Tolerância de ponto nos próximos dias 9 e 13, a todos os trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração directa do Estado.
FIQUEM EM CASA
Abr 04 2020
Tolerância de ponto nos próximos dias 9 e 13, a todos os trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração directa do Estado.
FIQUEM EM CASA
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Abr 04 2020
De certa forma concordo com esta opinião, porque os riscos são demasiados, mas nem assim acredito que as aulas presenciais recomecem em maio.
Marçal Grilo, antigo ministro da Educação, afirmou, em entrevista à rádio Observador, que as escolas devem abrir o mais rapidamente possível, mas só com “regime militar”, uma vez que os alunos, das creches às universidades, são “um grupo perigoso como portadores do vírus”.
A decisão sobre a abertura das escolas terá de ser tomada até 4 de maio. Marçal Grilo explica que, se as escolas reabrirem, devem ser tidas em conta várias possibilidades para que os alunos não sejam prejudicados. Uma das hipóteses seria, segundo o antigo ministro, no caso dos alunos do secundário, passar as atividades do terceiro período para o início do próximo ano letivo, em setembro. Isto “se houver uma situação mais estável, não temos controlo sobre os ‘timings’”, sublinha.
Se os alunos voltarem para as escolas, “a forma como as escolas funcionam tem de ser no regime quase militar, para que haja regras muitíssimo estritas e para que sejam cumpridas”, explica Marçal Grilo, dizendo que a aproximação dos estudantes entre si e a relação que os alunos mantêm com os pais e com os avós têm de ser controladas, podendo ser imposta a proibição de as crianças contactarem com estes últimos.
Sabemos que isto se propaga através do contacto entre as pessoas, é preciso ter um enorme cuidado. Nas escolas, as normas de limpeza e higienização das superfícies implicam uma responsabilidade enorme”, acrescenta.
Já quanto ao ensino superior, o antigo ministro revela algumas preocupações com as desigualdades. “O surto vem introduzir uma grande desigualdade e heterogeneidade na forma como as pessoas são tratadas porque cada um tem um ‘background’ diferente”, aponta Marçal Grilo, uma vez que muitos estudantes não têm acesso à Internet e, por isso, não podem participar em aulas virtuais ou consultar materiais nas plataformas digitais. “Não podemos deixar os alunos para trás”, sublinha.
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Abr 04 2020
O Ministro da Educação Francês, Jean-Michel Blanquer, anunciou que todos os exames nos diferentes ciclos, do “bac” e da “patente”, serão substituídos por avaliação contínua.
As avaliações consideradas em cada disciplina serão as obtidas ao longo do ano letivo, incluindo o terceiro trimestre, com exceção das avaliações obtidas durante o período de contenção.
No Reino Unido foi tomada a mesma medida.
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Abr 04 2020
Houve alguém que me chamou de “adivinho” quando leu o meu artigo de ontem no Público… mas a bola de cristal partiu-se há muito, bastou-me estar atento ao que se ia dizendo…
In Expresso
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Abr 03 2020
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Abr 03 2020
Nunca ninguém tinha posto a hipótese, prática, de que uma pandemia poderia parar o país. Todos vimos filmes sobre o tema, mas se há estudos científicos sobre o tema não estão suficientemente divulgados.
As escolas encerraram a 16 de março quando a situação não estava ainda clara como poderia progredir. A população tem tido acesso a informação mais pormenorizada, desde essa data, e está mais atenta à evolução da situação. Neste momento, constroem-se cenários para todas as eventualidades, a área da educação não é exceção, aliás, é uma das mais discutidas.
A decisão do encerramento das escolas não foi tomada de animo leve, era uma medida crucial para o combate à propagação descontrolada da pandemia. A população foi aconselhada a ficar em casa e foram tomadas medidas para que as crianças não ficassem em casa sozinhas. Os professores tentaram colmatar, como puderam e sabia, a falta de ensino presencial até à interrupção da Páscoa e começam agora a preparar soluções para o 3.º período.
O 3.º período está em risco? Não. A questão não é se o 3.º período está em risco, mas como vai funcionar.
Os agrupamentos desdobram-se em plataformas e outras formas de funcionamento das aulas durante o próximo período, mas, uma coisa é já certa, este período não vai ser igual para todos.
O primeiro ministro apontou a data de 4 de maio para a tomada de uma decisão definitiva sobre o que se poderá passar, mas as contingências de um retorno à normalidade são muitas para podermos dizer que serão aplicadas a todos os níveis de ensino. Neste momento é algo de impensável. O retorno à normalidade vai- se fazer de uma forma gradual e com todos os cuidados possíveis e imaginários. Quando o retorno à escola se der vão ter que se tomar medidas para que a segunda onda não se inicie nos estabelecimentos de ensino. As crianças vão ter que se habituar a novas rotinas e cuidados para os quais não estão ainda preparados. O uso de máscara, a higiene constante das mãos, a diminuição do contacto com colegas e professores, o distanciamento preventivo… vai ter que se continuar a fazer prevenção. Ora, as crianças não estão nem vão estar preparadas para isso. Reabrir as escolas cedo demais poderá significar um apressar da chegada da segunda onda de que tanto se começa a falar.
Se a 4 de maio o governo decidir pelo retorno ao regime presencial, estou certo que será apenas para os alunos do 12.º ano. Estes alunos terão que realizar os exames de ingresso ao Ensino Superior, mas não se trata só disso, eles já têm uma consciência suficientemente madura para poderem, por si, tomar precauções e mesmo assim o risco é enorme. O retorno de todos os alunos, de todos os níveis de ensino está fora de questão. As crianças têm uma necessidade inata de contato, essa necessidade iria por em risco toda uma comunidade escolar. Os alunos mais velhos, além de já se poderem responsabilizar pelos seus atos, nunca poderão ter um retorno à normalidade de uma aula, há medidas a tomar. A distância de segurança dentro da sala de aula é uma delas, terão que se desdobrar turmas, criar novos horários, ter o cuidado da inexistência de contacto, ou minimiza-lo, entre alunos, professores e funcionários. Teremos que repensar a sociedade escolar para que não se criem novas bolsas de transmissão dentro das escolas.
O 3.º período vai ser atípico, mas será uma oportunidade para responder à função de formar os nossos alunos de forma a que a sociedade saia enriquecida destes tempos conturbados.
In Público
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Abr 03 2020
Isto parece incrível, mas para já a ADSE não comparticipa qualquer tratamento a funcionários públicos infetados com o novo coronavírus.
As seguradoras privadas não cobrem os tratamentos ao novo coronavírus. No entanto, algumas aceitam pelo menos pagar o valor dos testes para despistar a infeção, o que não acontece, até ao momento, com a ADSE.
In TSF
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Abr 02 2020
Nas nossas mãos (de professores e pais) temos, nada mais, nada menos, do que o futuro das novas gerações.
Por isso, a nossa opinião conta.
Há dias, o pico da pandemia no nosso país estava apontado para a 2ª semana de maio. Depois a esquipa do briefing diário veio lançar a previsão do pico ser provavelmente no dia 14 de abril. Perante os números que surgiram, no dia seguinte constatavam que esse dia ficaria adiado para final de maio. Hoje, finalmente, reconheceram que o auge e a sua duração iriam durar mais do que o esperado.
O Presidente da República anunciou que o governo teria legitimidade para alterar o calendário escolar.
Há instantes, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, referiu que, mais uma das opções do governo será a de definir os cenários para o ano letivo atendendo à evolução da pandemia em abril.
À imagem daquilo que já está a acontecer noutros países como Espanha e Canadá, também por cá o próprio Primeiro-ministro já veio a público adiantar que a hipótese de o 3º período vir a funcionar com ensino de telescola por televisão digital, está a ser estudada.
E eu pergunto-vos a vós – colegas de profissão – que de entre todas as vozes, é a mais importante neste momento:
-Acham que haverá aulas presenciais no 3º período?
-Como serão as avaliações de final do ano?
-Serão as mesmas do 2º período?
-O calendário das aulas presenciais do 3º período poderá ser sofrer um reajustamento e os professores e alunos serem enviados para as escolas em junho e julho (ou até em agosto)?
-O fim deste ano letivo poderá condicionar o início do próximo ano letivo?
-Se acabar mais cedo, o próximo ano começará mais cedo em setembro?
-Se acabar mais tarde, começará só em outubro?
-O recurso do ensino por telescola com 5 horas diárias e acompanhamento dos professores à distância com plataformas intuitivas, seria o mais indicado?
-E para que níveis de ensino seria aconselhável a utilização do ensino por televisão?
-Que plataforma(s) seriam mais funcionais utilizar para cada nível de ensino?
-Como incluir os alunos com dificuldades em lidar com as plataformas e os que não dispõem de computador e/ou internet?
-Neste ano letivo faz sentido a existência de provas de aferição?
-Deverão ser anulados os exames do 9º ano?
-Em que moldes se fará o acesso ao ensino superior?
-Quais serão as melhores formas de, no próximo ano letivo, serem colmatadas as lacunas criadas por este modelo de ensino à distância?
-Que medidas urgentes comportamentais, de segurança e de higiene para proteger os membros da comunidade escolar deverão ser tomadas quando se verificar o regresso às escolas?
-E, perante a muito provável chegada da 2ª vaga do covid-19 prevista para o próximo inverno – caso venha a ser novamente necessário voltar ao ensino à distância – que medidas deveriam ser tomadas para salvaguardar a continuidade pedagógica?
-Deveria ser feita uma seleção de aprendizagens fundamentais para o 3º período e para o próximo ano letivo?
-E o que poderão as escolas fazer para contribuir para o bem comum nesta luta nacional?
-O que mais vos preocupa relativamente ao ensino e à nossa atividade profissional?
-Como acham que se deveriam processar as próximas etapas de concursos/colocações de professores?
A nossa opinião conta e são muitos os que estão de olhos postos em nós… só esperamos serem ouvidas por quem de direito.
Carlos Santos
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Abr 02 2020
#SomosSolução é um movimento criado em 18 de março que pretende ajudar os alunos que não têm acesso a dispositivos digitais para utilização em casa e, para isso, foi criada uma ponte entre empresários e empresas e diretores de escolas para a oferta de dispositivos (tablets, portáteis e computadores) novos e usados que as escolas emprestarão aos alunos mais carenciados.
#SomosSolução já fez a ponte entre a HP Portugal o Agrupamento de Escolas Cego do Maio (Póvoa de Varzim) e o Agrupamento de Escolas da Boa Água (Sesimbra)
Numa demonstração de que é possível chegar a quem precisa rapidamente e após alguns contactos com a HP Portugal foram identificados dois agrupamentos, cujos diretores de imediato garantiram as condições essenciais para receber portáteis (utilização de plataforma digitais, capacidade técnica de preparar os equipamentos, acesso à internet pelos alunos e envolvimento do diretor).
Os portáteis já foram entregues aos diretores que os farão chegar a 20 alunos carenciados destes agrupamentos.
LER MAIS AQUI: #SomosSolução
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Abr 02 2020
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Abr 02 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/04/ME-contributos-da-ASPL-face-ao-contexto-de-pandemia.pdf”]
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Abr 02 2020
António Sorte é diretor do Agrupamento de Escolas Penafiel Sudeste, e tal como muitos dos seus colegas, tenta gerir o impacto da pandemia num dos setores de longe mais afetados pelo efeito transformador que este problema pode ter na vida da comunidade.
As exigências são descomunais, e a falta de preparação do sistema reflete-se na ausência, natural, de uma estrutura prévia que suporte um modelo de ensino à distância que se impõe, perante a perspetiva cada vez mais plausível de ausência de aulas presenciais durante o terceiro período. Na preocupação do diretor escolar, estão sobretudo os alunos mais carenciados, relativamente aos quais a ausência de acesso a computador e internet pode transformar-se em mais uma desvantagem socioeconómica, a somar-se a tantas outras.
No entanto, nem tudo são preocupações. Nesta entrevista concedida ao Penafiel Magazine, António Sorte elogia o esforço de adaptação da comunidade escolar, alunos, professores e pais/encarregados de educação, neste momento de transição abrupto e inesperado, e não esquece a proximidade mostrada pelo Ministério da Educação, câmara municipal e juntas de freguesia, na tentativa de encontrar as melhores soluções para os desafios que surgem.
Que preocupações e dúvidas mais frequentemente lhe chegaram por parte da comunidade escolar, no sentido de saber como proceder perante a decisão do fecho das escolas decretada pelo Governo?
A maior preocupação e o maior desafio da comunidade escolar prende-se com o facto de não haver uma estrutura criada, nem práticas de ensino à distância numa comunidade como a nossa. Sabemos todos que o ensino à distância implica por um lado uma plataforma tecnológica de suporte e por outro profissionais com formação. Tenho consciência que, o Ministério da Educação também o sabe, neste momento, as duas premissas anteriores muito débeis. O que implica um enorme esforço de liderança.
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Abr 02 2020
O cenário não é idílico, nem nunca será idílico. Por mais que tentemos, por mais que façamos,por mais que venhamos a fazer, haverá sempre que contar com contingências, todo o tipo de contingências. E essas aparecerão a cada esquina. A tutela escolas não está preparada, os professores, os alunos, os pais, as famílias, a sociedade não estão preparados e o tempo de que dispõe é curto demais para que daqui saia um cenário idílico. Convém não criar ilusões…
O cenário idílico: as crianças em casa, em frente ao computador, do outro lado o professor, entusiasta da disciplina que for, desenrascado com as tecnologias, e capaz de prender às cadeiras, à distância, uma turma de pirralhos com dez anos. A realidade: não vai acontecer o cenário idílico, temos pena, tente mais tarde. Tempo de espera previsto? Talvez uns anos. E porquê, perguntarão alguns leitores que, na sua maioria residentes de grandes centros urbanos, consideram que são tu-cá-tu-lá com as tecnologias.
O banho de realidade vem já a seguir, segure-se bem que a água nem está tépida, está gelada: um em cada cinco alunos não tem computador em casa e 5% das famílias com crianças até aos 15 anos não tem internet. Pois é. Um smartphone nem é uma banalidade neste país, acredita? Portanto, vamos lá ver: como é que vamos manter os alunos ocupados (são dois milhões de alunos, senhores!) e a aprender até ao final do ano lectivo? A resposta é simples: não vamos, não somos um país modernizado de norte a sul, de este a oeste. E, tantas vezes, demasiadas vezes, encaramos o país com os olhos privilegiados de quem mora em Lisboa ou no Porto. O país não são essas pessoas, nas quais me incluo.
Uma amiga, com a filha em casa, ela que frequenta uma escola estrangeira cujo idioma a mãe não domina, está aflita com a perspectiva de não conseguir ajudar a filha e, mais ainda, com a possibilidade da filha transitar de ano escolar sem as bases exigidas pelo programa de ensino.
Para ensinar à distância existem agrupamentos que estão a pedir computadores a empresas, e há quem se recorde do projecto Magalhães de José Sócrates, talvez não tivesse sido uma desgraça, afinal talvez até fosse uma boa ideia. À falta de meios, das famílias e dos professores, há ainda que ter em conta que a miudagem não está habituada ao teletrabalho escolar e, tantas vezes, não terá a concentração para tanto. Não me refiro aos alunos universitários, esses sim, estão prontos para trabalhar remotamente (assim tenham como), quanto mais não seja porque têm outra capacidade de concentração e de compreensão sobre os dias que estão a viver. Os miúdos são vítimas do momento que atravessamos, as famílias não têm resposta, o país não tem condições, não há lugar para ilusões. Volta-se a falar de aulas através da televisão. Seja, vamos a isso, mas à portuguesa vamos ter de criar duas comissões, três gabinetes e um protocolo e regulamento, que a burocracia está mais no nosso sangue do que qualquer outra coisa. Num cenário idílico este último período escolar teria salvação? Sim, isso e porcos a andar de bicicleta também andariam pelo ar a deixar-nos os bens essenciais para sobreviver ao isolamento profilático.
In SAPO24
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Abr 01 2020
“A data de 4 de Maio foi a data-limite apresentada pelo primeiro-ministro para a abertura das escolas, para que ainda haja aulas presenciais no terceiro período”, disse ao PÚBLICO a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.
O prazo de 4 de Maio prende-se com o facto de, olhando para o calendário escolar como estava previsto, poder haver ainda um mês de aulas para os alunos do 11.º ano e do 12.º (que deveriam terminar a 4 de Junho), fundamental para leccionar o resto da matéria e poder prepará-los para os exames (entre 15 de Junho e 27 de Julho) e para que o processo de acesso ao ensino superior não sofra também atrasos. Um mês de aulas é o mínimo exequível para se considerar como período lectivo.
Um dos cenários poderá, por isso, ser a reabertura parcial das escolas, apenas para o secundário. Mas é também a faixa escolar onde mais se levanta o problema de a média de idades dos professores ser a mais elevada, o que aumenta o risco para os docentes.
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Abr 01 2020
A Federação Nacional da Educação vai doar cerca de 5.000 viseiras de proteção de rosto a hospitais, centros de saúde, bombeiros e a escolas, de norte a sul do país, anunciou esta quarta-feira a organização sindical.
De forma a apoiar os profissionais de saúde que estão na linha da frente da prevenção e combate à covid-19, a Federação Nacional da Educação (FNE) e os seus sindicatos vão doar cerca de 5000 viseiras de proteção de rosto a hospitais, centros de saúde, bombeiros e a escolas, de norte a sul do país.
As viseiras serão doadas a várias instituições de saúde e outras entidades, iniciando-se simbolicamente com uma primeira entrega de 500 viseiras ao Hospital de São João, no Porto já esta semana. Depois, a entrega deste material chegará às entidades mais diversas, como ao Hospital Distrital de Santarém, ao Hospital de Faro, ao Hospital Eduardo Santos Silva, aos Bombeiros Sapadores e Voluntários de Coimbra, e ainda aos Bombeiros Voluntários de Algés, de Felgueiras e da Lixa, ao Banco Alimentar, bem como à Santa Casa da Misericórdia de Santarém.
A cadeia de solidariedade está a construir-se no nosso dia-a-dia, onde todos dependemos de todos, com a FNE e os seus sindicatos a contribuírem desta forma para transmitirem uma imagem de otimismo e crença na ultrapassagem desta situação.
Esta é uma forma que a FNE e os seus sindicatos membros escolheram para reforçar a sua palavra de alento e de obrigado para todos os profissionais da área da saúde desde médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, bombeiros, assistentes técnicos e assistentes operacionais que lutam todos os dias debaixo de uma pressão que nunca julgámos vir a viver nos tempos modernos.
Para completar o sucesso do trabalho desses profissionais, continua a ser imprescindível que prossiga o trabalho dos Educadores e Professores e dos outros Trabalhadores que asseguram serviços essenciais e o funcionamento da economia no que é indispensável para a nossa vida de todos dias.
Os sindicatos da FNE trabalham, a todos os níveis, para ajudar a proteger a saúde de todos e garantir que há respostas para as necessidades básicas da população.
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Abr 01 2020
Na sequência da publicação do Roteiro com Princípios de Implementação do Ensino a Distância nas Escolas, disponibilizamos, agora, os roteiros criados pela Microsoft e pela Google que apoiarão a implementação tecnológica de instrumentos digitais de trabalho, caso tenham optado por uma destas duas soluções.
Tal como referido aquando da publicação do Roteiro com Princípios de Implementação do Ensino a Distância nas Escolas, são linhas de orientação para as escolas e não um conjunto de diretrizes que é obrigatório seguir. Trata-se também da disponibilização de apoio que tem em conta o facto de as escolas estarem em fase de reorganização das plataformas de ensino a distância e de alargamento da utilização de novos instrumentos de trabalho, podendo, no caso de terem optado por uma destas duas soluções, encontrarem respostas específicas que permitam ultrapassar eventuais constrangimentos técnicos decorrentes do alargamento da utilização das plataformas a mais utilizadores.
Pretendemos, assim, com o apoio das empresas Microsoft e Google, contribuir para este trabalho de adaptação e de alargamento da utilização de plataformas digitais para o ensino a distância e reafirmar a nossa disponibilidade para um apoio continuado neste momento difícil.
Aceda aos roteiros:
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Abr 01 2020
A propósito das propostas de Santana Castilho (in “Público” de 1/4/2020), discordo apenas na questão dos exames nacionais do ensino secundário, pois a proposta que faz – “as provas devem ser limitadas ao que foi leccionado presencialmente”- é arbitrária e de difícil definição. Por exemplo, antes de ter sido decretado o encerramento das atividades lectivas e não lectivas presenciais para todos os estabelecimentos de ensino, já havia alguns encerrados há algum tempo: Felgueiras, Lousada, Amadora, Portimão, Sta Maria da Feira. Mais, a flexibilização possibilita e estimula que a leccionação dos conteúdos não tenha de obedecer à ordem pela qual constam nas Aprendizagens Essenciais. Uns começam por um lado, outros por outro. Como tal, isso inviabiliza a possibilidade de se definirem e coordenarem conteúdos mínimos. Para já não falar de outras situações, como turmas sem professor nas disciplinas sujeitas a exame nacional, quer por colocação tardia do docente, quer por necessidade de substituição. A solução que proponho parece-me mais justa, simples e respeitadora do esforço realizado até aqui pelos alunos do 12°ano, cuja a nota de candidatura ao ensino superior deveria depender de um peso maior atribuído à média do secundário (75% ou 80%), acrescida da MELHOR classificação obtida nos exames nacionais que realizou às disciplinas específicas, em 2018/2019, no 11°ano (peso de 25% ou 20%). Quanto aos alunos que actualmente frequentam o 11°, este ano não realizariam os dois exames nacionais previstos, concluindo essas disciplinas com base na média aritmética simples. No final do próximo ano lectivo (2020/2021), realizariam os dois exames nacionais de 12° (Português + disciplina especifica trienal, com os devidos ajustes nos conteúdos a examinar) e, à semelhança deste ano, candidatar-se-iam ao ensino superior nos mesmos moldes que descrevi: 75% ou 80% média do secundário + 25% ou 20% classificação do MELHOR exame. Isto obriga a que haja coordenação com o ensino superior, caindo por terra as específicas atualmente exigidas. Mas parece-me um procedimento simples de aplicar, mais equitativo e meramente extraordinário.
Paulo Fazenda
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Abr 01 2020
Ainda não sabe como, mas os professores hão-de arranjar forma de o fazer…
“Temos de salvar o ano [letivo], assegurando a maior justiça possível”, indicou o primeiro-ministro, referindo que o Governo está a estudar o desenvolvimento de uma alternativa para as avaliações.
António Costa recordou que o encerramento de escolas deve-se a um ano “absolutamente extraordinário”. Relativamente à possibilidade de reabertura de escolas, ainda durante este ano letivo, António Costa indica que a 7 de abril será feita uma nova avaliação, com várias entidades, para “fazer uma nova avaliação especificamente com o objetivo de perceber o que decidimos a dia 9 de abril”, uma semana antes da data marcada no calendário para o início do 3.º período, a 15 de abril. “Está a ser estudada ao máximo a possibilidade de reabrir na medida do possível”, indicou António Costa.
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Abr 01 2020
E@D – Ensino à distância ou Exames à distância?
Os tempos não estão fáceis. Todos (ou quase todos) já perceberam. O Ministério da Educação, diretamente ou através das suas várias secções (DGEST, ANQEP, Direção-Geral), já anda num frenesim muito comum, mas habitualmente menos mediático, a exigir mundos e fundos aos professores. Ao enviar às Escolas “8 Princípios Orientadores para a Implementação do Ensino a Distância (E@D) nas Escolas”, onde parece querer conduzir-nos a um admirável mundo novo, ignora-se que muitas das medidas até já são aplicadas e são prática relativamente comum na relação dos professores com os seus alunos e respetivos encarregados de educação, contudo intermitentemente.
O problema é que alterar tudo, passando a ser algo ordinário, em tão curto espaço de tempo, com as condições técnicas (leia-se informáticas) já de si miseráveis, é tarefa hercúlea porque a Educação, apesar de toda a propaganda, tem sido o parente pobre do Estado. Começa pelos professores, cujos congelamentos e ausência de progressões na carreira, limita necessariamente a sua disponibilidade financeira para grandes investimentos tecnológicos. Aliás, muito é feito já, pois não deve haver classe profissional que tanto investimento próprio canalize (do seu parco rendimento) para meios que, em rigor, deveria ser a entidade patronal a disponibilizar. Termina, naturalmente, nas famílias que, na sua grande maioria, dispõem de parcos recursos e de meios limitados para estarem tecnologicamente apetrechadas para este E@D. Como vai ser possível, portanto, superar esta questão? Somos famosamente conhecidos pela nossa capacidade para o “desenrasca”. Mais uma vez certamente irá acontecer!
E os exames? Também serão à distância? É que, neste hipotético ensino à distância, preparar alunos para exames presenciais, segundo a tradição, é diferente de terminar simplesmente o ano letivo, com experimentalismos, com maior ou menor rigor. Exige-se saber se os alunos farão exames nos moldes tradicionais, de acordo com a calendarização já estipulada ou outra a indicar, seja para os professores programarem as atividades a desenvolver, seja por uma mera questão de honestidade. É inadmissível que, à pressão dos exames, se junte a incerteza total. Os ministros (ou quem tutela) têm esta responsabilidade e não podem escusar-se de tomar decisões. Embora a espada de Dâmocles pareça pender para os lados do Ministério da Educação, é nesta altura que precisamos de decisores efetivos. É para isto que são escolhidos entre muitos outros excelentes, dado que a coisa pública exige uma confiança absoluta na integridade moral e ética do Estado. É que não basta ser honesto, é também preciso parecer honesto!
José Viegas – Professor de Português na AE Santos Simões – Guimarães
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Abr 01 2020
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Abr 01 2020
Vêm aí longas semanas de ensino a distância. Importa pois analisar a que distância está o Ministério da Educação (ME) da realidade.
Incapaz de produzir orientação séria, o ministro começou por proclamar que “os professores não estão de férias”. A maioria das escolas e demasiados professores, apostados em mostrar que não estavam de férias, tomaram iniciativas cujo volume, diversidade e fragmentação conferiram ao sistema a incoerência característica do “salve-se quem puder”. Em vez de desenhar um quadro de intervenção pedagógica e definir os recursos digitais para o executar, o ME arrebanhou tudo o que mexia na internet e despejou sobre as escolas, para ajudar à balbúrdia. Quando surgiram os primeiros reparos para a falta de computadores e de banda larga ao alcance de muitos alunos, o ministro Tiago chamou carteiros, escuteiros e professores reformados. Receei que se seguisse a requisição civil dos pombos-correios. Mas seguiu-se um roteiro, ora banal, ora prolixo, que transfere para as escolas e para os professores as responsabilidades centrais.
Agora, é preciso aproveitar estas estranhas férias da Páscoa para pensar com serenidade. O sistema não tem recursos para o funcionamento do ensino a distância na escala que é requerida. O ME não pode contar com os seus equipamentos obsoletos, sem capacidade de memória, nem com a sua internet, que ora é lenta, ora sucumbe, ora não existe. Só o salvam os equipamentos dos pais e dos professores, que pagarão as contas de energia e de internet. Os problemas logísticos que o ensino a distância coloca vão aprofundar as desigualdades sociais entre os alunos. Muitos (50 mil só no ensino básico) não dispõem de um computador nem de internet em casa. Muitos encarregados de educação não têm as condições e formação necessária para acompanhar os filhos nas tarefas escolares.
Saia do marasmo, ministro Tiago, e faça, pelo menos, isto:
– Defina já como se processa e como se avalia o trabalho do 3.º período, oficializando o que todos sabem oficiosamente.
– Desista do ensino online para crianças do 1.º e 2.º ciclos, que não têm preparação para tal. Para estas e para todas as que não têm computador nem internet, recorra à televisão. Siga o exemplo da sua colega de Espanha, que reuniu recursos de 14 editoras e nove portais educativos e partiu para emissões de cinco horas diárias de TV educativa. Reserve o online para o 3.º ciclo e secundário, com identificação das plataformas digitais mais eficazes e a sua disponibilização gratuita.
– Fixe horários nacionais para o ensino a distância. Este tempo de crise tem sido invasivo da privacidade dos alunos, das famílias e dos professores, com um enorme excesso de solicitações e exigências. Se há paradigma já evidente é o da servidão digital. Sem horário de actividades, tanta diligência e desrespeito pela privacidade alheia transformarão pais, professores e alunos em simples plataformas humanas à deriva, no meio das plataformas digitais.
– Anule imediatamente as provas de aferição, marcadas para Maio, e os exames finais do 9.º ano. As primeiras porque, de duvidoso sentido desde o início, são agora redobradamente inúteis. Os segundos porque, sendo praticamente irrelevantes para a progressão dos alunos, ocupariam recursos e tempo necessários para iniciativas prioritárias, em tempo de crise.
– Mande redefinir os conteúdos programáticos dos exames nacionais do ensino secundário (as provas devem ser limitadas ao que foi leccionado presencialmente) e mande reformular, em conformidade, os respectivos enunciados. Claro que isto o obriga a adiar o calendário dos exames e a coordenar com o seu colega do superior a acomodação destas mudanças no processo de acesso ao ensino superior.
– Incumba um pequeno grupo de pessoas sensatas (tem de procurar fora do seu circulo) de desenhar, desde já, um plano de regresso à actividade presencial, que preveja cuidados de vigilância e resguardo para uma eventual segunda onda da covid-19 (reduzir o número de alunos por turma, para aumentar o seu distanciamento em sala; redefinir normas de utilização de espaços comuns, designadamente recreios, e generalizar artefactos de higienização das pessoas e dos objectos). Aquando da reentrada, devem estar previstos apoios pedagógicos suplementares para quem deles necessite.
Se precisar de ajuda, diga. Vou trabalhar consigo, pro bono.
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Mar 31 2020
Como devia ser há muito…
Classificações vão ser enviadas por correio tradicional a quem não tiver acesso à internet.
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Mar 31 2020
A Federação Nacional da Educação (FNE) suscitou junto do Ministério da Educação a necessidade de serem adotados procedimentos especiais de proteção dos docentes contratados, tendo em conta o especial contexto que o país vive.
Foi com este objetivo que endereçou ao Ministro da Educação dois ofícios, em 24 e em 30 de março, e tendo por base a situação criada pela interrupção das Reservas de Recrutamento, nas atuais circunstâncias.
Com efeito, a FNE está a verificar que a caducidade/cessação de inúmeros contratos, sem que se estejam a realizar os procedimentos respeitantes ao funcionamento das Reservas de Recrutamento, se está a traduzir em prejuízos que se refletem nos docentes e nos alunos.
É que não só os alunos deixam de ter docente atribuído – o que mesmo nas circunstâncias atuais continua a ser relevante – como são prejudicados docentes que, nomeadamente, podem não ver atribuído o subsídio de desemprego.
Estes são tempos excecionais e por isso é necessário que sejam tomadas medidas excecionais, pelo que a FNE entende que se torna fundamental adotar procedimentos que compensem a interrupção/suspensão das Reservas de Recrutamento que cremos resultar do facto de as escolas, estando encerradas, não manifestarem necessidades de docentes.
Entretanto, a FNE tomou conhecimento de uma orientação do Ministério da Educação, no sentido de que “a renovação contratual de Docente que se encontra adstrito a um contrato incerto, é da competência da direção da escola”, acrescentando que “assim sendo, a direção da escola deverá requerer a manutenção do contrato a termo incerto, devendo para o efeito fundamentar o motivo dessa requisição”, e que “caso a fundamentação seja validada, a DGAE defere o pedido de renovação do vínculo contratual”.
Ora, se em tempos normais, uma orientação neste sentido poderia justificar-se, entendemos que nas atuais circunstâncias ela é desajustada, até pela discricionariedade que permite, o que neste momento é de todo incompreensível.
A FNE defende, nestes ofícios remetidos ao Ministério da Educação, que, face ao atual contexto, deveria ser determinado que os contratos de trabalho vigorem, até que seja possível realizar novos procedimentos concursais.
A defesa do emprego não pode ser afirmada pelo Estado como responsabilidade das Empresas privadas, ao mesmo tempo que o Governo descarta de si essa responsabilidade. A preservação do emprego, nas atuais circunstâncias, é fundamental e deve ser assumida sem ambiguidades.
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Mar 31 2020
Promover a literacia democrática e a cidadania
Num contexto em que existem diversas ameaças à democracia, importa defender e difundir os valores essenciais em que se baseia o sistema político português, dando a conhecer o funcionamento das instituições, em especial junto da população mais jovem, educando para a cidadania, de modo a que venham a tornar-se cidadãos conscientes, participativos e empenhados.
Nesse sentido, o Governo irá:
. Lançar um Plano Nacional de Literacia Democrática, liderado por um comissariado nacional e com um amplo programa de atividades, em especial nas escolas e junto das camadas mais jovens, à semelhança do que é feito no Plano Nacional de Leitura e no Plano Nacional das Artes;
. Incluir o estudo da Constituição em todos os níveis de ensino, com crescente grau de profundidade;
. Instituir o «dia nacional da cidadania», em que, entre outras atividades, todos os representantes do poder político se envolvam em atividades descentralizadas, nomeadamente nas escolas, com vista à divulgação dos ideais democráticos;
. Promover visitas de estudo regulares aos órgãos de soberania, os quais devem contar com serviços educativos que promovam atividades didáticas, jogos e sessões interativas que não só expliquem, em termos facilmente apreensíveis, o funcionamento das instituições, como promovam a adesão aos valores e princípios democráticos;
. Replicar a experiência do Parlamento dos Jovens também ao nível do Governo, das autarquias locais e dos tribunais;
. Comissionar a programação de jogos eletrónicos (gaming) que, de forma lúdica, difundam o conhecimento dos direitos fundamentais e a adesão a valores de cidadania por parte da população mais jovem.
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Mar 31 2020
Orçamento do Estado para 2020
Grandes Opções do Plano para 2020
Quadro plurianual de programação orçamental para os anos de 2020 a 2023
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Mar 31 2020
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Mar 31 2020
O alastrar da pandemia de Covid-19 veio envolver a sociedade numa estranha forma de vida, com medidas restritivas em várias vertentes e privando o contacto social, cancelando rotinas. Veio mudar o cenário para as escolas do país exigindo de um dia para o outro alteração de modelo de ensino, diferentes conteúdos e uma relação baseada no contacto através dos meios digitais e novas tecnologias. Na verdade, dadas as exigências repentinas e o facto de os Agrupamentos de Escolas e professores não estarem preparados para esta reviravolta, provavelmente tinha tudo para correr mal. Mas em Mação, até ver, a resposta foi célere e eficaz, implementando um modelo que garante o contacto com alunos e pais no dia-a-dia, no sentido de ninguém sair prejudicado ou constrangido das tarefas e matérias dadas. O objetivo é não deixar que a pandemia venha “hipotecar” o futuro dos alunos, seja de que ano de escolaridade forem.
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Mar 31 2020
Queres ver que vivemos numa sociedade em que não existem limitações tecnológicas… Cada habitante tem um computador à disposição a qualquer hora (daqueles holográficos que apareciam nos filmes do século passado), a rede de Internet é 10G e não existe um só “infoanalfabeto”. Parece que não.
Aulas síncronas? Para quantos? No 1.º Ciclo e no Pré-escolar? Em qualquer outro Ciclo de ensino? Devem estar a gozar comigo e com o “povinho” todo deste bocado de terra.
Depois aparecem títulos de noticias como este:
Valha-me a santinha… mas não seria muito melhor o assíncrono? Como é referido na notícia os professores estão a procurar dar resposta à crise e nenhuma solução é perfeita… bem, teremos que arranjar várias soluções.
Não se organizem, que não vale a pena. Não adaptem a situação ao público alvo e às condições que o mesmo dispõe. Vão em cantigas e não puxem pela cabeça para arranjar soluções para todos e que lhes dêem as mesmas oportunidades. Continuem a seguir o que os burocratas sem experiência nem noção do terreno vos impingem.
Temos que evitar títulos Como o abaixo…
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Mar 30 2020
…
O Ministério da Educação tem a obrigação de disponibilizar as condições e os recursos que permitam o acesso a modalidades alternativas de contacto direto com os alunos, de forma a atenuar as inúmeras insuficiências que se tem verificado nestas semanas de interrupção antecipada das atividades letivas. É que, continuar-se da mesma forma, só se estarão a reforçar as desigualdades entre alunos. Com efeito, o que temos verificado é que há docentes e alunos que ou não tem ao seu dispor equipamentos adequados ao ensino a distância ou não dispõem de acesso à Internet, pelo que não podemos ignorar que não tem havido um acesso universal a mecanismos de informação/formação.
Acresce que docentes e alunos, mesmo que detendo acessos a equipamento e a Internet, não dominam as ferramentas que estão ao seu dispor, o que, sem constituir uma crítica fundada que lhes possa ser dirigida, contribui para diminuir a eficácia dos procedimentos que se tentam utilizar.
Por outro lado, impõe-se assinalar que o recurso a ensino a distância como modalidade de ensino nas atuais circunstâncias só pode ser entendido com caráter transitório e excecional, não podendo criar-se a ilusão de que esta é a solução milagrosa, nem para garantir a normalidade do terceiro período letivo, nem para definir o ensino no futuro.
A FNE sublinha, particularmente, limitações destas metodologias que não só acentuam as desigualdades, como não respondem à concretização de uma efetiva educação inclusiva, nomeadamente ao nível da educação especial. Não há teletrabalho na educação especial.
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Mar 30 2020
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Mar 30 2020
Não é ensino à distância, é ensino remoto de emergência. O termo é este. O ensino à distância está regulado e com regras devidamente estabelecidas. O ensino remoto de emergência adapta-se às condições existentes em qualquer ambiente que o exija. Os professores trabalham com os meios que conseguem arranjar num momento de crise. Nas duas últimas semanas observamos um movimento para o ensino remoto de emergência, por parte dos professores e alunos. Este não é a modalidade de ensino à distância no sentido a que estamos acostumados a ver, mas é melhor do que nada.
O Ensino à Distância é uma oferta educativa e formativa para os 2.° e 3.° ciclos do ensino básico e do ensino secundário, complementar das outras ofertas curriculares existentes nestes níveis de ensino. Este funciona através de uma plataforma digital, constituída por salas de aula virtuais, organizadas por público-alvo, ano e ciclo de escolaridade, com recurso a formas de trabalho síncronas e assíncronas. Tem como destinatários os filhos ou educandos de profissionais itinerantes, alunos-atletas a frequentar a modalidade de ensino a distância na rede de escolas com Unidades de Apoio de Alto Rendimento na Escola, alunos que, por razões de saúde ou outras consideradas relevantes, não possam frequentar presencialmente a escola por um período superior a dois meses e tenham obtido parecer favorável da DGEstE, em articulação com a DGE e, no caso dos cursos profissionais, com a ANQEP, I. P. e alunos que se encontram integrados em entidades ou em instituições públicas, particulares e cooperativas que estabeleçam acordos de cooperação com uma escola E@D, com vista a assegurar o cumprimento da escolaridade obrigatória.
O Ensino Remoto de Emergência, é uma oferta formativa que se exerce quando se depara com uma variedade de razões que exigem que os docentes transfiram a lecionação para um ambiente on-line a curto prazo: condições climáticas, encerramento de escolas ou surtos de vírus. Nestes casos, a tecnologia deve estar disponível para ajudar os professores a fazer mudanças rápidas para fornecer conteúdos eletronicamente, mas não está. Os professores devem adaptar rapidamente os planos de ensino atuais para tirar o melhor partido uma situação difícil. Perfeição não é esperada ou possível. O objetivo é escolher os melhores 3-5 conteúdos que são necessários aos alunos até o final do período e adaptar a forma como lecionar esses conteúdos de forma a que os alunos os adquiram. De uma forma síncrona ou assíncrona
O nosso país não está minimamente preparado para esta modalidade de ensino. Não há regulamentação, não existem meios suficientes ou apropriados e as indicações emanadas pela tutela deixam tudo em aberto. Não apresentam soluções claras, deixando ao critério das escolas o caminho a seguir. Esta situação vai fazer com que, a curto prazo, se estabeleçam fossos entre a comunidade escolar, os que possuem meios tecnológicos para acompanhar a lecionação dos conteúdos e os que não têm e terão que acompanhar de formas muito mais limitadoras. Para o segundo grupo de alunos terão que se encontrar soluções para depois do fim da crise.
Aconteça o que acontecer, no próximo ano letivo as escolas terão que reformular todas as suas planificações e descortinar estratégias para remediar os diferentes fossos que se estão e vão aprofundar durante o 3.º período. Para isso serão necessários recursos que estamos habituados a não ter.
Rui Gualdino Cardoso, Professor, Colaborador do Blog DeAr Lindo
In Público
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Mar 29 2020
Os professores nunca o deixaram de ser. Com os parcos meios que cada professor tem, começaram a dar resposta a esta crise no último dia em que as escolas estiveram abertas. Ao longo destas duas semanas reinventaram as suas aulas e formas de continuar a chegar aos seus alunos. Mesmo depois de se sentirem “magoados” com as suas declarações de que “ninguém estava de férias”, continuaram a realizar o seu trabalho, nunca o deixaram de fazer, uns de uma forma outros de outra. Os contactos com os alunos não foram interrompidos. Nunca deixamos de ser uma referência… nem deixaremos, surjam as contingências que surgirem. (Nós não temos por hábito desaparecer de cena quando dá jeito e aparecermos quando dá…)
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Mar 29 2020
O termo proposto internacionalmente para o que estamos a fazer: Emergency Remote teaching. A situação que estamos a viver na educação não pode ser tratada levianamente com instruções pouco claras e que dêem a impressão que são um entretém, um passar de tempo ou uma ocupação de tempos livres de enclausuramento.
Experiências de aprendizagem on-line bem planeadas são significativamente diferentes dos cursos oferecidos online em resposta a uma crise ou desastre. Escolas e universidades que trabalham para manter a instrução durante a pandemia COVID-19 devem entender essas diferenças ao avaliar esse ensino remoto de emergência.
Devido à ameaça do COVID-19, escolas e universidades enfrentam decisões sobre como continuar o processo de ensino/aprendizagem, mantendo os seus professores, funcionários e alunos a salvo de uma emergência de saúde pública que se está a mover rapidamente e não é bem compreendida. Muitas instituições optaram por cancelar todas as aulas presenciais, incluindo laboratórios e outras experiências de aprendizagem, e ordenaram que os professores transfiram as suas aulas para o online ajudando a evitar a propagação do vírus que causa o COVID-19. A lista de instituições de ensino superior que tomaram essa decisão está a crescer todos os dias. Instituições de todos os tamanhos e tipos — escolas e universidades estatais e particulares, e outros — estão a transferir as suas aulas para o online.1 Bryan Alexander fez a curadoria do status de centenas de instituições.2
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