Category: Rui Cardoso

Professores “estão a ficar exaustos”

Professores “estão a ficar exaustos” por causa das aulas à distância

 

Os professores estão a trabalhar muito mais. Há muito cansaço, já se começa a notar que estão a ficar exaustos”, contou à Lusa o presidente da Sindicado Nacional do Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Leite Velho.

Estes dias valeram mais do que um período inteiro. Foram dias muito exigentes, houve muito trabalho e muitos sacrifícios”, descreveu o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima.

Os professores começaram com muito voluntarismo e ainda estão a trabalhar muito por tentativa e erro”, acrescentou, lamentando a falta de coordenação a nível nacional.

O mesmo professor passou a usar várias plataformas. Começa a trabalhar numa e quando vê que não funciona, muda para outra”, acrescentou Gonçalo Leite Velho.

Existem professores que não têm horários completos e recebem 500 ou 600 euros por mês. Não tinham computadores e tiveram de os comprar”, referiu.

De repente, toda a gente precisa do computador à mesma hora, que é durante o horário das aulas”, apontou Mário Nogueira.

“Além do cansaço do trabalho acrescido, há o stress psicológico provocado pela mudança, por não se poder sair de casa nem se saber o que vai acontecer”.

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Contactos com a DGAE

– Aplicação eletrónica E72

– CAT – 213 943 480

– Atendimento presencial (marcação prévia através do email: [email protected])

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Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento (Documentos de apoio)

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 26 de março e as 18:00 horas de 3 de abril de 2020 (hora de Portugal continental) para efetuar candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, destinados a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

 

Aviso de abertura
Decreto-Lei n.º 28/2017
Lei n.º 114/2017 Portaria n.º 78-A/2020 Códigos dos AE/ENA Lista de instituições públicas que relevam para efeitos da 2.ª prioridade
SIGRHE

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Aviso de Abertura dos Concursos de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário

 

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Cartoon do Dia – Os professores já praticam tele-família há muito… Miguel Rebelo

 

 

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Covid-19 e o «Papel» do Ministro da Educação – Rui Pires

De acordo com as declarações recentes (24 de março) do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na Antena 1, estão a ser ultimadas estratégias que visam a colaboração dos CTT com as escolas, para o envio de fichas, trabalhos escritos, escola-alunos e vice-versa.

Façam o vosso juízo sobre o respeito que esta ideia iluminada manifesta em relação aos professores e aos alunos, face às mais recentes medidas de prevenção adotadas por empresas e instituições diversas.

Premissa: «À temperatura ambiente, o vírus pode sobreviver entre quatro a cinco dias no papel.»

Exemplo de algumas medidas preventivas adotadas: «Jornal Económico – edição digital passou a estar disponível gratuitamente», «AutoSport – revista mas em formato digital», «Hospital da Luz – todas as faturas ficam guardadas em formato digital», «NOS – privilegia o digital na utilização dos serviços de apoio ao cliente», «Igreja – ‘Notícias de Viana’ converte-se ao digital», «Lisboa suspende recolha porta a porta de papel», «o Júri Nacional de Exames (JNE), informa que as escolas deverão disponibilizar boletins de inscrição que os alunos possam preencher em formato digital», …, e os exemplos sucedem-se.

Enquanto isso, o Ministro da Educação, declarou que está a ser estabelecida uma parceria com os CTT, para que as fichas e trabalhos de casa cheguem ao domicílio dos estudantes, pelo correio.

Resta-nos desejar que o envio não se faça por Correio Azul…

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ME tem que delinear estratégias claras para o 3.º período

Já todos se tinham dado conta que o 3.º período ia ser algo atípico. Neste momento entende-se que a confusão e o caos reine na educação (até há quem escreva sumários estando em teletrabalho). O ME tem que se organizar, deixar os teóricos, que por lá grassam, enfiados nos papeis que não servem para nada e perceber como vai descalçar esta bota que não pediu para calçar. Mas tem que ser claro e conciso, para não haver uma escola a fazer A e a do lado a fazer Z. Neste momento, não há lugar para invenções e interpretações diversas.

Quanto aos professores, já demos conta que no próximo ano letivo vão ter que dar corda aos “sapatos” e levar os miúdos ao extremo dos extremos…

Entretanto, este será um problema menor entre todos a que o ME vai ter de dar resposta.

 

Para existirem notas no final do 3.º período, ministério tem de dar “orientações claras”

Tendo entrado em território desconhecido existem coisas que as escolas, por muito voluntarismo que tenham, não sabem como farão. E uma delas é esta: como avaliar os alunos no final do 3.º período se os estabelecimentos de ensino continuarem encerrados nessa altura devido à actual pandemia, como o primeiro-ministro admitiu ser muito provável nesta terça-feira. A questão é colocada pelo presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima. “Não encontrei nenhuma novidade no que o primeiro-ministro disse hoje (terça-feira) no Parlamento. Mas vamos querer novidades a 9 de Abril [o dia que o Governo tem avançado para reavaliar o encerramento das escolas). Precisamos de saber como vai decorrer o 3.º período. Que será em casa já se percebeu, mas como será feita a avaliação?”

In Público

 

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Comunicado – Abertura do Concurso Externo (Amanhã ou depois)

 

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Muito além das férias da Páscoa (Escolas fehadas)

 

Costa admite fecho de escolas “muito além” das férias da Páscoa

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu esta terça-feira, no debate quinzenal, no Parlamento, que o encerramento das escolas poderá “ir muito além” das férias da Páscoa devido à pandemia de covid-19.

In Público

 

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Oferta dos 10GB de internet (dados móveis) para os smatphones da Meo, Vodafone e Nos…

Para quem está em casa e está a ficar sem dados móveis…

Para passarem a beneficiar do dito pacote de 10gb de Internet grátis e válido por 1 mês tem que efetuar a respetiva ativação. O prazo para aceitar e ativar a oferta termina no final do corrente mês. Esta oferta poderá ser útil para nós, para os(as) alunos(as) e encarregados de educação (além dos funcionários, etc.).

Fica a notícia:

10 GB de dados grátis: Já pode subscrever a oferta dos operadores para combater o Covid-19

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Comunicado – Dia Nacional do Estudante assinalado com #EstudoEmCasa

Dia Nacional do Estudante assinalado com #EstudoEmCasa

#EstudoEmCasa é o repto lançado pelo Ministério da Educação aos alunos para assinalar o Dia Nacional do Estudante.
Por força das medidas de contingência provocadas pelo surto epidemiológico causado pelo novo coronavírus, a comunidade em geral, e as escolas em particular, atravessam um momento ímpar na organização dos seus processos de ensino-aprendizagem.
De facto, a escola mudou-se para casa por uns tempos. Mas a vontade de aprender e de estudar deve ser estimulada por todos.
Uma foto. Uma rede social. Uma hashtag
A 24 de março celebra-se o Dia Nacional do Estudante e o Ministério da Educação vem desafiar os mais novos a partilharem imagens a estudar na sua sala de aula provisória.
A ideia é que, esta terça-feira, os alunos ou encarregados de educação partilhem nas suas redes sociais uma foto em casa, em ambiente de estudo, e coloquem a hashtag #EstudoEmCasa, criando um movimento nacional de motivação para que alunos, famílias, docentes, não docentes e escolas prossigam esta caminhada, num ano letivo que, inesperadamente, já tem contornos diferentes do habitual. Esta é também uma forma de os alunos reconhecerem o trabalho dos seus professores.As fotografias espalhadas pelas redes sociais serão compiladas na página de instagram: https://www.instagram.com/estudoemcasa2020/.

O Dia Nacional do Estudante comemora-se a 24 de março, desde 1987. É um dia de celebração, luta e homenagem às dificuldades e aos obstáculos que os estudantes enfrentaram na crise académica dos anos 60. É uma data que celebra a força que o estudante tem na luta pelo direito à Educação e pela Liberdade.
Num tempo em que as atividades letivas presenciais estão suspensas, é importante reafirmar o direito à Educação, independentemente do momento ou das vicissitudes que se atravessem.

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Chumbam menos, mas ainda há 10,6% de abandono escolar

A Pordata divulgou alguns dados sobre os alunos portugueses. Mostram melhorias, mas ainda há caminha a percorrer. 

Quase em linha com a União Europeia a 27. Mas os resultados dos últimos anos provam que há lacunas a combater. Entre elas, o abandono escolar precoce (melhor em Portugal, mas ainda com uma das piores taxas da União Europeia) e a representação da população dos 30 aos 34 anos com ensino superior.

 

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Número de vagas dos quadros de zona pedagógica para o concurso externo

872 vagas de quadro de zona pedagógica e 27 vagas para o ensino artístico especializado da música e da dança.

 

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Mais um professor de escola Vouzela infectado com a COVID-19

 

Um Agrupamento de Vouzela emitiu hoje mesmo um comunicado, onde anuncia que todos as pessoas próximos da doente que estão referenciados vão ser contactadas. Apela ainda ao cumprimento de medidas de prevenção. É ainda dada a informação que estão a ser dadas recomendações quanto à frequência e utilização das instalações daquele estabelecimento de ensino.

Trata-se de uma professora que esteve a dar aulas numa Escola do concelho de Vouzela, um estabelecimento de ensino que já se encontra encerrada.

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Declarações do S.E., João Costa, sobre a situação que se vive

 

 

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Informação da DGEstE sobre o funcionamento dos Conselhos de Turma

 

Exmos. Senhores Diretores de Escola/Agrupamento de Escolas

Exmos. Senhores Presidentes de CAP

Assunto: Conselhos de Turma

De acordo com as orientações da DGE, informa-se que, tendo sido colocadas diversas questões sobre o funcionamento dos conselhos de turma de avaliação, recuperando os termos da FAQ publicada no site https://apoioescolas.dge.mec.pt/ , cuja consulta regular recomendamos, informa-se que as reuniões se realizam no período de interrupção das atividades letivas (30 de março a 13 de abril) de acordo com a calendarização elaborada por cada Agrupamento de Escolas/Escola não agrupada e concretizam-se de acordo com a legislação em vigor.

Excecionalmente, de acordo com a situação de emergência de saúde pública que vivemos e no sentido do cumprimento das medidas de contenção de circulação, as reuniões de Conselho de Turma devem seguir as seguintes regras:

 

  • Serem realizadas a distância, sendo, em regra, síncronas e recorrendo às funcionalidades disponíveis no software que cada escola utiliza.
  • Nos casos de manifesta impossibilidade de participação síncrona por parte de alguns elementos do Conselho de Turma, deve ser assegurada a sua participação através de outros meios a distância, como sejam correio eletrónico, WhatsApp, telefone, ou outros, ficando o modo de participação registado em ata, garantindo-se sempre a colegialidade e a aprovação das decisões nos termos legais, designadamente, no que respeita ao quórum;
  • As decisões são registadas em ata, cuja aprovação pode ocorrer por via de correio eletrónico ou de outra forma a decidir pela Escola;
  • Quando não for possível a participação de todos os docentes na reunião realizada nos termos anteriormente referidos, a escola deverá proceder de acordo com o disposto nos nºs 6 e 7 do artigo 35.º da Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, nºs 3 e 4 do artigo 34.º da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, ou nos nºs 4 e 5 do artigo 37.º da Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto.

 

Com os melhores cumprimentos,

Maria Manuela Pastor Faria

Diretora-Geral dos Estabelecimentos Escolares

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Mais um professor infetado e uma comunidade escolar de quarentena

Chegou por mensagem a informação que:

Um Professor de uma EB 2/3,  em Braga, está infetado com COVID 19. A restante comunidade escolar foi notificada, ontem, pelo SNS para efetuarem  o período de quarentena.

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“Brigada de Apoio” às Escolas

 

Exmos. Senhores Diretores de Escola/Agrupamento de Escolas

Exmos. Senhores Presidentes de CAP

Assunto: Apoio às Escolas

O Ministério da Educação tem vindo a desenvolver vários instrumentos para estar o mais próximo e ágil na resposta às questões colocadas pelas escolas.
Para além das FAQ regularmente atualizadas na página https://apoioescolas.dge.mec.pt, disponibilizamos um instrumento de apoio aos diretores das escolas públicas e privadas: https://www.dgeste.mec.pt/apoio-diretores-estamos-on/

Nesta aplicação, acessível apenas aos diretores, poderão colocar questões e encontrar questões frequentes já respondidas.

Pretende-se, pois, com este instrumento, centralizar os pedidos de informação das escolas nos respetivos diretores e garantir uma resposta rápida.

Também a partir desta semana, as escolas terão ao seu dispor uma “brigada de apoio”, constituídas por professores das equipas regionais da Autonomia e Flexibilidade Curricular, por embaixadores do E-twinning e Laboratórios de Aprendizagem, por embaixadores do Programa de Educação Estética e Artística e pelos coordenadores interconcelhios da Rede de Bibliotecas Escolares.

A brigada “Estamos on com as escolas”, composta por mais de uma centena de professores, tem como função garantir um acompanhamento de proximidade às escolas, contribuindo para recolher boas práticas, mas também constrangimentos sentidos, e para poder ajudar as escolas, de forma articulada com os serviços centrais do Ministério da Educação. Esta brigada terá ainda como papel – dadas as áreas de especialidade dos professores que as integram (literacia, tecnologia, currículo) – constituir-se como apoio especializado em algumas necessidades identificadas pelas escolas, possibilitar uma harmonização de tarefas e procedimento, e garantir que as redes de escolas já constituídas se mantêm ativas.​

Com os melhores cumprimentos,

Maria Manuela Pastor Faria

Diretora-Geral dos Estabelecimentos Escolares

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Presidente da República promulgou OE 2020

Presidente da República recebeu Ministro das Finanças e promulgou OE 2020

O Presidente da República recebeu o Ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, que ouviu sobre a situação económica e financeira internacional e nacional, na sequência da Pandemia Covid-19 e a quem agradeceu a sua manifestação de total enfoque no enfrentar dessa situação.

Ponderando os dados transmitidos pelo Primeiro-Ministro e pelo Ministro de Estado das Finanças, o Presidente da República acaba de promulgar o Orçamento do Estado para 2020, as Grandes Opções do Plano para 2020 e o Quadro Plurianual de programação orçamental para os anos de 2020 a 2023.

Fá-lo, consciente de que a sua aplicação vai ter de se ajustar ao novo contexto vivido, mas, sobretudo, sensível à necessidade de um quadro financeiro que sirva de base às medidas que o Governo já anunciou e outras que venham a ser exigidas pelos efeitos económicos e sociais provocados pela Pandemia, o que, com o regime de duodécimos, não seria possível.

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Depois do coronavírus, a escola nunca mais vai ser a mesma

E não será…

Depois do coronavírus, a escola nunca mais vai ser a mesma

 

A pandemia de covid-19 está a mudar as escolas. E talvez seja para sempre. Mas os ritmos e as formas a que professores e alunos se estão adaptar às aprendizagens à distância são muito diferentes. Se há casos de sucesso e docentes motivados com a oportunidade de usar novas tecnologias, também há muita incerteza.

A pandemia de covid-19 está a mudar as escolas. E talvez seja para sempre. Mas os ritmos e as formas a que professores e alunos se estão adaptar às aprendizagens à distância são muito diferentes. Se há casos de sucesso e docentes motivados com a oportunidade de usar novas tecnologias, também há muita incerteza sobre a forma como alguns alunos carenciados estão a ser acompanhados. E o receio de que haja um agravamento das desigualdades sociais quando a escola depende do acesso a bens como telemóveis, computadores e ligação à internet.

Para os alunos do Colégio Vasco da Gama, em Belas (Sintra), esta foi só mais uma semana de aulas. Mesmo em casa, em isolamento social, cerca de 200 estudantes desta escola privada usaram as plataformas a que estão habituados, como a Iclass. Normalmente, usam-na em sala de aula, beneficiando de ferramentas digitais que permitem, por exemplo, que o professor entre diretamente no tablete de cada um para acompanhar o que estão a fazer. Agora, estão a fazê-lo em casa. Mas não se trata de território desconhecido.

Vítor Bastos, professor de Geografia do 3,º ciclo, trabalha com o Iclass há 4 anos e, quando soube que o Estado ia fechar todas as escolas do país por causa da pandemia do novo coronavírus percebeu que podia usar a sua experiência para ajudar outros colegas. Criou o grupo de Facebook e-learning-apoio com o objetivo de partilhar experiências e dar alguma formação.

Numa semana, o grupo ultrapassou os 18 mil membros: todos professores à procura de ajuda, a partilhar experiências, a tentar perceber como podem continuar a ajudar os alunos em plena quarentena.

19 mil professores à procura de ajuda online

In SÁBADO

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Em Espanha já se atua para colmatar o encerramento das escolas

Na vanguarda…

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Vai correr tudo bem? Opinião de uma professora…

Percebi pela imagem que o título é irónico. Na verdade, desculpem-me o desabafo, já estou farta desse slogan enganoso. “Vai correr tudo bem” para quem? Milhares de pessoas morreram, milhares de pessoas infetadas, milhares de pessoas a lutar para manterem milhares de pessoas vivas, arriscando as suas próprias vidas com espírito verdadeiro heroico (tenho-os na minha família e tremo por eles, mas continuo a apoiar as suas decisões). Vêm-me com a conversa de “vai correr tudo bem”, quando milhares de pessoas estão sem apoio, fechadas em casa, quiçá com fome, quiçá doentes, quiçá a chorarem a solidão e a saudade. “Vai correr tudo bem” quando as pequenas e médias empresas fecham, lançando milhares de pessoas no desemprego e na incerteza… NÃO! Não vai correr tudo bem! Não me mintam, não mintam às nossas crianças, não mintam aos nossos velhinhos. NÃO MINTAM! Digam a verdade, deem orientações sobre como todos nos adaptarmos e todos sermos melhores seres humanos (viram os velhinhos abandonados no lar, que as famílias não quiseram ir buscar, mesmo sabendo que estavam em risco?) Abanem as consciências, dêem-lhes umas bofetadas com palavras sábias. Mas não digam “Vai correr tudo bem!” O mundo não será mais o mesmo; o 11 de setembro foi um grão de areia ao pé deste terremoto mundial. E a Humanidade não precisa de areia para os olhos; precisa de saber e de se adaptar, pelo bem de todos. (Atenção que com esta revolta não me estou a referir ao artigo, mas a essa conversa da treta que anda por aí, em certas televisões e em certas redes sociais. Obrigado!)

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E quando voltarmos à escola, como vai ser?

A história do ser humano está cheia de epidemias, esta é só mais uma. Desde o nosso ano 0, esta é a vigésima grande epidemia. Desde a Peste Antonina, entre 168 e 180 DC, assistiram-se a mais 18 “pestes” até à Covid 19. A mais mortífera foi, sem duvida alguma, a Peste Bubónica ou Peste Negra que causou 200 milhões de mortos por todo o mundo ao longo de todos os seus ressurgimentos. Todas estes “pestes” têm uma coisa em comum, fizeram-nos avançar. Os historiadores defendem que a Peste Negra foi um momento de viragem no desenvolvimento económico europeu. A gripe pneumónica levou à estruturação de sistemas de saúde por todo o mundo. O que sairá desta epidemia além do medo que se repita?

Mas voltemos ao assunto do título, como voltaremos e em que condições voltaremos para as escolas e salas de aula? Na China, esse processo começa a dar os primeiros passos.

Mais de mês e meio de isolamento, as perto de 2500 escolas do ensino secundário da província de Guizhou, na China, voltaram a abrir portas. Cerca de um milhão de alunos regressou às aulas. Mas com todas as cautelas.  

“Os estudantes são divididos em atividades diferentes e em horários diferentes para evitar novos focos de infeção”, explicou uma professora de um colégio local à Euronews. O dispositivo de segurança não fica por aqui: além da desinfeção de todo o equipamento está também previsto o controlo da temperatura corporal repetido ao longo do dia. Nos dormitórios, para os alunos internos, está implementado uma medição por infravermelhos. Ou seja, não é necessário o contacto com o aluno. Além disso, cada sala de aulas pode receber, no máximo, 30 estudantes. Os autocarros escolares transportam grupos pequenos, de forma a assegurar a distância de segurança. Professores, funcionários e alunos mantêm a máscara, distribuída gratuitamente. Há rotas designadas para as salas de aula. As refeições passaram também a ser servidas individualmente.  

A mensagem é clara: é preciso continuar a evitar a multidão e manter a etiqueta respiratória dos últimos tempos quando se está em público.  “Demoro mais tempo a chegar à minha mesa. Mas sinto-me mais seguro e menos ansioso”, assumiu Mao Yongli, estudante da Escola No.6 de Guiyang, capital da província, ao China.org.  

In Visão

Em Portugal e na Europa, como vai ser o retorno à escola? Que lições iremos tirar desta situação? Como iremos evoluir?

Como bons portugueses, pensaremos nisso no momento em que o “problema” se puser, ou planearemos com antecedência para que num futuro, muito próximo, não vivamos um situação idêntica pelos mesmos erros?

Quem sabe a evolução não venha a ser essa, estar preparado com antecedência e deixarmos de pensar que o que acontece do outro lado do mundo não nos diz respeito. Uma coisa pode vir a ser certa, nada será como ontem. O medo vai permanecer para sempre escondido no subconsciente desta geração e talvez seja esse o motor de alguma mudança, seja na escola ou na sociedade.

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Vai correr tudo bem

 

Miguel Rebelo

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Professora de escola em Leiria infetada com coronavírus

 

Professora de escola em Leiria infetada com coronavírus

 

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Somos todos SNS – Alberto Veronesi

Somos todos SNS

Vivemos num mundo de grande hipocrisia social. Não há muito tempo víamos, aqueles que hoje batem palmas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), a criticarem a greve dos enfermeiros, que reclamavam melhores condições de trabalho, seja financeiro, seja de meios, para evitar a debandada em massa, emigrando, que existe na classe.

Perceba-se que as condições dos profissionais de saúde, sejam médicos, enfermeiros ou auxiliares, são as condições do próprio SNS que está em causa. Mas na altura ninguém veio à janela aplaudir as reivindicações. Vieram, isso sim, criticar e até chamarem-lhes “assassinos” por estarem a brincar com a saúde dos portugueses.

Pode ser que esta crise provocada pelo coronavírus nos leve a todos a uma profunda reflexão sobre a sociedade global e que nos faça entender o que de facto é essencial para a nossa sobrevivência em comunidade.

Deveremos colocar no topo das prioridades nacionais, em conjunto com outras áreas, como a educação, as que mantêm a sociedade em funcionamento fazendo com que no meio de uma crise mundial possamos ter, saúde, educação e bens de primeira necessidade!

Temos de ser, hoje e sempre, todos SNS!

In Público

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Declarações do Tiago na RTP sobre o novo paradigma da Educação

Estas forma as principais ideias, que  ditas em catadupa provocando alguma dificuldade em acompanhar, se conseguiram apanhar:

“Este é o maior desfia, na Europa, para o sistema de ensino.”

“Parece que já passaram 5 semanas mas passaram apenas 5 dias.”

“Seria totalmente errado dar instruções sobre o que se irá passar daqui a um mês.”

“Palavra de reconhecimento aos professores por tudo que têm feito.”

“Todos estão a dar o seu melhor, a escola tem estado a trabalhar para se adaptar.”

Datas dos exames: “não vamos criar nenhum alarmismo social”

“O que sabemos agora é que se deu uma grande transformação num curto estado de tempo.”

“Sabemos que temos uma significativa parte dos alunos que não têm acesso ao digital e estamos a trabalhar com várias entidades para lhes fazer chegar em suporte físico material para estudar.”

“O terminus do 2.º Período é, neste momento, o grande objetivo.”

“Estamos muito centrados nestes 15 dias que aí vêm. Temos que ir dando passos em relação ao que aí vêm. É um novo paradigma o que estamos a viver e para o qual não estávamos preparados. Estamos a estudar novos cenários para o que aí vem.”

“Temos estado a estudar novas formas para articular e contruir este novo paradigma. ”

A mensagem deixa no ar alguma confusão…

 

 

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Município de Gondomar empresta tablets a alunos que não têm computador em casa

É uma medida de equidade…

Alunos de Gondomar sem computador em casa recebem tablets

Os alunos de Gondomar que não têm computador em casa vão receber tablets para ser assegurado o ensino à distância, no âmbito das restrições impostas devido à Covid-19. Serão emprestados já na próxima semana pela Câmara, que tem disponíveis 800 numa primeira fase.

In JN

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Três casos confirmados em escola de Viseu (Atualizada)

Desta feita, é uma escola da cidade de Viseu que encerra para quarentena devido ao COVID 19. Durante a manhã fomos informados que o número de infetados aumentou em um docente confirmado com a infeção.

Dois casos confirmados na escola Emídio Navarro, em Viseu

Há dois casos confirmados de pessoas contaminados com o novo coronavírus na escola Emídio Navarro, em Viseu. Um dos casos está no Hospital da Guarda, o outro em isolamento em casa. As autoridades de saúde colocaram já muitas dezenas de pessoas em vigilância ativa e apelam à comunidade educativa deste estabelecimento de ensino para terem em consideração as informações que estão a ser transmitidas pela Autoridade de Saúde do ACES Dão Lafões.

Docentes, funcionários, alunos e encarregados de educação estão a ser informados da situação. Há vários testes que também estão a ser efetuados e foram enviados para o hospital da Guarda, uma vez que os professores infetados deram aulas antes da pausa decretada pelo Governo. A escola vai estar totalmente fechada nos próximos 14 dias.

Numa nota divulgada à comunidade educativa através da página online, a direção da escola escreve que na sequência da “identificação dos casos confirmados de Covid-19, cuja investigação epidemiológica está a decorrer, reforça-se a necessidade de cumprimento das medidas de prevenção”.

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Cartoon da Semana – Não mexas no computador! – Miguel Rebelo

 

 

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Até quando…? – Carlos Santos

A interrogação é esta, para a qual não há resposta num futuro que se apresenta incerto.
Reconheço ser natural que nós, professores, tenhamos preocupação com os alunos, com a sua avaliação, com os exames, com o seu futuro académico… Porém, não deixo de ficar surpreendido com tantos professores a demonstrarem espanto, tristeza e, até, alguma revolta com a informação veiculada sobre a probabilidade de não haver aulas presenciais nas escolas no 3º período, situação que não era difícil de imaginar que viesse a acontecer.
Anoto que já fora noticiado que “Cientistas alertavam para nova vaga do vírus até final do ano”.
Não posso deixar de dizer que me é difícil entender o motivo de tanto espanto na classe docente perante esta realidade, quando as entidades internacionais apontaram para a 2ª semana de maio como pico da pandemia em Portugal e o primeiro-ministro já adiantou esperar que seja para final de abril, com incidência até final de maio, e ainda ontem na comunicação ao país frisou que daqui por 3 meses (finais de junho) terá de ser feito um balanço. [para bem da verdade se diga que estas datas vão mudando de dia para dia e há pouco fiquei a saber que no dia catorze do mês vindouro iremos todos assistir ao pico da coisa que, vejam só, ninguém controla]
Referiu que ainda teremos de enfrentar esta pandemia no próximo inverno, uma vez que é previsível a vacina só estar disponível dentro de, sensivelmente, um ano devido ao período de testes e de espera para verificação da inexistência de efeitos secundários.
A princípio, víamos pela televisão diante dos nossos olhos o nosso futuro e continuámos adormecidos a agir como se não fosse nada connosco, confiando que o vírus nada iria querer de nós por sermos um pequeno país esquecido no extremo da europa. E ninguém foi capaz de dizer isso a um vírus com manifesta atitude predatória!
Somos um povo habituado a ver as coisas a acontecerem à distância confiando que, oxalá, não chegue até nós e, neste caso, mais uma vez assim aconteceu, visível no comportamento das pessoas que se manteve inalterável. Acontece que, com sinais inequívocos que há muito se evidenciavam nos milhares de seres humanos a perecerem na China e noutros países do oriente, a alastrar-se para a europa, e o nosso povo – no seu infinito provincianismo e imaturidade – andou durante semanas a sentar-se no sofá a comentar o caso do português infetado num navio de cruzeiro no outro lado do mundo, incapazes de se consciencializar do que estava para acontecer.
Os nossos governantes, longe de estarem isentos de responsabilidades, para um vírus que andava a matar há 3 meses (desde dezembro) não foi capaz de criar atempadamente um plano de contingência que envolvesse medidas de prevenção, de controlo de fronteiras e de procedimentos que chegassem às escolas antes de as terem fechado (tardiamente), nem a outros locais, nem o apetrechamento com desinfetantes, máscaras, luvas e de ventiladores para os hospitais.
Escavei no passado e redescobri o que já todos sabemos: somos um povo ímpar; não somos organizados nem precavidos; por qualquer razão somos os peritos do remedeio e do desenrascanço, pelo que, não é surpreendente o que se assistiu até aqui.Ninguém, em delírio, poderá dizer que nada fazia prever o que por aí vinha.
Mais um pormenor. A isto soma-se um risco económico difícil de calcular por economistas que garantem vir a refletir-se numa crise financeira pior do que a de 2008.
“Num gesto inédito a comissão europeia retira limitação de 3% de défice orçamental dos estados”. Equaciona igualmente a compra de dívida soberana para evitar que países como o nosso entrem em bancarrota e tenham de pedir ajuda internacional, como aconteceu em 2011.
“Carlos Costa [governador do Banco de Portugal] defende emissão de eurobonds para enfrentar crise europeia”. E os “Economistas admitem queda até 8,5% do PIB”. Toda esta situação é demasiado séria para incompetência, negligência e experimentalismos.
Sendo o país do mundo com maior percentagem de população emigrada, tendo vindo a verificar-se o regresso de muitos portugueses por falta de emprego devido à pandemia, os quais, na sua maioria, não foram examinados pelas entidades de saúde, isso deve inspirar-nos preocupações acrescidas.
E os números têm essa coisa terrível – não mentem.
Segundo os últimos dados, devido ao COVID-19, em 24 horas lamentam-se:
627 mortes em Itália num número superior a 4.000 e com uma taxa de infeção que poderá de 5 a 10 vezes superior ao oficial se se tivessem feito mais testes;
em Espanha com cerca de 300 falecimentos e mais de 4.000 novos casos nas últimas 24 horas;
e o nosso país registou mais 260 casos acrescidos de 6 óbitos.
Ora, vejamos, perante toda esta situação, continuam a considerar que o mais importante é a avaliação dos alunos?
Perdoem-me, mas não me consigo comover com alguma lacuna que venha a haver nas aprendizagens dos alunos e estar mais preocupado com a sua saúde e a de todos nós.
E não faltam coisas que me preocupam muito mais, como os excessivos comportamentos de risco para poderem ser aceitáveis: a falta de hábitos de higiene do nosso povo; a falta de civismo, de sentido coletivo e de cidadania; os ajuntamentos nas praias, pubs e noutros locais de portugueses mandados para casa para cumprir isolamento quando a morte inundava a europa, estava a invadir Espanha e o vírus já morava entre nós; os porcos que cospem, atiram lixo e beatas para o chão, ou deitam as luvas descartáveis para a rua contribuindo para a propagação do vírus; as pessoas que não cumprem a distância de segurança, os procedimentos de higiene e higienização.
As pessoas estão angustiadas com a falta de máscaras, mas o meu desassossego está mais voltado para a máscara de indiferença perante a situação que muitos ainda têm colocada na cara, revelador da nossa ignorância coletiva.
Haverá, pois, algo mais assustador do que a irresponsabilidade do homem?
E diante de tudo isto, não é aceitável haver colegas de profissão a afirmarem publicamente que não estamos a trabalhar, denotando uma falta de bom-senso que poderá prejudicar toda uma classe que – ao contrário dessas insinuações – se está a desdobrar para que o sistema ainda vá funcionando e os alunos não saiam demasiado prejudicados.
Farão, também, parte do conjunto de população que acha que os professores só trabalham na escola e nada fazem em casa?!
Neste momento estamos a trabalhar tanto como se estivéssemos na escola. Todo o dia a elaborar fichas, materiais didáticos, criar procedimentos para, à distância, chegar até aos alunos, articular com os colegas, e começamos já a acusar dores nas costas pela exigência deste trabalho que está longe de significar estarmos de férias, pelo que não se precipitem a dizer despautérios antes de abrirem a boca.
Mas ainda não há verdadeira consciência de que este inimigo invisível não escolhe as suas vítimas; de que ninguém está a salvo, independentemente da sua condição económica ou social, da sua cor de pele ou género, da sua raça, etnia, idade ou religião; de que não há nenhum sítio seguro se não cumprirmos as normas de higiene e segurança. Há muito que esta deixou de ser uma situação do “eu” para ser uma situação do “eu e os outros”. Cada um de nós deixou de ser responsável apenas pela sua vida, mas por todas as outras vidas.
Inquieta-me muito mais toda esta falta de consciência que coloca em risco a vida de todos nós. A negligência e a irresponsabilidade tão habituais na natureza humana dos latinos deixaram de ser apenas um incómodo, pois agora implicam doença e morte. Ninguém está dispensado desta guerra que só poderá ser vencida se formos mais inteligentes do que este inimigo silencioso. Nada é insignificante num tempo em que tudo importa.
A luta pela sobrevivência está aí e pode tocar a qualquer um de nós ou daqueles que nos são próximos. Na China as pessoas cumprem e estão a conseguir erradicar a doença. Por cá, isso só será possível se deixarmos de pensar tanto nos nossos umbigos e começarmos a atuar como um formigueiro, como um coletivo.
A irresponsabilidade é uma arma entre nós que respira morte, pelo que, cabe a todos e a cada um de nós o dever de cumprir e fazer cumprir o plano nacional de contingência.
Se pudéssemos não deixar entrar o vírus pelo simples ato de fecharmos a porta, era bem mais simples. Mas, a verdade é que irá requerer muito mais de nós.
Precisamente por isto e muito mais, sinto-me algo incomodado pela enorme preocupação de muitos professores pelo facto de provavelmente as escolas não abrirem no 3º período. Querem o quê? Que no pico da pandemia – momento em que é expectável que o número de infetados e de mortes esteja no auge – mandar as crianças para a escola e irmos felizes e inconscientes conviver em harmonia colocando ainda mais em risco a vida de toda a gente?
Então, façam o favor de cumprir as indicações e conselhos das autoridades e o isolamento social contribuindo assim, não só para a preservação da vossa própria saúde, mas também para a salvaguarda da saúde de todos nós.
A nós, professores, cumpre continuarmos a trabalhar à distância com os nossos alunos, mas, sobretudo, sensibilizar pais e alunos para não saírem de casa desnecessariamente e cumprirem as medidas de prevenção do coronavírus.
Não sei como dizer isto de outra forma, mas ninguém está de fora, pois todos nós nos tornámos parte do acontecimento, parte do problema, mas também parte da solução.
Aos nossos concidadãos ligados à saúde uma palavra de apreço pelo risco que estão a correr para salvar vidas na luta contra a pandemia e a todos os que diariamente, nos mais diversificados locais, estão a contribuir para o bem comum.
Se há coisa que este vírus nos ensinou foi que a nossa vida é precária e não devemos dar nada por garantido, pelo que todos vamos aprender a dar mais valor à vida e aos direitos conquistados, nem que sejam os mais simples, como poder sair à rua e andarmos em liberdade sem constrangimentos.
Eu sei que tudo isto é assustador, mas seria impossível terminar sem deixar uma palavra de esperança. Se outros estão a conseguir vencer este inimigo terrível, também está ao nosso alcance fazermos com que isso aconteça no nosso seio. Numa situação em que tudo é incomum, que em comum todo e cada um de nós tenhamos a vontade e a atitude de fazer com que a superação desta situação nos espreite de um futuro muito próximo.
Juntos vamos conseguir!
Desejo a continuação do bom trabalho a todos e, em particular, aos colegas de profissão.

Carlos Santos

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A candidata portuguesa ao Global Teacher Prize

 

A mudança pedagógica desejada por Cristina Simões, 46 anos, é que professores e pais deixem de “infantilizar” e decidir pelos alunos com deficiência.

Professora portuguesa na corrida para melhor do Mundo

A mudança pedagógica desejada por Cristina Simões, 46 anos, é que professores e pais deixem de “infantilizar” e decidir pelos alunos com deficiência.

“Eles têm de ser olhados como iguais e não serem superprotegidos” para que um dia tenham o seu projeto de vida. A professora de Educação Especial, de Tondela, é uma das 50 finalistas do Global Teacher Prize mundial, equiparado ao Nobel da Educação, cujo vencedor é divulgado a 12 de outubro. Não é a primeira vez que há um finalista português.

 

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Comunicado – Afirmações sobre a avaliação final do terceiro período são extemporâneas e conjeturais

 

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Carta Aberta ao Senhor Ministro da Educação

 

Ex.mo Senhor Ministro da Educação:

Num período tão conturbado como imprevisto, pretendo, na qualidade de docente da Escola Secundária de Ponte de Lima, manifestar as minhas preocupações e apresentar algumas sugestões para tentar atenuar os efeitos sociais e pedagógicos de um grave problema transnacional, com repercussões imediatas no nosso quotidiano, no sistema educativo e, em particular, no percurso escolar dos alunos .

Estamos confrontados com uma situação excecional, que afeta as relações interpessoais, originada pelo distanciamento forçado nas nossas comunidades educativas, com o qual todos temos de aprender a lidar, demonstrando coesão profissional, solidariedade pessoal e sentido de pertença institucional. As novas aprendizagens são caracterizadas pela incerteza, imprevisibilidade e crescente ansiedade.

Mais do que uma preocupação em cumprir programas e remediar um problema emergente (como gostaríamos de poder continuar a exercer a nossa atividade profissional em contexto escolar!), poderemos ver neste período de exceção uma oportunidade para desenvolver e consolidar determinadas competências transversais. De facto, se conseguirmos que os nossos alunos sejam mais responsáveis, autónomos e solidários, estaremos a promover uma cidadania proativa, a qual se repercutirá positivamente no sistema educativo, no percurso académico e no seu sucesso escolar.

De uma forma esclarecida, é nosso dever procurar minimizar o impacto negativo de uma pandemia que está a alterar substancialmente o “modus vivendi” e o “modus operandi” tradicionais. E não poderá ser com ansiedade, insegurança e pânico generalizado que conseguiremos criar as condições necessárias para um regime alternativo de ensino.

O ensino à distância estará condenado ao fracasso se imperar o medo e a incerteza e se a principal estratégia adotada passar pela quantidade descontrolada de recursos e trabalhos enviados aos alunos. Alguns poderão realizar (com ou sem ajuda), outros irão procurar copiar e um número indeterminado irá certamente ignorar, por não terem acesso aos meios tecnológicos, por desmotivação, opção individual, falta de apoio ou de controlo familiar.

Os resultados expectáveis de uma eventual sobrecarga de trabalhos, a realizar em contexto extraescolar, poderão ser inversamente proporcionais à dimensão dos mesmos. Além de se poderem reproduzir desigualdades socioculturais, com que critérios se irão avaliar estes trabalhos ou a falta dos mesmos?

A prioridade deverá ser a de assegurar que, num ambiente de indefinição e preocupação permanentes, os alunos consigam aprender a superar as adversidades, a serem persistentes e a manterem-se bem informados (procurando distinguir a boa da má informação), cumprindo as recomendações da Direção-Geral de Saúde e do Governo. Ao mesmo tempo, ajudá-los na gestão das emoções (é fundamental manter abertas as linhas de apoio psicológico), na organização do trabalho, no aconselhamento da prática da leitura, assim como no despertar da curiosidade por uma modalidade de ensino e aprendizagem à distância, que deverá ser garantida para todos (como pretende a recente comunicação da Área Governativa da Educação e da Presidência sobre a intervenção educativa para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade). A não ser assim, estaremos a negar os pressupostos de uma escola pretensamente inclusiva.

Com a divulgação de uma multiplicidade de recursos, disponibilizados em plataformas digitais, os alunos serão motivados para aprendizagens lúdicas de conteúdos dos programas de diferentes disciplinas.

Sob a supervisão do Ministério da Educação e a coordenação das direções escolares, das associações de pais e encarregados de educação e dos diretores de turma, o sucesso desta modalidade alternativa de ensino à distância dependerá de professores preparados (se necessário, disponibilizando-lhes formação específica online), de encarregados de educação disponíveis e de uma efetiva adesão dos alunos.

Aproxima-se mais um momento de avaliação sumativa interna. Com uma interrupção abrupta do 2.º período letivo, que terá inviabilizado a realização de alguns instrumentos de avaliação, previstos nos critérios gerais e específicos das escolas, talvez fosse sensato e oportuno equacionar a possibilidade de o Ministério da Educação determinar o caráter semestral das avaliações internas (seria uma antecipação e experimentação de uma proposta alternativa já apresentada), remetendo para o 3.º período, a avaliação final do semestre. E na eventualidade de não ser possível regressar à normalidade das nossas escolas, no próximo período letivo, os professores saberiam, antecipadamente, que esse momento de avaliação corresponderia ao final de ano ou de ciclo de estudos e ponderariam todas as implicações de uma avaliação sumativa interna, com caráter excecional.

A realizarem-se as avaliações sumativas internas neste final de 2.º período, seria recomendável que as propostas de avaliação tivessem um caráter provisório (poderiam ser finais se não houvesse novo momento de avaliação), as quais voltariam a ser analisadas, ponderadas e ratificadas em conselho de turma, no final do presente ano letivo, independentemente de as aulas terem ou não sido retomadas.

Na expectativa de que esta situação seja rapidamente ultrapassada, para voltar à normalidade e às rotinas diárias das nossas escolas, apresento os melhores cumprimentos.

Atenciosamente.

Ponte de Lima, 21 de março de 2020

Prof. Teodoro da Fonte

 

 

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As Educadoras de Infância também estão em teletrabalho

As educadoras também se esforçam-se por não deixar os seus alunos sem atividades. Usando os meios ao seu dipor, vão fazendo chegar atividades curriculares aos seus meninos e meninas que por estes dias se encontram em casa. As boas práticas de uns podem servir sempre de exemplo a outros.

Bem hajam.

 

 

 

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Publicada a atualização da base remuneratória e o valor das remunerações base mensais da Administração Pública

Publicaram, (des)publicaram e republicaram em D.R, mas aqui está. Publicada a atualização da base remuneratória e o valor das remunerações base mensais da Administração Pública. Para o próximo mês o salário vem com retroativos.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/03/Decreto-Lei-n.º-10-B-2020.pdf”]

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Notas finais do ano serão as do segundo período

Nada que não esteja previsto. O expresso de hoje traz na primeira página o título da notícia.

 

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Declarações de António Costa sobre o Decreto Lei que regula o Estado de Emergência

 

 

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A data apontada por António Costa…

 

Durante o seu discurso o primeiro ministro disse e repetiu: “em junho”. Disse também: “esta batalha será longa”, “neste período de três meses” e “e daqui a três meses”.

 

As consequências para o setor da educação desta previsão de data, irão ser analisadas por aqui durante o dia de amanhã…

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O decreto do Governo que regulamenta o estado de emergência, lê aqui.

 

Procede à execução da declaração do estado de emergência efetuada pelo Decreto do Presidente da República n.º 14-A/2020, de 18 de março

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/03/Decreto-n.º-2-A-2020.pdf”]

 

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