Rui Cardoso

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O grave equívoco dos que sabiam como se aprende. – Paulo Prudêncio

 

Fica agora muito mais claro o que levou a classificar como neoliberais e extractivos os que diziam que se sabia como se aprende. Pois bem: se sabemos como se aprende, também temos que aceitar que se sabe como se aprende mais e mais depressa. E é bom que se saiba que é neste espaço que renascem as discriminatórias (e assustadoras) teses neoliberais que associam a inteligência – medida em testes de quociente de inteligência – à herança genética e às linhas raciais.

De facto, é fundamental repetir os categorias essencial das políticas inclusivas.

E antes do mais e salvo melhor opinião, a desvalorização do professor foi um erro histórico participado por pedagogos. Advogou-se, como inclusivo, o radicalismo da escola centrada na aprendizagem, em oposição à escola centrada no professor. Foram extremos que se tocaram.

Verdade seja dita que se ignorou os avisos (década de 1980) de que a democracia exigia dos professores a selecção dos conteúdos (com conhecimentos, destrezas, valores e atitudes), e das formas de avaliação, que ultrapassaria a relação contraditória com os alunos. Desconstruíram-se três teses que ainda hoje se confrontam: a da harmonia, do psicoterapeuta Carl Rogers, baseada em relações individualizadas e empáticas, mas inaplicável em turmas; e duas de desequilíbrio: magistercentrismo (o professor rei de Alain, Dewey e Durkheim) e pedocentrismo (o aluno rei de Freinet, Montessori e Summerhill).

Além de tudo, e é hoje cientificamente mais claro, há diversos estilos para ensinar, mas é mais correcto falar em ignorância do que em conhecimento no que se refere ao modo como cada um aprende. Se na investigação é imperativa a busca desse conhecimento, nas políticas educativas requer-se equilíbrio e prudência. Confundiu-se ciência com o valor moral positivo dado ao estímulo para aprender, agravado com a hierarquização de estilos de aprendizagem.

A partir de dado momento, não era inclusivo treinar as memórias de médio e longo prazos nem estimular a repetição, o estudo em casa, a atenção nas aulas e até o respeito pelos professores. Nem sequer se valorizava o número de alunos por turma e perdeu-se também a articulação com a sociedade em áreas fundamentais como a saúde mental, as emoções e o sono. Aliás, o ensino superior, que “desapareceu” da formação contínua, impôs, na formação inicial, um vazio no treino de professores que aumentou o desconhecimento sobre estilos de ensino.

Por outro lado, acentuou-se o erro com a generalização nos serviços centrais do Ministério da Educação (foram anos a fio de uma mistura desastrosa de prateleiras douradas com emprego partidário) da cultura anti-professor e anti-sala de aula. Alargou-se a escolas e sindicatos e abriu portas a modelos autocráticos. Resultou ainda na infernal burocracia que eliminou o que restava da “confiança nos professores” (meto o link da “confiança nos professores” nos comentários).

Nota: já usei estes argumentos noutros textos.

https://correntes.blogs.sapo.pt/se-sabemos-como-se-aprende-4662944

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Até 2033, escolas vão perder 4 mil docentes por ano para a reforma

Cerca de 4.000 professores vão aposentar-se anualmente durante a próxima década, segundo uma estimativa divulgada hoje pelo Governo, que anunciou que vai financiar os custos de formação de novos docentes e incentivar o aumento de vagas nas universidades.

Até 2033, escolas vão perder 4 mil docentes por ano para a reforma

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Manifestação de preferências para contratação inicial e reserva de recrutamento

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao docente a manifestação de preferências para contratação inicial e reserva de recrutamento, do dia 22 de julho até às 18:00 horas do dia 28 de julho de 2025 (hora de Portugal continental).

Disponibilizamos os códigos dos AE/ENA, e os códigos das Escolas de Hotelaria e Turismo / Estabelecimentos Militares de Ensino / Casa Pia de Lisboa. Pode igualmente consultar os protocolos entre o Ministério da Educação, Ciência e Inovação e o Ministério da Economia e da Coesão Territorial , Ministério da Defesa Nacional e Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Consulte a nota informativa e o manual de instruções da aplicação.

SIGRHE – Manifestação de preferências para CI/RR 2025/2026

Nota Informativa n.º 22 – Manifestação de preferências para CI/RR 2025/2026

Manual – Manifestação de preferências para CI/RR 2025/2026

Códigos AE/ENA

Códigos das escolas de hotelaria e turismo, dos estabelecimentos militares de ensino e da Casa Pia com horários disponíveis

Protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação Ministério da Educação, Ciência e inovação e o Ministério da Economia e da Coesão Territorial

Protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação, Ciência e inovação e o Ministério da Defesa Nacional

Protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação, Ciência e inovação e o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social (Casa Pia)

Regulamento do Protocolo de Cooperação DGAE-IHRU

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Apoio à deslocação de professores

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Líder da ​FNE recusou participar em reunião com Ministério da Educação

Líder da ​FNE recusou participar em reunião com Ministério da Educação

O líder da Federação Nacional de Educação (FNE), Pedro Barreiros, ficou à porta e recusou participar, esta segunda-feira, na reunião entre a equipa do Ministério da Educação e as estruturas sindicais.

Em cima da mesa para a reunião estão dois decretos-lei: um relativo ao apoio extraordinário à deslocação de professores e outro sobre as medidas extraordinárias para garantir o direito dos alunos à aprendizagem.

Em declarações à Renascença, Pedro Barreiros diz que não recebeu a proposta ministerial sobre as alterações a introduzir naqueles diplomas, como seria de esperar.

Por isso, o secretário-geral da FNE entende que esta reunião é só um ritual, sem consequências práticas e decidiu não marcar presença.

“Já manifestamos ao senhor ministro da Educação que privilegiamos reuniões com mesas próprias, por consideramos que dessa forma conseguimos avanços mais significativos”, sublinha.

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PROFESSORES DESLOCADOS EM ZONAS CARENCIADAS VÃO RECEBER APOIO COM MAJORAÇÃO

Para a generalidade dos professores beneficiários, os valores mantêm-se inalterados: 150 euros para aqueles entre 70 e 200 quilómetros de casa, 300 euros para os docentes que estão entre 200 e 300 quilómetros e 450 euros para os que dão aulas a mais de 300 quilómetros da residência.

No entanto, e ao contrário do que previa o diploma aprovado pelo parlamento em março, o Governo introduz agora uma majoração para os professores que estejam a lecionar em escolas inseridas nas áreas geográficas de quadros de zona pedagógica considerados deficitários.

Nesses casos, os docentes vão receber mais 15 a 50 euros, dependendo da distância: 165 euros mensais se estiverem a menos de 200 quilómetros, 335 euros entre 200 e 300 quilómetros e 450 euros se a distância for superior a 300 quilómetros.

PROFESSORES DESLOCADOS EM ZONAS CARENCIADAS VÃO RECEBER APOIO COM MAJORAÇÃO

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Acréscimo remuneratório 2025/2026

 

Aplicação disponível para os docentes que se enquadram no disposto no artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto e que, no ano letivo de 2025/2026, pretendem continuar a lecionar.

SIGRHE

Nota Informativa – Acréscimo remuneratório 2025/2026

 

 

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“Governo Desvalorizou a negociação” – Pedro Barreiros

 

 

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Apenas mais 204 vagas para cursos de Educação Básica

As vagas para cursos de Educação Básica, para formação de professores, são fixadas 1197 vagas, mais 204 face a 2024.

Um número ainda insuficiente para as necessidades presentes e futuras.

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Professores esquecidos: justiça, sim; valorização, nem vê-la! – Manuel Alho

Professores esquecidos: justiça, sim; valorização, nem vê-la!

Recuperação do tempo de serviço não basta

Já abordei este assunto AQUI pelo que volto a alertar que a devolução (muito) faseada  do tempo de serviço (1 de setembro de 2024: 599 dias. 1 de julho de 2025: 598 dias. 1 de julho de 2026: 598 dias. 1 de julho de 2027: 598 dias.) apenas devolve um direito roubado, mas não resolve o essencial. É um importante ato de justiça, não de valorização. A carreira docente está estagnada há mais de 15 anos (!),sem atualização dos valores dos escalões. Enquanto outras carreiras da função pública viram os seus salários revistos e ajustados, os professores continuam com índices que não refletem nem a inflação acumulada, nem a exigência crescente da profissão. Esta ausência de revisão tem um efeito duplo: empurra docentes experientes para a desmotivação e falha em atrair jovens para uma carreira que já nem prestígio social consegue oferecer.

Todos os escalões contam, todos os professores contam

É urgente recordar que a valorização salarial não pode centrar-se apenas nos primeiros escalões, como se bastasse atrair novos professores, nem apenas no topo, como se a experiência não fosse já um bem escasso. Todos os níveis da carreira carecem de atualização, sob pena de se perpetuar uma classe desmoralizada e sobrecarregada, incapaz de dar resposta aos desafios da Escola Pública. E, enquanto isto se arrasta, os sindicatos pouco pressionam nesta frente. Este silêncio é perigoso, pois a opinião pública pode assumir que, com o tempo de serviço devolvido, tudo ficou resolvido. Não ficou. Sem um plano sério de valorização dos escalões, a Escola Pública continuará a perder forças, qualidade e profissionais. A Educação não pode ser o parente pobre da função pública.

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Consulta pública: Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento

A Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e as Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento estão entre 21 de julho e 1 de agosto de 2025 em consulta pública.

O documento Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) adota uma abordagem integrada e articulada, centrando-se na interdependência entre “Direitos Humanos”, “Democracia e Instituições Políticas”, “Desenvolvimento Sustentável”, e “Literacia Financeira e Empreendedorismo”, enquanto dimensões fulcrais para uma cidadania ativa e participativa num Estado de Direito e em sociedades justas e sustentáveis. A ENEC integra, ainda, temáticas prioritárias, tais como a “Saúde”, o “Risco e Segurança Rodoviária”, os “Media” e o “Pluralismo e Diversidade Cultural”, de forma a adotar uma visão mais abrangente e completa do exercício pleno de cidadania.

Por seu turno, as Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento, no que se refere a “Conhecimentos, Capacidades, Atitudes e Valores”, bem como às “Ações Estratégicas”, estão organizadas em oito dimensões de Educação para a Cidadania, as quais se dividem em dois grupos. O primeiro grupo, obrigatório em todos os anos de escolaridade do Ensino Básico e do Ensino Secundário, é constituído pelas dimensões “Direitos Humanos”, “Democracia e Instituições Políticas”, “Desenvolvimento Sustentável” e “Literacia Financeira e Empreendedorismo”. O segundo grupo, obrigatório no 1.º ciclo do Ensino Básico, no conjunto dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico, e no Ensino Secundário, é composto pelas dimensões “Pluralismo e Diversidade Cultural”, “Media”, “Saúde”, e “Risco e Segurança Rodoviária”, cabendo à escola escolher o(s) ano(s) de escolaridade em que cada uma das dimensões vai ser desenvolvida, em conformidade com a respetiva Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.

Participe e envie os seus contributos relativos à Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, a partir de 21 de julho, através do formulário disponível em https://area.dge.mec.pt/cstpubENEC  

Participe e envie os seus contributos relativos à Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento, a partir de 21 de julho, através do formulário disponível em https://area.dge.mec.pt/cstpubAECD 

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Concurso de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança – Candidatura

 

Aplicação disponível entre os dias 18 e 22 de julho de 2025 (18:00 horas de Portugal continental) para efetuar a candidatura aos concursos interno e externo do ensino artístico especializado da música e da dança.

SIGRHE

Nota Informativa – Concurso do ensino artístico especializado – Candidatura 2025/2026

Manual de Instruções – Concurso do ensino artístico especializado – Candidatura 2025/2026

 

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Meia jornada – Nota Informativa – Ano Escolar 2025/2026

 

Encontra-se disponível a aplicação para a Meia Jornada no  SIGRHE.

Nota Informativa – Meia jornada 2025/2026

 

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Concurso de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança – Avisos de abertura 2025/2026

Consulte os avisos de abertura para os concursos interno e externo de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança.

 Avisos de abertura do concurso interno e externo de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança.

 

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Tudo está mal, quando começa e acaba mal…

O Ministério da Educação não valorizou os muitos avisos ealertas que foram sendo veiculados desde a realização das Provas ModA em formato digital, acabando por persistir num erro que se revelou como desastroso e constrangedor…

O Ministério da Educação é o único responsável pela escolha do Modelo adoptado nas Provas Finais do 9º Ano de Escolaridade… A intransigência relativa à escolha do formato digital para a realização dessas Provas foi da sua inteira e exclusiva responsabilidade…

Depois das monumentais trapalhadas e do consequente caos, observados em muitas escolas, tanto no decurso das referidas Provas como na publicação dos respectivos resultados, chega-se, inevitavelmente, a esta conclusão:

– É impossível reconhecer a este Modelo de Provas a transparência, o rigor e a confiança, imprescindíveis à sua credibilidade;

– Ao invés da desejada confiabilidade, acabaram por se instalar a incerteza e muitas suspeitas, quanto à equidade, justiça e validade destas Provas…

Este processo, inquinado desde o início por variados constrangimentos de ordem técnica existentes em muitas escolas do país e pela divulgação pública do enunciado da Prova de Matemática, acabou por se transformar, e culminar,numa potencial bizarria, quase numa “excêntrica extravagância”…

Desde a alegada anulação da Prova de Matemática em algumas escolas, passando por missivas dirigidas aos Encarregados de Educação, colocando-os perante o dilema de, “às escuras”, aceitar os resultados obtidos ou, em alternativa, obrigar à repetição da Prova na 2.ª Fase, até aos atrasos significativos na divulgação de resultados, um pouco de tudoparece ter acontecido…

E no fim de tudo isto fica-se com a sensação de que se está perante algo profundamente obtuso, absurdo e obscuro…

Nas actuais condições de apetrechamento tecnológico, deficitárias em grande parte das escolas públicas, o Modelo de Provas imposto pelo Ministério da Educação não dá mostras de ser viável e, muito dificilmente, conseguirá ser bem-sucedido…

Portanto, racionalmente, a única decisão aceitável seria esta:

– Abandonar o presente Modelo e procurar uma alternativa que fosse exequível e fiável…

Metaforicamente, alguém tem que avisar o Rei de que a sua nudez é real e pública…

Espera-se que o Ministério da Educação demonstre a honestidade e a seriedade necessárias para avaliar, de forma objectiva, tudo o que se passou ao longo da realização destas Provas e que, de resto, envolveu, directamente, milhares de Alunos e de Professores…

O Ministério da Educação deve a esses Alunos, aosProfessores e aos Encarregados de Educação explicações cabais sobre tudo o que se passou, em particular sobre o que correu mal ao longo de todo o processo…

Se as “averiguações internas”, entretanto abertas pelo Ministério da Educação, se cingirem ao atraso na divulgação dos resultados das referidas Provas, então estaremos, muito provavelmente, perante uma tentativa de escamotear e de dissimular os muitos problemas ocorridos, procurando reduzi-los a uma única ocorrência…

Sabendo que a escolha do Modelo adoptado foi da inteira e exclusiva responsabilidade do Ministério da Educação e que, no mínimo, deveriam ter sido salvaguardadas, por si, todas as condições necessárias para a realização das Provas nos moldes pretendidos, espera-se que não se assista agora a alguma transferência de culpa ou de responsabilidade para terceiros…

Até porque transferir a culpa ou a responsabilidade para terceiros significará que não se tem a menor intenção de assumir os próprios erros, nem de os corrigir…

Com consequências futuras, isso será, de resto, o mais grave e o pior que poderá acontecer à actuação do actual Ministério da Educação…

Se assim for, começará a esvanecer-se, irremediavelmente, a “aura” de competência, de honestidade e de confiabilidadeque parecia envolver o Ministro Fernando Alexandre…

Nesta “fotografia” também não ficam bem a CONFAP, pelo seu inusitado e incompreensível silêncio face a tantos “inconseguimentos” ocorridos, com plausíveis prejuízos para muitos Alunos; nem a Associação Nacional de Directores Escolares que, pelo menos, no início deste processo, anuiu incondicionalmente com a pretensão do Ministério da Educação, conforme declarações do seu Presidente:

– “Não estamos a contar com percalços. A máquina está montada. Estamos em condições de avançar com segurança para que as provas do 9.º ano sejam realizadas em suporte digital”, disse, na altura, Filinto Lima em declarações à agência Lusa.” (Revista Sábado, em 20 de Junho de 2025)…

– “O Presidente da Associação de Diretores Escolares está confiante com o modelo digital que é hoje estreado no exame de Matemática do 9º ano. Filinto Lima diz que o modelo podeser alargado ao secundário.” (Jornal Observador, em 20 de Junho de 2025)…

E os resultados, propriamente ditos, das Provas como foram?

Os resultados das Provas foram fantásticos, como aliás se pretendia, uma vez que, e apesar de inúmeros níveis negativosconstantes em muitas pautas, tanto a Português como a Matemática, as reprovações foram praticamente residuais…

E foram praticamente residuais porque a ponderação entre a CIF e o nível obtido na Prova assim o possibilitou…

Há “milagres” que não são milagres, são apenas aritmética…

Mas o que suporta essa aritmética não pode deixar de ser analisado e debatido, até porque as suas repercussões já se encontram bem visíveis no Ensino Secundário, onde cada vez mais Alunos apresentam dificuldades acentuadas em tarefas básicas como “saber ler, escrever e contar”…

Na realidade, a Escola continua a enganar os Alunos e isso não é um pormenor sem relevância…

Tudo está mal, quando começa e acaba mal… Talvez se possa resumir assim o que se passou com as Provas Finais do 9º Ano de Escolaridade, no presente ano lectivo…

Paula Dias 

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APOIO À DESLOCAÇÃO SERÁ ALARGADO A TODOS OS DOCENTES A PARTIR DE SETEMBRO

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo irá alargar o apoio à deslocação a todos os docentes da escola pública a partir de setembro, depois de esta medida ter sido implementada nos territórios com carência de professores.

APOIO À DESLOCAÇÃO SERÁ ALARGADO A TODOS OS DOCENTES A PARTIR DE SETEMBRO

“Depois de termos implementado nos territórios sinalizados com carência de professores a medida de apoio à deslocação, que beneficiou mais de 2.800 docentes, estou em condições de anunciar aqui o seu alargamento a partir de 01 de setembro a todos os professores da escola pública”, afirmou Luís Montenegro, na abertura do debate do estado da nação

 

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MECI e Sindicatos volta à negociação da Vinculação Extraordinária

 

Ainda este mês teremos negociação sobre a alteração do projeto de Decreto-Lei que altera os Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto, e Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro.

Os sindicatos já foram convocados para reunir na próxima semana.

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Atraso na saída de notas devido a dificuldades técnicas

O atraso na afixação das pautas deve-se a dificuldades técnicas, decorrentes dos novos processos de classificação das Provas Finais do Ensino Básico.

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Classificações das provas finais do 9.º ano serão enviadas amanhã às escolas

Os outros prazos também serão adiados?

 

Exmo.(a) Sr.(a)

Diretor(a)/Presidente da CAP/Diretor(a) Pedagógico(a)

O Júri Nacional de Exames (JNE) informa que as classificações das provas finais do 9.º ano serão enviadas amanhã às escolas, de modo a serem produzidas e afixadas as pautas com os resultados assim que possível.

Com os melhores cumprimentos,

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Comunicado – Exames Nacionais do Ensino Secundário 2025 – resultados da 1.ª fase

Os Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário foram realizados em 735 escolas em Portugal Continental e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, bem como nas escolas no estrangeiro com currículo português.
Foram registadas 346 541 inscrições na 1.ª fase dos Exames Finais Nacionais, tendo sido realizadas 307 270 provas, o que corresponde a 88,7% das inscrições.
Entre as 25 disciplinas sujeitas a exame final nacional, a que registou um maior número de provas realizadas foi a de Português (639), com 76 939 provas, seguida de Biologia e Geologia (702), com 37 703 provas, Matemática A (635), com 35 651 provas, e Física e Química A (715), com 34 589 provas.
No processo de classificação das provas estiveram envolvidos 11 045 docentes do Ensino Secundário, dos quais 810 realizaram a classificação digital do exame final nacional de Filosofia (714).
Na totalidade das provas dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário estiveram ainda envolvidos cerca de 10 100 docentes vigilantes e pertencentes aos secretariados de exames das escolas, cujo papel e desempenho foi determinante para a realização desta 1.ª fase.
A avaliação da componente de produção e interação orais dos exames nacionais de línguas estrangeiras envolveu 16.871 avaliações da componente oral, nos seis exames nacionais de línguas estrangeiras, das quais 12 745 a Inglês (550), 2 591 a Espanhol (547), 629 a Espanhol (847), 532 a Francês (517), 330 na disciplina de Alemão (501), 24 a Mandarim (848) e 20 a Italiano (849).
Na avaliação da componente oral estiveram envolvidos nos júris de classificação cerca de 4 600 professores de línguas estrangeiras, cujo profissionalismo permitiu levar a cabo um processo de grande complexidade logística.
No ano letivo 2024/2025, os alunos realizaram os exames finais nacionais para aprovação e conclusão das disciplinas. As médias das classificações dos vários exames são todas superiores a 100 pontos, à exceção dos exames finais nacionais de Matemática Aplicada às Ciências Sociais (835) e de Geometria Descritiva A (708), cujas médias foram de 92 pontos e 89 pontos, respetivamente.
Tendo em consideração os exames finais nacionais com um número de alunos superior a 2 500, aqueles que apresentaram uma classificação média mais elevada foram: Inglês (550), com 141 pontos; Desenho A (706), com 136 pontos; Espanhol (547), com 131 pontos, Português (639) e História da Cultura e das Artes (724), ambos com 126 pontos.

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Mobilidade por doença: professores doentes que não conseguiram atestado podem candidatar-se

 

Mobilidade por doença: professores doentes que não conseguiram atestado podem candidatar-se
Professores devem avançar com o processo de mobilidade por doença até às 18h de hoje e podem juntar atestado mais tarde.

Mobilidade por doença: professores doentes que não conseguiram atestado podem candidatar-se

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Concursos Interno e Externo de vinculação de docentes às EPERP – Notificação da decisão da reclamação

Encontra-se disponível para consulta a notificação da decisão da reclamação da Candidatura ao Concurso Interno e Concurso Externo das EPERP 2025/2026.

Nota informativa – Concursos Interno e Externo de vinculação de docentes às EPERP 2025/2026 – Notificação da decisão da reclamação

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Para quando a recolha da Proposta de Orçamento 2025?

 

 

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“Muitas escolas no próximo ano não vão ter manuais digitais”. E isso “é positivo”

Filinto Lima, presidente da ANDAEP, defende que “é positivo” o facto de muitas escolas no próximo ano não terem manuais digitais, pois, através de testes piloto, “perceberam que esse poderia não ser o caminho”.

“Muitas escolas no próximo ano não vão ter manuais digitais”. E isso “é positivo”

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Todos contra todos…

Não é preciso muito para se conseguir colocar Professores contra Professores…

Na verdade, e ao longo dos últimos anos, tem sido, até, muito fácil colocar Professores contra Professores…

Como se não bastassem as muitas tentativas de “envenenamento” da opinião pública contra os Professores,regularmente realizadas por algumas “eminências pardas”, a propósito das mais variadas temáticas (salário, férias…), eis que, entre os próprios Professores, se criou o hábito de entoarcríticas, muitas delas em tom delatório, dirigidas aos seus pares…

Fazem-se muitas críticas, levantam-se muitas suspeitas, proferem-se muitas acusações, mas quase sempre vagas e indeterminadas… De resto, entre Professores, a delação é quase sempre genérica e raramente se concretiza ou oficializa…

Em muitas situações, em que prevalecem as acusações não fundamentadas, genéricas e imprecisas, o principal resultado acaba por ser, inevitavelmente, um contributo significativo para o denegrimento, para a difamação e para o descréditogeral da própria Classe Docente…

Dir-se-ia que para isso bastaria a acção de terceiros, mas afinal parece que não basta:

– Uma parte significativa dos próprios Professores cai muito facilmente na armadilha da “denúncia”, sem ser verdadeira denúncia…

– Quantas “denúncias oficiosas” acabam por ser formalizadas?

E existirão prevaricadores dentro da Classe Docente? Provavelmente, existirão… De resto, como em todas as profissões…

Mas se alguém tem conhecimento factual disso, que o denuncie pelos canais formais, apresentando queixas devidamente fundamentadas…

Enquanto se continuarem a “atirar acusações genéricas para o ar”, enquanto não se materializarem denúncias, nenhuma delas será para levar a sério, nem para ser tida em consequente consideração…

Mas, no final, o que transparece é, inevitavelmente, isto:

– Os Professores acabam por ser, muitas vezes, os seus próprios “carrascos”…

– Os Professores acabam por ser, muitas vezes, os seus próprios “carrascos” porque muito facilmente se deixam enredar em guerras fratricidas, cujo resultado mais óbvio acaba por ser a divisão insanável e permanente da Classe Docente…

– Entre os Professores, haverá sempre quem rejubile com a “desgraça alheia”, de forma expressa ou encapotada… “Se eu estou bem, os outros que lutem”…

– Entre os Professores, corre-se quase sempre atrás dos prejuízos, sobretudo porque, em momentos decisivos, alguém acabará por inevitavelmente resignar e aceitar eventuaisimposições, mesmo as mais delirantes, acabando por alinhar com as mesmas…

Sem rodeios, é mesmo muito fácil colocar Professores contra Professores…

Às vezes, o lema que parece dominar é este:

– Todos contra todos…

Todos contra todos e, no fim, ninguém se entende, instala-se a confusão, ora se censura uns ou outros ou aqueloutros e, sobretudo, nunca se perde a oportunidade de pelejar contra alguma parte do grupo de pares…

 

É muito mais fácil canalizar e dirigir a frustração e a insatisfação para o grupo de pares do que lutar em uníssono por resolver os principais problemas que afectam a Classe Docente…

E lá se vão adiando as lutas difíceis…

Pelo caminho, vão-se aceitando algumas “migalhas”…

Pelo caminho, vão-se aceitando alguns “pratos de lentilhas”, por vezes, até, servidos com certos requintes de malvadez…

A maior fragilidade da Classe Docente parece ser uma gritante ausência de coesão…

Espera-se sempre que outros façam aquilo que a maioria dos Professores não é capaz de fazer: defender os seus interesses e lutar afincadamente por eles…

Outros que façam, outros que acabem com aquilo que a maioria dos Professores não é capaz de fazer…

Outros, outros, outros… Sempre outros…

A Classe Docente parece acreditar que os resultados desejados por si aparecerão sem custos e sem sacrifícios dos próprios, atribuindo a outros a responsabilidade por uma “solução mágica” dos seus problemas, esperando pela vinda de um qualquer “Redentor”, uma espécie de “D. Sebastião” ou de um “Mahdi” que a salve…

Obviamente, também há dentro da Classe Docente muitos Professores que não cedem à resignação e que todos os dias, pela sua voz, vão lutando por melhores condições de trabalho, muitas vezes com custos pessoais, mas em momentos decisivos até esses correm o risco sério de acabar por ficar sozinhos…

Quando a luta “aquece”, costuma dar-se o estranho“fenómeno” da deserção…

Que contributo efectivo tem dado a maioria dos professores para acabar com os males de que recorrentemente se queixa?

“Quem não luta pelo futuro que quer, tem que aceitar o futuro que vier”…

(Roubado da Internet, de autor desconhecido).

Paula Dias 

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Porque é que os smartphones vão ser proibidos nas escolas?

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A desordem natural das coisas

 

Ainda está o Luís a escovar os dentes antes de sair de casa e a notificação no grupo do WhatsApp da escola bem visível para o Luís ver: faltaram quatro professores e à falta de voluntários vai o Luís fazer as vezes de todos mais as suas aulas e graças a Deus existe o refeitório para colocar duas ou mais turmas lá dentro caso os períodos lectivos sejam ao mesmo tempo.
E como o Luís dá aulas numa escola internacional não dá nem para faltar nem para dizer não quando a alternativa é o desemprego imediato ou, na melhor das hipóteses, o salário base numa escola pública a trezentos quilómetros de casa ou, pior, nos subúrbios.
Quanto aos professores ausentes, os mesmos são nativos da língua e, por conseguinte, ouro aos olhos da Direcção, e o ouro é para tratar nas palminhas.
O Luís vai a sair de casa e outro alerta, desta vez no e-mail, de um pai cujos filhos desentenderam-se no dia anterior enquanto jogavam on-line e como o Luís é o Director de turma faça o favor de ligar ao respectivo progenitor em plena crise de ansiedade.
Enquanto o Luís dá os bons-dias ao porteiro, mais uma solicitação no telemóvel: um dos miúdos do sexto ano ameaçou um colega no Snap e aqui está a captura de ecrã com um par de tesouras na mão e cabe ao Luís revistar o petiz uma vez na escola.
E como o Luís tem vinte minutos para se preparar para dar aulas de ciências a sessenta alunos no refeitório e tudo por preparar, é naturalíssimo estar a cabeça do Luís a dois mil à hora, desde logo por saber estarem os professores ausentes no Estoril Open e não a tratar da falta de água em casa ou do problema nas costas, e ai do Luís se disser alguma coisa.
Uma das Auxiliares de Sala vem ter com o Luís enquanto lhe grita pelo nome em vez do título e a culpa é da tenra idade do Luís e não da falta de educação de quem se lhe dirige, não obstante o alarme pois um dos alunos fugiu de casa da mãe e acabou de chegar à escola e cabe ao Luís averiguar e assegurar a devolução do cachopo à procedência.
Juntemos a isto o facto de um dos alunos do décimo ano denotar um odor óbvio a estupefacientes e lá vai o Luís apagar mais um fogo ao mesmo tempo do sinal para o primeiro tempo e sessenta alunos à solta no campo de futebol.
Ao menos o Luís sabe onde os encontrar.
Até porque entre tesouras, substâncias ilícitas e miúdos foragidos é preciso escrever os devidos relatórios e notificar as respectivas autoridades mais os excelsos elementos directivos enquanto se referencia cada aluno para os mais diversos apoios e portanto mais papelada.
E vá lá saber-se como, ou não estivesse a direção numa das suas mil ações de formação, não tarda a chamada de um dos vices para o WhatsApp do Luís a admoestá-lo ou não estivessem os miúdos todos a jogar à bola.
E de pouco vale ao Luís sublinhar a importância da brincadeira quando ainda se pode brincar e quem não teve um furo na sua juventude pois isto são contas de outro rosário, é segunda-feira de manhã e a semana ainda agora a começar.

 

João André Costa

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Contratação de Docentes – Casa Pia de Lisboa

Contratação de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário, da Casa Pia de Lisboa, IP, para o ano escolar de 2025-2026.

Aviso n.º 17091-B/2025/2, de 10 de julho

 

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Governo acusa professores de usarem a Mobilidade Estatutária para ficarem perto de casa

Ministério detetou “muitas” situações de “aproximação à residência” e quer reduzir em 700 os docentes destacados.

Governo acusa professores de usarem a Mobilidade Estatutária para ficarem perto de casa

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Retificação do Aviso de Abertura do Concurso de Docentes

 

Declaração de Retificação n.º 627/2025/2, de 10 de julho:

Retifica o Aviso n.º 7654-A/2025/2, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 57, suplemento, de 21 de março de 2025.

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𝐕𝐚𝐠𝐚𝐬 – 𝐞𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨 𝐚𝐫𝐭𝐢́𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐚 𝐦𝐮́𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐞 𝐝𝐚 𝐝𝐚𝐧𝐜̧𝐚

 

Portaria n.º 264-A/2025/1, 9 julho

 

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Indicação de componente letiva (I)

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite aos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas procederem à indicação da componente letiva (I), das 10:00 horas do dia 9 de julho até às 18:00 horas do dia 11 de julho de 2025 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – ICL I

Nota informativa – ICL I

 

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Vinte Anos a Enterrar o Futuro e a Desbaratar a Renovação Docente”

O Balanço Anual da Educação 2025, elaborado pelo EDULOG, soou como um alarme que grita por socorro. Se continuarmos a este ritmo, a renovação geracional nas escolas será uma miragem e o risco de falta estrutural de pessoal docente deixará de ser um problema para ser umacatástrofe.

Vinte Anos a Enterrar o Futuro e a Desbaratar a Renovação Docente”

O diagnóstico é atroz. Desde 2014, o número de professores diminuiu abruptamente, de 185 000 para pouco mais de 147 000 em 2023. Até 2028, um em cada cinco docentes aposentar-se-á, e 58 % dos docentes estará aposentado até 2031. E não estamos a falar de números teóricos. Em 2021 já se sentia a falta de professores, com cerca de 3 000 vagas por ocupar. A perspetiva é devastadora. 8 700 vagas permanentes sem professor e 15 700 professores para substituição dos atuais em falta até 2031 .

Pergunto: onde estiveram nos últimos 20 anos os sucessivos governos que prometeram valorizar a profissão docente? Fizeram da carreira de professor uma miragem salarial. O salário real dos professores, caiu 1 % entre 2015 e 2021, enquanto a maioria dos países da OCDE subiu 6%. Fizeram dos concursos de docentes uma burocracia letal, obrigando professores a deslocar-serepetidamente pelo país.

E desde então, promessas vão, promessas vêm, nada mudou. As medidas adotadas foram de efeito “conjuntural”, insuficientes para pôr travão ao envelhecimento acelerado da classe docente. E agora somos confrontados com a crua realidade de que estamos a caminho de um colapso educativo.

A situação agrava-se com uma rede escolar mal dimensionada: 40 % das escolas têm menos de 15 alunos, e no terceiro ciclo e secundário a percentagem sobe para50 % em cursos profissionais. Continuar a manter turmas pequenas e docentes alocados sem sentido estratégico é o retrato de uma gestão ineficiente, que agrava a escassez, onde se deveria gerir os recursos de forma a acentuar a equidade e igualdade de oportunidades.

A projeção é clara, sem uma política de centrada na atractividade da profissão, em 2030 teremos menos professores e mais turmas sem docentes. E como resultado, dias letivos sem aulas, regressão pedagógica, desigualdades crescentes, com especial incidência em Português, Matemática, Biologia, Física, Geografia, História e, claro, TIC.

O que causa tudo isto? Três décadas de políticas em constante alteração, desencanto salarial, sistemas de entrada autistas, ausência de gestão estratégica. A tantas mãos que ocupam lugares governativos faltou-lhes visão: em vez de uma estratégia nacional séria para gestão de reservas, incentivos territoriais, formação e progressão docente, dedicaram-se a legislar pequenos ajustes superficiais.

Portugal precisa de uma reforma profunda na educação, que inclua:

1. Salários dignos, com tabela de progressão transparente e compatível com média OCDE.
2. Incentivos que atraiam docentes a áreas carenciadas, há muito reivindicados.
3. Planeamento demográfico e gestão eficiente da rede escolar.
4. Formação alargada em áreas críticas, e abertura de portas a profissionais especializados, com formação pedagógica em regime pós-laboral.
5. Uma estrutura de reserva de recrutamento que permita substituições imediatas em caso de doença, aposentação e ausências de curta duração, e não um modelo assente em redução orçamental.

Não há amanhã. Cada ano que passa sem atuação é uma perda irreversível de capital humano. E se Portugal quiser continuar a chamar-se “civilizado”, terá de começar por tratar os professores como cidadãos, não como números descartáveis.

Ao ritmo atual, em 2031, o silêncio nas salas de aula será ensurdecedor e a culpa será dos governantes que deixaram, por conveniência eleitoral, o sistema educativo cair.

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Concurso de afetação RAM

 

– Lista ordenada provisória de candidatos admitidos – 2025/07/08

https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaOrdenadaProvisoriaAfetacao_20250708.pdf?ver=2025-06-11-145248-487

– Formulário de reclamação https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/FormularioDeReclamação2025_AfetaçãoQZP.docx?ver=2025-06-11-145248-487

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O que vai mudar nos Manuais Digitais em 2025/26?

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Dirigentes sindicais podem voltar às escolas

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Manual de Instruções – Dispensas Sindicais 2025

Encontra-se disponível a aplicação para as dispensas sindicais, disponível de 07 de julho até às 18h00 de 17 de julho de 2025.

SIGHRE – Aplicação Dispensas Sindicais

Manual – Dispensas Sindicais

 

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Novas regras para a mobilidade estatutária de professores

A medida irá reduzir em 35% mobilidades estatutárias já no próximo ano letivo. Objetivo é “combater escassez de professores”.

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208€ por criança é insuficiente para manter um criança no Pré-Escolar

É importante esclarecer que, em Portugal, a educação pré-escolar na rede pública é gratuita para as famílias, embora existam custos associados a serviços complementares (como alimentação e prolongamento de horário) que podem ser comparticipados pelas famílias de acordo com os seus rendimentos, através da Ação Social Escolar.
No entanto, o Estado tem um custo significativo por cada criança no pré-escolar e nos outros níveis de ensino. Estimar um valor exato para o pré-escolar isoladamente é complexo, pois os orçamentos e as despesas são frequentemente agregados.

Embora os dados específicos para o pré-escolar sejam difíceis de desagregar, podemos ter uma ideia do investimento total do Estado na educação:
– Em 2021, o ministro da Educação referiu que a despesa média por aluno na escola pública (considerando do pré-escolar ao secundário) era de cerca de 6.200 euros por ano. Este valor tinha aumentado significativamente em relação a 2015, quando era de cerca de 4.700 euros.
– Outros dados indicam que, em 2018, a despesa média per capita em educação, por aluno do pré-escolar ao final do secundário, era de aproximadamente 5.700 euros/ano.
– Numa perspetiva mais abrangente, em 2019, Portugal gastou 10.854 euros por estudante desde que entra na escola até ao 9.º ano, sendo a média da OCDE de 12.353 euros por aluno nesse período.
Estes valores incluem os custos com pessoal (professores e não docentes), infraestruturas (manutenção e construção de escolas), material pedagógico e didático, e outros apoios.

É fundamental realçar que, para as famílias, a frequência da educação pré-escolar em escolas públicas não tem custo de mensalidade. No entanto, podem existir valores a pagar por:
– Alimentação: Ação Social Escolar prevê comparticipações ou isenções para famílias com menores rendimentos.
– Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF): São os serviços de prolongamento de horário e atividades complementares, que também podem ser comparticipados ou gratuitos consoante o escalão de rendimentos.
– Material escolar: Também existem apoios da Ação Social Escolar para a aquisição de material, com valores que variam consoante o escalão.

O Orçamento do Estado inclui verbas para a educação pré-escolar, ensino básico e secundário, ação social escolar, entre outros. O Governo tem vindo a reforçar a aposta na universalização do pré-escolar para crianças a partir dos 3 anos, o que implica investimentos na criação de novas vagas e no alargamento da rede. Mas atribuir 208€, por criança para contratos de associação, parece uma pequena esmola. As instituições podem concorrer para a abertura de salas de Pré-escolar, que no máximo atingirá os 5200€ por mês. Isto fará com que muitas instituições ou prestem um serviço deficiente ou tenham que arcar com parte das despesas que inevitavelmente serão cobradas aos pais.

Em resumo, a medida está condenada a não ser um sucesso.

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Sugestão de leitura – O AYMAN CHEGOU – Alberto Veronesi

O livro conta a dura jornada de Ayman, um menino afegão de 8 anos que é forçado a fugir da guerra com o pai, deixando a restante família para trás. A procura de um destino seguro leva-os por caminhos perigosos através do Iraque, Turquia e Grécia, locais onde é obrigado a viver em condições precárias, até finalmente chegarem a Portugal.

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