Rui Cardoso

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Informação sobre testagem COVID-19 nas escolas – 3.ª Fase (19 a 23 de abril)

Exmo.(a) Senhor(a)

Diretor(a) / Presidente da CAP,

No atual contexto da pandemia da COVID-19, e seguindo de perto as recomendações da Organização Mundial da Saúde quanto à imprescindibilidade da testagem para deteção precoce de casos de infeção e identificação e isolamento dos seus contactos, possibilitando um controlo eficiente das cadeias de transmissão, importa dar continuidade à implementação da Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2, formalizada pela Norma n.º 019/2020, de 26 de outubro de 2020, da Direção-Geral da Saúde (DGS). Esta prevê após a atualização efetuada em 26 de fevereiro de 2021, no seu ponto 15, a realização de rastreios laboratoriais, em contextos específicos, nomeadamente escolas, com a testagem regular de pessoal docente e não docente dos estabelecimentos de educação e ensino e de alunos do ensino secundário.

Assim, por meio da Orientação Conjunta da DGS/DGEstE/ISS (1.º anexo) é definido o Programa de rastreios laboratoriais para a SARS-COV-2 nas creches e estabelecimentos de educação e ensino, através da utilização de testes rápidos de antigénio. Neste contexto, considerando o plano de regresso, faseado, às atividades educativas/letivas presenciais, e com vista à preparação da próxima fase de testagens (19 a 23 de abril) informa-se V.ª Ex.ª do seguinte:

  1. Período de testagem

19-23 de abril

  1. Universos a testar
  2. A totalidade dos alunos, pessoal docente e pessoal não docente do ensino secundário, de todos os concelhos de Portugal continental (serão testados o pessoal docente e o pessoal não docente que estão afetos, exclusivamente, ao ensino secundário/oferta de adultos. O pessoal docente e pessoal não docente afetos, simultaneamente, ao 3.º ciclo do ensino básico e ensino secundário não serão alvo de testagens nesta fase, uma vez que foram testados entre 5 e 9 de abril);
  3. A totalidade de pessoal docente e pessoal não docente dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, apenas nos concelhos de Portugal continental com um nível de incidência de casos positivos acima de 120/100.000 habitantes (a lista de concelhos que se encontram nesta situação à data de hoje figura no fim deste email);
  4. Manteremos a flexibilidade de 15 testes relativamente ao previsto, também nesta fase. Além desse número, só com validação dos Senhores Delegados Regionais de Educação;
  5. A realização dos testes será efetuada pelo mesmo Laboratório que, para o efeito, entrará em contacto com esse AE/ENA, a fim de organizar a operacionalização das testagens, nomeadamente, a calendarização e a preparação dos espaços que devem estar de acordo com a Informação Técnica em anexo (2.º anexo). Quanto à calendarização, o processo decorrerá no número de dias necessário (no período acima indicado) para a testagem de todas as pessoas;
  6. De acordo com informação prestada pela DGS, todos os vacinados serão igualmente testados;
  7. No caso dos Agrupamentos de Escolas, sempre que o universo a testar assim o permita, a operação de testagem decorrerá apenas na escola sede. Isso não obsta a que, havendo acordo entre o laboratório e as escolas, se possa organizar de outra forma e noutro local, uma vez que essa flexibilidade pode corresponder a uma economia de esforços para ambas as partes;
  8. Solicita-se a Vossa melhor colaboração na organização deste processo, nomeadamente no que respeita à definição dos grupos de pessoas e horários, de modo a regular o fluxo/número de pessoas a testar, de acordo com as normas gerais de segurança indicadas pela DGS, garantindo o normal funcionamento da Escola, evitando ajuntamentos e acautelando, ainda, que as atividades educativas/letivas ficam asseguradas para as crianças/alunos, bem como tudo o que tenha a ver com os consentimentos, tal como preconizado na orientação conjunta, Anexo 1. Uma vez que este é o primeiro momento em que vamos realizar testes a alunos, ganha especial importância a preparação atempada dos consentimentos para todos os alunos do ensino secundário. As escolas deverão garantir que todo aquele que se apresente para testagem tem o seu consentimento devidamente formalizado (não carecendo de impressão. Pode estar apenas em formato digital, devidamente arquivado pela escola).
  9. A Ficha de Monitorização deve ser preenchida pela escola com colaboração do laboratório, mas não é necessário qualquer carimbo;
  10. O AE/ENA deve garantir um número mínimo de funcionários que orientem e apoiem a operação, coordenado necessariamente por um elemento da direção.
  11. Durante o dia de hoje receberão um link para validarem/corrigirem a lista com os dados dos alunos a serem testados, dados estes já pré-preenchidos. Apenas será necessária a Vossa intervenção nos casos em que falte algum dado (o que estará devidamente sinalizado) ou em que seja necessário corrigir alguma das informações. Também poderão acrescentar os dados de aluno(s) cuja transferência tenha sido muito recente e que por esse motivo ainda não figurem na lista que disponibilizaremos.

Estamos certos de que o Vosso AE/ENA assegurará todas as condições logísticas necessárias para a concretização e sucesso desta operação, em prol do combate e mitigação da propagação da pandemia da COVID-19 e do regresso às atividades educativas/letivas presenciais em segurança.

Lista de concelhos com incidência superior a 120 casos por 100.000 habitantes:

  1. Alandroal – DSR Alentejo
  2. Albufeira – DSR Algarve
  3. Aljezur – DSR Algarve
  4. Almeirim – DSR LVT
  5. Barrancos – DSR Alentejo
  6. Beja – DSR Alentejo
  7. Carregal do Sal – DSR Centro
  8. Figueira da Foz – DSR Centro
  9. Marinha Grande – DSR Centro
  10. Mêda – DSR Centro
  11. Miranda do Corvo – DSR Centro
  12. Miranda do Douro – DSR Norte
  13. Moura – DSR Alentejo
  14. Odemira – DSR Alentejo
  15. Olhão – DSR Algarve
  16. Paredes – DSR Norte
  17. Penalva do Castelo – DSR Centro
  18. Penela – DSR Centro
  19. Portimão – DSR Algarve
  20. Resende – DSR Norte
  21. Rio Maior – DSR LVT
  22. Valongo – DSR Norte
  23. Vila Franca de Xira – DSR LVT
  24. Vila Nova de Famalicão – DSR Norte

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Com os melhores cumprimentos,

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Matrículas – Despacho Normativo n.º 10-B/2021

 

O presente despacho normativo procede à segunda alteração do Despacho Normativo n.º 6/2018, de 12 de abril, com a redação dada pelo Despacho Normativo n.º 5/2020, de 21 de abril, que estabelece os procedimentos da matrícula e respetiva renovação e as normas a observar na distribuição de crianças e alunos, e define o calendário de matrículas e respetiva renovação para o ano escolar de 2021-2022.

Despacho Normativo n.º 10-B/2021

 

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A memória não prescreve – Santana Castilho

1. No final de Março conheceu-se o resultado de uma análise do Iave ao impacto do primeiro encerramento das escolas nas aprendizagens dos alunos: em Matemática, Leitura e Ciências, numa escala de conhecimentos de quatro níveis, mais de metade dos alunos do 6.º e 9.º ano ficou aquém do mais elementar. Deixando de lado a questão de o estudo não ter medido o que era suposto medir, três atributos deste tipo de exercícios verificaram-se uma vez mais: quando o diagnóstico foi feito, a realidade já era outra (já estava consumado um segundo encerramento); o poder político recorreu ao princípio de Peter, isto é, nomeou um grupo de trabalho; o país alarmou-se dois dias e ao terceiro voltou à “raspadinha”, sem se indignar com a incapacidade do Estado para acudir às crianças que tiveram o azar de terem nascido pobres.
Há no exame feito um resultado que deveria determinar a acção política: a percentagem dos que responderam aos níveis mais elevados da escala está em consonância com os resultados obtidos para esses mesmos níveis noutros estudos similares, pré-pandemia. Quer isto dizer que o impacto do encerramento das escolas não foi o mesmo para todos e que, outrossim, se verifica um evidente aumento de desigualdades entre alunos. Dito de outro modo, só ficaram para trás os que já eram socialmente desfavorecidos. Ou dito ainda de outo modo, a solução do problema escapa maioritariamente à acção directa das escolas. E no que a estas toca, não são sábios-mochos que deverão ditar soluções universais. São as escolas, cada escola, que devem olhar para os seus alunos concretos, com necessidades diversas, e agir, desde que lhes consignem meios.
A previsibilidade de funcionamento do sistema bafiento de gestão da Educação só podia parir pouco mais que isto. A visão insensata, por parte do Ministério da Educação, de uma realidade social que não existe, só podia ficar-se por mais um passe desde tipo, para que nada mude. Com efeito, nenhuma razão crítica demove os incompetentes lá escondidos, atrás dos formalismos de sempre, vazios de resultados, desde que façam prevalecer o poder do controlo, inútil ao progresso, mas indispensável à sobrevivência da incompetência. Esta forma de gerir tem impedido que a apresentação das coisas como elas são dite as políticas a seguir. E mais que isso, causou hábitos e anestesiou os actores das salas de aula, que assim vão mover-se no caos andante do terceiro período lectivo.
2. Se as coisas correm mal na Educação, não vão melhores na Saúde. Já tínhamos doentes em esperas de anos por uma consulta de especialidade, setenta mil sem entrada nos cuidados continuados, crianças a fazerem quimioterapia nos corredores dos hospitais e velhos a sobreviver na miséria, sem dinheiro para os remédios. Agora instalou-se a inquietação crescente em matéria de vacinas. Neste quadro, recorrer ao dogma estatístico para evidenciar a irrelevância dos problemas é não perceber que pessoas são mais que números, por menores que estes sejam. Com efeito, se se poderá compreender a supressão das habituais experiências em animais e a diminuição dos testes em humanos, na ânsia de aprontar as vacinas, já não se pode aceitar o escamoteamento de que muitas pessoas vacinadas com a AstraZeneca manifestaram incidentes graves de saúde. Pouco importa que a EMA diga que são casos raros e que de dentro do seu camuflado o vice-almirante jure que o risco é mil vezes menor que o risco de ficar doente. A suspensão da aplicação, Europa fora, umas vezes para todos, outras para maiores, outras para menores de 60 anos, numa estranha flutuação de critérios, e a decisão dos EUA de armazenar dezenas de milhões de doses, sem autorizar a sua utilização, tem um significado que não pode ser ignorado e choca com o que parece ser o discurso politicamente correcto: vacine-se já e entregue-se à fé, estatisticamente validada, de que o mal acontece aos outros.
3. Num reino onde o nepotismo domina a máquina do Estado, deputados declaram moradas falsas para receberem subsídios de residência e os processos aguardam julgamento até à prescrição, o que vos espantou na passada sexta-feira? Não tinha já sentenciado o monarca de Belém que “ é o direito que serve a política, e não a política que serve o direito”?
O que me vai valendo é que a memória não prescreve.

In “Público” de 14.4.21

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Projeto do novo Estado de Emergência

 

 

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O Ministério da educação mudou de política?

 

Tenho a minha vacinação agendada para domingo e recebi um computador com ligação à internet, que me permitiu deixar de ter interrupções durante as aulas síncronas, apesar de só ter acontecido na última semana de E&D. Com tantas benesses de um ministério que tem sido penalizador dos professores, o que pode explicar esta mudança de comportamento?

No caso das vacinas a explicação mais simples pode ter a ver com a existência de vacinas, mas se nos lembrarmos que este ministério já teve uma atitude negacionista do impacto da Covid nas escolas e só as fechou depois de muita pressão dos professores e da opinião pública, teremos de colocar pelo menos outras hipóteses. O que fez o ministério da educação promover testes de despistagem e tornar os professores prioritários na vacinação, no âmbito das funções essenciais do estado, como já foram os médicos, enfermeiros, assistentes da saúde, outros técnicos de saúde, bombeiros, polícias, etc? Ou há informação oculta sobre o Covid nas escolas ou está na hora do governo ser simpático porque se aproximam eleições municipais, importantes para um governo minoritário? Quando a esmola é muita o pobre desconfia…

Outro facto positivo foi o programa de apetrechamento dos professores em teletrabalho com computadores e internet, uma obrigação legal da entidade patronal para com os subordinados em teletrabalho. Podemos pois interpretar esta distribuição de computadores como o governo estando a cumprir a lei, ainda que tardiamente, depois de alguns professores terem promovido o apagão de protesto contra esta situação. Mas, como o ministério optou por nada dizer durante os protestos, aqui também temos de colocar outras hipóteses. Porquê a opção por ceder em regime de comodato computadores aos professores quando as escolas estão ainda mal equipadas? (Ainda agora mandei um mail à direção da minha escola a pedir para me garantirem uma sala de informática numa disciplina em que estou a dar um programa informático quando dia 19 regressarmos ao ensino presencial e não a terei em todos os tempos como já aconteceu no passado, colocando-me problemas do que fazer nas salas de aulas sem computadores que me permitam cumprir o programa?). Havia dinheiro para gastar dos fundos europeus e comprar computadores portáteis foi a solução mais exequível? Porquê gastar este dinheiro em computadores quando se podia acabar com as restrições administrativas nas subidas de escalão aos 5º e 7º, como pede uma petição? Outra hipótese, já colocada acima, é não podermos ignorar que se aproximam eleições municipais…

Concluindo, há aqui uma mudança de política, de aproximação a algumas reivindicações dos professores, como a vacinação destes, que aumenta a segurança nas escolas contra o Covid e o cumprimento de condições legais no que toca ao cumprimento das condições legais quanto ao teletrabalho. Esta mudança terá a ver com o calendário eleitoral, em que cede alguma coisa, sem resolver problemas de fundo, como escolas mal equipadas no parque informático ou tornar a carreira de professores atrativa?

Rui Ferreira

 

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Ministério da Educação lança «Prémio Gandhi de Educação para a Cidadania»

Ministério da Educação lança «Prémio Gandhi de Educação para a Cidadania»

O «Prémio Gandhi de Educação para a Cidadania» já chegou às escolas. Esta iniciativa do Ministério da Educação, destinada a alunos dos ensinos básico e secundário, visa reconhecer e distinguir agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, bem como estabelecimentos do ensino particular e cooperativo, que apresentem projetos de cidadania promotores do desenvolvimento de competências essenciais de formação cidadã, enquadrados na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) e no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
O tema do Prémio é definido anualmente, sempre em conformidade com os domínios da ENEC, sendo esta primeira edição dedicada ao «Bem-estar Animal».
Atendendo aos constrangimentos causados pela pandemia da Covid-19, as datas para submissão de candidaturas e votação online foram ajustadas, face ao que está fixado em regulamento. Assim, os alunos terão, este ano letivo, até ao final da última semana de maio para submeter candidaturas, e a votação online, aberta a toda a comunidade educativa, decorrerá na segunda semana de junho. Desse escrutínio resultarão os 50 projetos finalistas, que o júri avaliará, selecionando os 30 projetos vencedores, que serão anunciados publicamente a 2 de outubro, Dia Internacional da Não Violência.
Com o «Prémio Gandhi» pretende-se não apenas honrar Mahatma Gandhi como um dos grandes líderes pacifistas do Sec. XX, mas também dar a conhecer a visão humanista das suas ideias no combate à intolerância, à discriminação e ao autoritarismo, estimulando a participação ativa dos alunos e das escolas na construção de sociedades mais justas, solidárias, igualitárias e inclusivas

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Procedimento Concursal para contratação por tempo indeterminado para Assistentes Técnicos/Assistentes Operacionais – 02/2021: Nota Informativa

Procedimento Concursal para contratação por tempo indeterminado para Assistentes Técnicos/Assistentes Operacionais – 02/2021: Nota Informativa

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A vacinação deste fim de semana já está a ser marcada

 

 

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125 infetados entre o PD e PND

Covid-19 nas escolas: 125 casos em mais de 110 mil testes

 

Tutela reforça que “as escolas se têm afiançado como lugares seguros”.

 

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No Algarve, 13 surtos de Covid-19 e 42 turmas em isolamento

 

Escolas no Algarve têm 13 surtos de Covid-19 e 42 turmas em isolamento

O Algarve tem 13 surtos de covid-19 em creches, jardins de infância e escolas do 1.º ciclo , com 42 turmas em isolamento, num total de 101 pessoas envolvidas, entre alunos e funcionários, foi hoje divulgado.

Segundo a delegada de Saúde regional, comparativamente a períodos anteriores, há agora “uma maior incidência nas crianças”, havendo crianças infetadas que “conseguiram fazer mais de 20 casos secundários”, transmitindo o vírus dentro da própria sala de aula e às suas famílias.

“Notámos nesta fase, a partir de 15 de março, que havia um número maior de crianças positivas do que teria havido em situações anteriores. Imputamos este facto a uma possibilidade de o vírus ter [agora] maior apetência por grupos etários mais novos”, sublinhou Ana Cristina Guerreiro em conferência de imprensa, em Loulé.

No entanto, apesar do aumento do número de casos nas escolas, a responsável salientou que os locais de transmissão do novo coronavírus “continuam a ser, na maior parte das vezes, dentro das casas”, havendo famílias “inteirinhas” infetadas, em parte porque se “perdeu o medo” da doença.

 

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Concordam com a proposta do BE?

Bloco de Esquerda quer ano letivo no 1.º dia útil de setembro

O BE defendeu hoje programas de férias desportivo-culturais, um “investimento robusto” num plano de recuperação de aprendizagens e desenvolvimento das crianças em idade escolar e o início do ano letivo no primeiro dia útil de setembro.

 

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Sindicatos convocados para reunião com o ME

Reunião com o ME – 16 abril (15h00)

Os sindicatos foram convocados para uma reunião com o Ministério da Educação, a realizar-se no dia 16 de abril de 2021, às 15h00.

Esta reunião tem os seguintes pontos de agenda:

▪️Negociação coletiva do despacho que procede à adequação dos prazos do ciclo avaliativo dos docentes, nos termos do n.º 4 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 10-B/2021, de 4 de fevereiro .

▪️Consulta quanto às seguintes matérias:
▫️Recuperação das aprendizagens;
▫️Formação inicial de pessoal docente.

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Os professores vão receber a vacina da Pfizer

 

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Sobre a a resposta do pedido de informação do ME…

 

– ME, o que dizes sobre a Petição “Pelo fim das Vagas no Acesso ao 5.º e 7.º Escalão”?

– Os “bugalhos” estão ótimos. Saborosos, até…

 

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Os medos que por aí andam…

Todos sabem qual é a minha posição sobre a vacinação. Todos saberão que já fiz a primeira toma da vacina que dava pelo nome de AstraZeneca. O que poderão não saber, é que toda esta polémica me parece muito mais do que nos é transmitido…

Ficam alguns números.

Algumas estatísticas muito interessantes:
• há apenas 0,0004% de hipóteses de alguém desenvolver um coágulo sanguíneo após receber a vacina da Astrazeneca
• sete vezes mais probabilidades de acertar nos números vencedores da Loteria Nacional do que desenvolver um coágulo sanguíneo após a vacina
• 100 vezes mais chances de encontrar um trevo de quatro folhas
• aproximadamente as mesmas hipóteses de ser atingido por um raio
• As chances de morrer de um acidente de carro são 2.899 maiores
• as mulheres têm quase 15.000 vezes mais probabilidade de dar à luz gêmeos ou 223 vezes mais probabilidade de ter trigêmeos.
• uma pessoa normal tem quase 15 vezes mais probabilidade de morrer após ser picada por uma abelha.

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Um Aviso ao pessoal da EPE e 1.º Ciclo

Tenham cuidados redobrados…

 

Expresso | Covid-19. Crianças entre os 5 e os 9 anos são o grupo com maior incidência de novos casos

Número de infeções é baixo, mas nunca este grupo tinha superado os outros. Regresso às escolas dos mais novos e vacinação dos mais velhos ajudam a explicar a inversão da distribuição de novos contágios

s especialistas já tinham alertado para o recente aumento do número de casos entre os mais novos, mas agora as crianças entre os 5 e os 9 anos já são mesmo o grupo etário com a incidência de covid mais elevada. Segundo a análise do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), com base nos dados da Direção-Geral da Saúde, este grupo ultrapassou aqueles onde “habitualmente a incidência era mais elevada, nomeadamente dos 20 aos 24 e dos mais de 85”, como refere ao Expresso Baltazar Nunes, responsável pela Unidade de Investigação Epidemiológica do INSA.

Até agora, as crianças com menos de 10 anos eram um dos grupos mais protegidos da infeção, mantendo sempre incidência mais baixa do que as restantes faixas da população. Os jovens entre os 20 e os 29 anos foram ao longo do último ano e durante muito tempo o grupo mais afetado. Já em janeiro deste ano, os idosos acima dos 80 anos superaram claramente todos os restantes grupos, refletindo-se essa incidência num aumento muito significativo da mortalidade.

 

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A justiça, ou a falta dela…

A justiça, ou a falta dela, pode matar uma ditadura, ou uma qualquer democracia. O pilar de um povo pode ruir em qualquer estado se não for bem alicerçado. Neste pais os alicerces são de barro e qualquer tremor os faz ruir. Sempre assim foi. Perdeu-se mais uma oportunidade para construir uma nação com futuro.

 

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A saga da vacina AstraZeneca: o que hoje é, amanhã pode já não ser…  

 

Nas últimas semanas, a vacina da AstraZeneca tornou-se alvo de muitas suspeitas, de muitas polémicas e de muitas incertezas, sobretudo decorrentes dos seus possíveis efeitos secundários… Todas essas dúvidas e reservas foram consubstanciadas pela suspensão da respectiva administração por grande parte dos países europeus, há pouco tempo atrás…

 E depois de muitos “ziguezagues” a nível europeu, parece que a maior parte dos países do Velho Continente chegou à conclusão de que essa vacina poderia ser administrada a maiores de 60 anos de idade, mas que não seria aconselhável em idades inferiores a essa…

 Neste momento, parece que ninguém arrisca afirmar, com plena certeza e convicção, que os efeitos secundários dessa vacina, reportados por vários países, não são impeditivos da sua toma, ou se, pelo contrário, devem impedir tomá-la, pela sua insegurança…

 As muitas notícias que vão chegando diariamente são contraditórias entre si e não têm permitido esclarecer cabalmente se é ou não seguro tomar tal vacina… A comunidade científica parece estar dividida quanto à prescrição incondicional da respectiva toma e a inexistência de unanimidade quanto à gravidade de possíveis efeitos colaterais parece evidente…

 Face a tantas incertezas científicas e a tantas contradições, o bom senso e a prudência aconselhariam a adiar, por mais algum tempo e até serem recolhidas suficientes evidências sobre o problema, a administração dessa vacina e/ou, em alternativa, administrar outra que não suscitasse tanta celeuma e que não gerasse tantos receios…

 Contrariamente à perspectiva da prudência, numa primeira abordagem ao problema, no nosso país enveredou-se pela via da chantagem, dirigida aos cidadãos que trabalham em contexto escolar, sob a forma “suave” de aviso: a lembrar as odiosas Listas Negras ou a Caça às Bruxas de outros tempos, os que optassem por não tomar a referida vacina, passariam para o fim de uma hipotética lista, conforme foi veiculado por alguns meios de comunicação social (Notícia do Jornal Público em 19 de março de 2021, citando o Coordenador da task force)…  

Por outras palavras, enveredou-se pelo pior caminho: em vez de se terem apresentado argumentos e dados objectivos que inequivocamente esclarecessem os cidadãos sobre os efeitos secundários da vacina ou, em alternativa, se ter assumido o desconhecimento face a tais efeitos, deixou-se implícito que, aqueles que não aceitassem a respectiva toma, sofreriam consequências punitivas, uma espécie de “castigo”, por terem ousado colocar em causa a escolha de tal vacina por parte das Entidades de Saúde/Governo…

 O recurso à chantagem é sempre, absolutamente, inaceitável, sob todos os pontos de vista… Nunca há liberdade de escolha quando se é alvo de chantagem. Quando muito, tenta-se mascarar a imposição…

 Dessa forma, não se dissiparam nem se esclareceram quaisquer dúvidas. Apenas se contribuiu para a contestação e para a oposição à toma da vacina por parte de alguns, reacção natural de alguém quando se vê confrontado com uma (mal disfarçada) obrigatoriedade sem fundamentos convincentes, patente neste tipo de afirmação: ” a toma da vacina da AstraZeneca não é obrigatória, mas…”. E o problema reside quase sempre no “mas”…

 E a principal questão suscitada por este problema não reside propriamente no facto de os cidadãos não poderem escolher a vacina que pretendem tomar… A questão fundamental é verem-se obrigados a aceitar a toma de uma vacina insuficientemente estudada, cujos verdadeiros efeitos secundários ainda não se conhecem… E os que se conhecem levantam a hipótese de existir uma correlação positiva entre a toma e o aparecimento de alguns sintomas graves e preocupantes…

Se assim não fosse, que motivos existiriam para que o Governo, de um dia para o outro, tivesse agora decidido desaconselhar a toma da vacina AstraZeneca a menores de 60 anos?

 Já se percebeu que em Portugal não há efectivamente uma estratégia fiável e confiável quanto à administração de vacinas: vai-se “navegando com terra à vista”, a reboque de “ventos inconstantes” e conforme “as marés”…

A ilustrar tal “desnorte”, o Governo mandou tomar a 1ª dose da vacina AstraZeneca aos docentes do Ensino Pré-Escolar e do 1º Ciclo em 27 e 28 de março, mas onze dias depois, ou seja em 8 de abril, suspendeu o plano de vacinação anteriormente previsto para os restantes níveis de ensino e comunicou que, afinal, tal vacina passaria a ser administrada apenas a maiores de 60 anos… Num curto espaço de tempo, 11 dias apenas, tudo mudou: as certezas anteriores parecem ter-se esvanecido e a confiança irrevogável na vacina também…

 Os sábios da DGS, nas palavras da respectiva Directora-Geral , esperam, no entanto, e apesar de tudo o anterior, que tomemos a vacina da AstraZeneca sem qualquer tipo de contestação ou de reserva; que depositemos uma fé inabalável em entidades de saúde que, no último ano, se contradisseram várias vezes e de forma quase anedótica e patética; e que, depois de a tomarmos, aguardemos serenamente, mas muito vigilantes, por possíveis sintomas adversos provocados pela mesma…

E se, porventura, acontecer o pior a alguém, também não será dramático porque um bem maior se sobrepõe sempre a algumas perdas menores…

 Todas as vacinas comportam riscos, mas, no caso presente, parece que algumas mais do que outras… E sem querer entrar em campanhas alarmistas ou enveredar por infundadas “teorias da conspiração”, não pode deixar de se questionar a fiabilidade da vacina da AstraZeneca, à luz dos dados conhecidos até agora… Não parece plausível que tantos países europeus se mostrem tão cautelosos em relação à vacina AstraZeneca, se efectivamente não encontrassem justificações para adoptar essa conduta…

 Ainda assim, a toma ou não desta vacina deve ser um acto de decisão individual, a avaliar por cada um, de acordo com as informações que cada um considere pertinentes e atendíveis…

  

(Matilde)

 

 

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300 em isolamento no Algarve

Surto em duas escolas de Faro deixa mais de 300 pessoas em isolamento

Um surto de covid-19 em duas escolas básicas do concelho de Faro obrigou ao encerramento dos estabelecimentos, que têm no total 300 alunos. Existem “vários agregados familiares com todos os elementos positivos”.

Tal como o JN noticiou, as aulas presenciais foram suspensas em duas escolas da freguesia do Montenegro, em Faro, mais concretamente na EB1 e EB1/J1.

 

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Regressar à escola pelos próprios pés…

 

Durante todos estes anos já li e ouvi acusações fundadas e infundadas de todos os tipos e feitios. Já pouca coisa me surpreende, mas é sempre bom quando sou surpreendido pela positiva.

Vi muitos professores fugirem da profissão com a intenção de nunca mais voltar. É destacamentos, comissões de serviço, equipas de trabalho disto e daquilo, concursos para cargos políticos e pseudopolíticos, candidaturas a autarquias e AR e outras quantas formas de fuga para o infinito.

De vez em quando, raros são, voltam um ou outro à escola pelos próprios pés. É de valor quando isso acontece por iniciativa própria e não por falta de alternativas…

A equipa do Blog DeAr Lindo deseja-te um bom regresso à atividade letiva.

 

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Que solução para quem tomou a 1-ª dose da AstraZeneca?

 

Em França, vacina de ARN-mensageiro deverá ser usada após primeira dose da AstraZeneca

A mais alta autoridade de saúde de França deverá anunciar esta sexta-feira que as pessoas com menos de 55 anos que já receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca deverão receber uma segunda dose de uma vacina de ARN-mensageiro (como a da Pfizer e da Moderna), avança a Reuters citando duas fontes ligadas ao processo. Estas duas vacinas foram aprovadas e podem ser usadas no país.

A Alta Autoridade de Saúde (HAS, no acrónimo francês) – responsável pela gestão em França das vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos – já tinha avaliado esta possibilidade após os relatos de complicações raras após a toma da vacina da AstraZeneca e deverá avançar com esta posição.

 

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Os positivos que eram negativos em Oliveira do Hospital…

Mais não digo…

 

Os sete casos de professores da escola de O. Hospital afinal deram negativo nos testes PCR Covid-19

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E durante a madrugada


COVID19: A vacinacao da comunidade escolar e respostas sociais foi adiada uma semana. Aguarde contacto do SNS para reagendamento.

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Plano de vacinação para as escolas – Carlos Santos

[As minhas melhores faculdades mentais devem ter ficado congeladas juntamente com o tempo de serviço que me é devido, pois era capaz de jurar que ainda ontem acabei o raio das 29 reuniões e de redigir uma ata de 73 páginas anexadas por 194 documentos e – vejam só – acordo e estou outra vez em aulas… pior, parece que por ali, de alguma forma, todos tiveram o mesmo pesadelo que eu e vagueiam moribundos!]

– Estes professores estão sempre a lamentar-se que não têm trabalho, que estão desempregados, com saudades de regressar à escola e, agora que vos estamos a dar quase meio ano de trabalho letivo na escola sem interrupções, já se estão a queixar que não vão aguentar!
[O que querem? Somos um grupo de adultos, pelos vistos a maioria de nós suficientemente instruídos e inteligentes para aceitar um emprego muito mal pago e sem benefícios, com cada vez mais horas de trabalho inútil e burocrático, repleto de insegurança, itinerância e com uma aposentação esvaziada do dinheiro que descontámos durante toda uma vida!].
– Temos valorizado muito os nossos professores! Prova disso é que vos iremos vacinar contra o Covid… com algumas exceções.
Os professores que não irão tomar a vacina são… o grupo maioritário nas escolas – aqueles com menos de trinta anos…
[Esperem lá! Não é esse o grupo que há anos não comparece nas escolas? Tem-se baldado ou alguém se tem esquecido deles?!]
– Também serão excluídos os professores que maldizem do nosso estimável Ministro da Educação… nem todos, não fiquem nervosos! Só aqueles que falam mal dele diariamente…
[Será que estão mesmo interessados em vacinar os vossos prezados professores?]
– Bem, é melhor excluir este critério senão, aparentemente, sobrarão vacinas… e isso não convém. Bom, adiante…
Vamos administrar-vos já a vacina por estarmos imensamente preocupados em vos imunizar.
[Não será essa repentina pressa, por remota hipótese, devido a rumores que a posicionam como a mais barata, a qual querem despachar devido às crescentes dúvidas sobre a sua qualidade?]
– Longe de nós querermos poupar dinheiro com os professores! Sois velhos, estais a chegar à aposentação, tendes montes de doenças e nós temos imensa vontade de vos darmos uma vacina para poderdes viver o suficiente para usufruir da reforma pela longa carreira de trabalho em prol da nação.
[Se é assim tão boa, qual o motivo de não nos deixarem escolher qual das vacinas preferimos tomar?].
– Nesse caso, quem não apreciar o nosso gesto altruísta, fica para o fim da lista de vacinação.
[Mas se há suspeitas de que a vacina possa ter antecipado a ida de algumas pessoas para junto da glória do Senhor e alguns países a terem reservado só para certos níveis etários, não seria melhor aguardar?]
– Raio dos professores, sempre a pensarem só neles próprios… nem morrer querem, só para não darem a ganhar às agências funerárias! Se se tivessem dado ao trabalho de ler as letras miudinhas, teriam visto que estava lá escrito que não temos nenhum interesse em que os professores morram… pelo menos por agora… exceto se for em agosto ou tiverem acabado de receber a autorização para irem para a reforma! Até lá, cumpram o vosso dever de tomar a vacina para termos quem tome conta… queria dizer, que eduque e ensine as nossas criancinhas.
[Comovente, sem dúvida, esta repentina preocupação com a propagação do vírus num local que sempre asseguraram ser de baixa transmissibilidade!]
– Não reclamem! Se a tomarem agora, ficarão purificados! Receberão gratuitamente uma ultraluxuosa, prestigiada, de alta qualidade, glamurosa, intensamente testada dose de dor de cabeça com uma porção de febre, dores musculares, mas depois usufruirão de umas excursões até à casa de banho, mais conhecida entre os mortais como uma relaxante diarreia, num revitalizante efeito detox.
[Sim, sem dúvida, excrementos é a vossa especialidade. Agora a expressão “estarem-se a cag@r para os professores” ganha outro sentido!…]
– Se não ficarem satisfeitos, ficam desde já a saber que não aceitamos devoluções nem desculpas, pois no dia seguinte queremos-vos sorridentes na escola a tomar conta dos miúdos, porque uma caganeira e uma febrezita não são desculpa para não irem trabalhar e deixarem os pais presos em casa a tomar conta dos filhos, as empresas paralisadas e o país a ir à falência!
[Colegas, tenho de vos dizer, realmente quando o objeto em causa se trata de porcaria, o Ministério da Educação está altamente qualificado para falar sobre o assunto. Acho que, a partir de hoje, vou deixar de ir à casa de banho com medo de ser recrutado para esta equipa ministerial.]
– Lamento desapontá-lo, mas isso é uma inverdade, pois o tema sobre o qual o ministro está altamente qualificado, não é excrementos, mas desporto, onde faz questão de estar presente sempre que não pode comparecer nas escolas. Mas preocupamo-nos supinamente com a qualidade de vida dos nossos prezados professores.
[Ó, como me impressiona que estejam sempre tão interessados com a saúde e condições de trabalho dos professores e no bem-estar emocional das suas famílias. Como me sensibiliza saber que vos rouba o sono saber que os professores trabalham cada vez mais, com burocracia inútil que os leva à exaustão; que tenham cada vez menos autoridade e sejam vítimas de violência física e verbal, fruto das vossas campanhas de difamação; que se preocupam com o facto de que todos os anos milhares de professores tenham de deixar os filhos longe a crescerem à distância para poderem cumprir a sua mui nobre função missionária de difundir o evangelho educacional; que vos comove que, tal como um burro atrás de uma cenoura, trabalhemos cada vez mais anos até termos conseguido colecionar o inventário completo de doenças inscritas nas bulas farmacêuticas, incluindo a demência para podermos esquecer que temos todas aquelas doenças e nem sequer nos lembrarmos que um dia (quiçá) venhamos a ter direito a uma reforma! Pois, caros colegas, vou dar-vos uma novidade: peguem nessa literatura de cordel e usem-na numa daquelas romarias à casa de banho depois de terdes tomado a vacina.]
– Lá estão vocês outra vez a querer lixar a economia! Se puséssemos todos os professores a trabalhar perto de suas casas e das suas famílias, quem alimentaria o mercado de arrendamento?… e das gasolineiras?… e das oficinas?… e das concessionárias das autoestradas?… e dos concessionários de automóveis?… e das empresas de transporte?… e quem dava trabalho a tantos psiquiatras?! Os professores, esse bando de egoístas privilegiados sempre a queixarem-se só porque têm de andar umas décadazitas de terra em terra a fazer turismo por esse país fora à pala do erário público, ou andarem diariamente no passeio pelas belas estradas deste nosso maravilhoso Portugal, ou a ocuparem o demasiado tempo que têm livre a educar e a tomar conta dos miúdos, só porque a maioria dos pais não têm habilitações suficientes para o fazer?! Sois uns ingratos!
Dão-vos as vacinas antes dos outros e ainda se queixam!
[Perdoem-me por ser um simples mortal que não tem uma certificação superior em medicina, em farmacêutica ou em ciências políticas. Desculpem ter tomado tanto do vosso tempo. Por favor, continuem com o maravilhoso plano de saúde e segurança que amavelmente nos reservaram.]
– Os benefícios da vacina para a coletividade superam em muito alguns poucos casos imprevistos que possam vir a surgir…
[…e que se danem os danos colaterais? Vocês acreditam que, de uma ou de outra forma, não fará grande diferença, porque mais dia menos dia as pessoas lá teriam na mesma de morrer, não é verdade?]
– Informamos que após a toma da vacina, no caso de sentirem algum mal-estar permanente deverão consultar um médico…
[A sério!? Não deveríamos antes consultar uma cartomante ou um canalizador? Não fosse esse sábio conselho e acho que nunca ninguém se iria lembrar disso! Eu até estava desejoso de tomar a vacina, mas lamento desapontar a vossa piedade cristã, pois tenho a sanita entupida. Além disso, só para eu ficar esclarecido. Essa vacina, cura-nos do burnout, do desrespeito profissional, da precariedade e da injustiça do congelamento de carreiras? Ou só cura os pais do pesadelo de terem os filhos de volta a casa e as empresas de não puderem aumentar os lucros?]
– Vocês não são capazes de ver o copo meio-cheio…?
[Qual copo? Aos anos que tenho ouvido falar desse tal copo, mas nunca o vi, quanto mais a água!]
– Será que gostas de ser professor? Gostas de crianças?
[Do ponto de vista empírico, pode-se dizer que sim. Sempre que vou trabalhar tenho-as visto… têm andado por ali, um pouco por todo o lado. Quando era miúdo e ia para a escola, brincava com elas e dávamo-nos muito bem… mas, estranhamente, embora há quase cinquenta anos que continue a ir para a escola, há uns anos para cá, não sei porquê, essa fraternidade dissipou-se…]
– Já vimos que o problema não é a vacina, são os políticos…
[Não sou esquisito, mas de gosto seletivo, devo confessar. Só não gosto de alguns estadistas, sobretudo daqueles que falam do que não sabem, especialmente os que estão ligados à minha profissão. Mas confidencio-vos uma coisa que não vos tenho dito. No fundo, eu até gosto de políticos… na verdade, adoro-os, mas só quando estão calados, pois assim que abrem a boca até consigo aguentar bastante tempo, até quase ao fim da primeira frase. Não por culpa deles, apenas porque fui clinicamente diagnosticado com uma doença incurável – baixa capacidade de tolerância… a gente inútil e conversa malcheirosa.]

Boa vacinação para todos
Nota: só não tomo a vacina, porque não me deixam.
[Carlos Santos]

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Em16 mil testes realizados nas escolas só 0,1% com resultado positivo

 

Sobre as escolas, a ministra Vieira da Silva diz que está a ser feito um “rastreio associado ao início de atividade” e que foram alteradas as regras de testes. A partir de hoje, além dos contactos de riscos, irão ser testados “muitos mais contactos” relacionados com os alunos infetados, o que fará com que “sejam encontrados mais casos”. Contudo, realça que, dos 16 mil testes realizados nos estabelecimentos de ensino, apenas 0,1% tiveram resultado positivo.

 

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Vacinação de Professores e Pessoal Não Docente adiada para 17 e 18 de abril

 

Vacina da AstraZeneca suspensa.

Segundo declarações do responsável da Task Force da vacinação em Portugal, vice-almirante Gouveia de Melo,  a vacinação do pessoal docente e não docente que iria acontecer no fim de semana de 10 e 11 de abril será adiada para o fim de semana seguinte.

O mesmo responsável também afirmou que esta população será vacinada com  a vacina mais apropriada à idade de cada um.

DGS vai “encontrar uma solução” para quem já tomou a 1.º dose e tem menos de 60 anos.

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A possível origem da 4.ª vaga

Todos os cuidados serão poucos.

O Público noticiou, hoje, que nas duas semanas de aulas em que apenas a EPE e o 1.º Ciclo estiveram em funcionamento, aconteceram 47 surtos em escolas desses níveis de educação/ensino. Esta semana o 2.º e 3.º ciclos regressaram às escolas. Temos, neste momento, mais de dois terços dos estudantes nas escolas e, em princípio, dia 19 regressarão os alunos do secundário. A escola passará a estar em pleno funcionamento.

Os cuidados não estão a ser descurados nas escolas, mas todos os cuidados são poucos. A ameaça do agravamento da situação pandémica está sobre as nossas cabeças e o primeiro ministro já admitiu que as escolas são locais de preocupação, logo, deixaram de ser os tais lugares seguros.

Regresso dos alunos do secundário às aulas presenciais pode dar origem a quarta vaga da pandemia

O regresso dos alunos do secundário às aulas presenciais pode dar origem a uma quarta vaga da pandemia em Portugal. O alerta está num estudo de investigadores portugueses e holandeses. O regresso destes alunos às aulas presenciais está previsto para 19 de Abril.

 

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50 positivos em EB/JI de Póvoa de Santa Iria

Um surto na Escola Básica e Jardim Infantil do Casal da Serra obrigou ao encerramento do estabelecimento de ensino. Depois de surgirem vários casos na semana passada, na segunda-feira foi feita uma testagem na escola e dada ordem para encerrar. Há 50 casos positivos entre adultos e crianças.

 

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O papel dos Assistentes Sociais no Sistema Educativo

O Agrupamento de Escolas Miguel Torga de Sabrosa e a AIDSS realizaram congresso online com o objetivo de refletir e debater o papel dos Assistentes Sociais Escolares: O evento decorreu no dia 30 de março e contou com a presença regular de mais de 260 participantes.
O Congresso promovido pela AIDSS- Associação de Investigação e Debate em Serviço Social e pelo Agrupamento de Escolas Miguel Torga de Sabrosa permitiu uma reflexão exaustiva sobre a relevância do papel dos Assistentes Sociais no Sistema Educativo.
O Dec. Lei nº190/1991 criou os serviços de psicologia e orientação (SPO), onde o profissional de serviço social integra as equipas técnicas, mas esta legislação encontra-se completamente desadequada à realidade dos Agrupamentos de Escolas.
Atualmente as Assistentes Sociais que exercem funções em meio escolar, encontram-se em situação de precariedade de trabalho, trabalhando em agrupamentos de escolas que integram territórios educativos de intervenção prioritária (TEIP), zonas económica e socialmente desfavorecidas, marcadas pela pobreza e exclusão social, violência e indisciplina, com elevadas taxas de abandono e insucesso escolar.
A intervenção dos profissionais de serviço social evidenciou-se, recentemente, em meio escolar, trazendo um olhar diferente, atento aos pormenores, não só identificando as fragilidades, mas percecionando o apoio que cada um necessita, as potencialidades que têm ou que podem desenvolver para serem atores interventivos da sua própria história.
A escola tem a responsabilidade de intervir em primeira linha, encontrando soluções para as situações referenciadas, devendo apenas sinalizar casos para outras entidades de intervenção em infância e juventude, após esgotar todos os seus recursos.
O aluno é o centro do sistema educativo, sendo importante respeitar a sua pessoa, o seu EU, sem esquecer que somos seres iminentemente sociais, que nos integramos num espaço, quer na família, quer na escola, que interagimos uns com os outros e que precisamos criar laços afetivos.
O empoderamento das famílias e dos alunos, para definir o rumo do seu processo de aprendizagem fará a diferença, tornando as escolas num verdadeiro espaço de inclusão, onde é fundamental transformar a obrigação de estar na escola, pela vontade de estar na escola.
O serviço social tem um papel primordial na equipa de profissionais especializados, promovendo um trabalho em equipa multidisciplinar, criando sinergias positivas, focando-se essencialmente na descoberta de soluções, assumindo um comprometimento transformacional com toda a comunidade escolar.
No âmbito do Programa Nacional Promoção do Sucesso Educativo (PNPSE), a implementação do plano de desenvolvimento pessoal, social e comunitário em contexto de pandemia, constituiu-se como uma nova oportunidade de afirmação do serviço social em meio escolar.
É importante garantir a estabilidade das equipas técnicas, de forma a permitir uma avaliação sistémica das famílias a longo prazo, considerando os contextos onde se inserem, o que não se coaduna com a prática de contratação anual dos profissionais de Serviço Social.
A defesa e garantia dos direitos da profissão é imprescindível, quer através das organizações sindicais, quer através da Ordem dos Assistentes Sociais, processo que ansiosamente aguardamos pela sua conclusão!

Margarida Messias (Assistente Social e Relatora do congresso)

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Duas semanas = 47 surtos = metade dos alunos

Escolas registaram 47 surtos em duas semanas e só com metade dos alunos em aulas

Número representa mais de metade dos surtos contabilizados a 18 Janeiro, pouco antes dos estabelecimentos de ensino encerrarem, e quando todos os níveis de escolaridade estavam a funcionar presencialmente.

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Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital suspende aulas após testes positivos à COVID-19

Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital suspende aulas após testes positivos à COVID-19

O Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital vai suspender as aulas de amanhã depois dos testes de ontem à COVID-19 terem revelado alguns casos positivos (seis professores e umauxiliar). Os encarregados de educação, ao que o CBS apurou, foram hoje surpreendidos por um mail no qual lhes é dado conta que amanhã os alunos devem permanecer amanhã em casa e aguardar um novo contacto. Os alunos, recorde-se, regressaram às aulas na segunda-feira, mas os testes apenas foram realizados ontem.

A missiva revela que “na sequência das testagens ao COVID-19 que decorreram no dia 6 de Abril no Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital foram detetados alguns casos positivos que obrigam à tomada de medidas de contenção”. O documento explica também que amanhã, e como medida de prevenção, os alunos devem permanecer em casa e aguardar o contacto das autoridades de saúde.

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MADEIRA APROVA VINCULAÇÃO AUTOMÁTICA

MADEIRA APROVA VINCULAÇÃO AUTOMÁTICA DE DOCENTES CONTRATADOS COM CINCO ANOS DE SERVIÇO

A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) aprovou hoje por unanimidade uma proposta do Governo Regional que permite a vinculação extraordinária de dezenas de professores contratados que lecionam na região há cinco anos consecutivos ou há 10 intercalados.

A proposta foi hoje apresentada, discutida na generalidade e aprovada, por unanimidade, no plenário da ALM.

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CHEGOU A HORA DE FORMAR MAIS DOCENTES

CHEGOU A HORA DE FORMAR MAIS DOCENTES

Os professores que resistem e recusam perder a sua profissionalidade, aqueles que estão presentes e aceitam os novos desafios, são muitas vezes olhados como heróis sociais pelo modo como enfrentam o embate das mudanças, das pressões e das críticas injustas, por vezes acumuladas por mais de uma geração.
Porém, o acumular dessas pressões, a que por vezes se juntam períodos profissionais menos estimulantes, conduzem a que muitos docentes se confrontem com crises da sua profissionalidade, com impacto profundamente negativo no modo de agir dentro da escola. Uma boa parte das crises de profissionalidade surgem também quando há crises de identidade.
Essas crises de identidade podem surgir quando os professores são chamados a abandonar o que sabiam fazer bem, para se dedicarem a outras tarefas em que não acreditam ou para as quais se sentem mal preparados, já que tecnicamente as dominam mal. Ou seja, quando substituem o seu saber-fazer por um saber-mais-ou-menos.
Outras vezes essas crises revelam-se quando se alargam os horizontes espaciais de actuação do docente. A geografia de actuação dos docentes foi profundamente alterada nas últimas décadas, sem que isso tenha revertido numa significativa alteração dos processos de formação de professores. A quase totalidade dos docentes foram (e ainda continuam a ser) “treinados” para agir exclusivamente dentro da sala de aula. As competências profissionais que lhes são exigidas estão confinadas a saberes e procedimentos que apenas fazem sentido em situação de classe. Os formadores de professores dedicam mais de noventa por cento das suas actividades de supervisão para recolher dados de avaliação através da observação de aulas. O (futuro) professor pode claudicar à porta da sala de aula. Será impensável que o faça dentro dela.
Esta história e estas memórias da formação fazem com que muitos dos professores portugueses prefiram o trabalho individual (isolado) ao trabalho colectivo, que entendam que a sua sala de aula é um local sagrado inexpugnável e que o seu trabalho profissional se esgota com o fechar da porta dessa sala.
Muitos de nós fomos e somos apenas preparados para agir em situação de classe, pouco na escola, raramente na aldeia digital e na comunidade parental. Aí, começam as fobias, os preconceitos, as reservas e os desencantos. Aí, os discursos começam sempre a ser menos pedagógicos e mais defensivos de uma neutra profissionalidade que nem sempre sabemos definir ou, por ausência de outro modelo, definimos com base na tradição e no pior do discurso oral.
O alargamento das tarefas e funções dos docentes obrigam-no a intervir numa nova geografia pedagógica, obrigam-no a caminhar em terrenos e a traçar percursos em que ele nem sempre se sente profissionalmente confortável. Obriga-se a que o professor também seja tutor e educador, quando ele, de facto, apenas foi treinado para instruir, em contacto directo com os seus alunos, sem intermediários “internéticos” que propiciem a aprendizagem à distância.
Para se projetar no futuro, o país necessita de formar muitos e bons docentes. Chamar para a profissão os melhores e os mais capazes e proceder a uma verdadeira formação permanente dos docentes em exercício de funções.
A maioria dos professores que hoje se encontram no sistema estarão aposentados daqui a dez anos. E os seus substitutos ainda nem começaram a ser formados…
As instituições formadoras de docentes, designadamente as Escolas Superiores de Educação terão, naturalmente, um aumento significativo da procura, com o acolhimento de muitos candidatos a professor. E têm uma excelente experiência acumulada para prestarem esse serviço à comunidade. Medíocre é a vontade de as extinguir, ou de as descaracterizar

João Ruivo in ensino.eu

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Lei 16/2021 – Medidas de apoio no âmbito da suspensão das ativida-des letivas e não letivas presenciais

A presente lei procede à segunda alteração, por apreciação parlamentar, ao Decreto-Lei n.º 8-B/2021, de 22 de janeiro, que estabelece um conjunto de medidas de apoio no âmbito da suspensão das atividades letivas e não letivas presenciais, alterado pelo Decreto-Lei n.º 14-B/2021, de 22 de fevereiro.

Lei nº 16/2021 – Medidas de apoio no âmbito da suspensão das ativida-des letivas e não letivas presenciais

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(sem título)

A falta de professores pode colocar em crise o atual sistema educativo

Os alertas vêm de vários lados. Dos 89 925 professores que a 1 de setembro de 2019 tinham 45 anos ou mais, 51 983, que representam 57,8%, podem aposentar-se num prazo de 11 anos, ou seja, até 2030. A previsão anual de aposentações indica um crescimento progressivo de aposentações até 2028: 17 830 nos primeiros cinco anos, 24 343 nos cinco anos seguintes, 9810 entre 2029 e 2030. Estes números estão no relatório “Regime de seleção e recrutamento do pessoal docente da Educação Pré-Escolar e Ensinos Básico e Secundário” do Conselho Nacional de Educação (CNE). E dão que pensar.

A previsão anual de aposentações por grupo de recrutamento evidencia a possibilidade de a maioria perder mais de 50% dos docentes no prazo de 11 anos. O impacto não é igual em todas as áreas. Estima-se que os grupos de recrutamento mais afetados até 2030 sejam a Educação Pré-Escolar (73%), Português e Estudos Sociais/História (80%), Português e Francês (67%), Matemática e Ciências Naturais (62%). No 3.º Ciclo e Ensino Secundário, destacam-se os de Educação Tecnológica (96%), Economia e Contabilidade (86%), Filosofia (71%), História (68%) e Geografia (66%). Como será o futuro?

Há cerca de 10 anos, falava-se no excedente de professores. Agora comenta-se precisamente o inverso. Segundo cálculos da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), entre 12 a 15 mil professores abandonaram a profissão na última década. A situação é complexa, mais do que parece à primeira vista. Para José Eduardo Lemos, presidente do Conselho das Escolas (CE), a falta de professores é um assunto que deve preocupar a sociedade e o Ministério da Educação. “Trata-se, penso eu, do maior problema a enfrentar pelas escolas no curto e médio prazo. Sem bons professores, não há boa educação, sem professores menos ainda”, refere ao EDUCARE.PT. E vai mais longe. “A falta de professores pode colocar em crise o atual sistema educativo”.

A falta de professores é um problema estrutural que exige políticas de fundo, segundo o presidente do CE que fala em medidas em torno de dois eixos, ou seja, do envelhecimento do corpo docente e da escassez de professores. “Por um lado, são necessárias políticas que reforcem a segurança dos professores no exercício da profissão, que valorizem social e economicamente a carreira docente, de forma a que os professores se mantenham ativos e empenhados até à aposentação, mesmo que tal implique maior exigência profissional e maior responsabilidade individual no exercício da profissão”.

Por outro lado, defende, “são necessárias políticas de fundo que tornem a carreira docente mais atrativa aos jovens, como por exemplo melhores remunerações no início da carreira e melhores condições materiais para o exercício da profissão (alojamento, apoios nas deslocações, maior segurança no exercício profissional), mesmo que tal implique, necessariamente, maior exigência para se aceder à profissão”.

Se nada for feito, a Educação, um dos maiores pilares do desenvolvimento de um país, vai sofrer. “A Educação ficará sempre comprometida se os professores não forem devidamente qualificados e não poderemos falar de Educação se, pura e simplesmente, não houver professores para todos os alunos em todo o território nacional”, sublinha José Eduardo Lemos.

A qualidade da preparação, a formação em exercício

O cenário é complexo. Neste momento, grande parte do corpo docente tem 50 ou mais anos, apenas 1,1% dos professores têm menos de 35. Além disso, os mestrados em ensino, que formam docentes para lecionarem no 3.º Ciclo e Ensino Secundário, têm cada vez menos candidatos, e há até cursos que fecharam por falta de alunos. Há, portanto, problemas na oferta e procura de professores.

A escassez de professores e o envelhecimento da população docente são dois dos maiores desafios do sistema de ensino. A falta de professores em algumas disciplinas tem sido, aliás, mencionada como um dos problemas mais comuns em mais de metade dos sistemas educativos europeus. O CNE tem estado atento a essas questões e tem lançado vários alertas. “A falta/escassez, assim como o excedente de professores, torna evidente uma distribuição desigual de docentes entre disciplinas e áreas geográficas, colocando-se a questão da utilização eficaz dos recursos”, refere no relatório.

Nuno Crato, ex-ministro da Educação, numa conferência online promovida pela Federação Nacional da Educação (FNE), abordou o assunto. “A formação de professores é o problema mais grave na primeira metade do século XXI, metade dos professores no ativo vai reformar-se no final desta década, se não se reformarem antes”, referiu. “E será que os professores que vêm aí terão a mesma preparação?”, questionou. É uma incógnita. Garantir a qualidade da formação dos professores, não desvalorizar a formação em exercício, tornar a profissão atrativa, são questões essenciais que não podem ser descuradas, segundo o ex-ministro.

“Distribuição desequilibrada e assimétrica”

“Aqui já temos a casa a arder, nos Açores, há muito tempo”. A constatação é de Ricardo Baptista, presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, durante uma das conferências online da FNE. No Continente, afirma, a falta de professores começa a ser notada e falada, nos Açores, garante, já é um “problema enorme”. E porquê? “Porque temos uma carreira que não é valorizada, temos uma carreira que não é atrativa e, nos Açores, com a condicionante de que se queremos atrair um professor para a região temos, se calhar, de o fazer de uma forma mais atrativa do que ficar no Continente”.

O dirigente sindical concorda que a profissionalização dos professores deve ser feita em contexto de escola. Mas a falta de professores é um problema mais abrangente. “Temos aqui os dois lados da moeda. Aquilo que observamos, neste momento, é que, além de não existirem candidatos à profissão, os candidatos que escolhem a profissão são os que têm uma média inferior. Ou seja, não estamos a escolher os melhores para professores, o que é preocupante para uma visão de futuro”. Não se consegue atrair ninguém para a carreira sem se valorizar a profissão a todos os níveis, em termos salariais também.

Ricardo Baptista prevê que a escassez de docentes se venha a notar ainda mais depois da pandemia. Por isso, é preciso intervir o quanto antes com medidas pensadas e sustentadas. “Não vai haver uma fórmula mágica, mas aquilo que sentimos, e o que vai acontecer, é que os professores que estão nas escolas vão ser sobrecarregados para que os alunos não fiquem sem aulas”.

O futuro da Educação tem de ser pensado no presente e há várias questões para tratar. O CNE encaixa os vários desafios em três grupos. “Em primeiro lugar, os que se referem à escassez e, em contraponto, à oferta excedentária de professores, já que ambos são resultado de uma distribuição desequilibrada e assimétrica; em segundo lugar, o envelhecimento da população docente e a retenção de professores na profissão; e, por último, o défice de matrículas na formação inicial de professores e a permanência dos estudantes em cursos de formação de professores”.

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As nações das turmas numerosas promovem a exclusão – Paulo Prudêncio

 

As nações das turmas numerosas promovem a exclusão

Ainda do debate partidário, percebe-se que o PS não considera a questão encerrada. Fala em “gradualismo”. Mas considerando os 30 alunos de Nuno Crato, e com a redução de dois alunos por turma em cada década, em 2060 chegaremos a um número civilizado.

Ainda do debate partidário, percebe-se que o PS não considera a questão encerrada. Fala em “gradualismo”. Mas considerando os 30 alunos de Nuno Crato, e com a redução de dois alunos por turma em cada década, em 2060 chegaremos a um número civilizado.

 

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De um lugar seguro a um de preocupação…

Escolas: “Obviamente estamos preocupados”, admite Costa sobre nível de transmissão neste meio

O primeiro-ministro foi ainda questionado quando às escolas, admitindo: “Obviamente estamos preocupados e temos vindo a acompanhar muito de perto a situação”. Costa recorda ainda a testagem do pessoal docente e não docente, um processo que será “completado no próximo fim de semana”, incluindo técnicos das atividades extra curriculares e ATL’s.

António Costa garante que o Governo “tem estado muito atento” já que, repetiu, “o que é novo face ao que aconteceu é que esta variante, em regra, quando é comunicado um caso e se faz a testagem generalizada já há outros casos. Temos de alargar o universo de vigilância” já que “esta variante faz aumentar muito significativamente os riscos de transmissibilidade”, advertiu Costa.

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Em busca das aprendizagens perdidas – Marco Bento

Em busca das aprendizagens perdidas

Não sei se será mais uma sequela do Indiana Jones ou a demanda dos Cruzados na época medieval… mas, voltamos a sentir nesta altura um ligeiro sentimento a filme já antes visto… “Em busca das aprendizagens perdidas”.
“Voltar à escola física, neste 3.º período, resultará, em muitas salas de aula, na enorme ansiedade de se fazerem testes de avaliação no sentido de validar o que não se acredita como válido no online, mesmo reconhecendo todo o esforço tido durante o mesmo. (…) Assim, falar em recuperação de aprendizagens é falar na desvalorização de todo o trabalho realizado por alunos, professores e famílias, e repetirmos a mesma ideia pelo segundo ano letivo consecutivo.”
Pois recuperar as aprendizagens é repensar a Escola na sua estrutura, como por exemplo algumas das 17 sugestões apresentadas:
– Investimento na valorização dos professores
– Investimento nos processos de formação e desenvolvimento profissional ao longo da vida, com uma melhor qualificação pedagógica na formação contínua e repensar os modelos de formação existentes
– Investimento e reformulação da formação inicial de professores
– Repensar o processo de avaliação docente, na necessidade de valorizar os docentes que levam a profissão a um estádio de eficiência e valor mais alto e mais longe
– Realizar aferições internas (como é que não se poderiam não fazer?) e não uma avaliação classificativa de aprendizagens, personalizada a cada contexto
– Desenvolver planos personalizados de ação, em que se definam os conteúdos ou os conceitos estruturantes de aprendizagem em cada área disciplinar
– Encurtar os currículos obesos, pensando sempre em competências de aprendizagem
– Apostar nos apoios educativos, criando a figura dos mentores e tutores, que podem assumir par pedagógico com os titulares de turma, para criar um guia personalizado para o aluno com base no diagnóstico anterior
– Reduzir os alunos por turma, neste momento as turmas têm demasiados alunos que não permitem aos professores diferenciar da melhor forma as suas estratégias, com ou sem pandemia-
– Recusar assumir o aumento de tempos ou dias letivos, uma vez que a quantidade não é sinónimo de qualidade
– Desburocratização da escola, pois são demasiadas as tarefas de secretaria entregues aos professores, retirando-lhes o tempo para preparar pedagogia de qualidade
– Terminar com as turmas de multinível no 1.º ciclo do ensino básico
– Criar experiências culturais e artísticas interligadas com literacia e numeracia (resultado da ausência de cultura e a constante desvalorização curricular das expressões)
– Garantir espaços temporais de criatividade e ludicidade na aprendizagem (não podemos pedir a um aluno para ser criativo e não lhe garantir o máximo de experiências possíveis)
– Modernizar as redes de internet das escolas, garantindo uma rede de internet que fortaleça os modelos híbridos de aprendizagem
– Não podemos abandonar os percursos digitais que se fizeram até ao momento, pois agora podem ser potenciados presencialmente
– Auscultar os verdadeiros pedagogos (professores) para um desenvolvimento efetivo de escola

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A 10 e 11 de abril dar-se-á o grande exercício de vacinação de PD e PND

Segundo as afirmações do ministro Tiago…

O grande exercício será no fim de semana do 10 e do 11 [de abril]. Obviamente que esperamos que todos possam ser vacinados durante esse fim de semana, porque sabemos que existe uma grande concentração de esforços um pouco por todo o país, para que possam ser vacinados” nos centros de saúde, nas escolas ou em centros de vacinação, afirmou Tiago Brandão Rodrigues.

“Neste momento temos as listas que já foram providenciadas ao Ministério da Saúde e depois esperamos que durante esses dois dias, sábado e domingo, num enorme esforço, possam ser, efetivamente, vacinados todos os docentes do 2.º e 3.º ciclos, também os não docentes, também os mesmos profissionais do ensino secundário e, eventualmente, aqueles que não puderam ser vacinados por alguma vicissitude” no fim de semana de 27 e 28 de março, adiantou o ministro.

“Se eventualmente alguém ficou de fora, foi identificado para entrar neste próximo exercício“, nos dias 10 e 11 de abril, “onde o grande objetivo é, por um lado, poder recuperar eventuais profissionais que poderiam ter já sido vacinados no fim de semana anterior e depois todos aqueles que trabalham no 2.º e 3.º ciclos e também no ensino secundário, pessoal docente e não docente”, reiterou o ministro.

“Acredito que a task force responsável pela vacinação, que já tem as listas do Ministério da Educação de todos aqueles que são elegíveis para a vacinação, está também a preparar este exercício”, declarou. Para o governante, este é “um exercício importante” para “escalar o processo de vacinação em todo o país”.

 

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Calendarização da MPD

 

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