Category: Rui Cardoso

Escolas ficam fechadas mais uma semana… no Reino Unido

Por cá vamos ver o que vai dar o regresso dia 4 de janeiro… pelo aumento de casos anunciado hoje em relação aos últimos 3 dias…

Schools in England ‘to stay closed for an extra week’ say reports

Secondary schools in England are set to remain closed for at least an extra week after the Christmas break, it has been reported.

Ministers have agreed to the delay after facing mounting calls to put back the reopening of schools as coronavirus cases soar, reports the Mirror.

Downing Street insisted this afternoon that the plan remains to open up schools in a staggered fashion.

Children would be back to classes from Monday, with the majority of kids returning to lessons a week later.

But according to TES, a new plan approved by ministers will see Year 11 and 13 exam students not return from January 4 as planned.

Only vulnerable students and children of key workers will return straight away.

Covid-19 testing in schools will commence the following week, starting on January 11.

And according to the report, all students would be back in school from the week of January 18.

The Department for Education did not deny the report, but said their position – that they want schools to return in January and that dates remained under review – had not changed.

 

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Carta de Ano Novo a um@ Director@ imaginári@

 

 

Car@ Director@:

Escrevo esta carta ciente de que, e como frequentemente afirmas, os teus afazeres são muitos e complexos e que, por isso, talvez te falte algum tempo para te dedicares aos aspectos mais simples do teu cargo, como escutar os teus subordinados… E escutar não é o mesmo que ouvir, como tu bem sabes… Muitas vezes ouves, mas não escutas, não prestas atenção ao que te está a ser dito, nem valorizas o conteúdo da mensagem…

Sobretudo se a mensagem não estiver de acordo com as tuas convicções sobre determinado assunto, é comum mostrares a tua postura mais “persuasiva”, inevitável eufemismo de uma atitude autoritária e prepotente…

Nessas situações é habitual observar-se a tua irritação, com fins previsivelmente intimidatórios, acompanhada, quase sempre, de uma intensidade sonora bastante superior à expectável e desejável… Mas os decibéis não são sinónimo de que tenhas razão, são apenas uma manifestação da tua vontade, muitas vezes, obstinada e irredutível… Na verdade, car@ Director@, não precisas de gritar e também não precisas de humilhar ninguém, muito menos na presença de outras pessoas… Apontar defeitos ou falhas é algo que só deveria acontecer em privado, como tu bem sabes, mas talvez já tenhas esquecido… Além disso, deves aos teus subordinados a mesma lealdade institucional que, legitimamente, esperas deles…

Talvez, ainda, não o tenhas percebido, mas, e ao contrário do que talvez pretendesses, esse comportamento exacerbado não é compatível com a elevação do cargo que desempenhas, nem honra as tuas funções. Pelo contrário, fragiliza-te perante os teus subordinados, tornando-te num alvo facilmente ridicularizável. Os excessos originam, quase sempre, algum tipo de caricatura…

E, sim, todos sabemos, há muito tempo, que és tu @ Director@, não precisas de o continuar a apregoar sempre que te sentes contrariad@ ou como forma de justificares algumas decisões… Todos conhecemos e respeitamos as hierarquias existentes na escola…

Car@ Director@, a comunicação entre ti e os teus subordinados costuma decorrer, mais ou menos, desta forma: a maioria diz-te apenas aquilo que sabe que tu queres ouvir; outros nunca ousam dizer-te sequer o que pensam e outros, poucos, dizem-te o que realmente pensam e são, muitas vezes, considerados como uma espécie de “proscritos” ou como indesejáveis, sobretudo se as suas opiniões forem contrárias às tuas ou diferentes das mesmas…

Car@ Directo@, também já se percebeu que te rodeaste de uma espécie de “rede de informadores” e que, por vezes, te vanglorias de saber tudo o que se passa na “tua” escola…

Mas a informação que te é veiculada por essa via pode estar deturpada, pode não corresponder à realidade e impossibilita, se for o caso, o exercício do contraditório; e o poder informal que concedes a esses “informadores” gera revolta, repúdio e incompreensão nos restantes subordinados… O incentivo à delação é algo pernicioso, indigno e vergonhoso… Além do mais, há outras formas muito mais justas, transparentes, leais e fidedignas de recolher informação, seja ela de que natureza for…

E, lembra-te, que a maior parte dos teus subordinados, como profissionais responsáveis, competentes e diligentes, não precisa de ninguém para os “vigiar”… Ser facilmente influenciável por intrigas ou mexericos é algo que não se espera de um líder…

Car@ Director@, um líder deve suscitar o respeito dos seus subordinados e não aspirar a impô-lo; o reconhecimento da autoridade e do respeito por parte dos subordinados em relação ao líder não se faz por via da imposição, mas através da confiança recíproca, assente na negociação e no comprometimento mútuo; um líder escuta os seus subordinados; admite, perante os mesmos, os seus erros quando os comete; delega, não centraliza o poder em si próprio e não toma decisões unilateralmente; um líder não instiga jogos de poder nem cria pequenos grupos “confiáveis”, constituídos apenas por subordinados que jamais assumirão qualquer divergência ou desacordo consigo; um líder (re)conhece as dificuldades e as especificidades profissionais dos seus subordinados…

Car@ Director@, tu não nasceste Director@, tu quiseste tornar-te Director@. E isso foi uma opção e uma escolha pessoal, de vida e de carreira, apenas imputável a ti própri@ e, sendo assim, não é legítimo impor as respectivas consequências a terceiros. E se considerares que tal é inaceitável, podes sempre renunciar ao exercício do cargo. Não és nenhum “mártir”, como às vezes pretendes insinuar…

Car@ Director@, o conformismo de alguns subordinados não significa concordância com as tuas decisões. Significa, quase sempre, evitamento do conflito directo contigo. O agastamento e o desassossego que um conflito pode provocar, sobretudo numa relação de poder desigual, fá-los, muitas vezes, remeter-se ao silêncio. Mas não te iludas, car@ Director@, esse silêncio também é imposto pela tua, não rara, censura ou arrogância e oculta descontentamento e mal-estar… Também é possível comunicar pelo silêncio. O silêncio, às vezes, também “fala”, assim se procure ou se queira compreender o seu significado…

Na “tua” escola, lamenta-se, mas reinam as aparências, a paz simulada e o “faz-de-conta”. A Democracia participativa parece ter ficado no lado exterior do portão da escola, impedida de entrar… E uma tão visível, reiterada e incondicional subserviência ao Ministério da Educação também não abona em teu favor e é frequentemente geradora de desdém e de desconfiança…

E, por favor, não compliques, nem mandes complicar, aquilo que é simples. Tornar tudo mais difícil não é sinónimo de competência nem de eficácia…

A “tua” escola é gerida à tua imagem, é o teu “espelho” e parece estar ao serviço dos teus interesses. Mas essa não é a nossa escola. Uma Escola Pública não pode ser isso e tem que ser muito mais do que isso…

Car@ Director@, termino com uma frase comummente atribuída a Luís de Camões e que merecerá, por certo, a tua melhor atenção e reflexão: “Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos”.

 

Car@ Director@, à parte tudo o anterior, desejo-te um (sentido) Feliz Ano Novo!

 

P.S.: Car@ Director@, espero, convictamente, que o retrato apresentado seja apenas o resultado de um inusitado devaneio, a que todos, de vez em quando, têm direito…

 

(Matilde)

 

 

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Alargar CAF e AEC´s? Mas porque não para todos os alunos?

A alargar (é uma intenção já com barbas, mas ainda não concretizada por nenhum governo) que seja para todos os alunos que tenham interesse em frequentar, ou discriminamos?

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Presidente da República promulgou Grandes Opções do Plano e Orçamento do Estado para 2021

 

Presidente da República promulgou Grandes Opções do Plano e Orçamento do Estado para 2021

Apesar das limitações a maior ênfase social, do renovado não acolhimento de algumas pretensões empresariais e da existência de soluções de carácter programático, na fronteira da delimitação de competências administrativas, considerando as complexas condições que rodearam a sua elaboração e a busca do equilíbrio entre o controlo do défice, a adoção de medidas relevantes em domínios como a saúde e os rendimentos dos mais sacrificados, e, sobretudo, a óbvia importância de os portugueses disporem de Orçamento de Estado em 1 de janeiro de 2021, atendendo à urgência do combate à pandemia e seus efeitos comunitários, bem como à adequada receção das ajudas europeias, designadamente, do Plano de Recuperação e Resiliência, o Presidente da República promulgou o diploma da Assembleia da República que aprova o Orçamento do Estado para 2021.

O Presidente da República promulgou igualmente o diploma que aprova as Grandes Opções do Plano para 2021.

 

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Haverá tolerância de ponto no dia 31?

Com as limitações a que o país está sujeito por via das restrições impostas com o estado de emergência a partir de dia 31 de dezembro de 2020 e até 4 de janeiro de 2021, não fará muito sentido dar tolerância de ponto à função pública no dia 31, seria um contrassenso. No máximo, poderia, o governo, dar a tarde de tolerância para os preparativos do repasto da noite e preparação do almoço de ano novo.

Função pública não espera mas quer tolerância de ponto dia 31

Os sindicatos dos funcionários públicos e autárquicos não receberam informação sobre tolerância de ponto no dia 31 e enquanto os primeiros já não esperam ter o dia livre, os segundos ainda aguardam uma decisão do Governo favorável aos trabalhadores.

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A Polícia compareceu na reunião de Encarregados de Educação

 

A situação aconteceu em setembro, mas só agora chegou ao nosso conhecimento.

Um sr.º diretor ordenou que se realizassem reuniões presenciais com os encarregados de educação no início do ano letivo. Os docentes cumpriram as ordens. Convocaram os encarregados de educação para a reunião presencial no dia pré-definido e lá se reuniram dentro das salas de aula com, no máximo, 50 metros quadrados.

Estava a reunião a decorrer com as apresentações e informações inerentes, quando… entra a polícia pela sala a dentro e informa que os intervenientes  estão em desrespeito à lei, pois estavam presente um ajuntamento ilegal de pessoas. Perante a perplexidade de todos, o docente informou a autoridade policial que apenas estava a cumprir ordens superiores. Ao que lhe foi respondido que ou terminavam a reunião naquele local (sala de aula) ou seriam todos identificados e sofreriam as consequências previstas na lei. O diálogo continuou e foi decidido que a reunião continuaria no espaço exterior da escola. O polícia deu-se por satisfeito e continuou o seu périplo pelas salas de aula da dita escola, levando o mesmo discurso pelas reuniões a decorrer.

Este caso ficou-se por uma admoestação, mas se não fosse a compreensão da autoridade policial, seriam os intervenientes na reunião a sofrer as consequências do cumprimento cego de ordens sem sentido e de pouco senso comum.

Fica a informação legal para que situações destas não aconteçam:

A Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (Lei n.º 35/2014, de 20 de Junho), é clara. Um trabalhador deixa de ser obrigado a obedecer a um superior hierárquico, sempre que este lhe der uma ordem ou instrução que o leve a cometer uma ilegalidade.

Artigo 177.º
Exclusão da responsabilidade disciplinar
1 – É excluída a responsabilidade disciplinar do trabalhador que atue no cumprimento de ordens ou instruções emanadas de legítimo superior hierárquico e em matéria de serviço, quando previamente delas tenha reclamado ou exigido a sua transmissão ou confirmação por escrito.
2 – Considerando ilegal a ordem ou instrução recebidas, o trabalhador faz expressamente menção desse facto ao reclamar ou ao pedir a sua transmissão ou confirmação por escrito.
3 – Quando a decisão da reclamação ou a transmissão ou confirmação da ordem ou instrução por escrito não tenham lugar dentro do tempo em que, sem prejuízo, o cumprimento destas possa ser demorado, o trabalhador comunica, também por escrito, ao seu imediato superior hierárquico, os termos exatos da ordem ou instrução recebidas e da reclamação ou do pedido formulados, bem como a não satisfação destes, executando seguidamente a ordem ou instrução.
4 – Quando a ordem ou instrução sejam dadas com menção de cumprimento imediato e sem prejuízo do disposto nos n.os 1 e 2, a comunicação referida na parte final do número anterior é efetuada após a execução da ordem ou instrução.
5 – Cessa o dever de obediência sempre que o cumprimento das ordens ou instruções implique a prática de qualquer crime.

 

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A crise demográfica teve repercussões na Escola com menos 401 mil alunos

Escolas portuguesas perderam 401 mil alunos na última década

Nos últimos dez anos, o sistema de ensino português (público e privado) perdeu mais de 401 mil alunos. A conclusão é do relatório ‘Educação em Números – Portugal 2020’, do Ministério da Educação, citado esta terça-feira pelo ‘Correio da Manhã’ (CM).

Segundo o mesmo documento, ao comparar os últimos 10 anos é possível observar a tendência descendente. No ano letivo 2018/19, o mais recente para o qual há dados disponíveis, registavam-se 1.613.334 alunos nas escolas nacionais, sendo que em 2009/2010 eram 2.014.831.

Nos últimos dez anos, o ano letivo com maior número de alunos matriculados nas escolas portuguesas foi o de 2009/2010, altura em que se verificavam 2.014.831 estudantes. A partir daí, segundo o ‘CM’, os números começaram a descer, com a maior baixa a registar-se no terceiro ciclo, menos 146 mil alunos. Também o ensino pré-escolar foi bastante afetado por esta quebra, com menos 30 mil nos últimos dez anos.

O relatório revela ainda que existem atualmente 8.367 estabelecimentos de ensino em Portugal, uma visível redução face há dez anos, quando o total era de 11.76. O ensino público registou a maior descida, perdendo 3.394 estudantes, já o privado perdeu cerca de 248. Quanto aos professores, há 146.992, menos 33 mil do que em 2009/2010.

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Se fossem só os diretores… a escola caía!

 

Diretores resilientes

ozando da tão necessária e relevante pausa letiva (de natal), as escolas preparam-se, agora, para enfrentar os 55 dias úteis de aulas relativos ao próximo período, que, se decorrer de modo idêntico ao primeiro, será excecional.

É o momento oportuno para realçar o trabalho extraordinário dos diretores e das suas equipas diretivas, dos coordenadores de professores e do pessoal não docente, que se devotaram de alma e coração, mormente aos alunos, a maioria dos quais arredada do espaço escolar de 16 de março até ao início do ano letivo atual. Seis meses é muito tempo!

Os líderes das escolas públicas portuguesas constituem um órgão unipessoal, que faz uso da colegialidade de opiniões, em auscultações frequentes e participadas, quando da tomada de decisões; são eleitos por um órgão representativo – conselho geral – dos professores, do pessoal não docente, dos pais e encarregados de educação, dos alunos, do município e da comunidade local – inviabilizando a possibilidade da prática adversa dos jobs for the boys; o seu cargo é limitado a um máximo de 4 mandatos – de 4 anos cada – e é desempenhado por um docente, impedido a outros profissionais, nomeadamente a gestores; o exercício das funções de diretor faz-se em regime de dedicação exclusiva, o que implica, com ressalva específica, a incompatibilidade do cargo dirigente com quaisquer outras funções, públicas ou privadas, remuneradas ou não – há quem afirma tratar-se de um verdadeiro sacerdócio (!); está isento de horário de trabalho e aufere um suplemento retributivo variável, de acordo com o número total de alunos da escola ou agrupamento onde exerce funções – hipocrisia legislativa (!); pode optar por lecionar uma turma. Na verdade, tem de ser um(a) super-homem/mulher, atendendo aos requisitos legais, mas, inegavelmente, ao perfil pessoal e profissional que deverá possuir e se exige.

E, no entanto, os 812 diretores existentes no sistema educativo nacional dispõem de um modelo de avaliação injusto e que reclama uma alteração urgente, pedido que será concretizado no próximo ano civil, sejam os políticos sensíveis a tal desígnio. Invocam, ainda, maior apoio na sua ação, nomeadamente das serviços centrais do Ministério da Educação, fundamental para o desempenho preciso das funções que lhes são depositadas, não esquecendo o essencial aumento das escassas margens de autonomia e confiança por parte da tutela, que contribuirá para (re)afirmar o reconhecimento endossado a estes pilares do sistema educativo. Estas, entre outras, são algumas das reivindicações daqueles que atuam no superior interesse da Escola Pública.

Os dirigentes máximos das escolas revelam-se decisivos, para além do mais, na obtenção dos resultados positivos na Educação, expressos recorrentemente nos últimos anos, quer interna quer externamente, mau grado a escassez de recursos humanos, profissionais imprescindíveis e potencializadores das melhorias mais acentuadas; na gestão extraordinária que realiza(ra)m em relação à pandemia, eixos de referência para o sucesso das medidas adotadas no primeiro período letivo; no modo insigne como gerem diariamente os estabelecimentos de ensino e que colhem a estima da generalidade das comunidades educativas que norteiam.

Por isso, neste final de ano, saúdo os nossos diretores, subdiretores, adjuntos e assessores, pelo trabalho louvável que têm efetuado na liderança das suas comunidades educativas, quantas vezes sem o sentido e merecido reconhecimento, legal e institucional.

 

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ME olha para o lado só para não ver o que poderá acontecer no 2.º período

 

Em fevereiro ouvi e vi a D. Graça afirmar que o tal vírus chinês nunca chegaria a Portugal. Em março instalou-se o caos nas escolas aquando do encerramento e as orientações do ME foram tão vagas que ninguém se entendia. Agora não mudam nada e os planos de contingência das escolas preveem todos os cenários, logo não é necessário acrescentar nada de novo. Opta-se pela reação porque a prevenção já se esgotou…

Nova variante do vírus pressiona fecho de escolas no Reino Unido. Portugal descarta este cenário ou prolongar férias

Os mais recentes estudos apontam para que a variante descoberta no Reino Unido seja mais infeciosa nas crianças, levando a que algumas escolas estejam a fechar as portas. Contudo, em Portugal essa solução parece estar longe de ser implementada, uma vez que não passa de um «cenário» hipotético.

Contactado pela ‘Executive Digest’ fonte oficial do ministério da Educação foi perentória ao garantir que não haverá alterações ao calendário escolar, no sentido de prolongar as férias do Natal, nem está prevista qualquer outra medida para as escolas.

«O primeiro-ministro já disse que não havia alterações ao calendário escolar, o ministro (da educação) também. Se houver alguma alteração as autoridades dirão», refere. Quanto ao futuro e à possível chegada da variante a Portugal a situação é uma incógnita, mas o fecho das escolas não está em cima da mesa.

«Não sabemos, para já nenhum país da Europa fechou escolas a não ser o Reino Unido e só em algumas regiões. Mais para a frente, com as reuniões dos especialistas, se houver alguma necessidade logo se vê», afirma dizendo que «nunca se fecharam as escolas durante este período todo», por isso essa não deverá ser uma opção a seguir.

A mesma fonte refere que esta situação «é um cenário, nada mais e nós não lidamos com cenários, lidamos depois com factos e se os factos assim o determinarem, as autoridades de saúde em conjunto com o Governo irão avaliar, mas não será para já», garante.

«É uma questão ainda muito prematura. As escolas estão fechadas, não há sequer ainda notícia desta mutação em Portugal, só em dois ou três países da Europa, por isso não havendo informação é estarmos a discutir algo que não se coloca e pode nunca vir a colocar-se», conclui.

Ainda sobre o fecho das escolas ou uma eventual possibilidade de prolongar as férias escolares, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), disse à Executive Digest que essa nunca foi uma opção defendida pelo organismo, esclarecendo que desde que sejam aplicadas todas as medidas de segurança para a comunidade escolar, as aulas presenciais devem continuar.

A Executive Digest tentou contactar o Ministério da Saúde e a Direção Geral da Saúde (DGS), para obter mais esclarecimentos sobre esta matéria, mas até ao momento ainda não obteve qualquer resposta.

 

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Como estão as Metas da Educação e Formação para 2020

Segundo o relatório do Estado da Educação ainda não foram alcançadas e prevejo que algumas ficarão pelo caminho se o prazo de execução não se prolongar.

 

 

 

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Diferença de oportunidades, ensino público versus ensino privado

Hoje deparei-me com esta “notícia” na Visão. Uma tal de Sofia Arruda afirma o seguinte:

Sofia explica que sempre estudou em escolas públicas, ao contrário do seu marido, David. Por essa razão, o casal percebeu que podem existir mais oportunidades no ensino privado.

“A diferença de ‘oportunidades’ é gigante. Muito menos na escola pública, infelizmente”, realça.

“Eu tive que lutar para conseguir aprender, tive que pagar cursos privados para colmatar as lacunas do meu ensino E, além de tudo, queremos que o Xavier seja bilingue e como nem eu, nem o pai somos, ele tem de aprender na escola”, completa.

 

Não é algo que nunca tenha ouvido, na classe politica portuguesa é algo muito “normal”. A questão que se põe é se o ensino será mesmo diferente e porquê. O programa é igual ou similar, não será essa a razão. Os professores que dão aulas no ensino privado, na maioria das vezes acaba por vir para o ensino público ou está nos dois em simultâneo. Será o público alvo? Serão as crianças e jovens que frequentam um e outro ensino que farão a diferença? Serão as famílias das quais proveem os alunos e o seu nível socioeconómico que gerarão mais oportunidades? Sim, claro que sim. Mas há mais razões…

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A frente de batalha contra a desgraça sempre teve lugar na escola.

Sempre tive essa noção, em caso de crise é na escola que se vê, em primeiro lugar, a desgraça a acontecer. São as crianças e jovens, os primeiros a deixar notar o que se passa em casa. Se olharmos com atenção verificamos a mudança de rotinas, de lanches, de pequenos pormenores que na maioria das vezes passam ao lado da restante sociedade. É na escola que a fome vem morrer.

Este ano não é diferente, esta crise vai afetar muitos que até agora ajudavam e, agora, são eles que necessitam de ajuda.

Alunos que ajudavam colegas carenciados são quem agora precisa de apoio

Alunos de famílias de classe média, que antes participavam em campanhas de solidariedade, são agora quem precisa dessa ajuda e algumas escolas receiam não conseguir acudir a todos.

 

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Grande maioria dos professores serão vacinados na 3.ª fase…

Este ano, o fado do fecha turma, abre turma, isola este, isola aquele, recebe telefonema e faz telefonema, recebe email e envia email para o delegado de saúde, vai até ao final do ano letivo. No próximo ano letivo, logo veremos se continuamos ou não, mas o mais provável…

Tudo como previsto…

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Notas “demasiado elevadas” nos exames nacionais? Veremos os resultados…

Iave quer travar notas “demasiado elevadas” nos exames nacionais

As provas do 9.º. 11.º e 12.º anos vão manter perguntas opcionais, como no ano passado, mas o nível de dificuldade das alternativas será semelhante para evitar classificações acima do normal.

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), Luís Pereira dos Santos, reconhece que o modelo usado nos exames nacionais do ensino secundário no último ano lectivo contribuiu para que fossem dadas notas “demasiado elevadas”. As provas deste ano vão manter a mesma solução, com grupos de questões opcionais. Para evitar uma situação semelhante, haverá mexidas no grau de dificuldade das perguntas que vão ser feitas.

Ao contrário do que aconteceu no ano passado, as avaliações externas deste ano lectivo são feitas de raiz a pensar neste sistema em que há perguntas de resposta opcional. O modelo vai manter-se nos exames nacionais do ensino secundário e será estendido às provas finais de 9.º ano, onde apenas são avaliadas as disciplinas de Matemática e Português. Apesar de terem sido dadas notas “demasiado elevadas” nos exames do ano passado, o presidente do Iave entende que a solução encontrada “resultou” e concorda com a sua manutenção neste ano lectivo.

Sendo as provas pensadas de raiz para este modelo, o Iave pode encontrar outras soluções, que no ano passado não eram possíveis, uma vez que as provas estavam já numa fase adiantada de preparação no momento em que as aulas foram suspensas e o Governo determinou que os exames tivessem regras especiais. “As coisas têm que ser um bocadinho mais equilibradas e temos essa preocupação este ano, para que os efeitos sejam mitigados”, acrescenta Pereira dos Santos.

O Iave está a trabalhar em soluções que passam, por exemplo, por garantir que as perguntas que são apresentadas em alternativa têm um grau de dificuldade e complexidade semelhante. A intenção é evitar o que aconteceu no ano passado: as perguntas mais difíceis quase não tiveram impacto nas classificações, ou porque os estudantes simplesmente não responderam ou porque, por terem tido piores resultados, foram excluídas da contabilidade final, devido às regras especiais implementadas. As mudanças devem também atingir os grupos de resposta obrigatória.

No ano passado, os enunciados tinham um conjunto de questões obrigatórias e outras que eram opcionais. Os alunos podiam assim escolher não responder às matérias que não tivessem trabalhado em sala de aula por causa da suspensão das actividades presenciais entre o final do 2.º período e as primeiras semanas do 3.º período.

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30 mil “aferidos” em amostra aleatória

O engraçado é conseguir meios tecnológicos para que os alunos realizem as provas… por isso é que a coisa se vai estender no tempo… deve ser à espera da entrega dos tais computadores…

Ministério testa aprendizagens de 30 mil alunos no início do 2.º período

Cerca de 30 mil alunos do ensino básico vão ser testados no início do 2.º período para perceber de que forma a suspensão das aulas, durante o ano lectivo passado, afectou as suas aprendizagens. Não se trata de um exame nem de uma prova de aferição, mas de um estudo, pedido pelo Ministério da Educação (ME), que envolve alunos do 3.º, 6.º e 9.º anos. O objectivo é dar informação às escolas para que possam ajudar os alunos a recuperar as matérias atrasadas.
O Diagnóstico de Aferição das Aprendizagens – que arranca a 6 de Janeiro, dois dias depois do regresso às aulas, após as férias – será feito em moldes semelhantes aos de provas internacionais como o PISA (Programme for International Student Assessment) ou o TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study). É testada uma amostra da população escolar e são avaliadas “literacias transversais”. As questões que serão colocadas aos estudantes têm por base competências que estão previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, em dimensões como linguagens e textos, raciocínio e resolução de problemas, pensamento crítico e pensamento criativo ou ainda saber científico, técnico e tecnológico.

Este estudo nacional, que tinha sido anunciado pelo ME em Julho, quando apresentou o plano de regresso às aulas depois da suspensão motivada pela pandemia, vai focar-se em três áreas: Matemática, Ciências e Leitura e Informações. Será feito um único teste, dividido em três partes, uma para cada disciplina, sendo dedicados 30 minutos a cada tarefa, com intervalos entre cada uma. No final, os estudantes respondem também a um questionário de contexto, onde se pretende recolher dados sobre a forma como cada escola lidou com o ensino à distância.

O teste diagnóstico está desenhado para “tirar uma fotografia do estado das aprendizagens”, avança ao PÚBLICO o presidente do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), Luís Pereira dos Santos, a quem o ME entregou a responsabilidade de preparar o estudo diagnóstico, que é inédito em Portugal.

Os alunos vão ser testados até 22 de Janeiro. Ou seja, durante as três primeiras semanas do 2.º período lectivo. As escolas terão margem para estabelecer os dias em que cada turma vai responder ao teste. O diagnóstico não implica que todos respondam ao mesmo tempo, como acontece com os exames nacionais, desde logo porque os alunos não terão acesso a um enunciado em papel. As tarefas são respondidas online, através de um computador. Além disso, o sistema informático define aleatoriamente as questões apresentadas a cada estudante.

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Litania para um Natal

Litania para um Natal

Perdoai-lhes, Senhor!
Por todas as vezes que disseram amar alguém e só a si se amaram
Por todas as vezes que fizeram promessas que não cumpriram
Por todas as mentiras que calaram
E por todas as vezes que foram intencionalmente omissos.

Perdoai-lhes, Senhor!
Por subirem e descerem escadas quando lhes apetecia
Por serem sociais e amáveis quando a situação exigia
Por calarem a hipocrisia, matéria de que são feitos
Por regressarem a casa ébrios
Por trazerem roupa com marcas de esperma
Por rodarem as rodas por estradas sem berma
Na avidez sôfrega do cio.

Perdoai-lhes, Senhor!
Por nunca terem nada nas mãos
Por representarem papéis que não ensaiaram
Por guardarem segredos em pastas fechadas
Por desrespeitarem os outros com ligeireza
Por se sentarem à nossa mesa
Por se deitarem nas nossas camas
Por violarem a nossa vida
Por comerem o nosso pão
Por nos negarem a razão.

Perdoai-lhes, Senhor! Perdoai-lhes!
Apesar das palavras e dos jogos sintáticos
Apesar das máscaras descartáveis que usam
Apesar da confissão sem remissão.

Perdoai-lhes, Senhor, porque eles sabem o que fazem.

(texto encontrado num velho bloco de apontamentos, sem autor)

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Façam o favor de ser felizes, neste Natal

 

Num ano atípico, o Natal não poderia deixar de o ser. A distância a que somos obrigados transforma-se em proximidade e afetos, se nós, assim, o desejarmos. Nós estaremos por aqui, próximos como sempre…

A equipa do Blog DeAr Lindo deseja um Feliz Natal a todos os seus leitores e restante comunidade educativa nacional.

 

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Carta de Agradecimento aos Professores

Querido professor,

Hoje, como professora, como colega, venho agradecer tudo que tens feito pelos teus meninos.
Venho agradecer-te as horas que tiras da tua vida pessoal para preparares aulas, para corrigires testes, para pensares de que forma podes ajudar o/a teu/tua aluno/a que manifesta dificuldades, para pensares de que forma podes fazer com que a tua turma esteja mais motivada, para responderes aos emails dos pais, para estares presente em reuniões, etc.
Quero agradecer-te por reconheceres em cada criança um imenso potencial a ser desenvolvido.
Quero agradecer-te por veres em cada criança um Ser único, com as suas potencialidades e fragilidades.
Quero agradecer-te por veres que não são todos iguais e acreditares que é nessas diferenças que está a essência de cada um.
Quero agradecer-te por pensares fora da caixa e tentares tornar o ensino mais dinâmico, criativo e interessante.
Quero agradecer-te por teres hora para entrar, mas não teres horas para sair.
Quero agradecer-te a forma como te dás a cada criança, a cada família, à escola.
Quero agradecer-te por teres um sentido de missão tão grande, que vês em cada aluno um bocadinho de “teu”.
Quero agradecer-te por acreditares que há aprendizagens mais valiosas do que apenas os conteúdos que vêm nos manuais.
Quero agradecer-te por veres, em outros colegas, uma fonte de inspiração.
Quero agradecer-te por tudo que fazes!!!
Quero dizer-te que és brilhante e que estás a deixar marcas. Marcas que ficam para a vida.

A todos os professores, o meu OBRIGADA!
Foi um período difícil, mas conseguimos! Chegámos ao fim com dever de missão cumprida.
Bom descanso para todos e boas festas.

Texto de Joana Bensassy- Aprender com c’alma

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Professor hospitalizado acaba de corrigir exames de alunos antes de morrer

Vocação real: professor hospitalizado acaba de corrigir exames de alunos antes de falecer

Neste ano turbulento, pudemos aprender sobre qual é o verdadeiro compromisso de muitos professores que doaram quase 100% à profissão, tentando fazer com que a educação de crianças e adolescentes possa ocorrer mesmo à distância.

O professor Alejandro Navarro, de San Felipe del Río, Texas (EUA), é um daqueles maravilhosos profissionais que deixam lições incríveis não só aos seus alunos, mas a todos os que conhecem a sua história de dedicação ao ensino.

Numa ala hospitalar, antes de ser transferido para as urgências devido a um grave problema cardíaco, Alejandro Navarro podia ser visto com o computador ao colo, entretido na correção dos exames e no trabalho que os alunos lhe tinham enviado.

A filha, Sandra Venegas, usou o telemóvel para tirar a última fotografia do pai, que com cada vez menos energia terminou o trabalho que lhe restava.

A imagem foi partilhada no Facebook no dia 18 de dezembro com uma forte declaração, na qual relata que o pai, sabendo que estaria internado, fez questão de colocar o computador e o carregador na mala para garantir que poderia terminar o trabalho na maca do hospital.

A certa altura, os médicos abordaram-no dizendo que a sua condição estava a piorar e que o seu coração provavelmente iria parar, por isso teria de decidir antecipadamente se preferia uma intervenção com RCP e intubação ou sair em paz.

Sandra lembra-se da preocupação do pai com o trabalho, colocando sempre as necessidades dos alunos à frente das dele. A filha lamenta, diz que desejava que o pai tivesse aproveitado melhor os últimos momentos.

“A última vez que o vi foi na segunda-feira, e ele passou as duas horas que fiquei em casa trabalhando. Gostaria que ele tivesse fechado o laptop e gostado de passar um tempo comigo.”, disse Sandra Venegas no Facebook.

Venegas, que também é professora, fez um apelo para que todos reconheçam o grande esforço que os professores têm feito nos últimos tempos, devido às novas diretrizes na pandemia de COVID-19. Muitos cumprem expedientes dobrados de trabalho, o que demanda muita energia. A sua reflexão termina com a não normalização do trabalho fora do horário de trabalho, porque no trabalho, nada nem ninguém é substituível, mas em casa não se pode dizer o mesmo.

Este é o meu pai Alejandro Navarro, um dia antes de falecer, preocupado em finalizar as notas para os relatórios de progresso. Ele sabia que ia para as urgências por isso arrumou o seu laptop e carregador para que pudesse entrar neles.
Os médicos estavam vindo vê-lo. Eles estavam a fazer testes, eles estavam a dizer-lhe que ele precisava de decidir o que ele queria no caso de o seu coração parar: RCPR e entubação ou para ir em paz. Ele responderia às perguntas e retomava com as notas.
A última vez que o vi foi segunda-feira e ele passou as duas horas que eu estava na casa dele trabalhando. Queria ter fechado o laptop dele e ter gostado de passar tempo com ele.
Professores colocam tantas horas extras, horas que muitos não dão conta. Mesmo durante uma pandemia, mesmo durante uma crise sanitária, os professores se preocupam em cumprir os seus deveres.
Agradeça aos seus professores. Se és casado com um, ajuda-os a estabelecer limites, se és filha / filho de um, não os deixes trabalhar assim que estiverem em casa. Seja gentil com seus professores. ♥️
Professores não vamos normalizar o trabalho depois do horário, não vamos normalizar ficar no trabalho até tarde. Você é substituível no trabalho. Você NÃO é substituível em casa. 💔
Pai, você vai fazer muita falta! Eu amo você!
* Editado para Adicionar: Não imaginava que essa publicação iria chamar tanta atenção mas queria esclarecer, meu pai não faleceu de Covid nem nada relacionado com o Covid.

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Ser professor hoje não é fácil – Vera de Melo Gouveia

Ser professor hoje não é fácil

 

A falta de professores nas escolas de Lisboa foi notícia, mas não é um facto, nem recente, nem restrito àquela região; não sendo novo, tem propensão para piorar e é transversal a todo o país. Entre as reivindicações apresentadas, a greve de professores no dia 11 de Dezembro também visava chamar a atenção para este problema.

Com o 25 de Abril, deu-se uma inestimável expansão do ensino, que se democratizou, perdendo o carácter elitista que o caracterizava. As escolas proliferaram por todo o país para facilitar o acesso de todos à educação, mas a consequente necessidade de contratar professores redefiniu os critérios de admissão para o exercício da docência, baixando o grau de exigência. Na consolidação do processo nos anos seguintes, tornou-se imperioso transferir o foco da questão de mais acesso para o da mais qualidade.

Convergente com a ideia de que o primeiro requisito para ensinar bem é saber bem o que se ensina – o que supõe, não só o conhecimento dos conteúdos, mas também dos seus aspectos metodológicos –, seguiu-se um período em que houve um inegável esforço por parte da tutela na formação dos professores. A partir do final da década de setenta do século passado, as habilitações académicas e as qualificações profissionais do corpo docente vieram progressivamente a melhorar, ao mesmo tempo que se verificou, até 2005/2006, um crescimento do número de professores em todos os níveis de ensino.

Acompanhando estas mudanças, a classe foi também envelhecendo. De acordo com o Relatório Técnico sobre a Condição Docente do Conselho Nacional de Educação, a média de idades do corpo docente, em 2015, situava-se nos 45 anos e, em 2019, segundo a PORDATA, no 2º e 3º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, por cada 100 professores com menos de 35 anos, havia 1595 com mais de 50.

Esta considerável tendência de envelhecimento pode ser vista como um indicador de estabilidade e de experiência profissional, mas não deixa de ser preocupante, sobretudo, se pensarmos no elevado número de professores que atingirão, nos próximos anos, a idade da reforma. Mais preocupante se torna quando constatamos que, dos jovens que pretendem completar o ensino superior, de acordo com o estudo da OCDE, Effective Teacher Policies, apenas 1,3% planeia tornar-se professor e, na sua maioria, são os alunos com um aproveitamento escolar abaixo da média.

Ser professor não é, portanto, uma carreira aliciante.

E o mesmo estudo identifica algumas das causas que a tornam pouca atractiva e sugere alternativas para as corrigir, sublinhando que os professores são a peça chave para o sucesso dos alunos e que é preciso criar condições para que consigam fazer o seu trabalho.

O ensino sempre foi uma actividade complexa, mas, à medida que a escola foi assumindo uma maior responsabilidade social, o papel do professor tornou-se cada vez mais exigente e difícil, sem que daí lhe advenham as correspondentes contrapartidas. Verifica-se, pelo contrário, um declínio do reconhecimento e da imagem social dos docentes. A incerteza de colocação, que não contribui para que os professores criem um sentimento de pertença em relação às escolas por onde passam, as constantes mudanças e ajustamentos curriculares, a burocracia que extravasa o horário (na maioria das vezes, sem proveito) não tornam a docência propriamente muito apelativa.

No estudo acima referido, uma importante estratégia sugerida para a valorização da profissão passa pelo processo de recrutamento que avalia as competências profissionais dos candidatos e mecanismos de avaliação dos professores. Avaliar e compensar os professores poderá ser uma maneira para atrair os melhores alunos, para ter bons professores.

A apregoada autonomia das escolas deveria permitir seleccionar aqueles docentes cujas competências, características e experiência melhor se ajustassem ao seu projeto educativo; ou estabelecer uma discriminação positiva para quem aceitar o desafio de leccionar nas escolas mais problemáticas.

Apesar das renovadas juras de amor pela Educação em 2017, Portugal acabaria por registar, em 2018, o rácio despesa pública em educação/PIB mais reduzido desde que há registos oficiais, passando a ocupar o 20º lugar da União Europeia, enquanto era 3º, no início do século.

Numa sociedade em que o desenvolvimento económico, social e humano assenta cada vez mais no conhecimento, o progresso do país cada vez mais depende da Educação e o futuro da Educação passa pela existência de bons professores. Ao Governo compete uma reflexão sobre este tema ou então sacudir a água do capote como fez o actual Secretário de Estado da Educação, João Costa, em relação aos resultados dos alunos do 4º ano em Matemática, na avaliação internacional Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS 2019).

As coisas não correm bem? Não olhem para mim que a responsabilidade não é minha. Os culpados? Os do costume. Os que foram Governo e estão agora na oposição.

 

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Se isto não significa que faltarão professores, não sei o que significará…

 

Até 2030 mais de metade dos professores do quadro (57,8%) poderá aposentar-se. Dos 89 925 docentes dos QA/QE e QZP, que em 1 de setembro de 2019 terão 45 anos e mais de idade, 51 983 (57,8%) poderão aposentar‑se num prazo de 11 anos: 17 830, nos primeiros cinco anos, 24 343 nos cinco anos seguintes e 9810 entre 2029 e 2030. Entre os grupos de recrutamento mais afetados por esta saída por aposentação destacam-se a Educação Pré-Escolar (73%); no 2º CEB – Português e Estudos Sociais/História (80%), Português e Francês (67%) e Matemática e Ciências Naturais (62%); no 3º CEB e ensino secundário – Educação Tecnológica (96%), Economia e Contabilidade (86%), Filosofia (71%), História (68%) e Geografia (66%) (Rodrigues et al, 2019). 

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Bravos? Somos, mas não necessitamos de aplausos. Podes ficar com eles…

Ministro da Educação deixa “bravos” às escolas, professores e alunos, mas não responde à oposição

No final do debate parlamentar de urgência pedido pelo PSD sobre educação, Tiago Brandão Rodrigues gastou os seis minutos disponíveis para fazer um cerrado ataque aos sociais-democratas, quer em matéria de educação quer, até, acusando-os de “patrocinar” o partido Chega.

“O PSD traz-nos aqui o que aconteceu entre 2011 e 2015 [período de Governo PSD/CDS-PP], um tempo de querubins e de querubinas, um tempo de serafins e de serafinas. E agora só Lucíferes, Belzebus, entes cornudos que existem por aqui a trabalhar a educação”, ironizou.

O ministro disse não compreender a urgência do PSD neste debate, “por não ver essa ansiedade no país”, e disse ter respondido “a mais de mil perguntas” das 1.252 perguntas que recebeu do parlamento.

“É da mais elementar justiça, o ministro da Educação vir dizer bravo às escolas, bravo aos diretores, bravo aos docentes, bravo aos não docentes, bravo aos alunos e bravo também suas famílias, que mesmo num tempo tão difícil conseguiram erguer em cada escola um espaço de segurança e de confiança”, saudou.

Para Tiago Brandão Rodrigues, a motivação do PSD ao convocar este debate “não foi certamente discutir a educação”, mas “surfar um conjunto de descontentamentos e dificuldades que sempre existem e existirão”

“Gostava de ver o PSD a defender a escola pública, mas o que vemos é o PPD/PSD a aplaudir a intervenção do deputado do Chega”, disse, considerando ter sido notório também no debate desta terça-feira que a ascensão do Chega é “patrocinada por parte do PSD”.

O ministro aconselhou ainda o deputado único André Ventura a frequentar algumas aulas de Cidadania e Desenvolvimento, acusando-o de ter confundido conceitos como casos e surtos que “as crianças conseguem distinguir”.

Às muitas perguntas feitas por todas as bancadas da oposição — sobre número de professores ou pessoal não docente em falta, as discrepâncias dos números oficiais de casos nas escolas e os apontados pelos sindicatos ou os maus resultados em estudos internacionais –, o ministro apenas repetiu o anúncio já feito na sexta-feira de que “mais 260 mil computadores estão a chegar às escolas”, somando-se aos cem mil já disponibilizados.

“As famílias não se deixam enganar, os professores, os diretores não se deixem enganar”, afirmou, pedindo ao PSD para deixar a “chicana política” e “ajudar a construir para que o segundo e terceiro períodos sejam tão positivos como foi o primeiro”.

Na resposta, o PSD acusou o ministro de “indigência inclassificável” e o deputado e vice-presidente da bancada Luis Leite Ramos comparou Tiago Brandão Rodrigues aos “vendedores de feira” que falam durante horas sem dizerem nada.

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A política indecorosa de João Costa no confronto com Nuno Crato – Santana Castilho

Os resultados do TIMMS, divulgados no início deste mês, confrontaram-nos com uma acentuada descida dos resultados dos alunos do 4º ano da escolaridade obrigatória, em Matemática. Numa escala de um a 1000, caímos da posição 541, em 2015, para a posição 525, apurada em 2019. E esta queda é tanto mais relevante se tivermos presente que, desde 1995, é a primeira vez que invertemos uma trajectória sempre crescente.
O secretário de Estado João Costa tem-se desdobrado em narrativas para culpar do desaire as políticas de Nuno Crato. Ora, concorde-se ou discorde-se delas, e eu discordei, muitas vezes com estrondo, essas políticas não impediram que, em 2015, se reforçassem as subidas anteriores (da posição 532 de 2011, passámos para a posição 541 em 2015). Estamos pois em presença de uma perversidade política e intelectual, que não pode passar sem censura.
Os alunos agora avaliados entraram no sistema educativo em 2015. Formalmente, estudaram até ao final do 1º ciclo sob a tutela das metas curriculares, introduzidas em 2013 por Nuno Crato. Formalmente, o “perfil dos alunos”, as “aprendizagens essenciais”, a “flexibilidade curricular” e demais ladainhas pedagógicas falhadas no passado e recuperadas pelo actual Governo, só foram generalizadas, a partir do 1º ano, em 2018/19. Mas, o deslassar da exigência e do rigor foram, desde o primeiro dia, a marca impressiva da actuação de João Costa, construtor primeiro da cultura de desvalorização da avaliação séria e útil dos alunos, que passou a ser proposta.
O TIMSS de 2019 testou alunos que fizeram o 1º ciclo, de 2015 a 2019, sob a égide de João Costa. O TIMSS de 2015 testou alunos que fizeram o 1º ciclo, de 2011 a 2015, sob a égide de Nuno Crato. Eram sobejamente conhecidas as visões pedagógicas diametralmente opostas de um e de outro. Foram agora conhecidos os resultados dos respectivos períodos, o de João Costa em contexto económico de crescimento, o de Nuno Crato em contexto económico de penúria. Ludibriar esses resultados, pintando um arco-íris no que ficou cinzento, é expediente lamentável da “piropedagogia” de João Costa, que removeu compromissos e responsabilidades, sob a bênção ignorante de Tiago Brandão Rodrigues.
Se pusermos de lado as diferentes matemáticas da análise da Matemática, mais do que a descida dos resultados deve preocupar-nos a subida das desigualdades, em correlação estreita com a menorização das orientações curriculares anteriores, a que nunca foi oposto novo modelo estruturado e coerente. Outrossim, fomos tendo um ambiente mais ou menos caótico no que toca à gestão do curriculum, com sinais que se excluíam uns aos outros, num crescendo da espiral de incertezas: os programas e as metas curriculares de Nuno Crato foram coexistindo com as orientações avulsas da Direcção-Geral de Educação; o folclore das “aprendizagens essenciais” e a brincadeira da “gestão flexível do curriculum” puseram cada um a divergir a gosto, sem que nenhum professor sério pudesse saber, em rigor, o que queriam que ele ensinasse, quer no ensino básico quer no secundário. O que o TIMMS de 2019 veio dizer aos futuristas do “perfil do aluno do século XXI” é que, por mais que ensaiem a falsificação da História, começaram a produzir jovens com menos conhecimentos e capacidades que os do século XX.
Já que João Costa aproveitou este ensejo para referir mudanças próximas, fica uma nota final.
No que toca ao ensino da Matemática, diz-me a evidência empírica que nos temos ocupado ora na escolha de conteúdos ora na análise de métodos, para cair, invariavelmente, no mesmo erro monolítico, qual seja o de desconsiderar constatações de há muito, a saber:
– Sendo certo que na terceira infância (6 aos 12 anos) as crianças começam a ser capazes de pensar com lógica, essa aquisição é gradual e a lógica de que podemos falar é predominantemente concreta.
– Só na adolescência (12 aos 20 anos) se começa a desenvolver, mais uma vez com um gradualismo que pedagogicamente não pode ser ignorado, a capacidade de pensar abstractamente.
– Uma espécie de capitalismo cognitivo vem cristalizando o debate, sempre que surgem desaires no ensino, em torno de receitas metodológicas superficiais, que nos afastam da consideração de razões mais profundas: políticas, sociais, económicas, direi mesmo, civilizacionais.
In “Público” de 23.12.20

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Torta educacional com recheio crocante de professores

 

Desde setembro que a minha vida se cumpre entre a casa e a escola, com o trajeto entre um ponto e outro a surgir como prelúdio de outra música cujo refrão termina em Covid. O dicionário diz-me que prelúdio é uma peça musical que antecede outra, como é o caso, por exemplo, das “fugas”, e confesso que nunca um género musical rimou tanto com os meus sentimentos.

Quem me conhece, mesmo vagamente, sabe que gosto de brincar com a arte da culinária, como gosto de brincar com as palavras, com todo a ausência de pretensiosismo que é possível imprimir em algo que mais não é do que divertimento (num caso como no outro).

Esta é uma receita imaginária, bastante económica – diria mesmo que traz grandes ganhos –, perfeita para ser saboreada num país que vive sob o espectro de dificuldades cada vez maiores. Poderá, em certas regiões do país, ser difícil encontrar à venda alguns ingredientes, em especial para o recheio crocante. Nesses casos, poder-se-ia experimentar substituir os professores por outras classes profissionais, mas dificilmente o amontoar deles nas quantidades necessárias para a receita acontece nos tempos que correm.

Vamos apenas imaginar que vivemos num país em que a maior parte dos professores tem mais de cinquenta anos. Excetuando o vinho do Porto, não me recordo, assim de memória, de algum produto que mantenha a validade com esse peso do tempo em cima. Em consequência, receio que apenas um cozinheiro jovem e ainda criativo, certificado por experiência adquirida no estrangeiro, esteja apto a concretizar esta receita, porventura munido de um saber inacessível a todos nós, meros admiradores menores desta arte maior.

Enfim, como cozinhar não requer palavras, avancemos com a boa vontade das mãos (que, curiosamente, também servem para escrever a receita que se segue).

Preparação:

Batem-se bem os professores e os alunos, até se obter uma mistura bem espumosa e homogénea. Este passo pode ser executado numa máquina “mini” com som estéreo. Também é viável bater à mão. O que verdadeiramente importa é que a mistura fique consistente, com os ingredientes bem unidos. A proporção será de um professor para (sejamos poupados) vinte e sete alunos. Mais do que um professor já será abusar desnecessariamente desta substância. Adicionalmente, como a maioria dos professores cultivados neste jardim tem mais de cinquenta anos, é preciso garantir previamente que este ingrediente, por se encontrar mais ressequido pelo tempo, ficou bem moído ao passar pela peneira. Este processo é bastante demorado até se obter a moagem perfeita: três meses, no mínimo.

Junta-se o ar da sala lentamente, durante um período de 90 minutos, envolvendo tudo em ventilação reduzida ou nula e nos gritos de protesto dos alunos por causa do frio que os tolhe (para a ventilação, é essencial escolher janelas que só abram obliquamente dez centímetros no topo). Esta instrução deve ser repetida pelo menos três vezes para ser eficaz, permitindo despertar e misturar todos os eflúvios que pairam na sala.

Transfere-se, depois, a massa obtida para um tabuleiro forrado com papel vegetal (serve qualquer outro tipo de papel usado nas escolas), untado com óleo.

Coloca-se na grelha do forno, pré-aquecido a 200˚ até dourar e estalar, mas sem deixar chegar ao fim, à reforma, fazendo o teste do palito. Retira-se assim que este sair seco. Não esquecer de utilizar uma das muitas grelhas educacionais disponíveis na cozinha.

Ter em atenção que cozinha muito depressa, entre dez a quinze minutos. Se demorar mais tempo, corre-se o risco de ficar irremediavelmente estragado.

Desenforma-se sobre reuniões presenciais polvilhadas com papéis mascavados e junta-se também raspa de discussão, que é opcional e não deve ser utilizada com sobranceria, por causa da acidez.

Cobre-se com o recheio de professores que ficou em vasilha à parte, depois de ter sido passado na sertã para o tornar crocante, e enrola-se.

Deixa-se arrefecer enrolada no pano, só transferindo para um prato depois de fria. Ou de morta.

 

Jorge Pinho

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Obrigaram-me a não trabalhar e querem-me pôr à fome nesses dias?

Há situações que me fazem duvidar de certas intenções. Que culpa tenho eu que me tenham posto em casa dois dias? Obrigaram-me a não trabalhar. Trouxe-me mais inconvenientes que outra coisa, havia programado as atividades letivas e tive que refazer a programação, adiar testes… por mais estranho que possa parecer a alguns céticos estes foram os comentários e a realidade que ouvi e vi.

O Governo decretou a suspensão das atividades letivas nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro através do n.º 4 do artigo 22.º do Decreto n.º 9/2020, de 20 de novembro.

Os serviços administrativos estão a preparar-se para não pagar esses dois dias.

Salvo melhor opinião, ao tratar no mesmo artigo a tolerância de ponto da Função Pública e a suspensão das atividades letivas, está-se – erradamente – a enquadrar, para efeitos de remuneração, os dois assuntos no mesmo regime legal e, dessa forma, a não remunerar os dois dias de suspensão das atividades letivas. Enquanto que no primeiro caso, tolerância de ponto, é dada ao trabalhador a opção de faltar, no segundo caso, suspensão das atividades letivas, essa opção não existe. O trabalhador não será remunerado por dias em que, por decisão da tutela, não lhe é permitido trabalhar.

Se não me é permitido trabalhar, não posso ser prejudicado por isso. Ponto final.

E ninguém fala disto?

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Aos interessados e “entalados” no 6.º escalão

 

No âmbito do Processo 1646/20.6BELSB, Procedimentos de Massa, que corre seus termos no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, Unidade Orgânica 5, torna-se público, hoje, dia 21 de Dezembro de 2020, o anúncio de citação dos contra-interessados, no âmbito do Processo 1646/20.6BELSB (Procedimentos de Massa).

 

Processo n.º 1646/20.6BELSB

 

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A Estrela de Belém em direto

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42.173 professores poderão aposentar-se nos próximos dez anos

 

A maioria dos professores em Portugal tem, pelo menos, 50 anos e quase não existem docentes com menos de 30 anos (0,6%), sublinha o relatório “Estado da Educação 2019”, divulgado hoje pelo CNE.

Segundo o CNE, a maioria dos docentes das escolas poderá estar reformado até 2030: Dos quase 90 mil docentes que em setembro do ano passado tinham, pelo menos 45 anos, quase 52 mil (57,8%) poderão aposentar-se nos próximos dez anos.

Até 2024, deverá haver menos 17.830 professores, nos cinco anos seguintes serão menos 24.343 e finalmente, entre 2029 e 2030, outros 10 mil poderão deixar a profissão, segundo um estudo do CNE.

Nas escolas, as maiores faltas serão de professores de educação pré-escolar (73%) e, no 2º ciclo, vão sair essencialmente professores das disciplinas de Português, Estudos Sociais/História, Francês, Matemática e Ciências Naturais.

Educação Tecnológica, Economia e Contabilidade, Filosofia, História e Geografia são as áreas em que deverá haver mais reformas no 3º ciclo e secundário.

 

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Abandono escolar em mínimos da década

 

Abandono escolar baixou, mas jovens gostam pouco da escola

Reduzimos o abandono escolar, aumentámos a taxa de emprego dos recém-diplomados, temos mais crianças na pré-escola e há mais estudantes no ensino profissional, embora ainda abaixo da meta prevista.

Há, contudo, um dado que estraga o retrato: quase um terço dos alunos de 11, 13 e 15 anos não gosta da escola. E a segunda coisa de que menos gostam é das aulas.

“Isso é o que me preocupa mais”, admite Maria Emília Brederode dos Santos, presidente do CNE. “Todos os indicadores têm vindo a melhorar e em 2019 tivemos os melhores resultados de décadas – chegámos quase às metas para 2020. Mas também temos essa informação que é muito delicada e que tem de ser muito tida em conta”, acrescenta.

Em declarações à Renascença, Maria Emília Brederode considera que este desinteresse dos jovens estará “muito ligado à ênfase que a escola está a dar aos resultados académicos”, em detrimento “do lado socioemocional, que não está a ser tão tido em conta”.

É preciso estimular os jovens, defende. O ensino em Portugal ainda assenta muito no princípio do “conhecer e reproduzir”, quando devemos “procurar que as aulas e as aprendizagens sejam mais um desafio ao raciocínio e à criatividade de cada um e menos apenas uma reprodução do que já existe e que já se sabe e que já está no computador e no telemóvel”.

Além disso, Maria Emília Brederode dos Santos mostra-se muito preocupada com a reduzida atividade física dos estudantes portugueses, sobretudo, entre as raparigas.

 

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Taxa de retenção no básico no nível mais baixo da década

 

As taxas de retenção, atingiram em 2019 o valor mais baixo da década, no ensino básico, mantendo a “tendência descendente dos últimos anos”. É no 2.º ano de escolaridade que se observam as taxas mais elevadas de retenção (4,9%), assim como, globalmente, na transição entre ciclos.

A taxa de conclusão no ensino básico, que tem vindo a crescer desde 2012-2013, alcançou em 2019 o valor mais elevado da década (94,5%), refere o relatório, sublinhando que o Alto Minho, o Cávado, o Tâmega e Sousa e o Ave foram as regiões onde se registaram as taxas mais elevadas.

 

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Escolas perderam mais de 4000 não docentes

Quanto ao número de profissionais não docentes nas escolas, o relatório do Estado da Educação conclui que houve uma quebra de 4409 funcionários entre o ano letivo de 2009-2010 e o de 2018-2019. De acordo com o relatório, “observa-se uma diminuição, a partir de 2013-2014, do número de profissionais não docentes no ensino público, fenómeno que se estendeu também ao ensino privado. Neste grupo de profissionais incluem-se, além dos assistentes técnicos e operacionais, os técnicos especializados que “abrangem diferentes áreas – psicólogos, formadores, técnicos de serviço social, terapeutas da fala, intérpretes de língua gestual portuguesa, animadores culturais ou sociais, entre outros”.

 

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Estado da Educação. Professores envelhecidos e poucos querem ingressar na profissão

No curso de Educação Básica, que permite aceder ao mestrado que habilita para a docência (pré-escolar e 1.º e 2.º ciclos), inscreveram-se apenas 384 alunos, para um total de 739 vagas na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior de 2019. Algumas instituições não tiveram qualquer colocado no referido curso, diz o relatório do Estado da Educação 2019. Até 2030, mais de metade dos professores do quadro poderá aposentar-se

A percentagem de docentes, em exercício de funções na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário, com idade igual ou superior a 50 anos, no ensino público, não pára de aumentar (54,1%), em contraponto com a percentagem dos que têm menos de 30 anos e que, feitas as contas, é quase residual (0,6%) em 2018/19.

Os números são reveladores e até assustadores. Há hoje menos 4525 professores do 1.º ciclo do ensino básico do que havia no início da década em estudo. E enquanto os docentes com menos de 30 anos foram diminuindo (eram 10,2% e representam agora 1,3%), os que têm 50 ou mais anos viram a sua percentagem aumentar de 25,1% para 39,5% em igual período.

No 2.º ciclo registou-se uma diminuição de 11.006 professores no ensino público e 821 no ensino privado e, tal como no 1.º ciclo, também aqui houve um aumento do número de docentes com 50 ou mais anos (de 32,6% para 54,7%).

No 3º ciclo do ensino básico e secundário a história repete-se, ou seja, assistiu-se a uma diminuição progressiva do número de docentes. Em 2018/19 os números indicam menos 12.714 docentes do que em 2009/10. Também aqui o grosso dos docentes está acima dos 49 anos (passaram de 24,3% para 51%).

 

 

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O que já se esperava… Ministério da Educação não prevê mudar calendário letivo

 

A Federação Nacional de Educação propôs o adiamento do segundo período do ano letivo,
mas o Ministério da Educação diz que não haverá alterações no calendário escolar.

A covid-19 chegou a escolas de norte a sul do país durante o primeiro período. O ministro da Educação diz que a forma como o ano letivo decorreu até agora é uma aposta ganha.

Num esclarecimento enviado à SIC, o Ministério da Educação afirma que as aulas do segundo período começam na data prevista.

Uma decisão que não agradou à Federação Nacional de Educação.

João Dias da Silva explica que a Federação enviou uma carta enviada à tutela esta sexta-feira a fazer a proposta tendo em conta o possível aumento de infeções depois do Natal e do Ano Novo.

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OS ALUNOS DA ESCOLA DO LAGARTEIRO VENCERAM O TERCEIRO PRÉMIO COM FILME PELO FIM DA VIOLÊNCIA

Os alunos do 4.º ano da Escola do Lagarteiro, no Porto, juntaram-se e fizeram um vídeo a apelar ao fim da violência sobre todas as formas: racismo, xenofobia, bullying e discriminação. Através de várias animações e ao som de uma música, criada e cantada pelos próprios, os alunos pedem para que a escola seja um local seguro para se aprender e brincar. Ser-se criança simplesmente.

 

 

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De recomendações está o governo cheio…

Basta ver o partido que votou contra para se concluir que é mais uma recomendação para cair em saco roto.

Parlamento aprova recomendação de testes gratuitos nas escolas

A Assembleia da República aprovou, esta sexta-feira, um projeto de resolução do BE que recomenda a disponibilização de testes à covid-19 gratuitos para professores, trabalhadores não-docentes e alunos.

O texto foi aprovado apenas com os votos contra do PS, merecendo o apoio das restantes bancadas e deputadas.

A resolução – sem força de lei – recomenda ao Governo que avalie, em articulação com as autarquias e os serviços de saúde pública, “a criação de um programa para a realização de testes covid-19 gratuitos a professores/as, alunos/as, assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados das escolas públicas”.

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Conheça o «Sim Somos Capazes»

Conheça o «Sim Somos Capazes», o projeto que orgulha a Freguesia de Canelas

Sara Ferreira, Pedro Martins e Pedro Durães. São estes os nomes dos «fundadores» do projeto social «Sim, Somos Capazes» que em 2017 se instalou no Agrupamento de Escolas de Canelas e que hoje é já uma referência na cidade e não só. Perante o término da escolaridade obrigatória e a falta de respostas sociais e de integração, a preocupação dos pais deu lugar ao nascimento do projeto.

Com Luís Baião ao leme – o recente nomeado e finalista ao Prémio Professor do Ano – o «Sim, Somos Capazes» avançou “com uma bancada, café e bolos” num edifício do Agrupamento de Escolas, onde coabitam com a Academia Sénior ou alunos de alguns Cursos do IEFP, em parceria com a Associação Desportiva e Cultural Santa Isabel.

Agora no «Sim Café», os alunos e o mentor do projeto, contam ao Mundo Atual tudo o que fizeram desde então, a começar pelas muitas obras realizadas “com o dinheiro que ganhávamos na venda de bolos e café” e num espaço onde se “amontoava lixo”.

O objetivo principal é que eles adquiram competências para serem posteriormente inseridos no mercado de trabalho. E aqui desenvolvemos várias atividades nesse sentido.

Desde então muita coisa mudou. A começar pelo número de jovens, atualmente são 15, mas até 2022 serão 20, sendo que dois já estão “com contratos emprego inserção: a Sara e o João”, conta-nos Luís Baião enquanto nos guia por uma visita às instalações, a começar pela nova cozinha onde no dia da nossa visita se realizava um Workshop de Culinária.

A cozinha, preparada para servir almoços, foi uma obra dos jovens e dos pais, e foi pensada para servir refeições leves e simples a toda a comunidade. No entanto, tendo em conta o espaço reduzido, a ideia foi adiada devido às limitações impostas pela Covid-19.

Seguimos para a sala de música, de ensaios e de composição, onde a Banda do Sim interpreta poemas de autores portugueses – no dia da nossa visita fomos brindados com o «Mar Português».

Já no exterior, existe uma estufa hidropónica, com alfaces que se vendem para fora e que seriam usadas também no restaurante, uma estufa com morangueiros e tomateiros, um galinheiro, dois pomares e uma oficina. Mas entre as atividades estão ainda a jardinagem, já que são estes jovens que tratam das zonas verdes de toda a escola, o grupo de teatro, o surf, a vela, entre outras.

“O objetivo principal é que eles adquiram competências para serem posteriormente inseridos no mercado de trabalho. E aqui desenvolvemos várias atividades nesse sentido”, acrescenta ainda o professor, que nos mostra tudo que por ali se vai fazendo diariamente.

Luís Baião não tem dúvidas que “o sucesso deste projeto é comunitário porque existe um forte impacto na comunidade local”, algo que o deixa extremamente “orgulhoso”.

Por isso, o «Sim, Somos Capazes» será replicado noutras freguesias.

“Já tive reuniões nesse sentido. A resposta que será dada em Mafamude, em Oliveira do Douro, em Olival não será a mesma que temos aqui porque será feita por pessoas diferentes. Mas há um fio condutor que é ouvir as pessoas e perceber o que querem. E é assim que os projetos resultam”, acrescenta.

O «Sim, Somos Capazes» viu o seu projeto ser aprovado no Programa de Parcerias para o Impacto da «Portugal Inovação Social» com uma verba de 231 mil euros, dos quais 70 mil serão financiados pela Câmara de Gaia.

“O primeiro apoio que recebemos da Câmara foram 600 euros e nós fizemos milagres com aquele dinheiro! Mas naquela altura era o que precisávamos. Entretanto, foram apoiando e foram vendo a seriedade do nosso trabalho e associaram-se a este movimento.

E agora surgiu o Programa para 3 anos. É muito bom!”, conta Luís Baião, admitindo que as “apesar de as expetativas serem otimistas quando o projeto foi criado, as mesmas acabaram por ser excedidas tendo em conta tudo que assistimos agora, nomeadamente o envolvimento da comunidade”.

O projeto venceu ainda o prémio Escola Amiga, da Leya Educação, na categoria de Cidadania e Inclusão, e conquistou assim 500€ em livros assim como um cheque-oferta no valor de 1000 euros em materiais escolares, oferecido por um parceiro.

“Começa a haver reconhecimento pelo nosso trabalho e, por isso, não deixa de ser um orgulho para todos. Tudo isso acaba por nos dar credibilidade e exposição”, sublinha o professor.

Relativamente ao futuro, Luís Baião diz que o trabalho em Canelas passa apenas “por ouvir, absorver as ideias, que surgem todos os dias, e transformar sonhos em realidade”.

“O dia-a-dia destes jovens, vê-los felizes, saber que os pais estão agradecidos, o reconhecimento da comunidade, da escola, dos colegas, isso é que enche o coração e é fabuloso”, conclui o professor.

 

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O adiar do início do 2.° período não evitará nada do que ai vem…

Covid-19. Diretores sugerem adiamento do regresso à escola em janeiro para evitar nova onda de contágios

Desde 2 de novembro que os mais de mil alunos do ensino secundário e profissional das duas escolas públicas de Paços de Ferreira voltaram “temporariamente” para casa, seguindo as aulas à distância, como já tinham sido forçados a fazer no passado ano letivo. Foi o único concelho do país onde a Direção-Geral da Saúde mandou fechar os estabelecimentos deste nível de ensino durante vá­rias semanas. E mesmo depois de a situação epidemiológica melhorar, os jovens mantiveram-se afastados da escola. O regresso só vai acontecer em janeiro.

Nem em Lousada nem em Felgueiras, os outros dois concelhos com maior incidência de casos por 100 mil habitantes, as autoridades tomaram decisão semelhante e no resto do país o fecho de escolas foi residual. Aconteceu durante duas semanas apenas em Borba e Vila Viçosa e poucos mais casos são conhecidos. O Ministério da Educação nunca quis divulgar os dados nem sobre os estabelecimentos de ensino nem em relação ao número de alunos que tiveram de ir para casa em determinado momento por terem testado positivo ou por terem tido contacto de alto risco.

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Tolerância de ponto 24 de dezembro

Primeiro-ministro assina despacho de tolerância de ponto para 24 de dezembro

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Ministro apareceu e falou na “aposta ganha”

Aulas presenciais são “aposta ganha”, mas ministro faz aviso sobre Natal

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, assinalou esta sexta-feira o fim do primeiro período do ano letivo com uma visita a uma escola em Vila Praia de Âncora, em Caminha, enaltecendo o trabalho “incansável” feito pelos diretores, pelas comunidades educativas, pelos docentes e não docentes na articulação com as famílias, autarquias e a tutela.

O balanço é extremamente positivo. Quero agradecer todo o trabalho feito pelos diretores das escolas, pelas comunidades educativas, pelos docentes e não docentes. Um trabalho incansável de articulação com as famílias, as autarquias que foram inexcedíveis e com todos dos serviços do Ministério da Educação”, disse o ministro, em declarações aos jornalistas, lembrando o “período muito complexo” aquando do encerramento das escolas.

“Todos nos recordamos onde estávamos em julho, agosto, setembro, onde sabíamos que íamos enfrentar uma grande provação, com mais perguntas do que respostas, mas todos acreditamos que era necessário voltar para as atividades letivas presenciais”.

Depois disso, “houve um entendimento entre todos que era necessário voltar às aulas presenciais. (…) Os alunos sempre nos disseram que preferiam e sabiam que aprendiam mais no ensino presencial. Passado este tempo, estamos aqui também a celebrar o final do perído letivo, afirmou Tiago Brandão Rodrigues, para quem a forma como decorreu este primeiro período “é uma aposta ganha”.

Nesse sentido, “temos de continuar a trabalhar para que continuemos a ter a maior normalidade possível” no decorrer do ano escolar, firmou.

Frisando que as escolas têm sido “genericamente lugares seguros”, o ministro garantiu que a articulação entre as comunidades escolares e as autoridades de saúde vai continuar “para que sempre que haja um caso suspeito, a resposta seja o mais célere possível”.

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Computadores chegam às escolas a “conta-gotas”

Computadores chegam às escolas a “conta-gotas”

Os diretores das escolas queixam-se da demora na distribuição dos computadores prometidos em abril deste ano, mas o Ministério da Educação garante que a entrega dos 100 mil equipamentos estará concluída no final do primeiro período, cujas aulas terminam esta sexta-feira, sendo o seu encerramento formal apenas no final do ano.

Depois, até ao final do segundo período, avançou a tutela ao “Jornal de Notícias”, deverão chegar “mais 260 mil computadores”. A segunda encomenda já foi, aliás, adjudicada, acrescentou o ministério tutelado por Tiago Brandão Rodrigues.

Do lado das escolas, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores e Escolas Públicas (Andaep), refere que os equipamentos estão a chegar a “conta-gotas” e que o processo “é moroso e burocrático”. Além disso, alguns dos computadores que já chegaram aos estabelecimentos de ensino ainda não foram entregues aos alunos. A Setúbal, à Escola Secundária de Bocage, conta o “Jornal de Notícias”, chegaram 16 computadores, dos cerca de 150 previstos, mas nenhum foi ainda entregue aos jovens, já que é necessário configurá-los.

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