Na escola do Luís os alunos nem sequer alunos são, crianças por certo, mas alunos não até porque um aluno para o ser tem de querer aprender, almejar aprender, no mínimo uma centelha de aprendizagem e na escola do Luís aprender é, e será sempre, a última das prioridades.
A escola do Luís é o coito, é onde os meninos perdidos encontram abrigo, roupa, alimentação e onde dormir.
Uma casa portanto e com a casa uma família para os aceitar ao invés de açoitar, pode parecer o mesmo verbo mas não é nem podia ser, é apenas coincidência, uma paranomásia e na casa do Luís a porta está sempre aberta.
Por haver sempre mais uma criança e à mesa espaço para mais um e mais um e mais um e basta abrir a porta caso a mesma já não esteja aberta (às vezes está fechada “derivado” do mau tempo e “neste aspecto tem destas coisas” e “nestas coisas” estamos todos de acordo, é compreensível e não queremos ninguém doente) para encontrar mais um rebento, um petiz de olhar desconfiado e desafiador, inseguro, incerto, com vida a mais para tão poucos anos, hesitante, renitente, à defesa.
E as necessidades básicas por suprir, a segurança, uma fome e uma sede de meter dó e a total ausência de calor, uma mão, um abraço, um toque e vá alguém explicar o porquê de trazer alguém ao mundo se o mundo é isto e tantas vezes nem isto e quem dera a muitos isto.
Crianças com os bolsos, quando os têm e se os têm, cheios de paus e pedras ou não fosse uma questão de tempo até ao próximo ataque, o próximo insulto, a próxima agressão tão natural como a sua sede, sede essa já aqui mencionada e com muito pouco de natural.
Não será por conseguinte de estranhar as mil e uma tentativas dos petizes para voltarem ao seio das ruas tão familiares, as ruas a verdadeira casa onde os outros fazem as vezes das paredes e do tecto a troco de nada, a troco de tudo, e por aqui se explicam os insultos diários acompanhados de um coice, dois coices, três e quatro e outros tantos insultos, palavrões em vez de um bom-dia ou boa-tarde enquanto testam um adulto a seguir ao outro à procura de quem finalmente os rejeite e afinal eles tinham razão e aos professores nunca se estende a mão.
Na escola do Luís precisam de meses para ver os miúdos baixar a guarda, meses para as crianças convencerem-se de como estes pais e estas mães não só não vão a lado nenhum como vieram para ficar.
E às vezes, às vezes não, muitas vezes o Luís esquece-se do porquê de ir para a escola todos os dias e onde mora a motivação para acordar todas as manhãs tal é a malcriação diária, consecutiva e recorrente e uma pessoa às tantas e inevitavelmente anda com a cabeça sempre à roda.
Não é fácil.
Até ao dia ao fim do dia no qual os miúdos em peso voltaram para a escola cinco minutos depois da costumeira saída da escola mais todas as promessas de não mais voltar com o dedo do meio no ar.
E, no entanto, aqui estão eles a pedir ajuda pois a Sylvie caiu redonda no chão e agarrada à barriga junto à paragem do autocarro e aqui vamos todos e a correr mesmo a tempo de encontrar a Sylvie em posição lateral de segurança graças à intervenção imediata da Sophie mais as aprendizagens em contexto escolar e falando em aprendizagens também houve quem entre os alunos chamasse de imediato uma ambulância e falando em alunos aqui estão todos eles pespegados ao solo e estarrecidos como qualquer criança ficaria estarrecida quando se gosta de alguém e se está genuína e verdadeiramente preocupado.
O Luís e os colegas ainda tentaram demovê-los mas em vão e nenhum, mas mesmo nenhum, com o telemóvel na mão.
Nunca lhes ocorreu e acontecesse outra vez não lhes ocorreria.
Por compaixão, por consideração, porque o sofrimento da Sylvie é o seu sofrimento e entretanto já chegou a ambulância mais a respectiva mãe a agradecer a pronta intervenção dos petizes.
E os petizes não são mais petizes, são homens e mulheres cara a cara com a vida e as suas agruras e prontos para uma verdadeira pega com a ajuda de todos.
Sim, às vezes o Luís esquece-se do porquê da Terra girar e a razão das manhãs mas desta o Luís não se esquece nem tampouco os seus alunos, agora sim alunos, e os mais velhos já se preparam para os exames ao virar do mês.
E se a Sylvie já recupera em casa depois de uma apendicectomia, os mais novos, e nem tudo é perfeito, continuam a correr ao redor da escola, ainda agora vi o Luís passar atrás deles e esta é a nossa vida enquanto raia mais um dia nesta pequena aldeia gaulesa.
João André Costa
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A nova direção da Federação Nacional dos
Nem sempre, ou quase nunca concordei com as tuas posições, mas respeito a tua resistência, resiliência e objetivo final.
É tempo de descansar…
Professores (Fenprof), o Conselho Nacional, foi hoje eleita com 96,6% dos votos, num universo de 597 votantes, disse à agência Lusa o secretário-geral cessante, Mário Nogueira.
Registaram-se nove votos em branco e 11 nulos, segundo a mesma fonte.
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Um professor queixa-se de ter sido agredido, esta sexta-feira de manhã, quando tentava pôr fim a uma rixa entre jovens junto ao Parque Oriental do Porto, na freguesia de Campanhã. No mesmo local decorria um encontro anual de alunos de Educação Moral e Religiosa Católica.
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Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 32.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e colocações administrativas da 19.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 19 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 20 de maio de 2025 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 32 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 19 – 2024/2025
Listas – Reserva de Recrutamento 32 – 2024/2025
Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 19 – 2024/2025
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Os órgãos de gestão do AE da Abelheira foram dissolvidos hoje pelo ministro da educação.
Demitidos Diretor e equipa, CP e CG. A demissão resulta de sindicância espoletada por queixa de plágio por parte do diretor e episódios seguintes.
O antigo diretor do AE de Vale do Tamel nomeado presidente da CAP. Inicia funções amanhã.
Processos disciplinares ao Professor Luís Sottomaior Braga, arquivados.
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No domingo, votemos. Mesmo que com raiva. Mesmo que com desalento. Mesmo que no mal menor, mas com a consciência de que ficar em casa nunca será um ato neutro.
Em vez de um confronto sério de ideias sobre Economia, Defesa, Saúde, Educação ou Justiça, assistimos a um desfile de slogans, ataques ad hominem e estratégias de marketing esvaziadas de substância. Substitui-se o conteúdo pela performance, e evita-se o erro com tanto zelo que se abdica da proposta.
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A educação está há muito excluída dos debates eleitorais. É indisfarçável. É um tema secundário ou incómodo para a generalidade dos partidos e fracturante nos que têm suportado os governos. Há choques de tendências e de interesses. Os grupos descomprometidos com as políticas educativas das duas últimas décadas exigem mudanças, mas prevalece a força dos aparelhos.
Eleições sem educação
Por outro lado, é um facto que as escolas abrem todas no início do ano lectivo. Por cá e em todo o mundo; incluindo nos países pobres. Basta que haja horários de turmas, de professores e de salas de aula. Se houver um adulto em cada sala de aula, até num apagão eléctrico se impõe a sensatez.
Além disso, nas escolas a vida da maioria recebe um selo de longo prazo. Não há urgências hospitalares e ninguém morre por falta de cuidados. As insuficiências salariais ou habitacionais só se evidenciam nos resultados escolares a médio e longo prazos. Ciclicamente, organismos internacionais recordam-no com dois países – a Finlândia e as Filipinas – consecutivamente dos extremos do PISA da OCDE. A escolarização com qualidade dos filipinos só se elevará quando viverem décadas com políticas inclusivas como na Finlândia, e associadas à educação a tempo inteiro (e não a uma escola a tempo inteiro que acomode insanos horários de trabalho) e à melhoria da qualidade das escolas e do ensino e da carreira dos professores.
Mas o que mais impressiona em Portugal no que levamos de milénio, é a desvalorização da educação na orgânica dos governos. Os governantes da educação “são” sub-secretários adjuntos das finanças. Só emergem quando cortam a eito ou anestesiam a contestação de rua em concertação com os “seus” sindicatos. Os barómetros de popularidade dos governantes espelham o fenómeno e esvaziam as oposições.
E nunca é excessivo repetir que entrámos no século XXI com 6,7% do PIB para a educação (6,9% em 2009) e que já vamos em 3%. Leu bem: 3%. O tema foi talvez o único que mereceu o teste de um polígrafo para as legislativas de 18 de Maio de 2025 (e, sublinhe-se, por causa da defesa): “se Portugal passasse a destinar oito mil milhões de euros à defesa (3% do PIB) – valor aproximado do que o país pagaria se duplicasse os custos neste âmbito (1,5%) – isso seria o equivalente a um Orçamento da Educação.” Com efeito, a redução da massa salarial dos professores – que será significativa até 2030 – tornou ainda mais escandalosa a não vinculação de professores contratados e “permitiu”, desde 2022, milhares de vinculações e pequenos ajustes em salários ou suplementos.
Mas o mais crítico – que é invisível para as bolhas política e mediática e que se acentuará no médio prazo -, é a desvalorização das aprendizagens e da escola democrática que respeita o ensino, os professores e os seus alunos. Fatalmente, uma generalizada imaturidade pedagógica colocou professores e encarregados de educação no mesmo patamar de decisão de alunos e educandos e no mesmo nível de deliberação no poder escolar. Foi mais um marco da crise do capitalismo democrático e, como se disse, da própria democracia.
Aliás, até o leitor menos versado com estes temas perceberá que tudo isso criou jovens (já eleitores) egoístas, invencíveis e ressentidos, e com baixa valoração da razão, da responsabilidade e da justiça. O efeito na sociedade foi equivalente ao que esteve na origem do nazismo (leia-se Hannah Arendt).
É uma crise também explicada pela mediatização de outra componente crítica: a falta estrutural de professores. Para além do interminável caos no tratamento de dados da educação, nem se mediatizou o que se sabe: quantos professores são necessários a cada momento (bastaria somar três variáveis: horários que ficam por preencher, horários preenchidos por quem adia a reforma – para elevar o seu parco valor – e horas extraordinárias em catadupa – note-se: desde 1998 que o sistema escolar tinha eliminado as horas extraordinárias -).
Mas não. O sistema da criança-rei viciou-se no número de alunos sem aulas e o caos dos dados acomoda a inacção de governos e oposições.
Em síntese, proclame-se que os professores são as traves mestras da consolidação da democracia e que as gerações mais escolarizadas de sempre (por cá e no resto do Ocidente) têm as suas elites alienadas por um triângulo perverso que responsabiliza incompetências governamentais: aplicações financeiras, aplicações aditivas para relações sociais e exacerbado individualismo monetarista. O grande desafio das democracias é recuperá-las para uma aspiração política que faça dos deveres cívico e ético os eixos de eleições com educação.
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Menor hospitalizado em Santarém depois de sofrer golpe mata-leão. Escola de Salvaterra de Magos já abriu investigação.
O aluno do 7º ano na Escola Básica e Secundária de Salvaterra de Magos que terá sido asfixiado com um golpe “mata-leão” por um colega, durante uma visita de estudo a Santarém, teve alta hospitalar durante a manhã desta terça-feira, 13 de maio.
“Confirmamos a entrada da criança na Urgência Pediátrica, onde permaneceu em observação durante a noite, tendo recebido alta esta manhã”, disse ao CMfonte oficial da Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria, que gere o Hospital de Santarém.
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A primeira parte do relatório já chegou ao gabinete de Fernando Alexandre, mas suscitou dúvidas que o ministro quer ver esclarecidas antes da divulgação das conclusões.
Em resposta à Renascença, o gabinete do ministro da Educação disse que “após uma primeira análise foram pedidos esclarecimentos adicionais à auditora”, a KPMG, acrescentando que “só após estes esclarecimentos serão divulgadas as conclusões”.
Já esta terça-feira, o ministro Fernando Alexandre admitiu que não sabe se será possível ter um número exato de alunos sem aulas, porque o sistema de informação tem muitas falhas.
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Ciclicamente, surgem discursos que ganham força não pela precisão, mas pela simplicidade com que distorcem realidades complexas. Um desses discursos afirma que “há 50 anos temos um Ministério dos Professores, mas nunca tivemos um Ministro dos Alunos”. À primeira vista, a frase pode parecer provocadora; no entanto, esconde uma visão redutora do papel do Ministério da Educação e encobre os verdadeiros motivos e interesses de quem a profere.
Antes de mais, importa esclarecer o óbvio: o Ministério da Educação deve ser uma estrutura orientada para o desenvolvimento de políticas públicas dirigidas a todos os intervenientes no sistema educativo: professores, dirigentes, famílias e, sobretudo, alunos. O seu objetivo central é assegurar o direito à educação, o que implica desde a valorização dos profissionais até à promoção do acesso, permanência e sucesso dos estudantes. Reduzir o Ministério a uma suposta “estrutura sindical dos docentes” é um erro, tanto conceptual como factual.
A valorização dos professores, frequentemente apresentada como um privilégio corporativo, está longe de ser um favor. Trata-se, na verdade, de uma condição essencial para o bom funcionamento do sistema educativo. Nenhum país no mundo alcançou bons resultados sem investir seriamente na formação, nas condições de trabalho e na remuneração dos seus docentes. Fortalecer os professores é fortalecer os alunos, porque uns não existem sem os outros.
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Educação, Ciência e Inovação – Direção-Geral do Ensino Superior
Educação, Ciência e Inovação – Direção-Geral do Ensino Superior
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Escolas não estão a cumprir o Código do Trabalho, não convocando os professores para as consultas médicas obrigatórias. Mas a resolução deste problema pode agravar outro: o da falta de docentes.
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Aprender uma segunda língua requer a aprendizagem de novo vocabulário, a compreensão da gramática sem esquecer a pronúncia a dançar de acordo com a localização geográfica e tudo isto contribui para o desenvolvimento da memória.
A isto acrescentemos a melhoria da capacidade de resolução de problemas quando se está constantemente a pensar numa segunda, ou terceira, língua mais a ginástica de quem incessantemente procura uma outra palavra, uma nova palavra, uma nova expressão, uma nova piada e o mundo mais rico e quem diz o mundo diz a vida a encher-se de cor.
O contrário é assinar de cruz diante de um novo dialecto ou a sentença da iliteracia quando se chega a uma terra estranha e porque não aprender uma segunda língua se a oportunidade está ali todos os dias na escola à espera de nós?
Aprender uma segunda língua melhora a autoestima, faz-nos capazes, mais capazes, somos capazes mesmo se não-nativos e apesar de tudo com a aprendizagem coloquial tantas vezes olvidada pelos mesmos nativos e portanto um ponto a nosso favor e estamos em vantagem num repente a corrigir o outro se preciso for e ensinar é preciso quando o professor aprende para ensinar.
E se calhar é isto, esta humilhação para não dizer vergonha diante do terceiro a vir de lá longe no único intuito de nos corrigir ou assim pensam eles e portanto a reação e a defesa inata, inconsciente, visceral para não dizer agressiva como se a aprendizagem fosse um ataque, um insulto ou então a certeza da nossa ignorância e aqui o problema, meus amigos, é pessoal.
É pessoal quando se acorda todos os dias e o império acabou, não mais subjugado a uma vontade, a uma cultura, a uma língua e o mundo já não é nosso, um imenso parque de diversões para deleite do invasor onde o invadido se desdobra em salamaleques e servilismos e o saudosismo é em tudo imenso.
Por isso a soberba e a altivez, os tais mecanismos de defesa mais o eliminar propositado do currículo escolar da aprendizagem de uma segunda língua, porque se pode, porque se quer, porque se manda e é como se estivéssemos de volta aqueles tempos, aos verdadeiros tempos e estamos todos a brincar com o futuro das crianças enquanto memórias e sonhos colonialistas preenchem a alma e matam a fome.
E na ausência de uma segunda língua o consequente défice de atenção, a incapacidade de concentração, a distração, o impulso, a incapacidade de esperar, a falta de organização e planeamento, o esquecimento, a imaturidade infantil ainda presente no corpo de jovens quase adultos e ainda crianças, perfeitamente inábeis diante dos seus pares de outras origens e outras distâncias e mais uma vez a agressão quando a ignorância é o único reflexo no espelho.
Perde-se curiosidade e as crianças são naturalmente curiosas e o contrário é mentir e quem diz curiosidade diz a criatividade e a plasticidade cerebral num mundo cada vez mais a preto e branco onde os tons de cinza são a única novidade do dia-a-dia.
E o declínio mental mais a demência como inevitáveis para não dizer precoces na ausência da tal ginástica fulcral num mundo global onde o próprio umbigo é o nosso pior inimigo.
A falta de empatia e compreensão mútua gera discórdia e a discórdia gera guerra e este é o legado quando se negam às crianças as aprendizagens fundamentais para a vida.
No mundo contamos mais de 7000 línguas e dialectos e a 10000 palavras por língua cerca de 70 milhões de palavras por aprender, 70 milhões de maneiras de ver o mundo, 70 milhões de experiências e origens e outras tantas histórias e eu apenas peço senão a aprendizagem de uma segunda língua só.
Só não, acompanhada e de mão dada contra este orgulho inexplicável, incongruente para não dizer teimoso, de quem insiste em falar uma língua só.
Só, isolada, frágil, vulnerável, dependente, à deriva no imenso oceano.
João André Costa
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Os candidatos sem vínculo aos estabelecimentos de educação, de ensino ou instituições de educação especial da Região Autónoma da Madeira (redes pública e privada), devem remeter a inscrição acompanhada dos documentos constantes no ponto 10, exclusivamente por correio eletrónico, para o endereço gpd.regular@madeira.gov.pt, solicitando o respetivo recibo de entrega da mensagem enviada;
CONTRATAÇÃO INICIAL: inscrições de 12 a 14 de maio
Consulte:
🔹Aviso de abertura
🔹Mapa I – Códigos dos grupos de recrutamento 2025_2026
🔹Mapa II – Âmbito geográfico QZP 2025-2026
🔹Mapa III – Declaração concurso mobilidade interna_2025_2026
🔹Decreto Legislativo Regional n.º 9/2021/M, de 14 de maio
🔹Decreto Legislativo Regional n.º 16/2023/M
🔹Calendário (estimativa)
🔹Aviso de abertura n.º 114/2025, JORAM, 2ª Série, 3º Suplemento
🔹Ofício Circular n.º 11/2025
https://www.madeira.gov.pt/drig/Estrutura/Docente/Concursos/ctl/Read/mid/4518/InformacaoId/246928/UnidadeOrganicaId/26/CatalogoId/0
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No primeiro semestre do ano, 1653 professores e educadores de infância vão aposentar-se. Até setembro, outra tantos reformar-se-ão.
Segundo o ministro da Educação, cerca de 1300 professores adiaram a aposentação.
O que resultará numa sangria à aposentação no final do ano e um início do próximo ano letivo preocupante.
Ainda não ouvi qualquer solução para este problema durante a campanha eleitoral, de nenhum dos candidatos.
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O prazo para 𝐚𝐜𝐞𝐢𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐜𝐨𝐥𝐨𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 decorre 𝐝𝐞 𝟏𝟐 𝐚 𝟏𝟔 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟓.
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Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 31.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e colocações administrativas da 18.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 12 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 13 de maio de 2025 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 31 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 18 – 2024/2025
Listas – Reserva de Recrutamento 31 – 2024/2025
Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 18 – 2024/2025
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Aplicação eletrónica disponível entre o dia 9 e as 18:00 horas de 13 de maio de 2025 (hora de Portugal continental) para efetuar a Validação da Reclamação da Candidatura ao Concurso Interno/Externo 2025/2026.
Nota Informativa 09 – Validação da Reclamação das candidaturas ao Concurso Interno/Externo 2025/2026
SIGRHE – Validação da Reclamação
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Uma menor de 15 anos foi agredida numa escola de Vila Real e a agressão foi partilhada nas redes sociais, disse esta quinta-feira a PSP, que informou o Ministério Público e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).
“Quando a polícia teve conhecimento de agressões foi enviada à Escola Segura. Foi feita uma participação. A PSP fez participação ao Ministério Público e à CPCJ. Confirma-se que a agressão, a uma menor de 15 anos, foi partilhada nas redes sociais”, informou à Lusa fonte do Comando Distrital da PSP de Vila Real, indicando que a situação aconteceu na Escola Secundária Morgado Mateus.
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Os pais de dois alunos entraram, ao final da manhã desta quinta-feira, na Escola Básica do Alto do Lumiar e proferiram ameaças contra funcionários.
O CM sabe que a PSP foi inicialmente chamada para uma situação de invasão da escola e agressões a funcionários, pelas 12h00.
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Um jovem, com cerca de 15 anos, ficou ferido na sequência de uma briga ocorrida na manhã desta terça-feira, 6 de maio, na Rua Dr. Álvaro Joaquim Gonçalves — conhecida como rua do Carreiro — junto à Escola Secundária Marquesa de Alorna, em Almeirim.
Segundo apurou O Almeirinense, os dois envolvidos, com idades entre os 15 e os 16 anos, são alunos da Escola Secundária Marquesa de Alorna. A altercação, por motivos ainda por esclarecer, aconteceu durante o intervalo da manhã, fora do recinto escolar. Na sequência das agressões, um dos jovens sofreu ferimentos, mas acabou por regressar às aulas após o incidente.
O nosso jornal sabe que a direção da ESMA contactou a GNR para tomar conta da ocorrência. No entanto, a falta de meios impediu a presença da força de segurança no local.
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Encontra-se em consulta pública o Referencial de Educação para a Ética e Integridade (REEI). O objetivo da elaboração deste referencial é integrar princípios de transparência e ética nos currículos escolares. A participação na consulta é aberta a todos.
O Referencial de Educação para a Ética e Integridade resulta da parceria e colaboração entre a DGE, a All4Integrity, o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, o Mecanismo Nacional Anticorrupção, a Transparência e Integridade de Portugal e a Universidade de Antuérpia.
Este referencial visa promover uma educação baseada nos princípios da transparência, integridade e ética, integrando estes temas de forma transversal nos currículos escolares e contribuindo para o desenvolvimento de uma cidadania ativa e responsável.
O Referencial, de natureza flexível, não prescritivo, pode ser usado em contextos muito diversos, no seu todo ou em parte, no quadro da dimensão transversal da Educação para a Cidadania, através do desenvolvimento de projetos e iniciativas que tenham como objetivo contribuir para a formação pessoal e social das crianças e dos jovens.
Reforça-se a importância da participação de todos nesta discussão e reflexão. Os contributos daí resultantes deverão ser enviados para a DGE, até 30 de maio de 2025, através do endereço eletrónico referencialIT@dge.mec.pt.
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Há quem prometa mudar o nome do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, mas, na apresentação das restantes medidas, continue a tratá-lo pelo nome atual. Todos prometem valorizar a carreira docente e do pessoal não docente. Há os que prometem integrar a rede de creches na tutela da Educação. E quase todos vão ao encontro de velhas reivindicações dos professores: reduzir a burocracia, combater a indisciplina ou avançar para a revisão do Estatuto da Carreira Docente
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Representante dos diretores admite constrangimentos no normal funcionamento das instituições de ensino. Para professores, marcação de provas em período letivo é erro que já devia ter sido corrigido.
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Federação Nacional da Educação (FNE) defendeu hoje estarem reunidas as condições para as colocações de professores serem conhecidas entre o final do mês e o início de junho, após a divulgação das listas provisórias esta semana.
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Associação Jurídica pelos Direitos Fundamentais entregou em 2024 no tribunal uma acção popular contra o Estado, que contestou.
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Informa-se que se encontram abertos, até ao dia 15/05/2025, os procedimentos com vista à Mobilidade Externa de docentes para o ano escolar 2025/2026, nos termos do nº1 do artigo 4.º da Portaria n.º 247/2016, de 29 de junho, alterada pela Portaria n.º 202/2017, de 16 de junho, que estabelece as normas para a concessão de mobilidade aos docentes das escolas da rede pública da Região Autónoma da Madeira.
Consulte o ofício circular n.º 8/2025, de 2 de maio
https://www.madeira.gov.pt//Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/OficioCircularDocenteN8_2025.pdf?
Demais documentação
https://www.madeira.gov.pt/draescolar/EstruturaOLD/Docente/Circulares/Ofícios-Circulares/ctl/Read/mid/11077/InformacaoId/246804/UnidadeOrganicaId/26/CatalogoId/0
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Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 30.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e colocações administrativas da 17.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 5 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 6 de maio de 2025 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 30 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 17 – 2024/2025
Listas – Reserva de Recrutamento 30 – 2024/2025
Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 17 – 2024/2025
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Uma troca de ‘bocas’ entre dois alunos da Escola Profissional Gustave Eiffel, em Lisboa, com um, de 17 anos, a dizer ao outro, de 16, “Tu falas que a minha mãe é boa, olha aqui para a tua” – enquanto mostrava imagens da progenitora do rival na rede social ‘Tik Tok’ -, acabou com o mais novo a ir à rua comprar duas facas de cozinha, com as quais tentou matar o colega: deu-lhe duas facadas no pescoço, dentro da escola. O menor perdeu agora o recurso no Supremo Tribunal de Justiça, que manteve a condenação a 5 anos e 6 meses de prisão pelo crime de homicídio tentado e recusou atenuar a pena ao abrigo do regime especial para jovens.
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Para que não surjam duvidas, esta é a minha visão.
Artigo 32.º
Composição
1 — A composição do conselho pedagógico é estabelecida pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada nos termos do respetivo regulamento interno, não podendo ultrapassar o máximo de 17 membros e observando os seguintes princípios:
a) Participação dos coordenadores dos departamentos curriculares;
b) Participação das demais estruturas de coordenação e supervisão pedagógica e de orientação educativa, assegurando uma representação pluridisciplinar e das diferentes ofertas formativas;
2 — Os agrupamentos de escolas e as escolas não agrupadas podem ainda definir, nos termos do respetivo regulamento interno, as formas de participação dos serviços técnico -pedagógicos.
3 — O presidente do conselho pedagógico é eleito por todos os docentes do AE ou ENA.
4 — O diretor participa nas reuniões do conselho pedagógico, sem direito a voto.
5 — Os representantes do pessoal docente no conselho geral não podem ser membros do conselho pedagógico.
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Aplicação eletrónica disponível entre as 10:00 horas do dia 2 e as 18:00 horas do dia 8 de maio de 2025 (hora de Portugal continental), para efetuar a Reclamação das candidaturas ao Concurso de Educadores de Infância e de Professores dos Ensinos Básico e Secundário: ano escolar de 2025-2026.
Consulte o Manual de utilizador.
SIGRHE – Reclamação da candidatura eletrónica
Manual de utilizador – Reclamação da candidatura eletrónica
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Consulte lista https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20252026/cico_rosto.asp
De 30 de abril a 7 de maio de 2025 decorre o prazo para os candidatos colocados procederem à aceitação da colocação obtida.
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Estão disponíveis para consulta as listas provisórias de ordenação, de exclusão e de retirados do Concurso de Educadores de Infância e de Professores dos Ensinos Básico e Secundário: ano escolar de 2025-2026.
Consulte a nota informativa.
https://www.dgae.medu.pt/download/recrutamento-2/notas-informativas/202425-ni-recrutamento/ni-listas-provisorias-reclamacao-25-26.pdf
LISTAS
https://www.dgae.medu.pt/noticias/conc-educ-inf-prof-ens-bas-e-secund-de-2025-2026
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Informa-se que, atendendo à falha de eletricidade que se verificou no dia de ontem, o prazo para apresentação de recurso hierárquico no âmbito do Reposicionamento 2024 𝐟𝐨𝐢 𝐚𝐥𝐚𝐫𝐠𝐚𝐝𝐨 𝐚𝐭𝐞́ 𝐚̀𝐬 𝟏𝟖𝐡 (𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥) 𝐝𝐞 𝐝𝐢𝐚 𝟑𝟎 𝐝𝐞 𝐚𝐛𝐫𝐢𝐥 𝟐𝟎𝟐𝟓.
Para o efeito deverá aceder à plataforma SIGHRE> Situação Profissional > Recurso Hierárquico > Recurso.
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O dia em que a luz foi abaixo parece ter-se vivido tranquilamente em todos os ciclos de ensino. Mas há quem aponte o dedo ao Governo por deixar o encerramento das escolas ao critério dos diretores.
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Não sei, talvez por estar só ou então talvez não seja talvez mas a certeza se a solidão é a razão maior quando se está noutra terra e noutro planeta e não se tem ninguém para além das forças e as forças às vezes faltam, ainda para mais se temos o fim à vista.
Natal de 2007: chegara a Inglaterra com o tal bilhete só de ida no passado mês de Setembro e depois de um mês e meio a fazer substituições dia a dia em escolas um pouco por toda a cidade de Londres, acabei por conseguir o meu primeiro emprego e finalmente o tal emprego há dez anos negado pelo mesmo Portugal responsável por me trazer ao mundo mas nem por isso responsável por mim e portanto todos por um e cada um por si e Deus nos acuda.
E com emprego garantido desde Novembro todas as possibilidades quando finalmente se tem dinheiro no bolso a começar por este regresso a casa, este regresso a ti à minha espera na terra natal com o Natal à porta e duas semanas por inteiro a ver o sol ao acordar tão enorme como o sol na rua por demais ausente nestas latitudes nórdicas.
Falemos portanto de solidão e falta de vitamina D porque de outro modo não posso explicar esta reação diante da festa de Natal da escola, a minha primeira festa de Natal numa escola como professor e colega, não mais de passagem mas um entre muitos e parte de uma equipa e finalmente a pertença, finalmente a aceitação em oposição à rejeição, finalmente a possibilidade de sonhar, finalmente a conquista tão difícil e tão longe de ti, de tudo, de todos e por breves instantes o mundo inteiro é nosso.
“E como parte da festa de Natal da escola uma das alunas finalistas vai cantar a canção “Lean on me”, com letra e composição de Bill Withers”, anunciou a Directora a partir do palco e na voz daquela criança hoje mulher e de cujo nome já não me recordo o esvaziar desta alma diante da letra, letra à qual não traduziremos o título na seguinte tradução livre:
“Às vezes nas nossas vidas trazemos dor e arrependimento mas se formos sábios saberemos haver sempre um amanhã.
“Lean on me” quando te faltarem as forças, eu serei o teu amigo para te ajudar a continuar pois não tardará para que eu também precise de alguém “to lean on”.
E por favor engole o teu orgulho se precisas de pedir algo e ninguém te pode ajudar se nada dás a entender.
Irmão, chama por mim quando precisares de ajuda pois todos precisamos de alguém “to lean on”.
“Lean on me” quando te faltarem as forças, eu serei o teu amigo para te ajudar a continuar pois não tardará para que eu também precise de alguém “to lean on”.
Irmão, chama por mim quando precisares de ajuda pois todos precisamos de alguém “to lean on”.
E se tens um peso, uma cruz que não consigas carregar, basta chamar por mim e eu estou já aqui para de bom grado ajudar-te a levar este peso e carregar esta cruz.
Se precisas de um amigo, chama por mim, e se alguma vez precisares de um amigo, chama por mim.”
E em segundos o rosto lavado em lágrimas como se tivesse corrido uma maratona sem ninguém ao meu lado para me aconselhar, guiar, ouvir ou apenas estar.
Mas não há ninguém e correr corri completamente só porque a necessidade assim o dita ao longo de quarenta e dois quilómetros e cento e noventa e cinco metros e as lágrimas nos últimos cento e noventa e cinco metros agora a dois dias do fim das aulas e do tão antecipado regresso a casa, finalmente capaz de respirar, finalmente capaz de voar, finalmente capaz de pagar o tal bilhete de volta a casa e aos braços de quem verdadeiramente posso.
E no entanto a marca e esta canção trazida na pele desde então, doravante e até aos dias de hoje bastando para tal tocar no rádio para em segundos lavar o rosto em lágrimas enquanto tu me dizes e repetes ao ouvido como a maratona chegou mesmo ao fim.
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