A vinculação proposta por Crato não é razoável porque contorna a lei, é descabida por deixar de fora 13000 que no imediato deveriam entrar nos quadros, cheira a embuste, é irrisória considerando o universo vinculável, tem cheiro a mofo por ser mais do mesmo do que se passou no passado, não respeita quem fez quatro anos de serviço a partir de 2001, cinco anos consecutivos é o mesmo que dizer a pelo menos dez mil professores “esqueçam a estabilidade profissional, agora emigrem!”. Como responsável pela petição apresentada à CE em 2009, não aceito isto, não posso aceitar que os meus colegas contratados inelegíveis por esta arquitetura sejam excluídos do processo de Crato.
Não, não posso aceitar em consciência que o que fiz serviu só para alguns e não para todos os que merecem o fim da injustiça.
Não, não contem comigo para estar calado. Informarei a Comissão Europeia desta enesima afronta à dignidade dos professores contratados.
É o que me resta, em consciência!
Jorge Costa (Professor do Quadro há vinte anos, que efetivou num tempo em que os professores ainda eram respeitados!)
… que podem obter o 6 contrato anual e completo no ano letivo 2014/2015.
Já analisei os dados desde 2009/2010 e dos 16300 docentes que obtiveram colocação em horário anual e completo a 31 de Agosto de cada um dos 5 anos letivos apenas 1420 tiveram contrato seguido nestes últimos 5 anos.
Com 4 contratos anuais e completos nos últimos 5 anos existem 3555 docentes, com 3 contratos nos últimos 5 anos são 4120 docentes, com 2 contratos existem 3559 docentes e com apenas 1 contrato anual e completo nos últimos 5 anos são 3646 docentes.
Durante o dia de amanhã apresento mais dados desta análise.
O pdf com 327 páginas encontra-se aqui e se quiserem confirmar a vossa situação agradeço, mesmo para despistar algum erro que o documento possa ter.
A primeira coluna refere-se ao número de candidato.
ADENDA: as listas usadas para este estudo são as seguintes:
Estas são as únicas na base do estudo, porque são públicas. As colocações em contratação de escola nunca foram tornadas públicas no site da DGAE e por essa razão não estão aqui tratadas. É provável que mais docentes tenham tido contratos anuais e completos em escolas que fizeram a contratação ou por terem ficado colocados em horário temporário o mesmo terá sido prolongado até final do ano. Estes dados não os tenho e não consigo adivinhar caso a caso.
Em causa está o desrespeito por parte dos colégios privados do contrato colectivo de trabalho estabelecido entre a Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) e a Fenprof, com alguns colégios privados, e, refere a federação de professores em comunicado, “particularmente os do Grupo GPS”, a adoptar como norma tempos lectivos de 60 minutos, ao invés de 45 minutos, previstos na legislação em vigor.
É que mesmo com o contrato coletivo de trabalho denunciado pela AEEP ele mantêm-se em vigor, pelo menos até 2015.
E mesmo assim, no caso da sua caducidade, existem regras que se manterão enquanto não existir novo acordo e uma delas é o tempo de trabalho.
A nível de contratação de escola, até 31 de Dezembro de 2013, surgiram 2803 horários anuais, sendo que 1317 foram completos e 1242 horários temporários, dos quais 417 foram completos.
O ministro da Educação anunciou hoje que vai rever a legislação para que, a partir de 2015, os professores contratados para horários completos durante cinco anos seguidos ingressem diretamente nos quadros a partir do momento em que celebrem o sexto contrato.
Nuno Crato anunciou também que já este ano será lançado um concurso de vinculação extraordinária, em que deverão entrar para os quadros dois mil professores, admitindo fazer outro no próximo ano caso seja necessário.
Para além disso, prometeu desde já aumentar os salários do contratados de forma a que correspondam aos de um professor no início da carreira. Uma medida que terá um impacto de 16 milhões de euros ainda este ano.
Nuno Crato anunciou estas medidas em conferência de imprensa, a três dias do fim do prazo dado pela Comissão Europeia para o Governo português comunicar as medidas previstas para melhorar as condições de trabalho dos professores contratados.
Ministério da Educação agendou conferência de imprensa para a tarde desta sexta-feira.
A três dias do fim do prazo dado pela Comissão Europeia (CE) para o Governo português comunicar as medidas tomadas para rever as condições de trabalho de milhares de professores contratados, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) convocou, para as 13h desta sexta-feira, uma conferência de imprensa sobre o assunto.
Começo a desconfiar que em Viana do Castelo há uma grande dificuldade em acertar com o tempo de serviço para concurso.
Imagino que isto tenha sido um copy/paste mal feito de concursos anteriores.
“Estamos aqui para mostrarmos quem somos, já que o ministro não sabe, desconhece a realidade”, afirmou Jean Campiche
Um retrato de “um longo trabalho de 30 anos”, o testemunho de professores e uma sala repleta de alunos e funcionários marcaram os 12 minutos de protesto contra o ministro Nuno Crato, na Escola Superior de Educação de Santarém.
Com início às 16:00, a mesma hora em que em todas as escolas superiores de educação do país as atividades letivas pararam durante 12 minutos (o tempo que durou a entrevista em que o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, proferiu declarações sobre a qualidade dos licenciados destas escolas), membros dos órgãos diretivos da escola de Santarém juntaram-se no auditório com a comunidade académica, para mostrar a sua “manifestação de desagrado” perante a comunicação social.
“Magoa o nosso trabalho não ser conhecido e ser tratado com tanta leviandade por quem nos tutela”, afirmou Maria João Cardona, ex-diretora da Escola Superior de Educação de Santarém (ESES), declarando o seu “orgulho” pelo “muito bom trabalho de 30 anos”.
Aos números apontados pelo atual diretor, Jean Campiche, para dar a dimensão do trabalho desenvolvido na ESES, Maria João Cardona acrescentou “a grande tradição” desta escola no trabalho com África (nomeadamente na elaboração dos manuais escolares de São Tomé e Príncipe) e mais recentemente com o Brasil.
As Escolas Superiores de Educação “não estão na infância, já deram muitas provas de muito e bom trabalho”, frisou, realçando o desconhecimento por parte de Nuno Crato da realidade de uma formação muito próxima da das universidades. Outra das professoras, e subdiretora, Helena Luís, lembrou que a estrutura curricular “é exatamente a mesma, tal como é a mesma agência que avalia os cursos”.
“Estamos aqui para mostrarmos quem somos, já que o ministro não sabe, desconhece a realidade”, afirmou Jean Campiche, mostrando os números de uma longa experiência de formação nas áreas da educação e do ensino, iniciada em Santarém em 1979.
Atualmente com 723 alunos e 62 professores (48% dos quais doutorados ou com o título de especialistas e 31 em doutoramento), a ESES leciona cinco licenciaturas, oito mestrados, dois cursos de especialização tecnológica e duas pós graduações, frisando o diretor que são precisos cinco anos (licenciatura mais mestrado) para formar um professor.
Mas não me acredito que este protesto tenha sido unanime. 😉
Mail que me chegou e que reflete alguns dos problemas das habilitações profissionais nas contratações de escola e que ainda não foram resolvidas e pelos vistos tendem a agravar-se.
A propósito da recente vaga de horários em oferta de escola, que reavivou questões já por mim anteriormente denunciadas e para as quais não obtive resposta objetiva, encaminho o email que fiz chegar ao DGAE e à IGEC. Creio que esta questão das habilitações e da sua (des)adequação aos grupos de recrutamento, em particular no caso das línguas, merece uma reflexão.
Obrigada pela atenção.
Exmo(a). Sr(a).:
Na sequência de contacto anterior (email de 4 de outubro de 2013), venho, uma vez mais, dar conta de situações que me parecem irregulares em horários apresentados a concurso de oferta de escola para o grupo 300 e solicitar esclarecimentos sobre a legalidade das ocorrências e a atuação a desenvolver em face delas.
Assim, diversas escolas e agrupamentos de escolas (nomeadamente o Agrupamento de Escolas de Valongo, Agrupamento de Escolas Garcia de Orta (Porto), Agrupamento de Escolas Escultor António Fernandes Sá (Vila Nova de Gaia) e Agrupamento de Escolas D. Pedro I (Vila Nova de Gaia) ), apresentando a concurso um horário do grupo 300 – que, segundo o mapa n.º 4 anexo ao Decreto-Lei N.º 27/2006, de 10 de fevereiro, diz respeito à disciplina de Português – condicionam a candidatura de professores habilitados profissionalmente apenas para a docência dessa língua com a referência à inclusão da disciplina de Francês no mesmo horário.
No meu entendimento, não estando os docentes profissionalizados no grupo 320, bem como os do 330 ou 350, impedidos de concorrer ao grupo 300, se o horário a concurso integrar apenas carga letiva associada à disciplina de Português, a mesma legalidade já não se verifica se se exigir a formação em Francês aos docentes habilitados para o grupo 300, que podem ser possuidores de habilitação para a docência apenas de Português (enquanto detentores de uma licenciatura ou mestrado em Línguas e Literaturas modernas – variante de Estudos Portugueses, por exemplo). Por outro lado, entendo que o horário também não deveria ser encaminhado para o grupo 320, uma vez que os docentes desse mesmo grupo possuem, frequentemente, habilitações mistas, quer nas línguas românicas, quer em línguas românicas e germânicas – Francês/Espanhol, Francês/Inglês, Francês/Alemão –, pelo que, creio, a única solução correta e adequada às necessidades das escolas e dos alunos e respeitadora das competências específicas dos docentes de cada grupo de recrutamento seria a divisão do horário, de acordo com o número de horas da disciplina de Português (encaminhadas para o grupo 300) e de Francês (encaminhadas para o grupo 320).
Agradeço um esclarecimento sobre a situação descrita que, sendo recorrente, impede, a meu ver errada e discriminatoriamente, muitos candidatos do grupo 300 de se apresentarem a concurso em ofertas indicadas como sendo para esse grupo de recrutamento, para o qual possuem, reforço, habilitações legalmente reconhecidas. Aproveito para solicitar igualmente informações sobre a existência de base legal que os possa impossibilitar de concorrer e de aceder aos lugares desse modo levados a concurso (uma vez que estarão apenas a concorrer a um horário do grupo 300, para o qual estão habilitados) ou que possa levar os estabelecimentos de ensino a não os considerar na seleção, assim como sobre as consequências desses atos, quer para os candidatos, quer para as escolas/os agrupamentos.
Relembro ainda que, processando-se as candidaturas a oferta de escola através de uma aplicação informática desenvolvida pelo Ministério da Educação, a mesma só permite a cada docente aceder às ofertas dos grupos de recrutamento para os quais está habilitado ou para as de técnicos especializados. Assim sendo, apresentam-se aos professores de Português apenas as ofertas que deveriam ser para essa disciplina – grupo 300 –, circunstância muitas vezes, como expliquei e comprovo em anexo, perturbada pela inclusão de horas de Francês. Deixo a sugestão de processar as ofertas por disciplina a lecionar e não por grupo de recrutamento, por forma a interromper esta inexplicável e caricata forma de atuação e a minimizar a discriminação dos docentes de Português que concorrem apenas ao grupo 300.
Grata pela atenção e aguardando um esclarecimento sobre o exposto,
Compreendo as razões apontadas pelos editores do blogue que me foram transmitidas por contacto telefónico e por vezes dá-me a mesma vontade de colocar um fim de linha por aqui.
Uma coisa é certa, ficamos todos mais ricos com a existência deste blogue e espero que o Nuno e o Abel mais cedo ou mais tarde voltem ao trabalho que elaboraram nestes cinco anos de existência do ad duo.
A blogosfera educativa fica muito mais pobre sem este blogue que me habituei a acompanhar desde o seu início e tenho também a certeza que todos perdemos com este fim.
O meu nome é Cátia Vaz, sou educadora social e criadora do jogo didáctico “A Brincar e a Rir o Bullying Vamos Prevenir” que é o PRIMEIRO jogo existe em Portugal direccionado para a prevenção primária do bullying escolar.
Destina-se a crianças do 1º e 2º Ciclos, mas também a pais, professores, psicólogos, educadores sociais, entre outros técnicos preocupados em trabalhar junto dos mais novos esta problemática.
Após constatar que os meios de comunicação social têm dado ênfase, publicando frequentemente noticias sobre bullying escolar (nesta escola, naquela escola, menino,menina, vitima de bullying, agressor vitima de bullyind, etc.).
Este jogo tem tido bastante sucesso, sendo solicitado por diversas entidades (Escolas, Câmaras Municipais, Colégios, Instituições de crianças e Jovens institucionalizadas, pais, professores, psicólogos, educadores sociais, IPSS´s ) e vindo até referenciado no presente ano letivo no manual do 4º ano de português “A Grande Aventura”..
Deixo ainda os endereços do facebook, do site e blog deste jogo para ter uma melhor percepção do que lhe falo.
Que é os professores não conhecerem os avisos de abertura das escolas que não têm o seu site em funcionamento.
E isto porque a DGEEC descontinuou o serviço dos endereços .rcts e .edu.pt durante 3 meses.
E como alguns concursos exigem o envio de documentos para determinado mail até ao fim do prazo do concurso, haverá muita gente que não o faça a tempo.
5. Serviço GigaPop (páginas de Internet, caixas de correio eletrónico e plataformas de aprendizagem)
Como já foi previamente comunicado os atuais serviços (rcts e edu.pt) serão descontinuados. Assim, e em virtude desta descontinuação sugerimos que, caso pretendam manter o histórico das páginas Web e plataformas de aprendizagem, solicitem com a maior urgência os respetivos backups.
Pretendemos, ainda neste ano letivo, disponibilizar um novo serviço, mais atual e ajustado às necessidades das escolas, e que incluirá todos os serviços disponibilizados anteriormente pelo Gigapop, bem como ferramentas colaborativas. Outro aspeto que iremos introduzir e que julgamos corresponderá às expectativas das escolas, será o facto de poderem escolher a sua identificação dentro da rede única do MEC.
Apelamos à vossa compreensão para o período de tempo em que ficaremos sem serviço que se estima ser de 3 meses. Em casos imperativos devem garantir a publicação temporária dos conteúdos imprescindíveis das vossas páginas em serviços gratuitos disponíveis na Internet. Nestes casos, poderão dispor do apoio da equipa da DGEEC e das Direções de Serviços Regionais da DGESTE se entenderem necessário.
Fica aqui um mail que me chegou dando conta desse problema.
Arlindo, ontem estava a acabar de concorrer às ofertas (bem, tecnicamente já era hoje) e o meu cérebro foi assaltado por uma dúvida (desde que não seja assaltado em dinheiro, vamos indo!). Acabado de concorrer a cerca de 120 ofertas ao grupo 110, embora tenha sempre dado aulas ao 220 nestes 11 anos e a mais umas quantas ao grupo 220, surgiu-me uma dúvida:
um candidato – que não eu, que com média de 23 terei ainda poucas hipóteses – que tenha uma média de 24 ou 25 e tenha concorrido até meio do país, como eu, certamente dessas 120 ofertas será chamado para entrevista para pelo menos 1/3 das vagas a que concorreu. Aí surge mesmo uma situação caricata, o ser chamado para “prestar provas” em diversos estabelecimentos à mesma hora e em sítios tão díspares como Viseu, Guimarães ou Santarém, por exemplo. Se recusar ir à entrevista pode perder um lugar, se disser que já tem “marcações” noutro local perde a vaga na mesma. E agora? O candidato tem direito a ser entrevistado…
Daí que defenda que neste tipo de vagas continue a utilizar-se o critério da graduação e/ou com mais 1 ou 2 critérios pré-definidos pelo MEC e não entrevistas, que muitas vezes servem para perder tempo, aumentar enormemente os gastos e fazer-nos correr, com perigos de acidentes porque se chegarmos 5min atrasados dá uma impressão negativa do candidato, etc. Será quer vamos ter que pernoitar numa qualquer pensão ou mesmo no carro para evitar mais kms e despesas avultadas?
Penso que seria um bom tema de reflexão para o dia de hoje, uma vez que há já dezenas de vagas que terminam o seu prazo de candidatura hoje. Segunda-feira começará a confusão geral…
O quadro diz quais são os horários anuais ou temporários deixando alguma margem para uma dupla interpretação no caso de se conhecer a duração que permite pedir o horário em questão.
Lembro que os horários anuais terminam a 31/08/2014.
Com a publicação do orçamento de estado para 2014 (Lei n.º 83-C/2013. D.R. n.º 253, Suplemento, Série I de 2013-12-31) a fórmula de cálculo da taxa de redução remuneratória, art.º 33.º, foi alterada. Assim, os vencimentos ilíquidos dos professores para 2014 (valores que já confirmei na secretaria da minha escola) são:
Fica também aqui um exemplo do valor líquido dos vencimentos dos professores em 2014 (usando as tabelas de retenção de IRS de 2013):
Aos valores apresentados acrescem aos cortes de 2013.
Adenda (15/1/2014): As tabelas de retenção na fonte para 2014 foram publicadas hoje (como os valores não sofrem alterações relativamente a 2013 a tabela dos valores líquidos já é definitiva). Foi também atualizada a taxa de redução do vencimento de 2014 (índice 235).
É o erro que aparece em todos os sites de escolas com extensão rcts.
Ficam aqui alguns exemplos de escolas com esta extensão e que ocorre o erro e a resposta da Fundação para a Ciência e Tecnologia sobre este assunto:
Exmos. Senhores,
Informamos que a FCCN deixou de prestar apoio às escolas, desde Maio de 2010.
De futuro deverão contactar com o GEPE – Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.
No parecer que agora vai seguir para o Ministério da Ciência e da Educação, defende-se que os professores recebam formação, de forma a garantir não só o domínio da língua como as técnicas de ensino precoce
O Conselho Nacional de Educação (CNE) pronunciou-se nesta segunda-feira a favor da introdução do ensino do inglês no primeiro ciclo, a partir do 3.º ano e com uma carga horária de, pelo menos, duas horas que devem ser distribuídas ao longo da semana.
No parecer deste órgão consultivo, elaborado a pedido da tutela e que deverá seguir agora para o Ministério da Ciência e da Educação (MEC), em conjunto com um relatório técnico, pode ler-se, entre outras recomendações, que “a inclusão da disciplina nos 3º e 4º anos” deve assentar “numa periodicidade não inferior a duas horas semanais, integradas nas 25 horas” previstas no currículo semanal.
Segundo o presidente do CNE, David Justino, esse mínimo de duas horas deverá ser distribuído pelo horário de forma “a garantir intensidade na aprendizagem”. O ex-ministro da Educação argumenta que o ensino de uma língua “pressupõe hábito e rotina” e é mais vantajoso “dar 20 minutos durante três dias” do que uma hora uma vez por semana.
David Justino salientou que os professores que leccionarem a disciplina a estas idades devem não só dominar o Inglês, como também as ferramentas pedagógicas e didácticas adequadas a esta faixa etária. “A preparação do lançamento da obrigatoriedade do inglês no primeiro ciclo deverá obrigar a uma formação em moldes que o MEC deverá definir”, disse, acrescentando que neste momento existem professores com as habilitações necessárias, mas não serão em maioria nem suficientes para arrancar com o programa.
O presidente do CNE afirmou que pode haver formação pedagógica para os professores que dominem o inglês, mas leccionem a anos mais avançados, ou, então, formação de Inglês para aqueles que dominem as competências pedagógicas e didácticas do ensino no primeiro ciclo. No geral, o documento recomenda que “a docência do Inglês no ciclo em apreço seja assegurada por professores especialistas no domínio do ‘ensino precoce da língua’, envolvendo formação científica e pedagógica devidamente certificada”.
O parecer refere ainda a docência da disciplina deve ser assegurada “em regime de coadjuvação”, o que pressupõe, por um lado, a existência de um professor “proficiente no domínio da língua” e “competente no domínio das técnicas de ensino precoce” e, por outro, a existência de um professor titular da turma que garanta a articulação da disciplina com as restantes aprendizagens: “Das 25 horas [actualmente previstas] há duas, três ou duas horas e meia que são afectas ao Inglês, com a coadjuvação de um outro professor”, disse, salientando que se o professor titular da turma reunir as competências necessárias poderá ser ele a fazê-lo, mas tal “ficará à consideração do MEC e das escolas”.
Passou a ser presidente do Conselho de Escolas o Diretor da Escola Secundária Eça de Queirós na Póvoa de Varzim, José Eduardo Lemos, que venceu na segunda volta o Diretor Agrupamento de Escolas Dr. Vieira de Carvalho na Maia, José Octávio Soares Mesquita.
Fora da fase final ficaram os candidatos Fernando Paulo Mateus Elias, do Agrupamento de Escolas de Colmeias em Leiria e o ex-presidente do Conselho de Escolas Manuel Figueira Castilho Esperança do Agrupamento de Escolas de Benfica.
Porque há quem já esteja com marcação de aulas observadas e de acordo com o Despacho n. 16504-A/2013 encontram-se dispensados da realização do período probatório. Mas há sempre um ou outro diretor como S. Tomé, que só depois de ver a lista é que efetiva essa dispensa.
O Ministério da Educação e Ciência (MEC) e a RTP vão lançar um site destinado a ajudar alunos, professores e pais no momento de aprender, tendo dez áreas distintas como Português, Filosofia ou Artes.
O ministério e a Rádio e Televisão de Portugual (RTP) assinaram hoje um protocolo de colaboração para o lançamento e consolidação do projecto “Ensina”, um site de “divulgação de conteúdos audiovisuais ligados a diversas temáticas da área da Educação e vocacionado para alunos, professores, pais e público em geral”, explicou o ministério em comunicado.
Através de programas já emitidos ou novos conteúdos, o “Ensina” pretende ser uma ferramenta de “consulta rápida e acessível” que irá destacar conteúdos que privilegiem a língua, a cultura e a ciência em português.
O portal vai começar por ter 800 conteúdos formativos e de carácter pedagógico distribuídos por 10 temas: Artes, Português, Ciência, História, Cidadania, Filosofia, Educação para os Media, Espaço Infantil e Conhecer a RTP e RTP nas Escolas.
O ministro da Educação, Nuno Crato, admitiu hoje vincular aos quadros mais professores contratados com vários anos de serviço, embora sem avançar datas para um novo procedimento de admissão de docentes.
A segunda:
Durante a tarde, os conselheiros reúnem-se e elegem entre si o novo presidente
O Conselho das Escolas tem agora uma estrutura mais reduzida, tendo passado de uma composição de 60 conselheiros para um máximo de 30 previsto na lei.
Portugal tem uma das mais altas percentagens de jovens que queriam prosseguir os estudos, mas não têm possibilidade de os pagar (38 por cento, cerca de 4 em cada 10), revela um inquérito patrocinado pela Comissão Europeia que é hoje apresentado em Bruxelas.
O estudo incidiu em 5.300 jovens, 2.600 empregadores e 700 instituições educativas de oito países da União Europeia: França, Alemanha, Grécia, Itália, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido.
Intitulado “Educação para o Emprego: Pôr a Juventude Europeia a Trabalhar”, o designado relatório McKenzie sublinha que entre os oito países estão as cinco maiores economias da Europa (Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Espanha), dois dos países mais afetados pela crise (Grécia e Portugal) e um da Escandinávia (Suécia).
No conjunto, estes países têm perto de 75 por cento do desemprego jovem na União Europeia a 28.
O valor das propinas pago pelos estudantes nas universidades públicas ultrapassa os mil euros por ano e o relatório indica outro fator que eleva as despesas: a deslocação da área de residência. “45 por cento dos jovens tem de sair da sua cidade para continuar a estudar”.
Neste inquérito, um terço (31 por cento) dos jovens portugueses declarou não ter tempo para estudar porque tinha de trabalhar, o valor mais elevado entre os países analisados.
O colóquio “A Urgência da Literatura” que decorreu ontem e hoje no Centro Cultural de Belém tornou-se esta tarde palco para mais uma manifestação de professores contra o ministro da Educação Nuno Crato.