Rui Cardoso

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Concurso Interno e Concurso Externo de vinculação de docentes às EPERP – Caracterização de vagas

 

Encontra-se disponível até às 18 horas de dia 30 de maio de 2025 (hora de Portugal continental), para preenchimento pelos responsáveis das EPERP, a aplicação eletrónica “Caracterização de vagas”.

Manual de Instruções – Concurso Interno e Concurso Externo de vinculação de docentes às EPERP 2025/2026 – Caracterização das Vagas

 

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Calendarização – Mobilidade de docentes por motivo de doença – 2025/2026

 

 

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Mobilidade de docentes por motivo de doença – 2025/2026

Aplicação eletrónica disponível entre o entre o dia 26 de maio e as 18:00 horas de 16 de junho de 2025 (hora de Portugal continental) para efetuar o preenchimento  e a extração do Relatório Médico.

Decreto-Lei n.º 43/2025
Decreto-Lei n.º 41/2022
Aviso de Abertura MPD 2025/2026
Despacho n.º 5868-B/2025
Manual de Instruções – Regime de Mobilidade de Docentes por Motivo de Doença – Relatório Médico
SIGRHE – Relatório Médico

 

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A ansiedade antes da ansiedade dos exames

 

A ansiedade antes da ansiedade antes da ansiedade, a mãe da ansiedade e a avó da ansiedade, gerações inteiras de angústia debaixo da pele e a pele uma casa velha a ranger, a tremer, a ameaçar cair e cair de verdade, e a alma lá dentro a olhar pelas janelas como se alguém viesse salvar, alguém, quem, ninguém.

Antes do exame: os olhos em ti, os olhos dos outros em ti, os teus olhos em ti, os olhos no chão, a tropeçar no chão, a enrolarem-se no chão e o chão uma cama e tu um corpo sem força, sem chão. O corpo derrotado antes de lutar. A cabeça rendida antes da guerra. A vontade como um balão furado, a esvaziar-se devagar e sem barulho e desistir é tão natural como respirar.

E se estudámos. Dias, noites, horas coladas umas às outras como as peças de um puzzle por acabar, e a memória um espelho embaciado a repetir, a repetir, a repetir, como um papagaio a imitar sem saber quanto diz, sem saber porquê e a papaguear se fez o ensino Secundário.

Então porquê o medo, porquê a taquicardia nos corredores gelados da escola, porquê o suor nas palmas das mãos, porquê os dedos crispados e na verdade cada exame é uma guerra e cada pergunta uma bala.

Porque falhar é cair. Porque cair é desiludir. Porque desiludir é deixar de merecer amor.

E tudo isto antes dos dezoito anos. Ainda criança e já culpado, curvado e empurrado para uma glória sem glória. Os pais, coitados, a exigirem sem saber. A amar com culpa. A pressionar com medo. A quererem para nós quanto não tiveram. Uma vida melhor, dizem. E esta vida melhor é esta? Esta prisão de papel? Este campo de batalha de silêncio e dor e cotovelos apertados contra o peito para não chorar?

Brincar quando se cresce foi sempre uma perda de tempo e a felicidade é para os ignorantes e pobres de espírito se o principal objetivo é vencer e ser alguém.

Mas nós já somos alguém, repetimos entre clamores e apelos em vão e as mochilas pesam mais para além dos corpos e os corações cansam-se de arrastar as pernas. Fomos crianças com olheiras de adulto e rugas no pensamento. E a ansiedade a crescer como um fungo, invisível, pegajosa, mortal.

E antes de cada exame morremos um bocadinho, enterrados no medo e o epitáfio escrito a caneta azul no canto do caderno.

E ninguém fala disto. Só se fala do resultado, do número, da média, da nota, da estatística e nunca da dor, nunca da solidão, nunca da vergonha de não ser perfeito mais a raiva de quem tenta e falha. E a vontade de fugir para sempre.

E se crescemos entre promessas de nunca mais, nunca mais exames, nunca mais testes, nunca mais aquela humilhação, depois e uma vez adultos, repetimos, fazemos igual, exigimos igual.

O ensino é uma máquina e cada um de nós parte da engrenagem e para quê se não se derrubam governos e formas de pensar para a melhoria do bem-estar geral?

E de caminho admoestamos com a mesma régua e castigamos na mesma medida ou não continuassem os exames inamovíveis, seculares, desta feita não para nós mas para os outros num altar pagão onde se sacrificam os mais novos, os mais frágeis, os Zé-ninguém cheios de esperança, a mesma esperança, a nossa esperança apesar das eras passadas.

E eu, um dos sacrificados, fiquei pelo caminho, ainda a tremer com o cheiro do papel do exame enquanto olho para trás e não me lembro de quanto aprendi, só a dor, só o peso, só a ansiedade e eu não quero isto para os meus nem quero ser o carrasco de ninguém.

E se os exames medem alguma coisa, não é o saber, é a capacidade de sofrer para sempre e em silêncio.

João André Costa

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Provas MoDA no corredor por falta de rede

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FUNCIONÁRIA AGREDIDA POR ALUNO NA ESCOLA DE ARAZEDE

Aluno da EB2/3 agrediu funcionária que foi transportada ao hospital. Diretor do Agrupamento lamenta falta de decisão do Ministério Público

FUNCIONÁRIA AGREDIDA POR ALUNO NA ESCOLA DE ARAZEDE

Uma auxiliar de educação na Escola EB2/3 de Arazede, no concelho de Montemor-o-Velho foi na manhã de hoje agredida por um aluno e teve de ser transportada à unidade hospitalar com diversos ferimentos. O aluno em causa será reincidente.

Contactado pelo Diário de Coimbra, o diretor do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho confirmou a agressão por parte do aluno, garantindo que a escola tem feito tudo que é possível para controlar a situação que, admitiu, tem sido recorrente.

A vítima, confirmou José Charro, foi a auxiliar que diariamente acompanha o aluno em causa, um jovem de 13 anos, com diversos problemas do foro psiquiátrico. A auxiliar foi transportada «consciente», mas com algumas contusões na cabeça, braços e pernas, ao Hospital Distrital da Figueira da Foz.
No local esteve a GNR, que confirmou a ocorrência, bem como o INEM.

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Regulamento do procedimento da mobilidade de docentes por motivo de doença

Regulamenta o procedimento da mobilidade de docentes por motivo de doença, nos termos do Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 43/2025, de 26 de março.

Despacho n.º 5868-B/2025

 

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Dotação das vagas dos quadros das escolas portuguesas no estrangeiro

Fixa a dotação das vagas dos quadros das escolas portuguesas no estrangeiro da rede pública do Ministério da Educação, Ciência e Inovação e dos respetivos polos, para o efeito dos concursos interno e externo de seleção e de recrutamento do pessoal docente, para o ano escolar de 2025-2026.

Portaria n.º 361-A/2025/2, de 23 de maio

 

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Reserva de Recrutamento 33 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 20 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 33.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e colocações administrativas da 20.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 26 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 27 de maio de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 33 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 20 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 33 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 20 – 2024/2025

 

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Está para publicação em D.R. a Portaria da MPD

Diplomas para Publicação em Diário da República

Gabinete do Ministro de Estado e das Finanças e Gabinete do Ministro da Educação, Ciência e Inovação
– Portaria – Regulamenta o procedimento da mobilidade de docentes por motivo de doença, nos termos do Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 43/2025, de 26 de março.

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Quem estará, vivo, a usufruir do RITS em 2077

Desculpem lá! Mas vão encher os olhos de areia a outro…

Devolução do tempo de serviço aos professores custa €11,5 mil milhões até 2077

 

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“Quando for governo”, Chega quer que “educação seja diferente” para que crianças não sejam “marteladas com ideias de esquerda”

” Já quanto à saúde, garante que “não defendem[os] o fim do Ministério da Educação”, mas sim a mudança para “Ministério do Ensino”, pois o partido entende que não cabe ao Estado educar as crianças. ”

“Quando for governo”, Chega quer “alguns hospitais com gestão privada” e que “educação seja diferente” para que crianças não sejam “marteladas com ideias de esquerda”

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Diretores escolares pedem reforço do Ensino Profissional

Portugal está abaixo da média da UE no número de alunos em cursos profissionais. Responsáveis pelas escolas querem inverter esta realidade e afirmam que esta via de formação está ajustada ao mercado

Diretores escolares pedem reforço do Ensino Profissional

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SEM EDUCAÇÃO, AS PALAVRAS DEIXARAM DE TER SIGNIFICADO

 

Não é só nos regimes ditatoriais que se está a apagar a história e a tentar reescrevê-la. Um pouco por toda a parte isto está a acontecer quando se oculta ou desvalorizam partes da nossa história.

E isto já acontece com os jovens que desconhecem o que significou a ditadura em Portugal, porque nos programas de História pouco se aprofunda esta matéria e se perde demasiado tempo com história antiga.

Quando, para os nossos jovens, o significado de uma palavra se resume a um conjunto de outras palavras descritas na wikipedia à distância de um clique que se pode copiar e colar sem trabalho a ler e, muito menos, a analisar e a interpretar, algo vai muito mal.

As novas gerações desconhecem por completo programas eleitorais, ideologias, o impacto que as propostas eleitorais podem ter nas suas vidas, não assistem a um debate ou a um programa sobre política, não veem/ouvem/leem notícias e limitam-se a determinar a sua escolha partidária pelo show-off que aparece nos média e na internet onde se distribuem gostos de forma irrefletida e infantil.

Como resultado de toda a nossa distração foi que, passados poucos anos, os adolescentes inconscientes (e cada vez mais infantis) de «ontem» tornaram-se votantes de hoje, sem que lhes fosse dada uma preparação e contextualização histórica. A sua falta de consciência sobre a importância do voto tornou-se num dos maiores perigos para a democracia. Os seus pais passaram por algumas dificuldades e iam dando valor aos direitos que tinham e na melhoria da sua qualidade de vida. Os seus avós passaram por muitas dificuldades na vida, sentiram o que é viver com privação de quase tudo, desde bens materiais à alimentação, do direito à educação, ao acesso à saúde, a um trabalho e a uma aposentação digna e, sobretudo, a falta da liberdade, tendo sido perseguidos, presos e torturados por defenderem tudo aquilo que esta juventude inconsciente está hoje a usufruir, tomando isso por garantido e desconhecendo o seu valor.

Enquanto as gerações anteriores nem sequer tinham direito ao acesso ao ensino e viam-se obrigadas a percorrer quilómetros a pé para poderem chegar à escola, estes principezinhos são levados até ao portão da escola por «pais-helicóptero» que não deixam que os filhos passem por nenhuma dificuldade, não conheçam o valor das coisas, nem sejam privados de nada.

Uma geração mimada e superprotegida que não dá valor a nada e desconhece o valor de tudo quanto existe. Uma geração que cresceu agarrada a um telemóvel a brincar e a jogar, que nunca viu um noticiário, nunca se interessou nem se preocupou com problemas de privação seja do que for, porque uma geração de pais irresponsáveis fez questão de responder no imediato aos seus desejos, presenteando-os com tudo sem lhes explicar a importância das coisas, sobretudo da liberdade. Uma geração que, de repente, se viu no direito a votar, a maioria sem nunca ter percebido o que significa a liberdade ou o valor do voto e o que ele representa na vida das pessoas, incluindo na sua e na daqueles que lhes pagam as contas. Limitam-se a fazer o que sempre fizeram durante toda a vida – vão a correr para o telemóvel e deixam-se condicionar pelos «bonecos» mais engraçados que lhes «vendem» e que recolhem mais gostos. Nem que sejam mentiras, pouco lhes importa, porque o que interessa é embarcar na corrente populista, como se a própria vida se transformasse num simples jogo virtual à distância de um clique para se entreterem, respondendo a uma indústria do entretenimento que, desde o berço, fez questão de viciar as novas gerações com o único fim mercantilista do aumento do lucro.

Enquanto os menos jovens se voltam para a comunicação social, para as análises e debates, para as ideias programáticas e ideológicas para se decidirem quanto ao voto, os jovens vão em direção ao telemóvel para saberem o que deverão fazer. Se, no futuro, ambas as opões terão de conviver, a redução do voto às tendências das redes sociais, repletas de fake news e altamente manipuladas por grupos de interesse, torna-se muito perigosa por colocar em causa a verdade dos factos e a própria democracia.

Sabendo disso, grupos políticos organizados conseguiram manipular facilmente votantes «virgens» de ideologias, que facilmente se deixam influenciar por propaganda.

A juventude, que nada entende do que é a privação, dificuldades ou do simples significado de «democracia» e «ditadura», votam inconscientemente por modas e slogans de apreensão fácil. Esta é a decadência total de uma estrutura social que falhou em toda a linha na formação da próxima geração à qual, pensavam, bastava-lhe dar um telemóvel para as mãos e distribuírem computadores, numa cegueira pomposa denominada transição digital, para se formar a melhor geração de sempre. E o resultado está aí à vista e, agora, estamos a colher aquilo que semeámos.

Só posso mesmo dizer que, de tanto pouparmos em educação, ficámos ricos em ignorância!

Carlos Santos

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Na RAA – Sindicato denuncia “redução ilegal” de salários de professsores contratados, Governo rejeita

Docentes contratados tiveram cortes salariais e devem devolver, “num curto espaço de tempo”, até 3.000 euros, após mudança na interpretação da lei. O sindicato contesta e pode recorrer à Justiça.

Sindicato denuncia “redução ilegal” de salários de professsores contratados, Governo rejeita

O Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) denunciou nesta segunda-feira uma “redução ilegal” dos salários de docentes contratados a termo, mas a Secretaria Regional da Educação rejeitou que estejam em causa “motivos economicistas” e garante “cumprir a lei”.

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𝐄𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞̂𝐬 𝐧𝐨 𝐄𝐬𝐭𝐫𝐚𝐧𝐠𝐞𝐢𝐫𝐨 – 𝐀𝐛𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐜𝐞𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐚𝐥

 

𝐀𝐛𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐜𝐞𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐚𝐥 comum para constituição de reserva de recrutamento interna de pessoal docente do 𝐄𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞̂𝐬 𝐧𝐨 𝐄𝐬𝐭𝐫𝐚𝐧𝐠𝐞𝐢𝐫𝐨 para os cargos de professor e de leitor.

O período para apresentação de candidaturas é de 𝟏𝟎 𝐝𝐢𝐚𝐬 𝐮́𝐭𝐞𝐢𝐬 e decorrerá entre as 0h00m de 19 de maio e as 24h00 de dia 30 de maio de 2025.

Aviso abertura: https://files.diariodarepublica.pt/2s/2025/05/094000000/0008400095.pdf

+info

https://www.instituto-camoes.pt/activity/o-que-fazemos/ensinar-portugues/processos-de-recrutamento/procedimentos-concursais-epe

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Na escola do Luís

 

Na escola do Luís os alunos nem sequer alunos são, crianças por certo, mas alunos não até porque um aluno para o ser tem de querer aprender, almejar aprender, no mínimo uma centelha de aprendizagem e na escola do Luís aprender é, e será sempre, a última das prioridades.
A escola do Luís é o coito, é onde os meninos perdidos encontram abrigo, roupa, alimentação e onde dormir.
Uma casa portanto e com a casa uma família para os aceitar ao invés de açoitar, pode parecer o mesmo verbo mas não é nem podia ser, é apenas coincidência, uma paranomásia e na casa do Luís a porta está sempre aberta.
Por haver sempre mais uma criança e à mesa espaço para mais um e mais um e mais um e basta abrir a porta caso a mesma já não esteja aberta (às vezes está fechada “derivado” do mau tempo e “neste aspecto tem destas coisas” e “nestas coisas” estamos todos de acordo, é compreensível e não queremos ninguém doente) para encontrar mais um rebento, um petiz de olhar desconfiado e desafiador, inseguro, incerto, com vida a mais para tão poucos anos, hesitante, renitente, à defesa.
E as necessidades básicas por suprir, a segurança, uma fome e uma sede de meter dó e a total ausência de calor, uma mão, um abraço, um toque e vá alguém explicar o porquê de trazer alguém ao mundo se o mundo é isto e tantas vezes nem isto e quem dera a muitos isto.
Crianças com os bolsos, quando os têm e se os têm, cheios de paus e pedras ou não fosse uma questão de tempo até ao próximo ataque, o próximo insulto, a próxima agressão tão natural como a sua sede, sede essa já aqui mencionada e com muito pouco de natural.
Não será por conseguinte de estranhar as mil e uma tentativas dos petizes para voltarem ao seio das ruas tão familiares, as ruas a verdadeira casa onde os outros fazem as vezes das paredes e do tecto a troco de nada, a troco de tudo, e por aqui se explicam os insultos diários acompanhados de um coice, dois coices, três e quatro e outros tantos insultos, palavrões em vez de um bom-dia ou boa-tarde enquanto testam um adulto a seguir ao outro à procura de quem finalmente os rejeite e afinal eles tinham razão e aos professores nunca se estende a mão.
Na escola do Luís precisam de meses para ver os miúdos baixar a guarda, meses para as crianças convencerem-se de como estes pais e estas mães não só não vão a lado nenhum como vieram para ficar.
E às vezes, às vezes não, muitas vezes o Luís esquece-se do porquê de ir para a escola todos os dias e onde mora a motivação para acordar todas as manhãs tal é a malcriação diária, consecutiva e recorrente e uma pessoa às tantas e inevitavelmente anda com a cabeça sempre à roda.
Não é fácil.
Até ao dia ao fim do dia no qual os miúdos em peso voltaram para a escola cinco minutos depois da costumeira saída da escola mais todas as promessas de não mais voltar com o dedo do meio no ar.
E, no entanto, aqui estão eles a pedir ajuda pois a Sylvie caiu redonda no chão e agarrada à barriga junto à paragem do autocarro e aqui vamos todos e a correr mesmo a tempo de encontrar a Sylvie em posição lateral de segurança graças à intervenção imediata da Sophie mais as aprendizagens em contexto escolar e falando em aprendizagens também houve quem entre os alunos chamasse de imediato uma ambulância e falando em alunos aqui estão todos eles pespegados ao solo e estarrecidos como qualquer criança ficaria estarrecida quando se gosta de alguém e se está genuína e verdadeiramente preocupado.
O Luís e os colegas ainda tentaram demovê-los mas em vão e nenhum, mas mesmo nenhum, com o telemóvel na mão.
Nunca lhes ocorreu e acontecesse outra vez não lhes ocorreria.
Por compaixão, por consideração, porque o sofrimento da Sylvie é o seu sofrimento e entretanto já chegou a ambulância mais a respectiva mãe a agradecer a pronta intervenção dos petizes.
E os petizes não são mais petizes, são homens e mulheres cara a cara com a vida e as suas agruras e prontos para uma verdadeira pega com a ajuda de todos.
Sim, às vezes o Luís esquece-se do porquê da Terra girar e a razão das manhãs mas desta o Luís não se esquece nem tampouco os seus alunos, agora sim alunos, e os mais velhos já se preparam para os exames ao virar do mês.
E se a Sylvie já recupera em casa depois de uma apendicectomia, os mais novos, e nem tudo é perfeito, continuam a correr ao redor da escola, ainda agora vi o Luís passar atrás deles e esta é a nossa vida enquanto raia mais um dia nesta pequena aldeia gaulesa.

João André Costa

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Adeus Mário. Goza bem a tua aposentação.

A nova direção da Federação Nacional dos

Nem sempre, ou quase nunca concordei com as tuas posições, mas respeito a tua resistência, resiliência e objetivo final.

É tempo de descansar…

 

Professores (Fenprof), o Conselho Nacional, foi hoje eleita com 96,6% dos votos, num universo de 597 votantes, disse à agência Lusa o secretário-geral cessante, Mário Nogueira.

Registaram-se nove votos em branco e 11 nulos, segundo a mesma fonte.

Nova direção da Fenprof eleita com 96,6% dos votos

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Partiram maxilar a professor que travou agressões de grupo a um jovem no Porto

Um professor queixa-se de ter sido agredido, esta sexta-feira de manhã, quando tentava pôr fim a uma rixa entre jovens junto ao Parque Oriental do Porto, na freguesia de Campanhã. No mesmo local decorria um encontro anual de alunos de Educação Moral e Religiosa Católica.

Partiram maxilar a professor que travou agressões de grupo a um jovem no Porto

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Reserva de Recrutamento 32 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 19 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 32.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e colocações administrativas da 19.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 19 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 20 de maio de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 32 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 19 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 32 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 19 – 2024/2025

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Acabou a novela (do plágio) da abelheira

Os órgãos de gestão do AE da Abelheira foram dissolvidos hoje pelo ministro da educação.

Demitidos Diretor e equipa, CP e CG. A demissão resulta de sindicância espoletada por queixa de plágio por parte do diretor e episódios seguintes.

O antigo diretor do AE de Vale do Tamel nomeado presidente da CAP. Inicia funções amanhã.

Processos disciplinares ao Professor Luís Sottomaior Braga, arquivados.

 

 

 

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Porquê votar, mesmo que no mal menor? – Fernando Figueiredo

No domingo, votemos. Mesmo que com raiva. Mesmo que com desalento. Mesmo que no mal menor, mas com a consciência de que ficar em casa nunca será um ato neutro.

Porquê votar, mesmo que no mal menor?

Em vez de um confronto sério de ideias sobre Economia, Defesa, Saúde, Educação ou Justiça, assistimos a um desfile de slogans, ataques ad hominem e estratégias de marketing esvaziadas de substância. Substitui-se o conteúdo pela performance, e evita-se o erro com tanto zelo que se abdica da proposta.

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Eleições sem educação – Paulo Prudêncio

 

A educação está há muito excluída dos debates eleitorais. É indisfarçável. É um tema secundário ou incómodo para a generalidade dos partidos e fracturante nos que têm suportado os governos. Há choques de tendências e de interesses. Os grupos descomprometidos com as políticas educativas das duas últimas décadas exigem mudanças, mas prevalece a força dos aparelhos.

Eleições sem educação

Por outro lado, é um facto que as escolas abrem todas no início do ano lectivo. Por cá e em todo o mundo; incluindo nos países pobres. Basta que haja horários de turmas, de professores e de salas de aula. Se houver um adulto em cada sala de aula, até num apagão eléctrico se impõe a sensatez.

Além disso, nas escolas a vida da maioria recebe um selo de longo prazo. Não há urgências hospitalares e ninguém morre por falta de cuidados. As insuficiências salariais ou habitacionais só se evidenciam nos resultados escolares a médio e longo prazos. Ciclicamente, organismos internacionais recordam-no com dois países – a Finlândia e as Filipinas – consecutivamente dos extremos do PISA da OCDE. A escolarização com qualidade dos filipinos só se elevará quando viverem décadas com políticas inclusivas como na Finlândia, e associadas à educação a tempo inteiro (e não a uma escola a tempo inteiro que acomode insanos horários de trabalho) e à melhoria da qualidade das escolas e do ensino e da carreira dos professores.

Mas o que mais impressiona em Portugal no que levamos de milénio, é a desvalorização da educação na orgânica dos governos. Os governantes da educação “são” sub-secretários adjuntos das finanças. Só emergem quando cortam a eito ou anestesiam a contestação de rua em concertação com os “seus” sindicatos. Os barómetros de popularidade dos governantes espelham o fenómeno e esvaziam as oposições.

E nunca é excessivo repetir que entrámos no século XXI com 6,7% do PIB para a educação (6,9% em 2009) e que já vamos em 3%. Leu bem: 3%. O tema foi talvez o único que mereceu o teste de um polígrafo para as legislativas de 18 de Maio de 2025 (e, sublinhe-se, por causa da defesa): “se Portugal passasse a destinar oito mil milhões de euros à defesa (3% do PIB) – valor aproximado do que o país pagaria se duplicasse os custos neste âmbito (1,5%) – isso seria o equivalente a um Orçamento da Educação.” Com efeito, a redução da massa salarial dos professores – que será significativa até 2030 – tornou ainda mais escandalosa a não vinculação de professores contratados e “permitiu”, desde 2022, milhares de vinculações e pequenos ajustes em salários ou suplementos.

Mas o mais crítico – que é invisível para as bolhas política e mediática e que se acentuará no médio prazo -, é a desvalorização das aprendizagens e da escola democrática que respeita o ensino, os professores e os seus alunos. Fatalmente, uma generalizada imaturidade pedagógica colocou professores e encarregados de educação no mesmo patamar de decisão de alunos e educandos e no mesmo nível de deliberação no poder escolar. Foi mais um marco da crise do capitalismo democrático e, como se disse, da própria democracia.

Aliás, até o leitor menos versado com estes temas perceberá que tudo isso criou jovens (já eleitores) egoístas, invencíveis e ressentidos, e com baixa valoração da razão, da responsabilidade e da justiça. O efeito na sociedade foi equivalente ao que esteve na origem do nazismo (leia-se Hannah Arendt).

É uma crise também explicada pela mediatização de outra componente crítica: a falta estrutural de professores. Para além do interminável caos no tratamento de dados da educação, nem se mediatizou o que se sabe: quantos professores são necessários a cada momento (bastaria somar três variáveis: horários que ficam por preencher, horários preenchidos por quem adia a reforma – para elevar o seu parco valor – e horas extraordinárias em catadupa – note-se: desde 1998 que o sistema escolar tinha eliminado as horas extraordinárias -).

Mas não. O sistema da criança-rei viciou-se no número de alunos sem aulas e o caos dos dados acomoda a inacção de governos e oposições.

Em síntese, proclame-se que os professores são as traves mestras da consolidação da democracia e que as gerações mais escolarizadas de sempre (por cá e no resto do Ocidente) têm as suas elites alienadas por um triângulo perverso que responsabiliza incompetências governamentais: aplicações financeiras, aplicações aditivas para relações sociais e exacerbado individualismo monetarista. O grande desafio das democracias é recuperá-las para uma aspiração política que faça dos deveres cívico e ético os eixos de eleições com educação.

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Aluno asfixiado com golpe de mata-leão

Menor hospitalizado em Santarém depois de sofrer golpe mata-leão. Escola de Salvaterra de Magos já abriu investigação.

Aluno asfixiado com golpe de mata-leão já teve alta hospitalar

O aluno do 7º ano na Escola Básica e Secundária de Salvaterra de Magos que terá sido asfixiado com um golpe “mata-leão” por um colega, durante uma visita de estudo a Santarém, teve alta hospitalar durante a manhã desta terça-feira, 13 de maio.

“Confirmamos a entrada da criança na Urgência Pediátrica, onde permaneceu em observação durante a noite, tendo recebido alta esta manhã”, disse ao CMfonte oficial da Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria, que gere o Hospital de Santarém.

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Alunos sem professor. ​Ministério da Educação pede esclarecimentos adicionais

 

A primeira parte do relatório já chegou ao gabinete de Fernando Alexandre, mas suscitou dúvidas que o ministro quer ver esclarecidas antes da divulgação das conclusões.

Alunos sem professor. ​Ministério da Educação pede esclarecimentos adicionais

Em resposta à Renascença, o gabinete do ministro da Educação disse que “após uma primeira análise foram pedidos esclarecimentos adicionais à auditora”, a KPMG, acrescentando que “só após estes esclarecimentos serão divulgadas as conclusões”.

Já esta terça-feira, o ministro Fernando Alexandre admitiu que não sabe se será possível ter um número exato de alunos sem aulas, porque o sistema de informação tem muitas falhas.

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Não, o Ministério da Educação não é (nem nunca foi) um “Ministério dos Professores”! – Pedro Barreiros

 

Ciclicamente, surgem discursos que ganham força não pela precisão, mas pela simplicidade com que distorcem realidades complexas. Um desses discursos afirma que “há 50 anos temos um Ministério dos Professores, mas nunca tivemos um Ministro dos Alunos”. À primeira vista, a frase pode parecer provocadora; no entanto, esconde uma visão redutora do papel do Ministério da Educação e encobre os verdadeiros motivos e interesses de quem a profere.

Antes de mais, importa esclarecer o óbvio: o Ministério da Educação deve ser uma estrutura orientada para o desenvolvimento de políticas públicas dirigidas a todos os intervenientes no sistema educativo: professores, dirigentes, famílias e, sobretudo, alunos. O seu objetivo central é assegurar o direito à educação, o que implica desde a valorização dos profissionais até à promoção do acesso, permanência e sucesso dos estudantes. Reduzir o Ministério a uma suposta “estrutura sindical dos docentes” é um erro, tanto conceptual como factual.

A valorização dos professores, frequentemente apresentada como um privilégio corporativo, está longe de ser um favor. Trata-se, na verdade, de uma condição essencial para o bom funcionamento do sistema educativo. Nenhum país no mundo alcançou bons resultados sem investir seriamente na formação, nas condições de trabalho e na remuneração dos seus docentes. Fortalecer os professores é fortalecer os alunos, porque uns não existem sem os outros.

Não, o Ministério da Educação não é (nem nunca foi) um “Ministério dos Professores”!

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Alargamento do âmbito subjetivo de aplicação de garantias aos docentes que se desloquem de Portugal para o exercício nas EPE

 

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Calendário de ações do concurso nacional de acesso e ingresso no ensino superior e de ações dos regimes especiais

 

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Há professores que nunca fizeram uma consulta de medicina de trabalho

Escolas não estão a cumprir o Código do Trabalho, não convocando os professores para as consultas médicas obrigatórias. Mas a resolução deste problema pode agravar outro: o da falta de docentes.

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O orgulho de falar uma língua só

 

Aprender uma segunda língua requer a aprendizagem de novo vocabulário, a compreensão da gramática sem esquecer a pronúncia a dançar de acordo com a localização geográfica e tudo isto contribui para o desenvolvimento da memória.
A isto acrescentemos a melhoria da capacidade de resolução de problemas quando se está constantemente a pensar numa segunda, ou terceira, língua mais a ginástica de quem incessantemente procura uma outra palavra, uma nova palavra, uma nova expressão, uma nova piada e o mundo mais rico e quem diz o mundo diz a vida a encher-se de cor.
O contrário é assinar de cruz diante de um novo dialecto ou a sentença da iliteracia quando se chega a uma terra estranha e porque não aprender uma segunda língua se a oportunidade está ali todos os dias na escola à espera de nós?
Aprender uma segunda língua melhora a autoestima, faz-nos capazes, mais capazes, somos capazes mesmo se não-nativos e apesar de tudo com a aprendizagem coloquial tantas vezes olvidada pelos mesmos nativos e portanto um ponto a nosso favor e estamos em vantagem num repente a corrigir o outro se preciso for e ensinar é preciso quando o professor aprende para ensinar.
E se calhar é isto, esta humilhação para não dizer vergonha diante do terceiro a vir de lá longe no único intuito de nos corrigir ou assim pensam eles e portanto a reação e a defesa inata, inconsciente, visceral para não dizer agressiva como se a aprendizagem fosse um ataque, um insulto ou então a certeza da nossa ignorância e aqui o problema, meus amigos, é pessoal.
É pessoal quando se acorda todos os dias e o império acabou, não mais subjugado a uma vontade, a uma cultura, a uma língua e o mundo já não é nosso, um imenso parque de diversões para deleite do invasor onde o invadido se desdobra em salamaleques e servilismos e o saudosismo é em tudo imenso.
Por isso a soberba e a altivez, os tais mecanismos de defesa mais o eliminar propositado do currículo escolar da aprendizagem de uma segunda língua, porque se pode, porque se quer, porque se manda e é como se estivéssemos de volta aqueles tempos, aos verdadeiros tempos e estamos todos a brincar com o futuro das crianças enquanto memórias e sonhos colonialistas preenchem a alma e matam a fome.
E na ausência de uma segunda língua o consequente défice de atenção, a incapacidade de concentração, a distração, o impulso, a incapacidade de esperar, a falta de organização e planeamento, o esquecimento, a imaturidade infantil ainda presente no corpo de jovens quase adultos e ainda crianças, perfeitamente inábeis diante dos seus pares de outras origens e outras distâncias e mais uma vez a agressão quando a ignorância é o único reflexo no espelho.
Perde-se curiosidade e as crianças são naturalmente curiosas e o contrário é mentir e quem diz curiosidade diz a criatividade e a plasticidade cerebral num mundo cada vez mais a preto e branco onde os tons de cinza são a única novidade do dia-a-dia.
E o declínio mental mais a demência como inevitáveis para não dizer precoces na ausência da tal ginástica fulcral num mundo global onde o próprio umbigo é o nosso pior inimigo.
A falta de empatia e compreensão mútua gera discórdia e a discórdia gera guerra e este é o legado quando se negam às crianças as aprendizagens fundamentais para a vida.
No mundo contamos mais de 7000 línguas e dialectos e a 10000 palavras por língua cerca de 70 milhões de palavras por aprender, 70 milhões de maneiras de ver o mundo, 70 milhões de experiências e origens e outras tantas histórias e eu apenas peço senão a aprendizagem de uma segunda língua só.
Só não, acompanhada e de mão dada contra este orgulho inexplicável, incongruente para não dizer teimoso, de quem insiste em falar uma língua só.
Só, isolada, frágil, vulnerável, dependente, à deriva no imenso oceano.

João André Costa

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𝐂𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨𝐬 𝟐𝟎𝟐𝟓/𝟐𝟎𝟐𝟔 – 𝐑. 𝐀. 𝐌𝐀𝐃𝐄𝐈𝐑𝐀

 

Os candidatos sem vínculo aos estabelecimentos de educação, de ensino ou instituições de educação especial da Região Autónoma da Madeira (redes pública e privada), devem remeter a inscrição acompanhada dos documentos constantes no ponto 10, exclusivamente por correio eletrónico, para o endereço [email protected], solicitando o respetivo recibo de entrega da mensagem enviada;
CONTRATAÇÃO INICIAL: inscrições de 12 a 14 de maio

Consulte:

🔹Aviso de abertura
🔹Mapa I – Códigos dos grupos de recrutamento 2025_2026
🔹Mapa II – Âmbito geográfico QZP 2025-2026
🔹Mapa III – Declaração concurso mobilidade interna_2025_2026
🔹Decreto Legislativo Regional n.º 9/2021/M, de 14 de maio
🔹Decreto Legislativo Regional n.º 16/2023/M
🔹Calendário (estimativa)
🔹Aviso de abertura n.º 114/2025, JORAM, 2ª Série, 3º Suplemento
🔹Ofício Circular n.º 11/2025

https://www.madeira.gov.pt/drig/Estrutura/Docente/Concursos/ctl/Read/mid/4518/InformacaoId/246928/UnidadeOrganicaId/26/CatalogoId/0

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As aposentações vão entrar em velocidade de cruzeiro

No primeiro semestre do ano, 1653 professores e educadores de infância vão aposentar-se. Até setembro, outra tantos reformar-se-ão.
Segundo o ministro da Educação, cerca de 1300 professores adiaram a aposentação.
O que resultará numa sangria à aposentação no final do ano e um início do próximo ano letivo preocupante.

Ainda não ouvi qualquer solução para este problema durante a campanha eleitoral, de nenhum dos candidatos.

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𝐂𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐄𝐗𝐓𝐄𝐑𝐍𝐎 𝐝𝐞 𝐏𝐫𝐨𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟓/𝟐𝟎𝟐𝟔 – Lista de colocações / Mapa de Vagas apuradas – RAA

Encontra-se publicada lista de colocações relativa ao Concurso Externo de Provimento 2025/2026, da Região Autónoma dos Açores.👉https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/…/ceco…
O prazo para 𝐚𝐜𝐞𝐢𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐜𝐨𝐥𝐨𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 decorre 𝐝𝐞 𝟏𝟐 𝐚 𝟏𝟔 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟓.
Consulte 𝐌𝐚𝐩𝐚 𝐝𝐞 𝐕𝐚𝐠𝐚𝐬 𝐚𝐩𝐮𝐫𝐚𝐝𝐚𝐬 para o Concurso Externo de Provimento 2025/2026👉https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/…/CE…

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Reserva de Recrutamento 31 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 18 – 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 31.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e colocações administrativas da 18.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 12 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 13 de maio de 2025 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota Informativa – Reserva de Recrutamento 31 e Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 18 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento 31 – 2024/2025

Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 18 – 2024/2025

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Validação da Reclamação da candidatura ao Concurso Interno/Externo 2025/2026

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 9 e as 18:00 horas de 13 de maio de 2025 (hora de Portugal continental) para efetuar a Validação da Reclamação da Candidatura ao Concurso Interno/Externo  2025/2026.

Nota Informativa 09 – Validação da Reclamação das candidaturas ao Concurso Interno/Externo 2025/2026

SIGRHE – Validação da Reclamação

 

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Aluna de 15 anos agredida na escola por duas colegas.

 

Uma menor de 15 anos foi agredida numa escola de Vila Real e a agressão foi partilhada nas redes sociais, disse esta quinta-feira a PSP, que informou o Ministério Público e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).

“Quando a polícia teve conhecimento de agressões foi enviada à Escola Segura. Foi feita uma participação. A PSP fez participação ao Ministério Público e à CPCJ. Confirma-se que a agressão, a uma menor de 15 anos, foi partilhada nas redes sociais”, informou à Lusa fonte do Comando Distrital da PSP de Vila Real, indicando que a situação aconteceu na Escola Secundária Morgado Mateus.

 

 

Aluna de 15 anos agredida na escola por duas colegas.

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Pais de alunos entram em escola no Lumiar e ameaçam funcionários

 

Os pais de dois alunos entraram, ao final da manhã desta quinta-feira, na Escola Básica do Alto do Lumiar e proferiram ameaças contra funcionários.

O CM sabe que a PSP foi inicialmente chamada para uma situação de invasão da escola e agressões a funcionários, pelas 12h00.

Pais de alunos entram em escola no Lumiar e ameaçam funcionários

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Estudante da Escola Secundária Marquesa de Alorna agredido

Um jovem, com cerca de 15 anos, ficou ferido na sequência de uma briga ocorrida na manhã desta terça-feira, 6 de maio, na Rua Dr. Álvaro Joaquim Gonçalves — conhecida como rua do Carreiro — junto à Escola Secundária Marquesa de Alorna, em Almeirim.

Estudante da Escola Secundária Marquesa de Alorna agredido

Segundo apurou O Almeirinense, os dois envolvidos, com idades entre os 15 e os 16 anos, são alunos da Escola Secundária Marquesa de Alorna. A altercação, por motivos ainda por esclarecer, aconteceu durante o intervalo da manhã, fora do recinto escolar. Na sequência das agressões, um dos jovens sofreu ferimentos, mas acabou por regressar às aulas após o incidente.

O nosso jornal sabe que a direção da ESMA contactou a GNR para tomar conta da ocorrência. No entanto, a falta de meios impediu a presença da força de segurança no local.

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𝐸𝑚 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑙𝑡𝑎 𝑝𝑢́𝑏𝑙𝑖𝑐𝑎 – 𝐑𝐞𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐄𝐝𝐮𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐄́𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐞 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐠𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞

Encontra-se em consulta pública o Referencial de Educação para a Ética e Integridade (REEI). O objetivo da elaboração deste referencial é integrar princípios de transparência e ética nos currículos escolares. A participação na consulta é aberta a todos.
O Referencial de Educação para a Ética e Integridade resulta da parceria e colaboração entre a DGE, a All4Integrity, o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, o Mecanismo Nacional Anticorrupção, a Transparência e Integridade de Portugal e a Universidade de Antuérpia.
Este referencial visa promover uma educação baseada nos princípios da transparência, integridade e ética, integrando estes temas de forma transversal nos currículos escolares e contribuindo para o desenvolvimento de uma cidadania ativa e responsável.
O Referencial, de natureza flexível, não prescritivo, pode ser usado em contextos muito diversos, no seu todo ou em parte, no quadro da dimensão transversal da Educação para a Cidadania, através do desenvolvimento de projetos e iniciativas que tenham como objetivo contribuir para a formação pessoal e social das crianças e dos jovens.
Reforça-se a importância da participação de todos nesta discussão e reflexão. Os contributos daí resultantes deverão ser enviados para a DGE, até 30 de maio de 2025, através do endereço eletrónico [email protected].

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O que cada partido promete para a Educação

Há quem prometa mudar o nome do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, mas, na apresentação das restantes medidas, continue a tratá-lo pelo nome atual. Todos prometem valorizar a carreira docente e do pessoal não docente. Há os que prometem integrar a rede de creches na tutela da Educação. E quase todos vão ao encontro de velhas reivindicações dos professores: reduzir a burocracia, combater a indisciplina ou avançar para a revisão do Estatuto da Carreira Docente

Desde acabar com a obrigatoriedade da disciplina de cidadania ao reposicionamento na carreira dos professores: o que cada partido promete para a Educação

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