Os Professores não vão de férias para o Algarve, vão trabalhar.

 

Mais um ano letivo a iniciar e muitos professores a chegar ao Algarve.

Dia 2 é dia de apresentação dos professores por todas as escolas do país. Diferente sensação de quando vimos de férias para o Algarve é a sensação de chegar ao Algarve com a mala às costas mas sem saber onde ficar. Muitos são os colegas que se deparam com uma grande problemática, alojamento para professores durante todo o ano letivo que inicia a 2 de setembro e termina a 31 de julho. No início de Junho começa mais uma temporada turística em que os professores são postos literalmente a mexer das casas que alugaram, para dar lugar aos imensos turistas que ficam até meados de Setembro. Vejo colegas que neste momento estão em grande stress porque entram ao serviço dia 2 mas o alojamento só está disponível a 15 (na maior parte das casas)…

Parque de campismo é sempre uma opção, desabafo de uma colega hoje que é de Braga e ficou no Algarve… Também propus a um t0 se me alugava esses dias e procurei todas as possibilidades, e aguardo respostas e toda a gente tenta ajudar, já estou por tudo, se não aparecer nada, resolve-se na mesma. Fico uns dias entre amigos e até já pensei acampar em último recurso (não é o mais conveniente mas é na boa) Enfim, isto não pode é tirar-me o sono… vamos ver o que o dia de hoje nos reserva.

Esta é a grande problemática do Algarve com  que os professores se deparam e merece realmente uma solução digna.

 

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6 comentários

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    • JB. on 27 de Agosto de 2019 at 17:11
    • Responder

    … antes da pior hipótese, que é dormir na praia, pode tentar as misericórdias que dão abrigo às pessoas da rua (Portimão tem uma perto das escolas)!

    • Arruma-te a um canto on 27 de Agosto de 2019 at 17:43
    • Responder

    Boa tarde.

    Curto mas objetivo. Também ando nesta luta / angústia e pergunto-me se quem tem casas para arrendar se acha no direito de nos limpar 50% (às vez mais) do ordenado.
    Isto está insuportável, mesmo em horários completos o vencimento não chega!

    É urgente o governo pôr os olhos nesta situação e caso não o faça devemos ser nós, professores, a resolver este problema.

      • Nuno Costa on 28 de Agosto de 2019 at 14:53
      • Responder

      Não se acomode, não perca a esperança e procure mudar de profissão. A profissão e a carreira docente há muito que morreram. Foram mortas pelos sucessivos governos PSD/PS e pela própria sociedade que nos vê como preguiçosos, cheios de regalias, com bons ordenados e muitas férias. Não perca tempo a lamentar-se e comece a procurar alternativas. Eu fiquei colocado perto de casa ao fim de 24 anos de serviço. Para os que trabalham perto de casa vai dando para o pão. Para quem está longe de casa só dá para ganhar cabelos brancos. Boa sorte.

    • Maria on 27 de Agosto de 2019 at 22:34
    • Responder

    Triste vida esta.

    • Pedro Ferreira on 27 de Agosto de 2019 at 22:48
    • Responder

    Enquanto estiverem manietados por sindicatos da esquerda é o que dá.
    Porque não subsídio de deslocação?

    Nunca vi nenhum dos representantes defender isto.

    Uma vergonha.

    • Lelo on 28 de Agosto de 2019 at 12:25
    • Responder

    Os juízes tem subsídios e até tem casas feitas especialmente para eles.


  1. […] escreveu nesta terça-feira Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, no blogue Arlindovsky, do qual é […]

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