazer greve na totalidade ou, apenas, em alguns destes dias, incidindo a mesma, em cada um dos dias, nos seguintes distritos ou regiões do país:
– 1 de outubro de 2018: docentes em exercício de funções nos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém;
– 2 de outubro de 2018: docentes em exercício de funções nos distritos de Évora, Beja, Portalegre e Faro;
– 3 de outubro de 2018: docentes em exercício de funções nos distritos de Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Guarda e Castelo Branco;
– 4 de outubro de 2018: docentes em exercício de funções nos distritos do Porto e de Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança; docentes em exercício de funções na Região Autónoma dos Açores; docentes em exercício de funções no Ensino Português no Estrangeiro.
Nenhum docente pode ser impedido de aderir à greve, independentemente do serviço que lhe estiver atribuído, nem há lugar à fixação de serviços mínimos. A atividade prevista para este dia não poderá ser adiada e no caso de os docentes terem de a cumprir em outro dia ela será considerada como serviço extraordinário. Para os devidos efeitos legais, caso os membros dos órgãos de gestão e direção das escolas, no uso dos seus direitos, adiram a esta greve, ficará responsável pela segurança do edifício e de todas as pessoas que nele permaneçam, o docente do quadro de nomeação definitiva mais antigo da escola ou do agrupamento que não se encontre em greve.
Lisboa, 21 de setembro de 2018
As organizações sindicais

ASPL – FENPROF – FNE – PRÓ-ORDEM – SEPLEU SINAPE – SINDEP – SIPE – SIPPEB – SPLIU

 

Pre-Aviso_Greve_1_a_4_outubro

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/pre-aviso-de-greve-1-2-3-e-4-de-outubro-de-2018/

A saúde dos professores

 

A saúde dos professores

Os resultados de três estudos realizados na Universidade de Évora (UÉ) e Universidade do Algarve (UAlg) foram apresentados na academia alentejana. Considerados como os maiores estudos feitos até ao momento no nosso país sobre “stress”, motivação e a saúde dos professores em Portugal, os investigadores destacam que, numa amostra de 12.158 professores portugueses, 52.4% percecionam bem-estar do desempenho da sua atividade profissional, 50.2% sofrem de esgotamento, 26.9% de distúrbios cognitivos, 32% de distúrbios músculo-esqueléticos e 27.9% de alterações na voz.
Na apresentação deste estudo, os organizadores deixaram o convite à participação no Seminário Internacional sobre Investigação e Intervenção em Stress a realizar a 29 de setembro na Universidade de Évora, (Colégio do Espírito Santo) com o apoio das Universidades do Algarve, Universidade da Madeira, Universidade Autónoma de Lisboa, Universidade de Leipzig, Universidade de Zwickau, Universidade de Barcelona, entre outras
No estudo verifica-se, ainda, que os resultados obtidos nas várias dimensões de saúde dos professores portugueses são, na sua generalidade, inferiores aos dos espanhóis, observando-se maiores diferenças nas dimensões bem-estar e esgotamento. As análises realizadas permitiram à equipa definir três níveis de intervenção diferenciados, de acordo com o índice de saúde. Um primeiro nível onde 24.4% dos professores apresentam baixos resultados e cuja intervenção a realizar deve ser, essencialmente, ao nível do tratamento dos problemas diagnosticados e de promoção do bem-estar; um segundo nível (saúde média), com 45.2%, onde devem incidir com intervenção preventiva; e um terceiro nível (saúde alta), com 30.4%, que evidenciam um grupo de professores resilientes, envolvido na sua profissão e que experienciam bem-estar, e que, como tal, deverão ser melhor investigados no sentido de ajudarem os investigadores a identificar modelos promotores de bem-estar e resiliência na profissão docente.
Encontram-se mais professores portugueses no índice de saúde mais baixo e menos nos índices médio e alto, quando comparamos com os professores espanhóis. Os resultados indicam-nos que os professores do ensino público, do 2º e 3ºciclo, e secundário, do género feminino, com mais de 50 anos e 20 de serviço são os que apresentam menor bem-estar e mais problemas relacionados com as dimensões de perda de saúde e, sobre os quais devem incidir urgentemente um programa de intervenção de primeiro nível. Este estudo revela ainda que o principal preditor da baixa saúde dos professores portugueses é a exaustão; 24,4% dos professores portugueses apresenta baixos resultados no índice de saúde profissional, enquanto em Espanha se haviam verificado 20% dos professores nesta situação (N=11668).
No estudo sobre mobbing/assédio no trabalho, com 2003 professores, 22,5% dos professores têm consciência que sofrem com este fenómeno, no entanto, 75,1% dos professores assinalaram pelo menos um item da escala de mobbing LIPT-60, mas não reconhecem estar a ser vítimas (N=1504). Em média, os professores relatam 9 condutas de mobbing no local de trabalho, as condutas de agressão mais verificadas inserem-se no bloqueio à comunicação (47%), ou seja, condutas que não deixam provas físicas. Dos professores que referem ter sido vítimas de mobbing, 83% consideram que tal teve consequências na sua saúde e desses 59% recorreu pelo menos 1 vez por ano ao atestado médico e 19 % recorreu pelo menos 2 vezes ao atestado médico.
Por fim, o estudo relativo à influência de variáveis organizacionais, individuais e pertencentes à interface sujeito-organização (N=1129), demonstrou que: a relação entre a satisfação no trabalho e o desejo de permanecer na escola é parcialmente explicada pela identificação psicológica dos docentes com o estabelecimento de ensino; a combinação das perceções sobre a avaliação de desempenho e a justiça organizacional facilitam os recursos psicológicos positivos dos docentes (autoeficácia, resiliência, otimismo e esperança); a associação entre uma cultura de suporte (focada nas relações interpessoais e caracterizada por uma comunicação aberta) e o funcionamento da escola fomentam a satisfação laboral; a relação entre o clima da escola e o seu funcionamento contribui, igualmente, para uma maior satisfação no trabalho; e, quando os docentes se sentem justamente tratados pela sua escola e o funcionamento desta é visto como eficaz, vai surgir uma maior identificação psicológica com o estabelecimento de ensino e uma maior satisfação com as tarefas desempenhadas.

Ensino Magazine

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/a-saude-dos-professores/

Reposicionamento na carreira nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio – Notas Informativas e Perguntas frequentes

Em outubro…

Reposicionamento na carreira nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio

 

Reposicionamento dos docentes nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio – Nota informativa – 20 de setembro de 2018

Reposicionamento dos docentes nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio – Nota informativa – 6 de junho de 2018

Reposicionamento dos docentes nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio – Perguntas frequentes

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/reposicionamento-na-carreira-nos-termos-da-portaria-n-o-119-2018-de-4-de-maio-notas-informativas-e-perguntas-frequentes/

Professores vão parar em outubro…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/professores-vao-parar-em-outubro/

Os desejos do PM Costa…

Nem comento…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/os-desejos-do-pm-costa/

Opinião – Três notícias convenientes – Santana Castilho

 

Três notícias convenientes

No dia 7 de Setembro, o ministro da Educação reuniu-se com um conjunto de organizações sindicais de professores. Depois dessa reunião inútil, o Governo decidiu, unilateralmente, apagar mais de seis anos e meio ao tempo de trabalho efectivamente prestado pelos docentes. À decisão, a que, para cúmulo, chamou “bonificação”, oponho um argumento legal, inscrito na Lei do OE para 2018 (artigo 19º), e dois argumentos, um de natureza ética, mínima, e outro de índole democrática, máxima, a saber: compromisso assumido pelo Governo em 2017 e a resolução da AR, votada por maioria. Que a hipocrisia e a tendência para a traição de António Costa os ignore, não me surpreende, porque é sinal persistente do seu carácter. Que a opinião pública se deixe tão facilmente contaminar pela barragem de falsas notícias, que tão a propósito vieram a público na mesma altura, causa-me uma enorme perplexidade. Será possível que uma sociedade, que confia os seus filhos aos professores durante 12 anos, aceite vê-los serem humilhados de modo tão soez? Poderão pessoas com particular responsabilidade, pelo acesso que têm aos meios de comunicação, deduzir e concluir de modo tão ligeiro e falso sobre a vida profissional daqueles que lhes ensinam os filhos?

Pretendo neste artigo contraditar o colonialismo noticioso, conveniente mas desavisado, de quantos repetem conclusões parciais e superficiais de relatórios que não analisaram criticamente ou sequer leram, tomando por párias sociais os que ousam resistir à tirania política.

A primeira notícia conveniente tinha por título: “Mais de metade das baixas na Educação foram fraudulentas”. Teve origem em dados divulgados pela Comissão Europeia, relativos a cerca de 3000 doentes, que juntas médicas mandaram regressar ao trabalho. Fraudulentas? Se uma junta delibera em desacordo com o médico que segue o doente, trata-se de uma fraude? Saberão os autores da notícia que a maioria dos médicos que integram as juntas são tarefeiros, cuja contratação arbitrária pela Segurança Social deixa legítimas reservas sobre o seu grau de autonomia? Que se guiam por tabelas de duração média das doenças? Tendo as depressões o peso que têm na classe docente, poderá uma pronúncia de escassos minutos derrogar o parecer de um psiquiatra, fundamentado em horas de consultas, ao longo de meses? À memória veio-me o caso escabroso do funcionamento de uma junta, que testemunhei, onde o mais inocente do processo foi o relatório final ser assinado por alguém que nem sequer esteve presente naquele acto médico. À memória vieram-me mais casos. De Manuela Estanqueiro, doente de leucemia, em estado terminal, mandada regressar às aulas na EB 2/3 de Cacia, por uma junta médica. Morreu um mês depois, em sofrimento atroz, para não ser despedida por faltas injustificadas. De Artur Dias, professor na Escola Secundária Alberto Sampaio, de Braga, vítima de um cancro na garganta, que uma junta médica mandou regressar às aulas, apesar de não ter laringe. Morreu três meses depois. De Manuela Jácome, professora de Faro, doente oncológica que, apesar de não ter um quarto do estômago, vesícula, baço, duodeno e parte do intestino, foi considerada, por uma junta médica, apta para dar aulas.

A segunda notícia conveniente dizia: “Bruxelas avisa que descongelamento da carreira dos professores pode pressionar OE”. Assim, impressivo, retirado com supimpa proficiência jornalística às entranhas do oitavo relatório de avaliação pós-resgate, produzido pela Comissão Europeia. Escreveu a dita uma linha de preocupação com os 19,5 mil milhões servidos às falências canalhas da banca lusa? Não! Referiu-se ela, temerosa, ao bónus fiscal de 800 milhões servidos ao Montepio? Outra vez não! Aos 450 milhões mais recentes, fora os outros, que foram direitinhos para o Novo Banco? Nem um débil vagido! Aos 1,15 mil milhões dissipados ruinosamente nos contratos swap das empresas públicas? Não, não e não, com dissimulação mais fina que a do Vaticano em matéria de pedofilia. Mas sim, todas as luzes vermelhas a tremular para o custo do descongelamento das carreiras dos malandros dos professores. E qual é esse custo? Lembram-se da comissão técnica mista que o iria calcular, depois de ficar claro que os 600 milhões que Costa usou na AR não passavam de pura mentira? Porque se tratou de mais um expediente para queimar tempo sem nada concluir, perdoar-me-ão que recorde o que já aqui escrevi: a narrativa contabilística do Governo sobre a repercussão da contagem de todo o tempo de serviço nas contas públicas é falsa. Começa por escamotear que boa parte dos salários nominais corrigidos pelo descongelamento volta de imediato aos cofres do Estado, via IRS e contribuições obrigatórias para a CGA e ADSE. Estaremos a falar de uma percentagem variável, mas nunca inferior a 30%. Estivessem certos os propalados 600 milhões e mirrariam para, pelo menos, 420. Mas não estão. Com efeito, quando o Governo compara os dois anos e nove meses que propôs com os nove anos e quatro meses que os sindicatos reclamam, estabelece um raciocínio que multiplica o número a que chegou por um factor tempo, proporcional. Ora tal proporcionalidade não existe. Tão-pouco podem as contas ser feitas partindo do princípio que toda a gente muda imediatamente de escalão. Obviamente que não muda, já porque há ciclos em curso, longe do fim, já porque existem quotas administrativas limitativas, que só o Governo controla, arbitrariamente. E como se o anterior não bastasse, o Governo considera como sendo de hoje números que, se estivessem certos, só se verificariam em 2023. Como se o impacto médio, que a dinâmica do crescimento dita, não fosse muito menor!

Por fim, a terceira notícia conveniente foi o dilúvio de mentiras que a divulgação do relatório Education at a Glance proporcionou. Dólares, euros e paridades de poder de compra foram alegremente misturados, atirados ao ar e caíram onde calhou, para serem traduzidos em letras de imprensa e sons de rádio e televisão. Por negligência ou pura malícia, mas sem que uma só voz soprasse dos lados do Ministério da Educação para repor a verdade e defender os professores, miseravelmente enxovalhados.

O relatório coloca os salários dos professores portugueses no topo da carreira acima da média da OCDE. Mas os números apresentados são muito superiores aos reais e não têm em conta os anos em que as carreiras estiveram congeladas. Situação que determina que não há no activo um só professor no último escalão, o 10º. E quanto teria de vencimento líquido esse hipotético professor (não casado, sem dependentes), depois de um mínimo de 36 anos de serviço? Uns milionários 1989,70 euros.

O relatório situa um professor com 15 anos de carreira no 4º escalão. Mas porque durante 9 anos, 4 meses e 2 dias as carreiras estiveram congeladas, ele está, de facto, no 1º escalão, com o invejável salário líquido de 1130,37 euros.

Durante os tempos negros da austeridade, relatórios deste tipo lograram pôr escravos pobres, modernos, contra pobres escravos, antigos. António Costa disse-nos que a austeridade acabou. Mas os relatórios e os seus efeitos continuam.

In “Público” de 19.9.18

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/opiniao-tres-noticias-convenientes-santana-castilho/

Oferta de emprego – Grupo 510

 

Colégio em Lisboa pretende recrutar docente de Físico-Química (horário 15horas – apenas manhãs e terça livre. Entrada imediata.
Deverão os interessados enviar o currículo para o email: [email protected]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/oferta-de-emprego-grupo-510/

Greve… Manifestação…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/greve-manifestacao/

Como Vai a Educação em Portugal? no Prós e Contra

Para quem não teve oportunidade de ver…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/como-vai-a-educacao-em-portugal-no-pros-e-contra/

Esta lei não é para professores…

 

Por mais que todos reconheçam que a classe dos professores está envelhecida. Por mais que se fale em renovar a classe e nos benefícios que isso teria. Nada se faz para que isso aconteça.

Há um boato no ar, parece que surgiu num programa televisivo, e que não passa disso mesmo, um boato, que anda a espalhar esperança por alguns professores mais entradotes. Mas cuidado, não nos deixemos levar por discursos “oportunos”. Façamos do nome Tomé o nosso nome do meio.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/esta-lei-nao-e-para-professores/

Carta aos Encarregados de Educação sore a Luta dos Professores – FNE

 

Cara(o) Encarregada(o) de Educação,

 

No início deste ano letivo, queremos apresentar-lhe os nossos cumprimentos e dizer-lhe que pode contar com todo o empenho dos educadores e professores portugueses para que a escola pública seja de qualidade, promovendo os mais elevados índices de qualificação dos nossos alunos. Aliás, na sequência do que tem sido feito no passado e que coloca os alunos portugueses abrangidos pelo conhecido relatório PISA, promovido pela OCDE, entre os que demonstram mais elevados índices no domínio da leitura, da matemática e das ciências, tornando Portugal um exemplo a nível mundial.

Estamos convictos que para o sucesso dos nossos alunos, em termos de resultados escolares, de inserção no mercado de trabalho e em termos de desenvolvimento pessoal, é essencial uma escola com educadores e professores empenhados, reconhecidos e valorizados.

Os professores são, entre os grandes grupos da administração pública, os mais qualificados, e  sabemos que não pode deixar de ser assim. Deve continuar a exigir-se para os educadores e professores os mais elevados padrões de qualificação na formação inicial e na formação contínua. É que nós, educadores e professores, temos uma responsabilidade social extremamente importante, porque somos aqueles que estamos diariamente com as crianças e os jovens – havendo algumas que passam mais tempo com os seus professores do que com os próprios pais, porque estes trabalham sujeitos, muitas vezes, a horários que lhes impossibilitam estar o merecido tempo com os seus filhos. É também por esta razão que o papel do professor, não apenas na escola, mas na sociedade, é de uma responsabilidade social enorme.

Este é um dos motivos pelo que não aceitamos que da parte do Governo possa haver ações e decisões que acabam por desvalorizar os educadores e professores, nomeadamente em termos de perspetiva de carreira, em termos de remuneração, de falta de respeito pelos limites do tempo de trabalho ou ainda da consideração para efeitos de aposentação, em virtude do especial desgaste físico, psíquico e psicológico que o exercício profissional provoca.

Desde há um ano que os educadores e professores têm vindo a lutar, através de manifestações, greves e outras ações, entre várias reivindicações, pelo reconhecimento do tempo de serviço que prestaram e que esteve congelado durante 9 anos, 4 meses e 2 dias.

Os professores estão apenas a reivindicar e a lutar pelo reconhecimento do tempo que trabalharam. Nenhuma pessoa que trabalha concordaria que o seu tempo de trabalho fosse simplesmente eliminado.

Apesar destas dificuldades, os educadores e professores portugueses não deixaram de cumprir, ao longo de todo aquele tempo, as suas obrigações profissionais, com todo o empenho.

Agora é tempo de que o Governo reconheça todo o tempo de serviço que esteve congelado para efeitos de desenvolvimento da carreira dos educadores e professores, tal como o faz em relação aos restantes trabalhadores da administração pública das carreiras gerais que têm a sua situação completamente reposta a partir de 1 de janeiro de 2020. Impõe-se esclarecer neste ponto que uma tal medida não comporta o pagamento de quaisquer retroativos em relação às remunerações desse tempo que esteve congelado; trata-se apenas da consideração do tempo de serviço já efetivamente prestado.

Foi isso com que o Governo se comprometeu a fazer numa declaração assinada em 17 de novembro de 2017 e é o que consta da Lei do Orçamento de Estado.

Os sindicatos representativos dos educadores e professores portugueses, conscientes do impacto orçamental que representaria a recuperação de todo o tempo de serviço imediatamente e de uma vez só, estão disponíveis para negociar o que aquela lei determina que seja negociado, isto é, o faseamento para a recuperação integral daquele tempo, o que, para nós, poderá ocorrer ao longo da próxima Legislatura.

É isto que está em cima da mesa e o que nos insatisfaz é que o Governo agora não esteja disponível para cumprir o seu compromisso e o que a lei estabelece, sob o argumento da intransigência dos sindicatos. Ora, o que acontece é que são os sindicatos que estão disponíveis para negociar o que a lei prevê que seja negociado e é o Governo que se recusa a reconhecer o direito que a lei determina.

São estas as razões que levam os educadores e professores portugueses a procurarem garantir, pelos únicos meios que estão ao seu alcance, o que a lei lhes reconhece. É por este motivo que já neste início de ano letivo estamos a realizar reuniões em todas as escolas, podendo vir a ser necessária a realização de ações de luta durante o mês de outubro, que poderão passar pela realização de greves e de uma grande manifestação, em Lisboa, no dia 5 de outubro.

Estamos certos de que compreende as razões que nos levam a ter de avançar para estas ações que perturbam as nossas escolas. Está na mão do Governo fazer com que essa perturbação não exista. Basta para isso que o Governo reconheça o direito que a lei determina e que negoceie a calendarização da recuperação de todo o tempo de serviço que esteve congelado.

 

Obrigado pela sua atenção.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/carta-aos-encarregados-de-educacao-sore-a-luta-dos-professores-fne/

Isso por si só não nos enche o espírito…

Falta tudo o resto. De palavras bonitas estamos nós fartos.

“Professores em Portugal são dos melhores do mundo”, diz Marcelo

Eu, como professor, tenho a certeza que os professores de Portugal são dos melhores do mundo, porque têm esperança, porque transmitem essa esperança, porque olham para o futuro e porque estão disponíveis”, afirmou o Presidente da República no arranque do ano lectivo, em Celorico de Basto.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/isso-por-si-so-nao-nos-enche-o-espirito/

Opinião – Os professores que se amanhem sozinhos – Ana Sá Lopes

 

Os professores que se amanhem sozinhos

Em quem votarão os professores nas próximas eleições? Neste momento, já não é só o PS em risco de perder esse grande eleitorado.

 

O Bloco de Esquerda e o PCP deixaram cair a reivindicação da contagem do tempo de serviço dos professores para o próximo Orçamento do Estado. Depois de meses de expectativa, onde pelo menos o Bloco chegou a condicionar a aprovação do OE2019 à resolução do problema dos professores, a um mês da apresentação do documento, tanto comunistas como bloquistas deixaram os docentes a falar sozinhos. Jerónimo, em entrevista à RTP, fez questão de sinalizar que não é sindicalista (um distanciamento curioso vindo de um secretário-geral do Partido Comunista, o partido dos trabalhadores). Catarina Martins, que tinha admitido que a questão seria inegociável, também veio recuar – também para o Bloco o tempo de serviço dos professores não é prioridade do Orçamento.

Por estes dias, os sindicatos de professores pedem à esquerda que não aprove o Orçamento sem um acordo no tempo de serviço, mas a esquerda manda-os amanharem-se sozinhos. O principal trunfo dos sindicatos desapareceu de cena e isso prova a enorme fragilidade com que Bloco de Esquerda e PCP partem para estas negociações do OE, o que tem sido particularmente visível na arrogância que o PS e o Governo dedicaram particularmente ao Bloco na semana passada – o que, de resto, não é inédito, e tem crescido à medida que os socialistas têm percebido a sua força nas sondagens.

Bloquistas e comunistas estão numa situação difícil em que o poder todo de negociação parece estar do lado do Governo que, em simultâneo, tem arrecadado a popularidade da devolução de rendimentos, cuja maior rapidez se deve ao acordo com o BE e PCP. E resta saber o que, no fim da legislatura, ganharão com as cedências que têm feito, nomeadamente agora ao deixarem cair os professores, nas legislativas de 2019. Em quem votarão os professores nas próximas eleições? Neste momento, já não é só o PS em risco de perder esse grande eleitorado.

P.S.: Os relatórios da OCDE sempre tiveram neste país, nomeadamente no tempo da troika, o encanto de colocar pobres contra pobres. Com o recente Education at a Glance, mais uma vez se confirmou. A ideia de que os professores são ricos é apenas delirante – felizmente, não ganham como tantos licenciados neste país, apenas o ordenado mínimo.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/opiniao-os-professores-que-se-amanhem-sozinhos-ana-sa-lopes/

Um início do ano letivo sem problemas…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/um-inicio-do-ano-letivo-sem-problemas/

Opinião – A problemática do uniforme – João André Costa

 

A problemática do uniforme

E se em vez de ser propriedade das classes privilegiadas, o uniforme fosse o símbolo de um ensino universal, igualitário, tolerante, inclusivo e gratuito?

 

Enquanto criança nunca tive particular apreço pelos uniformes escolares. Uniforme não, pensava, quem usa uniforme são os “betos”, os filhos dos ricos, e eu não só não era “beto” como não era rico, e digam lá vocês se já viram um “beto” pobre? Sim, claro que sim e o jet set português não anda propriamente a nadar em dinheiro, mas vocês percebem o trocadilho. Continuemos o raciocínio. 

Com um uniforme somos indiferenciados, e se por um lado queremos fazer parte do grupo, fazia-me espécie sermos todos iguais, clones ao estilo da Guerra das Estrelas, bonecos de corda numa marcha ensaiada, amestrada, sincronizada. Porque o uniforme é disciplina, como se o ensino, a escola, fosse uma instituição militar, uma prisão militar, onde não cabem as relações humanas, apenas as normas e as ordens e o castigo férreo para quem não cumprir. Venha então o castigo, antes o castigo, por favor o castigo. 

Os anos correram e, com a sua passagem, tenho tido a sorte de viajar pelo mundo e abrir os olhos, desde África do Sul a Cuba, sem esquecer Inglaterra, onde exerço a minha actividade profissional. Trabalhando essencialmente com famílias carenciadas, o uniforme acaba muitas vezes por ser a única peça de roupa digna desse nome (e às vezes nem isso), sendo a escola o espaço onde os alunos e as alunas não encontram a rejeição, antes pelo contrário, encontram a inclusão, a segurança e a sensação de pertença, de fazerem parte de um todo que os aceita tal como são, diferentes de todos os outros mas iguais a todos os outros, sem juízos de valor, sem preconceito e a porta sempre aberta. 

O uniforme despiu-se assim do contexto disciplinar de uma infância distante, passando a ter um propósito social, humano, no sentido de acolher quem pouco mais tem para além da roupa que traz no corpo, trazendo esperança mas também educação e um futuro sempre melhor do que o futuro de volta a casa no fim de mais um dia de escola.

Vi o mesmo princípio na África do Sul, vi o mesmo em Cuba. Porque são países pobres? Não, são países ricos, em saber, no conhecimento de quanto custou a liberdade e o amanhã é tão certo como o sucesso das suas crianças.
Tomara Portugal seguir-lhes o exemplo onde o uniforme não deve ser propriedade das classes privilegiadas mas sim o símbolo de um ensino universal, igualitário, tolerante, inclusivo, gratuito, para que o sorriso da criança seja o sorriso do adulto, e para que o sorriso do adulto seja o sorriso de todos nós, as crianças que nunca pediram para crescer.

in Público Megafone

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/opiniao-a-problematica-do-uniforme-joao-andre-costa/

Comunicado do Governo – Esclarecimento sobre os dados do Education at a Glance

 

O jornal “Sol” publica hoje uma notícia com informações falsas e insinuações, associando o secretário de Estado da Educação, João Costa, aos dados do Education at a Glance que geraram polémica esta semana a propósito da remuneração dos professores.
Impõem-se os esclarecimentos, todos eles prestados à referida publicação, que os ignorou.
1. O secretário de Estado não é diretor na OCDE.
2. O secretário de Estado não é responsável por qualquer gabinete da OCDE, não dirige o trabalho especializado de peritos, nem toma decisões sobre estudos de avaliação de políticas.
3. O secretário de Estado preside ao órgão que junta os decisores políticos e técnicos do TALIS – Teacher and Learning International Survey. Este órgão é constituído por representantes dos ministérios de 45 países. Tal como outros órgãos colegiais, o Presidente é nomeado e eleito entre os pares. Este e outros órgãos internacionais são presididos por ministros, vice-ministros, secretários de Estado ou membros em sua representação.
4. O Education at a Glance é um relatório anual que não é produzido pelo TALIS, pelo que a tentativa de associação do secretário de Estado da Educação a este estudo não tem qualquer fundo de verdade, como comprovam os factos enunciados e pode ser constatado com a leitura do relatório.
5. Além disso, o TALIS não é um relatório sobre carreiras e salários.
6. O TALIS é um inquérito respondido diretamente por professores e diretores sobre condições para o exercício da profissão docente: desenvolvimento profissional, ambiente, condições de trabalho, liderança, gestão, carreiras, etc..
7. Ao contrário do que é afirmado, o Ministério da Educação deu nota pública da eleição do secretário de Estado para a presidência do TALIS em 06 julho de 2017.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/comunicado-do-governo-esclarecimento-sobre-os-dados-do-education-at-a-glance/

Procedimentos Concursais em 2018 relativos ao Reino Unido

Reino Unido – 2018

Procedimentos Concursais em 2018 relativos ao Reino Unido

10-09-2018

Aviso de Abertura de procedimento concursal simplificado local (Reino Unido e Ilhas do Canal)

Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docentes do ensino português no estrangeiro para o nível 2.º e 3.º CEB e SEC, língua inglesa, horário a prover – LON30.


10-09-2018

Procedimento Concursal Simplificado Local – Reino Unido e Ilhas do Canal

Lista definitiva de colocação – Extinção de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docentes do ensino português no estrangeiro para o 2.º e 3.º CEB e SEC, língua inglesa – Horário a prover: LON30


06-09-2018

Procedimento Concursal Simplificado Local – Reino Unido e Ilhas do Canal

Lista definitiva de colocação de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docentes do ensino português no estrangeiro para o 1.º CEB, língua inglesa – Horário a prover: LON12

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/procedimentos-concursais-em-2018-relativos-ao-reino-unido/

Sugestão de Leitura – Autonomia e Flexibilidade Curricular Propostas e Estratégias de Ação, por Ariana Cosme

Nas escolas os professores estão a construir novos instrumentos de trabalho. Estão a iniciar um novo ano letivo com o Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular como base de trabalho.

Ariana Cosme organizou uma obra de modo a facilitar o trabalho dos professores e levá-los a refletir sobre o mesmo. Uma obra que podemos utilizar e abusar…

 

SINOPSE:
Esta é uma obra, através da qual se pretende oferecer às professoras e aos professores portugueses um instrumento que lhes permita construir as suas próprias iniciativas e projetos, no âmbito dos desafios educativos para os quais são convocados por via da promulgação do Decreto-Lei nº 55/2018.
Trata-se de um livro onde se propõe uma reflexão inicial sobre os fundamentos curriculares e pedagógicos do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, onde se possa compreender alguns dos desafios e exigências, relacionados com o processo de operacionalização deste projeto, e se possa aceder a algumas propostas e estratégias de ação que conduzam ao desenvolvimento de aprendizagens mais significativas e a estratégias que possam contribuir para promover e estimular a cooperação docente.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/sugestao-de-leitura-autonomia-e-flexibilidade-curricular-propostas-e-estrategias-de-acao-por-ariana-cosme/

A vida dos professores do amanhã…

Esta semana o jornal Público, publicou na sua versão online um artigo meu em que falo sobre “Que professores teremos no futuro”. Nem de propósito, na Time americana desta semana, surge um artigo que descreve a vida de uma professora nos EUA e que levanta o véu sobre o que nos pode vir a acontecer no futuro. Só têm de ler e imaginar-vos nessa situação. Não censuro os jovens de hoje por fugirem dos cursos via ensino, eles não veem futuro neles quando olham para nós.

Já há países que não são para professores. Portugal é um bom aluno e vai-lhes seguir o exemplo…

 

“Eu tenho 3 empregos e doo plasma para pagar as contas.” Isto é o que é ser professor na América

Hope Brown pode ganhar 60 dólares doando plasma das suas células sanguíneas duas vezes por semana, e um pouco mais se ela vender algumas das suas roupas numa loja de consignação. Geralmente, é apenas o suficiente para cobrir uma conta de luz ou um pagamento do seu carro. Esse malabarismo financeiro é, agora, parte de sua vida quotidiana – algo que ela nunca esperou quando obteve um mestrado em educação secundária e se tornou professora de história do ensino médio, há quase duas décadas atrás. Brown, geralmente, trabalha das 5:00 às 16:00 na sua escola em Versailles, Ky., em seguida, vai para um segundo emprego manuseando um detetor de metal e organizando hóspedes barulhentos no Rupp Arena de Lexington para complementar seu salário anual de US $ 55.000. Com o marido, ela também administra uma empresa de excursões históricas para ganhar dinheiro extra.
“Eu realmente amo ensinar”, diz a professora de 52 anos. “Mas não somos pagos pelo trabalho que fazemos.”

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/a-vida-dos-professores-do-amanha/

Como Vai a Educação em Portugal? Amanhã, no Prós e Contras

 

Como Vai a Educação em Portugal?

Um recomeço e um balanço. Três anos de política de educação. O que está acontecer dentro das escolas? Como vai a educação em Portugal?

21:52 na RTP1

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/como-vai-a-educacao-em-portugal-amanha-no-pros-e-contras/

E agora, só os dois sem camisa. – Ricardo Araújo Pereira

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/e-agora-so-os-dois-sem-camisa-ricardo-araujo-pereira/

João Costa não é diretor na OCDE…

Através da sua página de Facebook, o SE, João Costa, desmente o noticiado no Sol de hoje.

“O Sol dá-me hoje destaque com uma notícia pejada de dados falsos e insinuações e que me tenta associar aos dados do Education at a Glance que geraram polémica esta semana a propósito da remuneração dos professores.
Impõem-se os esclarecimentos, todos eles prestados ao Sol, que deliberadamente os ignorou.

1. Não sou diretor de nada na OCDE.
2. Não presido a qualquer gabinete da OCDE.
3. Presido ao órgão que junta os decisores políticos e técnicos do TALIS – Teacher and Learning International Survey. Este órgão é constituído por representantes dos ministérios de 45 países. Tal como outros órgãos colegiais, o Presidente é nomeado e eleito entre os pares. Este e outros órgãos internacionais são presididos por ministros, vice-ministros, secretários de estado ou membros em sua representação.
4. O TALIS não é um relatório sobre carreiras e salários.
5. O TALIS é um inquérito respondido diretamente por professores e diretores sobre condições para o exercício da profissão docente: desenvolvimento profissional, ambiente, condições de trabalho, liderança, gestão, carreiras, etc.
6. O Education at a Glance é um relatório anual que não é produzido pelo TALIS, pelo que a tentativa de me associar a este estudo não tem qualquer fundo de verdade.”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/joao-costa-nao-e-diretor-na-ocde/

Explicando as notícias…

 

As noticias continuam a sair. Enquanto umas continuam a atacar os professores, outras tentam trazer luz à razão de outras tantas notícias…

Sondagem. 69% dos portugueses estão contra exigências dos professores

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/explicando-as-noticias/

Cartoon do dia – Ninguém quer ser professor…. – Paulo Serra

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/cartoon-do-dia-ninguem-quer-ser-professor-paulo-serra/

Tribunal dá razão aos Professores – Fenprof

 

Tribunal dá razão aos Professores!

Todo o tempo de trabalho, mesmo em horário incompleto, deve ser contado para os descontos à Segurança Social!

 

São muitas as situações em que professores que são contratados a termo com horário incompleto, pelo Ministério da Educação, não veem reconhecido tempo para efeitos de prestação à Segurança Social. Ora, esta situação desde logo cria graves distorções na efetiva prestação do trabalho, para efeitos, designadamente, do pagamento de prestações de desemprego, quando ela ocorre por cessação de contrato de trabalho.

Perante isto, os gabinetes jurídicos dos sindicatos da FENPROF estão a acompanhar e a incentivar a interposição de ações neste âmbito e, relativamente a uma, acompanhada pelo Gabinete Jurídico do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa há já uma decisão que é favorável e transitou em julgado, ou seja, não foi contestada pelo Ministério da Educação.

Neste caso o autor da ação verificou que, relativamente ao ano de 2016/17, tendo sido colocado num horário inferior a 22 horas, o seu Agrupamento de Escolas estaria a declarar 25,5 dias de trabalho em vez dos 30 dias prestados mensalmente. Durante a investigação do seu caso e sobre os motivos que levavam a esta discrepância, verificou o docente em causa que o programa INOVAR (certificado pelo governo português) utilizava uma fórmula, cuja utilização determinava o erro.

A FENPROF considera preocupante este problema que está, seguramente, a atingir muitos professores que estão a viver a mesma situação.

A decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal que julgou esta ação foi a de dar razão ao docente e de condenar o ME “à prática do ato devido, consubstanciado no deferimento da pretensão do autor, através da contabilização de trabalho para efeitos de prestações à Segurança Social durante a vigência do contrato a termo com horário incompleto (…) no ano escolar de 2016/17”. De entre os aspetos considerados pelo TAF, para a sua decisão, consta que, no caso dos docentes, “o horário incompleto não é sinónimo de trabalho parcial, porquanto as horas de trabalho de componente não lectiva também são de considerar”. Assim sendo, o Tribunal condena o Ministério da Educação a contabilizar todos os 30 dias de trabalho mensais aquando do cálculo das prestações mensais à Segurança Social, abrindo um precedente importante para a justa contestação de todos os docentes nas mesmas circunstâncias.

A FENPROF incentiva todos os docentes que tenham ou estejam a passar por esta situação a que procurem os gabinetes jurídicos dos sindicatos da FENPROF para que possam ter o devido acompanhamento.

 

O Secretariado Nacional

 

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/tribunal-da-razao-aos-professores-fenprof/

Reserva de recrutamento n.º 2

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa – 2ª Reserva de Recrutamento 2018/2019.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 17 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 18 de setembro de 2018 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/reserva-de-recrutamento-n-o-2/

Santana Castilho no Opinião Pública de 12/09

“O Primeiro Ministro mentiu”

“Houve dinheiro para ajudar os bancos”

“Houve dinheiro para os contratos SUOP”…

Não há dinheiro para os professores

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/santana-castilho-no-opiniao-publica-de-12-09/

Os professores sabem separar as águas…

… Mas o espirito de missão há muito que acabou.

Tiago, se assim não fosse, os resultados não eram o que são e a escola já tinha caído…

 

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, acredita que as lutas que estão a travar pela contagem do tempo de serviço congelado não irão afetar o empenho dos professores no trabalho letivo com os alunos. “Só quem não entende o trabalho dos nossos docentes, nas nossas escolas, é que pode pôr em cima da mesa que os docentes, todos os docentes do nosso país, não tenham o profissionalismo, a sobriedade e a lucidez para entenderem que por um lado estão as suas reivindicações sindicais, que eles entendem como justas – e é importante que lutem por elas – mas por outro lado está o trabalho pedagógico feito nas suas comunidades educativas”, disse em entrevista àRádio Renascença.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/os-professores-sabem-separar-as-aguas/

Finalmente a escola! – João André Costa

 

Finalmente a escola!

Deixo aqui uma confissão: eu gostava de ir à escola. Ao contrário da maioria dos meus colegas e restantes alunos da Secundária, eu gostava de ir à escola e, apesar dos Verões e do calor, apesar da praia, dos mergulhos no mar e noites sem fim, mal podia esperar pelo regresso às aulas.
Porque nas aulas, na escola, havia um propósito, um objectivo muito claro desde tenra idade, entrar para a universidade, tirar Biologia, e um sonho, salvar os Ursos Polares, sonho proficuamente partilhado na turma e motivo de chacota geral.
Mas de pouco importa a chacota quando em casa temos quem nos apoie entre a minha mãe e os avós, felizes num longo, simples mas inesquecível abraço e beijo a cada nota, a cada excelente, a cada 5 primeiro, a cada 18 depois.
Sim, e se a escola teve um papel preponderante na minha formação, a verdade é que metade do que aprendi, aprendi em casa, na família, pela família, e o sucesso da escola dependerá sempre do bem estar familiar.
E sim, no final de cada Verão ansiava por voltar a ver amigos, aqueles professores mais chegados e, acima de tudo, poder continuar a viver e a sonhar aquela paixão do ano anterior, ainda e sempre por concretizar, pela rapariga mais gira da turma, que entretanto já tem namorado.
Mas eu não queria saber, e escrevia poemas de amor.
A escola foi, e ainda é, a minha vida, hoje como professor. Incentivado, aprendi a importância do saber, da partilha de conhecimentos, experiências, emoções, e sair da escola, partir os muros e saber o mundo, para no fim voltar sempre à escola, depois de mais um Verão, sequioso de viver.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/finalmente-a-escola-joao-andre-costa/

O desafio do Tiago na Rádio…

O Tiago foi à Rádio Renascença responder a perguntas dos ouvintes. Falou, falou… e mais não digo.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/o-desafio-do-tiago-na-radio/

A luta entre os professores e a SS continua… na rua.

Hoje, em Braga, foi assim…

Cerca de 20 professores manifestaram-se hoje em frente à Segurança Social de Braga.

(apela-se ao bom senso da tutela…)

 

Fonte: Diário do Minho

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/a-luta-entre-os-professores-e-a-ss-continua-na-rua/

A amena conversa (de ontem) entre Mário e António…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/a-amena-conversa-de-ontem-mario-e-antonio/

O dito relatório que diz que os Professores portugueses são ricos…

Deixo uma pergunta a quem me souber responder…

Alguém foi verificar os dados ou, apenas, foi na onda de um jornalista tendencioso?

É necessário perceber um pouco de Economia para escrever uma noticia destas… está visto que há quem se meta em caminhos sem o calçado necessário…

Fica o relatório para que quem perceba possa analisar…

Education at a Glande 2018- Portugal

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/o-dito-relatorio-que-diz-que-os-professores-portugueses-sao-ricos/

Load more