Category: Rui Cardoso

Os Professores não perderam autoridade, foi-lhes retirada.

Ao longo de anos, quem devia ter defendido a autoridade dos professores dentro das escolas, fez exatamente o contrário. Neste momento as escolas estão no caminho do caos quanto à disciplina dentro da sala de aula.

É nas Escolas que a crise de valores, de que a nossa sociedade sofre, mais se nota, pois é lá que impossibilitam os professores de tentar ajudar as famílias a transmiti-los. Hoje nas Escolas, amanhã…

 

Os professores perderam autoridade e os alunos fazem o que querem

…

“Hoje os alunos têm falta de valores”

Também Maria Helena Fernandes contou com vários alunos que a marcaram pela especial ligação estabelecida. A ex-formadora do Centro de Novas Oportunidades da Escola Secundária de Alcanena admite que ainda não se habituou à reforma e continua a acordar às 06h30 como fazia antigamente. Conta ainda que o pior que os alunos já lhe chamaram foi ‘velha’ e confessa que, apesar de ter sido sempre muito exigente, foi presenteada pelos pais dos alunos com galinhas e até com camisolas de lã.

Para Maria Helena Fernandes, existem grandes diferenças no ensino e nos alunos desde que iniciou carreira até à actualidade. A maior, aponta, é a relação entre professor e aluno. Enquanto os alunos antigos fazem uma festa quando a vêem, com os mais jovens não acontece o mesmo. “Hoje os alunos têm falta de valores e de família”, defende a professora aposentada.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/os-professores-nao-perderam-autoridade-foi-lhes-retirada/

Comício da Indignação

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/comicio-da-indignacao/

Progressões em risco, porque há quem não saiba como legislar…

Muitos docentes vão encontrar-se numa situação complicada se optarem pelo faseamento. Situação que não foi prevista por este ministério tão responsável com as contas e tão irresponsável a planear legislação que não prejudique quem dizem querer beneficiar.

Vão-se dar casos em que o tempo de permanência no escalão estará cumprido, mas o processo administrativo da ADD não estará. O que fazer?

Há duas soluções possíveis. Uma passará pelo que os sindicatos estão a exigir, outra pode passar por avaliar este grupo de professores ainda este ano, ficando apenas a aguardar pelas aulas assistidas para completar o processo.

Senhores da responsabilidade, como descalçar esta bota?

 

Progressões em risco com bloqueio nas avaliações. Professores exigem “regime excecional”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/progressoes-em-risco-porque-ha-quem-nao-saiba-como-legislar/

Reserva de recrutamento n.º 32

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa – 32.ª Reserva de Recrutamento 2018/2019.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 27 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 28 de maio de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/reserva-de-recrutamento-n-o-32-2/

Professores devem ou não fasear os três anos de serviço recuperado?

Uma análise realizada em conjunto pelo ECO e a equipa do Blog DeAr Lindo.

Professores devem ou não fasear os três anos de serviço recuperado?

Fasear ou não fasear a recuperação dos dois anos congelados? É esta a questão a que os professores têm de dar resposta até 30 de junho. Veja as simulações para perceber qual a melhor opção.

Depois de um longo processo negocial e de uma polémica apreciação parlamentar, é agora certo que os professores vão recuperar apenas dois dos mais de nove anos congelados. O que não é certo é como irá tal contagem decorrer, estando nas mãos dos docentes essa escolha: ou recebem esses 1.018 dias em três tranches entre 2019 e 2021 ou de uma só vez, mas apenas no momento da sua próxima progressão. Em causa está uma decisão que exige muitos cálculos e previsões. O ECO foi fazê-los.

Em abril, o Governo fez publicar em Diário da República o diploma que “mitiga os efeitos do congelamento” na carreira docente, no qual está prevista a recuperação de 70% do módulo de tempo padrão (isto é, dois anos, nove meses e 18 dias) no momento da próxima progressão. “A partir de janeiro de 2019, aos docentes são contabilizados dois anos, nove meses e 18 dias, a repercutir no escalão para o qual progridam a partir daquela data”, lê-se no decreto-lei nº36/2019.

A essa modalidade veio somar-se já em maio uma outra, desta vez introduzida pelo diploma que “mitiga os efeitos do congelamento” nas demais carreiras especiais. De acordo com o decreto-lei nº65/2019, a recuperação desse tempo será feita em três momentos (junho de 2019, 2020 e 2021), com efeitos imediatos no “escalão ou posição remuneratória detidos pelos trabalhadores”. Ainda que este diploma se dirija às carreiras especiais pluricategoriais e não especificamente à dos professores (que é unicategorial), esta modalidade também está disponível para os professores, se a considerarem mais vantajosa. Para tal, têm de avisar os serviços do Ministério da Educação até 30 de junho de 2019.

Tomar esta decisão não é, contudo, uma tarefa fácil, já que cada uma dessas opções pode ser vantajosa consoante o caso. Das hipóteses colocadas pelo ECO e segundo os vários cálculos feitos pelo professor Rui Cardoso, parece sobressair uma orientação principal: para quem ia progredir ainda este ano é tendencialmente mais vantajoso fugir do faseamento.

Por outro lado, quem já está no nono escalão deverá optar por receber já no próximo mês a primeira parte desses dois anos que o Governo concordou recuperar, uma vez que a posição seguinte (a décima) é a última da tabela e portanto, se esperar pela próxima progressão para recuperar esse tempo, esses 1.018 dias acabarão por não ter expressão remuneratória.

Confuso? O ECO preparou alguns exemplos claros, que deverão ajudá-lo a perceber as hipóteses em cima da mesa. Todos estes cenários partem do princípio que o docente tenha obtido “Bom” na última avaliação de desempenho e não tenha entretanto concluído um mestrado ou doutoramento, já que esses graus académicos e as notas de avaliações superiores implicam bonificações de tempo de serviço no escalão seguinte, o que complica ainda mais estes cálculos. Também se considera que os docentes dispõem já das horas de formação contínua necessárias à progressão, uma vez que sem cumprir esse requisito o salto não é possível.

  • Progredi em 2018. Devo fasear? Sim

À boleia do descongelamento das carreiras que marcou o início de 2018, muitos foram os professores que saltaram de escalão no início do último ano, voltando o relógio a ficar a zeros. Arrancou novamente a contagem de quatro anos, ou seja, 1.460 dias.

De acordo com o decreto-lei especificamente direcionado para os docentes, depois da progressão a 1 de janeiro de 2018, esses profissionais veriam reconhecidos na totalidade os dois anos agora recuperados pelo Executivo de António Costa no final de 2021, na altura da próxima progressão.

Nessa altura, o professor receberia então os tais 1.018 dias, ficando a faltar 433 dias para a sua próxima progressão, já que são precisos 1.460 dias para concretizar esse avanço. Se tivesse progredido originalmente a 1 de janeiro de 2018 e tivesse depois subido de escalão a 31 de dezembro de 2021, esse próximo salto seria a 9 de março de 2023. Com o faseamento, conseguiria antecipar o salto de 2020, acontecendo o segundo no mesmo momento.

Ao optar por fasear, o mesmo docente receberia a primeira tranche do tempo recuperado (340 dias) já em junho, ficando então com 856 dias acumulados (aos 340 dias somam-se os 516 dias que já passaram desde 01 de janeiro de 2018), o que é insuficiente para saltar de escalão. Essa passagem deveria, por isso, acontecer aquando da segunda tranche, a 1 de junho de 2020.

Depois dessa progressão em 2020, o mesmo docente voltaria a progredir a 18 de março de 2023, ficando saldados os dias de recuperação.

Tudo somado, é mais vantajoso fasear o tempo recuperado. Faseamento ou não, a segunda progressão acontece praticamente no mesmo momento, mas o primeiro salto já teria acontecido dois anos antes, no caso de o docente optar pelas tranches. Esse profissional ficaria assim todo esse período a receber um salário mais elevado do que aquele a que teria direito se recebesse os tais 1.018 dias só no momento da progressão.

  • Ia progredir a meio de 2019. Devo fasear? Não

Quem já conta ou vai contar com tempo de serviço suficiente para progredir este ano, não deverá encontrar grande vantagem em fasear a recuperação dos dois anos, nove meses e 18 dias. O cenário mais vantajoso será receber tudo de uma só vez.

No caso de um professor que a 1 de julho de 2019 estivesse em condições de progredir, o próximo salto previsto, com o reconhecimento dos dois anos no momento dessa primeira progressão, seria a 6 de setembro de 2020.

Com o faseamento, esse primeiro salto acontece um mês mais cedo, aquando da recuperação dos tais 340 dias, mas essa segunda progressão passa a estar prevista só a 1 de junho de 2021 — quase um ano depois face ao salto previsto com a recuperação total. E se é verdade que, depois desse salto, ainda fica com 259 dias em “depósito”, também o é que na primeira modalidade já tinha estado três anos a acumular tempo de serviço, sendo o faseamento desvantajoso.

  • Ia progredir no primeiro trimestre do 2020. Devo fasear? Sim

 

No caso de um professor que tivesse condições para progredir a 1 de fevereiro de 2020, a próxima progressão aconteceria a 9 de abril de 2021. Isso se a totalidade dos dois anos fossem reconhecidos nesse segundo mês do próximo ano.

Caso esse docente optasse pelo faseamento, esse primeiro salto poderia acontecer já a 1 de junho deste ano, mas o próximo teria de ser adiado para 1 de junho de 2021. Só nessa altura é que o profissional voltaria a reunir os 1.460 dias necessários à progressão, o que difere em poucos meses da data indicada para a primeira modalidade.

Portanto, se optasse por fasear os dois anos recuperados, esse docente ficaria, numa primeira fase e durante mais tempo, a receber um salário superior, já que a primeira mudança de escalão seria antecipada cerca de oito meses. No segundo salto, esse mesmo professor ficaria a receber um salário inferior àquele em que teria direito na primeira modalidade, mas apenas durante um mês. A opção pelo faseamento acaba, ainda assim, por ser mais vantajosa.

  • Ia progredir no final de 2020. Devo fasear? Sim

Depois de analisado o início de 2020, o final desse mesmo ano oferece ainda menos dificuldades no momento da decisão, isto é, contas feitas, é aconselhável escolher o faseamento.

No caso de um professor que reunisse condições para progredir a 1 de setembro de 2020, a segunda progressão, à boleia da recuperação dos tais 1.018 dias, aconteceria a 8 de novembro de 2021.

Com o faseamento, esses saltos passariam a acontecer a 27 de setembro deste ano (ou seja, praticamente um ano antes do que o previsto com a modalidade anterior) e a 17 de novembro de 2021.

Mais uma vez, com o faseamento, o docente fica a receber antecipadamente a remuneração resultante da primeira progressão, que é naturalmente superior ao seu escalão atual, mas vê atrasada a chegada ao salário ainda maior decorrente desse segundo salto.Nesse caso, a diferença de calendário deverá ser apenas de poucos dias e portanto não é relevante, sendo preferível optar pelo faseamento.

  • Ia progredir só em 2021. Devo fasear? Sim

Este é um dos casos em que encaixa um redondo “sim” ao faseamento dos dois anos, nove meses e 18 dias recuperados.

Sem faseamento, um professor que só reunisse as condições necessárias para progredir a 1 de janeiro de 2021apenas voltaria a saltar de escalão, à boleia da recuperação do tempo congelado, a 10 de março de 2022.

Ora, com as diferentes tranches, esse mesmo docente conseguiria saltar de escalão a 27 de janeiro de 2020. Com a primeira fase de recuperação (os primeiros 340 dias recuperados em junho de 2019) ainda lhe ficariam a faltar 240 dias de tempo de serviço para um novo salto, atirando para 27 de janeiro de 2020 essa progressão. Depois desse salto, o docente voltaria a progredir a 19 de março de 2022, demonstrando-se a vantagem da opção pelo faseamento, neste caso concreto.

 

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/professores-devem-ou-nao-fasear-os-tres-anos-de-servico-recuperado/

Concurso Externo de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança 2019/2020 – Listas Provisórias

Estão disponíveis para consulta as listas provisórias de admissão e de exclusão do Concurso Externo do ensino artístico especializado da música e da dança para o ano escolar 2019/2020.

 

Listas Provisórias

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/concurso-externo-de-docentes-do-ensino-artistico-especializado-da-musica-e-da-danca-2019-2020-listas-provisorias/

Porque é que o 1.ºCiclo é de 4 anos? Já foi de 6…

A razão, nada tem a ver com pedagogia. É mais uma daquelas questões em que os cortes na despesa pública se puseram à frente do desenvolvimento cultural, académico e da própria sociedade.

O Decreto n.º 5787 – B, de 10 de maio de 1919, promulgado por João do Canto e Castro Silva Antunes, 5.º presidente da I República Portuguesa, procede à reorganização dos serviços de instrução primária. 

O ensino primário passa a abranger três graus: o ensino primário infantil, o ensino primário geral e o ensino primário superior.

O ensino primário infantil abrangia as crianças dos 4 aos 7 anos. Hoje o Pré-Escolar.

O ensino primário geral, passou a obrigatório para todas as crianças dos 7 aos 12 anos, tendo, entre outros pressupostos, a tradução do pensamento pela palavra oral e escrita e a sua interpretação pela leitura inteligente; o conhecimento da terra portuguesa; noções de geometria prática e elementar e trabalhos manuais e agrícolas, conforme o sexo e as regiões.

O ensino primário superior, a frequentar por crianças entre os 12 e os 15 anos, destinar-se-ia a «completar a edução geral dos indivíduos a dar-lhe uma preparação técnica de carácter regional». Era composto, entre outras disciplinas, pelas línguas portuguesa, francesa e inglesa, matemática, geometria, ciências físico-químicas e naturais, geografia, história geral e história de Portugal e noções práticas de higiene e puericultura.

Um passo de gigante face ao nível de analfabetismo da população portuguesa à época.

Já na Segunda República e sob a presidência de António Óscar de Fragoso Carmona, dá-se a mudança a que muitos chamam de retrocesso. Na verdade, foi um enorme retrocesso, se, na altura, poucos frequentavam mais que o ensino primário geral, a partir daí foram muitos menos.

O Decreto n.º 13619, de 17 de maio de 1927, determinou que o ensino primário obrigatório fosse reduzido de 6 para 4 anos. Já nessa altura as razões foram puramente economicistas, tal como ainda hoje o são. Em Portugal, a razão financeira é sempre muito mais importante que o desenvolvimento educacional da sociedade. As razões apontadas na altura levam a essa conclusão; «Considerando a conveniência de se evitar nos liceus uma acumulação excessiva de alunos, que só concorre para prejudicar o ensino» e «considerando que a situação do Tesouro não permite, de momento, qualquer aumento de despesas». E assim foi durante décadas, mesmo que a situação do Tesouro tenha melhorado as prioridades sempre foram outras que não a Educação.

Portugal é dos poucos países onde existe o 2.º ciclo, quem não sabia a sua razão de existir e o porquê de tanto se discutir o seu “desaparecimento”, fica agora com mais informação.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/porque-e-que-o-1-ociclo-e-de-4-anos-ja-foi-de-6/

Recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias – Perguntas Frequentes

 

Encontra-se disponível para consulta um conjunto de Perguntas Frequentes – DL n.º 36/2019, de 15 de março e DL n.º 65/2019, de 20 de maio.

 

Recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias – Perguntas Frequentes

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/recuperacao-de-2-anos-9-meses-e-18-dias-perguntas-frequentes/

Os portugueses acham justas as reivindicações dos professores

 

A causa dos professores é justa, mas atenção às contas

Os portugueses acham justas as reivindicações dos professores, mas não que sejam mais importantes que o controlo das contas públicas.

Por outro lado, se é maioritária a ideia de que PSD e CDS foram à caça do voto, não é tão claro que fosse motivo para uma ameaça de demissão do Governo. Algumas das conclusões possíveis, quando se faz a avaliação da crise política que marcou a pré-campanha para as eleições europeias.

É justo os professores recuperarem os 9 anos, 4 meses e 2 dias? Rigorosamente metade (50%) dos inquiridos pela Pitagórica acha que sim (apenas 30% discordam), sendo essa uma posição maioritária entre os eleitores de todos os partidos. Os menos entusiastas são os socialistas.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/os-portugueses-acham-justas-as-reivindicacoes-dos-professores/

356,8%, este é o número…

… e a culpa é tua, professor.

 

356,8%

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/3568-este-e-o-numero/

Não mexam com a dignidade dos professores! – Alexandre Parafita

Não mexam com a dignidade dos professores!

As cambalhotas ou a teatralidade a que alguns partidos políticos, sob a poeira pré-eleitoral, sujeitaram a reivindicação dos professores (que insistem no descongelamento integral dos seus anos de carreira), vai sendo pretexto para mais um rol de comentários e críticas, por vezes humilhantes, a que algumas vozes querem sujeitar esta classe profissional.

Lemos e ouvimos, num tom geralmente provocatório, acusar os professores de serem uma classe privilegiada, que ganha muito e trabalha pouco.

São, claramente, comentários e críticas de quem nada sabe sobre a rotina e o desgaste dos professores. De quem desconhece a práxis estranguladora de um professor que concentra em si um rosário infindável de funções e tarefas, trabalhando de dia e de noite, a lecionar turmas numerosas, a elaborar planos de aula, planos de recuperação de alunos e de registos regulares de evolução, a elaborar materiais pedagógicos, projetos de turma, testes de diagnóstico, informação para encarregados de educação, relatórios de tutorias, de projetos, clubes, aulas de apoio, reuniões e elaboração das respetivas atas com encarregados de educação, conselhos de turma, de diretores de turma, de departamento, conselhos pedagógicos… e por aí adiante.

E que dizer de um professor a ter ainda de gerir a terrível realidade de alunos que levam para a escola toda a espécie de dramas, uns mal nutridos, outros violentos, a Polícia a ser chamada a todo o momento, alunos que agridem a torto e a direito, mães que entram pela escola dentro e esbofeteiam professores…?

A escola é o berço da educação. Ver os professores a terem de vir para a praça pública gritar por dignidade é vergonhoso num país que se quer civilizado.

*Escritor e jornalista

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/nao-mexam-com-a-dignidade-dos-professores-alexandre-parafita/

Ninguém nos tirará o direito de estudar

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/ninguem-nos-tirara-o-direito-de-estudar/

#eunaovotops

 

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/eunaovotops/

Calendarização de concursos nos Açores

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/05/calendarizacao1.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/calendarizacao-de-concursos-nos-acores/

Sobre o ponto 3 do Art.º 3.º do Dec-Lei 65/2019

Têm surgido algumas duvidas sobre o ponto 3 do artigo 3.º do Dec.-Lei 65/2019.

O referido Dec.-Lei não se aplica somente aos professores, mas a todas as carreiras especiais da função pública. Dito isto, o ponto 3 do artigo 3.º não se aplica a todas as carreiras especiais. Os professores são um desses casos. Os professores não são “promovidos”, mas os militares, por exemplo, são. Este ponto refere-se a carreiras que além da subida de escalão podem, também, ser promovidos passando de um posto de Major a Tenente Coronel.

Resumindo, não se aplica aos professores.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/sobre-o-ponto-3-do-art-o-3-o-do-dec-lei-65-2019/

Instruções de realização e critérios de classificação

Publicadas as instruções de realização e os critérios gerais de classificação relativos às provas
e exames que serão aplicados em 2019. Aceda ao tipo de prova que pretende consultar.

Publicado o Manual de aplicação da componente oral das Línguas Estrangeiras.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/instrucoes-de-realizacao-e-criterios-de-classificacao/

Exemplo de Requerimento para Faseamento dos 2,9,18 – SNPL

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/05/requerimento-faseamento.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/exemplo-de-requerimento-para-faseamento-dos-2918-snpl/

Docentes no 9.ºescalão devem fasear os 2,9,18

Os docentes que presentemente se encontram no 9.º escalão da carreira docente, deverão aderir ao faseamento.

Porquê?

Porque se não o fizerem, não terão qualquer recuperação do tempo de serviço. Se os mesmos esperarem pelo próximo escalão, 10.º, para recuperarem os 2 anos, 9 meses e 18 dias, este tempo de nada lhes servirá, uma vez que já se encontrarão no topo de carreira. Se querem recuperar algum tempo, (não será na totalidade) devem requerer o faseamento para subirem ao 10,º  escalão mais cedo.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/docentes-no-9-oescalao-devem-fasear-os-2918/

Bate, que é professor!

Este artigo já é de 2007, mas demonstra bem a atualidade. As agressões a professores têm acontecido em crescendo e cada vez mais têm vindo a colorir as páginas dos jornais. O problema vai acontecer quando os jornais julgarem o ato corriqueiro e normal e deixarem de lhe dar algum (pouco) destaque.

 

Bate, que é professor!

Já que os sindicatos o não fazem, não haverá ninguém que defenda os professores?

Quando um tema chega aos humoristas é, geralmente, porque não tem piada nenhuma. É o caso da violência de que têm sido vítimas alguns professores portugueses, que foi glosada por Ricardo Araújo Pereira numa crónica na Visão com o título “Escolas S+M” (Escolas Sade e Masoch). E os “gatos fedorentos” já propuseram sarcasticamente que se contratassem ciganos para professores. O mesmo tema foi tratado mais a sério pelo escritor Manuel António Pina na sua coluna do Jornal de Notícias, cujo título também chamava a atenção: “Já espancou um professor hoje?” O meu título de cima, escolhido com a mesma intenção, significa que estou tão indignado como ele. Tal como o psiquiatra Daniel Sampaio, autor na última Pública da crónica “Afinal quem manda lá em casa”, está indignado com a violência juvenil dentro de casa.
Afinal quem manda na escola? Os professores portugueses cada vez menos. Eles têm sido bastante maltratados. Não é apenas a violência física, por parte de alunos ou dos seus pais, mas também a violência, mais subtil, que consiste na progressiva retirada do poder que detinham. As duas poderão até estar relacionadas.

Em primeiro lugar, o poder tem sido retirado aos professores pelas pseudopedagogias não directivas que têm presidido à educação nacional. Na linguagem rebuscada que entre nós ficou conhecida por “eduquês”, essas correntes falam de “ensino centrado no aluno”. Essa ideia não é nossa e está longe de ser inovadora, pois a “escola nova” é bastante velha: já o pedagogo suíço Édouard Claparède escrevia nos anos 30 do século passado que “a concepção funcional da educação e do ensino consiste em tomar a criança como o centro dos programas e dos métodos escolares”. E não tem dado bons resultados, porque é uma ideia absurda. Faz parte da essência da escola – a instituição que a sociedade inventou há séculos para preparar as crianças e os jovens para a vida – que os professores ensinem e que os alunos aprendam. O professor sempre foi o centro da escola no sentido em que ele é que ensinava – um verbo agora proibido -, ao passo que os alunos aprendiam – um verbo agora pouco praticado. O aparecimento da “escola para todos” em finais do século XIX (que em Portugal demorou muito a chegar e que, infelizmente, ainda demora, com a tragédia do abandono escolar) colocou o professor ainda mais no centro da escola. A expressão “ensino centrado no aluno” ficou completamente excêntrica, até porque a sala de aula não pode ter numerosos centros.
Mas há uma outra forma de retirar poder aos professores, que, ao contrário da pedagogia que fala “eduquês”, é uma invenção nacional recente. Trata-se da ideia perigosa de que os pais dos alunos devem avaliar os professores. Quando ela foi desmentida, já se tinha espalhado… Aqui o conceito é mesmo novo, pois não tem antecedentes na história da educação, nem há nada parecido noutros sistemas de ensino. O ensino, em vez de ser centrado no aluno, passaria a ser centrado nos pais do aluno. Claro que a ideia não iria dar bons resultados, porque também é absurda. A escola é a instituição na qual a sociedade e as famílias decidiram delegar parte da sua autoridade na educação das crianças e dos jovens. É bom que a escolham. Mas têm de confiar na escola, o que significa em primeira linha confiar nos professores. Os pais não têm a capacidade nem a independência para julgar os professores. A ameaça da avaliação dos professores pelos pais não passa de uma forma de populismo que, apesar de instrumentalmente útil na luta do poder político contra os sindicatos, pode ter graves consequências a prazo. Com as agressões de pais a professores, essas consequências podem estar à vista…
Curiosamente, os sindicatos dos professores têm estado irmanados com o sistema educativo vigente há décadas, ao falarem “eduquês” e ao defenderem a centralidade do aluno. Já que os sindicatos o não fazem, não haverá ninguém que defenda os professores?
Professor universitário – [email protected]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/bate-que-e-professor/

A Professora que se lixe…

Claro que as crianças não deviam ter estado sujeitas a assistir à agressão da professora. Devem ser acompanhadas para voltarem a ter a escola como o lugar que se quer como seguro para todos. Mas será que a professora não tem o mesmo direito? Ou será que não precisa de apoio psicológico e de outras especialidades de Medicina?

 

Os alunos do 1.º ciclo que assistiram à agressão a uma professora na EB Campolinho 2, em Valadares, Gaia, vão receber apoio psicológico.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/a-professora-que-se-lixe/

A hostilidade aos professores – Pacheco Pereira

É verdade, a culpa é nossa. As mudanças necessárias são tantas, mas do outro lado teríamos ter quem fosse justo e acima de tudo quisesse ouvir os professores. E Pacheco, no mundo de Camilo já nós vivemos…

A hostilidade aos professores

Os professores têm muitas culpas, deveriam aceitar uma mais rigorosa avaliação profissional, mas isso não esconde que têm hoje uma das mais difíceis profissões que existe. E que, sem ela, caminhamos para o mundo de Camilo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/a-hostilidade-aos-professores-pacheco-pereira/

Reserva de recrutamento n.º 31

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa – 31.ª Reserva de Recrutamento 2018/2019.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 20 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 21 de maio de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/reserva-de-recrutamento-n-o-31-2/

Faltam 100 Milhões no Orçamento de Estado para os manuais escolares

São engenharias que se deixam para o próximo governo ou para ir buscar de baixo do colchão. Contas à Centeno…

Tribunal de Contas. Manuais escolares gratuitos foram suborçamentados em 100 milhões de euros

A insuficiência orçamental de 2019 “não é compreensível”, diz o Tribunal de Contas. OE 2019 só faz contas aos manuais entregues aos 1.º e 2.º ciclo, deixando de fora o resto do ensino obrigatório.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/faltam-100-milhoes-no-orcamento-de-estado-para-os-manuais-escolares/

Carta a António Costa, por António Bulcão

 

Carta a António Costa
Caro António: talvez não te lembres de mim, mas fomos colegas na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa.
Ou até poderá acontecer que tenhas uma leve ideia de um açoriano magrito, de bigode, que militava na Tertúlia Académica, juntamente com muitos outros, dos quais relembro o André, o Júlio e o Marcelo.
Tirámos o mesmo curso, até escolhemos a mesma menção (Ciências Jurídico-Políticas), mas seguimos caminhos diferentes na vida. Aliás, logo na Faculdade se começou a ver que tínhamos visões diferentes da mesma vida. Relembro um episódio que o prova.
Comia-se mal nas cantinas. Havia, aliás, dias em que se comia muito mal. Quando se tornou insuportável, decidimos, na Tertúlia Académica, fazer um levantamento de rancho. Havia quem quisesse partir tudo, em sinal de protesto. Mesas, cadeiras, material de cozinha. Foi a muito custo que consegui convencer os outros de que era má ideia. Que as cantinas iam fechar e quem era pobre e dependia delas iria sofrer. Lá aceitaram a minha proposta de fazer uma manifestação pacífica, e assim fizemos.
Enchemos a Reitoria de tabuleiros com comida intocada. Comida que não comemos por todo o lado. No chão, em cima de balcões, etc. Ficámos lá toda a tarde aos gritos, até que, já de noite, finalmente o Magnífico Reitor nos veio brindar com um discurso lindo. Mas nós não queríamos palavras. Com elas não encheríamos a barriga. Convidámo-lo para jantar. O homem resistiu. A multidão insistiu. Até que o Reitor cedeu e foi jantar connosco à Cantina Velha.
Por sorte era pescadinha de rabo na boca a refeição. Um dos pratos mais temidos, pela falta de gosto e pela insuficiência de peixe. Já com jornalistas presentes no repasto, um deles perguntou ao Reitor se ele achava, em consciência, ser aquilo suficiente para futuros médicos, advogados, juízes, engenheiros, etc, se alimentarem de jeito, tendo de estudar à noite. Foi então que o Reitor proferiu a sua frase mais célebre: “A fome depende do apetite que se tem”. No outro dia estava esta máxima nas primeiras páginas dos jornais. Passadas umas semanas, a comida melhorou bastante.
Não te vi em nenhum passo desta luta, António. Tu, que até eras dirigente da Associação de Estudantes, embora te escondesses atrás do José Apolinário.
Entendo que, sendo de Lisboa e na capital vivendo, não precisasses da cantina. Ias comer a casa. Mas, que diabo, tinhas sido eleito para nos representar e defender os nossos interesses. Se não fosse por tal obrigação, que fosse por solidariedade para com os colegas que eram das ilhas ou de outras paragens continentais. Os pobres que não tinham alternativa que não fosse andar com o credo na boca enquanto comiam a pescadinha com o rabo na dita.
Afinal, não eras socialista? Não era por seres da JS que tinhas sido eleito? Não nos devias pelo menos a tua presença solidária, já que incapaz de organizar e levar a cabo o protesto?
Seguimos caminhos diferentes, com visões diferentes da vida e de valores. E perguntarás por que vem este chato agora à tua superior presença.
Venho porque sou professor, António. Nunca quis ser famoso ou importante, como tu. Desejava, e consegui, fazer advocacia e ensinar numa escola. No fundo, dar utilidade ao curso que tirei. Pelo menos tu também acabaste o curso, diferentemente do César, que andava por Lisboa a pastar e a gastar o dinheiro do pai, mais interessado na Juventude Socialista do que na Teoria Geral do Direito Civil. Olha onde o levou e ainda o poderá levar a preguiça… Com a tua ajuda, meu caro.
Sou professor, António. Desde 1984, já ajudei a formar uns milhares de alunos. Coisa pouca, admito, ao pé do Orçamento do Estado. Mas lá fui andando, humildemente.
E é como professor que não te perdoo, António. Não pelas tuas opções políticas, tu é que sabes dessas coisas importantes. Foi do PS a célebre frase “primeiro as pessoas”. Foi de um distinto antigo dirigente socialista a frase “há mais vida para além do défice”. Mas, para ti, ajudar bancos e fazer boa figura em Bruxelas é que é sagrado. São opções…
Não te perdoo é por teres transformado a classe dos professores numa classe odiada. Dói-me tanto, António, ver títulos nos jornais como “Quase todos contra os professores”, expressando uma sondagem sobre a opinião dos portugueses.
Que fizemos nós de errado? Talvez, apenas, termos escolhido esta profissão, quando acreditávamos que o Estado seria pessoa de bem. De resto, cumprimos as nossas obrigações lectivas e fiscais, aguentámos cortes nos vencimentos e congelamento das nossas progressões nas carreiras, tudo em honra da salvação da Pátria. E depois começámos a lutar para recuperar o que é nosso por Direito. Achas mal? Não é justo?
A História está cheia de exemplos de homens e mulheres que lutaram por aquilo que achavam justo e para recuperar o que era seu. O Conde de Monte Cristo impressionou os meus doze anos, e depois descobri que na vida real tinha de ser assim também. Lutar para recuperar o que me roubassem. Ou deveria desistir, sabendo que assim seria facilmente vencido, ao contrário do que proclama Mário Soares ainda hoje no Largo do Rato?
Se não é possível, pois que não seja. Afinal, nestas crises todas, apenas a classe política não perdeu nenhum privilégio. Pelo contrário, aumentou-se descaradamente.
Escusavas era de fazer todo este cagaçal, de exercer toda esta chantagem, de vires com números falsos sobre o aumento da despesa, transformando-nos nos maus da fita. Quando nós, apenas, lutámos e continuamos a lutar pelo que consideramos ser justo. Que outras classes façam o mesmo, terão o nosso apoio. Nós, só fizemos a nossa parte…
Mas tu queres é derrotar a direita. Ter maioria absoluta. Livrar-te da geringonça. E, para conseguir ganhar os teus jogos políticos, não te importa que sejamos odiados. Nem tens a caridade de proclamar que seriam justas as nossas reivindicações, mesmo que não fosse possível acolhê-las. Seria, ao menos, um consolo, ver-te dizer que temos razão…
Em vez disso, preferes transformar-nos em tema de campanha. Para berrar que os socialistas são os campeões das contas certas.
Ó António, pelo menos alguma vergonha na cara. Então não nos lembramos da primeira intervenção externa do FMI em Portugal, quando era 1º Ministro Mário Soares? Não nos recordamos do Guterres em frente às câmaras de televisão, a tentar fazer contas com olhos de calculadora alfanumérica? E sobretudo, de José Sócrates, principal culpado deste imbróglio todo? Andaste tão perto dele e nunca desconfiaste que não era flor que se cheirasse? Campeão das contas certas, o Sócrates?
Não te perdoo, António, por andares por aí, de comício em comício, a dizer que toda a oposição nos queria enganar. Acredita que não é fácil seja quem for nos enganar, a nós, professores. Sobretudo quem queira devolver-nos o que é nosso. Como nos enganaria, ao fazê-lo?
Mas admitindo que toda a gente nos queira enganar, uma virtude tem esta tua sanha: obrigar-me a reconhecer que tu és o único que nunca me enganaste… Mal te cheirei ao longe, soube logo o que a casa gastava.
Mesmo assim, quem me dera voltar quarenta anos atrás… Se frequentasses a cantina, com gosto te ofereceria a minha pescadinha de rabo na boca, ficando eu com fome. Desde novo tive consciência de que os nossos governantes, passados e futuros, precisam de muito alimento…
António Bulcão
(publicada no Diário Insular)

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/carta-a-antonio-costa-por-antonio-bulcao/

Aprovada alteração à Educação Inclusiva

 

A Assembleia da República aprovou ontem alterações ao regime jurídico da educação inclusiva, depois de pedidos de apreciação parlamentar do BE e do PCP, que traz mais direitos para os pais e respostas às necessidades de cada criança.

Entre outras alterações os pais e encarregados de educação que passam a poder participar na equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva como elemento variável.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/aprovada-alteracao-a-educacao-inclusiva/

Comícios da Indignação de 20 a 24 de maio

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/comicios-da-indignacao-de-20-a-24-de-maio/

Conferência de Imprensa das Organizações Sindicais sobre a Luta 942

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/conferencia-de-imprensa-das-organizacoes-sindicais-sobre-a-luta-942/

A Luta vai continuar até que se faça Justiça

 

Não desgastar os professores com uma luta longa. E no meio de uns quantos recados foram dadas a conhecer as ações futuras. Então:

  1. Fazer uma campanha pela dignidade dos professores com cinco comícios da indignação.
  2. Este ano letivo não convocar greve às avaliações.

3. Marcar presença em iniciativas diversas para que as reivindicações não caiam no esquecimento.

4. Apelo aos professores para que usem elementos identificativos dos 942 no dia de eleições.

5. Intervir para que a constitucionalidade do DL 36 seja pedida ao Tribunal Constitucional.

6. Elaborar uma minuta de reclamação para entregar no memento de entrega, nos serviços, da sua escolha de recuperação dos 2,9,18.

7. Apoiar juridicamente os docentes ultrapassados.

8. Manter a greve ao subretrabalho.

9. Generalizar os pedidos de pré-reforma.

10. Apoiar os docentes lesados pela SS.

11. Continuar a apresentar ações em tribunal apoiando os professores ultrapassados pelo reposicionamento (até agora mais de 10.000)

12. Manifestação de Professores a 5 de outubro.

13. Entregar ao próximo ministro um documento a exigir os 6,5 anos em falta.

 

A LUTA CONTINUA

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/a-luta-vai-continuar-ate-que-se-faca-justica/

Publicação de lista – Equiparação a bolseiro – Ano letivo de 2019-2020

 

Listagem dos docentes a quem foi autorizada Equiparação a Bolseiro para o ano escolar de 2019/2020.

 

Lista Nominal de Equiparação a Bolseiro para o ano escolar de 2019/2020

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/publicacao-de-lista-equiparacao-a-bolseiro-ano-letivo-de-2019-2020/

É verdade que Tiago Brandão Rodrigues “desaparece” durante as crises na educação? É.

Isto, só por si, diz muito de um ministro que nada tem de ministerial.

 

É verdade que Tiago Brandão Rodrigues “desaparece” durante as crises na educação?

A resposta à pergunta de partida só pode ser afirmativa. É um facto que durante as duas maiores crises do seu mandato, Tiago Brandão Rodrigues desapareceu de cena, provocando estranheza entre políticos, sindicalistas e jornalistas.

VERDADEIRO

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/e-verdade-que-tiago-brandao-rodrigues-desaparece-durante-as-crises-na-educacao-e/

Presidente da República promulga diploma do Governo que permite o faseamento dos 2,9,18

 

Presidente da República promulga diploma do Governo

Atendendo a que o presente diploma constitui o complemento do Decreto-Lei n.º 36/2019, de 16 de março, e que questões muito específicas relativas a matérias das Forças Armadas deverão ser versadas em diploma de aplicação, o Presidente da República promulgou o diploma do Governo que, no entender deste, mitiga os efeitos do congelamento nas carreiras, cargos ou categorias em que a progressão depende do decurso de determinado período de prestação de serviço.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/presidente-da-republica-promulga-diploma-do-governo-que-permite-o-faseamento-dos-2918/

L’État c’est Costa – Santana Castilho

 

L’État c’est Costa!

É deplorável o que acabamos de viver. PSD ofereceu, sem dar. CDS dava um se tirasse quatro. PCP e BE confirmaram o que sabiam desde sempre: o tempo político para fazerem justiça aos professores esgotou-se quando aprovaram o OE 2019, nas condições em que foi votado. No balde dos despejos desta crise política de baixo nível ficou uma classe profissional maltratada por todos os partidos, com mais ou menos responsabilidades, consoante as cambalhotas que foram dando. Tudo aconteceu com Marcelo ausente, certamente à procura do urso pardo para fazer uma selfie, enquanto aqueles que qualificou como os melhores professores do mundo eram sacrificados na fogueira das mentiras.
António Costa não denunciou a mínima intenção de se demitir quando morreram mais de 100 cidadãos nos incêndios de 2017. Resistiu quando um bando de pilha-galinhas protagonizou o escândalo de Tancos. Ficou, quando a incúria sem responsáveis deitou abaixo a estrada de Borba e ceifou mais umas vidas. Não deu sinal de querer partir quando o presidente do seu partido fez do Estado a residência da família e a moda contaminou outros do seu Governo. Tendo acordos firmados com o PCP e BE, nunca se sentiu constrangido a não estabelecer vários pactos com o PSD para fazer vingar políticas a que se opunham os seus parceiros da “geringonça”. Mas rasgou as vestes, qual vestal profanada, quando o parlamento se “coligou negativamente” para lhe contrariar a tendência continuada para instilar na opinião pública ódio social aos professores. O mesmo parlamento que se “coligou positivamente” para lhe oferecer o lugar que perdeu nas urnas. Como se os outros partidos políticos estivessem proibidos de se entenderem sobre os efeitos futuros do descongelamento da carreira dos professores.
Vi e ouvi de tudo, com destaque para o impacto nas finanças públicas. Mas as contas apresentadas por Mário Centeno na Comissão de Educação e o esclarecimento posterior do ministério das Finanças incorreram em adulterações pouco sérias da realidade, contraditadas pela UTAO. Foi o caso da apresentação de valores brutos, metodologia ao arrepio da usada para o efeito nos dois últimos OE, e da consideração de valores médios de impacto de progressões para coortes de professores que nunca existirão. Tudo visto, um belo exemplo do conhecido aforismo de Mark Twain: “há três tipos de mentiras: as mentiras simples, as mentiras sagradas e as estatísticas”.
As “contas certas” do absolutista e do seu cardeal, que são donos do Governo todo e da maior parte da opinião publicada, evoluíram de 37 milhões, algures bem distantes, para 1.200 milhões recentes, passando pelos intermédios 240 ou 850. Mas puseram boa parte do país a fazer Costa subir nas sondagens, esquecendo-se de que a questão substancial é que o Estatuto da Carreira dos Professores (DL 146/2013) está em vigor e que num Estado de Direito as leis são para cumprir.
A recuperação do tempo nada tem a ver com economia, credibilidade internacional, défice orçamental, compromissos que restrinjam próximos executivos e demais mentiras que premiaram um jogador manhoso. António Costa fez o que sempre fez: usou a esquerda durante três anos e meio; agora, que já sugou dela o que lhe interessava, colou ao PSD e CDS rótulos de irresponsáveis, para ficar cintilante no centro, olhando para as próximas eleições com a mesma perfídia com que tratou Seguro e Passos, ou mesmo Sócrates, de quem foi número dois.
Três notas finais, a saber:
1. O vencimento líquido de um professor antes de entrar na carreira são 1.049,97 euros; no 1º escalão (a maioria espera 20 anos para entrar e há quem só o consiga aos 63 anos de idade) passa para 1.133,37 euros; no 10º escalão, o último, onde poucos chegarão com o roubo consumado por ora, os professores tornam-se milionários, com 1.989,70 euros líquidos. Apesar disto, há quem diga que são os mais bem pagos da OCDE.
2. A UTAO esclareceu que a medida, se tivesse sido aprovada, não só não impediria o cumprimento das regras orçamentais impostas por Bruxelas, como não impediria a projectada verificação de excedentes orçamentais em sede do Plano de Estabilidade 2019-2023.
3. Joe Berardo, a seu tempo elogiado por Marcelo, continua Comendador. Um Comendador é alguém que ajudou a engrandecer a nossa sociedade.
In “Público” de 15.5.19

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/letat-cest-costa-santana-castilho/

Que fartura… recebi o recibo com a 3.ª tranche da subida de escalão.

Feitas as contas, mas não à Centeno, tive um aumento bruto de 47,75€. Mas quando nos “sobem” o ordenado, sobem as deduções. Ora vejamos, dos 47,75€ brutos sobraram 9,75€ líquidos (20,4% da tranche), que me irão parar à conta, logo, esse foi o meu “aumento”. Desconto mais para IRS, CGA e ADSE.

Se subi de escalão, deve ter sido na tabela de IRS e outras deduções…

É por isso que me sinto um privilegiado…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/que-fartura-recebi-o-recibo-com-a-3-a-tranche-da-subida-de-escalao/

Concurso do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança

Aplicação disponível de 14 a 20 de maio (18:00 horas de Portugal continental) para os estabelecimentos de ensino efetuarem a validação das candidaturas.

 

SIGRHE

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/concurso-do-ensino-artistico-especializado-da-musica-e-da-danca/

Professores não terão direito a para acompanhar filhos no primeiro dia de aulas

 

Será que se um professor faltar para acompanhar os filhos no seu primeiro dia de aulas, não prejudicará o serviço?

Bem, era engraçado, os alunos e os encarregados de educação, na sala à espera e o professor na sala ao lado a acompanhar o seu educando… havia de ser bonito.

Mais um direito que, como pais, os professores estão impedidos de gozar. Assim  vai a democracia e a liberdade num país de faz de conta.

 

Dispensa para acompanhar filhos no primeiro dia de aulas? Só se não prejudicar os serviços

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/professores-nao-terao-direito-a-para-acompanhar-filhos-no-primeiro-dia-de-aulas/

Faseamento dos 2,9,18: Uma semana para decidir…

 

Professores arriscam ter menos de uma semana para optarem por fasear progressões

 

Agora que já é certo que os professores vão recuperar apenas dois dos nove anos congelados, resta-lhes decidir se querem ver esse tempo de serviço contabilizado no momento da sua próxima progressão ou se em três fases entre 2019 e 2021. Esta última modalidade será, contudo, disponibilizada apenas se e quando Marcelo Rebelo de Sousa disser “sim” ao diploma que “mitiga” os efeitos do congelamento nas carreiras especiais. E se o Presidente da República atirar essa promulgação para depois das Eleições Europeias, como já sinalizou que irá fazer, os professores arriscam mesmo a ter menos de uma semana para avisarem os serviços responsáveis.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/faseamento-dos-2918-uma-semana-para-decidir/

Comentário a certos comentadores pouco informados…

 

Assistimos, hoje, a mais um mau trabalho de investigação jornalística num canal de televisão.

Vamos por partes.

1.º A falta de conhecimento sobre os resultados do PISA, PIRLS, TIMSS… foi latente. Esses estudos internacionais  dar-lhes-iam uma visão diferente sobre como os professores pensam nos alunos com o maior profissionalismo.

Se a educação é o único elevador social é à qualidade dos professores que temos que se deve, não à dos comentadores desinformados e manipuladores de opiniões. E para  informação de uns poucos, muitas das crianças pobres, como lhes  foi chamado, não têm esse desprezo pelos professores, porque são eles que lhes alimentam a vontade do saber. Ao contrário de uma minoria de elementos da sociedade, os professores não se esquecem dos alunos deste país, nunca se esqueceram. Até os ensinam a reconhecer os bons e os maus e a defender-se de pessoas mal informadas.

2.º Deem-se ao trabalho de ler a legislação em relação à avaliação dos professores antes de tornar a dizer, à boca cheia, que a progressão dos professores é automática. Se assim fosse não havia afunilados no 4.º e 6.ºescalões, não existiriam cotas, nem diferentes patamares de avaliação. Deixo aqui o link da legislação para ser analisado pelos que, disso, demonstram total desconhecimento, Decreto Regulamentar n.º 26/2012 de 2012-02-21.

3.º Nem vou falar do Ranking das escolas, nem da barbaridade que foi dita quanto a esse assunto. Só por aí se vê o como informada, sobre a sociedade em que diz viver, está e das suas disparidades. Já para não falar do caso daquela escola “em cima de um tal rio” e dos critérios de avaliação que se “vendem” em algumas escolas não públicas.

4.º Limitações à greve na área da educação? Ouvi bem? Onde andava no dia 25 de abril de 1974? Será que alguém se deu ao trabalho de ler a Constituição da República? É isto que nos trazem para as televisões?

Tudo aquilo que mencionou está previsto na lei e a Constituição só se revê no Parlamento, não na televisão por pessoas que mostram uma falta de sentido democrático quanto aos funcionários públicos como demonstrou.

Às vezes quando não se tem nada a dizer de útil, fecha-se a boca e mantém-se o silêncio. É difícil? Por vezes é, mas faça um esforço. Até para ser comentador é necessário senso comum e profissionalismo.

A sua atitude choca qualquer professor, tal como o Berardo fez na AR.

PS: se não nos informarmos sobre um assunto de que vamos falar, acabamos por mentir, mas sem intenção. O problema é quando o fazemos deliberadamente e constantemente.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/comentario-a-certos-comentadores-pouco-informados/

UTAO TAU

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/utao-tau/

Marcelo justifica o seu silêncio…

Resolveu falar para não parecer mudo… mas já veio tarde. A crise já acabou na sexta-feira.

A sua liberdade, sr. presidente, pode ter implicações na aplicação da justiça a muitos…

 

“Tudo o que eu dissesse naquele período, acabava por limitar o meu espaço de liberdade. Limitava a minha decisão entre vetar ou promulgar a lei. E limitava o meu espaço de liberdade se houvesse uma crise a resolver”, disse o chefe de Estado, que admitiu ter sido “surpreendido”, quando chegou da visita de Estado à China.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/marcelo-justifica-o-seu-silencio/

Recurso hierárquico – Concurso Pessoal Docente 2019/2020 – Açores

 

Encontra-se disponível, de 13 a 17 de maio de 2019, o período para apresentação de recurso hierárquico aos candidatos que efetuaram a sua candidatura ao Concurso Interno/Externo de Provimento 2019/2020.

Se concorreu ao Concurso Interno/Externo de Provimento 2019/2020, clique aqui.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/05/recurso-hierarquico-concurso-pessoal-docente-2019-2020-acores/

Load more