Category: Rui Cardoso

A justiça, ou a falta dela…

A justiça, ou a falta dela, pode matar uma ditadura, ou uma qualquer democracia. O pilar de um povo pode ruir em qualquer estado se não for bem alicerçado. Neste pais os alicerces são de barro e qualquer tremor os faz ruir. Sempre assim foi. Perdeu-se mais uma oportunidade para construir uma nação com futuro.

 

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A saga da vacina AstraZeneca: o que hoje é, amanhã pode já não ser…  

 

Nas últimas semanas, a vacina da AstraZeneca tornou-se alvo de muitas suspeitas, de muitas polémicas e de muitas incertezas, sobretudo decorrentes dos seus possíveis efeitos secundários… Todas essas dúvidas e reservas foram consubstanciadas pela suspensão da respectiva administração por grande parte dos países europeus, há pouco tempo atrás…

 E depois de muitos “ziguezagues” a nível europeu, parece que a maior parte dos países do Velho Continente chegou à conclusão de que essa vacina poderia ser administrada a maiores de 60 anos de idade, mas que não seria aconselhável em idades inferiores a essa…

 Neste momento, parece que ninguém arrisca afirmar, com plena certeza e convicção, que os efeitos secundários dessa vacina, reportados por vários países, não são impeditivos da sua toma, ou se, pelo contrário, devem impedir tomá-la, pela sua insegurança…

 As muitas notícias que vão chegando diariamente são contraditórias entre si e não têm permitido esclarecer cabalmente se é ou não seguro tomar tal vacina… A comunidade científica parece estar dividida quanto à prescrição incondicional da respectiva toma e a inexistência de unanimidade quanto à gravidade de possíveis efeitos colaterais parece evidente…

 Face a tantas incertezas científicas e a tantas contradições, o bom senso e a prudência aconselhariam a adiar, por mais algum tempo e até serem recolhidas suficientes evidências sobre o problema, a administração dessa vacina e/ou, em alternativa, administrar outra que não suscitasse tanta celeuma e que não gerasse tantos receios…

 Contrariamente à perspectiva da prudência, numa primeira abordagem ao problema, no nosso país enveredou-se pela via da chantagem, dirigida aos cidadãos que trabalham em contexto escolar, sob a forma “suave” de aviso: a lembrar as odiosas Listas Negras ou a Caça às Bruxas de outros tempos, os que optassem por não tomar a referida vacina, passariam para o fim de uma hipotética lista, conforme foi veiculado por alguns meios de comunicação social (Notícia do Jornal Público em 19 de março de 2021, citando o Coordenador da task force)…  

Por outras palavras, enveredou-se pelo pior caminho: em vez de se terem apresentado argumentos e dados objectivos que inequivocamente esclarecessem os cidadãos sobre os efeitos secundários da vacina ou, em alternativa, se ter assumido o desconhecimento face a tais efeitos, deixou-se implícito que, aqueles que não aceitassem a respectiva toma, sofreriam consequências punitivas, uma espécie de “castigo”, por terem ousado colocar em causa a escolha de tal vacina por parte das Entidades de Saúde/Governo…

 O recurso à chantagem é sempre, absolutamente, inaceitável, sob todos os pontos de vista… Nunca há liberdade de escolha quando se é alvo de chantagem. Quando muito, tenta-se mascarar a imposição…

 Dessa forma, não se dissiparam nem se esclareceram quaisquer dúvidas. Apenas se contribuiu para a contestação e para a oposição à toma da vacina por parte de alguns, reacção natural de alguém quando se vê confrontado com uma (mal disfarçada) obrigatoriedade sem fundamentos convincentes, patente neste tipo de afirmação: ” a toma da vacina da AstraZeneca não é obrigatória, mas…”. E o problema reside quase sempre no “mas”…

 E a principal questão suscitada por este problema não reside propriamente no facto de os cidadãos não poderem escolher a vacina que pretendem tomar… A questão fundamental é verem-se obrigados a aceitar a toma de uma vacina insuficientemente estudada, cujos verdadeiros efeitos secundários ainda não se conhecem… E os que se conhecem levantam a hipótese de existir uma correlação positiva entre a toma e o aparecimento de alguns sintomas graves e preocupantes…

Se assim não fosse, que motivos existiriam para que o Governo, de um dia para o outro, tivesse agora decidido desaconselhar a toma da vacina AstraZeneca a menores de 60 anos?

 Já se percebeu que em Portugal não há efectivamente uma estratégia fiável e confiável quanto à administração de vacinas: vai-se “navegando com terra à vista”, a reboque de “ventos inconstantes” e conforme “as marés”…

A ilustrar tal “desnorte”, o Governo mandou tomar a 1ª dose da vacina AstraZeneca aos docentes do Ensino Pré-Escolar e do 1º Ciclo em 27 e 28 de março, mas onze dias depois, ou seja em 8 de abril, suspendeu o plano de vacinação anteriormente previsto para os restantes níveis de ensino e comunicou que, afinal, tal vacina passaria a ser administrada apenas a maiores de 60 anos… Num curto espaço de tempo, 11 dias apenas, tudo mudou: as certezas anteriores parecem ter-se esvanecido e a confiança irrevogável na vacina também…

 Os sábios da DGS, nas palavras da respectiva Directora-Geral , esperam, no entanto, e apesar de tudo o anterior, que tomemos a vacina da AstraZeneca sem qualquer tipo de contestação ou de reserva; que depositemos uma fé inabalável em entidades de saúde que, no último ano, se contradisseram várias vezes e de forma quase anedótica e patética; e que, depois de a tomarmos, aguardemos serenamente, mas muito vigilantes, por possíveis sintomas adversos provocados pela mesma…

E se, porventura, acontecer o pior a alguém, também não será dramático porque um bem maior se sobrepõe sempre a algumas perdas menores…

 Todas as vacinas comportam riscos, mas, no caso presente, parece que algumas mais do que outras… E sem querer entrar em campanhas alarmistas ou enveredar por infundadas “teorias da conspiração”, não pode deixar de se questionar a fiabilidade da vacina da AstraZeneca, à luz dos dados conhecidos até agora… Não parece plausível que tantos países europeus se mostrem tão cautelosos em relação à vacina AstraZeneca, se efectivamente não encontrassem justificações para adoptar essa conduta…

 Ainda assim, a toma ou não desta vacina deve ser um acto de decisão individual, a avaliar por cada um, de acordo com as informações que cada um considere pertinentes e atendíveis…

  

(Matilde)

 

 

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300 em isolamento no Algarve

Surto em duas escolas de Faro deixa mais de 300 pessoas em isolamento

Um surto de covid-19 em duas escolas básicas do concelho de Faro obrigou ao encerramento dos estabelecimentos, que têm no total 300 alunos. Existem “vários agregados familiares com todos os elementos positivos”.

Tal como o JN noticiou, as aulas presenciais foram suspensas em duas escolas da freguesia do Montenegro, em Faro, mais concretamente na EB1 e EB1/J1.

 

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Regressar à escola pelos próprios pés…

 

Durante todos estes anos já li e ouvi acusações fundadas e infundadas de todos os tipos e feitios. Já pouca coisa me surpreende, mas é sempre bom quando sou surpreendido pela positiva.

Vi muitos professores fugirem da profissão com a intenção de nunca mais voltar. É destacamentos, comissões de serviço, equipas de trabalho disto e daquilo, concursos para cargos políticos e pseudopolíticos, candidaturas a autarquias e AR e outras quantas formas de fuga para o infinito.

De vez em quando, raros são, voltam um ou outro à escola pelos próprios pés. É de valor quando isso acontece por iniciativa própria e não por falta de alternativas…

A equipa do Blog DeAr Lindo deseja-te um bom regresso à atividade letiva.

 

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Que solução para quem tomou a 1-ª dose da AstraZeneca?

 

Em França, vacina de ARN-mensageiro deverá ser usada após primeira dose da AstraZeneca

A mais alta autoridade de saúde de França deverá anunciar esta sexta-feira que as pessoas com menos de 55 anos que já receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca deverão receber uma segunda dose de uma vacina de ARN-mensageiro (como a da Pfizer e da Moderna), avança a Reuters citando duas fontes ligadas ao processo. Estas duas vacinas foram aprovadas e podem ser usadas no país.

A Alta Autoridade de Saúde (HAS, no acrónimo francês) – responsável pela gestão em França das vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos – já tinha avaliado esta possibilidade após os relatos de complicações raras após a toma da vacina da AstraZeneca e deverá avançar com esta posição.

 

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Os positivos que eram negativos em Oliveira do Hospital…

Mais não digo…

 

Os sete casos de professores da escola de O. Hospital afinal deram negativo nos testes PCR Covid-19

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E durante a madrugada


COVID19: A vacinacao da comunidade escolar e respostas sociais foi adiada uma semana. Aguarde contacto do SNS para reagendamento.

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Plano de vacinação para as escolas – Carlos Santos

[As minhas melhores faculdades mentais devem ter ficado congeladas juntamente com o tempo de serviço que me é devido, pois era capaz de jurar que ainda ontem acabei o raio das 29 reuniões e de redigir uma ata de 73 páginas anexadas por 194 documentos e – vejam só – acordo e estou outra vez em aulas… pior, parece que por ali, de alguma forma, todos tiveram o mesmo pesadelo que eu e vagueiam moribundos!]

– Estes professores estão sempre a lamentar-se que não têm trabalho, que estão desempregados, com saudades de regressar à escola e, agora que vos estamos a dar quase meio ano de trabalho letivo na escola sem interrupções, já se estão a queixar que não vão aguentar!
[O que querem? Somos um grupo de adultos, pelos vistos a maioria de nós suficientemente instruídos e inteligentes para aceitar um emprego muito mal pago e sem benefícios, com cada vez mais horas de trabalho inútil e burocrático, repleto de insegurança, itinerância e com uma aposentação esvaziada do dinheiro que descontámos durante toda uma vida!].
– Temos valorizado muito os nossos professores! Prova disso é que vos iremos vacinar contra o Covid… com algumas exceções.
Os professores que não irão tomar a vacina são… o grupo maioritário nas escolas – aqueles com menos de trinta anos…
[Esperem lá! Não é esse o grupo que há anos não comparece nas escolas? Tem-se baldado ou alguém se tem esquecido deles?!]
– Também serão excluídos os professores que maldizem do nosso estimável Ministro da Educação… nem todos, não fiquem nervosos! Só aqueles que falam mal dele diariamente…
[Será que estão mesmo interessados em vacinar os vossos prezados professores?]
– Bem, é melhor excluir este critério senão, aparentemente, sobrarão vacinas… e isso não convém. Bom, adiante…
Vamos administrar-vos já a vacina por estarmos imensamente preocupados em vos imunizar.
[Não será essa repentina pressa, por remota hipótese, devido a rumores que a posicionam como a mais barata, a qual querem despachar devido às crescentes dúvidas sobre a sua qualidade?]
– Longe de nós querermos poupar dinheiro com os professores! Sois velhos, estais a chegar à aposentação, tendes montes de doenças e nós temos imensa vontade de vos darmos uma vacina para poderdes viver o suficiente para usufruir da reforma pela longa carreira de trabalho em prol da nação.
[Se é assim tão boa, qual o motivo de não nos deixarem escolher qual das vacinas preferimos tomar?].
– Nesse caso, quem não apreciar o nosso gesto altruísta, fica para o fim da lista de vacinação.
[Mas se há suspeitas de que a vacina possa ter antecipado a ida de algumas pessoas para junto da glória do Senhor e alguns países a terem reservado só para certos níveis etários, não seria melhor aguardar?]
– Raio dos professores, sempre a pensarem só neles próprios… nem morrer querem, só para não darem a ganhar às agências funerárias! Se se tivessem dado ao trabalho de ler as letras miudinhas, teriam visto que estava lá escrito que não temos nenhum interesse em que os professores morram… pelo menos por agora… exceto se for em agosto ou tiverem acabado de receber a autorização para irem para a reforma! Até lá, cumpram o vosso dever de tomar a vacina para termos quem tome conta… queria dizer, que eduque e ensine as nossas criancinhas.
[Comovente, sem dúvida, esta repentina preocupação com a propagação do vírus num local que sempre asseguraram ser de baixa transmissibilidade!]
– Não reclamem! Se a tomarem agora, ficarão purificados! Receberão gratuitamente uma ultraluxuosa, prestigiada, de alta qualidade, glamurosa, intensamente testada dose de dor de cabeça com uma porção de febre, dores musculares, mas depois usufruirão de umas excursões até à casa de banho, mais conhecida entre os mortais como uma relaxante diarreia, num revitalizante efeito detox.
[Sim, sem dúvida, excrementos é a vossa especialidade. Agora a expressão “estarem-se a cag@r para os professores” ganha outro sentido!…]
– Se não ficarem satisfeitos, ficam desde já a saber que não aceitamos devoluções nem desculpas, pois no dia seguinte queremos-vos sorridentes na escola a tomar conta dos miúdos, porque uma caganeira e uma febrezita não são desculpa para não irem trabalhar e deixarem os pais presos em casa a tomar conta dos filhos, as empresas paralisadas e o país a ir à falência!
[Colegas, tenho de vos dizer, realmente quando o objeto em causa se trata de porcaria, o Ministério da Educação está altamente qualificado para falar sobre o assunto. Acho que, a partir de hoje, vou deixar de ir à casa de banho com medo de ser recrutado para esta equipa ministerial.]
– Lamento desapontá-lo, mas isso é uma inverdade, pois o tema sobre o qual o ministro está altamente qualificado, não é excrementos, mas desporto, onde faz questão de estar presente sempre que não pode comparecer nas escolas. Mas preocupamo-nos supinamente com a qualidade de vida dos nossos prezados professores.
[Ó, como me impressiona que estejam sempre tão interessados com a saúde e condições de trabalho dos professores e no bem-estar emocional das suas famílias. Como me sensibiliza saber que vos rouba o sono saber que os professores trabalham cada vez mais, com burocracia inútil que os leva à exaustão; que tenham cada vez menos autoridade e sejam vítimas de violência física e verbal, fruto das vossas campanhas de difamação; que se preocupam com o facto de que todos os anos milhares de professores tenham de deixar os filhos longe a crescerem à distância para poderem cumprir a sua mui nobre função missionária de difundir o evangelho educacional; que vos comove que, tal como um burro atrás de uma cenoura, trabalhemos cada vez mais anos até termos conseguido colecionar o inventário completo de doenças inscritas nas bulas farmacêuticas, incluindo a demência para podermos esquecer que temos todas aquelas doenças e nem sequer nos lembrarmos que um dia (quiçá) venhamos a ter direito a uma reforma! Pois, caros colegas, vou dar-vos uma novidade: peguem nessa literatura de cordel e usem-na numa daquelas romarias à casa de banho depois de terdes tomado a vacina.]
– Lá estão vocês outra vez a querer lixar a economia! Se puséssemos todos os professores a trabalhar perto de suas casas e das suas famílias, quem alimentaria o mercado de arrendamento?… e das gasolineiras?… e das oficinas?… e das concessionárias das autoestradas?… e dos concessionários de automóveis?… e das empresas de transporte?… e quem dava trabalho a tantos psiquiatras?! Os professores, esse bando de egoístas privilegiados sempre a queixarem-se só porque têm de andar umas décadazitas de terra em terra a fazer turismo por esse país fora à pala do erário público, ou andarem diariamente no passeio pelas belas estradas deste nosso maravilhoso Portugal, ou a ocuparem o demasiado tempo que têm livre a educar e a tomar conta dos miúdos, só porque a maioria dos pais não têm habilitações suficientes para o fazer?! Sois uns ingratos!
Dão-vos as vacinas antes dos outros e ainda se queixam!
[Perdoem-me por ser um simples mortal que não tem uma certificação superior em medicina, em farmacêutica ou em ciências políticas. Desculpem ter tomado tanto do vosso tempo. Por favor, continuem com o maravilhoso plano de saúde e segurança que amavelmente nos reservaram.]
– Os benefícios da vacina para a coletividade superam em muito alguns poucos casos imprevistos que possam vir a surgir…
[…e que se danem os danos colaterais? Vocês acreditam que, de uma ou de outra forma, não fará grande diferença, porque mais dia menos dia as pessoas lá teriam na mesma de morrer, não é verdade?]
– Informamos que após a toma da vacina, no caso de sentirem algum mal-estar permanente deverão consultar um médico…
[A sério!? Não deveríamos antes consultar uma cartomante ou um canalizador? Não fosse esse sábio conselho e acho que nunca ninguém se iria lembrar disso! Eu até estava desejoso de tomar a vacina, mas lamento desapontar a vossa piedade cristã, pois tenho a sanita entupida. Além disso, só para eu ficar esclarecido. Essa vacina, cura-nos do burnout, do desrespeito profissional, da precariedade e da injustiça do congelamento de carreiras? Ou só cura os pais do pesadelo de terem os filhos de volta a casa e as empresas de não puderem aumentar os lucros?]
– Vocês não são capazes de ver o copo meio-cheio…?
[Qual copo? Aos anos que tenho ouvido falar desse tal copo, mas nunca o vi, quanto mais a água!]
– Será que gostas de ser professor? Gostas de crianças?
[Do ponto de vista empírico, pode-se dizer que sim. Sempre que vou trabalhar tenho-as visto… têm andado por ali, um pouco por todo o lado. Quando era miúdo e ia para a escola, brincava com elas e dávamo-nos muito bem… mas, estranhamente, embora há quase cinquenta anos que continue a ir para a escola, há uns anos para cá, não sei porquê, essa fraternidade dissipou-se…]
– Já vimos que o problema não é a vacina, são os políticos…
[Não sou esquisito, mas de gosto seletivo, devo confessar. Só não gosto de alguns estadistas, sobretudo daqueles que falam do que não sabem, especialmente os que estão ligados à minha profissão. Mas confidencio-vos uma coisa que não vos tenho dito. No fundo, eu até gosto de políticos… na verdade, adoro-os, mas só quando estão calados, pois assim que abrem a boca até consigo aguentar bastante tempo, até quase ao fim da primeira frase. Não por culpa deles, apenas porque fui clinicamente diagnosticado com uma doença incurável – baixa capacidade de tolerância… a gente inútil e conversa malcheirosa.]

Boa vacinação para todos
Nota: só não tomo a vacina, porque não me deixam.
[Carlos Santos]

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Em16 mil testes realizados nas escolas só 0,1% com resultado positivo

 

Sobre as escolas, a ministra Vieira da Silva diz que está a ser feito um “rastreio associado ao início de atividade” e que foram alteradas as regras de testes. A partir de hoje, além dos contactos de riscos, irão ser testados “muitos mais contactos” relacionados com os alunos infetados, o que fará com que “sejam encontrados mais casos”. Contudo, realça que, dos 16 mil testes realizados nos estabelecimentos de ensino, apenas 0,1% tiveram resultado positivo.

 

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Vacinação de Professores e Pessoal Não Docente adiada para 17 e 18 de abril

 

Vacina da AstraZeneca suspensa.

Segundo declarações do responsável da Task Force da vacinação em Portugal, vice-almirante Gouveia de Melo,  a vacinação do pessoal docente e não docente que iria acontecer no fim de semana de 10 e 11 de abril será adiada para o fim de semana seguinte.

O mesmo responsável também afirmou que esta população será vacinada com  a vacina mais apropriada à idade de cada um.

DGS vai “encontrar uma solução” para quem já tomou a 1.º dose e tem menos de 60 anos.

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A possível origem da 4.ª vaga

Todos os cuidados serão poucos.

O Público noticiou, hoje, que nas duas semanas de aulas em que apenas a EPE e o 1.º Ciclo estiveram em funcionamento, aconteceram 47 surtos em escolas desses níveis de educação/ensino. Esta semana o 2.º e 3.º ciclos regressaram às escolas. Temos, neste momento, mais de dois terços dos estudantes nas escolas e, em princípio, dia 19 regressarão os alunos do secundário. A escola passará a estar em pleno funcionamento.

Os cuidados não estão a ser descurados nas escolas, mas todos os cuidados são poucos. A ameaça do agravamento da situação pandémica está sobre as nossas cabeças e o primeiro ministro já admitiu que as escolas são locais de preocupação, logo, deixaram de ser os tais lugares seguros.

Regresso dos alunos do secundário às aulas presenciais pode dar origem a quarta vaga da pandemia

O regresso dos alunos do secundário às aulas presenciais pode dar origem a uma quarta vaga da pandemia em Portugal. O alerta está num estudo de investigadores portugueses e holandeses. O regresso destes alunos às aulas presenciais está previsto para 19 de Abril.

 

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50 positivos em EB/JI de Póvoa de Santa Iria

Um surto na Escola Básica e Jardim Infantil do Casal da Serra obrigou ao encerramento do estabelecimento de ensino. Depois de surgirem vários casos na semana passada, na segunda-feira foi feita uma testagem na escola e dada ordem para encerrar. Há 50 casos positivos entre adultos e crianças.

 

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O papel dos Assistentes Sociais no Sistema Educativo

O Agrupamento de Escolas Miguel Torga de Sabrosa e a AIDSS realizaram congresso online com o objetivo de refletir e debater o papel dos Assistentes Sociais Escolares: O evento decorreu no dia 30 de março e contou com a presença regular de mais de 260 participantes.
O Congresso promovido pela AIDSS- Associação de Investigação e Debate em Serviço Social e pelo Agrupamento de Escolas Miguel Torga de Sabrosa permitiu uma reflexão exaustiva sobre a relevância do papel dos Assistentes Sociais no Sistema Educativo.
O Dec. Lei nº190/1991 criou os serviços de psicologia e orientação (SPO), onde o profissional de serviço social integra as equipas técnicas, mas esta legislação encontra-se completamente desadequada à realidade dos Agrupamentos de Escolas.
Atualmente as Assistentes Sociais que exercem funções em meio escolar, encontram-se em situação de precariedade de trabalho, trabalhando em agrupamentos de escolas que integram territórios educativos de intervenção prioritária (TEIP), zonas económica e socialmente desfavorecidas, marcadas pela pobreza e exclusão social, violência e indisciplina, com elevadas taxas de abandono e insucesso escolar.
A intervenção dos profissionais de serviço social evidenciou-se, recentemente, em meio escolar, trazendo um olhar diferente, atento aos pormenores, não só identificando as fragilidades, mas percecionando o apoio que cada um necessita, as potencialidades que têm ou que podem desenvolver para serem atores interventivos da sua própria história.
A escola tem a responsabilidade de intervir em primeira linha, encontrando soluções para as situações referenciadas, devendo apenas sinalizar casos para outras entidades de intervenção em infância e juventude, após esgotar todos os seus recursos.
O aluno é o centro do sistema educativo, sendo importante respeitar a sua pessoa, o seu EU, sem esquecer que somos seres iminentemente sociais, que nos integramos num espaço, quer na família, quer na escola, que interagimos uns com os outros e que precisamos criar laços afetivos.
O empoderamento das famílias e dos alunos, para definir o rumo do seu processo de aprendizagem fará a diferença, tornando as escolas num verdadeiro espaço de inclusão, onde é fundamental transformar a obrigação de estar na escola, pela vontade de estar na escola.
O serviço social tem um papel primordial na equipa de profissionais especializados, promovendo um trabalho em equipa multidisciplinar, criando sinergias positivas, focando-se essencialmente na descoberta de soluções, assumindo um comprometimento transformacional com toda a comunidade escolar.
No âmbito do Programa Nacional Promoção do Sucesso Educativo (PNPSE), a implementação do plano de desenvolvimento pessoal, social e comunitário em contexto de pandemia, constituiu-se como uma nova oportunidade de afirmação do serviço social em meio escolar.
É importante garantir a estabilidade das equipas técnicas, de forma a permitir uma avaliação sistémica das famílias a longo prazo, considerando os contextos onde se inserem, o que não se coaduna com a prática de contratação anual dos profissionais de Serviço Social.
A defesa e garantia dos direitos da profissão é imprescindível, quer através das organizações sindicais, quer através da Ordem dos Assistentes Sociais, processo que ansiosamente aguardamos pela sua conclusão!

Margarida Messias (Assistente Social e Relatora do congresso)

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Duas semanas = 47 surtos = metade dos alunos

Escolas registaram 47 surtos em duas semanas e só com metade dos alunos em aulas

Número representa mais de metade dos surtos contabilizados a 18 Janeiro, pouco antes dos estabelecimentos de ensino encerrarem, e quando todos os níveis de escolaridade estavam a funcionar presencialmente.

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Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital suspende aulas após testes positivos à COVID-19

Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital suspende aulas após testes positivos à COVID-19

O Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital vai suspender as aulas de amanhã depois dos testes de ontem à COVID-19 terem revelado alguns casos positivos (seis professores e umauxiliar). Os encarregados de educação, ao que o CBS apurou, foram hoje surpreendidos por um mail no qual lhes é dado conta que amanhã os alunos devem permanecer amanhã em casa e aguardar um novo contacto. Os alunos, recorde-se, regressaram às aulas na segunda-feira, mas os testes apenas foram realizados ontem.

A missiva revela que “na sequência das testagens ao COVID-19 que decorreram no dia 6 de Abril no Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital foram detetados alguns casos positivos que obrigam à tomada de medidas de contenção”. O documento explica também que amanhã, e como medida de prevenção, os alunos devem permanecer em casa e aguardar o contacto das autoridades de saúde.

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MADEIRA APROVA VINCULAÇÃO AUTOMÁTICA

MADEIRA APROVA VINCULAÇÃO AUTOMÁTICA DE DOCENTES CONTRATADOS COM CINCO ANOS DE SERVIÇO

A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) aprovou hoje por unanimidade uma proposta do Governo Regional que permite a vinculação extraordinária de dezenas de professores contratados que lecionam na região há cinco anos consecutivos ou há 10 intercalados.

A proposta foi hoje apresentada, discutida na generalidade e aprovada, por unanimidade, no plenário da ALM.

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CHEGOU A HORA DE FORMAR MAIS DOCENTES

CHEGOU A HORA DE FORMAR MAIS DOCENTES

Os professores que resistem e recusam perder a sua profissionalidade, aqueles que estão presentes e aceitam os novos desafios, são muitas vezes olhados como heróis sociais pelo modo como enfrentam o embate das mudanças, das pressões e das críticas injustas, por vezes acumuladas por mais de uma geração.
Porém, o acumular dessas pressões, a que por vezes se juntam períodos profissionais menos estimulantes, conduzem a que muitos docentes se confrontem com crises da sua profissionalidade, com impacto profundamente negativo no modo de agir dentro da escola. Uma boa parte das crises de profissionalidade surgem também quando há crises de identidade.
Essas crises de identidade podem surgir quando os professores são chamados a abandonar o que sabiam fazer bem, para se dedicarem a outras tarefas em que não acreditam ou para as quais se sentem mal preparados, já que tecnicamente as dominam mal. Ou seja, quando substituem o seu saber-fazer por um saber-mais-ou-menos.
Outras vezes essas crises revelam-se quando se alargam os horizontes espaciais de actuação do docente. A geografia de actuação dos docentes foi profundamente alterada nas últimas décadas, sem que isso tenha revertido numa significativa alteração dos processos de formação de professores. A quase totalidade dos docentes foram (e ainda continuam a ser) “treinados” para agir exclusivamente dentro da sala de aula. As competências profissionais que lhes são exigidas estão confinadas a saberes e procedimentos que apenas fazem sentido em situação de classe. Os formadores de professores dedicam mais de noventa por cento das suas actividades de supervisão para recolher dados de avaliação através da observação de aulas. O (futuro) professor pode claudicar à porta da sala de aula. Será impensável que o faça dentro dela.
Esta história e estas memórias da formação fazem com que muitos dos professores portugueses prefiram o trabalho individual (isolado) ao trabalho colectivo, que entendam que a sua sala de aula é um local sagrado inexpugnável e que o seu trabalho profissional se esgota com o fechar da porta dessa sala.
Muitos de nós fomos e somos apenas preparados para agir em situação de classe, pouco na escola, raramente na aldeia digital e na comunidade parental. Aí, começam as fobias, os preconceitos, as reservas e os desencantos. Aí, os discursos começam sempre a ser menos pedagógicos e mais defensivos de uma neutra profissionalidade que nem sempre sabemos definir ou, por ausência de outro modelo, definimos com base na tradição e no pior do discurso oral.
O alargamento das tarefas e funções dos docentes obrigam-no a intervir numa nova geografia pedagógica, obrigam-no a caminhar em terrenos e a traçar percursos em que ele nem sempre se sente profissionalmente confortável. Obriga-se a que o professor também seja tutor e educador, quando ele, de facto, apenas foi treinado para instruir, em contacto directo com os seus alunos, sem intermediários “internéticos” que propiciem a aprendizagem à distância.
Para se projetar no futuro, o país necessita de formar muitos e bons docentes. Chamar para a profissão os melhores e os mais capazes e proceder a uma verdadeira formação permanente dos docentes em exercício de funções.
A maioria dos professores que hoje se encontram no sistema estarão aposentados daqui a dez anos. E os seus substitutos ainda nem começaram a ser formados…
As instituições formadoras de docentes, designadamente as Escolas Superiores de Educação terão, naturalmente, um aumento significativo da procura, com o acolhimento de muitos candidatos a professor. E têm uma excelente experiência acumulada para prestarem esse serviço à comunidade. Medíocre é a vontade de as extinguir, ou de as descaracterizar

João Ruivo in ensino.eu

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Lei 16/2021 – Medidas de apoio no âmbito da suspensão das ativida-des letivas e não letivas presenciais

A presente lei procede à segunda alteração, por apreciação parlamentar, ao Decreto-Lei n.º 8-B/2021, de 22 de janeiro, que estabelece um conjunto de medidas de apoio no âmbito da suspensão das atividades letivas e não letivas presenciais, alterado pelo Decreto-Lei n.º 14-B/2021, de 22 de fevereiro.

Lei nº 16/2021 – Medidas de apoio no âmbito da suspensão das ativida-des letivas e não letivas presenciais

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(sem título)

A falta de professores pode colocar em crise o atual sistema educativo

Os alertas vêm de vários lados. Dos 89 925 professores que a 1 de setembro de 2019 tinham 45 anos ou mais, 51 983, que representam 57,8%, podem aposentar-se num prazo de 11 anos, ou seja, até 2030. A previsão anual de aposentações indica um crescimento progressivo de aposentações até 2028: 17 830 nos primeiros cinco anos, 24 343 nos cinco anos seguintes, 9810 entre 2029 e 2030. Estes números estão no relatório “Regime de seleção e recrutamento do pessoal docente da Educação Pré-Escolar e Ensinos Básico e Secundário” do Conselho Nacional de Educação (CNE). E dão que pensar.

A previsão anual de aposentações por grupo de recrutamento evidencia a possibilidade de a maioria perder mais de 50% dos docentes no prazo de 11 anos. O impacto não é igual em todas as áreas. Estima-se que os grupos de recrutamento mais afetados até 2030 sejam a Educação Pré-Escolar (73%), Português e Estudos Sociais/História (80%), Português e Francês (67%), Matemática e Ciências Naturais (62%). No 3.º Ciclo e Ensino Secundário, destacam-se os de Educação Tecnológica (96%), Economia e Contabilidade (86%), Filosofia (71%), História (68%) e Geografia (66%). Como será o futuro?

Há cerca de 10 anos, falava-se no excedente de professores. Agora comenta-se precisamente o inverso. Segundo cálculos da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), entre 12 a 15 mil professores abandonaram a profissão na última década. A situação é complexa, mais do que parece à primeira vista. Para José Eduardo Lemos, presidente do Conselho das Escolas (CE), a falta de professores é um assunto que deve preocupar a sociedade e o Ministério da Educação. “Trata-se, penso eu, do maior problema a enfrentar pelas escolas no curto e médio prazo. Sem bons professores, não há boa educação, sem professores menos ainda”, refere ao EDUCARE.PT. E vai mais longe. “A falta de professores pode colocar em crise o atual sistema educativo”.

A falta de professores é um problema estrutural que exige políticas de fundo, segundo o presidente do CE que fala em medidas em torno de dois eixos, ou seja, do envelhecimento do corpo docente e da escassez de professores. “Por um lado, são necessárias políticas que reforcem a segurança dos professores no exercício da profissão, que valorizem social e economicamente a carreira docente, de forma a que os professores se mantenham ativos e empenhados até à aposentação, mesmo que tal implique maior exigência profissional e maior responsabilidade individual no exercício da profissão”.

Por outro lado, defende, “são necessárias políticas de fundo que tornem a carreira docente mais atrativa aos jovens, como por exemplo melhores remunerações no início da carreira e melhores condições materiais para o exercício da profissão (alojamento, apoios nas deslocações, maior segurança no exercício profissional), mesmo que tal implique, necessariamente, maior exigência para se aceder à profissão”.

Se nada for feito, a Educação, um dos maiores pilares do desenvolvimento de um país, vai sofrer. “A Educação ficará sempre comprometida se os professores não forem devidamente qualificados e não poderemos falar de Educação se, pura e simplesmente, não houver professores para todos os alunos em todo o território nacional”, sublinha José Eduardo Lemos.

A qualidade da preparação, a formação em exercício

O cenário é complexo. Neste momento, grande parte do corpo docente tem 50 ou mais anos, apenas 1,1% dos professores têm menos de 35. Além disso, os mestrados em ensino, que formam docentes para lecionarem no 3.º Ciclo e Ensino Secundário, têm cada vez menos candidatos, e há até cursos que fecharam por falta de alunos. Há, portanto, problemas na oferta e procura de professores.

A escassez de professores e o envelhecimento da população docente são dois dos maiores desafios do sistema de ensino. A falta de professores em algumas disciplinas tem sido, aliás, mencionada como um dos problemas mais comuns em mais de metade dos sistemas educativos europeus. O CNE tem estado atento a essas questões e tem lançado vários alertas. “A falta/escassez, assim como o excedente de professores, torna evidente uma distribuição desigual de docentes entre disciplinas e áreas geográficas, colocando-se a questão da utilização eficaz dos recursos”, refere no relatório.

Nuno Crato, ex-ministro da Educação, numa conferência online promovida pela Federação Nacional da Educação (FNE), abordou o assunto. “A formação de professores é o problema mais grave na primeira metade do século XXI, metade dos professores no ativo vai reformar-se no final desta década, se não se reformarem antes”, referiu. “E será que os professores que vêm aí terão a mesma preparação?”, questionou. É uma incógnita. Garantir a qualidade da formação dos professores, não desvalorizar a formação em exercício, tornar a profissão atrativa, são questões essenciais que não podem ser descuradas, segundo o ex-ministro.

“Distribuição desequilibrada e assimétrica”

“Aqui já temos a casa a arder, nos Açores, há muito tempo”. A constatação é de Ricardo Baptista, presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, durante uma das conferências online da FNE. No Continente, afirma, a falta de professores começa a ser notada e falada, nos Açores, garante, já é um “problema enorme”. E porquê? “Porque temos uma carreira que não é valorizada, temos uma carreira que não é atrativa e, nos Açores, com a condicionante de que se queremos atrair um professor para a região temos, se calhar, de o fazer de uma forma mais atrativa do que ficar no Continente”.

O dirigente sindical concorda que a profissionalização dos professores deve ser feita em contexto de escola. Mas a falta de professores é um problema mais abrangente. “Temos aqui os dois lados da moeda. Aquilo que observamos, neste momento, é que, além de não existirem candidatos à profissão, os candidatos que escolhem a profissão são os que têm uma média inferior. Ou seja, não estamos a escolher os melhores para professores, o que é preocupante para uma visão de futuro”. Não se consegue atrair ninguém para a carreira sem se valorizar a profissão a todos os níveis, em termos salariais também.

Ricardo Baptista prevê que a escassez de docentes se venha a notar ainda mais depois da pandemia. Por isso, é preciso intervir o quanto antes com medidas pensadas e sustentadas. “Não vai haver uma fórmula mágica, mas aquilo que sentimos, e o que vai acontecer, é que os professores que estão nas escolas vão ser sobrecarregados para que os alunos não fiquem sem aulas”.

O futuro da Educação tem de ser pensado no presente e há várias questões para tratar. O CNE encaixa os vários desafios em três grupos. “Em primeiro lugar, os que se referem à escassez e, em contraponto, à oferta excedentária de professores, já que ambos são resultado de uma distribuição desequilibrada e assimétrica; em segundo lugar, o envelhecimento da população docente e a retenção de professores na profissão; e, por último, o défice de matrículas na formação inicial de professores e a permanência dos estudantes em cursos de formação de professores”.

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As nações das turmas numerosas promovem a exclusão – Paulo Prudêncio

 

As nações das turmas numerosas promovem a exclusão

Ainda do debate partidário, percebe-se que o PS não considera a questão encerrada. Fala em “gradualismo”. Mas considerando os 30 alunos de Nuno Crato, e com a redução de dois alunos por turma em cada década, em 2060 chegaremos a um número civilizado.

Ainda do debate partidário, percebe-se que o PS não considera a questão encerrada. Fala em “gradualismo”. Mas considerando os 30 alunos de Nuno Crato, e com a redução de dois alunos por turma em cada década, em 2060 chegaremos a um número civilizado.

 

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De um lugar seguro a um de preocupação…

Escolas: “Obviamente estamos preocupados”, admite Costa sobre nível de transmissão neste meio

O primeiro-ministro foi ainda questionado quando às escolas, admitindo: “Obviamente estamos preocupados e temos vindo a acompanhar muito de perto a situação”. Costa recorda ainda a testagem do pessoal docente e não docente, um processo que será “completado no próximo fim de semana”, incluindo técnicos das atividades extra curriculares e ATL’s.

António Costa garante que o Governo “tem estado muito atento” já que, repetiu, “o que é novo face ao que aconteceu é que esta variante, em regra, quando é comunicado um caso e se faz a testagem generalizada já há outros casos. Temos de alargar o universo de vigilância” já que “esta variante faz aumentar muito significativamente os riscos de transmissibilidade”, advertiu Costa.

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Em busca das aprendizagens perdidas – Marco Bento

Em busca das aprendizagens perdidas

Não sei se será mais uma sequela do Indiana Jones ou a demanda dos Cruzados na época medieval… mas, voltamos a sentir nesta altura um ligeiro sentimento a filme já antes visto… “Em busca das aprendizagens perdidas”.
“Voltar à escola física, neste 3.º período, resultará, em muitas salas de aula, na enorme ansiedade de se fazerem testes de avaliação no sentido de validar o que não se acredita como válido no online, mesmo reconhecendo todo o esforço tido durante o mesmo. (…) Assim, falar em recuperação de aprendizagens é falar na desvalorização de todo o trabalho realizado por alunos, professores e famílias, e repetirmos a mesma ideia pelo segundo ano letivo consecutivo.”
Pois recuperar as aprendizagens é repensar a Escola na sua estrutura, como por exemplo algumas das 17 sugestões apresentadas:
– Investimento na valorização dos professores
– Investimento nos processos de formação e desenvolvimento profissional ao longo da vida, com uma melhor qualificação pedagógica na formação contínua e repensar os modelos de formação existentes
– Investimento e reformulação da formação inicial de professores
– Repensar o processo de avaliação docente, na necessidade de valorizar os docentes que levam a profissão a um estádio de eficiência e valor mais alto e mais longe
– Realizar aferições internas (como é que não se poderiam não fazer?) e não uma avaliação classificativa de aprendizagens, personalizada a cada contexto
– Desenvolver planos personalizados de ação, em que se definam os conteúdos ou os conceitos estruturantes de aprendizagem em cada área disciplinar
– Encurtar os currículos obesos, pensando sempre em competências de aprendizagem
– Apostar nos apoios educativos, criando a figura dos mentores e tutores, que podem assumir par pedagógico com os titulares de turma, para criar um guia personalizado para o aluno com base no diagnóstico anterior
– Reduzir os alunos por turma, neste momento as turmas têm demasiados alunos que não permitem aos professores diferenciar da melhor forma as suas estratégias, com ou sem pandemia-
– Recusar assumir o aumento de tempos ou dias letivos, uma vez que a quantidade não é sinónimo de qualidade
– Desburocratização da escola, pois são demasiadas as tarefas de secretaria entregues aos professores, retirando-lhes o tempo para preparar pedagogia de qualidade
– Terminar com as turmas de multinível no 1.º ciclo do ensino básico
– Criar experiências culturais e artísticas interligadas com literacia e numeracia (resultado da ausência de cultura e a constante desvalorização curricular das expressões)
– Garantir espaços temporais de criatividade e ludicidade na aprendizagem (não podemos pedir a um aluno para ser criativo e não lhe garantir o máximo de experiências possíveis)
– Modernizar as redes de internet das escolas, garantindo uma rede de internet que fortaleça os modelos híbridos de aprendizagem
– Não podemos abandonar os percursos digitais que se fizeram até ao momento, pois agora podem ser potenciados presencialmente
– Auscultar os verdadeiros pedagogos (professores) para um desenvolvimento efetivo de escola

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A 10 e 11 de abril dar-se-á o grande exercício de vacinação de PD e PND

Segundo as afirmações do ministro Tiago…

O grande exercício será no fim de semana do 10 e do 11 [de abril]. Obviamente que esperamos que todos possam ser vacinados durante esse fim de semana, porque sabemos que existe uma grande concentração de esforços um pouco por todo o país, para que possam ser vacinados” nos centros de saúde, nas escolas ou em centros de vacinação, afirmou Tiago Brandão Rodrigues.

“Neste momento temos as listas que já foram providenciadas ao Ministério da Saúde e depois esperamos que durante esses dois dias, sábado e domingo, num enorme esforço, possam ser, efetivamente, vacinados todos os docentes do 2.º e 3.º ciclos, também os não docentes, também os mesmos profissionais do ensino secundário e, eventualmente, aqueles que não puderam ser vacinados por alguma vicissitude” no fim de semana de 27 e 28 de março, adiantou o ministro.

Se eventualmente alguém ficou de fora, foi identificado para entrar neste próximo exercício“, nos dias 10 e 11 de abril, “onde o grande objetivo é, por um lado, poder recuperar eventuais profissionais que poderiam ter já sido vacinados no fim de semana anterior e depois todos aqueles que trabalham no 2.º e 3.º ciclos e também no ensino secundário, pessoal docente e não docente”, reiterou o ministro.

“Acredito que a task force responsável pela vacinação, que já tem as listas do Ministério da Educação de todos aqueles que são elegíveis para a vacinação, está também a preparar este exercício”, declarou. Para o governante, este é “um exercício importante” para “escalar o processo de vacinação em todo o país”.

 

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Calendarização da MPD

 

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Mobilidade por doença 2021/2022

Aplicação disponível entre o dia 5 de abril e as 18:00 horas de 22 de abril de 2021 (hora de Portugal continental).

SIGRHE

Nota informativa

Despacho n.º 9004-A/2016

 

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Escolas identificaram mais 5 mil alunos sem condições para aulas à distância durante o 2.º período

Escolas identificaram mais 5 mil alunos sem condições para aulas à distância durante o 2.º período

Na última semana de aulas do 2.º período, 8.500 estudantes estiveram em ensino presencial depois de os professores terem considerado que o regime remoto não era eficaz para eles. Número de filhos dos trabalhadores essenciais em escolas de acolhimento diminuiu muito depois da reabertura do pré-escolar e 1.º ciclo.

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O colega do teu filho reprovar também é um problema para o teu filho

 

O colega do teu filho reprovar também é um problema para o teu filho

Reprovar um aluno não só é uma medida ineficiente economicamente como ainda estamos a criar um problema maior.
Talvez não tenhas noção, mas, em Portugal, os alunos até aos 15 anos reprovam em média três vezes mais do que a média da OCDE. Vamos a números para clarificar. Em 2019, cerca de 34% dos alunos até aos 15 anos reprovaram pelo menos uma vez, quando a média da OCDE é de 12%. Tinhas noção de que estamos a falar de um em cada três alunos?
Este não é um problema novo, bem pelo contrário. Não é um problema que veio com a troika ou com a pandemia, é um problema muito antigo. Se bem que temos vindo a melhorar nos últimos anos (sim, o cenário era bem pior há uns dez ou 15 anos), não quer dizer que tenhamos resolvido o problema ou que seja um problema menor.
Em 2001, Jimerson, que é uma referência mundial no estudo deste tema, demonstrava numa análise a mais de 60 artigos escritos nos dez anos antes que apenas um deles defendia a retenção, enquanto todos os outros mostravam que a retenção não é, longe disso, solução para o problema das aprendizagens. Já na altura, há cerca de 20 anos, se demonstrava que, apesar da preferência de professores, pais, empregadores e mesmo estudantes em “reprovar do que passar sem saber”, a verdade é que a retenção não se traduz em nenhuma vantagem académica ao aluno.
Resumidamente, quando comparados os alunos em condições semelhantes, o grupo de estudantes que são retidos tem maior probabilidade de abandonar a escola, ter problemas disciplinares e não tem qualquer efeito positivo na aquisição de conhecimentos. Por norma, os alunos retidos são uma minoria, masculina, proveniente de classes económicas mais desfavorecidas.
Uma ideia que pode ser perigosa é a da promoção social, que em teoria teria tudo para ser uma solução perfeita e um argumento válido para a retenção, mas na prática só agrava o problema. A promoção social inerente à passagem de ano, ao invés de reter, e assim criar o grupo dos “bons alunos” e, por sua vez, rotular aqueles que não sabem o suficiente para os acompanhar, faz com que, no ano lectivo seguinte, na mesma sala de aula estejam alunos com diferenças de idade que podem ser significativas e isso não beneficia, bem pelo contrário, os alunos mais novos.
Ou seja, a retenção e a promoção social são estratégias falhadas para o contributo do sucesso dos estudantes, e isso não pode continuar a ser ignorado por ninguém que faça parte da comunidade académica.
Portanto, se quando dizemos que é prejudicial para um estudante perder o seu grupo, os seus colegas, o mesmo se pode aplicar aos colegas que perderam aquele que ficou retido. Pior, existirá sempre um grupo de alunos que, mesmo ainda não tendo contactado com o aluno repetente, estão já a ser prejudicados porque irão partilhar a mesma sala de aula com um aluno mais velho, que estará um ano inteiro a ouvir a mesma matéria, a que adquiriu e a que ficou por adquirir, e que não se vai identificar com aquele grupo.
Há uns anos, quando eu ainda andava na escola, era usual haver uma turma de alunos onde iriam parar todos os repetentes daquele ano, o que está na mesma lógica de guetização. Caso os alunos preenchessem uma turma, tínhamos a turma dos repetentes, caso contrário, tínhamos uma turma com vários repetentes e alguns alunos no seu normal percurso escolar.
A solução não passa por reter e a questão não é entre reprovar ou passar sem saber, é em formar professores para a questão, promover o diagnóstico atempado e munir as escolas de instrumentos que sejam válidos na resposta ao problema. Reprovar um aluno não só é uma medida ineficiente economicamente como ainda estamos a criar um problema maior.
E o teu filho não merece ter um colega que seja “o repetente”.

 

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Não é uma verdade generalizada. O trabalho do 2.º período teve o seu peso.

Não podia ser de outra forma. Os alunos não mereciam que o seu trabalho fosse desmerecido e a avaliação não se baseia única e exclusivamente em testes escritos.

Escolas deram notas sem contar com o trabalho feito ao longo do 2.º período

Receios com a fiabilidade dos testes à distância e o impacto no acesso ao ensino superior fazem “congelar” classificações à espera do regresso ao ensino presencial. Ministério diz que escolas que o fizeram violaram os direitos dos alunos, ao irem contra a legislação sobre o currículo escolar.

É “frustrante”, dizem alunos. “Desmerece a evolução” dos estudantes, comentam pais. E é “errado”, reconhecem directores. No entanto, em muitas escolas, sobretudo do ensino secundário, o trabalho feito à distância durante o 2.º período quase não contou para as notas dadas aos alunos. Entre as razões para esta prática está o papel central que os testes escritos continuam a ter na avaliação e os receios quanto à sua fiabilidade no modelo de ensino remoto.

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SURTO COM 49 CASOS ENCERRA COLÉGIO DE SINTRA

O terceiro período vai começar amanhã, mas os cuidados devem ser mantidos.

O Colégio Cosme e Damião, em Rio de Mouro, Sintra tem um surto de covid-19 ativo. O foco de infeção foi confirmado  pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), que acrescentou que o primeiro caso foi detetado numa funcionária entre os dias 24 de março e 31 de março.

Por determinação da autoridade de saúde, o colégio acabou por ser fechado.

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E se a avaliação dos alunos for sujeita a Quotas?

 

 

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Resumo da Norma 01/JNE/2021

Por Fernanda Martins

Descarregue: PDF – https://drive.google.com/file/d/1TGOk… .

PPT – https://drive.google.com/file/d/1cQV4…

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Resumo do Despacho Normativo 10-A/ de 22 de março

Por Fernanda Martins

Descarregue: PDF – https://drive.google.com/file/d/1CZg3…,

PPT – https://drive.google.com/file/d/1RWQA…

 

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Turmas mistas e numerosas prejudicam as aprendizagens há anos! Alberto Veronesi

 

Turmas mistas e numerosas prejudicam as aprendizagens há anos!

É inegável que a pandemia, que assola o mundo inteiro desde janeiro de 2020, veio agudizar o problema das aprendizagens. Mas também é inegável que o sistema já se encontrava, bem antes da pandemia, em falência administrativa, gestionária e pedagógica, e isso afeta as aprendizagens bem mais e há bem mais tempo, sem que ninguém se preocupasse verdadeiramente.

O que mais tem indiretamente afetado as aprendizagens ao longo das últimas décadas tem sido o constante desinvestimento que os sucessivos governos têm feito na Educação, com todas as naturais consequências dessa opção.

Dois dos grandes males que são consequência do desinvestimento e que têm repercussões diretas nas aprendizagens são a permissão legislativa de constituição de turmas multinível/mistas (mais do que um ano na mesma turma) e numerosas.

Pelo facto de a própria lei permitir a constituição deste tipo de turma, deixa os pais e/ou encarregados de educação largados à sorte, podendo os seus filhos/educandos terem o azar de lhes verem atribuída uma turma destas. Mesmo que possam querer reclamar têm rapidamente uma lei que defende quem decidiu constituí-las. É uma sorte! Mesmo dentro da própria escola podem ter sorte ou azar. Custa-me perceber onde é que aqui se pode falar de igualdade de oportunidades e inclusão. Mas poderei estar a ver mal, admito. Facilmente se percebe porque é que estas turmas estão associadas ao insucesso escolar, mais ainda quando elas existem em meios escolares mais desfavorecidos, nos Agrupamentos em Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP). Acabar com estas turmas, que são, na opinião de David Justino ex-presidente do Conselho Nacional da Educação, “uma chaga social”, há muito consideradas como um dos maiores problemas para o sucesso escolar, poderia ser um bom princípio com efetivas vantagens para os alunos na aquisição das suas aprendizagens.

Relativamente às turmas numerosas, e apesar de, sobre esta questão, os estudos não serem conclusivos, parece-me óbvio que ninguém que trabalhe efetivamente nas escolas possa concordar com o que disse Nuno Crato quando era ministro da educação. Em 2012 afirmou numa entrevista televisiva que “Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade”.

Percebemos que a retórica na altura tinha a intenção primordial de reduzir custos na educação, aumentando o número de alunos por turma, o levaria a contratar menos professores e inclusive fechar escolas. No entanto em 2016, no estudo “Organização Escolar As Turmas” do Conselho Nacional de Educação (CNE), era referido que “É reconhecido pela literatura científica o contributo da dimensão das turmas para a melhoria dos ambientes escolares”. No mesmo estudo é indicado um caminho para desburocratizar e descentralizar a constituição de turmas, segundo os autores o número de alunos por turma deveria ser “da inteira responsabilidade das escolas e agrupamentos, em função das características dos seus alunos e das opções de desenvolvimento educativo consagradas nos seus projetos educativos.” E dito desta forma até pode convencer os mais distraídos. Como é sabido as limitações de autonomia dos agrupamentos de escolas são enormes pelo que muito provavelmente o que aconteceria é que para se constituírem turmas com menor número de alunos teriam de pedir autorização superior. Não mudando a lei, a tutela recusaria o pedido sustentando-se na própria lei. Ficaria tudo igual, portanto. A única solução será mesmo legislar com mínimos e máximos e atendendo aos contextos socioeconómicos da envolvência e dos respetivos alunos.

Considerando os argumentos anteriores, foi com estranheza que assisti na passada sexta-feira, agora que todos os quadrantes político-sociais se têm mostrado preocupados com as aprendizagens perdidas e respetiva recuperação, à rejeição de três projetos de lei (PEV, PCP e BE), que visavam estabelecer medidas de redução do número de alunos por turma, pela maioria dos deputados da Assembleia da República. Sendo que à direita a justificação foi de preocupação pelos custos envolvidos, pergunto se por acaso as contas estão feitas?

Na verdade, quando confrontados com a possibilidade de aprovar uma medida que promove o apoio individualizado aos alunos mais vulneráveis, na própria sala de aula, e que está empiricamente provado que funciona, quem pode decidir e até cria grupos de trabalho para definir um Plano de Recuperação de Aprendizagens 21/23, rejeita. Dá que pensar!

Este é o real problema! Falta de vontade política, falta de coragem para olhar seriamente a Educação como um investimento e não como um negócio.

Devia-se criar um grupo de trabalho, sim. Mas não para criar escolas de verão ou planos de tutorias, seria mesmo para desenhar um Plano Estratégico Nacional Para O Sistema Educativo (PENSE). Livre da partidarite, livre das guerrilhas ideológicas bloqueadoras de pensamento, onde o objetivo único comum seja a melhoria do Sistema Educativo em todas os seus graus de ensino, cuidando de toda a comunidade.

Parece utópico? Parece, mas se houvesse vontade política seria possível. E, por favor, não me venham com o chavão de não há dinheiro para a Educação. Para esses que insistem que para Educação o financiamento é a fundo perdido, peço que pensem holisticamente o assunto e percebam que na realidade é um investimento necessário para a qualificação das novas gerações e consequentemente garantir o futuro do país!

 

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O drama das “aprendizagens perdidas”…

 

Nós, os Portugueses, adoramos um bom drama, não há como disfarçá-lo…

 Nós, os Portugueses, consideramos, quase sempre, que “quanto mais difícil e tortuoso, melhor”, o que é difícil é que é bom, mesmo que isso signifique perda de tempo e de eficácia…

 Nós, os Portugueses, parece que consideramos que a auto-flagelação é a forma mais adequada de expurgar erros e/ou de “pagar” pelos mesmos…

 Vem o anterior a propósito do que parece ser o mais recente drama da Educação: a recuperação das “aprendizagens perdidas”, por motivo do confinamento decorrente da pandemia…

 Como se tais perdas não fossem mais do que expectáveis no contexto de confinamento e de E@D ou como se tais perdas se constituíssem como um fenómeno verdadeiramente inexplicável, deveras intrigante, o Governo/Ministério da Educação criou uma Equipa de Trabalho que, por certo, reunirá múltiplas vezes ao longo de tempo incerto… No fim desse tempo incerto, apresentará, previsivelmente, as suas brilhantes conclusões que, poderão ou não, fazer sentido… Talvez em Maio se conheçam essas conclusões…

 À boa maneira portuguesa, e quase sempre de eficácia muito duvidosa, muito tempo se despende e muito dinheiro se subtrai ao erário público por conta de Comissões e de Equipas de Trabalho, quase sempre também muito Multidisciplinares…

 Mas no que à Educação respeita, o que poderia fazer sentido, talvez fosse a implementação, em curto espaço de tempo, das medidas mais simples e mais pragmáticas, sem floreados e sem dramas desnecessários, como aliás tem sido defendido aqui por alguns: reduzir o número de alunos por turma; reduzir os conteúdos programáticos das várias disciplinas; e eliminar algumas disciplinas que se apresentem sem grande pertinência, dadas as circunstâncias actuais…

Para tomar medidas dessa natureza não são necessárias Equipas de Trabalho ou Comissões…

 E as circunstâncias actuais, com tendência para piorar nos próximos tempos, alertam-nos para outro aspecto óbvio, mas potencialmente devastador: quando não se tem “pão” tudo o resto fica condicionado…

É assim, sempre foi assim ao longo da História e não há volta a dar quanto a isso…

 Bem podem vir todas as “Escolas de Verão”, todos os Projectos holísticos, todas as Equipas Multidisciplinares e toda uma panóplia de artefactos irrealistas… Se a taxa de desemprego continuar a aumentar, como infelizmente se preconiza, se as moratórias de empréstimos bancários efectivamente cessarem e se o pequeno comércio e a pequena indústria continuarem a sucumbir, que condições socioeconómicas terão muitas famílias para que as suas crianças e jovens possam continuar a ir à escola? E digo ir à escola, já nem refiro ir à escola para aprender

 E talvez não faça mal nenhum lembrar que as escolas costumam ser dos primeiros lugares onde se percepcionam alguns tipos de carências, nomeadamente as socioeconómicas…

 Como previsivelmente acontecerá, atulhar as escolas, os alunos e os profissionais que nelas trabalham com mais projectos e programas irrealistas e artificiais, concebidos à custa de enquadramentos teóricos impossíveis de concretizar em termos práticos e feitos à medida de quem não faz a mínima ideia do que é o dia-a-dia numa escola, não parece ser nem sensato nem consequente… A auto-flagelação, os episódios folclóricos e a demagogia na Educação parecem estar a agigantar-se…

 Neste momento, os alunos e o pessoal docente e não docente estão de facto exaustos, independentemente dos resultados escolares obtidos pelos primeiros no final do 2º Período Lectivo.

 Regressar à escola em termos presenciais requer serenidade e sensatez da parte de todos os envolvidos. Entrar numa espécie de frenesim de Projectos para recuperar o que, na verdade, não é recuperável pode induzir maior entropia no sistema, sobrecarga de estímulos e consequente sobrecarga emocional e pôr também em causa as aprendizagens futuras…

 Manter o mesmo número de alunos por turma, o mesmo número de disciplinas e o respectivo conteúdo programático anteriores à pandemia e ainda acrescentar projectos que, na prática, costumam apenas significar um acréscimo de tarefas para alunos e professores, não parece viável e pode conduzir a resultados ainda piores…

 Recuperação de aprendizagens perdidas durante a pandemia? Pois sim, perderam-se aprendizagens… Como se perderam empregos, como se perderam interacções sociais, como se perderam rotinas anteriores, como se perderam pessoas… Perdeu-se muito, a muitos níveis, e sobre isso não parecem existir dúvidas…

 Quando existe uma catástrofe de proporções mundiais, como uma pandemia, é inevitável perderem-se coisas e perderem-se pessoas… Também não há volta a dar a isso…

 Nos últimos dias, falou-se muito da necessidade de um “Plano Marshall” na Educação, mas convém não esquecer que, no original, esse programa teve como principal desígnio a recuperação económica dos países europeus intervenientes na 2ª Guerra Mundial, tendo como “mecenas” ou patrocinador os Estados Unidos da América…

Por analogia com o que se passou nessa época, será fundamental e urgente recuperar a Economia do país, pois só dessa forma se poderá pensar em recuperar as eventuais “aprendizagens perdidas”, apesar de poder não existir, no caso presente, qualquer “mecenas”…

Face à urgência e premência da primeira, a segunda poderá esperar… Até porque a segunda só terá condições para se cumprir e concretizar se a primeira se encontrar satisfeita…

 Dificilmente se consegue aprender com a “barriga vazia” ou, se se preferir, a satisfação das necessidades mais básicas como as fisiológicas, onde se inclui a fome, está na base da Pirâmide de Maslow…

 O resto é mero folclore ou paisagem… E nem vale a pena sequer falar da possibilidade de podermos vir a ter mais confinamentos… Tudo a seu tempo, uma coisa de cada vez…

 

 

(Matilde)

 

 

 

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Concurso Pessoal Docente 2021/2022 – RAA

 

Concurso interno de provimento

Projeto de lista ordenada de graduação NOVO

Concurso externo de provimento

Projeto de lista ordenada de graduação NOVO

 

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Decreto que regulamenta o estado de emergência

Comunicado do Coelho de Ministros

1. O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto que regulamenta o estado de emergência decretado pelo Presidente da República.
Prosseguindo a estratégia gradual de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da doença Covid-19, e tendo em conta a avaliação dos critérios epidemiológicos de definição de controle da pandemia, foi decidida a reabertura, no próximo dia 5 de abril, das seguintes atividades:
  • 2.º e 3.º ciclo do ensino básico nos estabelecimentos de ensino públicos, particulares e cooperativos e do setor social e solidário;
  • centros de atividades de tempos livres e centros de estudo e similares, para os alunos que retomam agora as atividades educativas e letivas;
  • equipamentos sociais na área da deficiência;
  • centros de dia de apoio às pessoas idosas;
  • estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços em estabelecimentos abertos ao público, com menos de 200 m2 e porta para a rua;
  • museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos ou similares, nacionais, regionais e municipais, públicos ou privados, bem como de galerias de arte e salas de exposições. Estes equipamentos encerram às 22:30h durante os dias de semana e às 13:00 h aos sábados, domingos e feriados;
  • estabelecimentos de restauração para serviço em esplanadas, com um limite de quatro pessoas por grupo. Estes estabelecimentos devem encerrar às 22:30h durante os dias de semana e às 13:00 h aos sábados, domingos e feriados;
  • permite-se o funcionamento de feiras e mercados, para além das feiras e mercados de produtos alimentares, mediante autorização do presidente da câmara municipal territorialmente competente, de acordo com as regras fixadas;
  • atividade física e desportiva de baixo risco, bem como a prática de atividade física e desportiva em ginásios e academias, estando proibida a realização de aulas de grupo;
  • prática de atividade física ao ar livre, em grupos de até quatro pessoas;
  • no âmbito das instalações desportivas permite-se a abertura de determinados equipamentos: campos de tiro; courts de ténis, padel e similares; circuitos permanentes de motas, automóveis e similares; velódromos; hipódromos e pistas similares; ginásios e academias; pistas de atletismo e campos de golfe.

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Bem-estar dos alunos melhorou com o regresso ao ensino presencial – SPZC

 

Bem-estar dos alunos melhorou com o regresso ao ensino presencial

Quase 60% dos educadores de infância e professores do 1º ciclo consideram que o bem-estar e a saúde mental dos seus alunos melhoraram com o regresso ao ensino presencial.

Um terço destes profissionais assinalou também que o seu bem-estar melhorou nestas circunstâncias, e 13,6% considerou estar agora em situação pior.

Estes são alguns dos dados obtidos através da consulta nacional, promovida pela Federação Nacional da Educação (FNE), sobre as condições em que o regresso presencial está a decorrer no âmbito da Educação Pré-Escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico – para Docentes e Não Docentes.

Com base nos dados recolhidos, assinala-se como primeiro conjunto de conclusões, que:

– 32,8% dos docentes regista que o seu bem-estar e saúde mental melhorou com o regresso à atividade letiva;

– 13,6% considera-se pior em termos de bem-estar e saúde mental com este regresso;

– 58% dos docentes assumem que a saúde mental e o bem-estar dos alunos melhoraram neste regresso ao ensino presencial;

– 92% do número total de Docentes consideram que os alunos se adaptaram ao regresso às escolas.

O regresso ao funcionamento das escolas com alunos não trouxe qualquer mudança ao nível de bem-estar dos Trabalhadores Não Docentes, que genericamente se têm mantido em atividade nas suas escolas.

Uma segunda conclusão remete-nos para o cumprimento das regras de segurança nas escolas por parte dos alunos, sendo significativo que 37% dos Docentes refira que os alunos não estão a cumpri-las. Este dado é depois confirmado por mais de 80% dos inquiridos que consideram que o distanciamento social não é respeitado, havendo ainda 52% a referirem a falta de uso da máscara facial nos espaços comuns. De qualquer modo, não podemos esquecer de que estamos neste momento a tratar de alunos do Pré-Escolar e do 1º ciclo.

Em relação ao cumprimento das regras de segurança pelos alunos, 40% dos Não Docentes assinalam que os alunos não as cumprem, e, tal como para os Docentes, o maior registo vai para o incumprimento do distanciamento social.

terceira conclusão reporta-se ao sentimento em relação às medidas de segurança adotadas nas escolas, sendo que apenas 17% dos Docentes se declara pouco ou nada confiante em relação a elas, e 78% afirma que a escola em que trabalha está a organizar todos os aspetos necessários para garantir que seja um local seguro. Os Não Docentes inquiridos respondem com o mesmo tipo de sentimentos, e na mesma ordem de percentagens.

Numa escala de 1 a 10, em que 1 é o mais baixo nível e o 10, o máximo de segurança, só cerca de 19% dos Docentes e 15% dos Não Docentes se posicionam abaixo do nível 5, o que significa que a grande maioria se sente segura neste momento a trabalhar nas suas escolas.

Um quarto grupo de conclusões refere-se às três maiores preocupações atuais dos Docentes com a sua atividade profissional, e que são:

1º – a saúde e a segurança no local de trabalho;

2º – o impacto da pandemia na saúde mental dos alunos;

3º – o excesso de trabalho.

Em relação aos Não Docentes, na identificação das três maiores preocupações com a sua atividade profissional atual, destaca-se:

1º – a saúde e segurança no local de trabalho,

2º – o excesso de trabalho;

3º – o comportamento dos alunos, a remuneração e a avaliação de desempenho.

Um quinto aspeto considerado nesta consulta foi a apreciação da reação ao processo de vacinação, sendo que foram registados muitos sinais de preocupação e insegurança, embora, na maioria dos casos, se verifique a disponibilidade para a vacinação e uma expetativa positiva em relação ao futuro da normalidade da atividade escolar.

Esta consulta permitiu, desta forma, estabelecer um quadro de conclusões em relação à necessidade de se investir na melhoria das condições que permitam o bem-estar emocional de todos quantos trabalham nas escolas, bem como a necessidade de se insistir na continuação do cumprimento de todas as normas de conduta que protejam a saúde pública.

 

Informação complementar

Esta consulta foi promovida pela FNE, através do seu site e das suas redes sociais; decorreu entre os dias 22 e 26 de março de 2021, e ocorreu na sequência da retomada da atividade letiva presencial em 15 de março de 2021 nas Creches, na Educação Pré-Escolar e no 1º ciclo do ensino básico, que envolveu cerca de 50 000 docentes e cerca de 25 000 não docentes.

Responderam a esta consulta 748 Docentes, 260 Não Docentes, num total de 1008 participantes.

 

 

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Escolas francesas fecharam…

O caminho tem que ser feito com muito cuidado. Não queremos um terceiro confinamento.

França fecha escolas e estende confinamento a todo o país

O Presidente francês Emmanuel Macron anunciou esta quarta-feira que as escolas vão fechar durante três semanas para tentar travar a terceira vaga de covid-19 e as medidas em vigor, nas regiões mais afetadas, vão ser alargadas a todo o país.

 

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Novidades na DGAE…

 

 

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Plano de Recuperação de Aprendizagens 21/23 apresentado em maio

 

 

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