Nunca gostei da escola de São Mamede!
A única coisa boa que tinha era a hora da saída assinalada pelos toques alegres da sineta, quando marcavam o fim das aulas.
Em contrapartida, o toque da manhã, o da entrada e começo das aulas, tinha o sabor da prisão, do medo, do aperto no sítio do estômago, sobretudo nos dias chuvosos e escuros de inverno, aumentado pelo desconforto da sala, fria e húmida, e pelos cheiros a salitre e bafio das paredes, do barro molhado dos ladrilhos, do pó do giz penetrado pelo odor dos corpos das crianças que não viam banho e das roupas mal lavadas.
A caminho da escola, sempre a correr, ia-se acentuando em mim a angústia de não ter estudado a lição, de levar uma conta por fazer e um problema por acabar. Quantas reguadas e outros mimos da pedagogia de então estariam à minha espera?
– Dói aí no «M», não é? É onde mais dói quando está frio.
Dizia-me o Lenine (nome consentido anteriormente à implantação de Estado Novo) referindo-se aos vincos da palma da mão, ou “linhas da vida” que, na sequência de uma dúzia de reguadas, avivavam a cor rubra no meio do branco arroxeado das nossas mãos, sobretudo quando “engadanhadas” pelo gelo nas manhãs de Inverno.
O pai deste meu vizinho de carteira, um dos poucos alunos de pés calçados, ex-ferroviário, com cadastro na polícia política, dizia para quem quisesse ouvir que um dia não se continha e que, se mais alguma vez o filho lhe chegasse a casa com as frieiras dos dedos das mãos a sangrarem, rebentadas pelas reguadas daquela “besta”, era ele próprio que iria à escola e havia de ser mesmo ali na aula, em frente dos alunos, que o ensinaria a ser bom cristão.
O tempo passou e o pai do Lenine nunca nos deu esse prazer. Estávamos nos últimos e tristes episódios da Guerra Civil de Espanha e o nosso herói, uma noite, atravessou a fronteira a monte, foi juntar-se aos republicanos e não voltou a tempo de cumprir a promessa. Dizia-se que fora morto em combate, mas havia quem aventasse que fora passado pelas armas em Badajoz.
Era voz corrente entre os opositores ao regime do generalíssimo, que havia outros portugueses, acérrimos salazaristas, defensores da ideologia franquista, que iam ver os fuzilamentos dos “vermelhos” na praça de touros da vizinha cidade espanhola. A verdade é que nunca se chegou a saber qual foi a sorte do pai daquele meu condiscípulo.
Este nosso professor, é triste dizê-lo, foi a única pessoa a quem deixei de falar, de dar os bons dias, sequer. Sendo Évora uma cidade pequena, onde todos os dias as pessoas se cruzavam na rua, no jardim ou em qualquer outro lugar, ao passar por ele, eu virava, disfarçadamente, a cara e dizia para dentro de mim: «nunca mais me bates, grande filho da puta!».
Mar 02 2025
NUNCA GOSTEI DA ESCOLA. – António Galopim de Carvalho
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27 comentários
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Magnífico este texto do Galopim!
É quando ele escreve sobre as suas memórias que os textos são mais saborosos. Trazem o sabor a salsa, coentros, torresmos e a açorda alentejana.
A escola de Galopim era um terror. Mais tarde também a apanhei ainda e presenciei o que relata. Não é ficção.
Os puxões de orelhas até sangrarem, nas raparigas, por causa dos brincos,; as estaladas que nos levavam contra o quadro, o choro, o nariz a sangrar, a cara inchada e as famosas reguladas que suportavamos como uns valentes.
Era a escola do terror. Das aprendizagens através da pancadaria, da porrada. E lá iam fazer o exame da 4a classe. A escolaridade exigida na época.
Raros eram os pais que se queixavam. Todos tinham medo de Salazar, de Caetano. Da polícia política. Do delegado escolar que era o braço das políticas educativas do governo.
Tempos de muita má memória. Mesmo para os bons alunos. Fui poupado a essa selvajaria mas detestava ver os meus colegas naquela situação .
Uma escola que não tinha em conta os direitos humanos . Nem os direitos da criança .
Hoje o que se passa nas escolas é a pouca-vergonha.
Mas não é só de alunos e de pais.
O pior vem dos próprios professores. Comportamentos anti-éticos. Mentiras para com alunos e colegas.
Denegrir colegas para com os alunos, às vezes até em frente aos próprios alunos.
Humilharem os colegas.
Andarem aos cochichos em grupinhos de professores, contra os outros professores, em particular contra aqueles que têm trabalhado loucamente para que as escolas se aguentem.
É preciso correr com os parasitas que existem nas escolas. É preciso que os que chegam agora, vindos de empresas ou do privado, que se julgam melhores do que todos, sejam postos na ordem.
Alguns diretores fazem deles o maná da escola. Dão-lhes tudo em troca de fantasias. Porque os próprios diretores são os primeiros parasitas das escolas. Gente que nunca fez nada. Gente que não gosta de dar aulas (por isso é que foram para aqueles cargos). Gente baixa.
Enquanto tivermos esta pouca-vergonha nas escolas, tudo piorará.
Para os interessados, o Agrupamento de Escolas D. Dinis de Lisboa irá ter várias vagas de quadro em Informática.
Trata-se de vagas para cursos profissionais e também para o básico.
É uma ótima oportunidade, em escolas a poucos metros do metropolitano de Lisboa (linha vermelha).
Chelas é que é! Ye Ye Ye!
Já sabemos que a D. Dinis é um must! Por isso é que é necessário fazer tanta publicidade às vagas de informática (e se calhar ninguém lhes pega)
Chelas é que é… Ye Ye Ye
Hoje temos outros castigos…somos ultrajados, humilhados, perseguidos, tiranizasos pelas direções da escola e mal pagos. Existe lobbys nas escolas que promovem quem alinha. Sempre detestei a escola, depois aprendi a gostar, e muito, da minha profissão. Hoje abomino e a repulsa é constante. Fez-me adoecer em silêncio, tortura-me até quando quero deitar a cabeça na almofada e tudo esquecer!!!
Completamente verdade. A escola continua de terror.
Passámos do terror cometido contra as crianças para o terror cometido contra os professores nestes últimos 15 anos. No caso que refere, por algumas direções pouco dignas do nome. O que eles são é bullies.
Assédio moral, bullying. Discriminação. Isolamento.
Também já sofri algum e presenciei. Muito choro
por parte das mulheres. Os homens não choram
Baixas. Consultas de psiquiatria e medicação . Abandono.
Escolas de infelicidade permanente.
Escolas onde os direitos humanos não funcionam.
Hoje são os professores que levam na corneta
Também é verdade. Para além da má criação, das obscenidades, às vezes os professores também apanham. Dos alunos. São atirados contra o quadro com cabeçadas . Levam com cadeiras. Cospem lhes em cima.
Dos pais. Invadem as salas de aula. Esperam nos a porta da escola e agridem nos. Ainda que quem o cometa seja mais uma certa etnia ancestral em Portugal, que ainda vive segundo códigos do tempo das cavernas.
Generalizou se nestes últimos 20 anos a
impunidade de uns e outros.
Espero que mudem rapidamente o Estatuto do aluno que tem que ser mais severo dada a indisciplina grave que aumentou. Temos que a fazer baixar. E espero que bater nos professores ou insulta los seja crime público para alunos e pais
Uns e outros terão que pagar multas, ir para centros educativos da justiça para se reeducarem. E os pais para a prisão porque não podem fazer tudo o que lhes apetece aos professores.
Certas escolas em certas comunidades tornaram se um inferno. E os professores que lá caem ou lá ficam porque gostam de ser úteis a escolarizar essas populações são uns heróis
Mas ninguém os agracia com nenhum ordem, nem medalha, no 10 de junho.
Ao menos o presidente dos afectos, também ele professor, podia lembrar se de nós.
Faria muito pela nossa imagem se o fizesse.
Utilizar explicitamente este vernáculo num espaço dedicado à educação, é de um extremo mau gosto. Mau grado o lugar o comum, a verdade é que só se tem o que se merece. Enfim…
“Mau gosto”, Luluzinha, é ter a mania de superioridade, ou de inferioridade, conforme a perspectiva…
Lembro este texto magnífico de Miguel Esteves Cardoso (Das Culturas – Literatura, Artes e Cultura, 2017), que subscrevo na íntegra… Espero que o consiga “digerir”:
“Se não usarmos os palavrões, livre e inocentemente, eles tornar-se-ão em meras obscenidades. E para obscenidade já basta a vida em si.
Gosto muito de palavrões, como gosto de palavrinhas e de palavras em geral. Acho-os indispensáveis a quem tenha necessidade de escrever ou falar.
Mas como sou moralista tenho uma teoria, que é a seguinte: quando se usam palavrões, sem ser com o sentido concreto que têm, é como se estivéssemos a desinfectá-los, a torná-los decentes, a recuperá-los para o convívio familiar e quando um palavrão é usado literalmente é repugnante.
Dizer que “a sanita está entupida de merda.” ou “tenho uma verruga na ponta do caralho” é inadmissível. No entanto, dizer que um filme “é uma merda” ou que “comprar uma casa em Massamá não lembra ao caralho”, não mete nojo a ninguém.
Cada vez que um palavrão é utilizado fora do seu contexto concreto e significado, é como se fosse reabilitado. Dar nova vida aos palavrões, libertando-os dos constrangimentos estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um exercício de libertação.
Quando uma esferográfica pode ser “puta” – não escreve – desagrava-se a mulher que se prostitui.
Quando um exame de Direito Administrativo é fodido, há alguém, algures, deitado numa cama, que escusa de se foder.
Em Portugal é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. É saudável. Entre amigos, a exortação “Não sejas cona”, significando “Despacha-te! Não percas tempo a decidir!”, nada tem a ver com a cona em si, palavra bastante feia, que se evita a todo o custo nas conversas do dia-a-dia.
Ao separar os palavrões dos seus significados libertam-se! O verbo “foder”, por exemplo, fora da cama quase nunca se usa para dizer “fornicar”. Quando se conta uma aventura, e caso se queira ser ordinário, diz-se “fiz” ou “papei” ou “comi”.
Geralmente, “foder” significa “estragar”, “prejudicar” ou “fazer mal”. Quando o Sr. Marques da contabilidade diz que “fodeu” o Sr. Sousa do contencioso, refere-se apenas a um acerto de contas entre eles. Pessoalmente, somente gosto da utilização “é fodido”. Quando tem o sentido de “triste sorte a minha”.
Por exemplo, quando não se encontra uma peça sobressalente para a mota, ou se não se acerta no TotoLoto por um único número, ou se vê que alguém nos passa a frente numa promoção só porque conhece o patrão, diz-se “é fodido”. Qual é o sujeito? Deveria ser a vida, mas nesse caso dir-se-ia “é fodida”. Na minha opinião, a frase subentendida é algo como “é fodido um gajo andar para aí a tentar safar-se e ver que não tem sorte nenhuma”.
Do mesmo modo, quando dizemos “foda-se”, é raro que a entidade que nos provou a intercação seja passível de ser sexualmente assaltada. Quando nos queimamos no ferro de engomar, ou quando temos visitas em casa e se acaba o whiskey, não existe, ao dizer-se tranquilamente “foda-se”, qualquer intenção de mandar fornicar o ferro ou a garrafa.
Quando o verbo é usado com o sentido que tem, eu acho indelicado e grosseiro, até porque fornicar ou ser fornicado não são coisas assim tão más quanto isso. Sendo aceite que o sexo é divertido, não se percebe como é que “vai-te foder” exprima um desejo antipático. Eu acho muito mais ofensivo “vai pentear macacos” ou “vai dar uma volta ao bilhar grande!”.
Os palavrões supostamente menos pesados, como “chiça” e “porra”, escandalizam. São violentos. Enquanto um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego para o filho, pode suspirar após três quartos de hora, “ai o caralho”, sem que daí venha grande mal à família, um “chiça”, sibilino e cheio, pode instalar o terror.
E quando o mesmo pai, recém-chegado do Ikea, ou do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe, de rabo para o ar, a perguntar “onde é que se meteu a puta da porca?”, está a dignificar tanto as putas, como as porcas, como as que acumulam as duas qualidades.
Se há palavras realmente repugnantes são as decentes como “vagina”, “prepúcio”, “glande”, “vulva” e “escroto”. São palavrões precisamente porque são tão inequívocos.
Para dizer que uma localidade fica fora de mão, não se pode dizer que “fica na vagina da mãe” ou no “ânus de Judas”. Todas as palavras eruditas soam mais porcas e dão menos jeito. Quem se atreve a propor expressões latinas como “fellatio” ou “cunnilingus”? Tira a vontade a qualquer um.
Da mesma maneira, “masturbação” é pesado e maçudo, prestando-se pouco ao diálogo, enquanto o equivalente popular “punheta”, com a ressonância inocente que tem de uma treta que se faz com o punho, é agradavelmente infantil.
O sexo… O sexo como a vida deveria ser o mais simples e amigável possível. Misturar as duas coisas através dos palavrões parece-me muito saudável. Deixá-los fechados debaixo dos lençóis e atrás das portas é condená-los a uma existência bafienta que não merecem.
Por que é que uma prostituta não há-de dizer “puta de vida!” sem se ofender a si mesma? Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso usá-los, para que não se tornem obscenos e propagá-los, para que deixem de ser chocantes.
É pior falar mau português do que falar mal em bom português!
Quem anda para aí a foder a língua não são os que dizem “foda-se” de vez em quando. São os que dizem “acabou de terminar…” e “eventualmente estão assegurados…”.
Se não usarmos os palavrões, livre e inocentemente, eles tornar-se-ão em meras obscenidades. E para obscenidade já basta a vida em si.”
E, já agora, tenha um bom Domingo.
É por subscrever que tenta escrever como ele, a nível estrutural? Não tente. Se o original já não é grande coisa, a cópia ainda se torna mais penosa.
Calado era um poeta, João.
Pelos vistos prefere fazer comentários ao texto do Miguel Esteves Cardoso (não sei se reparou mas foi copiado textualmente em citação), ao invés de comentar o significado em si da resposta ao comentário da Luluzinha.
O João não sabe nadar, yo!
(Alusão aos Black Company, Não sabe nadar, 2011).
Haveria tanta coisa a explicar ao João, mas não me apetece… Pode ser que ele consiga lá chegar sozinho… Haja esperança!!!
Dona Paula, embora sabendo que é um dis grandes intelectos nacionais, permita-me apontar-lhe uma falha(por vezes até Homero dormita). A bonita melodia que refere, embora seja efectivamente desse virtuoso conjunto, não é de 2011. Saiu originalmente na compilação Rapública, primeiro grande lançamento do género hip hop/rap entre nós. Isto na década de 1990, em 1993 ou 1994. É um pequeno pormenor que não diminui o brilho da Dona Paula.
Quanto à Dona Maga, é melhor ficar mesmo por aí. Não me parece que consiga ir além dos gibis, como dizem os nossos irmãos brasileiros.
João, tem toda a razão, este “rap” foi efectivamente editado em 1994… Muito grata pela sua observação…
(Partindo do princípio de que não estará a ser irónico, concordamos que se trata de uma “bonita melodia”… ).
E, agora, tendo em conta este erro crasso, inadmissível, irremissível e absolutamente impossível de ser perdoado, quer que alguém me cruxifique ou prefere que eu vá ali tomar uma abundante dose de cicuta? O apedrejamento público talvez também se apresente como uma possibilidade de punição, bastante adequada à infracção cometida, não? 🙂
Isto comprova, João, que até os “grandes intelectos nacionais” se enganam e que precisam da ajuda, do amparo, da generosidade, do contributo e do perdão de alguns que “não sabem nadar, yo”… 🙂
Não se esqueça de que não há Génios perfeitos e que até os Génios dos génios, Fernando Pessoa e Leonardo da Vinci, tinham imperfeições… 🙂
Espero que esta resposta possa ter atenuado este meu erro tão clamoroso, quiçá até impeditivo de podermos usufruir de uma boa higiene do sono… 🙂
João, continua a responder “pela rama”, não indo ao fundo da questão.
Critica o superficial, não acrescentando nada, o que demonstra pobreza de argumentação e um vazio de pensamento.
Não perderei mais tempo a responder-lhe com essa atitude.
Bom dia, dona Paula. Muito obrigado pela sua resposta. Não se preocupe, não quero nenhuma punição pela sua falha, é jovem e possivelmente não acompanhou o nascimento do rap português. Assim postas as coisas já me bastava que os seus textos fossem mais curtos. Um indivíduo quer ler notícias relevantes relativas ao ensino e primeiro que passe pelos seus testamentos já se fez velho.
Dona Maga, não percebi que a Dona Maga estava a argumentar. Pensei que para isso eram necessários argumentos, algo que a Dona Maga manifestamente desconhece. Mas isso, lá está, não se aprende nos gibis, como dizem os nossos irmãos brasileiros.
Confesso que não estava à espera que respondesse às minhas perguntas anteriores, que eram meramente retóricas… O João continua a não compreender as coisas mais óbvias, o que também já não admira, dada a constante em que isso se tornou…
Não sei se interprete a sua afirmação “é jovem” como um elogio ou como uma crítica negativa… Tenho 55 anos e, sim, acompanhei o “nascimento do rap português”, e até com muito entusiasmo… O lapso que cometi em relação ao ano de edição daquela “bonita melodia” nada tem a ver com desconhecimento ou com falta de consideração…
E, já agora, deixe lá de usar o tratamento por “dona” que, neste contexto, é absolutamente ridículo e despropositado… Se o usa de forma pejorativa (que é o que me parece), faça o favor, de o guardar para as pessoas que conhece ou com quem mantém relações de proximidade… Se eu fosse o Miguel Esteves Cardoso dir-lhe-ia isto de uma forma diferente, mas como não sou deixo à sua imaginação como seria essa resposta… 🙂
Só lê os meus “testamentos” porque quer, ninguém é obrigado a fazê-lo… Portanto sempre se pode abster de o fazer…
Que aldrabada essa do nome Lenine consentido antes do Estado Novo.
Esquece.
Esse Galopim é um bacano.
Nuno e Mustang o vosso pequeno diálogo é hilariante.Digno de figurar num site de humor.
Como as pequenas coisas podem ser as mais originais sem grandes palavras.
Têm os 2 futuro a escrever.
F
Não conheço o Mustang, mas podes acreditar que ele deve ser danado para a brincadeira.
🤣
F
Mas também podes acreditar que esse de Galopim também a sabe toda.
O manês até fala do camaradão Lenine, vê só!
Havia um filme, “Marcelino, Pão e Vinho”, onde o miúdo “mal-comportado”, de castigo tinha de ficar a um canto, de joelhos nús, em cima de grão-de-bico.
O meu pai, contava-me estas histórias de castigos terríveis nas escolas.
Eu, quando criança, ainda apanhei umas reguádas, mas nada que se compare. nem por sombras, aos tempos de Salazar.
Não fiquei traumatizado por isto.
Diz-se, e acredito nisto, noutros tempos havia respeito pelos professores e os alunos aprendiam.
Hoje em dia não existe respeito nenhum e os alunos não aprendem nada.
É evidente que é inadmissível o que acontecia nos tempos da ditadura. mas passou-se para outro extremo.
Não se pode fazer uma chamada de atenção a um aluno, sem se correr o risco de estar alguém á nossa espera para nos acertar no “focinho”, ou no mínimo ter uma queixa na Direção da escola, sendo ainda o professor acusado de ser xenófobo, racista se o aluno for estrangeiro.
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João, continua a responder “pela rama”, não indo ao fundo da questão.
Critica o superficial, não acrescentando nada, o que demonstra pobreza de argumentação e um vazio de pensamento.
Não perderei mais tempo a responder-lhe com essa atitude.