A JP Sá Couto, responsável pelo lançamento há 12 anos do computador portátil “Magalhães”, para alunos do 1.º Ciclo, está disponível para produzir novos equipamentos que satisfaçam a intenção do Governo de assegurar a universalidade das ferramentas digitais a todos os alunos no próximo ano letivo.
João Paulo Sá Couto, administrador da empresa, adiantou ao JN que, embora ainda não tenham sido contactados pela tutela, têm disponibilidade para produzir novos equipamentos para alunos do primeiro ciclo e também do segundo.
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O ‘Telensino: estudar com autonomia’ vai para o ar na próxima segunda feira. Serão gravadas 240 horas de conteúdos que irão resultar em 120 horas de aulas transmitidas na RTP/Madeira, cuja grelha foi divulgada na edição impressa de hoje do JM.
Serão vinte disciplinas que terão espaço na RTP/Madeira, para os alunos do ensino secundário. 20 professores darão a cara à apresentação dos conteúdos programáticos. As tele-aulas, de 30 minutos, irão decorrer de 20 de abril a 31 de maio.
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Depois de anos a ser maltratados, difamados, humilhados, caluniados… queriam voluntariado?
Já muito voltários somos nós. do dia para a noite transformamo-nos em professores a distância. Demos resposta a uma crise que ninguém esperava. Formamo-nos em plataformas, videoconferência, TIC e afins. Usamos o nosso material (computadores e outros) para continuar a dar resposta ao ensino dos nossos alunos. Perdemos dezenas de horas a preparar material de apoio. Estamos a trabalhar para lá das 35 horas semanais para organizarmos uma escola em cada casa. E ainda íamos ser “vedetas” da Tv? Quem foi convidado? Eu não, não sou de excelência, sou mais um que tem andado a trabalhar noite dentro…
Não me admira que os professores do ensino público não adiram, estão preocupados com o futuro dos seus alunos a quem não têm como chegar tecnologicamente, com os que pura e simplesmente não conseguem contactar, com as crianças que… nem todos têm alunos de “topo”.
Com tantos professores de excelência ( e agora sem cinismo) que o ensino público tem, foi necessário recorrer aos professores do particular? Quais serão as contrapartidas?
O #EstudoEmCasa chega ao YouTube através de 5 novos canais, com aulas para crianças e jovens da Educação Pré-escolar ao ensino secundário.
Num momento em que as atividades letivas presenciais estão suspensas, multiplica-se a oferta de conteúdos pedagógicos, para lá da resposta via televisão concebida para os alunos do ensino básico, a qual será formalmente apresentada amanhã, quarta-feira.
Resultado da parceria entre o Ministério da Educação, YouTube e Thumb Media, é criada uma plataforma assente no YouTube, que permite que os professores disponibilizem as suas aulas, possibilitando que elas fiquem acessíveis à comunidade educativa alargada.
De facto, partilhar práticas está na ordem do dia para os docentes, atualmente a ensinar a distância. Disponibilizar aos alunos recursos educativos digitais é já uma boa prática que, agora, tem todas as condições para se disseminar. Este desafio a professores e educadores vai ao encontro da procura de soluções que muitos já tinham iniciado desde a introdução das tecnologias de informação e comunicação nas escolas.
O YouTube – uma das plataformas digitais de maior alcance a nível mundial – está, assim, de portas abertas para as Escolas, em Portugal, com conteúdos validados pela Direção-Geral da Educação (DGE).
Os professores, que pretendam disponibilizar as suas aulas nestes 5 novos canais, passam a integrar a “Comunidade YouTube – #EstudoEmCasa”.
Nos próximos dias 16 e 17 de abril estes docentes poderão participar numa sessão online, cujo objetivo é capacitá-los com as metodologias que melhor se adequam à plataforma. Para isso, contarão com o apoio de técnicos das entidades parceiras.
Deste modo, cada docente que participe na referida sessão, e outros que venham a juntar-se posteriormente, irão produzir/disponibilizar aulas e outras atividades, colocando-as nos seus canais próprios (públicos ou privados), cabendo à DGE, depois de um processo simples de validação, organizar esses materiais por anos de escolaridade e por temas para que todos – professores, crianças e alunos, famílias e encarregados de educação – as possam visionar no canal DGE #EstudoEmCasa.
No YouTube os canais poderão ser encontrados fazendo a pesquisa por “DGE #EstudoEmCasa”, ou nos seguintes links:
Estes canais irão também incorporar os conteúdos que vão passar na televisão, para que fiquem acessíveis (on-demand ou de forma individualizada) sempre que professores e alunos precisarem
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Os professores têm que efetuar um registo de atividade sobre as aulas ministradas e recolher evidências do trabalho desenvolvido pelos alunos. Uma adaptação que não será de difícil execução.
Os docentes que se viram impossibilitados de cumprir os requisitos obrigatórios para a sua avaliação de desempenho, deverão aguardar por uma circular informativa.
Sim, contam. De forma globalizante todas as aprendizagens devem ser tidas em conta. isto vem tirar a duvida a muita gente que perguntava se em regime não presencial lecionaria ou não novos conteúdos.
O canal de Youtube da DGE já criou os canais de YouTube em que irão estar disponíveis os vídeos complementares ao E@D, e que serão transmitidos em sinal aberto através da RTP Memória.
Já são do conhecimento geral as “soluções” criadas pelo Governo para que o 3.º Período se inicie a 14 de abril e que a todos os alunos seja atribuída uma nota no final do ano.
No entanto, quando questionado sobre os alunos do ensino profissional o sr. primeiro-ministro respondeu: “Agradeço a questão que me coloca (…) e estendo também ao ensino artístico (…) Obviamente, o seu processo de avaliação tem de ser adaptado às presentes circunstâncias, designadamente as apresentações da PAP’s (Provas de Aptidão Profissional) que terão de ser feitas, (…) ou, a partir do local de residência, ou do posto do local de trabalho, ou a partir da escola, estando o professor distanciado, de acordo com a circunstância específica de cada uma das escolas e de cada uma das PAP’s em concreto”, e sobre estes cursos, profissionais e artísticos, nada mais foi dito nas declarações ao país que duraram quase 60 minutos.
Ora, atendendo às especificidades dos Cursos Artísticos — e só sobre estes me pronunciarei pois é a realidade que conheço —, pode-se precocemente concluir, nestas declarações, que caberá às escolas/diretores/professores encontrar as soluções para as suas especificidades, sabendo que nenhuma delas será ideal para uma boa consolidação dos conteúdos e um processo ensino/aprendizagem eficiente.
Como todas as escolas, nas últimas semanas, os diretores viram-se obrigados a invadir os encarregados de educação com questionários sobre o seu ambiente familiar, o número de gadgets por elemento da família, a velocidade da Internet, mas, no caso do ensino artístico, foi necessário compreender outras situações, nomeadamente, se as condições de segurança estão reunidas. Assim, as perguntas são mais específicas detalhadamente se possuem equipamento de gravação de imagem e/ou som, se tem o instrumento (no caso da Música) ou outros materiais específicos, como uma barra (no caso do curso de Dança), sem têm possibilidades de imprimir documentos como uma partitura, a altura dos tetos ou da área passível de ser desarrumada para trabalhos práticos.
Pois, se não se podem “mudar as regras do jogo a meio”, não se pode ignorar o facto de estes serem cursos iminentemente práticos!
As mais variadas respostas levantam problemas incontornáveis ao nível da consolidação de conteúdos ou aquisição de novos quando, simplesmente, os alunos não têm espaço para os executar.
Existem ainda disciplinas cuja prática não é compatível com qualquer pavimento ou ainda as disciplinas/módulos que implicam a relação com os pares.
Nas disciplinas de conjunto é possível pedir um trabalho individualizado aos alunos, mas o propósito destas é imediatamente comprometido pois, mesmo em situação de aulas síncronas não é possível garantir, com nenhuma ferramenta de videoconferência, e a melhor velocidade de internet, a verdadeira sincronização dos instrumentos pelo chamado delay próprio desta forma de comunicação.
Reforço, estes cursos são práticos, por isso, a solução não pode passar por substituir a prática por trabalhos teóricos de pesquisa ou simulação.
Espera-se assim que os professores de Ensino Artístico sejam mais criativos do que qualquer outro para criar as soluções que não foram apresentadas por mais ninguém.
Mais de 700 agrupamentos escolares inscritos em formação para a docência digital e em rede
Com o objetivo de apoiar as escolas ao nível do desenvolvimento do Ensino a Distância, num momento em que as atividades letivas presenciais se encontram suspensas, a Direção-Geral da Educação (DGE) e a Universidade Aberta (UA) disponibilizam a Formação para a Docência Digital e em Rede, dirigida a diretores escolares e extensível a mais dois professores por escola. A primeira edição tem início a 15 de abril e termina a 5 de maio.
Atendendo à forma como decorrerá o 3.º período letivo, e tendo por base os 8 Princípios Orientadores para a Implementação do Ensino a Distância (E@D), cada escola está a desenvolver o seu Plano E@D, encontrando as respostas mais adequadas e potenciadoras do sucesso educativo dos alunos.
Assim, a Formação para a Docência Digital e em Rede – com cerca de 750 agrupamentos de escolas inscritos – vai permitir desenvolver as melhores estratégias de acompanhamento dos alunos, começando pelos diretores e equipas. Esta formação será alargada, em futuras edições, a todos os professores interessados em aprofundar conhecimentos e competências sobre ensino a distância.
Acreditada pelo Conselho Científico e Pedagógico da Formação Contínua de Professores, trata-se de uma formação assíncrona de natureza teórico-prática, com um total de 25 horas, durante a qual serão desenvolvidos 3 temas:
I – Educação e Comunicação Online e Modelos Pedagógicos Virtuais;
II – Plataformas e Tecnologias Digitais Online;
III – Atividades de Aprendizagem e Avaliação Digital.
A Educação Digital e em Rede é uma oportunidade de trazer à Educação inovação, inclusão, flexibilização, abertura e personalização de percursos de aprendizagem.
Esta formação aprofundará, igualmente, as melhores metodologias de ensino e aprendizagem inerentes ao ensino a distância, através da leitura de documentos, da realização de atividades colaborativas e da partilha de reflexões entre todos os participantes.
Seria uma boa medida. Os professores para desenvolverem o seu trabalho com os alunos que vão assistir às aulas na telescola, têm que conhecer com a devida antecedência o que, por lá, vai acontecer. A grelha todos já conhecem, mas para preparar material de apoio terão que conhecer muito mais do que isso.
Associação Nacional de Directores lembrou que, até ao momento, o Ministério da Educação divulgou, apenas, a grelha e o calendário das aulas que a RTP Memória vai transmitir. Terceiro período começa já nesta terça-feira.
BROCKTON, MA - MARCH 19: Sarah Yunits checks her daugher Ada's homework while Cora waits her turn as dad Conor Yunits is on a work conference call at their home in Brockton on March 19, 2020. Because of the coronavirus, the Yunits are able to perform their jobs at home and are home schooling their two children. (Photo by Matthew J. Lee/The Boston Globe via Getty Images)
Os professores em tele-trabalho não podem deixar de ser pais, também têm de cuidar dos seus. Gerir as duas tarefas em confinamento não é propriamente uma tarefa fácil, é necessária uma disciplina rígida para levar tudo a bom porto.
Quando o ensino e a paternidade colidem: À medida que as escolas mudam online, muitos professores regem duas funções
Os edifícios escolares estão fechados, mas têm sido um par de semanas ocupadas para Noriko Nakada, uma professora de Los Angeles.
Ela tem participado de reuniões virtuais de professores, recebendo formação para instrução remota, e continua a trabalhar com os alunos on-line. Na segunda-feira, deu uma aula via Zoom por cerca de 45 minutos, na qual verificou a saúde mental de seus alunos e introduziu o Mês Nacional da Poesia. Cerca de 100 de seus 170 alunos assistiram.
Descobrir como ensinar online enquanto se certifica de que os seus filhos estão ocupados tem sido um desafio.
“No início, tentamos deixar claro que se a mãe ou o pai têm fones nos ouvidos e estão com os olhos no computador, isso significa que eles não podem incomodá-los”, disse Nakada. “A criança de 8 anos pode conseguir isso, mas a criança de 5 anos tem dificuldade.”
“Estamos a fazer o nosso melhor, e nada disto vai ser bonito”.
Se os alunos do 11.º e 12.º regressarem às aulas presenciais até 26 de junho, tanto eles como professores e funcionários terão de usar obrigatoriamente máscara.
A Associação Nacional dos Diretores e Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP) vai pedir, na próxima semana, ao Ministério da Educação (ME) o reforço dos orçamentos dos estabelecimentos, que estão a funcionar em duodécimos, para conseguirem comprar máscaras.
“As condições específicas da Região, em termos sanitários bem como no que respeita às competências na gestão do sistema educativo, recomendam a adoção de medidas próprias, ainda que devidamente enquadradas com as decisões nacionais sobre a matéria hoje anunciadas”, refere a Secretaria Regional da Educação.
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O que é referido no artigo tem o valor que cada um lhe poderá dar. Mas uma coisa é certa, no 3.º período a organização das escolas e dos professores já é bastante notória e o período ainda não teve início.
As escolas, como todas as organizações, foram apanhadas de surpresa necessitavam de tempo para se organizar, o ministério também.
Quanto aos casos específicos do 1.º ciclo e do Pré-escolar, nem tudo terá sido bem como é referido no artigo e pelos que nele tiveram voz. Até porque nenhum será de qualquer um desses grupos de ensino. outra das razões terá sido a idade das crianças envolvidas e da disponibilidade dos encarregados de educação para os acompanhar , mas isso já sou eu a divagar, não sei que questões foram colocadas no estudo. Mas é necessário afirmar: Ninguém esteve de férias.
Impedidos de ir à escola desde o dia 16 de Março, 45% dos alunos do 1.º ciclo não iniciaram qualquer processo de ensino à distância durante as duas últimas semanas do segundo período, segundo inquérito feito pela Universidade Católica. No pré-escolar, a percentagem sobe para os 72%.
A Direção-Geral da Educação, no âmbito do Centro de Sensibilização SeguraNet, e o Centro Nacional de Cibersegurança disponibilizam um conjunto de recomendações no uso de plataformas que permitem a comunicação áudio e vídeo dirigidas a professores e a pais/encarregados de educação.
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A partir da próxima segunda-feira, dia 13 de abril, vamos ter tempo para acordar, aprender, rir, brincar, serenar e imaginar. Sempre na companhia do ZIG ZAG!
A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) recomenda ao Ministério da Educação e diretores escolares que tenham cuidado nas plataformas e sistemas que escolhem no ensino à distância, garantindo que essas escolhas.
São identificados oito riscos e feitas doze recomendações, com a CNPD a sublinhar que compreende o contexto especial do país, mas a recordar que é preciso ter cuidado com os riscos.
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Há 54 mil alunos, dos 6 até aos 15 anos de idade, sem acesso a metodologias digitais necessárias para a concretização do ensino à distância. São cerca de 5,5% dos 977 mil menores desta faixa etária, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística.
A falta de acesso às novas tecnologias pode, contudo, atingir um em cada quatro alunos.
Juntamente com a grelha oficial, o Ministério da Educação enviou também uma nota através de qual informa que “durante o 3º período letivo, a RTP Memória cede emissão a conteúdos pedagógicos temáticos, lecionados por professores, para alunos do ensino básico. #EstudoEmCasa é o nome do espaço que vai ocupar a grelha das 09h às 17h50, com conteúdos organizados para diferentes anos letivos, uma ferramenta importante para complementar o trabalho dos professores com os seus alunos. Estes conteúdos pedagógicos temáticos contemplam matérias que fazem parte das aprendizagens essenciais do 1º ao 9º ano, agrupados por: 1º e 2º anos, 3º e 4º anos, 5º e 6º anos, 7º e 8º anos e 9º ano, abrangendo matérias de uma ou mais disciplinas do currículo, as quais servirão de complemento ao trabalho dos professores com os seus alunos”.
“Com a emissão do #EstudoEmCasa, através do sinal da RTP Memória, é alcançada a generalidade dos alunos, atendendo a que o canal emite na TDT, mas também na televisão por cabo e por satélite, ficando ainda disponíveis nas plataformas digitais da RTP e da Direção-Geral da Educação (DGE), com todas as emissões e respetivos conteúdos disponíveis. Assim, nos primeiros dias do 3º período letivo, professores e alunos terão oportunidade de ficar a conhecer em detalhe o que irá comportar ‘a escola na televisão’, considerando o material a seguir para as escolas. Na segunda-feira, dia 20 de abril, arrancam as emissões do #EstudoEmCasa, que decorrerão até ao final do ano letivo, de segunda a sexta-feira”, acrescenta-se na nota à comunicação social.
O ComRegras teve acesso à grelha final da Telescola que irá começar no próximo dia 20 de abril. A imagem não é a melhor, mas é percetível a divisão do 1º e 2º ciclo pela parte da manhã e do 3º ciclo pela parte da tarde. Que reproduzimos aqui.
Nesta situação seriam bem vindos a muitas famílias… mas não entrem em aventuras.
Magalhães 2.0? O “compromisso” de Costa que promete computador e net aos alunos
António Costa anunciou que, para combater as desigualdades, pretende que todos os alunos tenham acesso a equipamentos e internet. Para alguns alunos será um “esforço” para breve, mas a medida será “universal” no próximo ano letivo.
O governo disponibilizou uma forma de responder às duvidas que vão surgindo neta época tão ímpar. Qualquer um pode preencher um formulário e pôr as suas duvidas sobre diversas áreas. já pode encontrar nesta página uma série de Perguntas Frequentes (FAQ).
As medidas anunciadas para o 3.º período não surpreenderam os representantes dos pais, dos directores e dos professores, que as consideram “adequadas” ao momento que se vive. Estudantes reafirmam que “não faz sentido” realizarem-se exames nacionais este ano.